terça-feira, 14 de julho de 2009

XI Feira da Gastronomia de Marvão

O magnífico trabalho do atelier de design 77'83 de Portalegre

O lindíssimo arranjo de entrada feito pelas Técnicas de Turismo, Cris e Feliz
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Mais de 1000 refeições servidas ao longo do fim-de-semana.

Três dias de enchente.

Muitas, muitas horas de duro trabalho em equipa.

Perto de 20 profissionais incansáveis em permanência.

Muitos sorrisos de satisfação na cara dos clientes, de agradecimento, como que a dizer que valeu a pena.

Mais um evento fechado sob a minha chancela.

Mais um sucesso retumbante.

A todo o staff, a todos os comensais, a quem ajudou e apoiou… Bem hajam! Sem a vossa força, nada seria possível. Foi grande!



O incansável Mestre Pereira que esteve nesta edição ao seu melhor nível. Aqui fritando umas bifanas para o almoço do pessoal.

Luísa alinhando o arroz doce. Céu e João ao fundo ajudando na cozinha.

Pôr-do-sol idílico à beira-rio




A pequena chorava porque queria colo, queria mimo, queria atenção.
"Não pode ser querida... o pai e a mãe estão a trabalhar... tem de ser assim... mas o tempo vai passar depressa e logo, logo vamos estar de férias na prainha..."

A II Feira de Artesanato Urbano


Momento do primeiro jogo do inédito quadrangular de futsal com as Câmaras de Portalegre, Castelo de Vide e Valência de Alcântara. Um extraordinário convívio!


As equipas que se defrontaram na final que terminou com a vitória de Castelo de Vide. Eu e o meu estimado Juán Calderón, vereador de Valência, figurámos como padroeiros do evento

A pequena com o meu muito querido afilhado João. Uma máquina imparável! Cada vez mais Ereio, o gajo... Ele há coisas...

Momento de relax no domingo de manhã. Uma pausa para recarregar baterias para a última noite

A pequena exibindo o penso curativo que o seu amigo Manel Vaz Guedes, o Salva-Vidas, como ela lhe chama, lhe fez para curar um pequeno corte no joelho
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O bacalhauzinho pronto a sair. Belo!


O magnífico projecto "Aquelas coisas todas". Um show de encantar. Excelentes executantes com o Brasil à flor da pele
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Os enebriantes "Bossê Ja". Alguém disse Madredeus de Copacanabana?

O "nosso" Xalipa's Bar na sua versão brazuquinha

Nem o Beato Salú conseguiu afugentar os alunos holandeses da Ammaia. O que estes rapazes e raparigas comeram e beberam não é deste mundo...

Eu e as "minhas meninas" dando a despedida de uma fantástica colaboração. Bem hajam! 5 estrelas!
Valeu!

Os últimos resistentes, comemorando a vitória ao sabor de uma caipirinha. Até sempre!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

É de cabrões…


Hoje vi nas notícias que os gajos da ASAE se disfarçaram de vereaneantes, armados de chinelos, geleiras e chapéus de palha para, quais lobos com pele de cordeiro, amolarem os vendedores de praia que estavam ilegais.

Apanharam bolinhas de Berlim com creme… aposto que as vão destruir lá em casa.

Ao que isto chega… a brincarem ao Carnaval em Julho…

Só gostava de saber se quando forem investigar casas de alterne também vão passar a ir vestidos de putas.

Chez Panda

On the road

O domingo foi dia grande, dia do Panda, dia do primeiro festival da pequena.

No ano passado, quando aconteceu a primeira edição, gritava de cada vez que via o anúncio na televisão. Desta vez não havia como escapar.

E sendo assim, algo combalidos pela festa da noite anterior, pelas poucas horas de sono e pela alta rodagem, lá partimos. Amolgados mas partimos.

A organização era da Associações de Pais do Centro Infantil e como costuma sempre correr tudo tão bem quando estão aos controlos, aproveitei para relaxar e dar mesmo uma de excursionista, com tupperwares cheios de frango com esparguete.

Fui todo o caminho a olhar para a minha geleira nova que comprei no Leclerc por 19 érios e 90. Tão contentinho… Só tive pena que não fosse azulinha como manda a lei da Campingaz mas prontos, era o que se podia arranjar, as outras estavam esgotadas mas não faz mal que as coisas ficam tão fresquinhas lá dentro… Ai eu… Imaginem o que levava eu? Naaaaaa. Iogurtes líquidos. Isso sim!


Tão linda... tão fresquinha... tão baratinha...

Parámos em Torres Novas onde há um centro comercial enorme cheio de lojas engraçadas e onde há muitos restaurantes onde se pode comer bem e barato. Nós fomos numa de massas à italiana que caíram muito bem. Dali fizemo-nos à estrada e às 3h da tarde já estávamos no território do primo Isaltino, a beirinha do seu estádio coqueluche.

As filas davam voltas ao quarteirão… Mas nestas andanças dos festivais, a velhice é um posto. Em vez de me meter logo atrás do pessoal, fui investigar como é que era a entrada à boca de cena e não é que havia uma fila da direita cheínha, uma da esquerda cheínha e uma do meio sem ninguém? E não fui eu que me armei em esperto. Os outros que já lá estavam é que se estavam a armar em parvos... Nem sequer nos metemos à frente de ninguém! A fila estava vazia… Tão simpática a menina lá da porta…

Aquilo era uma maluqueira… Tanto cachopo e cachopa, tanta criança… tanta mãe…

O festival é assim… a produção é nacional e a coisa rende milhões… por tostões. Uns vestem os fatos da Turma do Panda, depois despem-se e vestem o dos Koalas e depois o da Vila Moleza e por aí fora que os putos nem notam, cotadinhos… e que se lixe! Desde que pensem que é verdade… That’s all that matters…

Eu cá adorei ver a criançada a fervilhar de alegria, mas também adorei a Janete e as Winx. Tão boas raparigas, cantavam tão bem em playback…

Foram duas horitas ali abancados na relva, para os baixinhos poderem ver, arranjou-se uma dor de pernas e de rins mas ficou tudo bem.

Nada que o ritual da paragem em Vendas Novas para as fenomenais bifanas não resolvesse.

Embalados pelo repasto, ensinei os outros pais no autocarro a jogar à moedas, depois cochilámos um pouco e em menos de nada já cá estávamos.

O próximo é só para o ano?


No reino de D. Isaltino, o Suíço...

Chegada ao campo de batalha...
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Não, não saiu nas rifas. Custou 10 euros.
Mais um para o cemitério de peluches que está instalado no meu sótão...

Digam lá que não ia com o dress code correcto?
Esta t-shirt meteu tanta inveja lá... e os óculos? E o chapelito? Ah...

Até os bonecos do anúncio de lavar a roupa lá apareceram! Só refugo!


Momento da actuação da Turma do Panda


As fabulosas Winx... (e mais não digo...)

Depois de 3 dias a dormir numa tenda... as olheiras já se faziam sentir...

Eina tantos...

Os irmãos Koala curtiram a bom valer...

O Sportacus deu um show bem animado...

Acho que esta diz tudo...

A apoteose final



De casório...



No Sábado passado casámos o nosso vizinhança Pedro Coelho, um dos mais novos da turma lá da rua mais ainda assim, seguramente, o maior de todos, com a nossa Ana Sofia.

A tarde estava óptima, a igreja estava linda e o pessoal bem abonecado com os últimos modelos da nova estação, a ver quem é que ficava melhor na fotografia.

Quem passou ao lado da missa não sabe o que perdeu. Não é todos os dias que se pode ouvir um padre dizer que hoje em dia casar pela Igreja é cada vez mais uma coisa de loucos, num mundo onde tudo é a prazo e a prestações. É… De cada vez que encontro este Padre Fernando, percebo ainda melhor porque é que foi tão importante na minha vida, como professor e formador de consciências. Se mais assim houvesse, não estavam as igrejas tão vazias mas isso…



Um fã de Michael Jackson entrou em desepero ao ver a linha do comboio ali tão próxima e tentou suicidar-se debaixo da grazine. Vá lá que o noivo usou do seu cabedal para evitar a tragédia...

Ai eu... as minhas costinhas... tanto aperto... tanto abraço...

Com a crise que aí vai, as crianças são exploradas pelos pais que as obrigam a apanhar arroz para levarem para casa para fazerem uma canjinha no dia a seguir.
A minha safou-se bem. Ao princípio não queria, mas depois de tanta porrada...

As piquenas da Tuna de Portalegre tocaram e encantaram. Havia lá umas que davam cada pinote...

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O “chop chop” foi na já mítica Quinta do Martinho, onde tudo é do bom e do melhor. Para mim, só com as imperiais geladinhas e os canapés de entrada, já me ficava, quanto mais com tudo o resto…

E depois, fazerem a cortesia de me colocarem na mesa, para além da família directa, dois pesos-pesados de amizade, os nossos primeiros Felino e Ramos… é de levantar a alma a qualquer um. Senti-me um verdadeiro Nabucodonosor nesta mesa intitulada “Jardins suspensos da Babilónia”. Muito bom!

Belíssimo o jantar, óptima a ideia de deixarem ver no ecrã a corrida de touros em directo de Portalegre, extraordinária a ideia de complementar tudo com uns fadunchos acompanhados à guitarra (portuguesa e clássica). 5 estrelas!

Mas o melhor, o melhor, o melhor de tudo… foi o duo musical, os lendários “Fernando Alves e Mana”, únicos na sua interpretação visionária da cultura musical popular portuguesa. Seria dos gins tónicos ou o acordeão tem mesmo um som sónico? Inimitáveis! Estes são os únicos que superam o galáctico “Duo Carioca” do capitão Kani e claro que me fartei de dançar. Até me arrepiei ao som do “Cara de palhaço” (palhaço eu não sou, o tempo dji pálháçu já passou) como só eles sabem interpretar.

Ainda tentei contratá-los para a minha festa de despedida de vereador, a acontecer no próximo 17 de Outubro, mas o cachet, como era de imaginar, está praticamente ao nível do Ronaldo. Tonto fui eu, que entrei em loucuras… Mas sou humano, entusiasmei-me… Cosa fare? Niente!

E o camarãozinho às duas da manhã? Fresquinho, belíssimo, de Moçambique… Ai eu que os casamentos são uma coisa tão boa. O melhor dos casamentos é mesmo o dia do casamento. Eu nunca vi uma noiva zangada… Se elas fossem sempre assim a vida toda…

Aos pombinhos… muita felicidade, que bem merecem. São queridos e dão-se tão bem… Ficam tão bonitos juntos. Saúde e sorte!



Bôa sortxi, bôa sortxi...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A Ammaia está a mudar...

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O convite da Fundação da cidade e da Universidade de Évora mencionava a apresentação do projecto "Radio-Past", no dia 6 de Julho, às 15h, no auditório do Parque Natural da Serra de São Mamede, Quinta dos Olhos d’ Água, em São Salvador de Aramenha, Marvão.

Ao ler o programa detalhado, apercebi-me da visita da Secretária de Estado da Cultura e para ser sincero, temi que esta fosse mais uma tentativa sempre meritória, mas desesperada e infrutífera como tantas outras antes, de chamar a atenção dos governantes do nosso país para a urgência de recuperar o riquíssimo património que ali se encontra soterrado.

Portugal é o país dos estádios de futebol construídos propositadamente para satisfazer lobbies, até em regiões como o Algarve que não contava nesse então com uma única equipa no escalão cimeiro da modalidade do nosso país...

Pensei duas vezes antes de ir.

A Ammaia dói-me. Dói-me porque conjuga duas das minhas paixões de sempre: o meu concelho e o mundo romano do qual sou um profundo admirador e ávido consumidor desde criança, quando me deixei encantar com os livros do Astérix. Dói-me porque apesar desse fascínio e de ter sempre pensado que ao assumir funções de Vice-Presidente e Vereador da Cultura poderia dar o meu contributo para a ajudar a dar o salto… cedo percebi que era uma carta propositadamente fora do baralho.

Por opção superior, nesta pasta estratégica, como na não menos decisiva do património mundial, percebi que a minha opinião não contava ou não deveria ser ouvida. Não sendo convocado para as reuniões, não recebendo a documentação, não sendo ouvido nas discussões… apesar de tudo fazer para alterar o rumo dos acontecimentos, acabei por deixar cair o caso. Era um esforço inglório da minha parte. Seria o que tivesse de ser.

E é por isso que de cada vez que lá vou, me sinto honrado pelo legado histórico mas ao mesmo tempo triste. Triste pela inércia reinante, pela incapacidade de chegar aos grandes decisores, por não poder ajudar a resolver os tantos problemas que assolam a cidade, a fundação e os funcionários.

E porque nunca antes baixei os braços, ou deixei de faltar à chamada, na segunda-feira passada disse presente.

Em boa hora o fiz.

As entidades e as individualidades eram muitas. Das mais notáveis às mais discretas, das mais empenhadas à mais distantes. Estava mais frequentado do que podia imaginar e temi, pelos salamaleques, saudações e vénias de circunstância que as minhas piores previsões poderiam vir a confirmar-se como certas.
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Felizmente, quando a Professora Cristina Corsi começou a apresentação, tudo mudou. Poderia aqui transcrever os apontamentos que tirei mas o texto que entretanto me entregaram parece-me tão completo e esclarecedor que decidi transcrevê-lo para que todos possam estar por dentro da temática. Dizia:

“Radio past
Radiografia da cidade romana de Ammaia – Marvão

Nos últimos anos, várias equipas de arqueologia provenientes de toda a Europa têm desenvolvido um conjunto de métodos não-invasivos para o estudo de importantes sítios arqueológicos soterrados. O objectivo destes métodos que não destroem paredes, pisos e objectos que ainda estejam soterrados, é limitar intervenções destrutivas e onerosas como as escavações.

Este trabalho inclui diferentes tipos de teledetecção (fotografia aérea, laser scanning, etc.), métodos geofísicos terrestres (georadar, prospecção magnética), SIG baseado em ferramentas de análise e visualização e outros sofisticados métodos de prospecção.

Estas tecnologias aplicadas podem ajudar os arqueólogos a adquirir uma visão mais precisa do passado soterrado e ajudá-los em experiências de reconstrução do “antigo mundo subterrâneo” e na divulgação dos resultados da investigação ao público.

Para desenvolver essas novas e sofisticadas técnicas e estimular a investigação arqueológica em Portugal, a Universidade de Évora obteve um financiamento europeu nas chamadas “Marie-Curie actions”, com um novo projecto denominado: “Radio-Past: Radiografia do passado – Abordagens integradas não destrutivas para compreender e valorizar sítios arqueológicos”. Este projecto é parte das acções tomadas pelos dois especialistas estrangeiros contratados por esta universidade, Prof. Frank Vermeulen (Universidade de Gent - Bélgica) e a Prof.ª Cristina Corsi (Universidade de Casino - Itália) que têm a tarefa de desenvolver a cidade romana de Ammaia, em Marvão e transformá-la num “Centro de Investigação Europeu sobre cidades romanas e seus territórios”.

Está previsto que o centro de Ammaia se torne um lugar para testar essas novas tecnologias aplicadas à arqueologia. Desde o passado mês de Abril, equipas de toda a Europa estão envolvidas nas novas actividades de investigação no local da antiga cidade. Workshops internacionais sobre diferentes temas arqueológicos estão a ser preparados e a Ammaia tornar-se-á num centro para a formação e treino de estudantes nas mais recentes técnicas arqueológicas de levantamento, escavação e conservação. Desta forma, está tornar-se num campo laboratorial para experimentar novas tecnologias na investigação da paisagem arqueológica.

A conjugação com o museu de sítio e o laboratório de conservação e restauro de materiais arqueológicos, organizados pela Fundação Cidade de Ammaia e a colaboração do Parque Natural da Serra de São Mamede podem dar novas oportunidades para o desenvolvimento regional e valorização desta parte do Alentejo.

Os primeiros resultados dos novos trabalhos de campo realizados pela equipa da Universidade de Évora, em conjunto com os seus seis parceiros europeus, são surpreendentes. Um levantamento já realizado com um georadar (GPR) e com instrumentos geomagnéticos na área do Fórum Romano produziu uma grande planta detalhada desta parte monumental da cidade. Sabe-se agora que a praça pública de Ammaia romana está cercada por 20 lojas, um templo e uma basílica (tribunal) e foi embelezada com monumentais pórticos, estátuas e fontes. A partir deste plano 2D, obtido com esta nova tecnologia, os especialistas irão agora reconstruir um modelo 3D do coração da cidade romana e a longo prazo, está em projecto uma completa reconstrução digital da cidade.

É evidente que esta nova abordagem interdisciplinar vai trazer alguma luz sobre a urbanização romana na antiga Lusitânia e será um novo ponto de atracção para a cultura e para o turismo da região”.
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E que vos posso eu contar para além deste elucidativo texto, para vos conseguir transmitir que me parece de facto que há algo que está a mudar?

Na sala estavam presentes alunos estrangeiros vindos de diversas partes da Europa… Sente-se verdadeiro ânimo e optimismo nas palavras dos interlocutores e há tanta informação a fervilhar que é impossível ficar indiferente.

Paralelamente a este trabalho de verdadeira digitalização dos solos, desta pesquisa virtual que está a ser efectuada com recurso a diversas técnicas de sondagem, o projecto conta também com o contributo da empresa “7 Reasons_”, da Áustria, que está aqui a trabalhar há semanas e é unanimemente considerada a companhia líder na Europa em reconstrução 3D. A apresentação pelo responsável das potencialidades do seu trabalho, sobretudo na área da animação, são de deixar qualquer um boquiaberto.

No encerramento, o reitor da Universidade de Évora, Jorge Araújo, afirmou que “estamos na Ammaia desde a primeira hora. A entrada do Frank e da Cristina permitiu-nos dar um passo decisivo em direcção à internacionalização. Este projecto é, do ponto de vista científico, extraordinariamente interessante. Porém, não se esgota nesta dimensão. A segunda fase, a mais difícil de concretizar tem a ver com a forma como pode potenciar o desenvolvimento regional, como pode mexer com as pessoas, com a massa crítica desta região. Este projecto pode e deve ser uma alavanca de desenvolvimento”.

E foi mais longe: “Vilas como Marvão há muitas na Europa. Com uma envolvente natural desta qualidade, integradas num parque natural, há porventura menos. Com este potencial histórico aqui ao lado… haverá certamente muito menos ainda”.

“Nos tempos em que vivemos não basta o passado. Há que saber interpretá-lo. É isto que podemos dar à região. É isto que a região tem para oferecer. Esta é a vossa galinha dos ovos de ouro que não pode ser desperdiçada. A Univ. de Évora investe aqui uma parte importante do seu orçamento, aposta forte e acredita, uma atitude que infelizmente não tenho visto da parte da Câmara Municipal de Marvão, das outras câmaras vizinhas e da região”.

“Termino em breve o meu mandato com o desgosto de não ver a Ammaia dar o salto em que tanto investimos”.

Já a Secretária de Estado, Paula Fernandes dos Santos, apostou numa atitude mais formal, mais defensiva e cautelosa: “O que aqui hoje foi dito ajuda a compreender as potencialidades do projecto, da Ammaia e da região. Este projecto pode ser estratégico e estou realmente feliz por ter podido vir aqui e assistir à apresentação. Contudo, preocupa-me sempre a sustentabilidade destes casos. Recuperamos para quê? Com que finalidade? É importante conhecermos as suas potencialidades reais”.

“As novas tecnologias que aqui tão bem foram apresentadas, ajudam a compreender isso mesmo. A razão manda que olhemos para estes casos de forma integrada. Até nisso este projecto, que une universidades a privados, me parece no bom caminho. O trabalho em rede e em parceria pode ser a chave do sucesso.

Da parte do Ministério da Cultura e da Direcção Regional de Cultura do Alentejo podem contar com o nosso empenho no sentido de tentar encontrar uma solução e parcerias para que tudo possa avançar em força. Para que vingue, não é apenas com a Cultura que deve de contar. Não nos podemos esquecer que estamos numa área de Parque Natural. Temos de saber olhar para os equipamentos culturais como formas de ordenamento do território. É importante procurar outros sítios que tenham condições similares e trabalhar em rede, num circuito. Devemos valorizar o território com o envolvimento de todos e abandonar o individualismo. A dimensão do país não se compadece com cada um a olhar para o seu umbigo. Espero que este projecto chegue onde merece".

Trazia a lição bem estudada, portanto. Já sabia o que dizer antes de tudo o que viu.

Eu não e digo-vos que vale mesmo a pena olhar para a Ammaia com outros olhos. Acompanhemos então os trabalhos. Oxalá decorram todos dentro da normalidade, sem sobressaltos e aguardemos os resultados que perante estas previsões, não podem ser senão bons. Cá estaremos para ver. Para mim, esta tarde foi uma espécie de alívio, de redenção ao perceber que finalmente se avança no bom caminho.

Quando tantas vezes defendi que a Ammaia, pelo legado que compreende, pode ser tão ou mais importante para o concelho e as suas gentes que o castelo de Marvão, quase ninguém acreditava. Agora tenho a certeza que estão cada vez mais perto de me dar a razão.

Fosse isto nos Estados Unidos e já estaríamos todos a viver de um Parque temático / lúdico / educativo gigantesco que daria para garantir emprego para todos.

Pode ser… Sonhar ainda é das poucas coisas que felizmente ainda não paga imposto...


Nota: todas as fotos são da galeria "nomundodosmuseus" do flickr.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Rei de Madrid (com o mundo a seus pés)


Ver 80 mil espanhóis deslocarem-se de propósito para venerarem um português como se fosse um Deus…

Ver como um miúdo pára um país inteiro (e que país...);

Ouvir os Xutos e Pontapés a bombarem no sistema de som do Barnabéu…

São emoções fortes demais…

Desde que metemos os Filipes a cabanir que o nosso ascendente não era tão grande…

Os meus amigos espanhóis que me desculpem… mas isto faz-me (faz-nos) tão bem ao ego…

Ai eu…

E olé!

Dá-lhes com a alma, puto!


A mega apresentação de Cristiano Ronaldo no Real Madrid varreu o globo e aqui ficam alguns dos títulos que a imprensa mundial colocou nas suas edições online.

Títulos da imprensa mundial:

«Galáctico e histórico» – as
«Apresentação para a história» – Marca
«Bem vindo ao teu Real Madrid» – Mundo Deportivo
«Ronaldo recebido por 80 mil adeptos» – BBC
«Madrid exibe Cristiano Ronaldo» - El Pais
«Ronaldo realiza sonho no Real» - SKY Sports
«Ronaldo Mania» - L´Equipe
«Fenómeno português» - GloboEsporte
«80 mil espectadores por Cristiano Ronaldo» - France Football
«Com invasões, Cristiano Ronaldo atrai mais fãs do que Kaká em apresentação» - Terra
«Delírio Real por Ronaldo» - Gazzetta dello Sport
«Ronaldo destaca sonho no Real» - ESPN
«Galáctico 9» - Tuttosport
«Calorosa recepção» - Fox
«Lotação recorde recebe Cristiano Ronaldo» - Eurosport
«Real saúda Cristiano Ronaldo» - RAI
«CR9 leva 75000 adeptos a Bernabéu» - Cadena Ser






Justiça à portuguesa


Por falar em coisas que me dão vontade de pegar na tal carabina e começar a tal luta armada…


In iol – Portugal Diário – 3 de Julho de 2009
Covilhã: «brincadeira» que matou homem dá penas suspensas
Uns amarraram um homem embriagado às grades de um café e outros viram e não fizeram nada

O Tribunal da Covilhã aplicou penas suspensas aos seis arguidos no caso do homem que morreu atado às grades de uma café na Borralheira de Orjais, refere a Lusa.

Os seis condenados ficam ainda impedidos de entrar em bares ou cafés a partir das 21 horas e terão que se encontrar todos os trimestres com técnicos sociais para comprovar que estudam ou trabalham.

O acórdão lido esta manhã refere que quatro arguidos foram condenados em co-autoria pelo crime de sequestro agravado e outros dois por omissão de auxílio, com penas que vão dos seis meses aos quatro anos e seis meses.

Os seis vão ainda ter que pagar uma indemnização da ordem dos 48 mil euros à família da vítima.

«O tribunal não foi mais além, mas podia ter ido», referiu o juiz. «Não ficámos convencidos de que quisessem provocar a morte, o homicídio», acrescentou.

João Inácio, de 42 anos e residente na aldeia foi encontrado morto amarrado à porta do café, onde se terá embriagado na companhia de alguns dos arguidos, em Outubro de 2007. Uma «brincadeira» que acabou por levar à morte da vítima, asfixiada pelo próprio vómito. Um casal de namorados que assistiu a tudo dentro do carro, nada fez para ajudar a vítima, tendo sido condenado por omissão de auxílio.

O acórdão do colectivo deixou aliviados familiares dos arguidos, como relatavam alguns por entre lágrimas no final da audiência, enquanto Manuel Inácio, irmão da vítima, se mostrava revoltado.



sexta-feira, 3 de julho de 2009

Festa brava!

(Clica para ampliar que isto deu muito trabalhinho!)