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terça-feira, 28 de outubro de 2014

As matrioskas do tio Anatoly Moskvin





http://www.ibtimes.co.uk/russian-historian-who-made-dolls-girls-mummified-remains-sent-psychiatric-clinic-1471731

Histórinha engraçada que apesar de um pouco antiga, brilhou hoje no jornal da noite da Clarinha. Os paizinhos de um russo decidiram visitá-lo depois de umas férias e ficaram algo, um pouco só surpreendidos com o que viram. O cachopo já tem quase 50 anos, é um historiador russo agora classificado pelos peritos que o estudam como um génio, verdadeiro poliglota capaz de palrar 13 línguas diferentes mas que mantinha uns hobbies assim um bocado a atirar para o azar. Como a televisão lá não dava nada de jeito, assim um programa de nível ao estilo do “Um, Dois, Três” do Sr. Cruz, inventou um jogo, uma brincadeirinha, vá. Ganhou o gosto de desenterrar crianças, (já falecidas, claro está, pelo que o estrago era menor), mumificava-as e vestia-as como bonecas que espalhava pelo chão e móveis criando assim um ambiente… se não bizarro, algo exótico.




Com uma excentricidade seletiva, “coleccionava” apenas raparigas entre os 3 e os 12 anos que eram previamente estudadas num banco de dados detalhado. E assim chegou às 150 exumações com as quais passou a organizar tremendas “festas” de “bonecas” que gravava para a posteridade com vídeos que agora devem valer horrores no ebay. Deve ter sido cada arraia...





Como o povo é sereno e toda a gente deve ter uma segunda oportunidade, está a descansar os ossos numa instituição psiquiátrica onde toma os comprimidinhos e recupera do trauma de ter ficado sem companhia. O pobre…

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O horror

(clicar para ver)










Hoje tinha ideia de publicar um ou outro de uma série de assuntos que me foram chegando à cabeça durante o dia. Matérias a escolher de um rol que fui apontando num post it, como sempre.

Por mais importante que fosse, seria uma merda qualquer comparada com o assunto negro do dia: mais de 80 mortos e muitos mais feridos para o resto da vida num acidente num comboio de alta velocidade em Espanha. O pior em 40 anos.

Eu posso ser muita burro mas nem sequer sonhava que isto poderia ser possível: uma máquina daquelas, um avanço daqueles passar a 190 quilómetros por hora numa curva onde o máximo era 80 km/h. Posso ser muita possidónio, muita labrego mas realmente acreditava que numa máquina assim tão sofisticada, de tecnologia de ponta, os computadores não poderiam permitir um erro humano desta natureza. Pensava eu que à frente das máquinas estaria um técnico, ou vários técnicos especializados apenas ao controlo das operações. Nunca um homem, um burro, um filha da puta que sobreviveu e pediu que não houvessem mortos porque lhe iriam pesar na consciência. Pesar?!?!?!? O RAIO QUE O PARTA! Onde diabo teria a cabeça ?!?!?

A mais do dobro da velocidade.

Somos humanos e o mais precioso que temos é a vida. Estes abanões metem-nos no lugar. Fazem-nos perceber quão passageiro é isto tudo. Nada temos. Nada possuímos. Apenas o que sentimos e vivemos. Somos passageiros desta jornada. Não sei nem de onde vimos, nem para onde vamos. Como dizem os padres na quarta-feira de cinzas que é o primeiro dia da Quaresma: “lembra-te que és pó e em pó te hás-de tornar”. E é tudo. O resumo do filme da vida numa frase. Crú e duro mas quem disse que viver era fácil? E o livro de instruções, onde está?

A minha oração vai para aqueles que partiram. Também para os que ficaram com marcas para toda a vida. Imagino os instantes antes do horror. O conforto das carruagens, uns a dormitarem, outros a ouvirem música, a falarem ao telefone, a verem filmes no pc, a jogarem psp, a lerem jornais, uns namorados a beijarem-se e a pensarem na vida que iriam construir a dois, nos filhos, no futuro…

Tudo se desvaneceu em segundos.

O choque ao ver as imagens foi tremendo.

Difícil de recuperar dele.

Não tendo nada a ver connosco, tinham tudo! Eram humanos. Eram colegas. Eram seres com ambições.

Nos outros, estremecemos ao imaginar a visão das nossas costas.

Que estejam em paz.

Que Deus os guarde.

E renasçam algures numa nova vida. Que possam dar significado a tudo isto.

Era duro demais acabar ali.


Para eles e para nós.