quinta-feira, 21 de maio de 2009

Faenas nocturnas


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Na reunião da já mítica Real Tertúlia do Camarão de Marvão de ontem, a Estrela, que para nós há-de ser sempre a “Estrela do Carroça”, como o próprio bar há-de ser sempre “o Carroça” e nunca “O Adro” (“vais pró Carroça?”, “vens do Carroça?”, “estiveste no Carroça?”); veio-me com uma conversa das dela, que é como quem diz, que trazia água no bico. Disse-me que “ah, e não sei quê, que a malta gosta é de ver touradas espanholas na televisão e que tanto a chatearam que se viu quase obrigada a contratar o Canal Plus, que é caríssimo, e aquelas voltas todas para me vir com uma lata preta onde faz a colecta para pagar o tal canal e dá lá mas é o teu contributo.

E eu… claro está… caí.

E comecei a ver a tourada que estava a dar em diferido, com os comentários especializados do Zé Manel Saldanha (que explicou que a temporada já abriu, e agora é um mês em Las Ventas, Madrid portanto, com tudo esgotado, e depois vão para Sevilha e por aí fora). Havendo outro tertulianos muy aficionados como é o caso do nosso Andrade (ele próprio, o maior forcado vivo a seguir ao Chibanga que era bandarilheiro mas também conta), e convidados que também o eram (o nosso Chico Barril), aquilo foi tipo uma aula em tempo real.

E lembrei-me que eu já vi muita tourada daquelas, pá! Quando estudante e solteiro e menor e vivendo na casa de meus pais na Beirã, quando a televisão portuguesa era só a RTP e os seus dois canais horríveis, quando estava de férias e o calor era abrasador e não podíamos sair de casa e não havia literalmente nada para fazer… eu via as touradas na espanhola, TVE1 e TVE2.

Na maior parte do tempo, batia no meu irmão e fazia-lhe patifarias variadas que era a minha ocupação principal. Ter os pais a trabalhar e fora de casa durante todo o dia, e poder desfrutar da companhia de um irmão 6 anos mais novo, quando se tem 12 ou 13 ou 14 ou 15, é engraçado. Mas às vezes fartava-me e tinha de descansar e era então que eu via a tourada. E lembro-me que gostava daquilo mas lembro-me também perfeitamente de quando o Paquirri foi colhido e da aflição da sua morte. A cornada foi de tal maneira violenta que o virou logo do avesso e aquela ponta que rasgou pele, nervos, carne, músculos e desfez artérias e deitou a perder litros de sangue, assinou a sua sentença de morte. Lembro-me de o ver lívido e levado em braços, com o olhar já cinzento e preso no infinito do céu. Ele sabia que estava perdido e a calma suave que ganhou expressão no seu rosto fazia um bizarro contraste com correria desenfreada à volta para o salvar. Em vão...

Depois deixei-me de touradas. Das portuguesas dizia que não gostava, até que o meu sogro contagiou o minha filha e eu me deixei enrolar pelo colorido do espectáculo e sobretudo pelas bravas pegas.

Ontem reencontrei-me com as touradas espanholas e compreende-se a magnificência da coisa, deste circo que apaixonou Hemingway e Welles. Não concordo nada quando dizem que se trata de uma luta desigual onde a parte mais fraca há-de sempre sucumbir. Como é que se pode pensar semelhante coisa quando um homem sozinho, apenas munido de uma capa e uma espada e sem qualquer tipo de pistola de defesa, se mete num redondel disposto a fazer arte à frente de um monstro com mais de quinhentos quilos e duas facas afiadas na testa desertinhas de o cravar? Percebe-se ali toda a tragédia da vida e da morte, a enorme pulsão sexual subliminar, a rudeza e ironia da própria existência. Ao mínimo descuido, à menor falha, caem as sombras que tudo pintam de negro, e é isso que alimenta a paixão.

E depois, poder ver as bancadas, todas aquelas belezas do Jet Set a suspirarem pelo piqueno, e até vi um velhote assim com pinta de galã a dar um abraço ao Rei Juan Carlos que era uma coisa que eu nunca pensei que se pudesse fazer a uma rei. Do tipo “Ó Juanito! Tás fixe? Então não pagas uma fresquinha?”. Modernices…

A sua filha mais velha, a Infante Helena é que está um espectáculo… parece mãe dele! Deve de andar na mesma esteticista que a mãe do Bush filho, mulher do Bush pai, que sempre pareceu sua avó. Pudera, a pobre tanto aturou ao maluco do Marichalar que ficou assim. Tadinha…

Das touradas, só há mesmo uma coisa muito estranha e tem a ver com a roupinha do man.

Em primeiro lugar chamam aquilo “traje de luces”, ou seja, “traje de luzes” e luzes não vejo lá nem a primeira. Para fazer jus ao nome, aquilo devia de estar cheinho de lâmpadas de 40Wts e brilhar no escuro. Mas não… Não percebo. E os gajos insistem…

E depois, só mesmo ali é que um tipo pode andar metido dentro de um fatinho de cores garridas coladinho ao corpo, com os tomates e a genitália em geral enfiados numa das pernas de tão justo que está aquela porra, de meias de licra cor-de-rosa (!!!!!!) e de sabrinas rasinhas pretas e não ser enchido de paneleiro. Ainda o acham muito macho. E isto para não falar no chapéu à guarda civil e no carrapito na cabeça…

Ele há coisas…

E Olé!

Sabem o que vos digo? Estou aqui, estou lá calçado a ver mais uma touradinha. Tem havido por aí poucas…

PS: E eu gostava de andar assim um dia vestido aqui em Santo António. Só pelo gozo de poder ouvir o linguajar… Adoro!

Móóóóóóóóóóóóó´nnnnn!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Big girl, you are beautiful! (Ó gordinha, tu és linda!)


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Eu já tenho o cd há imenso tempo e adoro a pop fresca e contagiante do rapaz, mas só neste fim de semana é que ouvi a música com atenção e tenho de conceder que eu concordo em absoluto com o Mika quando ele diz “big girl, you are beautiful” (Ó Gordinha, tu és linda).

Eu sei que a esta altura do campeonato, mesmo quem me conhece mal já deve de saber que o meu conceito de beleza feminina não vai com magrezas. Na verdade, quando vislumbro aquela piquenas nos desfiles parisienses, assim com ar de quem não vê uma boa sandes de presunto em pão caseiro há décadas, até me arrepio.

E como é que é possível alguém conceber que o ideal feminino pôde alguma vez ter que ver com aquilo, com aquelas casas sem alicerces, verdadeiros andaimes que vacilam ao mais suave dos sopros. Tão frias, tão desconchavadas, tão sem jeito… e a gente ali agarra-se onde, ó valha-me Deus?

Eu, que já aqui disse mais do que uma vez que sou fã da condição da mulher, que as acho no global mais inteligentes, mais capacitadas, até fisicamente, quanto mais não seja pela graça imensa que a natureza lhes deu de poderem tornar real o milagre da vida. Nisso aí, o homem fez falta apenas 9 meses antes, quando a coisa ainda era um projecto e quase não merece aparecer nos créditos da obra.

Até tenho uma teoria da conspiração que inventei da minha cabecinha que daqui a uns séculos, se o Sócrates não rebentar com isto antes, a evolução da espécie humana há-de avançar no sentido de só o sexo feminino sobreviver. Nós, os homens, fomos muito úteis quando a força dos braços foi determinante para o trabalho e para a defesa. Hoje, com as modernas tecnologias, com os bancos de esperma e com tudo o que há de mais avançado, já não fazemos tanta falta. O mundo só com homens não pode continuar. Só com elas já não se pode dizer o mesmo e aí a coisa complica, sobretudo quando se zangam e dizem que estão fartas de nós. Mas isso era assunto para um tratado de muitas páginas, pelo que convém aqui apenas aflorar o tema pela ramada.

O que importa para este post em concreto é que para mim, a imagem da mulher é uma imagem de fertilidade, de bonança, de curvas e contracurvas, de braços fartos que queremos que nos abracem, de peitos amplos onde podemos desabafar e descansar, de pernas quentes que nos envolvam e encantem.

Nem as modelos escanzeladas, nem as Barbies dos 300 cheias de botox e peitos a rebentar de silicone, nem gorduras muito avantajadas que o que é demais também farta. E se entramos numa de preciosismos, até a distribuição da massa corporal tem que se lhe diga. A versão que foi durante muitos anos plasmada em tela pelos grandes mestres, de peitos pequenos e ancas larguinhas, é mesmo a que merece meu título de eleição.

No sábado passado, na Casa da Cultura, no lançamento do livro “Emoções”, um evento muito simples, mas muito digno e pleno de afecto e simbolismo, a autora presenteou a assistência com uma surpresa musical, um duo de voz e guitarra que interpretou magistralmente alguns temas bem conhecidos. As versões e os arranjos foram ecléticos, o guitarrista era um intérprete magnífico e a cantora era uma jovem, digamos que muito bem apessoada, se é que me faço entender.

E eu lembro-me de estar a ouvir a sua voz quente e suave e estar a pensar como a compleição física é também decisiva neste campo. Se não fosse ser como era, jamais conseguiria ter aquela prestação vocal tão envolvente.

A magnífica Adele, a intérpete pop inglesa, é disso um outro excelente exemplo.

Eu sei que nos tempos em que vivemos, a gordura já deixou há muito de ser formosura. Nesta era de obsessão pelo corpo, de ginásios e tratamentos, de estéticas e sacrifícios, ninguém quer aqueles quilos a mais, toda a gente anda atrás do corpo perfeito.

Mas se todos assim fossem… onde é que estaria o direito à diferença?

E para mais, uma coisa é o volume e outra é a sensualidade. Pode-se ter um corpo escultural e sensualidade zero. O contrário também é possível e de que maneira! Esse conceito é ainda mais amplo e porém muito menos discutível.

Eu acho que o segredo está nas meninas do anúncio da Dove… redondinhas, mas orgulhosamente redondas, assim felizes de roliças e sem vontadinha nenhuma de mudar.

Que assim seja então meninas.

O Tio Sabi aprova. Cantem comigo, então!


Ó Gordinha tu és linda!
Big girl you are beautiful

Entra na sala
Walks into the room
Parece um grande balão
Feels like a big balloon
Eu digo “Hey miúda, tu és linda!”
I said, "Hey girl, you are beautiful"
Coca-cola de dieta, e uma pizza por favor,
Diet coke and a pizza please
Coca-cola de dieta, eu estou de joelhos
Diet coke, I'm on my knees
Gritando, hey gordinha, tu és linda
Screamin, big girl, you are beautiful

Ó gordinha, tu és linda
Big girl, you are beautiful

Tu levas a tua miúda escanzelada
You take your skinny girl
Eu sinto que vou morrer
I feel like I'm gonna die
Porque uma mulher de verdade precisa de um homem de verdade, e é por isso que
Cause a real woman needs a real man here's why
Leva a tua miúda e multiplica-a por quatro
You take your girl and multiply her by four
Porque um mulherão precisa de muito mais
Now a whole lotta woman needs a whole lot more
Mete-te no bar “Butterfly Lounge” (bar de gordinhas)
Get yourself to the butterfly lounge
Encontra uma redondinha
Find yourself a big lady
Rapagão vem brincar
Big boy come on around
E hão-de chamar-te querido
And they'll be calling you baby
Não é preciso fantasiar
No need to fantasize
Desde que uso aparelho nos dentes
Since I was in my braces
Um repucho com miúdas à volta
A waterin hole with the girls around
Curvas todas nos sítios certos
Curves in all the right places

Ó gordinha, tu és linda
Big girl, you are beautiful


Olha a nossa Amy... tadinha...

É boa cachopinha, mas gosta tanto... Tanta droga, tanta bebida... e é tão genial...

Agora... digam lá de qual é que gostam mais?

A da esquerda ou a da direita?
Pois...
Estão a ver o que digo?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Mete mais alto!

Whenever I’m feeling down…

Only music can lift me up so high…

LOUDER!!!!!!





quarta-feira, 13 de maio de 2009

Fruta da época


Exmo. Sr. Presidente
da Comissão Política de Secção
Concelhia de Marvão
do Partido Social Democrata

A/c Vitor Martins Frutuoso
Lg da Boavista, nº 14 - Escusa
7330 - 313 SÃO SALVADOR DA ARAMENHA


C/c da Comissão Política Distrital


Pedro Alexandre Ereio Lopes Sobreiro, militante nº 158.095, venho por este meio oficialmente manifestar o meu desagrado pela postura déspota como o senhor tem gerido a concelhia marvanense, usando-a de forma discricionária e sempre de maneira a atingir os seus interesses pessoais, o que vai de resto contra a filosofia democrática interna do partido.

A título de exemplo, posso referir que tomei informalmente conhecimento que na quarta-feira, dia 29 de Abril, o Sr. convocou uma reunião preparatória da Assembleia Municipal do dia seguinte, onde estiveram presentes, para além dos membros da mesma, outros vereadores da Câmara Municipal actualmente em funções.

Ora sendo eu o actual Vice-Presidente da autarquia e não tendo recebido qualquer convite para estar presente ou até tido conhecimento da convocatória, não posso deixar de achar que fui discriminado.

Se bem se recorda, quando este executivo entrou em funções, os três elementos eleitos pelo Partido Social Democrata assumiram o compromisso de contribuírem com parte do seu vencimento para suportar as rendas da sede, o que me pareceu de resto justo e aceitável atendendo às dificuldades financeiras dessa estrutura. Ajudaríamos a quem, de alguma forma, nos ajudou.

Como sempre, e como é meu apanágio em tudo aquilo em que me envolvo, tenho honrado esse compromisso. No entanto, atendendo à forma como deliberadamente me tem colocado de parte no funcionamento do meu partido no meu concelho, informo-o que não faço intenção de continuar com os meus rendimentos a financiar tecto e guarida a quem usa a boa fé dos militantes para seu único proveito.

Diz o povo, que é sábio e sempre oportuno, que “quem não se sente, não é filho de boa gente”. Assim, a menos que haja uma explicação cabal que justifique a sua decisão e suporte legitimamente a sua opção, não voltarei a dar um cêntimo que seja a quem não o sabe agradecer.

Sem mais de momento e sempre atento,


Pedro Sobreiro

segunda-feira, 11 de maio de 2009

West Side Story

Há uma grande diferença entre ir a Lisboa ver um jogo de futebol ou um espectáculo, dois dos motivos que me metem a caminho da capital com mais frequência.

A diferença é que os jogos raramente correm bem e os espectáculos quase nunca correm mal.

E este “West side story” filipelaferiano é absolutamente deslumbrante e arrebatador. È tudo bom… os cenários magníficos, a iluminação belíssima e sempre em cima do acontecimento e depois… as coreografias, os cantores, a adaptação, a sala…

É um verdadeiro encanto!

E depois, a história ajuda e muito... Esta lenda de amor, um upgrade do intemporal romance sonhado um dia pelo bardo Shakespeare, entre um homem e uma mulher pertencentes a grupos rivais, deixa-nos sempre arrebatados.

Desta vez não temos Verona mas temos a Nova Iorque do final dos anos 50, com muitos jeans, muita sapatilha All Star, muita brilhantina, muito rock’n’roll e muita violência juvenil a disputar cada metro do bairro, sempre no fio da navalha. De um lado os já nascidos em terras do Tio Sam e do outro os porto-riquenhos que também não são de assoar. Isto promete…

E eu, que sempre sonhei viver naqueles tempos que George Lucas plasmou de forma intocável no seu “American Graffiti” ou o mestre Coppola eternizou no brilhante “Peggy Sue got married”, fico a sonhar alto…

Imaginando-me de blusão de cabedal vermelho, montado na minha Harley reluzente, a chegar triunfal à geladaria da beira da estrada onde as miúdas todas tremem de emoção nos seus vestidinhos azuis de saia rodada, enquanto cochicham e agitam os rabinhos-de-cavalo dourados, suspirando pelo meu convite para o baile de finalistas…

Isto ainda vai sendo das coisas que vamos podendo fazer sem pagar imposto ou ter de bater continência. Sonhemos, então!

Pois perante tudo isto, não podia estar de outra forma que não extasiado e desertinho de saltar lá para o palco e fugir à polícia no meio daquela rapaziada toda.

Este La Féria é magnífico e tudo aquilo que faz brilha como ouro. 5 estrelas, meus amigos. 5 estrelas mesmo!

A minha pequena adorou e apesar de não parar quieta na cadeira, a verdade é que não tirou os olhitos de cima do palco. Se para mim isto tem este impacto… imaginem para ela… o efeito que não terá ao longo da sua vida.

Podemos não ter a Broadway… mas enquanto houver La Feria… a malta está safa.

E é por isso que eu tenho tanta pena de, apesar de toda a divulgação, o autocarro de 43 lugares não ter ido cheio. Eu sei que o momento é de crise, a altura pode não ser a melhor para muitas famílias e compreendo e lamento o aperto, mas o mês de Maio também já é o mês da tradição de Marvão ir ao musical a Lisboa e garanto-vos que 30 euros para se meterem daqui descansadinhos num autocarro que vos levava a Lisboa e trazia de volta a porto seguro, com oportunidade de assistirem a uma obra deste gabarito… não é caro.

Mas bem… é o que há.

Imaginem só quanto não custa uma sessão de um espectáculo destes, contabilizando, quanto mais não seja, os recursos humanos, dos bailarinos aos cantores, passando pela orquestra imensa e toda malta da logística…

Só espero que o motivo tenha sido mesmo a questão económica, porque todos os outros não têm desculpa. E o La Feria tem a particularidade extraordinária de chegar a todos os públicos, sem ser demasiado elitista ou cair no fácil popularucho. É mesmo para todos e quem é que nunca se encantou antes com o tema “Maria”, ou o “América”… nem que fosse no cinema? Agora imaginem ao vivo… é de arrepiar.

Isto não falando em tudo o resto que é tão bom e vem por acréscimo… a agradável companhia na viagem, o banhinho de civilização, a alegria das pequenas a almoçarem no Macdonald’s, as comprinhas, as fresquinhas ali pelos restauradores, a bela da bifana ao final… bem… demais! Dia graaaaande!

Para a próxima… deixem-se de tretas e ALINHEM!

Ser feliz é isto, caraças!


Pois... a gente dantes aborrecia-se nos autocarros... Só havia a paisagem...

Passaste nos castings, filhota?


Outra sala magnífica da baixa alfacinha, o mítico Coliseu dos Recreios onde passei noites inesquecíveis na companhia dos Pogues, Pixies, Nick Cave, Radiohead... enfim...

Há por ali muitos e belíssimas. Como a do Choca... nenhuma.

Até dei um passo atrás quando vi este cartaz. Então não é que eu já estou tão fã do homem e ele agora decide meter mãos à adaptação de uma das minhas histórias de culto? O feiticeiro de Oz? Nem dá para acreditar. Eu... que tenho uma magnânime edição em dvd, especialíssima e de coleccionador, com uma cópia esplendorosa e recheada de extras, com dois discos e uma capa onde os sapatinhos da Dorothy estão em relevo e brilham no escuro? Eu... que me apaixonei por esta aventura com um livro animado que me compraram em Valência quando ainda nem tinha altura para chegar aos balcões dos cafés? Eu quero ir... eu quero ir tanto... Será que falta muito?

150.000? É obra!

Já que não se pode fotografar durante o espectáculo... aqui fica o magnífico tecto do efício Politeama. "Ó pai... porque é que as senhoras estão com as maminhas e o rabo de fora?". "Ó filha... são musas. Musas inspiradoras dos artistas... elas podem estar assim". "Ó pai então e se...". "Ó filha... está caladinha e vira-te para a frente. Vê. Vê."

Ah! Ainda deu tempo para uma gasosa no Hard Rock, também ele fascinante!

Estas paredes, senhores... são as paredes do céu.
Em baixo, um blusão de cabedal que andou a tapar as costinhas do Sid Vicious, mítico baixista dos Sex Pistols, a banda que devolveu a alma ao rock quando inventou o Punk na Inglaterra dos finais dos 70. Agarradíssimo à heroína e sempre perdidinho da vida, fez uma dupla iconográfica com a sua namorada Nancy que foi assassinada no mítico Chelsea Hotel, sendo ele o principal suspeito. Incapaz de lidar com a perda e a culpa, haveria de mandar, tempos depois, um chuto de misericórdia que o levou a fazer estragos para o além. My way...

Um cadillac no tecto? Luxo! Quero!

Os "fab four" na fase inicial que é também a minha favorita. Nos tempos do Shea Stadium e da conquista dos EUA, quando os gritos das fãs abafavam a música por completo. O casaco promocional usado pelos mesmos? Nunca estive tão perto de roubar uma coisa assim a sério.

Adeus ó minha Lisboa... de Alcântara, do Calvário, da Junqueira, da Ajuda, da antiga FIL, do palácio Burnay... e um raio de sol lindíssimo lá ao fundo, rasgando o manto cinza de nuvens carregadas.

PS: Já repararam como eu sou capaz de não falar em futebol? E já não vejo mais jogos até ao fim do campeonato. Meus Deus... quererá isto dizer que estou curado? Aleluia!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Os 80 estão de volta!

Quem já reparou nos acessórios...


Nos ténis...


Nos óculos...


Nos penteados...


E sobretudo na música...

Já percebeu que os gloriosos 80 estão de volta!

Bem dizia o Tio Lavoisier: "Na Natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma".

Belos tempos para se viver, caraças!

Todos para a pista!!!!!!!
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LADY GAGA - JUST DANCE
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LA ROUX - IN IT FOR THE KILL
(aqui)
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NOISETTES - DON'T UPSET THE RHYTHM
[Go Baby Go] (live at Later... with Jools Holland)
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Dias da Televisão

A televisão... vista por dentro

Antes de mais, parece-me bem confessar que este foi um dos fretes que menos me custou fazer na vida.

Como fiz parte do júri do concurso da liberdade promovido pela Biblioteca da Escola de Santo António, o convite para acompanhar os vencedores na visita-prémio para conhecer a seda da RTP em Lisboa estava implícito. Mas como não queria ocupar o lugar de uma criança e cortar-lhe essa oportunidade única … a coisa estava difícil…

Foi por isso que calhou mesmo bem a falta de disponibilidade dos motoristas, tão ocupados com outros serviços já confirmados. De forma que… passem para cá a chave que o senhor já resolve. Ala que se faz tarde!

Já agora, também aproveito a oportunidade para explicar que fiz parte do Júri, juntamente com outros convidados e professores, mas os trabalhos foram todos apresentados sob pseudónimos que desconhecíamos por completo e que os trabalhos foram todos concebidos e entregues no espaço escolar pelo que qualquer interferência externa estava vedada.

Isto tudo para tranquilizar as mentes mais perversas que borbulham por aí que a filha do vereador ganhou… precisamente por ter essa condição. Para quem quiser acreditar na verdade até devo dizer que eu, que vejo praticamente todos os desenhos que a Leonor faz todos os dias, não fui capaz de vislumbrar naquele que foi por todos designado como um dos mais bonitos, traços ou características que a pudessem identificar. Desenhou uma criança feliz numa horta com cenouras, couves e rabanetes e como hortas é coisa que não existe na família, como nunca esboçou o mínimo jeito para agricultora, sempre pensei que pudesse ser obra de alguma menina que tivesse pessoal dedicado a essa actividade. Surpreendeu-me deveras e ainda bem! O desenho era magnífico e devo dizer, sem sequer temer a imodéstia, que era de longe o mais bonito. Que me perdoem os outros participantes mas eu estou cada vez mais assim: o que é, é! E ponto final!

Bem dizia a minha mãe que mais vale terem inveja que chamarem-nos coitadinhos. Ai que razão tinhas…


Quanto à visita em si… os estúdios da RTP assentaram praça ali para os lados de Cabo Ruivo, numa zona alta por cima do Parque das Nações, há cerca de 2 anos e impressionam pela dimensão e pela arquitectura. Se a mim me causaram algum espanto, imaginem o efeito que não tiveram nas crianças.



Chegámos em cima da hora e minutos depois já estávamos na companhia da simpática Cristina Castro, das relações públicas, que foi uma cicerone muito esmerada. Visitámos as rádios estatais Antena 1, 2 e 3 e pudemos interagir com os locutores, jornalistas e demais pessoal técnico.

Na RDP África, durante as notícias. Esta é a antena com maior audiência. Muitos, muitos milhões em todo o mundo

Com o grande mago sonoro César Martins. Muito atencioso e delicado com as crianças. 5 estrelas!

Digam lá que não parece o Ringo Starr ou o Keith Moon. É só pose!
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Com o famoso radialista e DJ Rui Estevão que fez a cortesia de meter um "olá" da pequenada no ar

Na elitista Antena 2, a da música clássica

Nos estúdios da Antena 1

Já na televisão visitámos todo o sector da informação com direito a passear nos cenários que nos habituámos todos os dias a ver em casa através do quadradinho mágico. Pudemos contemplar também as régies de continuidade e depois de desbloqueado um ligeiro contratempo burocrático abriram-se as portas dos estúdios onde são gravados diariamente o “Portugal no Coração”, “o Preço Certo”, o novo do Jorge Gabriel e por aí fora. Os pequenotes deliraram com a possibilidade de assistirem em directo à dobragem de uns desenhos animados no próprio estúdio onde a Ana Zanatti coordenava as operações e por poderem estar no estúdio virtual onde se grava o famoso Zig Zag.
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Onde é que eu já vi isto?

O imenso plateau da informação

Pois... é de sonho... é.

No palco da informação da RTPN

Quem é que não reconhece esta vista para a redacção?

À última da hora... ligaram a dizer que um cameraman torceu um pé a jogar ao berlinde. "Não há problema... eu desenrasco!". E assegurei assim a emissão. Disseram-me que vão fazer um especial disto apresentado pelo Eládio Clímaco.

Ai tanto botão...

Digam lá se não tem mais estilo que o Zé Alberto Carvalho aquele...

Eu ralhei. Mas fazer de escorrega onde todos os dias desfila o mundo inteiro... não é coisa que se possa fazer com frequência. Olha... que se amole!

A régie de continuidade
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O Carlos do Carmo interpretou "Os putos" só para os nossos

Cadê o Baião?

Parecemos duas fufas de Arcozelo...
O anúncio no Correio da Manhã dizia: "Jovens garbosos, livres e despretenciosos, sem qualquer espécie de tabus ou restrições, oferecem esmerada companhia a senhoras ou meninas que se sintam sós. Tudo muito século XXI. Cumprimos as suas fantasias. Venha delirar connosco. Fazemos domicílios. 24 h. 3 pratos em promoção! Discrição total. Ligue já! Descontos cartão jovem".

Quiseram-me ficar com a piquena. Tudo bem... mas só depois de acabar a 4ª classe!

Quem dá mais?

Umas gracinhas...
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No novo Gabriel

No reino do Zig Zag

Aprendendo a dobrar. Afinal é complicado...

O almoço foi no meio das caras conhecidas e com cortesia do meu querido amigo Francisco Serôdio, que há-de ser sempre para mim o Chico da Portela, ainda houve tempo para beijinhos e autógrafos da Tânia (lindíssima e muito mais jovem sem maquilhagem) e do frenético João Baião.

Com as estrelas maiores da estação

"ó Sr. Serôdio... vá fazer um xixizinho..."

Para mais tarde recordar... a foto de família.

Pudera!

Vieram todo o caminho a dormir, os pardalinhos estes, com a barriguinha cheia de tanta novidade.

Tinham motivo para isso, não acham?


PS: Um beijinho muito grande à Cristina Castro pela amabilidade e um abraço do tamanho do mundo ao grande Chico por ter deixado quase tudo para trás para que fossemos felizes. Foste impagável, ó meu irmão! Beijinho à Paula e à Fernanda pela boa companhia e ao resto da chavalada. Foi impec, não foi?