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terça-feira, 7 de março de 2017

O que resta do Marvão Folião (nós...pouco mais... e já não é pouco!)

Oi gatchinhas... tudo miau?
(Com Leonor, Alice e Maria. As mais que tudo. Mulheres...)

Na antevisão... no dia antes...

MMMIIIIIIAAAAAAAAUUUUUUUUUUU...

Digo sempre isto que vem no título deste texto. Digo isto porque... o penso. Muitos me criticam, tantos me criticam, até os meus! E eles me criticam… mas o vosso Tio Sabi, quer é que se amole! Sou um desalinhado de toda a vida. Toda a vida o fui e serei sempre até ao meu último suspiro. Não quero com isto dizer que sou tonto, casmurro, que vou contra o que todos pensam, ou não sigo conselhos. Sou tudo isso e faço isso tudo mas… é passando por elas que verdadeiramente sei… como é que me nelas me safo. E isso é uma coisa que só eu e mais ninguém poderá provar.

Tudo isto para dizer que os eventos, que na origem de muitos estive (continuados, ou descontinuados) são, como as relações entre as pessoas: ou se investe nelas, diariamente, para que cresçam, ou morrem.

A luta fraterna de manter viva uma relação, de ver na nossa parceira, a namoradinha de sempre; é trabalhosa e muitas vezes… inglória. E está muito longe de ser bem sucedida, na grande generalidade dos casos. Quantos casos de homens e mulheres que têm uma vida construída a dois, com filhos, casa, carro, contas em conjunto conhecem, que na verdade, são dois perfeitos estranhos que não falam, não conversam, não se acariciam, apenas cometam as assexualidades? Se pensarem um pouco…

Pois dizia eu que o Marvão Folião foi um sonho lindo, no qual investi muito enquanto vereador responsável pelo pelouro da cultura, envolvendo-me, mobilizando os meus amigos, fazendo a festa. Mas o Marvão Folião em 2017 está reduzido a um desfile com um ou dois grupos, que fizeram a festa nas ruas sem ter alguém que os mobilizasse, organizasse. Sem conseguirem chegar ao outro lado: as pessoas. Um largo da Igreja com uma fantástica tarde de sol, com meia dúzia de miúdos mascarados e pessoas adultas, vestidas, olhando à volta.

Os grupos que eu vi estavam muito bem disfarçados, com piada e humor. Riam-se, faziam poses, tiravam selfies, mas faltou ali a dose de loucura conjunta que extravasava no meu. A gente ficava tipo em transe, não só pela "vinha de alho", mas pela euforia de estarmos mascarados. De nos vermos uns aos outros assim. 

O envolvimento do Agrupamento de Escolas de Marvão, das instituições com utentes ainda capazes de interagir (Santa Casa da Misericórdia de Marvão, APPACDM), foi envergonhado e resumido à manhã de sexta feira. Não houve uma tentativa os envolver noutros dias, noutras áreas... no fundo, organização... é o que aqui não tem mais não!

Tirando a matiné na discoteca A Cave, que, a meu ver, funcionou bem, no centro da aldeia (e ali sim, é o sítio! Não a comédia no pavilhão, do ano passado), houve um ou outro concerto/baile mas… sem expressão.

Felicitei uma DJ que conseguiu meter a minha Alice a dançar o “Paquito Chocolatero” e do outro lado recebi uma saudação nada simpática, de alguém que se disse zangada comigo, pela minha não participação, como tinha dito que faria, no ano passado. Uma recomendação pareceu-me ouvir, que não fosse escrever sobre isso. Sugestão que cai, obviamente, em saco roto. Esse tipo de proposta, que não tomarei como advertências, não me apaziguam. Antes… incentivam. Este blogue é realmente a única coisa de que sou dono. Quem não gosta, pode fazer um, ou criticar este. Mas nunca ser o editor, quem diz o que sai e não sai. O preço a pagar é perder clientes, mas isso, é um risco de quem se expõe. Outra vez a velha máxima do Tio Sabi: “Cristo que era Cristo, e tinha a cunha do pai que tinha, com 33 anos já estava cravado no barrote. Por isso, agradar a todos é difícil. O caminho, é percorrer o nosso. Sempre pela nossa linha orientadora”

Devo dizer, recordando, que a ideia de se fazer um carnaval em Santo António, nunca foi, de todo, minha. Houve um ano em que, do nada, surgiram duas, ou três, ou quatro, ou cinco, cabecitas iluminadas, e a coisa deu-se. Desse ano, lembro-me de ter ficado fascinado quando, depois de almoçar na casa dos meus sogros, me aproximei do largo da igreja e vi montes e montes de gente disfarçada, com trajes e carros. Foi o ano em que o meu cunhado Bonito se vestiu de bruxa, com as pequenas e eu… vi, atónito, de fora.

Depois, como sempre fui muito brincalhão, coisa que, graças a Deus ainda não me falta, e subi à câmara; tentei por todos os meios, para que no ano seguinte, pudesse ajudar a coisa a ganhar corpo. Já estive então, na produção temática (cartaz/Internet), na contratação de uma boa orquestra espanhola para a noite de sábado, num segundo desfile na terça, em fazer a coisa maior, mais forte, melhor, como é sempre meu apanágio, em tudo o que me meto. Sempre aspirando ao melhor. Está-me na matriz.

Fosse de produtor do Circo Cardinas, de chefe ciganorro vendendo droga, de padre no 1º casamento gay de Santo António, ou de Jacinto Leite Cápelo Rêgo, a enterra-lo todo, envolvi—me sempre ao máximo e para isso consegui o apoio e o envolvimento do meu grupo de amigos que foram, como sempre são, insuperáveis. Contámos com o envolvimento de duas glórias dos carnavais da vila, o Sr. Sarnadas e o Sr. Ramos, que se juntaram a rapaziada que estava com o pé cá, e lá (o Sr. Pousadas e o Sr. Coelho), e ajudaram os da terra (o Zeca, o Bonito, o Barradas e eu) a viver jornadas absolutamente memoráveis sempre com o mesmo lema: “A gente não vai para fazer rir, vamos para nos rirmos. Se conseguirmos as duas…tanto melhor!” E isso quase sempre aconteceu. Porque mesmo para se brincar, tem que haver muito trabalho, muita dedicação, muito amor à causa, e nós tínhamos isso tudo! Tão felizes que fomos...

Clicando neste blogue no separador da direita CARNAVAl, tem-se aceso à história quase toda, ou pelo menos uma viagem muito aproximada ao que foi.

Depois, eu realmente tinha dito que minha vontade era regressar. Se eu adoro isto… Nisso faço o mea culpa. Mas os tempos são outros e quanto a isso… nada pode ser feito. A terra caiu. Nem tudo mudou mas tanta coisa, mudou. Somos poucos e cada vez menos. Não sei bem se foi da crise que nos limpou a todos, ou se foi a moral que foi por terra, mas aquela aldeia que eu vi a fervilhar de vontade de festa, e de fazer uma folia caseira que fugisse ao Castelo de Vide sempre igual, morreu. Aquele furor será já irrepetível agora, e talvez no futuro, digo eu.

Aquele grupo de mancebos que se juntaram para uma desbunda e um frenesim destrambelhado ficaram mais velhos. Não sei se foi da idade, ou de coisas que me aconteceram, mas eu já não me estou a ver fazer o que fazia. E não sou só eu. Não é por mim. Eles também estão nessa. A movida é outra.

Mergulhos numa piscina insuflável, com um frio de rachar, e bater com a cabeça nas pedras até ficarmos quase desmaiados, porque a ideia era fazer chapinhar muita água, e os branquinhos traçados não nos deixaram calcular bem a distância? Não fui o único…

- “Bem… dei uma cabeçadorra…”, disse a um. Que me respondeu: “E eu?!? Nem sinto o céu da boca…”

E o frio que estava… E o que chovia…



Neste carnaval, com a pequenina Alice já na charanga


Clicando aqui:

Neste ano 2017… não brinquei muito mas… o suficiente (mínimos olímpicos).

Começou com as pequenas gatinhas no domingo, que levei à discoteca...




No regresso à discoteca "A CAVE", de tantas e tão boas memórias; de outras tantas tardes/noites da minha vivência, a passagem de testemunho à minha filha Alice, que dizia que não gostava de discotecas, mas agora apanho tanta vez, sozinha, a ver o MTV, o VH1 e o MCM. 



Nas paredes, o reencontro com a minha história, graças a alguém que se lembrou de fazer um quadro com a página de um jornal local, que publicita no mesmo dia! (19 de Dezembro de 1971), o casamento dos meus pais (João e Alzira Sobreiro), e os sogros do meu irmão, Miguel Sobreiro). "Ele há coisas do destino", pensam vocês, "ah pois é, bebé", diz o vosso Tio Sabi. O "Notícias da minha terra" poderia editar agora um suplemento a cores, no Algarve, com uma reportagem sobre os rebentos, dos rebentos dos nubentes de então. Era engraçado, não era?

A 31 de Dezembro de 1971

No dia 19, na Capela do Pereiro, Afonso Costa Serra, filho de José Carrilho Serra e de Maria Jacinta das Pazes Costa; com a menina Esperança da Pena Maroco, filha de Maria José Baptista da Pena e de José da Estrela Marques Maroco. Padrinhos os Srs. Afonso Baptista Mouro e José Maria Marques.

Que sejam felizes, são os nossos votos.

Em Fátima, realizou,—se no passado dia 19 de Dezembro (de 1971), o casamento de João Bengala Lopes Sobreiro, filho de Leopoldo Lopes Sobreiro (cont.),

falecido, e de Maria Bengala Sobreiro, com a menina Maria Alzira da Silva Ereio, filha de João Ereio e de Maria Isabel da Silva.

Foram padrinhos os Srs. João Dinis Carita, e Albano Henriques dos Santos. Desejamos as maiores venturas ao jovem casal.



Se o bom d' "O altaneiro", onde eu mandava e fazia tudo (escrevia, fotografava, paginava, recolhia assinaturas, nada recebia), e o que manda hoje no concelho (já vai para 12 anos!!!!':( ) também aparecia na ficha técnica, mas fazia o que faz hoje (pouco ou nenhum), ainda existisse...



 Na segunda feira, num comentário que fiz à minha amiga Fernanda Gasalho que partilhei no meu mural do facebook...

Ei-la! miiiissssttteeerrriioooossssaaaa
Impossível de adivinhar. Verdade?


Foto dela que legendei: Ui, ui... pele—vermelha só queria fumá cachimbo da pázzzzzzz... Quando se tem o espírito folião que o nosso grupo tem, as coisas nascem naturalmente, quase por magia. Se se tratava de um jantarinho privado, entre amigos, só para reforçar a amizade e o espírito carnavalesco, quem é que nos havia de dizer a nós que, sem nada termos combinado antes, nos vestiríamos todos, quase todos (aquele teu Nani... ia vestido dele... que seca! :( mas pelo menos, foi! :) ), na temática "Oeste Muito Selvagem".

Assim, do nada, surgiram os Grandes Chefes Sargentão Reformadão e Penca Grande Sabis Sabis; o cowboy Zeca Pistolas, e as suas cowgirls Matildinha e Xerife Alice Rufia.
Agora, juntas—lhe os elementos que faltavam, e tão importantes são: o Fernando Bonito Dias, o Manuel Coelho, o meu carequinha Rui Pousadas, e compões o quadro com as nossas companheiras que se juntavam a nós: tu, nossa professorinha; a Cris, a Paula, a Carla (que eu sei que também gosta disto, embora se envergonhe :))... e já está: O OESTE SELVAGEM DA RAMILA DE CIMA!

Metias uma camioneta grande (Alô Zeca! ;)), arranjavas um burro, uma vaca; enfeitavas tudo com adereços (pistolas e afins) e regavas, como é óbvio, com muito Whiskey! E estava o nosso motivo feito.

Depois... sairias para fazer rir quem? (Se estes gajos deixaram morrer isto... Custa a fazer mas basta um ou dois maus, para matar e acabar de vez)
Se já não há ninguém nas ruas? Sairiam, como no domingo, para olharmos uns aos outros feitos parvos?

Depois... estarias a "trabalhar" para quem? Na altura, eu era o vereador da cultura e tinha de ser o primeiro a dar o corpo às balas. Consegui ter a ajuda do meu grupo de amigos, e mobilizar os outros foliões da terra.

Agora, que desfilem os caretos que lá estão! A ver se conseguem melhor que a merda de nada fazerem, que têm feito.

Desgraçados. Não só não fazem, como estragam o que foi feito, por quem sabia, antes deles.

Deixemos—nos estar assim, amiga. Quietinhos, na nossa, à espera do que pode sempre vir aí.

Depois, como ontem e para alguns com mais genica, como os outros do filme que diziam, "we will always have Paris", "We will always have Castelo de Vide". ;)

Abraço grande, minha querida. E obrigado! Eu é que te agradeço a ti! ;) :D

E as minhas fotos da soirée...


A xerife cowgirl Alice Rufia, um Ás no laço... 


E a domar o seu cão amestrado Ran Tam Plam (com a língua de fora!)


Índio da Penca... UH Raptou Capuchinha!



 E já no São's Saloon...
Grande Chefe Sioux "Penca Grande" com o cowboy "Zeca Pistolas"

UUUUUUUUUUU gritando e fumando!!!!! U-BU-BU-BU-BU-UUUUUUUUUUUUUUU



Grande Chefe "Sargentão Reformadão" curtindo a fumaça

E fazendo prisioneiros à civil, para os converter à causa

Que aderiram logo! Não tinham como fugir...


No entanto, depois de tanta alegria e gargalhada o grande momento folião ainda estava para vir, e chegou com os meus vizinhos da APPACDM, no meu bairro, na terça feira gorda.


 Se a terra estava tão parada, tão morta, sem desfiles e matinés, porque raio estava a pequena a teimar que queria ir sambar para o cantinho do Miradouro?


— Ó filha, eles querem mas o dia está tão ruim. Está frio. O som convida mas aquilo é mais carolice da Luzia, cotadinha.

— Mas dá—me uma razão para não ir... não tens!

— Ó filha... (a ver se passa...)

Nisto passam os utentes da APPACDM de Portalegre, do fundo do bairro, todos mascarados e ela... vês?

E eu pensei: tu queres ver isto?

Se o pensei, melhor o fiz. Disse—lhe que sim com a cabeça e cavalgámos os dois, escada acima, à procura dos fatos do jantar de ontem à noite, do Marvão Folião Privado, só para os sambistas da Escola de Samba "Unidos da Ramila de Cima". Eu, de Grande Chefe "Penca Grande", ela de Xerife Alice, a temível.

Eina pá, quando lá chegámos, revivi mesmo a alegria que sentia nos primeiros anos, quando estava a ajudar a criar esta festa. Quando a avenida 25 de Abril, parecia o sambódromo, cheia de gente ávida dos grupos, à beira de cada café.

Toda a gente a rir, (e o gozo supremo que me dá conseguir provocar essa explosão de sentimentos, que é a gargalhada)'

"Então não o conheces?

"Sim, claro. É o amigo que mora ali."

E eu de cara fechada e cara de mau, com sotaque brasileiro. "Mim não! Mim ser Grande Chefe Penca Grande e vem aqui brincar ao Carnaval com você. Vamo soltá a franga?"


Ele está a gritar e eu, a rir alto...
Para já: mandamos fazer 500 calendários. 
Enviamos à cobrança e claro, fatura, obviamente. 
Ideal para afastar formigas dos açucareiros. Aceitam—se devoluções.

A—la—la—ôôôôôô; mais qui calôôôôôô
atravissamo o disertu do Sahára
u sol istava quentxi e queimou a nossa cara 
A—la—la—ôôôôôô; mais qui calôôôôôô

O que faz uma Xerife, uma gata malévola que só me queria assustar, e um elefante tareco? 
Brincando​ ao Carnaval no Miradouro!

Gira... BUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!! 
Gatinhas assanhadas, mães de patinhas admiradas com o Carnaval?!?!?
Só no Cantinho do Miradouro!



Arrasta o pé, Abelinha!

Apresentando,: Miss Laura Can Can. <3

Eh Ti Mário: Estás cá com um bigode...
Gatas da alta, também apareceram.


Um lanchinho em que todos contribuiram e levaram de casa..
E o bonito que assim é...



 Extraordinário look, o do meu vizinhança. 
Mandámos vir um escalpe destes para cada um. ;)

Ó Laurinda, linda linda. 
És mais linda do que o sol. ;)

Irmã Marta, à espera do pastorinho?

 Com a responsável desta paródia toda, Dona luzia! Parabéns!



Cantava o grande Vitor Espadinha que recordar é viver. E é. Ninguém pode levar a mal, para já, porque é ainda (sobre o) carnaval; porque o blogue é do Tio Sabi e ele é que diz que discos é que deve de haver na Jukebox (que o gajo nunca mais me vem cá arranjar); e depois porque a vinda aqui não é obrigação para ninguém. Vem só se gostas. Obrigados.


Até pró ano, pessoal!!!!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Marvão Folião 2016 - A história e o ponto da situação, pelo vosso Tio Sabi

também conhecido como  padre Jácinto Leite Cápelo Rêgo




Escrito enquanto chove muito, ao lume…

Este depoimento, vulgo post, deu muito trabalho a fazer e é a mais que merecida homenagem ao meu grupo do Carnaval, “Escola de Samba - Unidos da Ramila de Cima”.

Inclui centenas de fotos e hiperligações a arquivos na internet, deu o trabalho do dia inteiro a fazer mas ficou bom. E é merecido!

É um agradecimento e um pedido de desculpa formal, que não tenho de o fazer mas que me apetece. Peço desculpa como pedi ontem aos meus amigos por me ter lembrado de ter tido um acidente de mota que quase me finou e fez com que esse grupo onde me enquandrava tivesse perdido a tesão de continuar. Se eu tivesse sabido a arraia que aquela desatenção na direção (ou lá o que foi) ia dar, que me meteu mês e meio a dormir do outro lado, fora de casa, num sítio chamado coma, tinha apanhado a camionete da carrera naquela noite para o ensaio da Grupa, em vez de ter ido de Vespa, de guitarra às costas, ao melhor estilo Rock’n’roll.
Mas as coisas acontecem não porque a gente quer mas porque há uma força superior à qual chamo Deus, que escreve direito por linhas tortas e acho que, agora aqui que ninguém nos ouve, eu estava a meter-me a jeito, a mijar fora do penico e a precisar de um puxão de orelhas. Que foi dado e acho que aprendi. Todos os dias limo a aresta mas acho que aprendi. 
Mandou-me de volta para trás e eu tudo faço, espero, peço e agradeço por merecer cada novo dia à face da superfície terrestre, neste sítio único chamado Marvão.

Este post teve também uma pesquisa muito grande neste blogue porque eu pensava que todo o meu historial carnavalesco estava cristalizado no separador Carnaval mas nada mais errado e eu ia tendo uma coisa ruim quando comecei a esgravatar e não encontrei tudo o que sabia que cá tinha semeado. Afinal, os separadores tinham sido outros e tive de ir por datas mas estavam cá! Valha-nos ao menos isso. Este blogue é a minha vida. Este blogue tem tanto de mim que me impressiona até a mim! Isso é bom porque é uma vida que fica aqui plasmada no virar do século, com tanto defeito e maluquice mas ainda assim, plasmada. Com tantas visitas, meu Deus, obrigado. Se cada um de cada vez que cá vem deixasse o dinheiro de um café… já dava para ir a Roma.

Então reza assim a crónica…

A tendência da grande maioria de publicar o carnaval no momento em que acontece sobretudo via facebook, essa pistola sempre apontada à atualidade e disposta a disparar, compreende-se. É época de festa e o que a malta gosta é de cristalizar na aldeia global, o fatinho do bebé vestido de pirata, ou as fotografias do disfarce que levou na noite antes ao baile.

Eu, preferi não fazer assim. Preferi deixar que passasse, para que me pudesse pensar sobre o folião, o Marvão Folião, como o batizei quando enquanto vereador da cultura, na tentativa de fazer dele uma ação concertada e um evento cultural que se dignasse desse nome.

É importante que se esclareça bem, porque gosto muito de meter os pontos nos i, que o Marvão Folião não partiu da minha iniciativa. A génese, se bem me lembro, se deveu à iniciativa de pessoas como a Alexandra Sequeira e a Ana esposa do Quim da Luz, creio que Sequeira também. Organizaram um desfile em Santo António das Areias. Eu tive um almoço fora e quando regressei, minutos antes do desfile começar, fiquei boquiaberto a assistir ao desfile enorme de mascarados e à festa reinante aqui. Creio que isso foi por volta de 2005.

Depois, nesse ano, ganhei com Vítor Frutuoso a câmara municipal, como seu vice-presidente e assumi o pelouro da cultura. Se tinha como função máxima dignificar aquilo que melhor se produzia nas mais diversas vertentes no nosso concelho, o carnaval era uma manifestação popular, que tinha nascido do povo e tinha de ser aproveitada.

O carnaval sempre me passou ao lado, até então. Não achava piada alguma à coisa e os corsos de mascarados que via na televisão pareciam-me uma loucura de pindéricos que tentavam lutar contra as variáveis e por vezes terríveis condições climatéricas de Portugal, em Fevereiro. Carnaval, à séria, era no brasil, no calçadão do Rio de Janeiro onde as cabritas e as mulatas sambavam mostrando todos os atributos que Deus lhes deu quase ao léu, espalhando sensualidade e erotismo no ar. Isso sim.
O carnaval português era o da ilha da Madeira que está calor para isso e num ou noutro ponto do país quando o tempo o permitia. Coisa esporádica e breve que estava sempre um frio do catano.
O carnaval de Castelo de Vide, o único verdadeiro mais próximo (que Elvas fica muita longe), vinha há muitos anos a desiludir os marvanenes que ali se deslocavam para lançar umas serpentinas, ver mascarados e comer uma massa frita. Tinha grupos realmente muito bons como o da arqueologia, mas muitas vezes o teor alcoólico da rapaziada dos outros grupos dava para eles se divertirem uns com os outros e pouco mais. É que ir daqui à vila, fazer mais de uma dezena de quilómetros para, por vezes, ter de levar com um balão de água a cheirar mal em cima ou um ovo podre, não era agradável.

Foi por isso que vi com os melhores olhos o nascimento do carnaval de Marvão. É que o carnaval é um período de festa e folia antes da clausura e meditação da quaresma que aí vem a passos largos e é extensivo ao mundo inteiro, Marvão incluído. E se assim era e já tinha despontado, a minha missão enquanto responsável era dignifica-lo e fazer com que funcionasse. Fazer com que as ruas da minha terra animassem, com que as gentes do meu concelho brincassem e rissem que tristezas não pagam dívidas e já é tudo tão triste e complicado que há que saber aproveitar.

Se havia carnaval em Marvão, eu também tinha de participar, que isso de ficar à porta não é para a minha maneira de ser. A primeira vez, se bem me recordo, já tinha sido eleito e o grupo onde me inseri queria imitar os patinhos da música dos patinhos.



Com uns instrumentos a imitar os das imagens, a minha maneira vernácula de ser transformou o braço da guitarra de esferovite numa extensão do falo e era uma delícia ver o ar escandalizado das velhas beatas que íamos encontrando pela avenida 25 de Abril, que se calhar até tinham votado em mim! O poder chocar e dar largas à minha forma excêntrica de ver o mundo, foi uma das aliciantes que mais me tentou a descobrir o espírito carnavalesco que pensava que não existia em mim.

Nessa investida, da qual penso que não terei grande registo fotográfico, (o nosso Banana - captador oficial de registos, ainda não tinha sido empossado) pelo que penso que apenas um vídeo feito pelo nosso Hernâni Sarnadas, que ainda ontem visualizámos no jantar que realizámos, creio que é a única memória física. Nesse então estava eu gordíssimo, ainda antes de ter descoberto as corridas, e pesava um valor astronómico que rondava os 3 algarismos. Estava então uma besta bem redonda e a precisar de ir ao Tallon. Depois foi a presença desse Hernâni Sarnadas e do Vítor Ramos, duas velhas glórias dos carnavais na vila com o grupo da arqueologia, que me fizeram acreditar que isto poderia ter pernas para andar. Se o tempo, sempre o tempo, ajudasse. Mas mesmo quando não ajudou, nós não falhámos, quase sós, como aqui em que assaltámos o posto da GNR vestidos de metralhas!


A partir deste fantástico grupo, eu, que posso ter por cognome “Pedro, o ajuntador”; ou “Pedro, o aglutinador de amigos”; consegui reunir mais elementos de quem sou grande amigo há décadas, apesar de alguns deles não terem apetência nenhuma para a brincadeira. Como o meu cunhado, irmão pelo casamento, Fernando Manuel Bonito Dias, por exemplo. Quem nos conhece bem sabe que o Bonito é um gajo muito mais sério, mais completo, com tudo muito certinho, tudo muito bem definido. Eu, sempre fui e serei o enfant terrible. Nunca lho perguntei abertamente mas a minha sogra sempre preferiu certamente ter um genro como ele, do que como eu, que ainda por cima era da Beirã! O Bonito sempre teve aquele ar impecável, cabelo bem cortado, sempre muito bem barbeado, a vestir clássico. Agora estão a ver a cena quando a minha Fernanda Cristina lá apareceu lá em casa a dizer que namorava com o gadelhudo lá da Beirã, o filho do João Sobreiro… Eu imagino. O que vale é que o meu santo sogro sempre me soube grande benfiquista e um gajo bem visto por toda a gente, amigo de todos menos de um (que até estava no meu lugar, até que fui buscar o que achava que era meu por direito), pelo que… isso ajudou.

Pois o Sabi conseguiu juntar ao Hernâni e ao Vitinho (que quando me convidou para o casamento com a sua Margarida, em vez dos seus nomes tinha o boneco do vitinho e da companheira do Donald no envelope, lembraste amigo? É esse o espírito dele…), o Bonito e os amigos de toda a vida, há décadas, com milhentas histórias vividas em conjunto: João Carlos Anselmo, Luís Barradas, José Carlos Costa (Zeca, oficialmente), Rui Pousadas (Careca, para abreviar), Benvindo Trigueiro (o driver) e last but not least, o vezenhança da Rua Fernando Namora da Beirã, Manel Coelho. Uma equipa de sonho, de luxo, a quem se juntou enquanto operadores de iluminação, o amigo António Machado, eletricista da câmara municipal de Marvão de profissão, um castiço de alta escala no qual é difícil entrar porque é de carater muito fechado e sisudo; e imagem, o nosso Bananita, também conhecido no registo civil por Cláudio Gordo, embora o gajo não goste nada que o tratemos por esse nome próprio: C L Á U D I O. :P

E o Carnaval, para nós passou a ser assim: um divertimento. Um divertimento fantástico e tremendo. Tanto, tanto, tanto, que nem consigo explicar.

Cada um encarnou à sua maneira, a personagem que melhor se lhe adequava.

Eu e o meu filho Manuel Gira Bodes, quando ainda tinha mão nele. Levava-o a brincar e ele gostava. Agora...
Quaresma Bonito. Tão Bonito, o certinho

Paula Lança e a filhota Maria Dias. Muito animada! ;)

El gran Coelhoni

Zecarini Cortes y su burrito (como é que não ficou bêbado. Tanto vinho lhe demos...)

El Chino motorista também artista

El Pilao

Estrela convidada: Mané Gira Bodes

Ai todá famíliaaaaa

Pai ciganorro a vender das suas
"AI DONAS COMPRÉM; COMPRÉM QUÉTUDO GAMADUUUU AI EUUUU"

Ai ciganas mai lindas! A mais nova ainda não tinha chegaduuuu

Ai lelluuuu... que fomi...

Sem comentários. Até de ciganorra ficas linda!

Ai euuuuuuuuuu Até o presadente da Junta cantava...

El platanito - Il fotógrafu
Don Machado, o expert tauromáquico

Eu era sempre ou o chefe ciganorro que era grande a vender a droga, como aqui,


Ai a Família Sobreiruuu

Eu vendia de tudo... Ai euuuuuu Era tão aplicaduuuuuuu....

A sairmos da nossa sede na Ramila de Cima

Ai mandarimes fazeri uns calendáriuus mas nunca nus touxerimmmmm

Pum!

Andarim-me estas desgraçadas a venderim pensus e nã fizerim nenhummmmm aaaaaaaaaaiiiieeeeeeeeeeeuuuuuuuuuuuuuuuu

Ai a genti sobreviveu ao fimmmmm! AIIIIIIIiEUUUUUUUUUUUUUUUU

Ai até me tirarem uma futugrafia a dari um calduuuuuuuuuuu
A queimare o cavaluuuuuu

Com o grande Joselito Maia: "Aie... mas entãou o vereadori é esti?!?!? Ai quísto está tudo desgraçadu"

Que grande farrraaaaaaaaaaa. O Joselito encontrou os primes!

Ou como Estanislau Cardinas, proprietário, designer e apresentador do fantástico e inesquecível Circo Cardinas,

Bonito cartaz.
Levou dias a fazer.
 E as pessoas que o viam na aldeia pensava que era verdadeiro! 






Como baterista da escola de samba Unidos da Ramila de Cima, num post que inclui diversos vídeos como o do enterro,




Como cozinheiro de um grupo marado de chefs italianos, que terminou me banquete oferecido, outra vez,




Ou como padre Jácinto Leite Capelo Rêgo (leia-se Já Sinto O Leite Cá Pelo…) que encerrava sempre o carnaval.

Ai o carapauuuuuuuuuuuuuuu

Cora Luís, chora. Que o gajo tá teso!





Pois como disse atrás, e este é um post que dá para muitas horas de leitura, o carnaval deste ano 2016 para mim, não prestou nadinha. E passo a explicar,

Para já, enquanto descia a avenida para começar o desfile, a minha cabeça era um misto de emoções, e toda a tristeza de estar de fora disto tudo me atormentava a alma. Porque é que tudo tem de ser assim?, perguntava-me. Mas a Maria, a Leonor, a Alice e a Joana iam todas contentes por irem vestidas e eu estava muito feliz por elas, que seguiam todas engaladas e importantes com o fato que foi das mães, há poucos anos atrás. Cheguei ao ponto de partida do início da avenida e constatei, para ainda maior pena minha, que os responsáveis pela câmara municipal, presidente e vice-presidente, estavam a dar as boas vindas aos foliões, numa mistura horrível, e para mim, inconcebível, de realidades que não devem ser misturadas. É como os poderes legislativo, executivo e judicial. Para haver democracia, têm de ser separados. Aqui é igual: quem dá, não deve ir a receber… a esmola.

Eles têm o dever, são pagos para isso, para fazerem funcionar. Mas não têm o direito de estarem à espera dos foliões num beija mão medonho. Se eu fosse folião ali, por certo teria feito algo que não quero e não gosto, e ter-lhes-ia virado as costas. O presidente nunca ligou um caracol ao Carnaval enquanto eu o organizava mas o fato de agora ter surgido um movimento de cariz político “Marvão para Todos”, onde me incluo, de descontentes com a podridão instalada e com vontade de fazer a revolução tranquila da liberdade em Marvão, fez com que saíssem da casca e atuassem em alcateia, conversando e presumo eu, prometendo, aos carenciados aquilo que necessitam. Quando se joga sujo, rente se irá. Atacaram frente ao GDA no fim do desfile da escola para quem quisesse ver, falarem com pessoas carenciadas. Muito feio.

Depois fui caminhando pela avenida e foi um processo algo penoso. Passar ali, naquele dia, quando antes olhava para aquilo como sendo o meu sambódromo, encarar todos os que esperavam o desfile, não foi fácil.
- Então Pedro? Ainda não é este ano que volta o teu grupo? Vá lá a ver, já é tempo!

Mais à frente,
- Ai… isto sem vocês… está morto! Nem vale a pena.

E eu não podia comentar. Era baixo comentar. Apenas sorria mas aquilo que a nossa câmara fez foi ajudar a matar o Carnaval.
Isso me disseram montes de pessoas que estavam junto a mim, no final dos desfiles quando habitualmente o meu grupo dava um grande banquete com coisas que ofertávamos aos presentes.

Para começar não colocaram um som ambiente no largo da Igreja e ninguém se preocupou a dinamizar, nomeadamente, o final, para que quem estava a ver o desfile, desse o seu tempo por bem empregue. Na perspetiva do visitante, que vinha ver, valeu ZERO!

Depois, conduziram as pessoas todas para aquele mamarracho chamado pavilhão municipal que nem bancadas tem de jeito para se poder ver aquilo que era para ser visto ali: futebol. Quem quer ver, tem de estar de pé, porque sentado não se vê o campo. O engenheiro que desenhou aquilo, e mais, quem deveria ter vistoriado e analisado a obra. deveria ter visto o que um leigo na matéria vê à primeira vista. Merecem da minha parte o mesmo prémio. Imaginam qual é!

Depois a câmara, sempre na busca predadora do voto, quis favorecer a UJA, que caiu nas graças deles e nas de nosso senhor (já votam todos), com os bares disponíveis no pavilhão. Com uma sala de espetáculos nobre como é o Grupo Desportivo Arenese, ainda por cima com uma discoteca na Cave, foram-se para o pavilhão. É que as contas fazem-se mesmo assim: o presidente do GDA, Luís Barradas, faz parte do movimento “Marvão para Todos” e está de fora. É para queimar. Uja sim, sempre!

Depois os bares que costumavam ganhar algum com o carnaval, ficaram a bater charuto. A pastelaria Caldeira e o Sr. Saúl Anselmo, ficaram apenas com alguns resistentes que se recusaram a entrar no engodo e irem atrás do Flautista de Hamelin.

E assim, com duas ou três más jogadas, se ajuda a matar o que deu tantos anos e trabalho a fazer.

Podem ser excelentes pessoas, coisa que sei que não são e não acredito que sejam, mas a incompetência, meu Deus…

Por usarem o pavilhão tiveram de fazer um gasto de certeza enorme, para protegerem o chão. E fizeram com que a equipa local tivesse de ir jogar para… Portalegre ou Castelo de Vide. Uma coisa de nível.

Eu estava agastado com isto tudo e já escrevo há imenso tempo, mas o meu historial de Carnaval, e sobretudo o meu grupo, mereciam isto.

Meu grupo no qual tenho tanto orgulho e que de minha iniciativa e do Hernâni, não quisemos deixar de celebrar a amizade e o Carnaval, e nos reunimos para jantar na segunda feira gorda, ontem. Fui à Conceição do Pau de Canela perguntar antes se nos albergava e organizou-nos um repasto verdadeiramente único com febrinhas com pimentos e castanha. Por pouco mais de 10 euros (que a Troika abalou mas a carteira ficou vazia na mesma) fez-nos felizes ao ponto de lhe fazermos uma ovação e um louvor.

Tínhamos acertado por vota das 7h, 7h e meia e não combinamos levar um chapéu ou qualquer outro adereço.,
A verdade é que chegámos todos, todos, TODOS vestidos. Sinal que o espírito e o Carnaval não morreu em nós, como ia morrendo eu. Mas graças a Deus não morri e decidimos todos ontem que VAMOS VOLTAR. Nas palavras que dirigi e no pedido de desculpas que apresentei, disse que apesar de todas as burradas que estes senhores estão a fazer, o carnaval está vivo e está cá. Eu tenho ESPERANÇA que a coisa mude e que “Marvão seja mesmo para Todos” como o nosso grupo se apelida. Tenho esperança que o nosso grupo consiga ganhar a confianças dos marvanenses e consigamos meter o nosso concelho no bom rumo outra vez. Eu tenho esperança e a esperança é forte em mim e sempre a última coisa a morrer. Oxalá a teia acabe neste mandato e possamos voltar a investir no carnaval de Marvão, para que possa estar ao nível do que se faz por aqui. Não dispendioso, não com grandes estrelas, mas com os marvanenses puros, genuínos, com direito de brincarem com todos os outros. A rirmo-nos daquilo que somos, que não há nada mais saudável.























O post já vai longo e não publicarei nele as fotos fabulosas que tirei do carnaval de Marvão Folião 2016 realizado pelos alunos das escolas (soberbos!), pelos utentes da Santa Casa de Marvão (geniais!), pelos utentes do Lar da casa do Povo que souberam defender e muito bem as cores da sua terra (fantásticos), pelos enternecedores utentes da APPACDM de Portalegre aqui do meu bairro. Esse farei amanhã, ou noutro dia.

Disse ontem aos meus amigos e digo-o aqui hoje: o Marvão Folião com que tanto sonhei e sonhámos juntos, está vivo e funciona! As instituições estão envolvidas e participam! O mais difícil está feito. Só faltamos nós! Ficou decidido e assinado em grupo que para o ano voltaremos! 2017 será o ano das eleições e a mudança começará logo no Carnaval. O meu grupo, o grupo “Escola de Samba Unidos da Ramila de Cima” vai voltar e será, como eu sempre sou, em força. Não beliscando ninguém, não afrontando ninguém, mas defendendo aquilo que é nosso, que o carnaval é de todos! E Marvão será de Todos. Que a bola se agigante e comece a formar-se ali.

A começar pela recuperação do Enterro da Sardinha. Não tenho nada contra quem é o padre dos últimos anos, nem contra as viúvas de hoje em dia, mas para o ano o padre Jacinto voltará, a concurso, certo que muitas beatas gostarão de o ver regressado. Faremos uma votação com todos os grupos, discutiremos os assuntos de cada um. Acertaremos. Mas jacinto foi o primeiro e aguentou o barco sozinho pelo que terá de haver essa oportunidade. Estamos na brincadeira! Estamos na luta!

A brincar, a brincar… (isso mesmo!)