Títalo do post para ser cantado como a musica dos Pink Floyd: "Hey... teacher: leave the kids alone!"
Ohhhhh... you naughty boy... I'LL GRAB YOU!!!!!
SHOOT YOU DOWN, BABY!!!!
GREAT AGAIN!!!!!!!!
Ai ó meu Deus… EU AMO O
HOMEM!!!!!! E NÃO SE PODE IMPORTÁ-LO JÁ?!?!?!? Please… querido António Costa…
Please… Sai-me da frente, e deixa o menino vir mandar para cá!!!!! É que homem
é impagável!
Vamos por partes.
“Problema?” Tiroteios nas escolas
dos Estados Unidos da América do Norte = Putos assassinados.
“E porquê?” Armas a mais. Quando
um se passa… passa mesmo e… dá barraca!
“Provável solução inteligente”:
Tirá-las de lá já, camandro!
Mas… no fundo, há um novo
problema, bem mais temível: um lobby poderosíssimo chamado American Riffle
Association. Ou seja, a malta amiga das espingardas, que mexe com
muuuuuuuuuuuuuiiiitos milhões de dólares. Esses, como é óbvio, não querem que
lhes tirem o pão da boca. Como é óbvio, estão contra. E muito!
MAS TRUMP… RESOLVE! Então, o
senhor pensou assim: “huuum… então, se os putos andam aos tiros, e se matam…
vamos fazer como os cowboys, que acompanhavam o gado, à procura melhores pastagens,
e temos de lhe arranjar quem os pacifique. Assim, mais perto, mesmo ali à mão…
ESTÃO OS SETÔRES!!!! ISSO!!!! SOU MESMO BRILHANTE!!!!!!
Então a coisa agora passa a ser
assim: um puto passa-se da marmita, e antes que tenha largueza e mate meia
escola, o setôr de química, ripa do canhão de canos cerrados que traz sempre
consigo na lancheira, e voa-lhe os miolos.
Ou então a setôra de História, saca da AK-47 e faz uma razia à sala de convívio, que limpa de vez os mauzões. Digam lá se não é brilhante! Mas quem
é que já tinha pensado, numa solução tão iluminada como esta?!?!? NOBODY!!!! THAT’S
FOR SURE!!! JUST ME!!!
Este drama das armas vai acabar!
COM MAIS ARMAS!!!! Armas, combatem-se com mais armas!
E esses parvalhões que agora andam
a dizer que é capaz de não ser assim tão bom, porque os professores, às vezes,
tantas vezes, vezes demais; também se podem passar, e serem eles o rastilho do
problema, não percebem nada disto!
Peça
1 do puzzle: Esperando o que não chega (e que nunca queremos que venha)
Quando
vou fazer, a minha visita semanal à minha tia Cremilde, a minha querida Cali, à
Santa Casa da Misericórdia de Marvão, a minha cabeça é um turbilhão tão grande
de sentimentos e sensações, que nem os consigo bem explicar.
À
media que me aproximo daquele edifício secular, gigante, imponente, labiríntico,
sinto-me sempre pequeno. Mais pequeno ainda do que o seu corpo frágil, rígido,
sem maleabilidade, sem controlo, duro.
Eu
sei que ela não sabe dizer quem eu sou, não sabe o meu nome, não consegue dar
resposta às suaves e subtis provocações das amáveis funcionárias, quando a
tentam espicaçar com um “e este Cali?!?!? Quem é este homem? É meu? De quem é
Cali?”
Ela
sorri.
Sem
um brilho no olhar que deixe antever qualquer emoção, qualquer sentir, qualquer
saudade.
Mas,
quando me aproximo da sala onde habitualmente a encontro, sempre sentada no
mesmo lugarinho, vejo que o sorriso se acende, assim que o seus olhos tocam os
meus. Olham-me como se, no mesmo vislumbre, me fizesse as perguntas “tu, tu… só
agora?” e “onde é que andaste?”
Eu
caminho para ela, sorrindo, como se estivesse estado sempre ali, e estivesse de
volta ao fim de poucos minutos fora. Vou sentindo da parte das suas
companheiras, sentadas em volta, reações pela minha chegada, que depois
confirmo, quando as cumprimento, uma a uma.
Não
estou muito tempo ali. Porque me dói.
A
ver se me faço entender, que eu sei que muita gente vem espreitar, o que é que
este jornalista que nunca o chegou a ser, tem a dizer sobre a vida.
Eu
agradeço sempre muito, tanto, tudo, à Santa Casa da Misericórdia de Marvão,
pelo serviço que nos presta. É a ela, mas sobretudo a mim, que sou o filho que
nunca teve; e à minha mãe, sua cunhada, que sempre a amou como irmã, e por ela
foi amada enquanto tal. A Cali, sempre solteira, sempre sem marido e sem
filhos, tem-nos apenas a nós, para a supervisionarmos, nestes últimos tempos
que passa na terra.
Dramático,
não é? Eu acho que é. A vida… como contava o grande cometa António Variações, é
DAR E RECEBER.
Quando
não dás vida… é difícil que ela venha por ti. A Cali não gerou vida, e por
isso, não tem perto de si, vidas que a acompanhem. Embora isto, não seja
líquido, e certo. Porque há muitos filhos que viram costas a pais, nos seus
últimos estertores; e muita gente que está acompanhada, por outros amigos e
família.
Não
quer dizer que tenha que ser assim, mas a verdade é que o Pedro e Alzira, são
os que estão pela Cremilde. A vida levou os outros, os que sempre estiveram
longe; ou que foram ver do ganha-pão; ou foram por opção, para outras paragens.
Mas por nós, filho e mãe, ela está acompanhada.
Os outros sabem que podem estar tranquilos.
A
verdade é que por muita atividade, por muito acompanhamento, encontro-a sempre
ali. Sentada, a sorrir, com uns olhos que olham, mas não fitam.
Da
dezena de colegas, umas dormem, outras mantêm conversas com mundos e entes só
deles, outras estão. Apenas estão. Vivem porque respiram, têm os órgãos todos a
funcionar, tem a centelha de vida a vibrar dentro deles. Mas só isso.
Uma
delas, uma mulher que toda a vida me habituei a conhecer por vizinha, que
sempre viveu na minha rua, mãe de um querido amigo meu de infância, que faleceu
na flor da idade, a desmantelar um artefacto explosivo na sua profissão de GNR;
está lá. Quando a vi, há dias, nem queria acreditar que ainda fosse viva.
Fiquei tão feliz que tentei, pausadamente, chegar até ela, explicando-lhe quem
era. A senhora é tao antiga, que os seus olhos, apenas parecem que nos vêem. A
idade pode dar para nisto.
Quando
lhe falei na rua, e na minha mãe Alzira (nome aqui estranho, que destaca),
pareceu-me ter vislumbrado alguma reação. Mas… pouca.
Estas
pessoas, muitas destas pessoas, estão vivas porque a vida continua agarrada a
elas. Têm visitas fortuitas de familiares de quando em quando, ou talvez não.
Mas estão lá. Até que Deus queira. Cumprindo o seu Masterplan,
Porque
é que estamos neste mundo?
O
que é que cá fazemos?
O
que é que nos falta fazer?
Porque
é que não acabámos já?
Para
onde vamos?
O
que é que nos falta aprender?
Que
portas nos faltam abrir, in life’s endless corridor? (no corredor infinito da
vida?, como cantam os manos Galagher?)
Peça 2 do puzzle:
Quando o fim nos surpreende
Pensava
eu nisto, numa semana em que sou (eu, e todo o país) completamente atropelado
pela morte, absolutamente absurda (como se pudesse existir essa tal coisa, de
mortes com sentido) de dois jovens na flor da idade, com apenas mais 9 anos que
eu, 53: o ator João Ricardo, e Pedro Rolo Duarte. Se o primeiro era bem
conhecido pelas massas, muito por graça da sua graça em em telenovelas de horário nobre; o segundo,
era mais conhecido pelas minorias consumidoras da comunicação em geral, e por
uma fasquia mais elitista da comunicação.
A
verdade é que ambos eram jovens de mais para morrer. Quando assim é, parece que
o livro é rasgado a meio, de forma abrupta, e nunca mais cabe na prateleira da
vida.
Para
quem perdeu o pai com 49, como eu, subitamente, muito pelas mesmas causas, estes
desaparecimentos são sempre um vento ciclónico que abala as galerias da
memória, e fazem tremer este edifício de que somos feitos. Manda a razão que
consigamos encontrar um sentido para que tal aconteça, e no caso do Pedro, o
seu modo de vida bom vivant, e sobretudo, a sua adição ao tabaco e à nicotina,
conseguem explicar o porquê deste fim. Escreveu na sinopse do seu livro “Fumo ,
Deixar de fumar é lixado”, que “30 anos
depois do primeiro cigarro - três maços por dia quando as noites não acordavam
coladas aos dias seguintes…”. Assim,
meu querido, chegar aos 80 é que seria de espantar.
Depois,
junte-se a esta morte lenta, um estilo de vida sempre em contra-relógio (entre
as diversas atividades e publicações); uma alimentação apenas possível entre
tanta solicitação; e um modo de vida completamente errático, sem qualquer tipo
de atividade física regular, e… facilmente se percebe que não há sorte, nem
providência que aguente tanta desfaçatez. Inteligente? Todos os que tiveram o
prazer de o conhecer, juram a pés juntos que sim.
Com o seu grande amigo João Gobern. O "Hotel Babilónia" da Antena 1... já não aceita mais reservas.
Esteve sempre entre a nata da nata. Aqui, ladeado de Paula teixeira da Cruz, Miguel Sousa Tavres e José Eduardo Moniz
No
caso do João Ricardo, que sofria de um tumor cerebral, tudo faz muito menos
sentido. Até porque não se consegue encontrar nenhuma razão entre a forma de se
viver, e este crescimento anormal de células, no cérebro. O tragédia assume
aqui um caratér devastador.
Ambos
levaram vidas que conseguiram, na arte que cada um abraçou, e se especializou
(comunicar, ou representar), tocar os demais. Fazer com que as vidas dos outros
fossem por si influenciadas, fosse através de uma gargalhada, ou um pensamento.
Creio que isso fará, no final, muita coisa valer a pena.
Juntando as duas
peças…
Percebo
que este puzzle da vida não tem fim possível. Neste mundo, pelo menos.
A
fé que me acompanha e alimenta, serve para, quanto mais não seja, me dar
conforto, aconchego, e instigar a acreditar que um dia, tudo isto fará sentido.
Chamem-me louco, naif, tonto, ou insensato, a verdade é que não me resigno a acreditar
que isto é tudo tão efémero, que quando termina, termina de vez.
Haverá
alguma lógica entre poder comparar, a vida de uma criança que nasce em berço de
ouro, tem todas as facilidades e mordomias da vida, e vive, sem desgostos e com
qualidade (a todos os níveis, sentimental, económico) até aos 85; e uma criança
judia que nasce num campo de concentração, e nada mais conhece em vida senão
dor, sofrimento, opressão e medo, sendo morta antes dos 12 anos, numa câmara de
gás, agarrada à mãe?
Ou
isto é mesmo para não ter lógica alguma?
Saber,
não sei. Mas constato.
E
asseguro que não tenho vontade nenhuma, de chegar ao dia em que perceba.
Um
dos mistérios absolutos, insondáveis, e certamente inexplicáveis deste mistério
a que chamamos vida, é como é que um homem que foi a personificação do mal há
mais de 40 anos, alguém que foi capaz de assassinar 9 pessoas, incluindo a
atriz Sharon Tate, de 26 anos, grávida de 8 meses e meio, de um bebé do ator
Roman Polanski; morreu apenas com 83 anos.
O
homicida foi condenado em 1971, tendo o julgamento acontecido entre gritos,
risos e cânticos protagonizados pela seita de condenados. Nunca demonstrou
qualquer arrependimento pelos crimes cometidos.
MAS
ESTE DIABO ESTAVA CÁ AINDA, A FAZER O QUÊ?!?!?!?!?
Tão lindos, tão felizes, tão despedaçados... pelo horror, pelo mal...
Pegando no meu blogue, como se de
uma cápsula de informação do país e do planeta se tratasse, a vogar pelos
confins do universo (espaço sideral incluído), constato o momento:
Vivo com uma necessidade
premente, e um apetite algo voraz em consumir tudo o que é notícia. Não
conseguindo bem discernir se se trata de uma necessidade natural, ou de um
defeito/feitio de formação, a verdade é que não consigo bem situar-me, e saber
as quantas ando, sem saber como está tudo o que se passa no globo, e no
retângulo onde existo.
Mas as notícias, as novidades que
tantas vezes nos entram pela vida adentro, sem pedir licença, por um televis… melhor
dizendo, um ecrã qualquer, podendo ser de um telemóvel, um tablet, ou de um pc,
que esteja mais à mão; não carecem de mais atenção do que aquela que deve ser
dada áquela música de fundo da nossa vida, sem a qual não podemos viver.
Isto porque caso arrisquemos a
debruçar-nos sobre elas, e a tentar cogitar, na tentativa de conseguirmos encontrar
um sentido, uma orientação… o mais natural é que nos passemos de vez, e sejamos
surpreendidos por meia dúzia de maduros, com a intenção de nos vestirem uma
camisola daquelas que aperta com um fecho nas costas, e depois nos enfiarem num
quarto almofadado, para que não nos desgracemos num bico qualquer.
FLASH 1 - O morto ainda está? Podemos levar? A gente traz já…
Digam-me o que quiserem, as
sumidades que o quiserem, mas para mim,
que sou leigo na matéria, esta merda das mortes por legionella, têm a ver com a
pouca qualidade da inspeção que se faz dos equipamentos. Seja numa fábrica,
numa empresa, ou num hospital (um foco de doenças temendo), quem fiscaliza a
segurança dos equipamentos é, na maior parte das vezes, uma empresa que se
submeteu a um concurso público. Para conseguirem fazer preços competitivos,
baixam em todos os custos de produção/manutenção, incluindo na mão de obra que,
em vez de ser certificada, qualificada, bem remunerada; é constituída por um
grupo de pé descalços, que se estão pouco a cagar se aquilo fica bem ou mal
feito.
Tanto baixas, tanto baixas… até que
se fica a ver o cú.
Por este motivo, uma doença que
tem um nome absolutamente terrível (parece que vem das legiões romanas), e uns
efeitos ainda piores; deu no que todos sabem
Isto é cena para um filme dos
Monty Python, os génios do humor britânico:
- Desculpe, dá licença que
levemos o seu paizinho?
- ?
- É que como sabe, o senhor está
falecido, não é verdade? Uma chatice! Apesar de já algo idoso, ainda era novo,
ó a poça! Ainda poderia beber muitos tintos, fumar uns cigarrinhos, e quem
sabe, ainda dar alegrias à mãezinha, se a senhora ainda o deixasse chegar ao pé
dela. Se não… Há aquelas vizinhas venezuelanas que moram lá ao pé de casa, e
para isso, desde que se queira… arranja-se sempre, não é verdade? Olhe, mas já
está. Prontos, prontos… não pense mais nisso, deixe lá! Daqui a um mês já não
se lembra dele. Agora… a gente vai ter que o levar. Sabe como é estas merdas.
As televisões são umas chatas, anda tudo a meter o nariz em todo o lado. Por
isso, agora temos de serrar o papá ao meio, e dar-lhe volta às entranhas, para
ter a certeza daquilo que o vitimou. Paciência. Mas agora, faça-me o favor de
não arranjar grande banzé, e deixar-nos trabalhar, porque isto… é aborrecido. Pode ser assim? Ficamos a dever-lhe uma.
(batendo-lhe no ombro).
FLASH 2 - (Prostituir) A morte… em direto
Ó Paddy, canta lá com o padrinho (enquanto danças): dançando lambada eh, dançando lambada lah, dançando lambada, eh, d a n ç a n d o l a m b a d aaaaaaaaaa
- Olá cibernéticos: Mim, ser Marcelus
- E sou eu que mando aqui nesta brincadeira toda! Na política, na justiça, nos exércitos e nas polícias. I AM THE MAYOR
- Também mando no telemóvel aqui do Bombaim. O chefe manda sacar mais uma selfe! Fogo!
A web summit foi um dos eventos
do ano, aclamado dentro e fora de fronteiras. Durante 4 dias, passaram do
milhar, os que deram conselhos aos empreendedores presentes, em busca de novas
oportunidades de negócio, de futuro, e muito dinheiro.
Os políticos do burgo
vergaram-se, tio Marcelo desfez-se em “selfes” (dito mesmo assim, à tuga), e o
tio Costa disse que sim. Para fechar? Nada de churrascadas no espaço adjacente
ao jamor, nem jantaradas num qualquer ristorante de barrio. O sítio? Panteão
Nacional, claro, está! Não faço a mais menos ideia de quem foi o pai da
brilhante ideia, mas é algo que ao ser possível, só demonstra o nosso perfeito
provincianismo, e esta brutal saloiice, que não tem forma de nos largar.
Paddy Cosgrave, o ideólogo da
coisa, presidente executivo (CEO) da Web Summit, pediu “desculpa por qualquer ofensa causada. Referiu que “foi um jantar organizado segundo as regras
do Panteão Nacional, e conduzido com respeito”.
Nota do redator: Nada de hackers
embezanados, a dançarem todos descascados em cima das tumbas, portanto. Até
acredito no rapazinho, e parece- me bem intencionado mas… porra, pá! Dá vontade
de lhe dizer: “ó menino! E não podiam ter ido brincar para outro sítio, que
mexesse menos connosco? OLHÓ MEU!!!!!!!
Permitir que este momento lúdico,
que encerra um certame de carater internacional, dedicado maioritariamente às camadas
mais jovens; aconteça no local onde se honra a memória dos mais nobres desta
nação, não me parece, de todo, apropriado. Uma patuscada destas é, para além de
completamente absurda, terrivelmente tétrica. Sousa Tavares, que ali visita os
restos mortais da sua mãe, a poetisa Sophia de Mello Breynner, tem (e escrevi
isto sem antes o ter lido, palavra) uma opinião muito parecida com a mi
nha. Ou eu
com a dele, que cada besta, deve ser metida no seu lugar, e eu… no meu…
pequenino.
Ver nas notícias, os vídeos
feitos por alguns dos nerds de serviço, abismados com a circunstância do
momento, é absolutamente transtornante.
“Olha ali o túmulo do
não-sei-das-quantas!!!”
“Uhhhhh… olha quem aqui está…”
“Wanna a Selfie with me?”
Por mais desculpas que se peçam,
ele há casos que… não se explicam. O terrível mau gosto, de alugar aquilo que
deve ser preservado a todo o custo, sob pena de se perder a nossa identidade,
não faz sentido, e tem de ser extinto.
Bem sei que ninguém deve ser julgado
pelo seu aspeto, por aquilo que aparenta, mas este Xavier Barreto, tem-me um ar
de anormal, de Mr. Bean, que só podia ter estado metido nesta arraia!
Notícia: (O evento exclusivo (e polémico) da Web Summit no Corpo Central do
Panteão Nacional não foi o primeiro que lá decorreu. Antes, também a Associação
de Turismo de Lisboa e a NAV (empresa pública) ali organizaram jantares e
eventos. Era possível? Era. Um despacho aprovado pelo Governo de Pedro Passos
Coelho, a 24 de junho de 2014, quando a pasta da Cultura estava nas mãos de Jorge Barreto Xavier, permitia-o.
Vá lá, vá lá, que casa roubada, trancas
à porta e nesta terça-feira, o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes,
disse que a utilização do Panteão Nacional, à semelhança de outros monumentos
que “honrem a memória da nação”, será “fortemente restringida”.
A notícia passou quase
despercebida, e daqui a amanhã, já ninguém a lembrará. Tudo se passou assim (As
vírgulas são minhas. Estes gajos do CM não sabem escrever):
A PSP abriu fogo contra um carro em fuga, por pensar que era o mesmo
onde seguiam, dois assaltantes que tinham acabado de fazer explodir um
multibanco em Almada. Uma mulher morreu. Os ladrões fugiram.
Tinham acabado de fazer explodir, uma caixa multibanco no centro de
Almada, quando seguiam na Segunda Circular, em direção a Sacavém num Seat Leon,
de cor preta. Quando os suspeitos, pelo menos dois, perceberam que tinham a
polícia atrás, carregaram no acelerador. Fintaram vários carros que seguiam
naquela estrada, até chegarem à Rotunda do Relógio. A PSP foi chamar reforços
e, já no terminal 2 do aeroporto, quase os barrou. Mas os assaltantes abriram
fogo e, na troca de tiros, conseguiram escapar. Minutos depois, uma outra
equipa da PSP pensou tê-los novamente na mão. Deu-lhes ordens para parar, mas o
condutor desobedeceu e fugiu. Nova perseguição, e mais tiros. Só quando o carro
ficou finalmente imobilizado é que a PSP percebeu o erro: ao volante, estava um
homem sem carta de condução, ao lado uma mulher ferida pelas balas disparadas.
A vítima acabou por morrer.
Quem ouve, divide-se entre os que
acham que foi um mal menor; os que defendem que foi mais do que justificado; os
que acham que tanto rouba o que vai ao quintal, como o que fica a guardar o
portão e por isso foi mais que merecido; e os que pensam como eu, que não sei
se haverá assim tantos.
Para mim, trata-se de um crime
hediondo, gravíssimo, que mancha por completo quer a PSP, quer o nosso país (a
cidadã morta era brasileira). Mas isto agora é assim? Confunde-se um carro e
pimba!?!?!? Atira-se a matar?!?!?!?!?
Imaginem a cena:
- “Estou sim. Boas noites. Fala
da Polícia da Segurança Pública. É da casa da senhora Dona Clarisse?”
- “É sim.”
- “Pois… mas já não é mais.”
- “Como assim?!?!?”
- “Quem está ao telefone?”
- “É o filho.”
- “Lamentamos informá-lo que a
sua mãezinha faleceu. Olhe, foi um azar, é o que é! Está a ver aquele carro que
ela tinha?
- “…”
- “Um azar do camandro! O que se
passou, foi que haviam uns meliantes de um Multibanco, que fugiram a uns
senhores agentes, montados numa viatura igual à da mamã. Trocaram-lhe os olhos,
e eles, já um pouco zonzos das voltas, arrimaram uns barrenos para uma viatura
igualzinha, da mesma cor, que não parou (a sua mãezinha, deve ter estado a
beber uns vinhos do Porto, nos anos de uma amiga, teve medo de ir soprar o
balão, e acelerou, em vez de travar…), maneira que os senhores agentes disseram
um para o outro (de certeza absoluta!): “ai não para a bem? Então… TARÚS!
Nem tiros para o ar, nem tiros
para os pneus (se rebentassem, já não eram capazes de fugir), foi mesmo logo
para o habitáculo. Foi a rasgar. E assim, vai país. Olhe… que descanse em paz.
Estava a tomar o pequeno almoço, dentro
do horário perfeitamente definido, on Schedule, como dizem os ingleses, e D.
Sizzle sai-me destrambelhado para o quintal, a ladrar de grande.
- “Vem lá alguém”, pensei.
Toca a campainha.
- Disseram lá de cima: “PEDRO!
Tocaram à campainha!!
- “Já vou!”, meio acabrunhado, por ter de deixar
o pão de leite quentinho, acabado de ter saído da torradeira, e de ter sido
barrado de manteiguinha de vaca, dentro do qual ficou a dormir uma fatia de
fiambre da perna.
- “Mas se ainda não te mexeste!”
- (Entre dentes) Já estou a mexer…
Como é que sabes, se estás noutro piso…
Prendo a fera, e saio à porta. Não
vá o gajo passar-se.
Pensei que seria um pedido para
fazer um favor, lá nas finanças. Alguém que tinha uma dúvida, alguém que não
tinha transporte, o habitual. Afinal eram senhores num camião branco.
- “Bom dia?”, meio à espera de
uma resposta.
- “B. dia! Vimos da Decathlon.”
Vimos entregar uma encomenda para a D. Alice.
- Ah… Afinal é para aqui.
- Alice, chegaram as tuas botas e
o chapéu, para montares a cavalo.
- E quanto custou, terem cá vindo
trazer isso?, conferenciei cá dentro. (Pensando que os homens devem ter vindo de cascos
de rolha, cedíssimo, para aqui estarem por volta das 8h.30m)
- Encomendas de mais que 10€, a
entrega ao domicílio, e grátis. Estas passaram um pouco. Foram as mais em conta
que encontrei.
(Pensando:) Realmente, isto as
compras na net, é mesmo o que está a dar. Não há centro comercial mais próximo
(à distância do sofá), e com maior gama de oferta.
No meu tempo, eu ia com os meus
pais a Portalegre, ao fim de semana, mais no sábado, que no domingo (era dia de
missa); e corríamos a rua do comércio, acima e abaixo. Nessa altura, tudo mais
longe que isso, era muito mais longe, e de vez em quando, lá íamos a Castelo
Branco, e dali a Idanha a Nova, ver os meus avós maternos. Duas ou três vezes
por ano, talvez.
Hoje em dia, as crianças já se
habituam a comprar assim.
Sempre gostei de ver notícias. As
notícias costumam dar à hora das refeições. Dantes, deixava que as desgraças
(são quase só isso), se intrometessem na única hora quase do dia, em que
estamos os quatro juntos. Fosse na televisão antes do acidente, por antena, na
cozinha; fosse no MEO GO, já recentemente, éramos interrompidos, quase que sem
nos apercebermos disso.
Hoje, depois de pensar nisso, de
jantarmos, de arrumarmos a cozinha, quando nos sentamos na sala, posso
tranquilamente ver as notícias pelo tablet, com o auricular, enquanto vamos
fazendo outras coisas.
A televisão como eu me habituei a
conhecer, é passado. Uma estação, a transmitir, num horário, estipulado por si,
acabou. O espetador passou a ser o centro de projeção. Aquele que define, quem,
como, onde e quando quer ver. A invenção das gravações automáticas revolucionou
por completo as televisões, e a forma como as concebemos.
Na minha visualização, salto
sempre as publicidades. Ocupam tempo a mais. Às vezes, mais de 20 minutos. Para
quê?, se não me faz falta comprar nada?
Enquanto eu vejo as novidades do
país, e do dia; elas, depois de terem feito os trabalhos da escola, e caso não tenham
de estudar, divertem-se a jogar na WII na televisão, ou nos tablets. A mãe tem
trabalhos manuais dos seus, ou da casa, e elas recriam-se, cada um em seu ecrã
pequenino, no colo.
No meu tempo, quando nos
juntávamos na sala, víamos todos (a mesma) televisão, depois da mãe ter
arrumado a cozinha. Todos juntos, a ver o mesmo. Depois, o pai ia para a cama,
ouvir a rádio clube de Monsanto, e a ler livros de guerra.
Na web summit, a conferência de
tecnologia que acontece desde 2009, inicialmente em Dublin, agora, mais de há 2
anos a esta parte, em Lisboa: os olhos do mundo convergem para a nossa capital.
E essa atenção não se confina ao nicho de mercado que a criou (amantes e
utilizadores da tecnologia em geral), mas sim todo o planeta.
Não a sigo com a atenção que
gostaria, por manifesta falta do bem mais precioso que todos temos, para além
da saúde; mas, daquilo que tenho visto, tenho-me apercebido que este tempo, não
é o meu, porque está claramente muito à frente.
Vi, pasmo-me, uma entrevista a
uma mulher robot, que deixa a pensar sobre se a inteligência artificial, poderá
mesmo ser uma realidade no futuro.
Uma entrevista a um físico
brilhante, em que o homem, incapaz de falar, porque sofre de esclerose lateral
amiotrófica, uma rara doença degenerativa incurável, que paralisa os músculos
do corpo; sem atingir as funções cerebrais; fala fluentemente, através de uma aplicação com portugueses na génese.
Vou-me deitar, que amanhã há escola,
a pensar que qualquer dia, que certamente já não irá tardar muito, estas
fantasias que amo, são capazes de ser verdades, daqui a amanhã.
Nota 1 do editor: depois da era do Cobre, do Bronze, e do Ferro; a era atual da pré-história em que vivemos, é a do medo. Nota 2: As hiperligações a sublinhado, aprofundam o assunto
Quando
pensamos em termos globais, à escala planetária, constatamos que todos os tempos,
na história do homem, tiveram períodos complicados. É certo que sempre houve
guerras, fações contrárias capazes de exterminar as oponentes, períodos muito maus
de opressão. Mas duvido que tenham existido outros, tão ameaçadores quanto os
de hoje em dia, na perspetiva do homem atual. Quando ele vive e circula pelo mundo,
tem o medo latente, de um perigo iminente que o persegue. Seja numa rua de Barcelona,
numa ponte de Londres, ou numa ciclovia da baixa de Manhattan, corre o risco de
haver um desgraçado qualquer que está à espreita, para através de uma arma, uma
bomba, ou uma viatura qualquer, tentar matar quantos inocentes puder, em nome
de… nem ele sabe muito bem o quê.
Para
mim, o Alá deles, é o nosso Deus, ou seja, a força criadora de tudo o que conhecemos.
Diferem os profetas, os filhos de. Mas sejam Jesus de Nazaré, ou Maomé, é o BEM
que está por detrás, na essência dessas figuras, e não o contrário. Não o medo,
o horror, a desgraça alheia.
Hoje,
a humanidade desenvolvida, que se encontra num estágio de evolução,
caraterizado pela busca da sua felicidade e bem-estar, vive em permanente
sobressalto, com o espectro ameaçador dos terroristas, dispostos a tudo.
Enquanto
nós buscamos o bem-estar, nesta vida terrena, estas aventesmas apenas procuram
a morte e a destruição. Acreditam que a entrada no além, será ainda mais
apoteótica, se com eles conseguirem levar mais inocentes. É uma luta inglória.
Eles, que querem perder, e desejam morrer, têm tudo a ganhar. Nós, que só queremos
viver e prolongar a nossa existência, o maior número de anos possível, com
qualidade, e alegria; queremos ganhar, e temos tudo a perder.
Desta
vez, o artista foi um cachopo do Uzbequistão, que ainda nem sequer 30 anos tinha,
e muito menos, seguramente, cara para levar uns bons pares de bofatadas. Meteu-se
numa carrinha e saiu desgovernado, numa ciclovia, para ver se conseguia apanhar
o maior número de civis, que se preparavam para brincar… ao horror, celebrando
a noite das bruxas.
Tinha
chegado aos Estados Unidos em 2010, num programa de “Lotaria de Vistos de
Diversidade”, mesmo com a carinha de Obama (foi por estas, e por outras, que os
americanos redneck, o desmontaram do corcel), ao abrigo do qual, todos os anos,
cerca de 55.000 vistos são distribuídos, por países onde a taxa de imigração
para os Estados Unidos, é baixa. É claro que Donald Trump agora, não só quer
acabar o programa, como quer este Zéquinha seja condenado à morte! Estar a
meter um crápula destes na prisão? Estar a pagar para que ele coma, do bom comer
que lhe damos, que durma, que esteja abrigado, que não tenha calor, nem
frio?!?!
HEELLLLLLLL
NNNOOOOOOOOOOOOOO!!!!
Do
outro lado, 8 mortos e 12 feridos. Inocentes. Sem culpa alguma. Das vítimas
mortais, cinco foram argentinos, que faziam parte de um grupo de dez ex-alunos
da Escola Politécnica de Rosário - cidade a 300 km de Buenos Aires, que comemoravam
30 anos de formatura. As mortes chocam-me sempre muito, mas sobretudo estas assim,
de pessoas que viajaram numa envolvência festiva. Pessoas que saíram do seu
lugar, do seu canto, do seu nicho, para festejarem. Como foi o caso da avó e da
neta, de Sintra, que morreram em Barcelona, no Verão passado. Foram para
celebrar o aniversário da idosa, mas para celebrarem a vida, também. Chegaram,
instalaram-se, contactaram a família, dizendo que chegaram bem e… num pequeno passeio
de conhecimento… são assassinadas. É tudo muito mau.
Para
o lourinho, vais ao castigo, e é já! E para a grande maioria dos americanos que
lhe deram o voto, tem mesmo de ser assim.
Já
escreveu no Twiter (extraordinária forma, de uma entidade daquele nível comunicar):
DEATH PENALTY NOW!
Desta
vez, o pelintra, ainda por cima, não morreu, nem lhe limparam o sebo. Diz que pediu
que a bandeira do Estado Islâmico, para ser pendurada no quarto do hospital
onde está a ser tratado. De certeza que se o Trump soubesse, lhe dizia: “ai
queres bandeirinha? Concerteza! Mas eu é que ta vou lá pregar! Não sem antes te
cravar, meia dúzia de cavilhas, em partes do corpo à minha escolha, terminando
com uma no centro dos cornos!