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sexta-feira, 29 de maio de 2009

O dia Maior


Há dias, quando fui levar a minha filha à minha escola, como de resto faço todas as manhãs, encontrei os coleguinhas dela todos juntos e como se aproxima o Dia da Criança de Marvão, pensei… deixa cá animar a malta…

“Ó pessoal! Querem saber as novidades deste Dia da Criança?”

“Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmm”.

“Vai haver um insuflável gigante que são uns matraquilhos humanos!”.

E eles todos em coro: “Yyyyeeeeeeeeeeeeeeeeessssssssssssss!”.

“Vai haver duas cabeleireiras só para fazer penteados fixes e meter gel e pintar as meninas”.

“Vivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!”.

“Vai haver uma quermesse onde saem sempre prémios!”.

“Eeeeeeeeeehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh”.

“E vai haver muitas coisas mais… um barco novo para andar no rio, a discoteca gigante, um espectáculo de magia…”

“Uuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii”.

“E vai haver uma tourada……..”

E eles gritaram tanto que a escola vinha vindo abaixo.

“A sério, Pedro?”, perguntaram dois ou três.

“E eu respondi: claro que não! Ainda morria algum”.

E eles: “Ooooooohhhhh”.

E eu fiquei a pensar naquilo…

“epá… se arranjasse uma carreta daquelas com cornos que eles utilizam nas práticas de toureio, e me vestisse a rigor… temos o anfiteatro da Portagem que é uma praça autêntica… metíamos as grades a fazer de redondel e de baias, arranjávamos umas jaquetas de forcados, uns cavalos de pau que lá tenho em casa, um ou dois chapéus de cavaleiros, uns pasodobles… é isso!!!!”.

Caraças, pá! Até se vão passar… Móoooon!”.

As actividades do dia
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

o MEU Concelho. o MEU herói.

(Fotomontagem que compus para o 1º aniversário da restauração que comemorei no executivo, em 2006, que apresenta em 1º plano o Dr. Mattos Magalhães e o nosso castelo, tendo como fundo a acta da reunião extraordinária que assinala o acontecimento. Clique para ampliar)

Pensei diversas vezes se isto era conversa para aqui chamada ou antes assunto para ser debatido noutras instâncias, mas pareceu-me que aqui era bem pelo simples motivo que o facto gerador desta tasca cibernética foi precisamente o de eu poder dizer o que me vai na gana sem fazer concessões.

Assim sendo,

Na quinta-feira passada comemorou-se mais um aniversário sobre a restauração do concelho de Marvão e não estou a falar de restaurantes mas sim de restabelecimento.

A 24 de Janeiro de 1898, muito por força de um tesudo chamado Mattos Magalhães, a rapaziada de Marvão trazia de volta para estas paragens a autonomia concelhia que andou arredada lá para os lados de Castelo de Vide por força das remodelações administrativas que surgiram no seguimento da Revolução Liberal.

110 anos depois, para comemorar a efeméride, o município local encomendou foguetes de manhã, foguetes à noite, e organizou um sarau simbólico na Casa da Cultura, antiga sede camarária. Houve lugar a discursos e abordagens históricas, poesia popular, uma actuação do Coro Infantil dos Assentos e um ligeiro beberete com chá quentinho e bolinhos.

Coisa pouca… mas sentida.

Não fossem os familiares das crianças do Coro a darem calor humano à sala e poderia eu bem dizer aqui que a assistência seria um óbvio reflexo daquilo que nós somos hoje enquanto membros desta entidade que é Marvão.

Poucos e dispersos.

Eu sei que as noites são frias. Eu sei que por coincidência de calendário, os compadres reuniam também nesse serão. Eu sei que alguns vivem longe. Eu sei muitas coisas e nessas muitas coisas que eu sei, também sei que é pena.

É pena porque já estou farto que me digam que é por causa do morro que Marvão fala a duas vozes. Realmente, o morro é alto mas a volta dá-se depressinha. Na verdade, eu, numa hora e meia de corrida e andamento, passo pelas quatro freguesias, indo pela Ponte Velha, Portagem, Fonte da Pipa, Abegoa e Santo António. Às vezes vou á ponte dos Vales de propósito só para pôr um pé na freguesia da Beirã e sentir que estive nas quatro. Sei que isto pode soar um pouco estranho a ouvidos alheios mas a mim sabe-me muito bem quando o faço.

É uma pena porque no meu concelho, as pessoas, não são capazes de pensar que está nas suas mãos o fazer de todas as vontades, uma vontade só.

É o egoísmo e não a geografia que condicionam a nossa unidade.

Se o querer fosse mesmo poder. A coisa saía como uma força que ninguém pode imaginar.

Maneira que nessa noite, onde podemos medir o pulso à nossa consciência municipal, onde podemos psicanalisar a nossa vida conjugal concelhia, eu senti-me triste cá dentro, embora sorrindo.

Falar é fácil e pensadores não faltam por aí mas mesmo aqueles que hoje ocupam cadeiras do poder que é dado por todos, faltaram à data e ao convite que os seus próprios antepassados lhe legaram com tanta solenidade.

Vi lá muito poucos Presidentes de Junta e membros de Assembleias de Freguesias.

Vi lá muito poucos deputados da nossa Assembleia Municipal (quase nenhuns).

Senti mesmo a falta de alguns vereadores.

Vi que faltou muita gente que devia de lá estar, não falando sequer nos populares, nas gentes das aldeias, das povoações, dos lugares de Marvão.

E a razão porque faltaram a este encontro com a história é simples: faltaram, e não lhes pesa na consciência, porque a matéria de que ali se tratava era de interesse menor. Caso contrário, estou certo que marcariam presença.

E isto é o que temos e digo-o resignado e sem remorsos.


Naquele então, a nossa autonomia esteve ameaçada e agrilhoada.

Hoje, a ameaça reformadora paira sobre nós e os horizontes que se vislumbram nos tempos mais próximos são tudo menos sorridentes.

Se o Sócrates e a sua canalha lá de Lisboa, os que só querem números e rácios, decidirem um dia dar a volta ao texto e apagar com a borrachinha as fronteiras do nosso concelho para o juntar a outro qualquer, não irão encontrar grande resistência.

Ou muito eu me engano ou isto em Marvão é coisa para demorar pouco e dar ainda menos trabalho.

Que pena!


PS: Mas a mim têm de me roer os ossos e são capazes de serem tudo menos moles!!!!

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Emigrantes


Anteontem de manhã, depois do jogging matinal debaixo de chuva miudinha e furando um nevoeiro 100% natalício, dei a habitual volta ao meu bairro para descomprimir. Tudo isto antes de entrar na Piscina Municipal para quilómetro e meio de estilos. Para o triatlo completo, só faltou mesmo a volta na bicicleta. Já vislumbro os Jogos Olímpicos do próximo ano e sinto, sem qualquer tipo de imodéstia, que para ser a Vanessa Fernandes, para ser invencível nestas modalidades, só me falta o aparelho nos dentes e… outra coisa que agora não interessa nada para o caso.

Nessa volta em que os níveis corporais se restabelecem, enquanto caminhava e observava o bailado da condensação da minha respiração quando encontrava o ar frio da rua, bem na frente dos meus olhos, uma placa despertou-me a atenção. Era uma placa estrategicamente colocada, bem na frontaria de uma vivenda das mais recentes e eu estranhei.

Dizia “VENDE-SE” e a constatação de que era de facto aquilo que dizia, em letras garrafais para que todos pudessem ver, partiu-me o coração.

Não consegui evitar suster a respiração, um longo e profundo suspiro e um sabor amargo na boca que teimava em não sair.

Aquela placa soube-me a derrota.

Porque para além das letras e dos números de telefone, há ali muito mais escrito nas entrelinhas. Há agora uma família onde antes só houve um casal, um jovem casal que atracou neste porto cheio de sonhos e esperanças e agora atirou com a toalha ao chão. Desistiu. Disse basta!

A mina secou. A seara mirrou. Não há mais futuro aqui. É tempo de embalar a trouxa e zarpar.



Há dias, quando incumbido da missão de adquirir os presentes para as crianças, por motivo da festa de Natal da autarquia, tive oportunidade de conhecer o novíssimo Fórum de Castelo Branco. É um espaço muito agradável e moderno, cheio das lojas que a malta agora gosta, onde não falta praticamente nada. È um pequeno Colombo, como lhe chamou a Felicidade, a apenas hora e pouco de distância, mesmo a convidar para o passeio de fim-de-semana. Para ser tão bom como o Colombo, não são lojas que lhe faltam, mas sim a nossa gloriosa catedral a um passinho de distância. Se assim fosse, só faltava o metro de superfície até à minha porta para que não falhasse um joguinho em casa. Era bom era!

No Colombinho também não faltam os “restaurants” da berra, as marisqueiras, os burguers e as pizzas, o leitão da Bairrada e o rodízio. No “nosso”shopping não faltam os estacionamentos, os espaços verdes, as casas de banho com música de fundo e as escadas rolantes. Para mim… está perfeito.

A dada altura, depois de repostos os níveis calóricos, apeteceu mesmo o tal cafezinho. Dirigindo-me ao quiosque mais próximo, bem no “coração” do átrio central, chamo pela menina cujo rosto reconheço de imediato assim que se vira. Era a Cristina, a filha da Maria da Luz, beiranense de gema que conheço desde sempre lá da minha rua e da minha aldeia. Não consegui evitar um “olhá Cristina” sem disfarçar o meu ar de labrego que vem à cidade, que lhe arrancou um sorriso instantâneo nos lábios. É sempre engraçado quando a gente encontra assim alguém sem estar à espera e acho que ela também gostou. Perguntou-me ao que vinha e eu quis saber também dos seus. Disse-me que estava tudo bem, de saúde e “empregadinhos da Silva”. A sua família debatia-se desde há muito com a dificuldade de arranjar um emprego estável e duradouro por estas paragens até que decidiram emigrar. Sim, emigrar, não me enganei no termo porque mais parece que vivem num país diferente do nosso, tão próximo e tão distante. Não conseguiu esconder a satisfação quando me confidenciou que “males” de emprego já não eram com eles. “Eu gosto de estar aqui, a minha mãe está na cozinha da Portugália, o meu pai no Chimarrão e o meu irmão no Burguer King”.
“A sério, eh pá, e eu não o vi lá!”.
“Trabalha por turnos porque anda a estudar à noite. Só entra mais tarde. Mas está muito bem”.

Ainda dei uma volta lá por cima só para cumprimentar o “Chefe António” que há-de ser sempre chefe por ter sido um dos grandes mentores do Agrupamento 659 da Beirã. Quando me viu, sorriu satisfeito e disse-me “comecei ontem mesmo mas já me estou a sair em grande!”, enquanto passeava um espeto enorme com carnes suculentas. Eu respondi-lhe que “não há nada que meta medo a um escuteiro do seu gabarito!” e sei que é bem verdade porque enquanto escuteiros não somos apenas meninos de jarreteiras e lencinho ao pescoço como pensam alguns ingénuos menos informados que passaram ao lado dessa enorme realidade. Nos escuteiros aprendemos também a ser homens e mulheres e a dar sempre um pontapé no prefixo “IM” da palavra “IMPOSSÍVEL”. Ao longo da minha vida, tenho-me lembrado muita vez dessa imagem do escuteiro que tínhamos no “Manual do Lobito”, a chutar para longe a impossibilidade da possibilidade que me tem ajudado a superar muito dos desafios que tenho encontrado no meu percurso. Lembro-me sempre muito de quem muito me ensinou e o Chefe António nisso foi barra. Desde fazer um fogo em pleno mato sem riscos de incêndio, a aprender a guiar-me pelas estrelas, há-de sempre haver cá um cantinho para ele.


Já há dias, quando me desloquei a Évora para uma reunião na CCDRA e optei por um hambúrguer rápido no Mcdonald’s para não chegar atrasado, reconheci de imediato os olhitos verdes que me sorriram detrás do balcão. Era a Maria João Raposo que há-de sempre ser para nós, a Maria João “Salsinha”. Depois de muito por cá passar, reconstruiu o seu futuro e a sua vida com o Zé em Évora, onde ele já trabalhava e onde se sente como peixe na água. A sua cara transparecia um bem-estar tal que não enganava ninguém. Embora de farda e num trabalho que todos sabemos extenuante, transmitia uma onda tão boa, de quem tem o melhor emprego do mundo que até eu fiquei com pena de não ter um chapéu daqueles.

O companheiro felicíssimo por estarem todos juntos e o Fábio que já está mais do que integrado na escola com os novos colegas, contente como nunca. O pequenito Afonso, esse, já se há-de fazer gente naquele ambiente que será sempre o seu e tudo corre bem quando acaba bem.

Disse-me que “lhe custa muito quando volta… ver tudo tão parado… tão velho e na mesma” e eu fiquei com um nó tão grande na garganta que estava capaz de dispensar o sanduíche se não o tivesse já pago.


Em qualquer das duas situações, nas duas cidades vizinhas, fiquei a pensar. Pensar se serei mesmo este bicho raro como me senti, estranho a mim mesmo por insistir em ficar.

Quando acabei o curso regressei convicto, pela minha família, pela minha mulher e pela minha terra. No fundo, regressei por mim também.

Embora voltasse a fazer tudo de novo e mesmo que acredite profundamente que não sou só eu que comando a minha vida por haver tantas forças que não vejo, mas sinto, à minha volta, não consegui evitar sentir-me raro.

Tem-se apostado na habitação e na compra de terrenos.

Cada vez mais acredito, e jamais fugirei à minha quota-parte de responsabilidade, que se não acontecer depressa um milagre que gere empregos, e é melhor que sejam muitos, dentro em breve teremos mil promessas de futuro que se desvanecerão por falta de gente que lhe dê corpo.

E isso dói-me…

tanto.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Inshalah!







Na descompressão do intenso fim-de-semana do 2º festival islâmico, vivo dias de profunda satisfação e de bem estar pessoal pelo êxito obtido. Mais de 7 mil visitantes, uma organização que funcionou ao milímetro e um evento que foi elogiado por quase todas as partes.

Os grupos de animação agradeceram reconhecidos a simpatia de todos os membros da equipa e foram unânimes em afirmar que foram recebidos como em poucos outros sítios no país. Gabaram a excelente cozinha local que deixou a anos-luz as cantinas manhosas e industriais de outros mega-eventos; a tranquilidade e a qualidade dos alojamentos e a beleza ímpar de Marvão.

Os artesãos deixaram bem claro no relatório final individual que a feira de Marvão é muito mais que apenas negócio. Agradeceram o respeito e a cordialidade com que foram tratados e alguns deles expressaram às técnicas que se sentiram aqui como em nenhum outro mercado no nosso país. Muita gente, bom negócio, hospitalidade e uma envolvente de encantar.

O Peter, que viajou por praticamente todo o mundo, que apresentou uma tenda belíssima e recheada de antiguidades de sonho, adquiridas nas suas viagens pelo Tibet, pela Índia e por toda a África, disse que Marvão é sem dúvida alguma, o sítio mais bonito de Portugal.

Habibi, o vivido negociante de pratas disse que ficou espantado por não conhecer “uma jóia assim” e que vai ficar para uma semana de férias, assegurou-me que vai querer voltar sempre.

Os visitantes, que chegaram aos magotes, expressaram as suas felicitações e a sua satisfação por tudo o que viram e experimentaram.

É certo que o tempo foi determinante e ajudou imenso e eu agradeço reconhecido a Deus ou a Alá ou a quem quer que seja, por essa dádiva dos céus. O meu amigo Hocein da Jaima dos chás, assegurou-me em conversa que essas entidades divinas são todas a mesma e eu não tenho porque não acreditar.

Começámos já a preparar a edição do ano que vem, tirando ao longo dos 3 dias notas dos acertos a fazer, apontando contactos de animação e novos postos, registando comentários dos nossos colaboradores.

Por falar em colaboradores. Sei que sou para muita gente, o rosto do êxito ou do fracasso nas iniciativas que coordeno. Graças a Deus e a muito trabalho, tenho recebido elogios que não quero só para mim porque dependem sempre da equipa que me apoia e sem a qual seriam absolutamente inatingíveis.

Por impossibilidade de o fazer de outra forma politicamente correcta, quero aqui expressar a minha profunda gratidão ao Hernâni (braço-direito na logística) e ao Barradas (braço-direito no terreno); à Felicidade, à Cris e à Ana Lúcia; à Lena, à Catarina e à minha prima Benvinda que se fartou de dar ao pedal e ao dedal na concepção das faixas tão bonitas e coloridas que decoraram todo o recinto; à Susana do Design (tens futuro!); ao Machado e ao Sr. João; ao meu vizinho Chaparro que materializou as portas que eu sonhei, ao Américo e aos pintores; ao Zé Henriques; ao pessoal da remoção do Lixo e em especial à Céu e à Maria João que fizeram um trabalho rápido e exemplar na limpeza do recinto.

Um agradecimento a todos, todos os funcionários que contribuíam para este sucesso, sejam eles motoristas ou operários, administrativos ou técnicos.

Um reconhecimento à minha equipa pelo voto de confiança.

Um abraço especial para o Márcio e para os seus motards que mais uma vez responderam ao apelo com simpatia e competência. È bom trabalhar com vocês.

Para mim, de tudo, tudinho, guardarei para sempre dois momentos que jamais esquecerei:

Os minutos antes do desfile inicial do primeiro dia, quando aguardava o final da conferência do Prof. Cláudio Torres e vi o Largo de Santa Maria completamente repleto de gente, com todos os grupos de animação, com as bailarinas, os músicos, os falcoeiros, os encantadores de serpentes, os artistas e os animadores infantis, num quadro vivo tão colorido quanto expressivo e incrível de poder viver ali; que terminou da melhor forma com um chá tal e qual como se bebe no deserto e um sol abrasador a bater de frente.

O espectáculo de fogo na entrada do castelo, no segundo dia, depois da magnífica actuação do grupo “Mirsalah”. Ninguém sabia ao certo ao que ia e ninguém estaria certamente à espera de assistir a uma demonstração daquela qualidade, com os demónios de outros tempos a saltarem de rocha em rocha com o fogo nas pontas das garras, com os cuspidores de fogo a pintarem as muralhas de labaredas e uma torre de menagem inundada pelos raios de luz e cor. Absolutamente inesquecível.

No último dia, já noite dentro, quando todos recolhiam a trouxa, apoderou-se de mim uma certa melancolia, uma irremediável tristeza por estar tudo a chegar ao fim. Depois de tanto trabalho, o som dos ferros a entrar nas carrinhas soa sempre a abandono. Consola-me saber que não serei certamente o único a sentir-me assim. Os sorrisos que diziam adeus e partiam pareciam dizer apenas até para o ano.

Já falta pouco, pessoal!

Cansados, mas muito, muito reconhecidos. E em paz.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Da Guarita On Line



Aleluia! E ainda não chegámos à Páscoa! O Boletim Municipal ressuscitou e reencarnou num blog onde a malta pode saber o que é que se está a passar em Marvão. Tem vídeos e fotos e notícias, tem ligações a outros blogues, e muitas mais coisas interessantes. Tem muita informação oficial e sobre a vida associativa da santa terrinha. É bom para quem está longe, mas também para quem está perto e não quer perder pitada. É pró menino e prá menina e é GRÁTIS! Mas não oferece enciclopédias, nem dvds…

Paciência! Não se pode ter tudo.

Está em http://municipiodemarvao.blogspot.com/.