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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Apresentando... Mário Jorge - Toxicodependente recuperado


Acho que ter um blogue é isto mesmo… é a gente partilhar os nossos tesouros mais íntimos.

O Mário Jorge é um dos meus fetiches mais preciosos. O Mário Jorge foi um “one hit wonder” do Pimba alternativo, um ícone rebelde que passou ao lado do mainstream, um cometa flamejante que cruzou os céus do Portugal profundo e desapareceu tão rápido quanto tinha surgido.

Neto do Crispim do”Duo Ele e Ela”, figuras míticas e tutelares do género, brilhou no início dos anos 90 com o êxito “Toxicodependente recuperado”, escrito precisamente pelo avô como forma de incentivo à sua regeneração.

Ainda recordo a emoção que senti no momento em que assisti à estreia do vídeo, na emissão de um saudoso programa dominical dedicado aos “topes” portugueses. Fiquei completamente arrebatado pela grandiosidade do tema e decidi, de imediato, que não descansaria enquanto não adquirisse a respectiva cassete.

Encetei então uma busca que me levou às feiras mais populares deste país até que consegui , por entre farturas e roupas de marca mafiadas, finalmente arrematar a preciosidade que ainda hoje conservo.

A versão que vão ouvir foi por mim directamente extraída dessa cassete e convertida em mp3 para total conforto dos leitores audiófilos.

Inspirado pela visita do Papa, não podendo dar mais tolerâncias de ponto, decidi partilhar com os meus estimados leitores esta relíquia tão pessoal.

Os mais assíduos sabem que ando a aprender a tocar viola. A esses avanço que me encontro neste momento a realizar estudos para fazer uma cover fadista deste tema com a qual irei abrir os concertos da minha Grupa e que será lançado em versão acústica também num formato cassete que terá no lado B… uma versão do tema de Cigano, “Deixa essa dróga”, do qual também por aqui vos darei conta em breve.

Meus amigos, as palavras sobram quando o artista é português e deixa a arte falar por si…

Convosco…

Mário Jorge!

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E o fantástico e genial vídeo recém-encontrado num dos báus de arquivo do You Tube...
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Top Disco: Dead or Alive – “You Spin me round”


Perguntam-me muitas vezes por aí: “Então andas bom?” e eu geralmente respondo com um chavão adaptado à situação. Eis alguns:

“Vou tirando, como dizem os espanhóis”;

“Quando mal nunca pior…”;

“Cá vou marchando, com a cabeça entre as orelhas”;

“Rijo e valente”;

“Sempre na ponta de unha”, e por aí fora.

O mais utilizado neste último ano, tem sido o “se ando bom? Com o Benfica a jogar desta maneira, tenho de andar belíssimo!”.

E é mesmo verdade. Com o Benfica a jogar assim, até o país parece outro e eu também ando satisfeito. Relativizo os problemas e as más disposições, agarro-me ao que me dá alegria.

Como o ambiente é de festa e já é Sexta-Feira, recupero uma rubrica do meu blogue na qual depositei grandes esperanças mas que acabou por não vingar à primeira: o Top disco, o espaço que pretende fazer uma homenagem aos programas de videoclips do meu tempo, revelando pérolas do passado.

Para hoje deixo-vos um tema que é um dos meus favoritos de sempre: “You spin me round”, dos Dead or Alive. Tenho até impressão que já por aqui me referi a ele, mas nunca é demais realçar a sua genialidade. Esta música tem em mim um poder sobrenatural porque assim que ouço os primeiros acordes, esteja eu onde estiver, perco o controlo do metabolismo e tenho de começar a dançar. À parolo, de preferência!

Por vezes os vídeos não estão à altura dos temas. Neste caso, o casamento é perfeito.




“E porque é que gostas tanto desta música/vídeo?”, perguntam vocês em coro, pequenada, sentados à volta da fogueira. “Não sei!”, respondo eu, mas posso tentar dar-vos umas pistas:


Para começar adoro os sintetizadores da entrada, o truque da câmara com a bola de espelhos e a pose do man. Adoro que esteja vestido com um robe, roxo ainda por cima. Escusado será dizer que o penteado me parte todo e que o facto de estar emoldurado como se fosse um quadro, o torna uma obra de arte imediata. Adoro como ele começa a dançar com as mãozinhas e o jogo de ancas, adoro a venda à pirata, adoro que a banda apareça atada e a girar como um disco, adoro o broche ao pescoço. Adoro a coreografia dos braços e as unhas gigantescas. Adoro tudo.

Fogo! Anos 80, bebés! Clássico!

Quem é que resiste a isto?

Tudo para a pista de dança! Já!

sábado, 3 de maio de 2008

Top Disco: Nena - 99 Red Ballons


A primeira vez que vi a Nena coincidiu com a primeira vez que me senti mesmo homem. Foi também a primeira vez que senti que um dia havia de engravidar alguém. Tinha 10 anos.

Ainda hoje me aparece fugazmente em sonhos e ainda hoje não consigo explicar o que vejo na mulher mas não lhe consigo resistir. Não sei se são os olhos, as argolas de prata, o penteado ou a penugem debaixo dos braços mas há algo ali de puro fascínio feminino.

Reparem no vídeo e na forma como dança ao som do baixo, meneando as ancas dentro das calcinhas de cabedal preto, batendo os pezinhos e desafiando os colegas. Eu não me aguentaria um segundo…

A Nena era sempre capa da Bravo que eu comprava nas papelarias da Carreira de Cima. A Bravo era uma revista alemã da qual não conseguíamos compreender uma beata mas isso não importava nada desde que trouxesse os posters e os autocolantes. Eu tinha um da Nena no quarto, bem gigante e antes de adormecer, aqueles lábios carnudos e vermelhos dirigiam-se a mim e beijavam-me como prelúdio dos sonhos mais cor-de-rosa.

Se aquela mulher me aparecesse à frente nessa altura, eu tinha largado a escola e fugido com ela para o rio como os casais faziam na altura quando os pais não aprovavam o namoro. Fugiam, desapareciam durante dois ou três dias e depois casavam-se. Era tipo uma prova de sobrevivência. Se fugissem e não morressem de fome ou frio, ganhavam o direito a casar. Puro Neolítico!

A Nena, a Nena, a Nena… Acho que quem de nós tinha o disco era o meu amigo Zé do Pop que nessa altura ainda não tinha assim sido baptizado pelo meu pai. Nessa altura era só Zé Dias e eu invejava-o não só por este disco mas também porque tinha o “Amadeus” do Falco. Outra pérola absoluta embora eu, entre a Nena e o Falco, porra! Era sem espinhas!

Os anos 80 eram assim… absolutamente irrepetíveis e só nos anos 80 era possível que uma música sobre 99 balões vermelhos rebentasse com todos os tops da Europa. Na altura eu não percebia um camandro da letra mas o que interessava mesmo era o ritmo. E que linha de baixo! Que sintetizador! Descobri anos depois que aquilo tinha a ver com a guerra nuclear e mais não sei quê mas isso em nada acrescentou à história.

A Nena, a Kim Wilde (boa!) e a Samantha Fox (bellíssima!) foram as tigresas da minha pré-adolescência.

Volúpia e desejo.

Gggggggggggrrrrrrrraaaaaaaaaaauuuuuuuuu!

O senhor esteja convosco e que nunca vos falte nada.

Maravilhosas!

Neste fim-de-semana… Top Disco com “Nena” e “99 Red Ballons”.

Salut! Les copins.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Top Disco: Video Kids - Woodpeckers from space


A minha vida mudou desde que reencontrei o Engenheiro Sousa Veloso no anúncio da Compal.

O homem não me sai da cabeça e até em sonhos o revejo, caminhando por entre campos cheios de árvores de fruto, declamando-me palavras sábias que me ensinam, por exemplo, qual a melhor altura para plantar betenrrabas.

Eu sei que isto pode ser princípio de Alzheimer ou qualquer coisa ainda mais pior má, eu sei lá, mas isto deu-me a ideia de uma nova rubrica, o “Top Disco”, onde iremos recordar os vídeos que fazem a banda sonora da nossa vida.

Não imagino melhor item de abertura que o fabuloso “Woodpeckers from Space” dos Video Kids. Nos anos 80, a ganza era pouca mas de altíssima qualidade e de Marrocos. Só assim se explica…

Quem é que ainda se lembra disto??????????