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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

HEY, TEACHER... SHOOT THE KID INSANE!!!

Títalo do post para ser cantado como a musica dos Pink Floyd: "Hey... teacher: leave the kids alone!"

Ohhhhh... you naughty boy... I'LL GRAB YOU!!!!!

SHOOT YOU DOWN, BABY!!!!

GREAT AGAIN!!!!!!!!



Ai ó meu Deus… EU AMO O HOMEM!!!!!! E NÃO SE PODE IMPORTÁ-LO JÁ?!?!?!? Please… querido António Costa… Please… Sai-me da frente, e deixa o menino vir mandar para cá!!!!! É que homem é impagável!

Vamos por partes.

“Problema?” Tiroteios nas escolas dos Estados Unidos da América do Norte = Putos assassinados.

“E porquê?” Armas a mais. Quando um se passa… passa mesmo e… dá barraca!

“Provável solução inteligente”: Tirá-las de lá já, camandro!

Mas… no fundo, há um novo problema, bem mais temível: um lobby poderosíssimo chamado American Riffle Association. Ou seja, a malta amiga das espingardas, que mexe com muuuuuuuuuuuuuiiiitos milhões de dólares. Esses, como é óbvio, não querem que lhes tirem o pão da boca. Como é óbvio, estão contra. E muito!

MAS TRUMP… RESOLVE! Então, o senhor pensou assim: “huuum… então, se os putos andam aos tiros, e se matam… vamos fazer como os cowboys, que acompanhavam o gado, à procura melhores pastagens, e temos de lhe arranjar quem os pacifique. Assim, mais perto, mesmo ali à mão… ESTÃO OS SETÔRES!!!! ISSO!!!! SOU MESMO BRILHANTE!!!!!!

Então a coisa agora passa a ser assim: um puto passa-se da marmita, e antes que tenha largueza e mate meia escola, o setôr de química, ripa do canhão de canos cerrados que traz sempre consigo na lancheira, e voa-lhe os miolos. 

Ou então a setôra de História, saca da AK-47 e faz uma razia à sala de convívio, que limpa de vez os mauzões. Digam lá se não é brilhante! Mas quem é que já tinha pensado, numa solução tão iluminada como esta?!?!? NOBODY!!!! THAT’S FOR SURE!!! JUST ME!!!

Este drama das armas vai acabar! COM MAIS ARMAS!!!! Armas, combatem-se com mais armas!

E esses parvalhões que agora andam a dizer que é capaz de não ser assim tão bom, porque os professores, às vezes, tantas vezes, vezes demais; também se podem passar, e serem eles o rastilho do problema, não percebem nada disto!

YYYYYYYYYYYEEEEEEEEEEEEEEEEAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!

VAMOS FAZER A AMÉRICA GRANDE OUTRA VEZ!!!!!!!!!!!!!!!

Onde é que se vendem t-shirts a dizerem “EU AMO O TRUMP?”. Sai uma para o Verão, ó fachavore! L dá!


HELLL YEAH!!!! THIS MR. PRESIDENTE SUITS US FINE! DOESN'T HE?

Pick one!!!



Foto piloto de uma aula qualquer no futuro

domingo, 26 de novembro de 2017

A vida, como ela á... (your uncle Sabi, goes philosophical, this time)



Peça 1 do puzzle: Esperando o que não chega (e que nunca queremos que venha)

Quando vou fazer, a minha visita semanal à minha tia Cremilde, a minha querida Cali, à Santa Casa da Misericórdia de Marvão, a minha cabeça é um turbilhão tão grande de sentimentos e sensações, que nem os consigo bem explicar.

À media que me aproximo daquele edifício secular, gigante, imponente, labiríntico, sinto-me sempre pequeno. Mais pequeno ainda do que o seu corpo frágil, rígido, sem maleabilidade, sem controlo, duro.

Eu sei que ela não sabe dizer quem eu sou, não sabe o meu nome, não consegue dar resposta às suaves e subtis provocações das amáveis funcionárias, quando a tentam espicaçar com um “e este Cali?!?!? Quem é este homem? É meu? De quem é Cali?”

Ela sorri.
Sem um brilho no olhar que deixe antever qualquer emoção, qualquer sentir, qualquer saudade.

Mas, quando me aproximo da sala onde habitualmente a encontro, sempre sentada no mesmo lugarinho, vejo que o sorriso se acende, assim que o seus olhos tocam os meus. Olham-me como se, no mesmo vislumbre, me fizesse as perguntas “tu, tu… só agora?” e “onde é que andaste?”

Eu caminho para ela, sorrindo, como se estivesse estado sempre ali, e estivesse de volta ao fim de poucos minutos fora. Vou sentindo da parte das suas companheiras, sentadas em volta, reações pela minha chegada, que depois confirmo, quando as cumprimento, uma a uma.

Não estou muito tempo ali. Porque me dói.
A ver se me faço entender, que eu sei que muita gente vem espreitar, o que é que este jornalista que nunca o chegou a ser, tem a dizer sobre a vida.
Eu agradeço sempre muito, tanto, tudo, à Santa Casa da Misericórdia de Marvão, pelo serviço que nos presta. É a ela, mas sobretudo a mim, que sou o filho que nunca teve; e à minha mãe, sua cunhada, que sempre a amou como irmã, e por ela foi amada enquanto tal. A Cali, sempre solteira, sempre sem marido e sem filhos, tem-nos apenas a nós, para a supervisionarmos, nestes últimos tempos que passa na terra.

Dramático, não é? Eu acho que é. A vida… como contava o grande cometa António Variações, é DAR E RECEBER.


Quando não dás vida… é difícil que ela venha por ti. A Cali não gerou vida, e por isso, não tem perto de si, vidas que a acompanhem. Embora isto, não seja líquido, e certo. Porque há muitos filhos que viram costas a pais, nos seus últimos estertores; e muita gente que está acompanhada, por outros amigos e família.
Não quer dizer que tenha que ser assim, mas a verdade é que o Pedro e Alzira, são os que estão pela Cremilde. A vida levou os outros, os que sempre estiveram longe; ou que foram ver do ganha-pão; ou foram por opção, para outras paragens. Mas por nós, filho e mãe, ela está acompanhada.  Os outros sabem que podem estar tranquilos.

A verdade é que por muita atividade, por muito acompanhamento, encontro-a sempre ali. Sentada, a sorrir, com uns olhos que olham, mas não fitam.
Da dezena de colegas, umas dormem, outras mantêm conversas com mundos e entes só deles, outras estão. Apenas estão. Vivem porque respiram, têm os órgãos todos a funcionar, tem a centelha de vida a vibrar dentro deles. Mas só isso.

Uma delas, uma mulher que toda a vida me habituei a conhecer por vizinha, que sempre viveu na minha rua, mãe de um querido amigo meu de infância, que faleceu na flor da idade, a desmantelar um artefacto explosivo na sua profissão de GNR; está lá. Quando a vi, há dias, nem queria acreditar que ainda fosse viva. Fiquei tão feliz que tentei, pausadamente, chegar até ela, explicando-lhe quem era. A senhora é tao antiga, que os seus olhos, apenas parecem que nos vêem. A idade pode dar para nisto.

Quando lhe falei na rua, e na minha mãe Alzira (nome aqui estranho, que destaca), pareceu-me ter vislumbrado alguma reação. Mas… pouca.

Estas pessoas, muitas destas pessoas, estão vivas porque a vida continua agarrada a elas. Têm visitas fortuitas de familiares de quando em quando, ou talvez não. Mas estão lá. Até que Deus queira. Cumprindo o seu Masterplan, 



Porque é que estamos neste mundo?

O que é que cá fazemos?

O que é que nos falta fazer?

Porque é que não acabámos já?

Para onde vamos?

O que é que nos falta aprender?

Que portas nos faltam abrir, in life’s endless corridor? (no corredor infinito da vida?, como cantam os manos Galagher?)



Peça 2 do puzzle: Quando o fim nos surpreende



Pensava eu nisto, numa semana em que sou (eu, e todo o país) completamente atropelado pela morte, absolutamente absurda (como se pudesse existir essa tal coisa, de mortes com sentido) de dois jovens na flor da idade, com apenas mais 9 anos que eu, 53: o ator João Ricardo, e Pedro Rolo Duarte. Se o primeiro era bem conhecido pelas massas, muito por graça da sua graça em  em telenovelas de horário nobre; o segundo, era mais conhecido pelas minorias consumidoras da comunicação em geral, e por uma fasquia mais elitista da comunicação.

A verdade é que ambos eram jovens de mais para morrer. Quando assim é, parece que o livro é rasgado a meio, de forma abrupta, e nunca mais cabe na prateleira da vida.

Para quem perdeu o pai com 49, como eu, subitamente, muito pelas mesmas causas, estes desaparecimentos são sempre um vento ciclónico que abala as galerias da memória, e fazem tremer este edifício de que somos feitos. Manda a razão que consigamos encontrar um sentido para que tal aconteça, e no caso do Pedro, o seu modo de vida bom vivant, e sobretudo, a sua adição ao tabaco e à nicotina, conseguem explicar o porquê deste fim. Escreveu na sinopse do seu livro “Fumo , Deixar de fumar é lixado”, que “30 anos depois do primeiro cigarro - três maços por dia quando as noites não acordavam coladas aos dias seguintes…”. Assim,  meu querido, chegar aos 80 é que seria de espantar.
Depois, junte-se a esta morte lenta, um estilo de vida sempre em contra-relógio (entre as diversas atividades e publicações); uma alimentação apenas possível entre tanta solicitação; e um modo de vida completamente errático, sem qualquer tipo de atividade física regular, e… facilmente se percebe que não há sorte, nem providência que aguente tanta desfaçatez. Inteligente? Todos os que tiveram o prazer de o conhecer, juram a pés juntos que sim.


Com o seu grande amigo João Gobern. O "Hotel Babilónia" da Antena 1... já não aceita mais reservas.


Esteve sempre entre a nata da nata. Aqui, ladeado de Paula teixeira da Cruz, Miguel Sousa Tavres e José Eduardo Moniz

No caso do João Ricardo, que sofria de um tumor cerebral, tudo faz muito menos sentido. Até porque não se consegue encontrar nenhuma razão entre a forma de se viver, e este crescimento anormal de células, no cérebro. O tragédia assume aqui um caratér devastador.



Ambos levaram vidas que conseguiram, na arte que cada um abraçou, e se especializou (comunicar, ou representar), tocar os demais. Fazer com que as vidas dos outros fossem por si influenciadas, fosse através de uma gargalhada, ou um pensamento. Creio que isso fará, no final, muita coisa valer a pena.




Juntando as duas peças…

Percebo que este puzzle da vida não tem fim possível. Neste mundo, pelo menos.
A fé que me acompanha e alimenta, serve para, quanto mais não seja, me dar conforto, aconchego, e instigar a acreditar que um dia, tudo isto fará sentido. Chamem-me louco, naif, tonto, ou insensato, a verdade é que não me resigno a acreditar que isto é tudo tão efémero, que quando termina, termina de vez.

Haverá alguma lógica entre poder comparar, a vida de uma criança que nasce em berço de ouro, tem todas as facilidades e mordomias da vida, e vive, sem desgostos e com qualidade (a todos os níveis, sentimental, económico) até aos 85; e uma criança judia que nasce num campo de concentração, e nada mais conhece em vida senão dor, sofrimento, opressão e medo, sendo morta antes dos 12 anos, numa câmara de gás, agarrada à mãe?

Ou isto é mesmo para não ter lógica alguma?

Saber, não sei. Mas constato.
E asseguro que não tenho vontade nenhuma, de chegar ao dia em que perceba.

Mas entretanto… vou perguntando.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

O MAL feito gente (que dura até mais não)





Um dos mistérios absolutos, insondáveis, e certamente inexplicáveis deste mistério a que chamamos vida, é como é que um homem que foi a personificação do mal há mais de 40 anos, alguém que foi capaz de assassinar 9 pessoas, incluindo a atriz Sharon Tate, de 26 anos, grávida de 8 meses e meio, de um bebé do ator Roman Polanski; morreu apenas com 83 anos.

O homicida foi condenado em 1971, tendo o julgamento acontecido entre gritos, risos e cânticos protagonizados pela seita de condenados. Nunca demonstrou qualquer arrependimento pelos crimes cometidos.


MAS ESTE DIABO ESTAVA CÁ AINDA, A FAZER O QUÊ?!?!?!?!?

Tão lindos, tão felizes, tão despedaçados... pelo horror, pelo mal...


sábado, 18 de novembro de 2017

As novas de Portugalolândia, pelo repórter Estanislau Sabis


I SAY... DO I LOOK FINE?!?!?!?!
I´LL BE BACK!!!

Pegando no meu blogue, como se de uma cápsula de informação do país e do planeta se tratasse, a vogar pelos confins do universo (espaço sideral incluído), constato o momento:

Vivo com uma necessidade premente, e um apetite algo voraz em consumir tudo o que é notícia. Não conseguindo bem discernir se se trata de uma necessidade natural, ou de um defeito/feitio de formação, a verdade é que não consigo bem situar-me, e saber as quantas ando, sem saber como está tudo o que se passa no globo, e no retângulo onde existo.

Mas as notícias, as novidades que tantas vezes nos entram pela vida adentro, sem pedir licença, por um televis… melhor dizendo, um ecrã qualquer, podendo ser de um telemóvel, um tablet, ou de um pc, que esteja mais à mão; não carecem de mais atenção do que aquela que deve ser dada áquela música de fundo da nossa vida, sem a qual não podemos viver.

Isto porque caso arrisquemos a debruçar-nos sobre elas, e a tentar cogitar, na tentativa de conseguirmos encontrar um sentido, uma orientação… o mais natural é que nos passemos de vez, e sejamos surpreendidos por meia dúzia de maduros, com a intenção de nos vestirem uma camisola daquelas que aperta com um fecho nas costas, e depois nos enfiarem num quarto almofadado, para que não nos desgracemos num bico qualquer.



FLASH 1 - O morto ainda está? Podemos levar? A gente traz já…


Digam-me o que quiserem, as sumidades que o  quiserem, mas para mim, que sou leigo na matéria, esta merda das mortes por legionella, têm a ver com a pouca qualidade da inspeção que se faz dos equipamentos. Seja numa fábrica, numa empresa, ou num hospital (um foco de doenças temendo), quem fiscaliza a segurança dos equipamentos é, na maior parte das vezes, uma empresa que se submeteu a um concurso público. Para conseguirem fazer preços competitivos, baixam em todos os custos de produção/manutenção, incluindo na mão de obra que, em vez de ser certificada, qualificada, bem remunerada; é constituída por um grupo de pé descalços, que se estão pouco a cagar se aquilo fica bem ou mal feito.


Tanto baixas, tanto baixas… até que se fica a ver o cú.


Por este motivo, uma doença que tem um nome absolutamente terrível (parece que vem das legiões romanas), e uns efeitos ainda piores; deu no que todos sabem


 O filme já é tão mau, que não precisava de piorar. Mas aconteceu. E aqui,



Isto é cena para um filme dos Monty Python, os génios do humor britânico:



- Desculpe, dá licença que levemos o seu paizinho?

- ?

- É que como sabe, o senhor está falecido, não é verdade? Uma chatice! Apesar de já algo idoso, ainda era novo, ó a poça! Ainda poderia beber muitos tintos, fumar uns cigarrinhos, e quem sabe, ainda dar alegrias à mãezinha, se a senhora ainda o deixasse chegar ao pé dela. Se não… Há aquelas vizinhas venezuelanas que moram lá ao pé de casa, e para isso, desde que se queira… arranja-se sempre, não é verdade? Olhe, mas já está. Prontos, prontos… não pense mais nisso, deixe lá! Daqui a um mês já não se lembra dele. Agora… a gente vai ter que o levar. Sabe como é estas merdas. As televisões são umas chatas, anda tudo a meter o nariz em todo o lado. Por isso, agora temos de serrar o papá ao meio, e dar-lhe volta às entranhas, para ter a certeza daquilo que o vitimou. Paciência. Mas agora, faça-me o favor de não arranjar grande banzé, e deixar-nos trabalhar, porque isto… é aborrecido.  Pode ser assim? Ficamos a dever-lhe uma. (batendo-lhe no ombro).




FLASH 2 - (Prostituir) A morte… em direto

Ó Paddy, canta lá com o padrinho (enquanto danças): dançando lambada eh, dançando lambada lah, dançando lambada, eh, d a n ç a n d o         l a m b a d aaaaaaaaaa

- Olá cibernéticos: Mim, ser Marcelus

- E sou eu que mando aqui nesta brincadeira toda! Na política, na justiça, nos exércitos e nas polícias.
I AM THE MAYOR

- Também mando no telemóvel aqui do Bombaim.
O chefe manda sacar mais uma selfe! Fogo!

A web summit foi um dos eventos do ano, aclamado dentro e fora de fronteiras. Durante 4 dias, passaram do milhar, os que deram conselhos aos empreendedores presentes, em busca de novas oportunidades de negócio, de futuro, e muito dinheiro.


Os políticos do burgo vergaram-se, tio Marcelo desfez-se em “selfes” (dito mesmo assim, à tuga), e o tio Costa disse que sim. Para fechar? Nada de churrascadas no espaço adjacente ao jamor, nem jantaradas num qualquer ristorante de barrio. O sítio? Panteão Nacional, claro, está! Não faço a mais menos ideia de quem foi o pai da brilhante ideia, mas é algo que ao ser possível, só demonstra o nosso perfeito provincianismo, e esta brutal saloiice, que não tem forma de nos largar.

Paddy Cosgrave, o ideólogo da coisa, presidente executivo (CEO) da Web Summit, pediu “desculpa por qualquer ofensa causada. Referiu que “foi um jantar organizado segundo as regras do Panteão Nacional, e conduzido com respeito”.


Nota do redator: Nada de hackers embezanados, a dançarem todos descascados em cima das tumbas, portanto. Até acredito no rapazinho, e parece- me bem intencionado mas… porra, pá! Dá vontade de lhe dizer: “ó menino! E não podiam ter ido brincar para outro sítio, que mexesse menos connosco? OLHÓ MEU!!!!!!!

Permitir que este momento lúdico, que encerra um certame de carater internacional, dedicado maioritariamente às camadas mais jovens; aconteça no local onde se honra a memória dos mais nobres desta nação, não me parece, de todo, apropriado. Uma patuscada destas é, para além de completamente absurda, terrivelmente tétrica. Sousa Tavares, que ali visita os restos mortais da sua mãe, a poetisa Sophia de Mello Breynner, tem (e escrevi isto sem antes o ter lido, palavra) uma opinião muito parecida com a mi
 nha. Ou eu com a dele, que cada besta, deve ser metida no seu lugar, e eu… no meu… pequenino.


Ver nas notícias, os vídeos feitos por alguns dos nerds de serviço, abismados com a circunstância do momento, é absolutamente transtornante. 
“Olha ali o túmulo do não-sei-das-quantas!!!”
“Uhhhhh… olha quem aqui está…”
“Wanna  a Selfie with me?”


Por mais desculpas que se peçam, ele há casos que… não se explicam. O terrível mau gosto, de alugar aquilo que deve ser preservado a todo o custo, sob pena de se perder a nossa identidade, não faz sentido, e tem de ser extinto.

Bem sei que ninguém deve ser julgado pelo seu aspeto, por aquilo que aparenta, mas este Xavier Barreto, tem-me um ar de anormal, de Mr. Bean, que só podia ter estado metido nesta arraia!



Notícia: (O evento exclusivo (e polémico) da Web Summit no Corpo Central do Panteão Nacional não foi o primeiro que lá decorreu. Antes, também a Associação de Turismo de Lisboa e a NAV (empresa pública) ali organizaram jantares e eventos. Era possível? Era. Um despacho aprovado pelo Governo de Pedro Passos Coelho, a 24 de junho de 2014, quando a pasta da Cultura estava nas mãos de Jorge Barreto Xavier, permitia-o.

Mas há mais…

Vá lá, vá lá, que casa roubada, trancas à porta e nesta terça-feira, o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, disse que a utilização do Panteão Nacional, à semelhança de outros monumentos que “honrem a memória da nação”, será “fortemente restringida”.




FLASH 3 - Crime sem castigo


A notícia passou quase despercebida, e daqui a amanhã, já ninguém a lembrará. Tudo se passou assim (As vírgulas são minhas. Estes gajos do CM não sabem escrever):
A PSP abriu fogo contra um carro em fuga, por pensar que era o mesmo onde seguiam, dois assaltantes que tinham acabado de fazer explodir um multibanco em Almada. Uma mulher morreu. Os ladrões fugiram.
Tinham acabado de fazer explodir, uma caixa multibanco no centro de Almada, quando seguiam na Segunda Circular, em direção a Sacavém num Seat Leon, de cor preta. Quando os suspeitos, pelo menos dois, perceberam que tinham a polícia atrás, carregaram no acelerador. Fintaram vários carros que seguiam naquela estrada, até chegarem à Rotunda do Relógio. A PSP foi chamar reforços e, já no terminal 2 do aeroporto, quase os barrou. Mas os assaltantes abriram fogo e, na troca de tiros, conseguiram escapar. Minutos depois, uma outra equipa da PSP pensou tê-los novamente na mão. Deu-lhes ordens para parar, mas o condutor desobedeceu e fugiu. Nova perseguição, e mais tiros. Só quando o carro ficou finalmente imobilizado é que a PSP percebeu o erro: ao volante, estava um homem sem carta de condução, ao lado uma mulher ferida pelas balas disparadas. A vítima acabou por morrer.


Quem ouve, divide-se entre os que acham que foi um mal menor; os que defendem que foi mais do que justificado; os que acham que tanto rouba o que vai ao quintal, como o que fica a guardar o portão e por isso foi mais que merecido; e os que pensam como eu, que não sei se haverá assim tantos.

Para mim, trata-se de um crime hediondo, gravíssimo, que mancha por completo quer a PSP, quer o nosso país (a cidadã morta era brasileira). Mas isto agora é assim? Confunde-se um carro e pimba!?!?!? Atira-se a matar?!?!?!?!?

Imaginem a cena:
- “Estou sim. Boas noites. Fala da Polícia da Segurança Pública. É da casa da senhora Dona  Clarisse?”
- “É sim.”
- “Pois… mas já não é mais.”
- “Como assim?!?!?”
- “Quem está ao telefone?”
- “É o filho.”
- “Lamentamos informá-lo que a sua mãezinha faleceu. Olhe, foi um azar, é o que é! Está a ver aquele carro que ela tinha?
- “…”
- “Um azar do camandro! O que se passou, foi que haviam uns meliantes de um Multibanco, que fugiram a uns senhores agentes, montados numa viatura igual à da mamã. Trocaram-lhe os olhos, e eles, já um pouco zonzos das voltas, arrimaram uns barrenos para uma viatura igualzinha, da mesma cor, que não parou (a sua mãezinha, deve ter estado a beber uns vinhos do Porto, nos anos de uma amiga, teve medo de ir soprar o balão, e acelerou, em vez de travar…), maneira que os senhores agentes disseram um para o outro (de certeza absoluta!): “ai não para a bem? Então… TARÚS!

Nem tiros para o ar, nem tiros para os pneus (se rebentassem, já não eram capazes de fugir), foi mesmo logo para o habitáculo. Foi a rasgar. E assim, vai país. Olhe… que descanse em paz.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Crónica: O meu mundo é este, mas este mundo já não é o meu

 

Estava a tomar o pequeno almoço, dentro do horário perfeitamente definido, on Schedule, como dizem os ingleses, e D. Sizzle sai-me destrambelhado para o quintal, a ladrar de grande.
- “Vem lá alguém”, pensei.
Toca a campainha.

- Disseram lá de cima: “PEDRO! Tocaram à campainha!!
-  “Já vou!”, meio acabrunhado, por ter de deixar o pão de leite quentinho, acabado de ter saído da torradeira, e de ter sido barrado de manteiguinha de vaca, dentro do qual ficou a dormir uma fatia de fiambre da perna.
- “Mas se ainda não te mexeste!”
- (Entre dentes) Já estou a mexer… Como é que sabes, se estás noutro piso…
Prendo a fera, e saio à porta. Não vá o gajo passar-se.
Pensei que seria um pedido para fazer um favor, lá nas finanças. Alguém que tinha uma dúvida, alguém que não tinha transporte, o habitual. Afinal eram senhores num camião branco.

- “Bom dia?”, meio à espera de uma resposta.

- “B. dia! Vimos da Decathlon.” Vimos entregar uma encomenda para a D. Alice.

- Ah… Afinal é para aqui.

- Alice, chegaram as tuas botas e o chapéu, para montares a cavalo.


- E quanto custou, terem cá vindo trazer isso?, conferenciei cá dentro. (Pensando que os homens devem ter vindo de cascos de rolha, cedíssimo, para aqui estarem por volta das 8h.30m)
- Encomendas de mais que 10€, a entrega ao domicílio, e grátis. Estas passaram um pouco. Foram as mais em conta que encontrei.

(Pensando:) Realmente, isto as compras na net, é mesmo o que está a dar. Não há centro comercial mais próximo (à distância do sofá), e com maior gama de oferta.

No meu tempo, eu ia com os meus pais a Portalegre, ao fim de semana, mais no sábado, que no domingo (era dia de missa); e corríamos a rua do comércio, acima e abaixo. Nessa altura, tudo mais longe que isso, era muito mais longe, e de vez em quando, lá íamos a Castelo Branco, e dali a Idanha a Nova, ver os meus avós maternos. Duas ou três vezes por ano, talvez.

Hoje em dia, as crianças já se habituam a comprar assim.






Sempre gostei de ver notícias. As notícias costumam dar à hora das refeições. Dantes, deixava que as desgraças (são quase só isso), se intrometessem na única hora quase do dia, em que estamos os quatro juntos. Fosse na televisão antes do acidente, por antena, na cozinha; fosse no MEO GO, já recentemente, éramos interrompidos, quase que sem nos apercebermos disso.

Hoje, depois de pensar nisso, de jantarmos, de arrumarmos a cozinha, quando nos sentamos na sala, posso tranquilamente ver as notícias pelo tablet, com o auricular, enquanto vamos fazendo outras coisas.

A televisão como eu me habituei a conhecer, é passado. Uma estação, a transmitir, num horário, estipulado por si, acabou. O espetador passou a ser o centro de projeção. Aquele que define, quem, como, onde e quando quer ver. A invenção das gravações automáticas revolucionou por completo as televisões, e a forma como as concebemos.

Na minha visualização, salto sempre as publicidades. Ocupam tempo a mais. Às vezes, mais de 20 minutos. Para quê?, se não me faz falta comprar nada?

Enquanto eu vejo as novidades do país, e do dia; elas, depois de terem feito os trabalhos da escola, e caso não tenham de estudar, divertem-se a jogar na WII na televisão, ou nos tablets. A mãe tem trabalhos manuais dos seus, ou da casa, e elas recriam-se, cada um em seu ecrã pequenino, no colo.

No meu tempo, quando nos juntávamos na sala, víamos todos (a mesma) televisão, depois da mãe ter arrumado a cozinha. Todos juntos, a ver o mesmo. Depois, o pai ia para a cama, ouvir a rádio clube de Monsanto, e a ler livros de guerra.



Na web summit, a conferência de tecnologia que acontece desde 2009, inicialmente em Dublin, agora, mais de há 2 anos a esta parte, em Lisboa: os olhos do mundo convergem para a nossa capital. E essa atenção não se confina ao nicho de mercado que a criou (amantes e utilizadores da tecnologia em geral), mas sim todo o planeta.


Não a sigo com a atenção que gostaria, por manifesta falta do bem mais precioso que todos temos, para além da saúde; mas, daquilo que tenho visto, tenho-me apercebido que este tempo, não é o meu, porque está claramente muito à frente.

Vi, pasmo-me, uma entrevista a uma mulher robot, que deixa a pensar sobre se a inteligência artificial, poderá mesmo ser uma realidade no futuro.



Uma entrevista a um físico brilhante, em que o homem, incapaz de falar, porque sofre de esclerose lateral amiotrófica, uma rara doença degenerativa incurável, que paralisa os músculos do corpo; sem atingir as funções cerebrais; fala fluentemente, através de uma aplicação com portugueses na génese. 






Um serviço aéreo da Uber, para serviços de curta distância. (COMOÉQUEÉÉÉÉÉÉ?!?!?!?!?!?!?)
VAI HAVER NAVES POR TODO O ESPAÇO?!?I?I?

Vou-me deitar, que amanhã há escola, a pensar que qualquer dia, que certamente já não irá tardar muito, estas fantasias que amo, são capazes de ser verdades, daqui a amanhã.




quinta-feira, 2 de novembro de 2017

A era do... MEDO





Nota 1 do editor: depois da era do Cobre, do Bronze, e do Ferro; a era atual da pré-história em que vivemos, é a do medo.

Nota 2: As hiperligações a sublinhado, aprofundam o assunto

Quando pensamos em termos globais, à escala planetária, constatamos que todos os tempos, na história do homem, tiveram períodos complicados. É certo que sempre houve guerras, fações contrárias capazes de exterminar as oponentes, períodos muito maus de opressão. Mas duvido que tenham existido outros, tão ameaçadores quanto os de hoje em dia, na perspetiva do homem atual. Quando ele vive e circula pelo mundo, tem o medo latente, de um perigo iminente que o persegue. Seja numa rua de Barcelona, numa ponte de Londres, ou numa ciclovia da baixa de Manhattan, corre o risco de haver um desgraçado qualquer que está à espreita, para através de uma arma, uma bomba, ou uma viatura qualquer, tentar matar quantos inocentes puder, em nome de… nem ele sabe muito bem o quê.


Para mim, o Alá deles, é o nosso Deus, ou seja, a força criadora de tudo o que conhecemos. Diferem os profetas, os filhos de. Mas sejam Jesus de Nazaré, ou Maomé, é o BEM que está por detrás, na essência dessas figuras, e não o contrário. Não o medo, o horror, a desgraça alheia.


Desde a tragédia que vitimou os cartoonistas/humoristas do Charlie Hebdo, em 2015, o mundo está sempre à espera do que se seguirá. Depois desse reforço da tragédia que vivemos, na manhã que mudou o mundo em 2001, o suspense mantém-se.


Hoje, a humanidade desenvolvida, que se encontra num estágio de evolução, caraterizado pela busca da sua felicidade e bem-estar, vive em permanente sobressalto, com o espectro ameaçador dos terroristas, dispostos a tudo.


Enquanto nós buscamos o bem-estar, nesta vida terrena, estas aventesmas apenas procuram a morte e a destruição. Acreditam que a entrada no além, será ainda mais apoteótica, se com eles conseguirem levar mais inocentes. É uma luta inglória. Eles, que querem perder, e desejam morrer, têm tudo a ganhar. Nós, que só queremos viver e prolongar a nossa existência, o maior número de anos possível, com qualidade, e alegria; queremos ganhar, e temos tudo a perder.




Desta vez, o artista foi um cachopo do Uzbequistão, que ainda nem sequer 30 anos tinha, e muito menos, seguramente, cara para levar uns bons pares de bofatadas. Meteu-se numa carrinha e saiu desgovernado, numa ciclovia, para ver se conseguia apanhar o maior número de civis, que se preparavam para brincar… ao horror, celebrando a noite das bruxas.


Tinha chegado aos Estados Unidos em 2010, num programa de “Lotaria de Vistos de Diversidade”, mesmo com a carinha de Obama (foi por estas, e por outras, que os americanos redneck, o desmontaram do corcel), ao abrigo do qual, todos os anos, cerca de 55.000 vistos são distribuídos, por países onde a taxa de imigração para os Estados Unidos, é baixa. É claro que Donald Trump agora, não só quer acabar o programa, como quer este Zéquinha seja condenado à morte! Estar a meter um crápula destes na prisão? Estar a pagar para que ele coma, do bom comer que lhe damos, que durma, que esteja abrigado, que não tenha calor, nem frio?!?!

HEELLLLLLLL NNNOOOOOOOOOOOOOO!!!!


Do outro lado, 8 mortos e 12 feridos. Inocentes. Sem culpa alguma. Das vítimas mortais, cinco foram argentinos, que faziam parte de um grupo de dez ex-alunos da Escola Politécnica de Rosário - cidade a 300 km de Buenos Aires, que comemoravam 30 anos de formatura. As mortes chocam-me sempre muito, mas sobretudo estas assim, de pessoas que viajaram numa envolvência festiva. Pessoas que saíram do seu lugar, do seu canto, do seu nicho, para festejarem. Como foi o caso da avó e da neta, de Sintra, que morreram em Barcelona, no Verão passado. Foram para celebrar o aniversário da idosa, mas para celebrarem a vida, também. Chegaram, instalaram-se, contactaram a família, dizendo que chegaram bem e… num pequeno passeio de conhecimento… são assassinadas. É tudo muito mau.


Para o lourinho, vais ao castigo, e é já! E para a grande maioria dos americanos que lhe deram o voto, tem mesmo de ser assim.
Já escreveu no Twiter (extraordinária forma, de uma entidade daquele nível comunicar): 

DEATH PENALTY NOW!

Desta vez, o pelintra, ainda por cima, não morreu, nem lhe limparam o sebo. Diz que pediu que a bandeira do Estado Islâmico, para ser pendurada no quarto do hospital onde está a ser tratado. De certeza que se o Trump soubesse, lhe dizia: “ai queres bandeirinha? Concerteza! Mas eu é que ta vou lá pregar! Não sem antes te cravar, meia dúzia de cavilhas, em partes do corpo à minha escolha, terminando com uma no centro dos cornos!


Ele há cá com cada filha da puta!