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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Caminhando com o povo

Sobreiros... presentes!


As recomendações à partida, pelo amigo Costa

O desmembramento do pelotão

O staff em plena actuação

Pelos confins de Marvão


O Chico da Salsicha

Um elenco de luxo

Belas...

A equipa da Relva / L.A. Pecol - Alumínios

O patriarca Conchinha e o Visconde dos Vales

Uma roda de tintinhos

Ao ataque!

Os mecas...

Tentação...

O pedreirinho em acção

O desporto em geral e as caminhadas muito em particular estão na moda. Na parte norte do concelho, a Casa do Povo de Santo António das Areias tem apostado em grande neste tipo de eventos e tem somado sucessos incontestáveis.

Depois da 1ª pela Nave e da 2ª pela estrada dos Aires, neste domingo realizou-se a 3ª caminhada pelos lados da Ramila e Fonte Souto, com bastante aceitação já que segundo os números oficiais, passaram bem das 100, as almas que alinharam na expedição neste fantástico domingo primaveril.

Como já vai sendo habitual, não faltou nadinha e esteve tudo a preceito. O percurso não era exigente, não faltou a aguinha e a fruta a meio da marcha e terminou tudo em beleza.

Eu, o meu querido amigo Nuno Pires e o meu estimado sogro, esticámos a corda e fizemos o percurso maior, subindo pelas vinhas da Fonte Souto e em boa hora porque as vistas mereceram o esforço e o repasto assim ainda soube melhor.

A conversa, entre muitas outras coisas, lá teve que descambar para a inevitável desgraça do clube do nosso coração que carpimos pelas calçadas e trilhos de terra batida.

A empreitada culminou num mega-churrasco na Quinta da família Conchinha que gentilmente abriu as portas a todos num gesto de bem receber, confirmando que aquele espaço é de convívio e só fica completo quando se enche de amigos.

E que bem souberam a farinheira frita e os enchidos à chegada, quando o cheirinho dos grelhados já fazia crescer água na boca. Houve bela sopinha, a bela da bifana e a entremeada, a salsicha e a salada, as bebidas fresquinhas, os tintinhos e as imperiais que saiam em catadupa da máquina bem calibrada. Nem sequer faltou o docinho para os mais gulosos e o cafezinho para arrematar.

Na continuação, houve convívio e animação, a piscina para a garotada e as histórias fabulosas do Ti Mané Batista, o “Pedreirinho da Asseiceira”, o “Governador Civil da Relva” como bem o baptizaram, que na sua inesgotável alegria de viver, a todos contagiou com as rocambolescas histórias da sua juventude. Inesquecível a aventura em que parou a banda nas festas de São Pedro.

Já descia o sol quando me fiz à estrada, percorrendo solitário as veredas que me levariam a casa, cumprindo o objectivo estabelecido inicialmente de fazer tudo a penates.

O vento quente do fim da tarde e os grilos que cantavam nas redondezas fizeram-me companhia, no regresso deste mais que agradável convívio.

Mais uma vez, parabéns e bem hajam.

Foi mesmo muita bom.

Tradicional, este Baile das Rosas

Os mestres de cerimónia


A panorâmica geral

A mulher arenense mostrou a sua graça


Houve tempo para discursos...


E para muita animação


Sim, é certo… o baile das rosas já não tem a magia de outros tempos e nem sequer é preciso recuar muito atrás porque até eu os vi com grande brilho e não foi há assim tantos anos.

Vem à baila a que já vai sendo a conversa curriqueira: “há pouca gente…” e eu respondo entre dentes para os meus botões: “pudera, se somos tão poucos como é que hão-de aparecer muitos?”.

No último “Guia Autárquico” do jornal Público, já vimos abaixo dos 3.800 habitantes e baixando, como os preços nos saldos do Conde Barão. Nada a fazer excepto milagres e esses já vimos que também são poucos e cada vez menos.

Nos temos áureos, os bailes da rosa eram grandes bailações e por ali se esboçaram acesos namoricos e algumas cenas de pancadaria que abrilhantavam sempre o cartel, sobretudo a horas mais avançadas, quando o álcool esquentava os ânimos.

No momento mais alto, os homens compravam no palco a rosa que ofertavam à companheira e depois dançavam noite dentro, com a florzinha segura pelas mãos unidas no calor da noite. Bem romântico…

Neste sábado, a casa não esteve cheia mas esteve composta. Por volta da meia-noite, quando o ritual florístico se cumpriu, até parecia que tínhamos recuado no tempo.

A malta é que acaba por ser sempre a mesma, outra vez aqueles que mesmo que lhes custe deixar o conforto do lar, acabam por participar e contribuir para manter a chama viva.

Os animadores de serviço, os sempre bem dispostos e competentes “Abílio e Carrilho”, percorreram estilos e modas quase em ritmo “non stop” para ver se o pessoal não esmorecia e conseguiram-no.

Deu-se um pezinho de dança, viu-se como param as modas, beberam-se umas fresquinhas na Odete, a pardalada brincou e rodopiou até cair de cú e “esteve-se bem”, como diz agora a malta nova.

Nota muito positiva para as decoradoras do palco que estava lindíssimo, para o GDA que insistiu na tradição e para todos os presentes.

A luta pela não descida de divisão do concelho também se joga aqui, fazendo por cumprir a tradição.
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