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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Ao rei David (que vive em cada um de nós)


O meu Amigo Prof. João de Deus, que me batizou (conforme me apercebi há dias, em consulta de documentos para o sacramento do Crisma. Já não me lembrava.), convocou—me para realizar a leitura na missa de domingo, e na de quarta-feira, segundo a escala de leitores, que elaborou.

Nessa tarde, tive a sorte de conseguir realizar a proeza, de levar os meus 3 catequizandos.

Ao aperceber—me do ar de frete, quando os fui apanhar à escola, e uma ou outra birra... (Pai... aquilo é chato!!!!), falei com eles, já dentro do carro:
Amigos, eu percebo que a missa é aborrecida para vocês. É sempre igual, os crescidos repetem, repetem, e repetem... coisas que vocês não percebem. Depois comem a hóstia, que ainda vos está vedada…, mas para vós, até é engraçado! (costumam meter—se em fila, a ver quem abre, e como abre a boca)
A missa está cheia de rituais, repetições impercetíveis para quem tem 7 anos. Eu lembro—me bem, como era para mim...

Mas a missa tem coisas engraçadas. Tem lá outros meninos e meninas, tem o peditório (onde podem ajudar com os cestinhos na recolha das moedinhas, dadas pelos crentes), tem os cânticos, e a leitura de textos, do livro mais antigo de todos, escrito por tanta, tanta gente; que conta a maior, e mais linda história de sempre. Que é... isso mesmo! A Bíblia!

A leitura dela em si, vista por mim, Pedro Sobreiro, catequista, vai desde textos que parece que falam para nós, quando mais deles precisamos, a outros que... parecem não ter nada, a ver com nada. Não foi o caso de hoje, que vos peço para lerem, a seguir.

Se lhes falo num livro de histórias, muitas que foram verdade, hoje não poderíamos ter um melhor exemplo. Esta vai dar pano para mangas, e irá ser escamoteada já na próxima catequese.

O que ensina, para mim, é que quem acredita em Deus, tem sempre as costas quentes. Quem acredita no Pai, nunca está só. Quem crê, compreende tudo nesta vida, inclusivé, o que aos demais mortais parece um castigo, uma tragédia, uma maldição, como a morte, porque esse será o fim mais certo, de todos nós.

Foi investido da força do criador, cheio do Espírito Santo, que o pequeno rei David, enfrentou o gigante Golias, equipado com uma parafernália, de tudo quanto metia medo; tendo o miúdo apenas uma funda, e uma pedra na sua mão. Com a sua capacidade de acreditar no todo-poderoso, foi capaz de ir buscar forças, e coragem, para conseguir superar um obstáculo, que lhe parecia intransponível.
Porque será que esta história me soa a familiar, e biográfica?


Mais uma missa daquelas, em que parece que saímos maiores. 

E a minha leitura foi (segundo o texto sagrado, mas os meus espaçamentos, e bolds, de algo que é único, uniforme, em bloco):

 I 1 Sam 17, 32-33.37.40-51
«Com uma funda e uma pedra, David triunfou do filisteu»

Leitura do Primeiro Livro de Samuel

Naqueles dias, David foi levado à presença do rei Saul e disse-lhe: «Ninguém desanime por causa de Golias. O teu servo irá lutar contra esse filisteu».

Mas Saul respondeu-lhe: «Não podes avançar contra esse filisteu para o combateres, porque não passas dum rapazinho, ao passo que ele é homem de guerra desde a sua juventude».

David respondeu a Saul: «O Senhor, que me livrou das garras do leão e do urso, me livrará das mãos desse filisteu».

Então Saul disse a David: «Vai, e que o Senhor esteja contigo».

David tomou o seu cajado nas mãos, escolheu na torrente cinco pedras bem lisas e meteu-as no seu surrão de pastor. Depois, com a funda na mão, avançou contra o filisteu.

O filisteu foi-se aproximando pouco a pouco de David, levando à frente o seu escudeiro. Quando olhou e viu David, desprezou-o, porque era um rapaz novo; era loiro e de bela aparência. Disse então a David: «Sou porventura algum cão, para vires contra mim de pau na mão?». E amaldiçoou David em nome dos seus deuses. E acrescentou: «Vem ao meu encontro e eu darei a tua carne às aves do céu e aos animais do campo».

Mas David respondeu ao filisteu: «Tu vens contra mim armado de espada, lança e azagaia, e eu vou contra ti em nome do Senhor do Universo, o Deus dos exércitos de Israel, que tu desafiaste. O Senhor vai entregar-te hoje mesmo nas minhas mãos. Eu te matarei e te cortarei a cabeça e darei hoje o teu cadáver e os cadáveres dos filisteus às aves do céu e aos animais selvagens. Então saberá toda a terra que há um Deus em Israel e toda a gente há-de ver que não é pela espada ou pela lança que o Senhor concede a salvação. Porque esta guerra é do Senhor e Ele vos entregará em nossas mãos». Quando o filisteu avançou e veio ao encontro de David, também este correu velozmente contra o filisteu.

Meteu a mão no surrão, tirou uma pedra, arremessou-a com a funda e atingiu o filisteu na fronte. A pedra cravou-se-lhe na testa e ele caiu de bruços no chão. Foi assim, com uma funda e uma pedra, que David triunfou do filisteu e o feriu mortalmente, sem ter uma espada na mão. David correu para o filisteu e parou junto dele, tirou-lhe a espada da bainha e acabou de o matar, cortando-lhe a cabeça. Ao verem morto o seu herói, os filisteus puseram-se em fuga.

Palavra do Senhor.



E agora, dizes-me: ah… quem me dera acreditar, como tu.

Então agora, entramos na parte da conversão:

Tens de acreditar, a menos que sejas tonto, e isso, acho que não és. Até te considero bem esperto, ademais. Tenta perceber pela negativa que assim, certamente será mais fácil, dares a mão à palmatória.

Acreditas em Cristo, certo? Pelo menos, tens de acreditar na figura histórica. Para a humanidade ter começado a contar os anos, a partir do seu nascimento (já vai em 2018), a sua existência tem de ter sido tudo, menos invenção, não achas?

Até te posso dar de borla que não acredites em alguns episódios, mas a grande parte, teriam de ser uma grande e elaborada invenção, para serem falcatrua.

A Bíblia, o primeiro e mais importante de todos os livros, é um enorme compêndio de livros, e textos que foram encontrados ao longo dos tempos, naquela zona do globo onde nasceu cristo, escritos em diversas línguas, grego e aramaico, por exemplo. Seria preciso muita história para inventar uma tão grande, e que batesse toda certa, pontas com pontas, não concordas?



Pois se aceitas estes preceitos, já tens condições para avançar. E de que forma? Eu sei que a igreja, da forma que está montada, não inspira a maior conversão. Os escândalos constantes e frequentes, de adultos ligados a ela, que cometem crimes hediondos e inacreditáveis, deitam-na muito abaixo. E como se isto não chegasse, a forma, muitas vezes atabalhoada como são abafados pelas cúpulas, em vez de amortecerem, ajudam a querer apagar o fogo com gasolina.


Mas isto são considerações para outras conversas, que não a conversa que quero ter agora, aqui. Mais do que católico, seguidor de toda a instituição, eu sou mesmo é um seguidor da base, da fonte, e é a ela, Cristo, a quem vou beber. Sigo os pensamentos, os ensinamentos, aprendo todos os dias, e sinto-me mais ligado do que nunca aos meus irmãos, que frequentam o templo como eu, e não. Sinto-me ligado. E isso é o que é verdadeiramente importante.


Não esperes por coisas na tua vida, que te façam vê-la com outros olhos. Aprende a dar graças por tudo o que de bom, te tem acontecido nela, e se pensares bem… é tanta coisa. Tanta coisa. Tanta coisa!
Porque será que é assim? Sim, falo para ti. Porque é que nunca te correu mal ali, ou ali, quando tu já estavas mesmo a ver que iria ser muito mau. Porquê? Nunca pensaste nisso? Não teria de ser para que encontrasses um caminho, um rumo, uma forma diferente de estar, de pensar, que tens hoje, e só te favorece?


Não quero, e tu bem sabes que seria impossível, que te reconvertesses ao leres as minhas palavras, e amanhã te pudesse ver em Fátima, de terço enorme ao pescoço, de joelhos, à volta da capelinha das aparições, a chorares, cheio de fé.
Mas, por favor, e esta é uma benesse que creio que te mereço, faz uma tabula rasa na tua cabeça, e abre o teu espírito. Deixa entrar. Se não te abrires, jamais poderás dar o salto.


Eu acredito em milagres. Porque a Deus, nada é impossível.
As palavras que agora escrevo, seriam impossíveis na cabeça do meu irmão Miguel Sobreiro, naquela noite, quando numa visita a S. José, os médicos lhe arrasaram as expetativas, e o deixaram de rastos, ao avançarem prognósticos para o seu irmão Pedro, em coma induzido há mês e meio: “Nunca irá ser como era antes. Sem hipótese.”


Mas este Pedro não é um campeão. Este Pedro é um cartucho com combustão extra-terrena. Este Pedro é o Messsi, que em vez de abrir os braços e gritar SSSÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍ, SOU O MAIOR!!!!!!; sorri, levanta os braços para o céu, faz o sinal da cruz, e agradece. Humilde, quando o nosso, pensa que é o dono do mundo.

Nada do que possa conseguir na vida, se deve exclusivamente a mim. Eu tenho obrigação de corresponder, facilitar, e ajudar a que seja possível. Mas o meu motor, a minha força, o meu refúgio, é invisível, e eu vou à procura dele, sempre que possa. Nele estarão todas as respostas, num dia que espero distante.


Todo o dia que passa por mim, agradeço. Porque não era esperado. E é uma bênção.
2011 já foi há, vai fazer, se Deus assim o quiser, 7 anos.



Aqui estou. Um teu soldado. Obrigado 


Nos nosso dias, ser cristão, não é ser um maricas, um betinho, um zézinho, um palonço, um saloio, um parvinho com que os homens gozam enquanto ficam a ser macharrões, no bar, a falarem mal, a beberem, a gozarem com essas coisas das mulheres, e dos piegas.

Ser cristão é ser valente, sobretudo e acima de tudo! É ser inteligente, é ser preserverante, é ser o fiel seguidor e depositário, de toda uma linhagem de bravos.

Há cristãos, que nos nossos dias são assassinados por acreditarem. Por teimarem que acreditam, com as armas apontadas à nuca, e renegarem o não, que lhes daria a vida. Nos nossos dias, com tanta tecnologia, parece impossível, mas é verdade. Eu sou dessa equipa. Eu tenho o orgulho de jogar no cube desses seres viventes. Graças a Deus!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O papa Chico é fixe (e já agora que vem a talho de foice: o Soares está xéxé e que se lixe)





Quem ler este texto depois do último aqui publicado dirá certamente que não foi escrito pela mesma pessoa. Mas quem conhece o “artigo” por trás do enredo, sabe que o vosso Tio Sabi de certinho nunca teve nada.

Agora assino por Pedro Sobreiro porque se me varreu a password de quando assinava Tio Sabi mas vocês sabem que o animal é o mesmo. Sabi só há um. O verdadeiro e mais nenhum! Acho que há uma réplica no Algarve mas é vizinha do Zézé Camarinha e é do Sporting. Só pode ser contrafacção, coisa de loja do chinês, agora que já não há loja dos 300.

Agora assino por Pedro Sobreiro, o meu nome falso de travesti de pessoa normal. Disfarça…

Este intróito para falar do papa Chico. O papa Chico é gajo valente e que me enche cá as medidas. Façamos um pouco de história. Só me lembro do Karol Wojtyła que era um bom homem. Lutador mas muito doente nos últimos tempos, exercendo um mandato em que a fé se sobrepunha quase a tudo. No final, não exercia: arrastava-se. Sofria vê-lo sofrer. Era uma cruz pesada demais.

O Ratzinger não jogava cá no meu clube. Eu acredito em Deus, na força que rege o mundo, mas a igreja… deixa um bocadinho muito a desejar. Tanta coisa má… Só aquela dos padres não poderem amar uma mulher e terem de ser celibatários, quando o próprio Jesus amou Maria Madalena! Só pode ser disparate ou brincadeira. Tal deve ser cá a fomeca… Pois o Ratzinger poderia ser o melhor ser do mundo mas a mim… não me convencia. Havia ali qualquer coisa…

O papa Chico é gajo fixe. É de Buenos Aires, da Argentina. Gosta de vinho. Gosta de bola. De certeza que gosta de mulheres mas só de as ver que o homem é celibatário (mas tem olhos…  e  de certeza que a sua vista gosta de ver as irmãs converterem-se. Não se pode fugir à natureza!).

No Brasil baldou o faval e mandou a polícia de segurança pastar. O Miguel Sousa Tavares disse que o homem não podia estar bom ao fugir à proteção da bófia. Disse que qualquer dia não há nenhum estado que o queira receber. E ele quer lá saber! Ele é amigo dos pobres, dos desgraçados, dos sem nada e por isso escolheu o nome Francisco em nome do exemplo do de Assis.

Nas primeiras declarações que fez ao chegar a terras de Vera Cruz, o papa Chico disse que não trazia ouro, nem prata, mas sim Jesus Cristo.

Isto é de um poder brutal.

Jesus era o rebelde. O rebelde. Nada temia e nada o parava. Nem os sábios, nem o poderoso exército romano, nem os poderes instituídos, nada! O episódio em que expulsou os vendilhões do templo do seu pai exemplifica bem o doce que era. À paulada!  Mas Jesus também era compreensão. Perdão. Amor ao próprio. Inteligência.

O papa Chico é grande! Long life to the pope. Prometo que assim que vir uma t-shirt dele, a compro de cruz. E era gajo para beber um tinto com ele. Deve-se estar bem na sua companhia. Assim sim: a igreja vai lá. Próxima dos homens. Acessível. Humana. Terrena. Nada de opas douradas nem varas de ouro. Nada do Vaticano como um dos estados mais ricos do mundo. Pequenino e cheio do papel.Com tanta gente a morrer à fome! Se ele cá viesse a baixo ver isto…


O Chico leva a malinha na mão para o avião. O Chico é cá da gente! Viva o Chico!