segunda-feira, 22 de julho de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
O diário de bordo do capitão Robinson Crusoe
Vivi
estes últimos 11 dias de férias como um autêntico Robinson Crusoe dos tempos
modernos (clicar na palavra para saber mais quem foi). Sem ver notícias, sem
ler jornais, sem ter internet. Fiz uma cura de desintoxicação total. Só não fui
capaz de deixar o telemóvel porque era a minha ligação ao mundo exterior, à
família dos amigos e mesmo assim tive boicotes. Digamos que a bem dizer, fui um
agarrado a limpar-se do mundo moderno com umas linhas de coca (o telele) no
bolso. Pelo menos tentei!
Mas
ter um Adrian Mole (que sempre adorava seguir), um Alf do século XXI, um E.T.
sem conseguir telefonar para casa como ele queria, não é fácil.
Tinha
muitas saudades deste mundo. Deste meu mundo. E entretanto, que se passou neste
período de vacances?
1.
No país, está
tudo igual. Perdi a novela de Portugal como perdi o Dancing Days da SIC que
adoro seguir e ficou tudo na mesma. O nosso presidente da república pediu uma
junta de salvação nacional para nos tirar da cova mas ganhou o mesmo. Neste
naufrágio português, os partidos querem todos agarrar-se bem à bóia e o
parceiro do lado que engula muita água e se afogue o mais depressa possível.
Tomara que os salva-vidas estejam a fazer greve ou a meter creme nas costas de
uma morenaça. Diz que o PR foi para as ilhas selvagens apanhar ar e ver se se
abstrai. Eu cá acho que ele esteve lá, nessas ilhas selvagens desde sempre.
Pelo menos, desde que foi primeiro-ministro! Quando aplicou os dinheiros da
Europa enviados para indemnizar os funcionários que iriam ficar sem emprego com
a queda das fronteiras em
auto-estradas em vez de lhes dar o destino previsto criando novos empregos.
Como foi o caso dos meus pais que sabiam que com a unificação da Europa iriam
ficar desempregados como ficaram. Estranho este homem que chefia o Estado
Português mas também ganhou com as acções do Banco Português de Negócios, a
maior negociata da nossa história, capaz de envergonhar o Alves dos Reis! Ou
quando incentivou as pessoas para “comprarem anos” para se reformarem mais
cedo, ou os agricultores para abandonarem os campos, pagando-lhes para não
produzir. O que vale é que vivemos em liberdade e eu não sou o Sousa Tavares
para ter de responder em tribunal pelo que digo. É que toda a gente sabe que eu
digo SEMPRE a verdade! Pode ser apenas a minha verdade. Mas sei que é válida.
2.
Em Marvão está
tudo igual. Mansinho, beijinho aqui, beijinho ali, palmadinhas nos ombros de
quem não se cumprimentou nos meses anteriores, tudo como se quer. Abriu há dias
uma rua direta ao meu bairro da avenida Dr. Manuel Magro Machado que deveria
logo ter sido inaugurada quando o bairro foi feito. O meu é um bairro novo,
cheio de famílias que compraram terreno e construíram com o dinheiro que não
tinham e pediram emprestado. Apesar disso, tiveram de entrar por uma ruela de
pré-fabricados que está cheio de pessoas boas e não me sinto nada superior em
relação a eles. Atenção! Mas o nosso investimento atual merecia uma entrada
condigna. É que os pré-fabricados foram logo na altura, baratíssimos. Já eram reles
em termos de construção. Pré-fabricados. O nome indica tudo. Muitos têm vindo a
ser melhorados mas falemos claro e sejamos honestos: eles compraram barato mau
material. Nós construímos muito, muito caro e ainda assim, ficamos limitados a entrar
pela lateral deles. Faz sentido? É que eu às vezes sou um bocadinho possidónio
e não percebo logo as coisas. Ajudem-me…
A inauguração da rua deve ser bem próxima das
eleições. Porque será??!? Será que as
pessoas de Marvão ainda acreditam na história da carochinha? O futuro a Deus
pertence. Sei que mudar não é fácil. Mas uma estrutura do Partido Socialista coerente,
poderosa, unida, forte que tem muitos nomes jovens e muito fortes que comece a
fazer campanha séria e evidente no dia a seguir as eleições (isto se não as
ganhar já), tem quase a certeza de atingir o sucesso daqui a 4 anos. Deixar
sucessão nunca foi do interesse de quem lá está. O egoísmo e o medo da própria
sombra nunca deixou ver para além do umbigo. Mais quatro anos, com trabalho e
fé, já deixam antever o fim do filme. Os mitos rurais também se derrubam.
Oxalá. Nós também eramos um grupo de miúdos e demos a volta à coisa. Quando
quase ninguém dava nada por nós!
Por aqui há gentes simples. Mas também há gente
complexa. Inteligente. Que pensa e ajuda e quer mudar.
3.
Na minha casa
tem havido muitas transformações nestes últimos dias. Nós semos labregos,
coitadinhos. A gente nunca sai daqui. Maneira que a gente vai e leva os euros
que junta durante o ano e compra alguma coisa. Umas bolas de Berlim, uns
pastéis de nata com canela, umas frutinhas de amêndoa, muitas roupinhas (todas
baratinhas de 5 aerius e pouco mais), chinelos do continente a 1, 99€ que fazem
o mesmo das havaianas que custam 20 vezes mais (mesmo assim ainda caíram umas!),
almofadinhas e cortinados e molduras para casa e muita coisa nova e barata para
dar muita alegria à gente.
Por cá, graças a Deus, tudo bem. Ainda não tenho
tido tempo para fazer as reportagens no blogue que quero mas tenho passado o
dia a trabalhar, no duro (hoje foi a garagem duma ponta à outra e material que
por lá havia!) e só ao fim do dia quando já todas dormem, tenho tempo de
internetar. Faz falta à minha vida. Dá muita alegria. Durmam bem. Muitos
beijinhos.
Amanhã é dia de picina! Ui pi pi! As pequenas
ficam a trabalhar (uma vai para o infantário para matar saudades dos amigos, a
outra fica de serviço em casa) e eu vou com a grande, a Leonor que já leva um
palmo à mãe, tranquilos para a Portagem. Ela merece.
Recebeu hoje as notas da escola e teve oito 5, um
4 (a música) e apenas um 3 a matemática que lhe impede de ir para o quadro de
honra da escola. A merda da matemática! A quem é que ela sairá assim tão burra
a números?!?!? Não faço a mínima. Por mais que pense…
Mesmo assim, acho que pode ser eleita a melhor
aluna da escola do ano dela e receber um prémio da Junta de freguesia em
livros. Orgulho. O que hoje lhe tentei explicar foi o orgulho imenso que tenho
nela.
E se ganhar a cena da Junta, pode ser que o meu
amigo Zé Luís, o presidente em funções, me pague uma imperialzinha no Caldeira como
pagou ontem. À nossa, nosso presidente! Sempre seu. Sempre de acordo menos na
bola…
quarta-feira, 17 de julho de 2013
De regresso!
E é assim, meus
amigos, de regresso à vida. Outra vez!
Há quem deva dizer
assim: “porra… Este cabrão é pior que o Robocop! Não morre, nem que o matem!
Nem os gatos têm tantas vidas…”
Pois é… que remédio?
Têm de levar com o vosso Tio Sabi! É que eu também vivo aqui no blogue. Vivo no
corpo que não é pequeno (1,80m com mais de 80 quilos) e também vivo aqui, na
internet.
Já tinha saudades
disto. Verdade!
Tenho duas
publicações na calha para fazer e comunico-as desde já: uma é sobre a minha mãe
do céu, Nossa Senhora do Carmo que teve ontem, 16 de Julho, o seu dia na Beirã
e cuja devoção me trouxe de propósito de terras dos Algarves para a missa
solene e procissão onde ajudei a carregar o pesadíssimo andor com a lindíssima
imagem restaurada pela última vez que saiu da igreja. No futuro ficará sempre resguardada
e sairá apenas a imagem mais pequena. A outra publicação que quero fazer é
sobre as minhas férias na praia que terminaram ontem por motivos da primeira.
Estas publicações já
estão a ser cozinhadas na minha cabeça e só preciso de tempo e espaço porque os
ingredientes estão todos no telemóvel e numa pen. Passam das mil fotografias,
mais os vídeos. Não quero maçar quem costuma visitar aqui a taberna e estou a
pensar fazer dois vídeos musicais porque o material é mesmo muito. Coisas
simples, com música a acompanhar, engraçadas como eu acho que sou. Sou um bocadinho
vaidoso e maniento mas quem não é? Se eu não gostar de mim, quem poderá
faze-lo?
Quanto a quem costuma
ser cliente desta taberna virtual, ou por aqui passa ocasionalmente, tenho algo
a dizer de antemão, uma questão de princípio: eu não me venho para aqui armar
aos cágados. Isto é público, não tenho nada a esconder e esta é a verdade. Vêem
aqui muitos amigos, pessoas que amo e me amam. A grande, grande maioria dos
clientes deste blogue é assim. Mas tenho a certeza que também por aqui vem quem
me quer mal. Escrevo para os que me amam porque sei que vão ficar felizes de
ver e ler. Quanto aos invejosos… é para estes que agora me dirijo agora. Sim, é
para ti: se tens inveja do meu modo de viver, digo-te que distingo a inveja em
dois tipos: a inveja boa e a inveja má.
A inveja boa é do
tipo: “olha lá quem bem que este gajo se trata, hã?” Esta é como a inveja que
eu tenho do Ronaldo, o jogador de futebol do Real Madrid. Tenho inveja boa
dele. Merece tudo aquilo que tem. Nasceu pobre, numa família miserável, com um
pai com problemas de alcoolismo, numa barraca cheia de irmãos. Graças ao seu
esforço, à sua dedicação e ao seu talento, tornou-se naquele que é para mim e
quem sabe do artigo, um dos melhores jogadores do mundo. Um craque! Merece tudo
aquilo que tem e pode comprar porque a ele se deve. No outro dia vi uma
entrevista dele e pareceu-me humilde, castigado pelos invejosos. Falou com o Daniel
Oliveira e pareceu-me um bom miúdo, com bom coração. Tenho inveja boa dele. Boa
apenas. Não lhe quero mal. Ainda bem que ganha muitos milhões. Ainda bem que
gasta muitos milhões. A vida é só uma e quando ele morrer, não há ninguém que
tenha mais pena da sua morte que ele! Eu tenho inveja boa do Ronaldo.
Aceito que as pessoas
tenham inveja boa de mim. Não sou o Ronaldo. Nunca joguei nada à bola.
Reconheço-o. Custa reconhecer isto mas reconheço-o. Tudo aquilo que tenho de
bom na vida e tenho tanto, tanto, tanto, devo-o a mim e a Deus. Ao meu
trabalho, aos meus muitos anos de estudo, ao meu amor pelo próximo, ao meu amor
pela minha família e amor pela minha família de amigos. Tudo o que tenho
saiu-me do lombo e do cérebro e do coração. Se tens inveja boa de mim e não
estudaste, muda de vida como cantam os Humanos. Há-de haver felicidade para ti
algures. Há dias vi tratadores de relvados de golfe numa das zonas mais caras do
país e pensei: “vejam-me bem a paz de vida destes homens! Aqui não devem ganhar
mal, mas mesmo que ganhem mal, não aturam clientes rudes, nem brigões, nem
computadores, nem pilhas de papel. Vivem em paz. Tranquilos. Felizes. E não
devem ter estudado muito. Mas têm prazer no que fazem. Via-se nas caras. Ganham
anos de vida a cada dia que passam naquela paz.
Agora, quem tem
inveja má de mim e me deseja o mal, quem vem aqui ao meu blogue para espiolhar
e desejar o mal, digo-lhes que não tenho medo deles. Eu sou feliz porque sou
livre e tenho a protecção de Deus que me acompanha sempre. Eu rezo. Eu falo com
Deus todas as noites, todos os dias, todas as horas. Se vêm aqui para desejar
mal, azar. Eu quero que esses vão para a raiz da puta que os pariu e só lhes
desejo o dobro do mal que me desejam a mim.
Estou em paz. Venho
em paz. Agora tenho pouco tempo e pessoas que me esperam mas tinha de vir aqui
dizer um olá aos bons clientes.
Um beijo e um forte
abraço para quem me quer e eu quero bem. Darei muitas, muitas, muitas notícias
nestes dias que se seguem porque permaneço de férias. Até já!
sábado, 6 de julho de 2013
AAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHH….
De férias, finalmente. Merecidas. Merecidíssimas
férias!
Acho que estas são as
férias que me sabem melhor desde que trabalho. São apenas 11 dias úteis, o maior
período mínimo que é permitido por lei, mas parecem-me 11 anos. Na verdade, com
os fins de semana são 17 dias. Bom demais.
Terminei muitos
destes últimos dias de trabalho completamente extenuado. Cansado pela pressão
dos contribuintes em muito gerada pelo descontentamento geral originado pelo
pagamento do imposto de circulação dos últimos 4 anos (!!!!). Muitas vezes
estava esgotado pelo entupimento dos sistemas informáticos que foram
congestionados pelo excesso de acessos. Exausto. No outro dia, quando saí,
encostei-me a descansar os olhos e dormi 2 horas. Coisa inédita em mim.
O meu cansaço tem
sido tanto que nem tenho tido força e vontade necessárias para vir viver no meu
blogue.
Mas hoje, para abrir
o período de férias, faço questão de vir aqui. Vou rumar para o reino dos
Algarves, território
gerido pelo emir sabi júnior. Já que sofro todo o ano por viver longe dele,
quando posso banhar a família, faço questão de estar junto a ele e aos seus. Junto
aos meus.
Sei que é pouco
prudente vir aqui publicamente dizer que vou abandonar o lar. Mas isto não é
Lisboa! Não há cá jóias para gamar e se me levassem a televisão que é um
dinossauro gigantesco que me custou uma fortuna há anos e parece o oceanário,
até me faziam um favor. Podia ser que assim quem veste as calças cá em casa me
autorizasse a comprar um lcd lindo de 125 cm de diagonal de ecrã, fininho,
moderno, dos que custam pouco mais de 500 euros nos hipermercados. Mas este
aquário vasco da gama que me custou um monte de dinhero quando ainda estava a
trabalhar em Nisa não há meio de berrar…
A GNR está informada
que vou sair e os vizinhos zelam pelo que é meu como zelo pelo que a eles lhe
pertence. Tenho paz de alma. Vou tranquilo. Os larápios que se ponham a pau que
eles andem aí.
Para dar o pontapé de
saída nas férias, nada melhor que um almoço de amigos que considero muito. Como
considero todos os que fazem o favor de serem meus amigos. Estes, em
particular, destacaram-se por motivos diversos. Ou não puderam estar na minha
festa de anos, ou trabalharam, ou estiveram fora… Enfim. Quis tê-los hoje junto
a mim. Atenção que foram eles que me autorizaram a divulgação na internet da
foto. Isto não foi à má fila. Não vivo de e para o facebook!
Fizemos um almoço absolutamente
fantástico, com uma vista, uma envolvente e uma gastronomia soberba. Fomos
felizes no café lounge o castelo do meu primo Jorge que está cada vez mais adulto
e melhor homem.
Foi muito bom.
Sombrinha, vinho branco gelado de categoria, companhia 5 estrelas. Do melhor.
Fomos felizes. Se caísse uma bomba antónia que rebentasse ca gente, íamos de
barriguinha cheia e a alma sastesfêta.
Nos próximos 8 dias
espero não ter tempo, nem vontade para publicar aqui nada. Não vou levar o pc. Guardo-o onde estará bem confiado. Quero
estar ocupado a viver. A desfrutar a vida, a praia, a família, o mano, os
amigos que já programaram cenas comigo, a gozar as férias… Quero voltar a correr o
areal junto ao mar de madrugada como fazia antes do acidente. Tenho esperança, tenho fé que seja capaz como fui capaz de vencer a bicicleta. Espero voltar apenas na semana de 14. Mas vocês já sabem como
sou. Eu quis acabar com isto do blogue e ainda cá ando com uma força do catano.
Isto não é para fazer muito caso que o gajo é trapaceiro. Mas pelo sim,
pelo não, quando vos apetecer, passem cá pela tasca para ver se pago um
branquinho traçado. Pode ser que tenham sorte!
Se não, esperem que o tasqueiro venha. É que quando o tasqueiro vier, tem mais 8 dias de férias cá em casa que vão ser de bar aberto para o clientes habituais. Nesses dias quer servir tantos textos (perdão, tantos carapulos de vinho tinto) que estão a ser armazenadas e catalogadas no cérebro há tanto tempo... que vai ser um bodo aos pobres! Um festim. Assim espero!
Se não, esperem que o tasqueiro venha. É que quando o tasqueiro vier, tem mais 8 dias de férias cá em casa que vão ser de bar aberto para o clientes habituais. Nesses dias quer servir tantos textos (perdão, tantos carapulos de vinho tinto) que estão a ser armazenadas e catalogadas no cérebro há tanto tempo... que vai ser um bodo aos pobres! Um festim. Assim espero!
“Boas férias, sabi!”
“Muito merci. Bem hajam!”
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Eurovisão política
Ao segundo dia do mês
de Julho do ano da graça do senhor de dois mil e treze, quando o Paulinho das
feiras bazou e deu o pontapé de saída para o desmoronamento do governo (já começado com a saída de Gaspar...), nada
como o grande Vasco Palmeirim para marcar um ponto com a justíssima homenagem
ao Vítor, o meu querido e estimado dono, o general deposto. Foi
injustiçado, mas a vida é mesmo assim. Cristo tinha a cunha do pai e apesar de
tudo, aos 33 anos, já estava cravado no barrote com duas cavilhas, uma em cada
mão. O grande Vasquinho fez hoje justiça… ao ministro.
Pela imagem pode-se
comprovar que o piqueno (gigante) da rádio comercial estava feito com o jornal i.
Só assim se explica a teoria da conspiração. José Cid em grande nas duas
edições: escrita e radiofónica. Sempre desconfiei daqueles óculos escuros… será
um cyborg?!?!?!?
O Video está clicando aqui na ligação em baixo. Totalmente gratuito! Sem impostos adicionais! "Ò madame... é d'aproveitare!"
Labels:
O nosso Portugal,
Política
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Parabéns mãe Zira!
![]() |
| Com algumas das tuas amigas da nova geração, na tua casa: as netas Leonor, Maria e a vizinha Mariana Assim, como eu te quero sempre: a sorrir. Despreocupada. Feliz |
Tive um dia horrível
no trabalho. Dos mais duros em 13 anos de carreira. Muito serviço, muita
responsabilidade, muita gente, alguma reclamação, uma ou outra ocasião em que
tive de levantar a voz para que as pessoas me ouvissem… Mas sobre isso hei-de
escrever quando tiver tempo e me apetecer. Talvez quando a ferida estiver mais
sarada. Quando estiver ainda mais calmo.
Agora estou
tranquilo. Cheguei a casa, tomei banho e estou a escrever-te para te dar os
parabéns no facebook. Pessoalmente, dei-tos logo de manhã quando te fui beijar
antes de ir para o meu serviço. Disse-te que eras a pessoa mais parecida comigo
em vida e por isso chocámos tanto no passado. Forças idênticas repelem-se, não
é que ensinam em química? Disse-te que ainda bem que estamos vivos. Dei graças
a Deus, por os dois termos passado provas tão difíceis nos últimos tempos. Pela
superação. Disse-te que era tão bom poder dar-te os parabéns pelos anos de
vida. E já vão 63!
Sei que ligas muito
ao facebook. Na azáfama dos dias, em que todos corremos para todo o lado, tu
estás muitas vezes só, por mais companhia que tenhas. Na internet tens sempre
leitura nos blogues que gostas, no facebook tens sempre companhia, amigos,
afeto, calor humano. Sei que por isso é tão importante para ti. Por isso te escrevo
esta mensagem. Para que tu leias e para que todos possam ler e conhecer o meu
sentir por ti. Eu sei que sou o teu Pedro. Houve tempos em que não fui. Não
estava cá. Mas sou mais o Pedro que tu queres a cada dia que passa e isso faz-te
imensamente feliz. E a mim também.
Já vou jantar
contigo. Já quero ter o prazer de estar contigo e quero partilhar o prazer de te
ver ler este texto. Se não me atrasar muito…
Quero aqui dar-te uma
prenda para além da que a Cris te comprou. A prenda é esta:
O exercício que fazem
com as crianças de compararem as pessoas a algo da natureza ou animal é
interessante. Fá-las crescer. Se tivesse que encontrar algo na natureza com a
qual te pudesse comparar seria uma montanha. Pela tua força, capacidade de
resistir às adversidades, às contrariedades da vida. Uma montanha serias. Um
porto de abrigo. Uma protecção sempre presente. Mas não seria uma montanha
qualquer. Teria que ser grande como tu que és alta, e com um vulcão lá dentro.
Com calor, com sentimento. Que entraria em erupção não quando a vida quer mas
quando ela, tu, a montanha, quisesse. Com inteligência, como a que tens.
Um beijo. Grande e
com um abraço apertado como os que nós damos.
Quero-te muito.
Amo-te como não amo
mais ninguém no mundo.
Mãe há só uma.
Do teu filho,
Pedro
terça-feira, 25 de junho de 2013
Revolucion!
Este
blogue tem de levar um abanão desses, como eu lhe costumo dar a ela, como Deus
me deu a mim quando ia na vespa e tive o acidente. Não precisava era ter sido
um abanão tão forte e tão grave que quase me levou desta para melhor! Mas
prontos, deu-mo e já passou.
Aprendi
a ser menos egoísta. A ser mais calmo, mais ponderado. Deixei de me dedicar
tanto à viola (que só dava para eu ser mais egoísta, a aprender por mim, a ter
a mania que era rock star), tirei a minha prateleira de dvds que ocupava grande
parte da sala, passei a dedicar-me mais à minha família, a saborear os pequenos
pormenores que tornam a nossa vida um bem tão precioso.
Os
abanões à minha filha não costumam servir efeito. O abanão que Deus me deu,
surtiu imenso efeito e mudou a minha vida. Nunca mais serei o mesmo.
O
blogue também tem de levar um abanão só que esse, sou eu que lho dou.
Quero
também ser melhor no blogue onde vivo. Ter uma vida nova. Um antes e um depois.
Quero que o depois seja magnífico, colorido e feliz. Olhando para trás, vejo
que apesar de colorido, o blogue ainda era cinzentão. Agora quero um arco–íris!
Não! Não tem nada a ver com os gays que nisso aí não mudei nadinha e tenho os
gostos tal e qual como tinha antes. Aqui o Tio Sabi é apaixonado pelas suas
mulheres.
Para
já, tenho de mudar a essência dos assuntos. Ou então mudar-lhe o nome. Isto tem
sido mais “Escrevendo o mundo de binóculos do alto de Marvão” do que “Vendo o
mundo de binóculos do alto de Marvão”. Que falta então? Mais imagem! Aprender
com a fase facebook que se seguiu após a triste ideia de dar fim ao blogue.
Mais fotos, textos mais curtos e mais frequentes. Não estar tanto tempo sem
publicar nada. O que publico, fica. E eu também vivo aqui no blogue. O Pedro
Sobreiro não é só carne e osso. Às vezes é também um bocadinho de cérebro. Também
vivo aqui na
internet!
Esta
revolução consiste em:
MAIS imagem
MAIS vídeos da
vida, de
música e caseiros
MAIS publicações por dia
E…
MENOS texto ou
pelo menos mais curto e mais direto.
Companeros:
VIVA LÁ REVOLUCIÓN?
Antes,
quando tive esta ideia, escrevi um pequeno texto:
O Abel é bom!
Um
bom amigo de há muitos anos. Um cromo de luxo, daqueles a 3 dimensões, cheio de
cores brilhantes. Neste dia quando o encontrei, tinha ido levar a correspondência
do serviço aos correios. Encontrei-o sentado numas escadinhas perto do Espírito
Santo e juntei-me a ele. Quando o vejo costumo sempre cair com uma tacinha de
vinho ou umas moedas para uma onça de tabaco. Estão prometidas umas camisas que
já não uso e um relógio que lhe vou dar só a 23 de Outubro quando fizer 66
anos. Neste encontro pediu-me 5 euros.
“5
euros, Abel?!?!? Tas maluco! Isso é muito dinheiro. Não te posso dar tanto
dinheiro! Então mas o que é isto?!?!? É a Santa Casa?”
Ele
meteu o dedo nos lábios e mandou-me calar. “ppppppsssssssshhhhhiiiiuuuuuu… Está
caladinho e sossegado”, disse-me baixinho, devagarinho com ele fala e
sem dentes. “5 eures pa ti n’ é muto!
Achs que é muto? Nã é! E pa mim, po Abel qué bom, é bom porque posso comprá cousas
qu ê goste. 5 eres p’ aquilo que tu ganhas n’e mute. Olha qu’eu sô teu amigue. Já
há mutes anos. Nã nos conhecemes d’ontem. Já passámos muta cousa juntes. Mutas
festas aí nas terras. Olha qu’ê na sou com’esses que páí andem. Esses que se
dizem tês amigues e depôs mordem na calada quande tu passas. Pchiuuuu. Olha qu’eles
ouvem tude. O Abel é tê amigue. Eu conte-te tude”.
E
eu pensei: O Abel é mesmo bom!
![]() |
| Quality never goes out of style |
Estas foram tirada já dias depois. Calçado com os meus Ray Ban. Para que fizesse pose
para o telemóvel tive de apertar com ele. Tive de insistir mas ficou bem. Não
estava muito convencido do resultado mas quando lhe levar os calendários gigantes
e as t-shirts com esta imagem, vai ficar regalado!
O
paraíso, se é que existe, deve ser à medida de cada um. Na cabeça de alguns
homens deve ser frequentado por beldadades latinas rechonchudinhas desnudadas
num ambiente tipo a vivenda do Hugh Hefner, patrão da mansão Playboy. Por muito
que me custe a crer, ainda há homens que devem sonhar imaginando o paraíso assim.
Seguramente não é o meu caso! Latinas? Rechonchudinhas? Naaaaa… Mas esta visão
da pastelaria Caldeira em Santo António das Areias, propriedade do meu querido
amigo Chocolate, com uma imperial gelada, um pratinho de tremoços e o Correio
da Manhã do dia… aaaaahhhhhhhh. Muito bom! Parece que a estou a sentir aqui a
escorregar pela goela…
Em
pleno século XXI, nestes dias de frenesim louco ainda há imagens deliciosas assim.
Um velhote que teve a já tão pouco habitual deferência de me cumprimentar
desejando boa tarde, tratando-me por senhor, estava a ouvir telefonia à porta
de casa gozando o sol que já descia. Com calma e prazer. Coisas raras na
voragem tempos que correm.
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fotografia,
Vendo o mundo
domingo, 23 de junho de 2013
morreu Tony Soprano
Só por manifesta
falta de tempo é que não pude manifestar aqui, na minha casa virtual, o meu
pesar pela morte de James Gandolfini, o ator que para mim ERA Tony Soprano. Único e insubstituível! O
coração traiu-o e morreu esta semana, no dia 19 de Junho. Passou para o outro
lado com apenas 51 anos de idade. Era muito jovem. Too young to die, dirão os
seus comparsas, os da sua famiglia sempre vestidos de t-shirts de alças,
suspensórios, calças vincadas e sapatos engraxados ao brilho numa esquina de Nova
Jérsia onde costumavam passar as tardes a magicar sobre as últimas jogadas para
enriquecer da maneira mais fácil e ilícita. Fosse no célebre clube de strip
Bada Bing! do qual eram proprietários, numa qualquer tramóia do negócio dos
lixos onde criavam fortuna ou apenas a vender da branquinha, o certo era que
alguma coisa haveria de dar dinheiro.
Não me consigo
recordar de uma outra personagem que se colasse tanto ao ator. James Gandolfini
fez outros papéis em televisão e no cinema mas, nenhum outro sequer almejou a chegar
lá perto da sua personificação de Tony, o líder dos sopranos, o chefe mafioso
deprimido mais famoso da história.
Digam o que disserem,
também estou de luto porque morreu o Tony Soprano. Apaixonei-me por esta série
e ela era de longe, a anos-luz de distância da concorrência, a minha série de
televisão favorita. Ainda tenho lá pra ao arquivo multimédia do sótão, caixas
de séries completas que importei pela net. Ao nível de importância na minha
vida, apenas os Simpsons com os quais me delício há décadas e os X Files
andaram lá perto. Perto mas muuuuito atrás.
A figura do chefe da
máfia que colocava a vida em questão arrebatou-me. Mas não foi só ele. Todo o
elenco era delicioso, repleto de personagens inesquecíveis: o sobrinho
Christopher Moltisanti sempre agarrado à branquinha; Silvio Dante protagonizado por Steven Van
Zandt, guitarrista da E Street Band do Boss Springsteen e Paul Gualtieri,
tratado na família pelo diminuitivo Paulie deram-me horas, centenas de horas de
puro prazer à frente do ecrã.
Eu vivi tanto aquilo,
identifiquei-me tanto com a forma de sentir e pensar do Tony que acho que até cheguei,
tal como ele, a ter sonhos eróticos com a sua psicanalista, a
Dra. Melfi.
Fosse a jogar
snooker, poker, dados, a roubar ou a matar, vê-los trabalhar era um prazer. Tão
feliz que fui com eles.
James Gandolfini morreu
de ataque cardíaco em Itália. Não havia forma, nem local mais apropriados. Até
a morrer representou. Paz há sua alma. Numa tirada ao melhor estilo da sua
personagem: “Que esteja lá muitos anos sem nós!”
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Folga para viver
Estive
ausente durante dias. Propositadamente ausente. O blogue é muito importante na
minha vida. Mas não posso deixar que me roube espaço à própria vida. Tenho de ter tempo para viver. Tempo para desfrutar, para ser
eu. Tempo para mim e para os meus. Como neste fim de semana, a minha parceira
de vida foi viver para longe, para o Porto em trabalho, mudei-me de armas e
bagagens para a casa dos meus santos cunhados (sim porque os meus cunhados
também são bons e são santos cunhados como os meus sogros são santos. Quem me
trata bem tem tudo de mim).
Os
motivos para ir viver para a casa deles em Portalegre neste fim-de-semana foram
muitos. Alguns contaram como vantagens como a hospitalidade, a simpatia, a casa
fantástica e espaçosa, o facto de a minha companheira estar ausente mas o
principal motivo da contratação foi o aniversário da minha afilhada Maria que
amo como se fosse minha filha. A única diferença que tem das minhas é que não é
do meu sangue. Mas não vejo, nem sinto essa diferença. Para mim é igual às duas.
É minha também.
Neste
fim-de-semana vi, vivi e diverti-me imenso. Fui muito feliz e bem tratado. Sexta foi noite de marchas populares.
No
sábado, a festa de aniversário foi fantástica com muita comida, bebida e
amigos.
O
domingo foi também fantástico porque a minha Leonor fez a profissão de fé. Ela já
tinha no seu quarto as imagens das minhas mães do céu que são também as suas:
Nossa Senhora do Carmo (padroeira da minha aldeia da Beirã), Nossa Senhora da
Estrela (padroeira do concelho) e Nossa Senhora de Fátima (padroeira do país). Foi
a fé que lhe passei, que nós pais lhe passámos.
A
profissão de fé foi a confirmação dos votos que fez na comunhão. Tenho vontade
que ela ajude mais nas missas. Que frequente mais, que siga o conselho que o
Padre Luís fez a todos e se torne acólita. Quero que perceba que o seu papel na
sociedade pode ser muito mais importante que os F que regem a sua vida ( F de
facebook e Fox – o canal que nunca perde).
Na
cerimónia que foi muito bonita, fez uma leitura que dizia : “Para que os cristãos da nossa diocese,
atentos ao dom que receberam de Deus e abertos aos apelos do sínodo diocesano,
se empenhem na sua renovação pessoal e na renovação da nossa igreja. Oremos por
intercessão de Maria, estrela da evangelização”.
Já
eu, fui o pai seleccionado para ler: “Senhor padre, conscientes dos nossos
deveres de pais e primeiros educadores, viemos, hoje, com os nossos filhos,
celebrar o mistério do batismo. Temos consciência de tanto quanto podemos e
sabemos os temos ajudado a caminhar na fé cristã. Queremos continuar a dar-lhes
bons exemplos, ajudando-os a assumir os compromissos que hoje mais
conscientemente querem tomar.
Esta
foi a cerimónia solene porque a profissão de fé informal lha fiz no outro dia
no sótão onde estava a brincar com a irmã e lhe expliquei a importância de
falar com Deus como se fala com um amigo. Lhe pedir ajuda e desculpa sem ter de
se rezar. Falando apenas. Pedindo em tranquilidade. Com confiança.
Como
o dia era de festa, no final seguimos para o restaurante o Sever dos meus
amigos Filipe e Julieta onde fizemos uma refeição fantástica com a qualidade a
que já nos habituaram desde sempre. Sou cliente desde que era criança, quando
eu passava as tardes a fazer corridas com os paus de gelado na levada que passa
junto ao rio. É uma memória daquelas que não se apagam. Claro que as minhas
tias que me levavam pela mão quando era puto juntamente com os pais e toda a
família foram logo cumprimentar a Dona Esperança, a matriarca, uma moçoila que
caminha para os 100, um pouco mais adiantada que elas que ficou muito contente
por as ver.
O
preço no Sever não foi alto. Por mais caro que fosse, para mim ainda teve uma
consideração dos donos que são meus amigos. Ainda há quem me estime pelo
trabalho que fiz na câmara em prol dos outros. Ajudei todos quanto podia. Distribuía.
Repartia. Agora os que mamam são sempre os mesmos mas não quero ir por aí que é
para a conversa não azedar.
Dizia
eu que o preço no Sever nunca é alto, sobretudo no Verão. Paga-se o comer que é
sempre belíssimo e a envolvente que é absolutamente extraordinária: a vista imponente
para Marvão, a frescura do rio que corre
ali próximo, o conforto da sombra das árvores do pátio, tudo!
Uma
refeição como a que ali comi, junto a algumas das pessoas que mais amo no mundo
é uma bênção dos céus. Eu rezei a Deus e agradeci por me ter dado direito a
esta benesse.
Estive
fora do blogue por um motivo mais que justificado: estive fora porque estive a
viver. Dei folga ao blogue para viver.
A
foto de família neste dia tão importante ficou reduzida a nós dois: a Leonor e
eu. A mãe estava fora em trabalho. A Alice fez birra porque nem me queria ver,
quanto mais fotos. Poucos mas bons. Plenos de vontade, alegria e querer.
Graças
a Deus
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