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sábado, 23 de junho de 2018

Quando as vozes de anjo.. vieram do outro lado do mundo




E o Concerto solidário do grupo de restauro do património religioso de Marvão, dado pelos Madrigals, da Kaneland High School, de Chicago, Estados Unidos da América, foi assim. Se Marvão fica mais perto do céu que as outras terras cá de baixo, nesta noite, tocou-lhe. Pouco depois escrevi assim,



Mas estava realmente sensibilizado, iluminado, e saí de lá a caminhar mais de um palmo acima do solo.

Um concerto gratuito, de borla, à pala, de mão beijada, que muitos, graças a Deus, quiseram aproveitar

Numa palavra: tocante!




Mas também poderia ser único, ou obrigado.



domingo, 14 de junho de 2015

Pedro: Isto ainda é melhor que o carnaval!!!


Título com palavras da velhaca, Dona Estrela algarvia, mulher do meu Sérgio Bernardo, com a casa cheia de gente depois do desfile, enquanto enchia copos de vinho e servia imperiais.~

“Eu não te disse que não te apoquentasses porque alguma coisa haveria de sair que a gente tem ideias e gosta de festa rija?” E bastou o apoio da nossa Junta de Freguesia tão bem conduzida pelo nosso presidente Silvestre Andrade, e nem precisámos do sim daqueles parvalhões da câmara que só sabem é andar a pedir beijoca e dar abracinhos nas costas, de cínicos que estão. Bastou isso e o apoio do nosso Grupo Desportivo Arenense que a todos albergou para o baile e o repasto, tanto apoiou na confeção da comida e garantia de bebida, com a ajuda dos grandes Chico Barril e Zé Mestre, para dizer que a nossa aldeia está bem viva!




Créditos fotográficos: Alice Sobreiro


Tou? São Pedro? Epá, para lá com esta m*****


E a criança nunca mais nasce... os nervos...









Igualzinha à mãe. É só ver abaixo para comparar.
A legenda podia ser: ó pái... não chateies!







Graças a Deus correu tudo bem e pelo melhor. Apesar do tempo, apesar da chuva, apesar de não podermos ter aquela tarde quente de festa com a qual todos sonhámos, tudo correu pelo melhor. E correu porque as pessoas da minha terra, os companheiros do meu grupo queriam fazer a festa e quando assim é, não há água, nem frio, nem crise que nos demova.


Poderíamos ter desfilado numa tarde quente e linda, perante uma avenida 25 de Abril cheia de gente feliz, mas a chuva estancou-nos à frente do Café Avenida do Sr. José Pinadas onde tínhamos agendado a nossa primeira atuação, das quatro que faríamos até à derradeira apoteótica na Praça de São Marcos. Barrou-nos a chuva, abrigámo-nos nos prédios em frente e ali cantámos a nossa marcha e a nossa letra (que eu fiz a partir da melodia da Senhora de Matosinhos com letra original adaptada à nossa realidade) e dançamos e divertimo-nos até mais não. Ou até nós, os homens, termos percebido que o nosso companheiro José Carlos Costa tinha sido mais inteligente que nós e procurado abrigo dentro do café, de onde nos acenou com uma mini fresca.







O riso tão amarelo... será dos nervos?







Vamos embora! (a pequena faz uma cara igualzinha. É só comparar em cima)




N’aldeia de Santo António
Tardámos pra cá vir morar,
Mas nas marchas somos primeiros.
Ninguém nos consegue agarrar.

A alegria e reinação,
É o que mais por cá nos traz,
Agora todos alas,
Prós Outeiros e Manuel Pedro da Paz.

Gente boa e gente amiga,
De mão aberta e bom coração,
Vamos brincar ao Santo António,
nas novas Marchas de Marvão.

Bairro da Paz, dos Outeiros,
Bairro da grande união,
Este é o bairro primeiro,
O que mais quer ser campeão.

Que a marcha honre o santo,
Que nos honre a todos nós,
Que seja grande a brincadeira,

Uma festa para todos vós.  


Passada a água, seguimos, com umas pingas borradas pelas fitas na camisa mas seguimos. Dando espaço ao grupo da frente, pedindo espaço ao grupo de trás (presidente Luís Barradas, para o ano tens de ser tu a orientar os grupos no terreno e a evitar os parqueamentos no largo porque o espaço tem de estar reservado para os artistas, como ontem falámos os dois.), mas seguindo com alegria! J

Chegados ao final houve espaço para umas fotos para a sempre posteridade e uma bebida fresquinha. Dois dedos de conversa e foi numa de todos rumarmos para a disco para darmos ao dente, e subida à sala nº 1, para a grande bailação. E tanta gente que estava, com a nossa fantástica Cristina Trindade que me disse a dada altura ao micro: “Eina, ao tempo que eu não via este jovem. Quando o vi aqui a tirar fotografias no palco atrás de mim, ainda pensei que viesse aqui para meu bailarino, mas…”
Bem hajas, minha querida. Por me teres chamado jovem, apesar de ter a mona tão lisa e por teres ficado feliz por me veres. Mais fiquei eu de te ver a ti numa extraordinária forma, fazendo uma bailação apoteótica onde não faltaram os ritmos dos santos populares, as brasucas, os tradicionais de arrebimbómalho e até danças em grupo (?), com os jovens todos numa coreografia que sabem de cor.

Enquanto estava a desfilar, o meu amigo Zeca dizia-me “cagança”! E era isso que queria ter mas como sou novato nestas coisas, nunca sabia se havia de meter a mão na anca e me abanar, que isso me parecia que era coisa de mulheres e poderia resultar  assim pró abichanado, ou se andava a direito com orgulho.

Nisso tinha e tenho tanto. Orgulho no meu fantástico grupo dos Outeiros que dizia na sua marcha que queria ser o primeiro (para rimar), apesar de saber que não havia júris, nem votação; orgulho em todos os outros grupos que estiveram tão bem e quiseram participar (APPACDM, Casa do Povo de Santo António das Areias, UJA, Santa Casa da Misericórdia, grupo carnavalesco), orgulho na minha Junta de Freguesia e na minha aldeia.

Sai do baile já tarde, já era quase meia noite, completamente arrasado das pernas porque nessa manhã me tinha esticado na corrida que chegou quase aos 10 quilómetros e lhe tinha dado tanto uso durante o dia. Mas deitei-me feliz. Tão feliz.



Abrigados da chuva...

Recomeçando... :)


LINDA FOTO DE FAMÍLIA
Obrigado Manuel João.
E obrigado também à querida Emília Mena que veio cá a casa esta manhã trazer as fotos que captou.
Bem hajam


Reencontro com o meu filho Gira



Filho, Pai, Espírito Santo


Grande Máquina 1

Grande Máquina 2






Tão lindos,,, (e felizes!)























Pois... o combustível tinha de acabar assim...


A todas as almas que participaram, sobretudo às minhas do meu grupo e em particular à minha companheira Cristina que viveu sempre tanto isto, eu digo a todos : BEM HAJAM!

Termino com um recado para o nosso presidente Silvestre Manjerona Andrade: se o tempo nos falhou desta vez (e eu aperto o papo ao São Pedro. Ou muda de nome ou desfeitas destas nunca mais!), eu apontava já para a reedição das marchas na noite de São João, 23 de Junho, terça-feira; ou para 28 de Junho, domingo, noite dele próprio, quando ainda ninguém está longe de férias e poderíamos ter o tempo que não tivemos desta vez. O trabalho está todo feito: fatos, adereços, marchas, músicas, coreografias. Só falta irmos à procura daquilo que nos faltou: o bom tempo!

Que nunca falte a alegria! Se não está em nós, temos de ir à procura dela! J