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domingo, 17 de setembro de 2017

Revisitando, recordando, ovacionando, OS GRANDES LUCKY DUCKIES


Há dias, estava eu a espreitar a aldeia virtual global antes de dormir, já na cama, e deparo-me com esta peça absolutamente notável: os Lucky Duckies, enorme banda de swing/rock'n'roll portuguesa, da qual me tornei amigo, enquanto vereador da cultura de Marvão, inovou e cantou em português. Um português pensado, estiloso, que fez jus à sua carreira de crooners, e de grandes porta-vozes do glamour da arte que cantam. Adorei. Comentei com o meu grande amigo Pedro Silvério, e dali, desta interação, o próprio Marco, o vocalista, interagiu connosco e, fizemos do facebook, uma belíssima sala de convívio, onde pudemos ter a felicidade de interagirmos.

Gostaria de colar aqui, nesta minha casa, algumas imagens, para que um dia, possa recordar.



O Marco é uma delícia. Um bonacheirão, sempre bem disposto, que nunca perde o timbre e o toque, de quem dá gosto se estar junto. Eu, enquanto vereador, cedi às suas insistentes e inúmeras tentativas para atuar em Marvão, e ainda bem que o fiz. O homem tem uma bagagem cultural, musical, que deve ser inédita no nosso país. Tornámo-nos amigos, e vieram cá mais que uma vez. Na sua vida, fez a escola dos karaokes, e tem um domínio quase absoluto. Para mim, quando se finasse daquia muitos, muitos anos; iria para o panteão nacional. Anda sempre acompanhado com os melhores músicos, muitos das escolas de jazz, e encanta, por onde quer que passa.

Para além de todos os seus atraentes atributos, conta com o apoio da sua esposa, a doce Cláudia, com quem contracena em palco.

Ah... eu adoro eles.

Nos comentários, cheguei a recordar as atuações que tivemos juntos (!), e foi tão com, tão bom recordar...



O video em baixo





No outro dia, de manhã, a minha Alice veio deitar-se junto a mim, e eu mostrei-lhe, orgulhoso, os vídeos.

- XXXXXXXXiiiiiiiiiiiiiiiiii, pai...

- Então? (Já viste o inglês?, pensei...)

- CANTAS MESMO MAL...


O meu muito obrigado a quem fez este último video, que me desculpe, mas não recordo quem foi. Trata-se de uma peça verdadeiremanete belíssima, para mim. O meu Manel...

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Esta campanha! (analisada pelo prof. aposentado compulsivamente, vosso tio Sabi)



Nota do redator: Esta perspetiva, é a minha visão da coisa. Sei que a minha família, quem mais quero no mundo, cujo bem-estar está dependente de astros aqui visados, está protegida pela sua personalidade e profissionalismo. Sou livre e é nessa condição, que no meu sítio na internet, digo o que me vai na alma, sobre aquilo que mexe comigo. Desde que nunca falhem, como eu sei que nunca falharão, (porque a sua postura é à prova de bala), estarão sempre seguras de si, como eu estou de mim. Não querendo criar guerras e clivagens, quero ter direito a pensar, a ter a minha opinião e a veiculá-la.


Para os bornais que hão-de vir com a conversa do “lavar roupa suja”, eu esclareço: tenho o meu passado resolvido, e os assuntos bem esclarecidos dentro de mim. Apenas gosto, e quero pensar alto. Posso?
Se puderem, façam-me um favor: em vez de virem ler o meu blogue, criem vocês o vosso. Cada um brinca com o seu carrinho. Vale? Fazemos uma aposta, que eu nunca lá irei ler?


Para quem anda mais distraído (e cego?!?!), o vosso tio Sabi, veste a toga de politólogo, afirma e confirma que… segurem-se… as autárquicas estão aí!
WWWWWWWWWWWWWWWWWWEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE… (alegria da criançada com mais de 18. Que já são alguns… Os velhos morrem, estes crescem e… já metem a cruz. Ah pois é, bebé!)


Quem ainda não tenha reparado (nalgumas arruadas que os candidatos e os seus apoderados, têm feito por aí, sempre que haja festa religiosa, ou d’arrembimba-o-malho); quem ainda não tenha dado notícia na converseta que muitos deles têm montado, a quem habitualmente não era passada chapa nenhuma; temos agora aí, a prova dos 19: A PROPAGANDA!!!!!!


Eu até já estou a ver, o tamanho dos calhaus, que alguns mais mal intencionados e maldicentes, têm nas mãos, para me atirarem à nuca. Calma, queridas. Para já, eu já tive um traumatismo craniano e… se voltar a ter outro, é natural que me custe mais a recuperar (ou nunca mais regressse). Estão a ver aquele guarda-redes do Chelsea, o Pter Cech, que jogava sempre com um gorro almofadado muita cómico. Pois bem, ele já tinha tido um traumatismo, e sabia que se voltasse a ter um choque ali, já nunca mais podia ficar de ressaca (da vida). Por isso, calma, sosseguem as passarinhas, que o professor Sabi vai-vos dar uma aula, completamente gratuita, sobre política, design, economia, nacional porreirismo, e voodoo.


ELE TAMBÉM TEM CULPAS NO CARTÓRIO!!!! ELE TAMBÉM FAZ PARTE DE UMA LISTA!!!!!!”. Claro que sim! E porque não?!?!?!?! Quem é que disse que um comentador de futebol, nunca pode chegar a ser treinador? Quem é que pode dizer que um comentador político, nunca pode vir a ser um presidente da república? AH, Ah… Agora lembrava-me do nome d’um mas… já me esqueci! L As pessoas têm toda a razão, quando dizem que eu já nunca serei, o mesmo que era antes do acidente. Realmente… esqueço-me tanto… tinha o nome do homem debaixo da língua… Mesmo agorinha…



Eu faço parte do movimento “Marvão para Todos”, que ajudei a parir, em dois anos de gestão clandestina, desde a primeiríssima reunião. Concorrendo ele a todos os órgãos, para grande orgulho e júbilo nosso, eu integrarei, caso os marvanenses assim o queiram, a próxima assembleia municipal. Ali, serei o Pedro de sempre: a chamar os bois pelos nomes, justo, reto, visceral, insubordinado, rebelde. Se lá não me quiserem, vou para a lareira, no inverno; e para a esplanada, no Verão. Faça-se o concelho comigo, ou sem mim. Na boa…



Feito com tanto amor. Uma criança, um adulto, um idoso. O castelo, o nome...


Nesta análise, dispo a bata de candidato, e visto a toga de doutor (da mula-ruça) das políticas.


Numa varridela pelas campanhas, conseguimos logo antever, ao que vem, cada um dos embrulhos que está por detrás. Como não tenho tempo, nem dinheiro para me dedicar afincadamente a este artigo, não farei a cobertura exaustiva pelo concelho, e limitar-me-ei, áquilo que vou vendo na minha vida, por aí, ou enquanto vou trabalhar.


Se fosse pela campanha, o Partido Socialista ganhava antes de começar o jogo. Ataca em todas as frentes, com uma promoção de alto gabarito, ao melhor estilo revista CARAS. Dizem as más línguas que isto é tudo feito, e pago pelo PS. Mas… o PS não era aquele partido que andava com eles a baterem num laje? Não era aquele que pedia dinheiro aos militantes, para pagarem as rendas das sedes? Não percebo nada disto.


Seja como for, eles estão em sítios estratégicos, e duplicados! Não deixam que nenhuma criancinha, entre para a escola primária, sem saber quem eles são! Apresentam duas variáveis:

1- a malta toda que concorre (assembleia, câmara, testa de ferro para a junta), a segurarem num placard onde se escreve o óbvio. Gosto particularmente de me parar, sorrir e pensar: a história de cada um, o passado por trás de cada rosto, as intenções, as potencialidades e os projetos.


Para a câmara, vejo pessoas que vêm à procura do que já foram, e o querem de volta; uma pessoa que se deveria envergonhar do sorriso que luz, porque não é de confiança, sincero, e verdadeiro, porque já vestiu a mesma camisola que eu, nesta guerra santa, mas que, na realidade (admitindo que queira o bem do concelho. Essa, dou-lha de borla), quer sobretudo a sua promoção pessoal, subir aquele degrau na vida que ainda não conseguiu de outra forma. Se o vi garantir, que de nós todos, seria sempre o último a sair… durou pouco. A convicção… revela muita imaturidade.
Depois, há pessoas sérias, convitas, mas também há os bibelots. Que deveriam ficar sempre bem, a compor pelo género.




2- a rapaziada para a junta, já com alguma idade, muito bem arreados, bem acasacados, revelaram um raro deslize na produção. Deveriam ter-lhe dito que o período eleitoral, apanha mais o calor do Verão, que o frio do Inverno, que os levou a figurar em tais roupagens.


Os locais onde figuram, todos muito bem escolhidos… ou não. Em Santo António das Areias, figuram logo à entrada da aldeia mas, apenas são vistos por quem vem do lado da Beirã. Quem vem de Marvão, não vê eles, não. Ali.
Porque chegados ao largo principal, têm obviamente de levar com eles, junto à casa de Deus. Tivéssemos todos tido a prepotência, a arrogância, a desfaçatez de ter ali espetado umas tarjas, um placard, com a sua própria cor… o muro da igreja ficaria tipo “puzzle das autárquicas”. Com o padre Marcelino, poderíamos uma publicação do género “Onde está o Wally”, só que aqui seria: “Onde está o Marcelino?” Era tentar descobri-lo lá, no meio da confusão



Ora… há terrenos que são da res pública: de ninguém, e terra de pessoa nenhuma. Eu tinha vergonha. Mas eu, sou eu. Como eu, não há nenhum. Isto para o bem e para o mal.

Os socialistas de Marvão, que a julgar pelas últimas votações, têm vindo a perder expressão, funcionam como um bloco. São dali e não vêm mais nada. São um bocadinho, como eu sou do Benfica. Sou daquele desde sempre, e pronto, já está! Um dogma. Verdade intocável.


O partido do poder, que se diz social democrata, mas que de democrata aqui, em Marvão, tem tido muito pouco, variou as frentes de ataque.



Tomou o prédio que serve de frontaria a Santo António (e é o primeiro do bairro habitacional da Casa do Povo) de assalto. Ali, só eles e mais nenhum. Serve até para disfarçar a terrível aparência do imóvel, que dá um aspeto verdadeiramente degradante a toda a aldeia. Mas será que a Casa do Povo, tão bem gerida que sua presidente foi inclusive convidada, para ser vereadora da lista socialista, não tem umas centenas de euros para mandar pintar, pelo menos a frente deste? Mesmo que os outros ficassem como estão? Mistério…
Olhem que pode mandar em muita gente, mas nem toda a gente morre de amores pela figura. Vale uma aposta?


O cartaz do PSD, como todos os outros, ficou deveras pavoroso. O nosso Luísinho, aparece com um tamanho de cabeçorra… que até intimida, ó valha-me Deus! Junto a ele, qualquer outro candidato, parece o que parecem os outros ali: pequeninos. Parece que a criatura esta chegou do espaço sideral, do planeta dos Cabeçudos, para tomar de assalto os liliputianos. Não sabem, quem eram estes? Peçam as filhotes/netos, o livro do Gulliver. É muito engraçado.
O amigo Maroco surge com o ar dele, bem disposto, assertivo, que convida. Tá normal. Passa.
A Sónia parece assustada, a pobre. Riso amarelo como se os do programa “Querido, mudei a casa”, lhe aparecessem de rompante, para fazerem umas alterações à última da hora. Tem pouca atividade política ou cívica que lhe seja reconhecida; mas surge ali pela via do padrasto, ilustre dinossauro arenense (tá de Isaltino, está…) que isto não pode ser só aturar secas ao muro de casa, e o palco tem de ser dado a quem quer cantar. O trabalho de design ficou tão pavoroso (eu pedia o meu € de volta), que até o meu amigo Alfaia, que eu imaginava tão longe destas guerras, parece pequeno, quando ele é um homem atlético, 0% gordura, tudo fibra.



O PSD, que gosta pouco de touradas, e arranjou maneira de se ver livre do vereador que quis dar o grito do Ipiranga, voltou a acampar junto à praça de touros. Ali parei, e olhei para eles. A imagem merece um estudo mais cuidadoso, a nível de design. Ora, os 3 estarolas, parecem que não se estão a rir para nós, mas a rir de nós. Aposto que com eles fizeram aquela paródia que se faz habitualmente aos miúdos, quando se quer que eles sorriam para a câmara. Aposto que lhe disseram antes: imaginem que as eleições já passaram. Os senhores, absurdamente, ganharam outra vez, com a maioria absoluta. Os outros candidatos, perdedores, estão a passar à vossa frente, cabisbaixos, uma a um, como os judeus quando se encaminhavam para a câmara de gás. Façam-lhe lá uma carinha… Eis!


O slogan, é forte e emblemático: SEMPRE CONVOSCO! Livra! Até quando vou à casa de banho?!?!?!?!!? É que… em vez de laxante, vai dar prisão de ventre! Aeh… que diabo!!!


Eu percebo o candidato Luís. Quem o puxou para o grupo de forcados, quem sempre o incentivou, ensinou, e disse-lhe que tinha jeito, encostou-o à parede: ou vais para cabo, e EU fico atrás de ti, e EU é que te passo a dizer quem vai pegar, o quê, e em que posição, ou estás amolado.
Ele, que remédio, teve de dizer de sim.


Estou mesmo muito grato à limitação de mandatos, porque caso contrário, o sr. que tem presidido a câmara municipal, já há 12 anos?!?!?!?! era gajo para lá ficar como o Fidel Castro, em Cuba.  Na cama, já com os pés para a cova, velhinho até mais não, mas ainda com vontade de mandar. Isto do poder, tem que se lhe diga…


Ele pode pensar que está a fazer muito boa figura, a rir de trás do Luís, mas… há palhaços que não precisam de se pintar...


Para compor o ramalhete, concorre quem já experimentou pela esquerda. Não deu. Agora experimenta pela direita, e sempre se verá no que dá. Isto hoje em dia, está tudo muito batido, e quase não há limites, pois é? Fazer o bem, nunca cansa quem é de bem, e o dinheirinho sabe sempre tão bom…


Adoro como passaste a ocupar as manhãs, a pagar copos de vinho aos homens no Cantinho do Miradouro!. Super interessante, não é? Noblesse oblige…


O rapaz, que é meu vizinho, quase me tirou a fala, depois de eu ter escrito, que o estranhava tão devoto numa missa, prendado até a aprender os cânticos com as senhoras do coro, de caderninho na mão. A verdade é que, depois disso, nunca mais lá o vi. Tirou-me a fala mas… agora sou que digo que… nem se pinte de amarelo. Aconteça o que acontecer. Não sou rancoroso, não sou de ficar sentido, só que, eu já percebi que a vida passa tão rápido, que não quero senão passar tempo com quem sei que eu gosto mesmo, e goste de mim. Quem não se sente… Passo tão bem assim... Só quero, quem me quer.


Sozinho aparece o candidato camuflado de independente, com a barriga de aluguer do CDS/PP. Aparece sozinho porque… nas paletes não cabem muitos (o sr., de magro não tem nada), e no fundo, é isso que pretende: encaixar-se. São tantos os candidatos, que dificilmente sairá uma maioria. Vai nisto, tem de haver geringonças, tem de haver acasalamentos e ele… pretende, claro está, ter uma cadeirinha onde se encaixar.

Diz que são muitos mas... se só houver lugar para um...

Tem um mérito, que a mim me surpreendeu, devo confessar, de revelar uma genica, que eu não pensava que tivesse (tal era a ideia, que me habituei a fazer dele, quando partilhávamos o gabinete da vereação, entre 2005 e 2009).
Na revolta que tentou operar no navio laranja, escudou-se mal, foi surpreendido pela teia da cúpula, e decidiu esgarrar. Em vez de definhar, mexeu. E isso é de considerar. Quem sabe se irá ser premiado. Tem é de contar com outros apoiantes, que não o seu ex-colega (leia-se, claro está: eu.)
Dos dissidentes, conseguiu levar alguns pilares fundamentais do PSD local: caciques que só assim, conseguiram que os seus descendentes tivessem voz; membros ferrenhos que nunca obtiveram ganho algum, mas sempre suaram, e muito; e pessoas muito próximas pela via marital, a generais do maçudo, que se viram obrigados a sair, pela limitação de mandatos, em freguesias da redondeza. Parece ser muita gente, mas, bem escrutinados, são capazes de não serem assim tantos, e talvez quase sempre os mesmos.
O sr. não é grande coisa a português. Li dois ou três manifestos iniciais da sua lavra, com tempos verbais mal conjugados, e temi o pior, mas… tem revelado uma assessoria multimédia bastante bem urdida. Sim, que eu vou ver, porque gosto de saber. Aquilo… paga-se. E bem.


Os comunistas, coitadinhos (digo-o sem desprimor algum, note-se!), são engraçados. Vêm que aquilo em que acreditam, não resultou em sítio algum no mundo. Mas ainda assim, insistem. São persistentes. Valha-lhes ao menos isso. Mas só.


Sendo assim, chegámos a nós. Marvão para todos. Como sonhámos ser, como quisemos ser, como esperamos vir a ser.
Simples, financiados, por enquanto, pelos nossos próprios bolsos, apostados no contato mão na mão, cara a cara, conscientes de que temos na nossas fileiras, das pessoas mais bem intencionadas em prole do bem comum, de todas as listas. Todos com provas dadas na vida, todos sem qualquer tipo de interesse financeiro por detrás. Pode ser que os cartazes sejam pequenos (quando comparados, com as produções megalómanas dos demais) mas são autênticos. Têm pouca cor, mas tampouco vimos dispostos a montar um carnaval. Têm a nossa cara, têm-nos a nós. Têm autenticidade, são sóbrios e verdadeiros.



As autárquicas estão aí: que soltem as feras!

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O novo monumento de Marvão (pois então!)

Cavalo? Homem? Certo!

Extraorinário alinhamento de blocos de granito. Nota ++

O caixote do lixo ali,em vez de uma explicação muito breve,
nem que fosse num bloco de gelo, do novo"mono", é cirúrgica.
Para o cavalo se poder alimentar. Xixi não dá para fazer. Não se consegue mexer. 

Eu pensei muito bem, se teria mesmo de escrever isto mas… acho que sim. Devo-o à liberdade, aos capitães de Abril, à democracia em que vivemos. Devo-o porque vivemos em Portugal, num regime que permite que uma besta como eu, tenha o direito de dizer o que entende, sobre o novo monumento de Marvão: uma escultura do mestre João Cutileiro, sobre Ibn-Maruan, o rebelde muladi (cristão islamizado) que ali construiu a primeira defesa, sobre um castro pré-romano, ou visigótico.

Ele, o João, que me desculpe, mas cá vai:

1.Introito à exposição que se segue: há quem defenda que a arte não se discute. Ora, dá-se o caso, de por acaso, este que vos escreve não se encontrar nessas fileiras. Quem produz arte; seja mais, ou menos elaborada; mais ou menos percetível, tem de estar sempre sujeito à opinião dos outros. Quem produz, expõe-se. Tome-mos o ridículo de falar sobre este meu miradouro. Podem-me dizer o que quiserem sobre o meu blogue, as habituais críticas e mais algumas inventadas em cima da hora, que eu não me apoquento nada. Enquanto tiver gente que por aqui passe por este miradouro para o mundo; para o ver com os meus olhos; que comigo comenta isto, ou aquilo que escrevi; estou feliz e bem. Claro que nunca pretendi que concordassem com a minha visão. Apenas quis, sempre, desde a primeira hora, agitar as águas, fazer pensar, questionar, e conseguir resolver-me, fazendo-o.

Pode ser esquisito. Mas é enorme. E lindo. Expressa o horror e a guerra, de uma forma perturbante. 

Tudo isto é poesia visual para mim. Amo tudo. Rembrandt.

João Cutileiro é um artista octogenário respeitado em Portugal e no mundo. É uma referência incontornável na escultura, também conhecido por “mestre”, que isto não o é quem quer, mas só quem o consegue.


Como podem ler aqui https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Cutileiro, (por sinal, peço que ajudem a Wikipédia, façam um donativo para que não morra), nasceu em Lisboa, mas está muito ligado a Évora, terra que ama como sua (a mãe era oriunda daquelas bandas), e à qual já decidiu legar isto http://rr.sapo.pt/noticia/48121/evora_recebe_heranca_de_joao_cutileiro.

Há dias, estava eu a beber café após o almoço, olhando em redor, e dei comigo a pensar, “hum… este velhinho parece mesmo o João Cutileiro”. Mas depois, o senhor começou a murmurar baixinho, num estrangeiro quase impercetível, para a senhora que estava junto a ele. Aí, eu, pensei: “naaaaaa… estás sempre a ver filmes”.


Mas depois, já nem me acordo muito bem como, a conversa veio à baila, e alguém falou na escultura nova do Ibn Maruán, criada por ele, o mestre. Sorri e pensei que, afinal, o Drocas não está assim tão senil.

“Mas onde é que fica?... Ai sim?... E quanto tempo demorará a ser terminada?”, estas foram as minhas perguntas, até que na sexta passada, antes de sair de mergulho para o fim-de-semana, reparei numa “coisa” nova ali como quem vai para o castelo.

- Olá! Cá está ela!
Desamontei-me do meu alão azulado Caguincha, e fui inspecionar.

Epá… aquilo é… digno de, se pensar em.



Para já, é muito difícil perceber-se que aquilo, na realidade, é uma escultura. Mais ainda, que é de uma pessoa. Quase indecifrável é então, conseguir dizer, de quem poderia ser. Se isto fosse uma pergunta para queijo do Trivial Pursuit, era coisa para ser um queijorro. Se fosse no “Quem quer ser Milionário”, ou num daqueles concursos de trazer por casa, com perguntas de pacotilha, nos canais generalistas, ficaria sem resposta.


Aquela maltinha que costuma estar a ver a televisão à noite, em esplanadas de cafés, enquanto vai atirando respostas e palpites, para ver se tem sorte e consegue impressionar os outros, ficaria banzada com a dificuldade.  

A pergunta poderia ser: Diga quem é representado nesta nova escultura de Marvão?
1-    Carlos Cruz, apresentador de tv, acusado de pedofilia
2-    Herberto Hélder, o poeta (e louco?)
3-    Eusébio da Silva Ferreira, bom de bola
4-    A Popota, artista fofinha dos hipermercados, que também dá concertos
5-    Nenhuma das de cima. Aqueles blocos foram ali deixados cair, ao acaso, por um camião da Singravona, de Alpalhão, ao fazer um transporte

Ao admirar a nouvelle oeuvre d’art, pasmei. Como é óbvio, não perdi a oportunidade de tentar saber, se seria eu, um caso isolado. Passavam uns jovens, saídos do monumento-mor, o verdadeiro castelo, e interpelei-os:

- Jovens, olá! Será que vos poderia pedir a vossa opinião, sobre o novo monumento de Marvão?
(Risos e silêncio) - Novo monumento?

- Olhai bem à vossa volta. Eu espero. (zero placas identificativas, rien de rien. Mesmo à moda do nosso edil camarário. Ou seja, uma merda.)
- Não estamos a ver.

- Bom, sendo assim, eu ajudo. Está ali uma estátua dedicada ao fundador de Marvão. Ei-la. (apontando)
- Aquelas pedras?!?

- Olhai bem, e atentai. Quem a fez é conhecido por mestre, é conhecido em todo o mundo, muito famoso e conceituado.
- Eeeeehhhhh

- Não me digam que não vos bate nada... (como se fosse um cacete de erva)
- Epahhh…

- Visitaram o castelo, certo?
- Certo.

- Presumo que gostaram. Tá bonito, não está?
- Muito.

- Agora têm direito a este extra. Podem passar o tempo que quiserem, ali sentados, a admirá-la. Podem tirar selfies, enviar hangouts a amigos, postar no face.
- Ehhhhhhhh (com o ar de quem não achou piada nenhuma à ideia)

- Não me digam que se eu não vos tivesse dito nada, nem sequer reparavam…
- Ahhhhhhhh Há ali muitas pedras e… aquelas… confundem-se.

- Oh. Percebi. Obrigado pela vossa colaboração. Isto não é para os apanhados, ok? Não há câmaras escondidas. Apenas quis saber a vossa opinião, sabem? Ao acaso. Eu também estudei, como vocês. Sou mais que licenciado, porque tirei uma pós-graduação em Gestão Autárquica, quando era vice-presidente desta câmara de Marvão. É que já fui vereador da cultura, supostamente teria de ser um dinamizador da área e, conhecendo como conheço, do pouco que conheço, a obra do senhor, dificilmente lhe pediria que aqui deixasse a sua arte. Pedras já cá a gente tem com fartura, não acham?
- Ehhhhh…

Da obra do Cutileiro, este D. Sancho I, frente ao Castelo de Torres Novas... ainda vá, que não vá
mas, aquila podia ser outro rei qualquer, digo eu. Com barba e coroa, metade da batalha tava ganha.

Esta também está muito bonita. O corpo de uma mulher nú, fica sempre bem e não choca.
Já o do homem, com aquele pedaço de apêndice pendurado, de tamanho variável, cor diversa, maior ou menor rigidez ...

Epá... o 25 de Abril, aqui...
Tá difícil! E o Otelo fica aonde, pá!

Ouve lá!
E o marquês do Pombal aqui, em Vila Real de Santo António, está... potente!

- Mas não conseguem ali vislumbrar nenhuma figura?
Nisto diz um cachopo, tão engraçado: “há ali uns bocados que parecem uns ursinhos fofinhos.”


LLLLLLLLLLLLLLLLOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

- Eu só queria ter a certeza que não estou a ficar (mais) maluco. Por isso falei convosco. São daqui?
- Ah... estes são meus amigos, mas o meu pai é do concelho de Castelo de Vide.

- Será que conheço?
- Ahhh… Não sei. É o Tiago Malato.

- Ah, claro que conheço! Bom homem. Todo dinâmico, esperto, bairrista, amante da Castelo de Vide e da política. Dá-lhe lá um grande abraço meu, tá bem?

E prontos, estamos nesta fase em que esta “coisa”, vai cá ficar. Não tenho muito tempo, nem me quero estar a ralar com o assunto, mas de verdade que gostaria de saber quem foi que pagou por isto, de que forma foi realizado, se foi uma oferta (para lhe limpar-mos o quintal), ou se foi por adjudicação direta (como fazem quase em tudo, nesta época de caça desenfreada pelo voto).

Eu dava era um dedo mindinho, até poderia ser um indicador, para poder ter assistido ao momento em que o artista, e o interlocutor (ligado a Évora, claro que imagino quem seja), retiraram o véu e os responsáveis pelo município, puderam, boquiabertos, admirar a obra, assim ao primeiro impacto. Deve ter sido um momento único. Aqueles queixos devem ter ficados boquiabertos, pasmados com tanta beleza.

Se tivesse sido o senhor presidente, homem de cultura, que puxou para si o pelouro nestes últimos anos, só queria ver-lhe a cara. E tirar uma selfie com ele, nesse instante.

O homem sabe. Muito de tudo, e de cultura, sobremaneira. Quem pudesse tê-lo visto, num dos concertos de música clássica do castelo, no último festival, ficaria admirado com o grau de conhecimento que apresentava, das obras ali reproduzidas. Era vê-lo abanar a cabeça ao ritmo do compasso, e dizer que sim, era menear-se todo como se estivesse a curtir o “Pelos caminhos de Portugal” do Mário Gil. Muito bom. Dava gosto. E orgulho. É o meu presidente!

Se fosse o senhor vice-presidente… ahhh… também gostava, mas era só de ver. Sem mais comentários. Mas quem é que é tão parvo que não conhece, o profuso passado e ligações do Sr. Vitorino com a escultura? Pelu amôôôôôôôôô^rrrrrrrrrr dji Deuuuuuuuuuuuuuuuuussssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss

Mas também aqui, vos ponho à vontade. Se tivessse sido eu naquele lugar de vice-presidente/vereador da cultura (o que muitos dos meus denegridores, dizem que é o combustível que me alimenta o mal estar… tansos!), eu teria de fazer das tripas, coração; e teria de lhe dizer, ao próprio, que não podia ser. Arranjando uma forma delicada de não lhe ferir o estatuto, a dignidade, o historial, meteria as questões políticas ao barulho e tentava sair de fininho.

Mas será que na minha terra, não há ninguém capaz de lhe dizer, que o reu vai nú?

Os espanhóis de Badajoz, filhos do mesmo pai, nossos irmãos na fundação, também têm lá, na parte alta, na zona mais antiga da cidade, uma escultura de homenagem ao fundador. 





Mas porra! A gente olha para isto, é como quando estamos a olhar para a imagem, daquele que pode ter sido Jesus Cristo. A ter nascido naquela zona do médio oriente, naqueles anos tão idos, há 2017 atrás, deveria mais ser um homem baixo de tez escura, de barba preta e cabelos pretos, como eram quase todos os daquela área; do que um lindinho louro, de olhos azuis, como o viu o realizador italiano Franco Zeffirelli.

O do Zeffirelli era mais... angelical.
Toda a cena da cruxificação deve ter tido uma violência brutal!

Ahhhh. Era capaz de ter sido mais assim... não acham?

Agora, comprar a maneira que o mestre Cutileiro o viu, com aquela que os espanhóis o viram; nem sequer é comparar o Jesus Cristo como pode ter sido de verdade, com o do Zeffirelli. É… um desastre! De um camião da Singranova, cheio de experiências de novos alunos dos cursos de cortar pedra, que ali teve um acidente, e se virou.

Há 4 forças que se perfilam na corrida das eleições municipais, com suposto peso (isto se o camarada Carvalhas, não pressionar o nosso Caldeira Martins):
- o Partido Socialista;
- o CDS/PPM, que apoiam o renegado José Pires, hoje estrela das paletes (sorrindo numa curva perto de si), que se faz passar por uma candidatura independente, que não o é (o habitual nele, portanto. Perito em fazer o filme, render o peixe);
- a verdadeira candidatura independente “Marvão para Todos”
- os que lá estão. Os tais. Os coisos,

E eu só peço muito, nos pedidos que faço, para que isto mude. Mesmo. Por favor. Para que haja diálogo e possamos sair desta tenebrosa idade das trevas, em que vivemos.

RENASCENÇA JÁ! 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Assim, de repente... Luís a Presidente!


- Pai! Ajuda-me lá a abrir a caixa do correio!

- Ó Alice… até parece impossível, filha! Tu és tão desenrascada, e queres sempre ser tu a fazer tudo… Como é que não consegues, e me pedes uma coisa dessas?

(Já chateada) – Ó PAI!!! ESTA NÃO DÁ! Com a velhinha eu conseguia, mas esta… rodo, rodo e aquilo não dá nada!

- Ó Alice… é com jeitinho. Anda cá que eu ensino-te. Mas tu é que fazes. Para veres como é fácil… Vês?!?

- Olha tanta carta, pai! Da Meo, uma revista para ti dos impostos, publicidade das compras e este… OLHA! Este é o pai do Artur! O que é que ele quer?

- Quer ser presidente da nossa Câmara. O homem que manda mais, aqui no nosso concelho. É isso que ele quer.

Fiquei durante momentos a fitar a imagem do panfleto. Não em choque, que esse já o tinha tido, na tarde do dia antes, quando a Velhaca, Dona Estrela do Adro, me tinha atirado aquilo para as mãos, com um “olha, o teu amigo, lá da tua terra, deixou aqui isto para ti”.

Olhei e pensei: afinal é verdade. Sempre é ele que vai em primeiro.
A minha cabeça recuou de imediato à minha Beirã natal, àquela que hà-de sempre ser a minha terra, e a minha referência.
Quem andou comigo naquela escola primária, quem foi meu colega, certamente nunca pensou que isto seria possível. E só é possível porque a política é mesmo uma atividade muito ardilosa, onde a meritocracia (sistema no qual só aprovam os melhores, a nata da nata) não funciona.

É importante que escreva e fique bem claro desde já, que escrevo este texto porque… o tenho mesmo de escrever. Como o faço na minha capelinha virtual, e divulgarei na rede de todos nós, como é hábito, é natural que caia sobre mim, o coro dos mal formados, arrogantes, pessimistas, que se pensam juízes de tudo, e de todos, e que acham que estão credenciados para opinar, sobre quem nunca lhes deitou palha. Mas eu sei que esse é o preço a pagar, por sermos públicos, como eu sou; por comunicarmos de peito feito e aberto, como eu faço.

É bom que se diga que não tenho absolutamente nada contra o Luís. Somos amigos, q. b., e temos uma relação cordata, de pessoas da mesma terra, que nunca se deram mal. E era difícil dar-se mal com o Luís. Porque o Luís… passava. Como passou.

A minha escola, aquele reduto ínfimo, aquele casulo de personalidades, teve cromos do arco da velha. Já naquela altura, com quase todos entre os 6 e os 12. Havia malta com muitíssimo nível, que ainda hoje dá cartas na vida. Uns estão melhor, outros mais perto, uns foram enrolados pela vida e deixaram-se ir; outros definiram muito bem, por onde queriam ir, e singraram; outros foram atrás de um sonho, mas triunfaram só em metade (licenciatura sim, emprego na área, não), tiveram de regressar e voltar a dar as cartas, como eu, mas, de outra forma, conseguiram a felicidade que queriam.

E havia o Luís. Que seria a última aposta para presidente de câmara. Ele sabe-o.

Por exemplo, a coisa mais fácil para mim, seria ser o filho do João Sobreiro.
Cômodo.
Quem é aquele?
É o filho do Sobreiro.
Quem? O filho da Alzira.
Mas nunca fui. Fui sempre eu. O Pedro. O Pedrocas.

O Luís… há-de ser sempre, para nós todos, de lá, o filho da Dona Estrelinha do Supermercado/Café, ou do Sr. António, do carro de praça.

Falem com a malta da minha idade, da Beirã, e verão o que eles dizem.

Entrou para a Câmara com um cargo relacionado com a sua formação superior, e foi ficando. Como Yes man do Sr. Presidente, ocupou o meu lugar de vice quando saí, e agora, prepara-se para ascender a 1º. Ele sabe-o, que este 1º, é um presente envenenado. Sabe que ficará na frente da fotografia, mas que por trás dele, estará o que mexe os cordelinhos, para ele se mexer. E detrás desse, estará aquela que sim tudo domina. É o preço a pagar e desconfio que ele leva isso na boinha. Trabalhar nas obras, de sol a sol, deve ser bem pior.

Olho para a fotografia, e não consigo evitar que um sorriso me tome conta da cara. Não sei se triste, não sei se irónico, não sei se de pesar, não sei. Mas uma legenda fica sempre por debaixo da nuca: “agora já acredito em tudo!”

Não consigo evitar deixar de pensar no Brasil, no candidato Tiririca (pior do que está não fica!), e no macaco Tião (o candidato do povão). Não sei porquê, mas é.



Diz a nossa lei que um presidente não pode ficar mais de 3 mandatos. E ainda bem, digo eu. Porque se assim não fosse, a forma como o senhor Frutuoso tem conseguido surfar as opções de voto, neste meu concelho, fariam do homem um Fidel Castro, que só sairia quando fosse desta para melhor. Mas a sua forma de contornar a legislação é, para além de bastante óbvia, assaz primária: mete o segundo… para ser ele a mandar. Não é preciso ir tirar um curso a londres, ou Nova Iorque. Tá na cara.

A operação tem, para si, um risco mínimo; e sob a sua forma de pensar, sempre ganhadora e invencível, estará garantida. O Luís jamais será capaz de protagonizar um episódio de rutura com quem lá o meteu (na posição a seu lado) de mão beijada, como fez o Nuno Mocinha, com o Rondão de Almeida, em Elvas.
Dizendo ao seu eleitorado, que no fundo, é nele que votam… veremos no que vai dar.

As coisas vão estar muito divididas e, até para mim, que tenho a mania que percebo um bocadinho disto, estou às escuras. Será que o vereador que sempre se encostou, mas agora quis dar o seu grito do Ipiranga, falhado, terá força para conseguir reunir á sua volta, um apoio que lhe dê garantias para o futuro? Tem jogado ao seu nível, e falado numa candidatura independente, que não o é. Para ser sincero… nem sei muito bem sobre isso, porque não me interessa. Há coisas que…

Será que o PS resgatado do passado, encabeçado por uma vereadora de há 12 anos atrás, consegue apagar o erro de casting das últimas eleições (um flop tremendo nas urnas)? Será que os marvanenses aceitam e compreendem a sua ausência durante estes anos todos, e o ressurgimento apenas agora nesta altura?

Será que o movimento independente de cidadãos “Marvão para Todos”, no qual tenho a honra de pertencer (embora escreva sempre em nome próprio, por mim, e não por nós todos. É importante saber separar as águas), conseguirá ser a novidade e afirmar-se, não pelos meios, mas pelas pessoas, sempre as pessoas que o compõe?

Olho para esta imagem, sentado, e gosto de ficar a olhar para ela. Palavra! Penso sempre:
- Caraças… como isto da vida é. Que cena… Quem é que diria? Quem diria…
Vejo o tratamento de imagem em Photoshop, um primor, um arranjo, uma clareza que… quem conhece o real, sabe bem que é trabalhado.

Dei por mim diversas vezes a perguntar ao panfleto, onde não se está a rir, não está sério, está. Apenas está. Penso como se lhe estivesse a perguntar a ele:
- E esta Luís?!? Por esta não estavas tu à espera, ãh?

A fotografia ganha realidade e ele, dá uma gargalhada daquelas das dele, em que se ri tanto que mal consegue falar.
Escreveram-lhe um texto do panfleto assaz notável. Disseram muito sobre… nada.


- “conhecem-me pelo meu nome próprio”, é muito bom. A sério?

- Chama “os novos empresários” e bem. Ele também é um deles.

- “fundamental garantir condições para concretizar as iniciativas dos nosso jovens, para que continuem a trabalhar e a viver na sua terra”, é uma frase linda extraída de quase todos os manifestos do género. Sério? E como? Isso é que era lindo de se saber.

- “A economia social é, e continuará a ser, uma das alavancas do nosso desenvolvimento. Vamos reforçar o apoio social da autarquia, em conjunto com as instituições sociais, aumentando os apoios aos mais idosos e a quem mais necessita”. Tão óbvio, lindo e elementar, que é de ir às lágrimas.

- Depois... uma chamada de atenção ao turismo, à candidatura das fortalezas abaluartadas da raia, e ao património mundial. Fica sempre bem e… não se pode apontar que não foi dito.

- Continuidade do trabalho… certo!, inovar em caminhos que garantam o futuro… com certeza! Cultura, património e natureza… é que não podiam faltar!

- Gestão financeira rigorosa, à lupa!, e clareza dos processos… ehhhh… isso aí… E porque é que a Judite não se tira de cá? Bom… avancemos.

- Ouvir mais perto os marvanenses, tralari, tralaró e… tá feita: Luís a presidente!

Caraças! Se na Beirã inteira se tivesse perguntado, ao homem mais esperto e vivido (que talvez era o Senhor Cardoso, com aquela casa cheia de livros, onde nos ensinava a fumar e dizer asneiras), quem é que ele achava que viria a ser o miúdo da Beirã, que se viria a candidatar a presidente da Câmara de Marvão… ele nunca poderia dizer o Luís. Porque não o conhecia, e tampouco o convidava a entrar no seu espaço.

Eu fui, durante toda a minha infância, à missa. Pela mão da mãe, acompanhado das tias, ali me fui fazendo homem, a ouvir aqueles ensinamentos, sábios, mesmo que pensasse que aquilo não me dizia nada.
Nunca lá vi o Luís. Nunca ia.

Eu fui escuteiro do Agrupamento 659, que foi fundado com um pedido que fiz aos meus pais, quando assisti a uma missa do gênero, em Armação de Pêra. Os chefes eram: o meu pai, a minha mãe, a minha tia Cali, a minha madrinha Fatinha, e o chefe António, que era quem sabia mais daquilo (já tinha sido escuta nas minas da Panasqueira). Todos os miúdos da Beirã foram escuteiros. O Luís não foi. E também nunca o vi na missa. Agora vai sempre. Isso é das regras emblemáticas da cartilha do maior: vai sempre à missa, menino. As pessoas gostam muito. E do beijinho? Missa e beijinho… isso é que é!

Agora está nos bombeiros, mete-se em tudo… para onde é mandado. Em toda a vida antes disto da câmara, nunca se lhe foi conhecida uma única influência na vida comunitária. Trabalhava com os pais, no café, ou na vida agrícola destes, casa e ponto. Nem convívio, nem… nada! Agora… isto!

Pois eu tinha de escrever sobre este assunto. Já fiz o dever cívico. Sem rancores, sem pudores, limites ou outras merdas. Eu sou um cidadão consciente, de um estado de direito, com a minha folha criminal limpa, que paga os seus impostos, e se orgulha da liberdade que foi ganha com a opressão e a morte de muitos. Por eles, pela sua alma vai este meu texto.

Eu sou feliz a ser assim. Eu devo-me isso, a mim e a quem me gosta de ler. Basta que seja um, que já valeu a pena. Não fica só na minha cabeça. Sai. E fica cá fora. Mas eu tenho a alegria de saber que é muito mais que só um. Os contadores virtuais da página dão-me alento, e instigam-me.

Eu gostava muito era de entrevistar o Luís. Se ainda tivesse “O Altaneiro”, daria umas belas centrais. Mas tinha de ter cuidado com as fugas de informação para o vice, e a editora, que era a diretora da Anta, que o pagava.

Não tendo isso… irei muito de gostar de ouvir nos debates.

Espero muito sinceramente que o Luís não fique magoado ou zangado comigo. Porque afinal, como sempre, tudo o que eu digo são verdades. Que podem ser discutidas, debatidas, o que forem… Mas não podem ser negadas.

Desta vez, das autárquicas 2017, tem acontecido desde que tenho escrito sobre política, que alguma cabeças cá do burgo, algumas das quais até se tinham feito passar por minhas amigas (diz-me a minha Cristina que: quando estavas no hospital, ligavam para cá muitas vezes para saberem das tua situação), me passaram a ignorar. Ora isto dá-me uma graça interior tremenda. Se fossem amigas, e eu tivesse fito algo errado, esperava que viessem ter comigo, e me pedissem um esclarecimento, que poderia despistar más influências externas, e clarificar as coisas. Se houvesse um erro, teria de me desculpar, porque errar… humano est. Mas nem isso! Pura e simplesmente, passaram a passar ao lado.


Pois eu digo a esses cocós, que do menino Drocas, nem que se pintem de amarelo. Já lhes vi o cú. E quando vejo o rabo a uma pessoa… ui, ui. Já é muita difícil dar a volta. Eu amo todos os meus amigos como irmãos, que só não são de sangue, mas de resto têm tudo. O Sabi tem muitos amigos, graças a Deus e a ele. Os amigos sabem que têm tudo de mim. Tudo o que eu possa dar, é vosso. Agora esses impostores e essas impostoras, saberão que Pedro vem de tão duro como a rocha, como do cruel, que arrancou o coração a Inês.