segunda-feira, 22 de julho de 2013

Preparando a rentrée

A imagem lindíssima restaurada em Fátima. Saiu pela última vez na procissão. Daqui para a frente ficará resguardada e sairá a imagem mais pequena. Eu ajudei a carregar o pesadíssimo andor pela derradeira vez. Amparei-a, como ela me fez a mim. E continua sempre a fazer...


A minha Alice com a amiga Laura que conheceu nessa noite e vai ser da sua turma na escolinha.
Ele há coisas...

Hoje estive sozinho em casa com a Leonor, gozando o meu último dia de férias, com as outras duas pequenas já regressadas à labuta. Tive assim tempo para mim e para preparar a atualização do Pedro na Internet. Com cuidados. Leva tempo a preparar o vídeo das férias que quero. Demora dias. São mais de 1000 fotos a selecionar. Levarei em conta 3 opiniões muito importantes:

Opinião 1: a da Cristina, a mulher que me escolheu passar a sua vida inteira comigo. Viver juntos, ter filhos, partilhar tudo. Há dias disse-me: “Pedro, não sejas assim. Não publiques coisas que se podem virar contra ti ou contra nós.”
“Mas se deixo de ser infantil, mato a criança que há em mim e fico sério, sisudo e quadrado!”
“Não mates a criança que há em ti. Não deixes de ver o mundo com esses olhos que são o mais genuíno que há em ti. Não sejas é ingénuo que é bem diferente! Do outro lado, a inveja e o mal superam o amor e o respeito!”
Registei.

Opinião 2: a dos meus amigos João Escarameia e da sua companheira Cristina. Num passeio absolutamente fantástico que fizemos pelas caleiras da Escusa e pelo Prado, que irei divulgar aqui em breve, ensinaram-me uma expressão que entrou directamente para o top das preferidas da minha vida. A ver se consigo reproduzi-la: “Opáááá deixaaaaaaaa…”. Tentando a tradução, significa que a vida é curta demais para que nos apoquentemos com coisas que não valem a pena. Coisas que não merecem a ralação, a chatice. Esta expressão fez com que deixasse de fazer sentido publicar 80% das coisas que tinha previstas. Eram remexer no lixo, dar ao blogue uma importância que ele não tem.

Opinião 3: a da revista do Expresso esta semana que faz mesmo a minha opinião. Sempre, desde há anos!



Com esta decisão e com a ajuda que estou a ter, sinto que estou cada vez mais eu, mais Pedro. Mais sensato. Mais calmo. Antes do acidente (e não é estar sempre a desculpar-me com a mesma coisa) eu era assim: egoísta. Ou 8 ou 80. Rasgava a direito. Se fosse preciso, levava tudo à frente. Depois recuperei e queria agarrar tudo como uma força como se cada dia fosse o último. Primeiro fechei o blogue. Depois reabri-o via facebook e depois já queria cá publicar tudo, como as pessoas que critico porque vivem no facebook. O blogue não é isso! É um apêndice da minha vida e não posso deixar que seja mais que isso.

Voltando ao acidente, foi um acontecimento gravíssimo da minha vida. Da nossa vida, como me ensinou no sábado na piscina, a minha amiga Maria. As repercussões dessa pedrada no charco reflectiram-se em todos os que me amam. Sobremaneira em mim e nas mulheres que vivem comigo e me amam. Num país católico, tenho a sorte de viver num harém. Logo 3 mulheres!

Foram umas férias de sonho. Uma semana de sonho. Não era possível ser melhor. Por vezes difícil, com fricções e ainda bem que assim foi. Se tivesse tudo corrido bem e calmo é que era de estranhar. Fechar na mesma casa, pequena, pessoas com idades tão díspares (3, 11, 37 e 40) e interesses tão diferentes não é fácil. Ainda por cima com um gajo que há-de estar toda a vida a recuperar de um traumatismo craniano difuso grave. Nem sequer foi traumatismo num sítio específico. Apanhou a cremalheira toda! É preciso muito amor e muita compreensão. Uma coisa é viver numa vivenda ampla como é a minha em que só nos vermos todos juntados (como diz a minha Alice), de manhã e ao fim do dia. Outra é estar 24/24 horas num cubículo T2, 7 dias por semana. Passamos uns dias extra graças aos contactos imobiliários do Nuno Pires, um amigo que é um verdadeiro irmão. A gentileza há-de ficar por agradecer para toda a vida porque há favores que não se pagam. Mas as saudades de casa já apertavam muito e como a 16 de Julho era o dia da padroeira da minha aldeia, a minha mãe do céu, Nossa Senhora do Carmo, regressamos felizes e satisfeitos na véspera por podermos estar na Beirã nesse dia.

Os momentos altos foram todos passados com pessoas. A maior riqueza da vida. A família e a família dos amigos, os parentes que nós escolhemos. A maior vitória pessoal foi ter conseguido outra vez correr na maior pista natural do mundo: o areal da praia da Rocha. Bem cedo, quase madrugada quando ainda todos dormiam e só as gaivotas pisavam a areia. O cheiro do mar… O barulho das ondas… O sr. Manuel que foi salva-vidas durante 25 anos, garantiu-me que pela distância que tinha percorrido nessa manhã, em 40 minutos sem parar, devo ter feito entre 4 quilómetros e meio e cinco quilómetros. Claro que liguei logo à minha amiga Rita, a minha fisioterapeuta no hospital que sempre me disse que o objetivo dela era voltar-me a pôr a correr. Eu que antes do acidente fazia 21 quilómetros com muito esforço mas conseguia em menos de 2 horas, fiquei sem conseguir sequer andar depois do coma e do acidente, vai fazer agora 2 anos, no dia 29 de Julho. Voltei a tentar correr já em Santo António e não conseguia fazer mais que 200 metros. Desta vez consegui e fiquei com os músculos desfeitos, como se tivesse feito 2 ou 3 ultra maratonas seguidas. Dias depois voltei a tentar, com mais método mas como adoro a liberdade de correr, corri muito perto de 1 hora. Se Deus quiser, vou voltar a conseguir. Não com a obsessão que tinha, mas como forma de ser saudável. A pouco e pouco, com força de vontade e querer, Deus vai-me dando de volta a natação, a bicicleta e a corrida.Com fé, nada é impossível. Foi num dia desses que tive a graça de conhecer a querida Laidinha Magalhães, uma simpatia que há anos me vende as bolas de Berlim e que quando soube da aventura da minha vida me ofereceu uma! Soube-me a céu!

Quanto ao vídeo das férias, vamos ver se consigo, no Movie Maker e no Photohop em era profissional pré-crash, fazer um vídeo que os meus (família e amigos) se orgulhem de ver. Sempre levando em conta as opiniões anteriores que começam este texto e desejando aos maus aquilo que desejei num dos posts passado. Beijinhos a todos, do vosso tio Sabi.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O diário de bordo do capitão Robinson Crusoe

Vivi estes últimos 11 dias de férias como um autêntico Robinson Crusoe dos tempos modernos (clicar na palavra para saber mais quem foi). Sem ver notícias, sem ler jornais, sem ter internet. Fiz uma cura de desintoxicação total. Só não fui capaz de deixar o telemóvel porque era a minha ligação ao mundo exterior, à família dos amigos e mesmo assim tive boicotes. Digamos que a bem dizer, fui um agarrado a limpar-se do mundo moderno com umas linhas de coca (o telele) no bolso. Pelo menos tentei!


Mas ter um Adrian Mole (que sempre adorava seguir), um Alf do século XXI, um E.T. sem conseguir telefonar para casa como ele queria, não é fácil.





Tinha muitas saudades deste mundo. Deste meu mundo. E entretanto, que se passou neste período de vacances?


1.    No país, está tudo igual. Perdi a novela de Portugal como perdi o Dancing Days da SIC que adoro seguir e ficou tudo na mesma. O nosso presidente da república pediu uma junta de salvação nacional para nos tirar da cova mas ganhou o mesmo. Neste naufrágio português, os partidos querem todos agarrar-se bem à bóia e o parceiro do lado que engula muita água e se afogue o mais depressa possível. Tomara que os salva-vidas estejam a fazer greve ou a meter creme nas costas de uma morenaça. Diz que o PR foi para as ilhas selvagens apanhar ar e ver se se abstrai. Eu cá acho que ele esteve lá, nessas ilhas selvagens desde sempre. Pelo menos, desde que foi primeiro-ministro! Quando aplicou os dinheiros da Europa enviados para indemnizar os funcionários que iriam ficar sem emprego com a queda das fronteiras em auto-estradas em vez de lhes dar o destino previsto criando novos empregos. Como foi o caso dos meus pais que sabiam que com a unificação da Europa iriam ficar desempregados como ficaram. Estranho este homem que chefia o Estado Português mas também ganhou com as acções do Banco Português de Negócios, a maior negociata da nossa história, capaz de envergonhar o Alves dos Reis! Ou quando incentivou as pessoas para “comprarem anos” para se reformarem mais cedo, ou os agricultores para abandonarem os campos, pagando-lhes para não produzir. O que vale é que vivemos em liberdade e eu não sou o Sousa Tavares para ter de responder em tribunal pelo que digo. É que toda a gente sabe que eu digo SEMPRE a verdade! Pode ser apenas a minha verdade. Mas sei que é válida.


2.    Em Marvão está tudo igual. Mansinho, beijinho aqui, beijinho ali, palmadinhas nos ombros de quem não se cumprimentou nos meses anteriores, tudo como se quer. Abriu há dias uma rua direta ao meu bairro da avenida Dr. Manuel Magro Machado que deveria logo ter sido inaugurada quando o bairro foi feito. O meu é um bairro novo, cheio de famílias que compraram terreno e construíram com o dinheiro que não tinham e pediram emprestado. Apesar disso, tiveram de entrar por uma ruela de pré-fabricados que está cheio de pessoas boas e não me sinto nada superior em relação a eles. Atenção! Mas o nosso investimento atual merecia uma entrada condigna. É que os pré-fabricados foram logo na altura, baratíssimos. Já eram reles em termos de construção. Pré-fabricados. O nome indica tudo. Muitos têm vindo a ser melhorados mas falemos claro e sejamos honestos: eles compraram barato mau material. Nós construímos muito, muito caro e ainda assim, ficamos limitados a entrar pela lateral deles. Faz sentido? É que eu às vezes sou um bocadinho possidónio e não percebo logo as coisas. Ajudem-me…


A inauguração da rua deve ser bem próxima das eleições. Porque será??!?  Será que as pessoas de Marvão ainda acreditam na história da carochinha? O futuro a Deus pertence. Sei que mudar não é fácil. Mas uma estrutura do Partido Socialista coerente, poderosa, unida, forte que tem muitos nomes jovens e muito fortes que comece a fazer campanha séria e evidente no dia a seguir as eleições (isto se não as ganhar já), tem quase a certeza de atingir o sucesso daqui a 4 anos. Deixar sucessão nunca foi do interesse de quem lá está. O egoísmo e o medo da própria sombra nunca deixou ver para além do umbigo. Mais quatro anos, com trabalho e fé, já deixam antever o fim do filme. Os mitos rurais também se derrubam. Oxalá. Nós também eramos um grupo de miúdos e demos a volta à coisa. Quando quase ninguém dava nada por nós!


Por aqui há gentes simples. Mas também há gente complexa. Inteligente. Que pensa e ajuda e quer mudar.


3.    Na minha casa tem havido muitas transformações nestes últimos dias. Nós semos labregos, coitadinhos. A gente nunca sai daqui. Maneira que a gente vai e leva os euros que junta durante o ano e compra alguma coisa. Umas bolas de Berlim, uns pastéis de nata com canela, umas frutinhas de amêndoa, muitas roupinhas (todas baratinhas de 5 aerius e pouco mais), chinelos do continente a 1, 99€ que fazem o mesmo das havaianas que custam 20 vezes mais (mesmo assim ainda caíram umas!), almofadinhas e cortinados e molduras para casa e muita coisa nova e barata para dar muita alegria à gente.


Por cá, graças a Deus, tudo bem. Ainda não tenho tido tempo para fazer as reportagens no blogue que quero mas tenho passado o dia a trabalhar, no duro (hoje foi a garagem duma ponta à outra e material que por lá havia!) e só ao fim do dia quando já todas dormem, tenho tempo de internetar. Faz falta à minha vida. Dá muita alegria. Durmam bem. Muitos beijinhos.


Amanhã é dia de picina! Ui pi pi! As pequenas ficam a trabalhar (uma vai para o infantário para matar saudades dos amigos, a outra fica de serviço em casa) e eu vou com a grande, a Leonor que já leva um palmo à mãe, tranquilos para a Portagem. Ela merece.




Recebeu hoje as notas da escola e teve oito 5, um 4 (a música) e apenas um 3 a matemática que lhe impede de ir para o quadro de honra da escola. A merda da matemática! A quem é que ela sairá assim tão burra a números?!?!? Não faço a mínima. Por mais que pense…


Mesmo assim, acho que pode ser eleita a melhor aluna da escola do ano dela e receber um prémio da Junta de freguesia em livros. Orgulho. O que hoje lhe tentei explicar foi o orgulho imenso que tenho nela.



E se ganhar a cena da Junta, pode ser que o meu amigo Zé Luís, o presidente em funções, me pague uma imperialzinha no Caldeira como pagou ontem. À nossa, nosso presidente! Sempre seu. Sempre de acordo menos na bola…

quarta-feira, 17 de julho de 2013

De regresso!

Imagem captada no Algarve na piscina do meu querido amigo Nuno Pires que amo como irmão. A Alice estava a boiar. Vejam o nível e a concentração da artista. Promete. Esta é a imagem de capa do vídeo que vou fazer das férias. A imagem escolhida entre milhares. Vai dedicada ao Nuno e à Gabriela que nos receberam como príncipes. UM BEIJO AOS DOIS



E é assim, meus amigos, de regresso à vida. Outra vez!

Há quem deva dizer assim: “porra… Este cabrão é pior que o Robocop! Não morre, nem que o matem! Nem os gatos têm tantas vidas…”

Pois é… que remédio? Têm de levar com o vosso Tio Sabi! É que eu também vivo aqui no blogue. Vivo no corpo que não é pequeno (1,80m com mais de 80 quilos) e também vivo aqui, na internet.

Já tinha saudades disto. Verdade!

Tenho duas publicações na calha para fazer e comunico-as desde já: uma é sobre a minha mãe do céu, Nossa Senhora do Carmo que teve ontem, 16 de Julho, o seu dia na Beirã e cuja devoção me trouxe de propósito de terras dos Algarves para a missa solene e procissão onde ajudei a carregar o pesadíssimo andor com a lindíssima imagem restaurada pela última vez que saiu da igreja. No futuro ficará sempre resguardada e sairá apenas a imagem mais pequena. A outra publicação que quero fazer é sobre as minhas férias na praia que terminaram ontem por motivos da primeira.

Estas publicações já estão a ser cozinhadas na minha cabeça e só preciso de tempo e espaço porque os ingredientes estão todos no telemóvel e numa pen. Passam das mil fotografias, mais os vídeos. Não quero maçar quem costuma visitar aqui a taberna e estou a pensar fazer dois vídeos musicais porque o material é mesmo muito. Coisas simples, com música a acompanhar, engraçadas como eu acho que sou. Sou um bocadinho vaidoso e maniento mas quem não é? Se eu não gostar de mim, quem poderá faze-lo?  

Quanto a quem costuma ser cliente desta taberna virtual, ou por aqui passa ocasionalmente, tenho algo a dizer de antemão, uma questão de princípio: eu não me venho para aqui armar aos cágados. Isto é público, não tenho nada a esconder e esta é a verdade. Vêem aqui muitos amigos, pessoas que amo e me amam. A grande, grande maioria dos clientes deste blogue é assim. Mas tenho a certeza que também por aqui vem quem me quer mal. Escrevo para os que me amam porque sei que vão ficar felizes de ver e ler. Quanto aos invejosos… é para estes que agora me dirijo agora. Sim, é para ti: se tens inveja do meu modo de viver, digo-te que distingo a inveja em dois tipos: a inveja boa e a inveja má.

A inveja boa é do tipo: “olha lá quem bem que este gajo se trata, hã?” Esta é como a inveja que eu tenho do Ronaldo, o jogador de futebol do Real Madrid. Tenho inveja boa dele. Merece tudo aquilo que tem. Nasceu pobre, numa família miserável, com um pai com problemas de alcoolismo, numa barraca cheia de irmãos. Graças ao seu esforço, à sua dedicação e ao seu talento, tornou-se naquele que é para mim e quem sabe do artigo, um dos melhores jogadores do mundo. Um craque! Merece tudo aquilo que tem e pode comprar porque a ele se deve. No outro dia vi uma entrevista dele e pareceu-me humilde, castigado pelos invejosos. Falou com o Daniel Oliveira e pareceu-me um bom miúdo, com bom coração. Tenho inveja boa dele. Boa apenas. Não lhe quero mal. Ainda bem que ganha muitos milhões. Ainda bem que gasta muitos milhões. A vida é só uma e quando ele morrer, não há ninguém que tenha mais pena da sua morte que ele! Eu tenho inveja boa do Ronaldo.

Aceito que as pessoas tenham inveja boa de mim. Não sou o Ronaldo. Nunca joguei nada à bola. Reconheço-o. Custa reconhecer isto mas reconheço-o. Tudo aquilo que tenho de bom na vida e tenho tanto, tanto, tanto, devo-o a mim e a Deus. Ao meu trabalho, aos meus muitos anos de estudo, ao meu amor pelo próximo, ao meu amor pela minha família e amor pela minha família de amigos. Tudo o que tenho saiu-me do lombo e do cérebro e do coração. Se tens inveja boa de mim e não estudaste, muda de vida como cantam os Humanos. Há-de haver felicidade para ti algures. Há dias vi tratadores de relvados de golfe numa das zonas mais caras do país e pensei: “vejam-me bem a paz de vida destes homens! Aqui não devem ganhar mal, mas mesmo que ganhem mal, não aturam clientes rudes, nem brigões, nem computadores, nem pilhas de papel. Vivem em paz. Tranquilos. Felizes. E não devem ter estudado muito. Mas têm prazer no que fazem. Via-se nas caras. Ganham anos de vida a cada dia que passam naquela paz.

Agora, quem tem inveja má de mim e me deseja o mal, quem vem aqui ao meu blogue para espiolhar e desejar o mal, digo-lhes que não tenho medo deles. Eu sou feliz porque sou livre e tenho a protecção de Deus que me acompanha sempre. Eu rezo. Eu falo com Deus todas as noites, todos os dias, todas as horas. Se vêm aqui para desejar mal, azar. Eu quero que esses vão para a raiz da puta que os pariu e só lhes desejo o dobro do mal que me desejam a mim.

Estou em paz. Venho em paz. Agora tenho pouco tempo e pessoas que me esperam mas tinha de vir aqui dizer um olá aos bons clientes.

Um beijo e um forte abraço para quem me quer e eu quero bem. Darei muitas, muitas, muitas notícias nestes dias que se seguem porque permaneço de férias. Até já!

sábado, 6 de julho de 2013

AAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHH….



De férias, finalmente. Merecidas. Merecidíssimas férias!

Acho que estas são as férias que me sabem melhor desde que trabalho. São apenas 11 dias úteis, o maior período mínimo que é permitido por lei, mas parecem-me 11 anos. Na verdade, com os fins de semana são 17 dias. Bom demais.

Terminei muitos destes últimos dias de trabalho completamente extenuado. Cansado pela pressão dos contribuintes em muito gerada pelo descontentamento geral originado pelo pagamento do imposto de circulação dos últimos 4 anos (!!!!). Muitas vezes estava esgotado pelo entupimento dos sistemas informáticos que foram congestionados pelo excesso de acessos. Exausto. No outro dia, quando saí, encostei-me a descansar os olhos e dormi 2 horas. Coisa inédita em mim.

O meu cansaço tem sido tanto que nem tenho tido força e vontade necessárias para vir viver no meu blogue.

Mas hoje, para abrir o período de férias, faço questão de vir aqui. Vou rumar para o reino dos Algarves, território gerido pelo emir sabi júnior. Já que sofro todo o ano por viver longe dele, quando posso banhar a família, faço questão de estar junto a ele e aos seus. Junto aos meus.

Sei que é pouco prudente vir aqui publicamente dizer que vou abandonar o lar. Mas isto não é Lisboa! Não há cá jóias para gamar e se me levassem a televisão que é um dinossauro gigantesco que me custou uma fortuna há anos e parece o oceanário, até me faziam um favor. Podia ser que assim quem veste as calças cá em casa me autorizasse a comprar um lcd lindo de 125 cm de diagonal de ecrã, fininho, moderno, dos que custam pouco mais de 500 euros nos hipermercados. Mas este aquário vasco da gama que me custou um monte de dinhero quando ainda estava a trabalhar em Nisa não há meio de berrar…

A GNR está informada que vou sair e os vizinhos zelam pelo que é meu como zelo pelo que a eles lhe pertence. Tenho paz de alma. Vou tranquilo. Os larápios que se ponham a pau que eles andem aí.

Para dar o pontapé de saída nas férias, nada melhor que um almoço de amigos que considero muito. Como considero todos os que fazem o favor de serem meus amigos. Estes, em particular, destacaram-se por motivos diversos. Ou não puderam estar na minha festa de anos, ou trabalharam, ou estiveram fora… Enfim. Quis tê-los hoje junto a mim. Atenção que foram eles que me autorizaram a divulgação na internet da foto. Isto não foi à má fila. Não vivo de e para o facebook!

Fizemos um almoço absolutamente fantástico, com uma vista, uma envolvente e uma gastronomia soberba. Fomos felizes no café lounge o castelo do meu primo Jorge que está cada vez mais adulto e melhor homem.


Foi muito bom. Sombrinha, vinho branco gelado de categoria, companhia 5 estrelas. Do melhor. Fomos felizes. Se caísse uma bomba antónia que rebentasse ca gente, íamos de barriguinha cheia e a alma sastesfêta.


Esq. para dir: Vítor Felino, Cantinflas, João Correia, Pedro Aires Mendonça, João André Escarameia, Arlindo Andrade. Idades díspares, profissões diversas mas o mesmo espírito e o mesmo selo de amizade que nos une. O mais puto foi o organizador que por acaso até fui eu. Rimos muito, falámos, brincámos… fomos felizes. Expliquei que não jogo no euromilhões porque não quero ganhar. A minha sorte grande é ter gente deste calibre à qual estou grato pela amizade que me dispensa e por uma ou outra atenção. Valeu!
Créditos fotográficos da excelente Ana Lúcia que mais parece que tem um estúdio. 
Merci bien.


Nos próximos 8 dias espero não ter tempo, nem vontade para publicar aqui nada. Não vou levar o pc. Guardo-o onde estará bem confiado. Quero estar ocupado a viver. A desfrutar a vida, a praia, a família, o mano, os amigos que já programaram cenas comigo, a gozar as férias… Quero voltar a correr o areal junto ao mar de madrugada como fazia antes do acidente. Tenho esperança, tenho fé que seja capaz como fui capaz de vencer a bicicleta. Espero voltar apenas na semana de 14. Mas vocês já sabem como sou. Eu quis acabar com isto do blogue e ainda cá ando com uma força do catano. Isto não é para fazer muito caso  que o gajo é trapaceiro. Mas pelo sim, pelo não, quando vos apetecer, passem cá pela tasca para ver se pago um branquinho traçado. Pode ser que tenham sorte!

Se não, esperem que o tasqueiro venha. É que quando o tasqueiro vier, tem mais 8 dias de férias cá em casa que vão ser de bar aberto para o clientes habituais. Nesses dias quer servir tantos textos (perdão, tantos carapulos de vinho tinto) que estão a ser armazenadas e catalogadas no cérebro há tanto tempo... que vai ser um bodo aos pobres! Um festim. Assim espero!

“Boas férias, sabi!”


“Muito merci. Bem hajam!”

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Eurovisão política



Ao segundo dia do mês de Julho do ano da graça do senhor de dois mil e treze, quando o Paulinho das feiras bazou e deu o pontapé de saída para o desmoronamento do governo (já começado com a saída de Gaspar...), nada como o grande Vasco Palmeirim para marcar um ponto com a justíssima homenagem ao Vítor, o meu querido e estimado dono, o general deposto. Foi injustiçado, mas a vida é mesmo assim. Cristo tinha a cunha do pai e apesar de tudo, aos 33 anos, já estava cravado no barrote com duas cavilhas, uma em cada mão. O grande Vasquinho fez hoje justiça… ao ministro.


Pela imagem pode-se comprovar que o piqueno (gigante) da rádio comercial estava feito com o jornal i. Só assim se explica a teoria da conspiração. José Cid em grande nas duas edições: escrita e radiofónica. Sempre desconfiei daqueles óculos escuros… será um cyborg?!?!?!?


O Video está clicando aqui na ligação em baixo. Totalmente gratuito! Sem impostos adicionais! "Ò madame... é d'aproveitare!"

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Parabéns mãe Zira!

Com algumas das tuas amigas da nova geração, na tua casa: as netas Leonor, Maria e a vizinha Mariana
Assim, como eu te quero sempre: a sorrir. Despreocupada. Feliz

Tive um dia horrível no trabalho. Dos mais duros em 13 anos de carreira. Muito serviço, muita responsabilidade, muita gente, alguma reclamação, uma ou outra ocasião em que tive de levantar a voz para que as pessoas me ouvissem… Mas sobre isso hei-de escrever quando tiver tempo e me apetecer. Talvez quando a ferida estiver mais sarada. Quando estiver ainda mais calmo.

Agora estou tranquilo. Cheguei a casa, tomei banho e estou a escrever-te para te dar os parabéns no facebook. Pessoalmente, dei-tos logo de manhã quando te fui beijar antes de ir para o meu serviço. Disse-te que eras a pessoa mais parecida comigo em vida e por isso chocámos tanto no passado. Forças idênticas repelem-se, não é que ensinam em química? Disse-te que ainda bem que estamos vivos. Dei graças a Deus, por os dois termos passado provas tão difíceis nos últimos tempos. Pela superação. Disse-te que era tão bom poder dar-te os parabéns pelos anos de vida. E já vão 63!

Sei que ligas muito ao facebook. Na azáfama dos dias, em que todos corremos para todo o lado, tu estás muitas vezes só, por mais companhia que tenhas. Na internet tens sempre leitura nos blogues que gostas, no facebook tens sempre companhia, amigos, afeto, calor humano. Sei que por isso é tão importante para ti. Por isso te escrevo esta mensagem. Para que tu leias e para que todos possam ler e conhecer o meu sentir por ti. Eu sei que sou o teu Pedro. Houve tempos em que não fui. Não estava cá. Mas sou mais o Pedro que tu queres a cada dia que passa e isso faz-te imensamente feliz. E a mim também.

Já vou jantar contigo. Já quero ter o prazer de estar contigo e quero partilhar o prazer de te ver ler este texto. Se não me atrasar muito…

Quero aqui dar-te uma prenda para além da que a Cris te comprou. A prenda é esta:

O exercício que fazem com as crianças de compararem as pessoas a algo da natureza ou animal é interessante. Fá-las crescer. Se tivesse que encontrar algo na natureza com a qual te pudesse comparar seria uma montanha. Pela tua força, capacidade de resistir às adversidades, às contrariedades da vida. Uma montanha serias. Um porto de abrigo. Uma protecção sempre presente. Mas não seria uma montanha qualquer. Teria que ser grande como tu que és alta, e com um vulcão lá dentro. Com calor, com sentimento. Que entraria em erupção não quando a vida quer mas quando ela, tu, a montanha, quisesse. Com inteligência, como a que tens.

Um beijo. Grande e com um abraço apertado como os que nós damos.

Quero-te muito.

Amo-te como não amo mais ninguém no mundo.

Mãe há só uma.

Do teu filho,


Pedro

terça-feira, 25 de junho de 2013

Revolucion!





Este blogue tem de levar volta. Tenho pensado muito nisto. Este blogue tem de levar um abanão como costumo dar à minha filha Leonor para ela ter genica. Genica! Genica carago! Aquela rapariga que já não é uma gaiata, tem de agir como uma pré-adolescente como diz que é!

Este blogue tem de levar um abanão desses, como eu lhe costumo dar a ela, como Deus me deu a mim quando ia na vespa e tive o acidente. Não precisava era ter sido um abanão tão forte e tão grave que quase me levou desta para melhor! Mas prontos, deu-mo e já passou.

Aprendi a ser menos egoísta. A ser mais calmo, mais ponderado. Deixei de me dedicar tanto à viola (que só dava para eu ser mais egoísta, a aprender por mim, a ter a mania que era rock star), tirei a minha prateleira de dvds que ocupava grande parte da sala, passei a dedicar-me mais à minha família, a saborear os pequenos pormenores que tornam a nossa vida um bem tão precioso.

Os abanões à minha filha não costumam servir efeito. O abanão que Deus me deu, surtiu imenso efeito e mudou a minha vida. Nunca mais serei o mesmo.

O blogue também tem de levar um abanão só que esse, sou eu que lho dou.

Quero também ser melhor no blogue onde vivo. Ter uma vida nova. Um antes e um depois. Quero que o depois seja magnífico, colorido e feliz. Olhando para trás, vejo que apesar de colorido, o blogue ainda era cinzentão. Agora quero um arco–íris! Não! Não tem nada a ver com os gays que nisso aí não mudei nadinha e tenho os gostos tal e qual como tinha antes. Aqui o Tio Sabi é apaixonado pelas suas mulheres.

Para já, tenho de mudar a essência dos assuntos. Ou então mudar-lhe o nome. Isto tem sido mais “Escrevendo o mundo de binóculos do alto de Marvão” do que “Vendo o mundo de binóculos do alto de Marvão”. Que falta então? Mais imagem! Aprender com a fase facebook que se seguiu após a triste ideia de dar fim ao blogue. Mais fotos, textos mais curtos e mais frequentes. Não estar tanto tempo sem publicar nada. O que publico, fica. E eu também vivo aqui no blogue. O Pedro Sobreiro não é só carne e osso. Às vezes é também um bocadinho de cérebro. Também vivo aqui na internet!

Esta revolução consiste em:

MAIS imagem

MAIS vídeos da vida, de música e caseiros

MAIS publicações por dia

E…

MENOS texto ou pelo menos mais curto e mais direto.

Companeros: VIVA LÁ REVOLUCIÓN?

Antes, quando tive esta ideia, escrevi um pequeno texto:

O Abel é bom!


Um bom amigo de há muitos anos. Um cromo de luxo, daqueles a 3 dimensões, cheio de cores brilhantes. Neste dia quando o encontrei, tinha ido levar a correspondência do serviço aos correios. Encontrei-o sentado numas escadinhas perto do Espírito Santo e juntei-me a ele. Quando o vejo costumo sempre cair com uma tacinha de vinho ou umas moedas para uma onça de tabaco. Estão prometidas umas camisas que já não uso e um relógio que lhe vou dar só a 23 de Outubro quando fizer 66 anos. Neste encontro pediu-me 5 euros.

“5 euros, Abel?!?!? Tas maluco! Isso é muito dinheiro. Não te posso dar tanto dinheiro! Então mas o que é isto?!?!? É a Santa Casa?”

Ele meteu o dedo nos lábios e mandou-me calar. “ppppppsssssssshhhhhiiiiuuuuuu… Está caladinho e sossegado”, disse-me baixinho, devagarinho com ele fala e sem dentes. “5 eures pa ti n’ é muto! Achs que é muto? Nã é! E pa mim, po Abel qué bom, é bom porque posso comprá cousas qu ê goste. 5 eres p’ aquilo que tu ganhas n’e mute. Olha qu’eu sô teu amigue. Já há mutes anos. Nã nos conhecemes d’ontem. Já passámos muta cousa juntes. Mutas festas aí nas terras. Olha qu’ê na sou com’esses que páí andem. Esses que se dizem tês amigues e depôs mordem na calada quande tu passas. Pchiuuuu. Olha qu’eles ouvem tude. O Abel é tê amigue. Eu conte-te tude”.

E eu pensei: O Abel é mesmo bom!

Quality never  goes out of style


Estas foram tirada já dias depois. Calçado com os meus Ray Ban. Para que fizesse pose para o telemóvel tive de apertar com ele. Tive de insistir mas ficou bem. Não estava muito convencido do resultado mas quando lhe levar os calendários gigantes e as t-shirts com esta imagem, vai ficar regalado!




O paraíso, se é que existe, deve ser à medida de cada um. Na cabeça de alguns homens deve ser frequentado por beldadades latinas rechonchudinhas desnudadas num ambiente tipo a vivenda do Hugh Hefner, patrão da mansão Playboy. Por muito que me custe a crer, ainda há homens que devem sonhar imaginando o paraíso assim. Seguramente não é o meu caso! Latinas? Rechonchudinhas? Naaaaa… Mas esta visão da pastelaria Caldeira em Santo António das Areias, propriedade do meu querido amigo Chocolate, com uma imperial gelada, um pratinho de tremoços e o Correio da Manhã do dia… aaaaahhhhhhhh. Muito bom! Parece que a estou a sentir aqui a escorregar pela goela…




Em pleno século XXI, nestes dias de frenesim louco ainda há imagens deliciosas assim. Um velhote que teve a já tão pouco habitual deferência de me cumprimentar desejando boa tarde, tratando-me por senhor, estava a ouvir telefonia à porta de casa gozando o sol que já descia. Com calma e prazer. Coisas raras na voragem tempos que correm.


domingo, 23 de junho de 2013

morreu Tony Soprano





Só por manifesta falta de tempo é que não pude manifestar aqui, na minha casa virtual, o meu pesar pela morte de James Gandolfini, o ator que para mim ERA Tony Soprano. Único e insubstituível! O coração traiu-o e morreu esta semana, no dia 19 de Junho. Passou para o outro lado com apenas 51 anos de idade. Era muito jovem. Too young to die, dirão os seus comparsas, os da sua famiglia sempre vestidos de t-shirts de alças, suspensórios, calças vincadas e sapatos engraxados ao brilho numa esquina de Nova Jérsia onde costumavam passar as tardes a magicar sobre as últimas jogadas para enriquecer da maneira mais fácil e ilícita. Fosse no célebre clube de strip Bada Bing! do qual eram proprietários, numa qualquer tramóia do negócio dos lixos onde criavam fortuna ou apenas a vender da branquinha, o certo era que alguma coisa haveria de dar dinheiro.

Não me consigo recordar de uma outra personagem que se colasse tanto ao ator. James Gandolfini fez outros papéis em televisão e no cinema mas, nenhum outro sequer almejou a chegar lá perto da sua personificação de Tony, o líder dos sopranos, o chefe mafioso deprimido mais famoso da história.

Digam o que disserem, também estou de luto porque morreu o Tony Soprano. Apaixonei-me por esta série e ela era de longe, a anos-luz de distância da concorrência, a minha série de televisão favorita. Ainda tenho lá pra ao arquivo multimédia do sótão, caixas de séries completas que importei pela net. Ao nível de importância na minha vida, apenas os Simpsons com os quais me delício há décadas e os X Files andaram lá perto. Perto mas muuuuito atrás.

A figura do chefe da máfia que colocava a vida em questão arrebatou-me. Mas não foi só ele. Todo o elenco era delicioso, repleto de personagens inesquecíveis: o sobrinho Christopher Moltisanti sempre agarrado à branquinha;  Silvio Dante protagonizado por Steven Van Zandt, guitarrista da E Street Band do Boss Springsteen e Paul Gualtieri, tratado na família pelo diminuitivo Paulie deram-me horas, centenas de horas de puro prazer à frente do ecrã.

Eu vivi tanto aquilo, identifiquei-me tanto com a forma de sentir e pensar do Tony que acho que até cheguei, tal como ele, a ter sonhos eróticos com a sua psicanalista, a Dra. Melfi.

Fosse a jogar snooker, poker, dados, a roubar ou a matar, vê-los trabalhar era um prazer. Tão feliz que fui com eles.


James Gandolfini morreu de ataque cardíaco em Itália. Não havia forma, nem local mais apropriados. Até a morrer representou. Paz há sua alma. Numa tirada ao melhor estilo da sua personagem: “Que esteja lá muitos anos sem nós!”







segunda-feira, 17 de junho de 2013

Folga para viver















Estive ausente durante dias. Propositadamente ausente. O blogue é muito importante na minha vida. Mas não posso deixar que me roube espaço à própria vida. Tenho de ter tempo para viver. Tempo para desfrutar, para ser eu. Tempo para mim e para os meus. Como neste fim de semana, a minha parceira de vida foi viver para longe, para o Porto em trabalho, mudei-me de armas e bagagens para a casa dos meus santos cunhados (sim porque os meus cunhados também são bons e são santos cunhados como os meus sogros são santos. Quem me trata bem tem tudo de mim).

Os motivos para ir viver para a casa deles em Portalegre neste fim-de-semana foram muitos. Alguns contaram como vantagens como a hospitalidade, a simpatia, a casa fantástica e espaçosa, o facto de a minha companheira estar ausente mas o principal motivo da contratação foi o aniversário da minha afilhada Maria que amo como se fosse minha filha. A única diferença que tem das minhas é que não é do meu sangue. Mas não vejo, nem sinto essa diferença. Para mim é igual às duas. É minha também.



Neste fim-de-semana vi, vivi e diverti-me imenso. Fui muito feliz e bem tratado. Sexta foi noite de marchas populares.

No sábado, a festa de aniversário foi fantástica com muita comida, bebida e amigos.








O domingo foi também fantástico porque a minha Leonor fez a profissão de fé. Ela já tinha no seu quarto as imagens das minhas mães do céu que são também as suas: Nossa Senhora do Carmo (padroeira da minha aldeia da Beirã), Nossa Senhora da Estrela (padroeira do concelho) e Nossa Senhora de Fátima (padroeira do país). Foi a fé que lhe passei, que nós pais lhe passámos.








A profissão de fé foi a confirmação dos votos que fez na comunhão. Tenho vontade que ela ajude mais nas missas. Que frequente mais, que siga o conselho que o Padre Luís fez a todos e se torne acólita. Quero que perceba que o seu papel na sociedade pode ser muito mais importante que os F que regem a sua vida ( F de facebook e Fox – o canal que nunca perde).

Na cerimónia que foi muito bonita, fez uma leitura que dizia : “Para que os cristãos da nossa diocese, atentos ao dom que receberam de Deus e abertos aos apelos do sínodo diocesano, se empenhem na sua renovação pessoal e na renovação da nossa igreja. Oremos por intercessão de Maria, estrela da evangelização”.

Já eu, fui o pai seleccionado para ler: “Senhor padre, conscientes dos nossos deveres de pais e primeiros educadores, viemos, hoje, com os nossos filhos, celebrar o mistério do batismo. Temos consciência de tanto quanto podemos e sabemos os temos ajudado a caminhar na fé cristã. Queremos continuar a dar-lhes bons exemplos, ajudando-os a assumir os compromissos que hoje mais conscientemente querem tomar.




Esta foi a cerimónia solene porque a profissão de fé informal lha fiz no outro dia no sótão onde estava a brincar com a irmã e lhe expliquei a importância de falar com Deus como se fala com um amigo. Lhe pedir ajuda e desculpa sem ter de se rezar. Falando apenas. Pedindo em tranquilidade. Com confiança.

Como o dia era de festa, no final seguimos para o restaurante o Sever dos meus amigos Filipe e Julieta onde fizemos uma refeição fantástica com a qualidade a que já nos habituaram desde sempre. Sou cliente desde que era criança, quando eu passava as tardes a fazer corridas com os paus de gelado na levada que passa junto ao rio. É uma memória daquelas que não se apagam. Claro que as minhas tias que me levavam pela mão quando era puto juntamente com os pais e toda a família foram logo cumprimentar a Dona Esperança, a matriarca, uma moçoila que caminha para os 100, um pouco mais adiantada que elas que ficou muito contente por as ver.



O preço no Sever não foi alto. Por mais caro que fosse, para mim ainda teve uma consideração dos donos que são meus amigos. Ainda há quem me estime pelo trabalho que fiz na câmara em prol dos outros. Ajudei todos quanto podia. Distribuía. Repartia. Agora os que mamam são sempre os mesmos mas não quero ir por aí que é para a conversa não azedar.

Dizia eu que o preço no Sever nunca é alto, sobretudo no Verão. Paga-se o comer que é sempre belíssimo e a envolvente que é absolutamente extraordinária: a vista imponente para  Marvão, a frescura do rio que corre ali próximo, o conforto da sombra das árvores do pátio, tudo!

Uma refeição como a que ali comi, junto a algumas das pessoas que mais amo no mundo é uma bênção dos céus. Eu rezei a Deus e agradeci por me ter dado direito a esta benesse.



Estive fora do blogue por um motivo mais que justificado: estive fora porque estive a viver. Dei folga ao blogue para viver.

A foto de família neste dia tão importante ficou reduzida a nós dois: a Leonor e eu. A mãe estava fora em trabalho. A Alice fez birra porque nem me queria ver, quanto mais fotos. Poucos mas bons. Plenos de vontade, alegria e querer.


Graças a Deus

Blues Brothers em versão alentejana patrocinados pela Ray Ban


Versão hardcore patrocinada pelo canal Sexy Hot 


"Ai Cali: agarra o rapaz! Olha que ele se atira!"