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terça-feira, 1 de agosto de 2017

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Vende-se móvel!

"Olha aí essa meeeeerrrddddaaaaa, pááááááá!"

Dedicado ao morcão Francisco Roldão, essa língua sibilina...

Eu, prudente… nem sequer saí à noite,
Para ir ao Choca ver o partido,
Até parece que adivinhava,
Qual seria o trágico sucedido.

Optei por ficar chez moi,
No harém, com as três mulheres,
A gozar do conforto do lar,
Da lareira e dos talheres.

Mas sem eu estar nada estar à espera,
Vieram-me trazer um móvel a casa.
Mal cabia em porta alguma,
Tiveram que mo meter debaixo d’ asa.

Coisa gigante e sem jeito algum,
Desproporcionado, não medido,
Por força que teve de encaixar na mobília,
Com grane estrondo e alarido!

Bem diz o povo que é sábio,
Que o último a rir é quem ri melhor,
Se mais provas faltassem,
A de hoje, assenta em rigor.

Enchi ontem, todo lampeiro,
Aos gritos que a vantagem tinha aumentado,
Mas quase sem dar por ela,
Minguou, deixou-me apoquentado.

Toda a vida se transforma,
Tudo fica em desgraça,
De um dia para o outro, tudo muda,
Ficamos de rastos na praça.
,
Hoje tive a certeza,
que esse tal de Jesus,
Não é filho de deus
É antes mais a minha cruz.

Se há gajo que personifique,
O  passar de bestial a besta,
Duvido que haja um melhor,
Que este triste, esta moléstia.

Ouvi o relato à moda antiga,
E fiquei com pouca certezas,
Apercebi-me de um penálti falhado
E de algumas aventesmas.

Fica o Pinto e o Fonseca,
A rirem-se da gente,
Mas eles que não se esqueçam,
Que ainda vamos bem na frente.

E se pensam que com este escorregão,
A distância não fica tão grande,
Que se lembrem que sem o estampanço de ontem,
Ficavam apenas a três.


Cagari – Cagaró!


Pfffff... Já tenho o Sabi à pega....

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O país aos pés deste jornal




Orgulhoso de ter em Portugal um jornal que é capaz de fazer primeiras páginas deste nível, mais que merecedora de um prémio por toda a portugalidade que tem lá dentro. Um Ronaldo feito a partir de azulejos... Pode não ser o mais completo nem o mais abrangente mas em termos de estética e estilo das palavras... deixa os outros a léguas.

 — a sentir-se orgulhoso.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O teu ano em fotografias, feito especialmente para ti (Para mim, Google?!?!)

Montegordo 2014
créditos fotográficos: sr. tio sabis

Ainda estou muito longe de conseguir perceber essa maravilha estapafúrdia chamada Google+.  Sei que nos dias de hoje, tudo o que é tecnologia e multimédia vale quase como tanto quanto a vida. Mas ainda assim, prefiro o ser, o respirar, o tocar, o comer e um cigarro saboreado a contemplar a paisagem. Tudo aquilo que nos faz sentir vivos.

Nestes últimos dias tenho-me desvorciado das deambulações narcísicas facebookianas de que sofremos todos os que por lá passamos. Mais ou menos tempo, de acordo com as andanças diárias de cada um, mas sempre a mais do normal que seria desejável.
Tenho andado arredado a viver. O que é muito bom. Não partilhável nas redes. Mas sempre partilhado na vida.

Traído pelo segundo smartphone que caiu em K.O. técnico do nada (Sony Xperia - Samsung SIII mini), ainda atordoado pelo segundo tablet gripado (também Samsung) pelos ares que lhe deram, tornei-me info-excluso.

Afastei-me do @rroba.

Como não consegues viver sem elas, hoje depois de ver as notícias passeei e deparei-me com isto. Como é óbvio: fiquei rendido.

Diz-me espelho meu, espelho meu: porque será que acho que tu sabes coisas de mim que nem eu sei que as sei, ou vivi, ou sequer me lembro que as vivi.

Foram estas mas poderiam ter sido tantas outras…


Trinta e quantas mil???




quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Amanhãããã vou falaaaaarrrreee aaaaa cantaaaaaarrrreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee aaaa veeeerrrr sseee prrrreeeeesssstaaaaamm aaateeeencãããoo à ggeeeeennnnttttteeeeee eeemmmm Maaaaaarrrrvvããããããaooooooooo



Dia feliz porque o cante alentejano foi reconhecido pela UNESCO como património da humanidade. O cante agora é de todos… mas é nosso. Aquilo somos nós. Aquilo que o extraordinário filme do realizador Sérgio Trefáut mostrou na estação da Beirã neste Verão, levou hoje o selo de qualidade que merecia. Aquele sentir, aquele respirar onde cabe a tradição árabe, judaica e cristã já é de todo o mundo.
Para as coisas serem bem feitas, se eu mandasse, amanhã os serviços públicos de Marvão atenderiam todos os utilizadores em modo cante alentejano. Imaginem a GNR, por exemplo. Isto para ver se aqueles azaméis da UNESCO percebiam o erro que fizeram ao dar a indicação que a nossa terra não poderia ser património do mundo, também.
Juntar o útil ao agradável.
Pode ser que por aí já lá fossem.

 — a sentir-se cantor.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Da saúde… enfim, o folhetim

Foto tirada há minutos, a cavalo na sua prateleira.
Está de volta! :)
Folhetim que para ser compreendido,

deve ser lido a começar pelo fim. 

A reclamação


Movido pelos comentários de todos vocês, e muito em particular pelo meu amigo e antigo colega de Rádio São Mamede, Ilídio Pinto Cardoso, cuja abordagem do assunto me foi contada pela minha Cristina à hora de almoço enquanto bebíamos café… lá concedi e esbocei uma reclamação que me dei ao trabalho de ir a Castelo de Vide escrever no livro amarelo. Como cheguei faltavam já 10 minutos para as 19 h, o espaço para a redacção era diminuto e as senhoras da receção não tinham culpa de nada, tive de abreviar e mesmo assim terminei quando já passavam 10 minutos das 19h. Outra vez, as minhas desculpas para elas e para o Dr. Vitoriano que, coitado, me deve ter visto com um ar tão compenetrado e sorumbático que deve ter estranhado. Realmente, o Pedro é mais alegre mas doutor… a missão era séria. J Te invitaré a una cerveja para encerrarmos la question. Amigos como dantes. Vale?

E dizia assim na íntegra, antes das amputações que fui obrigado a fazer no momento:

Pedro Alexandre Ereio Lopes Sobreiro, cidadão português nº 1------3 com o número de identificação fiscal 2------5 vem reclamar da seguinte situação:

Ontem, dia 19 de Agosto de 2014, pelas 18.45h deu entrada no Centro de Saúde de Castelo de Vide, o mais próximo da sua residência em Santo António das Areias - Marvão, para que a sua filha Alice Lança Sobreiro de 4 anos de idade pudesse ser consultada. A criança tinha temperaturas muito altas, que se manifestavam desde a noite anterior, e a garganta muito inflamada com pontos brancos, apesar da medicação que lhe estava a ser administrada desde os primeiros sintomas. Não tendo melhoras e supondo que necessitaria de um fármaco mais potente (antibiótico), deslocou-se ao sítio que pensava certo para obter o receituário credenciado que lhe permitisse a aquisição de um apropriado numa farmácia.

O médico de serviço em Castelo de Vide, Dr. Rui Alves segundo a informação do pessoal administrativo de serviço, negou-se liminarmente a ver a criança, apesar da tenra idade desta, por ainda ter dois ou três pacientes na sala para consultar.

Tal intransigência obrigou à deslocação ao Hospital Distrital de Portalegre, o que nos obrigou a percorrer mais de 50 quilómetros e a obter o receituário apenas por volta das 9 horas da noite. Chegámos a casa depois das 22h, quando tudo poderia ter sido muito mais célere. Nem o facto de termos entrado ainda bem durante a hora de serviço, com o centro com a porta aberta, fez com que fossemos atendidos.

Reclamo superiormente no primeiro dia em que tive oportunidade para que haja sanções disciplinares e para que esta situação não se repita.

Eu sei que há e conheço muitos médicos altamente profissionais e extremamente competentes, dos quais sou ou passei a ficar amigo pessoal durante a vida. O meu médico de família é o Dr. José Silva, oriundo de Espanha, um homem e um profissional exemplar. O seu colega Dr. Vitoriano é outro profissional de exceção vindo do país vizinho. Sei que não são os únicos médicos de categoria a trabalhar entre nós. Mas são médicos como este que não quis atender a minha filha que revoltam as populações e as colocam contra a classe médica.

A última reclamação que foi feita pela minha esposa há anos atrás, não surtiu qualquer efeito, o que gera um sentimento de impunidade na classe; e um outro de revolta na plebe, de onde sou e onde me incluo, com muito orgulho. Não tenho grandes posses mas tenho a riqueza da escolaridade, sou recto e honesto.

Faço esta reclamação para que os justos não paguem pelos pecadores.
Faço esta reclamação em nome daqueles que têm voz mas não sabem falar.

Tenho dito.

E obviamente aguardo resposta.

Respeitosamente, sem mais,

a sentir-se determinado.

Ontem por volta da meia-noite


Amigos e Amigas: muito obrigado pela força de todos. Quando comentei a situação no Hospital de Portalegre, só me apetecia desabafar. Agora, já em casa, depois de muito bem atendido por uma médica de meia idade (um pouco mais que a minha, só um pouquinho…), sinto-me reconfortado. Sinto-me bem.

A jornada terminou já bem depois das 8 e meia e ainda teve uma nuance maravilhosa. Depois do antibiótico e do Ben-u-ron da praxe para a garganta muito inflamada, (sendo os supositórios, por vontade dela, só prá reserva e em ultimíssimo caso), perguntei à senhora do guichet quanto havia a pagar (não fosse o diabo tecê-las) e qual era a farmácia de serviço na cidade, capital de distrito.

- Alegrete.

- ALEGRETE?!?!? (por Deus! Estarei bom da pinha?). A senhora disse…

- Alegrete. Ouviu bem.

Ainda olhei à volta para ver se havia alguma câmara para os apanhados mas aquilo foi mesmo de verdade.

Parei a realidade e fiquei um minuto a pensar em câmara lenta. Em Castelo de Vide fazem-me aquilo, aqui fazem-me isto… começo já aos gritos e sou internado no hospital dos malucos ou meto já uma pastilha debaixo da língua?

Ligámos a amigos que são muito amigos da dona de uma farmácia amiga de há muitos anos e fomos à vila desenrascar-nos. E que bem desenrascados fomos. Como é bom ter amigos e poder contar com eles quando fazem falta. Obrigado Dona Cinda. Obrigado Nandinha e Nani.

A Alice já dorme. Em paz, medicada e longe disto tudo.

Tudo está bem quando acaba bem.
 

 a sentir-se reconhecido.

Ontem, quando faltavam 10 m. para as 19h, ou quando se deu o caso.


O dia de trabalho estava a minutos de terminar e um telefonema de casa deitou por terra o descanso que previa. Afinal a Alice estava pior da febre que a atormentou toda a noite e até levou a um duche frio durante a madrugada para a temperatura baixar. Pontos brancos na garganta remeteram de imediato para Castelo de Vide e o Centro de Saúde mais próximo. 

Là chegados, a funcionária torceu logo o nariz. Ainda havia 3 ou 4 pacientes por atender e faltavam 15 minutos para as 19 horas. "Vou ver, mas...", como que encolhendo os ombros. Eu sei e a mãe sabe que a culpa não era sua nem dos seus colegas.

Ainda assim aguardámos alguns minutos até que pouco tempo depois chegou o veredicto de sua eminência chamada (doutor?) Rui Alves que nos mandou encostar à box. Nem por ser uma criança, nem por ser antes das 7h, nem por ser um diagnóstico fácil de fazer e uma prescrição ainda mais óbvia se moveu. Um NÃO e está feito. É mais fácil assim.
A Cris ainda pensou em reclamar, porque tínhamos entrado durante o horário de abertura mas bastou recordar-se da última que fez e não deu em nada para se demover.

É esta, alguma da classe médica que temos, que se julga dona e senhora de tudo, que faz o povo revoltar-se. Por uns minutos...

Eu podia ter-lhe feito uma espera, uma decoração no carro ou noutro sítio qualquer onde libertá-se o meu desagrado. Mas eu não sou dessa estirpe. Apenas grito aqui e sinto-me mais aliviado com isso.

O que assusta neste país cada vez mais bomba-relógio é que os médicos pecadores pelos quais pagam os justos são cada vez mais; e os portugueses capazes da minha reação são cada vez menos.

 — a sentir-se embasbacado com o país que temos.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Obrigado Luís Filipe Silva

O Luís e a sua mania de se destacar.
Desta vez... é pelo bronzeado esmorecido

Faço isto por brio pessoal, porque é um marco da minha vida na net e porque não quero que tudo se perca num comentário que nunca mais verei ou encontrarei. Faço isto porque é importante. Faço isto porque sim.

Conhecia o Luís Filipe de vista, de o ver por aqui na terra. Rapaz simpático e bem educado que falava sempre ao passar, era o sobrinho do Rui “Bailaradas” que é mais velho, de umas gerações à frente da minha, mas um tio que é um castiço diabólico. Sei que o Luís teve uma filha e casou por aqui, sei que trabalhou com o meu vizinho Luís Pedro em Àfrica, e agora que penso nisso… já não o via há algum tempo.

Ontem apareceu-me no facebook depois de eu ter tido este comentário por causa dos bancos bons que vão para o céu e dos bancos maus que vão para toda a parte. 






Sem eu estar de todo à espera, ele veio do nada para isto: 


E continuei:

Ó Luís… deixaste-me sem palavras.

Obrigado. Muito obrigado. 

Sabes que sou um gajo um bocado estranho. Ou muito estranho, vá. Como a maioria tenho duas pernas, dois pulmões, apenas só um coração (L quando deveria sempre existir um sobressalente para no caso deste falhar), uma cabeça e vivo no corpo… mas, como já expliquei, também vivo aqui, na internet. Vivo já há 8 anos no blogue que criei para ver o mundo e agora recentemente no p.a. (pós-acidente), vivo no facebook, em nome próprio. A internet faz-me falta, para deitar cá para fora tudo o que me vai cá dentro e tenho um prazer supremo quando esse meu exercício chega aos outros, com a intensidade com que tu manifestas aqui. É revigorante.

A minha mulher que me quer mais que ninguém, espanta-se quando eu depois de um dia de trabalho exigente e cansativo cerebralmente, me agarro ao computador. (Sobretudo depois do traumatismo craniano grave). “É lazer, Cris. Faz-me bem. São as minhas coisas e faz-me sentir bem”.

Há dias quando entrei no bar da Estrela, com aquele jeitinho tão característico dela, disse: “Olha o meu amigo Pedro, lá das finanças”; e um amigo que estava presente e vive na Bélgica disse: “Das finanças não. É O escriba. O dono do blogue onde vou tantas vezes, quase todos os dias para saber coisas cá da terra.”

Comentários como este e o teu agora, movem-me e fazem com que os meus pensamentos não morram em mim e sejam espalhados ao vento cibernético para darem prazer a quem me lê.

Não sou melhor nem pior que os outros. Sou diferente. Sou eu.

Meu querido, diz o canudo que sou licenciado em comunicação social e eu posso ser um jornalista falhado que trabalha na casa fiscal para ganhar o pão, mas se há uma coisa que eu sei fazer e na qual sou realmente bom é nisso: comunicar com os outros, chegar aos outros.

Enquanto respirar, hei-de sempre respirar por aqui. No blogue quando tenho mais tempo e mais fotografias, quando as coisas são mais profundas; por aqui no face, também com o telefone, quando as coisas são mais imediatas e surgem no momento.

Respiro por aqui também e é tão bom pensar que vos vou ter sempre aí a ouvir.

Obrigado pela tua confissão e abertura.

Recebe um forte abraço.



“Um privilégio ver sempre os teus comentários... Desculpa o testamento mas estas coisas devem dizer-se em vida”, como disseste. Quando te vir vou-te mesmo dar um abraço. Já bem o mereces. 

;)

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Mestre Confúcio

 

Com o Panda (Fernanda Sobreiro) a trabalhar no Posto de Turismo (muito bom Leonor Sobreiro! "Panda porquê? Por ser gorda?" "Não", respondeu Mestre Confúcio (o alter-ego que inventou para os trabalhos que lhe arranjei durante a tarde), "por ser gordinha" (o que é bem diferente! Note-se.) Mestre Confúcio esteve em grande plano e tudo fez para satisfazer Gafanhoto (como me batizou). Prova superada. O ZEN é logo ali. Só falta estudar para o teste, o que ficou a fazer. Chatice, grande Mestre Confúcio! Estas miudezas dos comuns mortais... Mais um pouco de meditação. Huuuuuuuuummmmmmmmmmm




quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

IN MONEY AND POLITICS WE TRUST


 Esta montagem absolutamente deliciosa chegou até mim pelo amigo artista do facebook Artur Sequeira Portela que vai brilhando pelas suas tiradas netcómicas. Trata-se de uma imagem fenomenal de grande domínio no Photoshop e até estou a pensar mandar fazer para mim com ela uma t-shirt no Cão Azul com letras garrafais por cima da imagem: PORTUGAL

Subtítulo em letras pequenas por baixo? IN MONEY AND POLITICS WE TRUST.

Delicioso casamento entre um Cavaco Silva primeiro-ministro e um jovem Oliveira Costa. O V de vitória fica ali a matar. Tipo: “acreditem na gente”. Muito bom.

Ainda muito actual pelos últimos acontecimentos, recebi por mail esta imagem de uma comissão de praxe em Moçambique. Dizia que pela vestimenta da estudantada, poderíamos imaginar como era o DUX. Medo…



Será o da imagem da última t-shirt que comprei no Verão?


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

No dia em que faz 10 anos

O facebook também tem destas coisas e por isso é que não o consigo largar. Parece brincadeira mas não é. Numa manhã de fim de semana em que me estiquei e dormi até as 9, passei por lá no telemóvel para ver como paravam as modas e dou com esta imagem fantástica de um cartaz promocional para duas peças de teatro que ajudei a fomentar. Nessa altura, em que tutelava a cultura em Marvão, instiguei e servi de calçadeira institucional para a grande Susana Teixeira ensinar os nossos meninos a fazer de “faz de conta”.


  
O cartaz partiu de minha lavra e imaginação, para dignificar e promover o trabalho realizado. Já nem me lembrava bem dele. Parece-me que foi feito noutra vida. Mas olhar para ele (e recordar os passos da sua montagem em photoshop), fez-me abrir uma porta da memória para as atuações, os ensaios, o nosso grupo de teatro, uma quantidade impressionante de jovens com talento, potenciais atores e actrizes que se foram perdendo noutras atividades por falta de investimento pessoal de cada um.

Uma imagem que dava para escrever um capítulo.


Como digo no comentário: saudades...

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Faceblog?



Isso lá gostar de ter mais tempo para escrever… é claro que gostava. O problema é que um gajo não pode. Não dá. O tempo não estica. Chego ao fim do dia esgotado, com as baterias em baixo do trabalho cansativo, agora até de noite, noitinha. O mulherio que manda cá em casa acaba por gastar o resto das energias que ainda sobram do dia. Noutros tempos era até à 1h, 2h da matina e no outro dia, fresco como uma alface! Agora, chega-se às 11 e meia da noite e um gajo está despachado. Não dá para mais.


Tendo sido bafejado pela sorte, vivo num harém num país maioritariamente católico (trois femmes par un homme). Como paga, mando aqui pouco ou nada. O consolo é que nestas quatro paredes, sou o único detentor de algo que por aqui é único, gerador de duas vidas e partilhado com a outra. Mas a verdade é que mando aqui pouco ou nada.


Aos serões, o portátil dos comandantes deste navio Sobreiro é um objecto alvo de cobiça e muito disputado. Por mim e pela mais nova. A Leonor já se emancipou no Natal passado e já gere o seu Toshiba em muita net, músicas e facebooks. A dona Alice quer é o site de jogos de meninas onde tem gratuitamente resmas de aplicações para se divertir. Pinta online, cola online, veste online. Faz online tudo aquilo que eu fazia dantes quando tinha a idade dela mas com papel, canetas, tesouras e sem os computadores que cada vez mais vão tomando conta do que é nosso, dos homens e mulheres de carne e osso. Volta, George Orwell que estás perdoado. O Big Brother está mesmo a ver-nos a todos, não é só os aos piquenos e piquenas que estão enclausurados na Venda do Pinheiro. Isto para mim significa que até à hora de sua alteza real dos Outeiros ir para a cama, estou refém do progresso infantil. A sorte que não complica isto tudo é que a mãe não liga ao computador à noite e se dedica aos seus trabalhos manuais.


Só depois de sua majestade cair no sono do seu país das maravilhas é que posso vislumbrar o mundo. Não o posso olhar pelo meu blogue por tudo aquilo que aqui descrevo mas vislumbro-o nalguns blogues favoritos que espreito de relance e no facebook. E é sobre isso que quero hoje postar: o facebook é uma ferramenta poderosa que revolucionou tudo o que existia antes dele. O facebook compila tudo o que existia nos blogues (texto, imagem, vídeo e som) mas democratizou isso ainda mais. Creio que levou a democracia ao extremo, o que só a pode estragar. Para quem quer, fica mais difícil pescar o que realmente interessa. Chega a ser uma salganhada. Há duas noites que vou lá deitar os olhos e venho de lá impressionado. Toda a gente tem algo que dizer, algo sobre que opinar, um estado de alma para escolher, uma hiperligação para fazer…


Vamos por aqui, pelas hiperligações que não é preciso dizer mais. Costumo ir ao facebook divulgar aquilo que escrevo no meu blogue. Porque sim. Por vaidade, por orgulho ou pelo que quiserem. Algumas pessoas até já fizeram hiperligações para o que escrevo e não acho isso nada mal, pelo contrário. Gosto que sigam o que escrevo e se o divulgam, melhor. É porque acharam interessante. Dantes criava um blogue quem tinha algo para dizer. Como já contei aqui, eu criei os Desabafos de Marvão por causa de uma colaboração na Rádio Portalegre e depois de finda, como o bicho estava cá, criei este blogue. Depois os blogues eram mais ou menos visitados consoante a substância. Uns continuaram, outros morreram à nascença ou pouco tempo depois. Tudo isso mudou e nesta era do facebook, toda e qualquer alminha tem algo para dizer nesta praça da aldeia global. Uns estão mal dispostos, outros contentes, outros divulgam isto e aquilo, o outro e aqueloutro…. Outros postam imagens, pensamentos, comentários, seus ou lidos ou copiados. No facebook é difícil descobrir o genuíno. No blogger sim. O algodão não engana.

Todos diferentes, todos iguais,

Todos iguais, mas todos diferentes,

quarta-feira, 27 de março de 2013

Ontem fui à peixaria do Bento (no facebook)

Paulo Bento não aceita postas de pescada



Sempre dormi pouco. Poucas horas de sono chegam-me para conseguir repor os níveis. Depois do acidente, fiquei ainda pior.

Durmo, por hábito, 6 horas.

7 horas, só em dia de festa. Muito raramente. 

No outro dia, encontrei-me com o doutor espanhol Vitoriano no serviço de finanças. Como somos amigos, perguntei-lhe se estas não seriam poucas horas de sono. Ele perguntou-me: "y porque quieres dormir más?".

Sorri e percebi.

Como acuerdo muy temprano, vejo sempre as notícias madrugadoras.

Hoje, assim que acordei, vi a resposta do Paulo Bento às bocas do Pinto da Costa. Aqui.

Realmente, verdade seja dita que a selecção tem jogado pouco ultimamente.

Mas ataques vis e rasteiros, habituais no papa do norte, não têm jeito de nada.

Maldade.

Qualquer dia, aquele homem morde a língua e morre envenenado.

O Bento respondeu-lhe com nível. Encheu o peito de ar e fez frente à besta. Disse que quem manda na selecção é ele. E bem. Assumiu e assinou por baixo.

Postas de pescada não, digo eu. Postas de alforreca. Cobarde, má e silenciosa.

domingo, 24 de março de 2013

Vendo o mundo pelo facebook (semana 18 a 24 de Março de 2013)


O facebook é fantástico. Ainda estou a aprender a surfar nele mas gosto e muito. Só que o facebook é uma coisa mais rápida, mais frugal. Para se ver o mundo por lá não é preciso binóculos e do alto de Marvão. Pode ser de telemóvel, num instante. Ali é que nós nos apercebemos que o mundo é mesmo uma aldeia global. Desta semana quero deixar aqui no meu poleiro no galinheiro da net, para mais tarde recordar, momentos desta semana que só vi por lá:

A boleia que dei ao meu filho Manuel Gira e o por do sol de Marvão.



A boleia ao Gira


(a fazer um fixe para a imagem. Só style... Tudo estudado ao pormenor!)


Tinha acabado de sair quando dou com ele à porta do serviço, à minha espera. “Então, filho? O que te traz por cá?”. Fez-me com as mãos o sinal de andar de bicicleta. “Ai vieste ver a volta ao Alentejo, foi?”. Que sim com a cabeça. “Então e vieste ver de mim porquê? Sabias onde eu trabalhava, não tinhas boleia e vieste a tentar ver se eu estava. Foi isso?” Que sim com a cabeça. “Vamo”, disse ele. “Que sim, filho, vamos já. Passam das 5 e meia e posso ir contigo”. Saquei-lhe a foto para a posteridade.  E escrevi no facebook:


Foi por telemóvel mas não é todos os dias que se tem a possibilidade de estar junto a um ídolo. Estou como se tivesse dado boleia ao Ronaldo. Melhor quer o Ronaldo, vá. Não desgosto do moço da Madeira. Mas este está anos luz à frente. Grande gira!
Olhem que se mandarem fazer t-shirts com esta imagem, terão de pagar royalties.
Entrem nessa. Boa! Ajudem. A ver se vamos os dois passar férias num iate no Mediterrâneo. Grande classe... Já nos estou a imaginar de óculos de sol, a torrar ao sol, bebericando um dry Martini. Bom!
O turista Manel Bodes à minha espera à saída das finanças para me pedir boleia. Boleia? Claro que dou! No banco da frente. De gala…

E assim viemos. Eu a conduzir, ele de co-piloto e as técnicas de Turismo, as caras de Marvão para o mundo, a minha Cris e a Felicidade sentadinhas no banco de trás. Assim é que está certo.

E o meu filho nem sequer agradeceu. Uma coisa de classe como só ele sabe fazer. Parei à entrada de Santo António das Areias para a Felicidade descer e ele, como quase eram horas de jantar, marchou-se para a Casa do Povo, antes que se atrasasse.




Pôr-do-sol à saída do serviço




Verdade seja dita que quando queremos ver uma coisa, conseguimos.

Exemplo: olhar as nuvens e reconhecer objetos. É brincadeira de criança mas resulta.

Isto pode ser um ponto contra. Mas a verdade é que consigo reconhecer a presença de Deus muitas vezes ao longo do meu dia. Não fisicamente, mas sinto que há ali algo de divino, de superior. Algo que faz sentir que jamais a mão humana poderia alcançar essa coisa. Uma grande obre de arte tem a presença do divino. É a isso que me refiro.

Esta imagem foi capturada ontem pelo meu telemóvel à saída do meu serviço de finanças.

Tem ou não tem o toque do divino? Jamais o homem poderia criar algo tão belo. Ainda bem que criou o meu telemóvel Samsung que só custou 40 euros mas permite capturar o divino na perfeição.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Vendo o mundo de binóculos do alto de Marvão via facebook para quem não tem facebook e gosta de ver o mundo como eu o vejo. Dia 6 de Março. Quarta-feira. Ano da graça do senhor dois mil e treze.




O facebook é muito bom se for bem utilizado porque é inusitado e inovador. É leve.

Custou-me imenso viver quando não tinha o meu blogue. Doeu quando lhe meti um fim. Para mim é difícil não opinar. Não me poder expressar. Não meter cá para fora aquilo que vai cá dentro. Mas alguma coisa tinha de mudar. Alguma coisa tinha de ser nova. E quem me haveria de dizer a mim que isto seria pelo facebook?

Estava longe de pensar tal coisa. Não digo que fosse impossível, mas… era muito pouco provável.

Aconteceu e a coisa já se deu. Ainda bem.

O meu blogue renascido pela via do facebook é despretensioso, se é que ele alguma vez foi o contrário. Não estou a ser cínico. Estou a ser sincero.

O meu blogue via facebook não tem de ter aquele must de ter de ser um texto. Ser composto por um princípio, meio e fim que herdei do tempo do meu primeiro blogue “Desabafos de Marvão”, ainda patente em desabafomarvao.blogspot.com.

O meu blogue via facebook pode ser apenas uma ideia, 3 ou 4 linhas, um pensamento. É bom assim. Olhem, eu cá gosto assim. Esta versão light facebook é muita boa. Pelo menos o Tio Sabi gosta. Os meninos e as meninas, se não gostarem, já sabem… Isso mesmo! Comam só as batatinhas fritas e metam a carne de lado. Viram como aprender é tão fácil? Lindos!



Dia 6 de Março. Quarta-feira. Ano da graça do senhor dois mil e treze.



E o Hugo Chávez calou-se mesmo. De vez.



O Hugo Chávez fez hoje o que o rei de espanha lhe pediu certa vez numa conferência de líderes de países falantes de castelhano, se bem me lembro.

Numa coisa assim tipo PALOPs ou coisa que o valha. Lembro-me que o homem não parava de interromper os outros, sendo maçador e inoportuno.

Foi então que o rei decidiu pôr água na fervura, perguntando-lhe: ”E porque no te callas?”.

E prontos, foi hoje.

Calou-se.

De manhã, enquanto tomava banho, ouvi na rádio a notícia da sua morte.

O cancro não o deixou ganhar e levou-o.

Derrotou o homem. Fez nascer o mito que agora será elevado pelas massas.

Massas que nele apagarão o mal e errado.

Apenas glorificarão o bem.

Assim se constroem os mitos.

Paz à sua alma.




Grande Zé Mourinho. A brilhar no palco dos sonhos.



Posso não trazer nada de mais. Posso não aportar nada de novo ao facebook.

Mas a minha posição, o meu modo de ver o mundo (sempre de binóculos e sempre do alto de Marvão) é fora do normal. No mínimo. É inovador porque é irreverente. Sempre.

Pode não trazer nada de novo mas pelo menos não aporta vulgaridade.

Não sou apenas mais um produto como os fabricados na China ou na Índia que produzem milhares de produtos num minuto.

Não sou um daqueles comentários banais sobre a vida e o amor que se multiplicam em massa nas redes sociais.

Digo coisas que penso mas sempre pela minha cabeça e sem medo. Como esta: o José Mourinho é grande! O Zé Mourinho é muito grande. Adoro-o. José Mourinho é o maior. Ir a Old Trafford. Essa catedral do futebol onde este desporto atinge um patamar divino e ganhar, não é para qualquer um. É só para alguém grande.

Estar a perder, remontar e passar para cima, é coisa de obra. Ganhar e reconhecer que o seu Madrid não foi o melhor clube do jogo. Conceder que perdeu o clube que jogou mais, é coisa que só está ao seu alcance, ao alcance do Mourinho. É de nível. É insuperável.

Ele desarma porque é verdadeiro. Desarma qualquer um porque diz sempre a verdade. Como desta vez.

O homem é como o rei Midas, transforma-se em ouro tudo o que toca. Foi ver do Modric que para mim era um desconhecido (também não é preciso muito para isto acontecer) e o homem fez um golo de parar o trânsito.

Encostou o Casillas que tem a mania que é maior do que aquilo que realmente é. No seu lugar colocou o Diego López, toda a vida encostado na sombra do outro e este brilhou.

Numa palavra: fantástico.