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terça-feira, 21 de maio de 2013

Associação de Caçadores da Fonte da Viola comemora o dia do sócio




Já se passou há alguns dias, há mais de 1 semana. Mas prometi que escrevia o artigo e o publicava no jornal Alto Alentejo como de facto saiu no último número. Também prometi que divulgava no blogue e ainda não tive oportunidade porque o tempo é sempre pouco.  Mas o prometido é devido e assim sendo, como o jornal ainda está actual e a notícia nas bancas, cá vai o anúncio no blogue para culminar a reportagem, com as fotos em grande e a cores.


Marvão
Associação de Caçadores da Fonte da Viola comemora o dia do sócio

Sempre no primeiro sábado seguinte ao feriado do dia do trabalhador, a associação de caçadores da fonte da viola festeja o dia da associação desde 2004. Na sede, antiga escola primária do lugar de Cabeçudos, freguesia de Santo António das Areias, estiveram cerca de uma centena de presentes, na sua maioria proprietários que cederam os seus terrenos gratuitamente. O almoço, confecionado pela própria associação, prolongou-se pela tarde fora. Luís Andrade, presidente da associação que tem sido sempre reeleito desde a fundação e continuou a ser o escolhido em 2011 para o triénio, estava visivelmente satisfeito pela afluência. Foi um dia grande e lindo.






quinta-feira, 9 de maio de 2013

1 de Maio de 2013 - Dia do sócio do Grupo Desportivo Arenense




A intenção da atual direção do grupo desportivo arenense ao criar o dia do sócio era celebrar a condição de pertença ao clube tendo o cuidado que isso não acontecesse numa data fixa no calendário, para que isso não variasse e impedisse os prováveis participantes de estarem presentes. Assim, a direcção presidida por Luís Barradas tomou desde o início, a data em que este dia foi criado em 2010, a inteligente resolução de assinalar o dia do sócio do GDA sempre no dia do trabalhador, 1 de Maio.



Resolvida esta questão importante da data, cerca de 70 sócios decidiram marcar presença no evento, tendo muitos aproveitado a ocasião para pagarem as quotas, metendo tudo em dia como foi o caso deste vosso escriba. Contas feitas foi então tempo para desfrutar das regalias do convívio, uma vez que os sócios estavam habilitados a graciosamente almoçar desde que tivessem a sua quotização regularizada.



A sala nª 1 estava bonita, bem arranjada, decorada com mesas redondas e um esmerado serviço de mesa que aguardava pela chegada dos sócios que decidiram começar o dia participando numa caminhada que pelos comentários da opinião geral, foi tão bonita quanto exageradamente longa. É certo que o desporto faz bem à saúde e caminhar é um dos exercícios físicos mais saudáveis e baratos (porque não necessita um equipamento específico e está ao alcance de todos, basta haver vontade) mas condicionar a manhã de um dia que se quer festivo com uma caminhada de 3 horas, com cerca de 15 quilómetros é uma resolução algo arriscada.

O responsável pelo percurso estava tranquilo e afirmava a viva voz que as suas intenções foram as melhores mas o povo diz (e bem…) que de boas intenções está o inferno cheio. Nem a beleza do percurso, nem as vistas magníficas consolavam os mais cansados e acreditem que foram muitos.

Mas no final tudo se recompôs e ao avistarem terra firme na sala decorada e preparada com mesas redondas para os receber, os reclamantes foram perdendo a força com as primeiras entradas.

Antes da refeição, por volta das 13 horas, deu-se o momento alto do evento ao ser descerrada a placa comemorativa da legalização da sede. Esse propósito foi um dos principais objetivos da atual direcção que foi bem sucedida e atingiu-o.


O presidente Luís Barradas afirmou que “a legalização da sede não teria sido possível sem o apoio dos sócios e de todas as direções que foram passando pelo clube ao longo dos anos e mantiveram esta casa sempre viva. Realçou o papel da actual direção que chefia e muito trabalhou neste último ano e meio para atingir este propósito da escritura de legalização por usucapião.” Aproveitou a ocasião para publicamente agradecer aos sócios António Miranda, António Andrade e João Manuel Lança pelo seu testemunho que certificou a posse da sede pelo GDA perante o notário.

João Manuel Lança, sócio nº 2 do clube e o sócio mais antigo presente no evento, realçou “a importância da legalização da sede que foi a concretização de um sonho muito antigo." Felicitou os membros da actual direcção e destacou “o trabalho do sócio Nuno Pires pelo extraordinário empenho e dedicação à legalização da sede” que agora resultou no desfecho mais desejado.


Depois de almoço, a tarde continuou animada com um bailarico dos “Bate no Fole”, grupo apoiado na escola de Música de Marvão, que animou os presentes.







nota do redator: esta peça foi publicada na última edição do Jornal Alto Alentejo, quarta-feira, 8 de Maio, numa colaboração totalmente graciosa. A sua edição no blogue é posterior à publicação em papel e dá primazia ao formato oficial. O custo de cada publicação é de 90 cêntimos, pouco mais que um café. É um custo pequeno para qualquer um de nós mas muito importante para quem dedica a sua vida a trabalhar para manter esta voz do norte alentejano. Apesar de colaborador, comprei 3 exemplares para oferecer: à minha mãe Alzira, patrocinadora oficial do meu curso de jornalista em Lisboa; ao sócio nº 2 do GDA, o meu sogro João Manuel Lança e ao Luís Barradas, presidente do clube. Não podemos deixar morrer o que nos faz falta e todos temos de contribuir.

domingo, 10 de março de 2013

2013.03.03. - Marvão - Santo António das Areias - X Matança do porco da junta de freguesia de Santo António das Areias



























Domingo, 3 de Março, foi um grande dia para Santo António das Areias.

A junta de freguesia local realizou a décima edição da matança do porco.

Por apenas 6 euros, a entidade promoveu um dia de festa que começou logo pelas 8 horas com o início da matança.

Às 9h da manhã, muitos dos inscritos já se aglomeravam junto ao mercado municipal para ali se degustarem com as típicas migas de pão com toucinho frito e café do pucheiro, como era pratica nos tempos antigos.

Às 13 horas, todos se reuniram para o almoço de sopa de cachola, sopa de couve com carne dos ossos e fritada de porco.

Com animação geral garantida pelo habitual acordeonista de serviço, houve muita boa disposição.

Os mais de 300 inscritos e alguns convidados engrandeceram a festa que pelas palavras do presidente da junta José Luís Andrade “se manteve num nível muito bom e deu continuidade ao sucesso dos anos anteriores”.

Na sua análise, “a crise notou-se sobretudo pela menor afluência dos espanhóis mas os estrangeiros e ingleses das redondezas marcaram bem a sua presença”. Não deixou de referir que “para além das obras, este é o maior investimento anual da junta de freguesia que só se consegue também com a enorme ajuda dada pelos muitos voluntários, sem os quais não seria possível concretizar este feito”. Aproveitou para publicamente agradecer “o apoio de todos que contribuíram para a festa”.

Garantiu que no futuro, esta festa vai certamente continuar. Não com ele como presidente porque já atingiu o limite dos 3 mandatos, mas como vai “continuar a integrar as listas do partido socialista”, vai “trabalhar em prol da população da freguesia, se assim for a vontade da maioria”.  

Texto e fotos: Pedro Sobreiro

17.02.2013 - Marvão - Santo António das Areias - Casados e casadas: unidos pela tradição













No domingo, dia 17 de Fevereiro, por volta das 20 horas, a sala principal do Grupo Desportivo Arenense, no Largo Ricardo Vaz Monteiro em Santo António das Areias, encheu-se para receber o tradicional jantar dos casados que se realiza há já 55 anos. Isto desde que há registo porque a origem desta celebração pode ser ainda mais antiga.

Sempre marcada para a primeira noite de domingo após o carnaval, esta celebração que reúne à mesa os homens que têm no seu estado civil a condição de casados, sejam naturais da freguesia ou casados com mulheres oriundas dela, é uma das mais antigas do concelho de Marvão. Muito perto da centena de presentes reuniram-se para comemorar a sua condição marital celebrando a vida depois de dias de festa, de folia, antes do silêncio ao qual remete o período pascal.

Munidos de pratos e talheres de casa porque o mal dividido pelas aldeias custa menos a limpar, reuniram-se para a tradicional ementa que conta com canja a abrir as hostilidades, cabrito com batatas cuja presença vem do tempo em que esta era uma carne nobre, degustada em dias de festa e uma farinheira cozida com salada de agriões para arrematar. A tudo isto se tinha direito por pouco mais que 10 euros que incluíam ainda entradas, pão, vinho tinto de qualidade da região e fruta da época.

À mesma hora mas num local mais abaixo e resguardado, reuniram-se as mulheres casadas da freguesia que eram em menor número mas se aproximavam das 70. Depois da carne, como manda a tradição, a comissão dos homens foi entregar uma farinheira à comissão das mulheres. Agradecidas, as senhoras repostaram oferecendo uns versos e arroz doce.

Homens e mulheres reuniram-se após o convívio dividido por sexos, num animado baile na sala nº 1 onde tiraram as fitas de uma pinhata.

Ao baile todos se uniram, até os solteiros e as solteiras que também jantaram separados por sexos: eles nos bombeiros, elas no restaurante Pau de Canela. 

Texto e fotos: Pedro Sobreiro

- Marvão - O nascimento de um repórter correspondente (com esta idade, quem diria…)




Recordo-me de ele me ter falado no projeto do jornal “Alto Alentejo” ainda antes de sair o primeiro número. Lembro-me de, cá com os meus botões, ter questionado a viabilidade da “empreitada”. Será que seria viável daquela forma idealizada por ele, dar as notícias terra a terra?


Pois os anos estiveram do lado do bom do Manuel Isaac que tem conseguido levar a sua em frente, cimentando uma posição de relevo na informação do distrito.
Admiro quem é audaz, persistente e não vacila perante as dificuldades. Quem é duro e valente.


Por gostar tanto da sua iniciativa e gostar tanto de escrever, lembrei-me de abnegadamente (é importante que se diga), ter aceite os seus já antigos convites de colaboração, apoiando-o, contribuindo com notícias de eventos do meu concelho nos quais participo numa perspectiva de utilizador. “Uma vez que lá estou”, pensei, “tirar umas fotos e umas notas, rabiscar umas linhas é coisa que não me custa e até me dá prazer”.


Para um jornalista de formação como sou que a determinado ponto da sua vida teve de singrar por outro ramo de trabalho, empurrado pelas limitações dos tempos, escrever é sempre um prazer. Se for para o jornal do Manuel, junta-se o útil ao agradável.

Foi por o saber sempre sobrecarregado, a correr de um lado para o outro, com falta de tempo que me propus auxilia-lo fazendo a cobertura do jantar dos casados da minha terra de dia 17 de Fevereiro e da matança do porco da junta de freguesia deste último domingo, dia 3 de Março.


Como os assuntos já foram publicados em formato papel, dou-lhes aqui cobertura via blogue (criando uma etiqueta jornal Alto Alentejo) e via facebook. (Já que o trabalho está feito, divulga-lo não custa.)


Para que as notícias da nossa terra caiam no esquecimento.


Do vosso escriba, do correspondente,


Pedro Sobreiro