sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Tradicional jantar dos funcionários públicos de Marvão

Serviço de Finanças de Marvão
21 de Agosto de 2013



Caros colegas e amigos que estiveram ligados a este serviço de finanças:


Por motivos diversos, muitos dos quais desconheço e não reconheço de todo, deixou de se realizar o tradicional jantar em que todos nos reuníamos por motivos das festas de Marvão, em honra de Nossa Senhora da Estrela.

Era uma oportunidade de ouro para nos reunirmos à mesa e recordarmos os bons momentos que passámos juntos. Eram umas horas para matarmos saudades, para darmos razão ao Vítor Espadinha quando canta que “recordar é viver”.

2011 foi um ano muito difícil para mim. Entrei em coma em Agosto, por motivos de um acidente de Vespa. Nesse ano em que estive quase fora desta vida e deste mundo, não pude comparecer ao tradicional jantar, como era certamente a minha vontade.

Em 2012, não se realizou o jantar. Diz-me o António Bonacho que ficava sempre responsável por reunir o pessoal da autarquia que não se fez porque uns faltavam, outros não queriam, outros ficavam menos bem com o que comiam, era uma chatice ter de dar dinheiro antes... enfim… só problemas! Em 2012 eu ainda estava a regressar à vida e ao trabalho. Muita coisa me passava ao lado.

Em 2013 estou de regresso, de alma e coração. É também (e se calhar sobretudo porque o Bonacho, meu braço direito na organização, estava difícil…), pelo motivo que o jantar se vai realizar de novo. Não posso deixar que esta iniciativa tão antiga se perca! Mesmo que só se consigam reunir duas pessoas, já vale a pena. Quando dois amigos se juntam a uma mesa para conversar, comer e beber, viver! vale sempre a pena.

Convido-vos a todos a estarem presentes à moda de Castelo Vide: 3 a beber, 3 a pagar. Só paga quem vier. Convém dizer antes para mandarmos estrelar os ovos que fazem falta.

Querem apostar que vamos ser mais que dois? Que para o ano nem vai ser preciso convencer tanto o Bonacho para não se perder esta tradição?

Como o 8 de Setembro, calha num domingo, neste ano vamos realizar o jantar no dia 6 de Setembro, sexta-feira, a partir das 19 horas, no restaurante habitual, da Casa do Povo. É uma forma de entrar no fim de semana em grande!

Como ensino às minhas filhas, quando vamos jantar com amigos não interessa a ementa, importa apenas a companhia. De certeza que vai haver mais qualquer coisa que pão e vinho. Companheirismo e boa disposição não vão certamente faltar.

O António Bonacho ficou de reunir o pessoal da autarquia. Eu fiquei responsável pela parte da malta das finanças. Ajudem-me a fazer boa figura. Podem responder para este meu correio eletrónico pessoal do serviço  pedro.lopes.sobreiro@at.gov.pt, para o das finanças sf1694@at.gov.pt ou para o telefone do serviço 245.993.250. Agradeço que respondam em nome dos companheiros e companheiras que também podem querer vir ao jantar, para facilitar mais as operações de registo. Respondam em conjunto por grupo, por serviço, por departamento ou por amigos que saibam que também estão interessados e dos quais tenham contato telefónico.

Vou pedir ao nosso colega António Silvério para nos ajudar a reagrupar as gerações mais antigas, para que venham também. Ainda há tempo. O apoio de todos é importante. Nada se faz sem cooperação e entreajuda. 

Vou divulgar também no meu blogue que é visitado por alguns para que esses saibam. Mas o jantar é restrito aos funcionários que trabalham ou trabalharam em Marvão nos serviços públicos, como manda a praxe.

Bem hajam.

Eu agradeço.

Marvão agradece. 

Saúde e paz que o resto sempre se arranja. Fiquem bem.

Pedro Sobreiro

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

As linhas confusas do Robin Thicke

Ai tu... olha a palmadinha no nalguedo! Eu hein?


Fiquei absolutamente siderado quando vi estas imagens. Derreado.

Já tinha lido imenso sobre isto nos jornais, nas redes sociais e como ainda não tive oportunidade de ver a totalidade da cerimónia que a minha Leonor gravou para vermos juntos, tive que ir à procura da gravação na net.

Isto é impressionante. Por diversos motivos e a diversos níveis.

Para já impressiona porque a rapariga está completamente fora. Deve estar drogada ou bêbada porque falta de pau não deve ser. Falta de assistência e de marreta, com aquela carinha e o dinheiro que deve ter, não deve ser. Impressiona por isso.

Depois impressiona porque esta atuação, naquele palco e para o gigantesco auditório da MTV poderia ser a atuação de lançamento com que sempre sonhou este desconhecido rapaz chamado Robin Thicke. A música é boa e ele não deverá conseguir ter assim muitas mais. Aposto que nunca vai ter uma carreira longa e profícua como a dos U2, se é que me faço entender. Se o Andy Warhol estiver certo e todos nós tivermos direito a 15 minutos de fama, a miúda roubou-lhos. E ela está magra e não vale nada. Para mim… Eu gosto assim mais é de carnucha e peles mais morenas.

Para mim impressiona porque eu levei a minha Leonor ao Rock in Rio a Lisboa em 2010 de propósito para ver esta cachopinha, numa altura em que era a heroína da minha pequena. Espero que não o seja hoje! Livra…


Isto é mau mas impressiona pensar no pai dela, o célebre Billy Ray Cyrus, cantor country virado estrela da tv. Se isto é mau para mim, de ricochete, penso no mal que deve ser para ele e passa-me logo tudo. È bom quando olhar para a desgraça dos outros mitiga a nossa. É cruel, mas sabe bem. Sabe tão bem, neste caso!

domingo, 1 de setembro de 2013

A jangada de pedra a arder

Escolhi uma 1ª página do Correio da Manhã que ilustra bem o que escrevo nestas linhas, pela desgraça das notícias da central. Duas tragédias a ver com o fogo: uma morte e uma denúncia familiar.
 Entre as desgraças que ocupam a frontaria do jornal mais lido a nível nacional é só escolher a que mais se adapta. Entre violações, crimes passionais e roubos é fartar vilanagem. 



Vivemos num país a brincar.

Isto é bonito, tem solos ricos, ótimo clima, uma costa sem igual na Europa (banhada pelo Atlântico e pelo Mediterrâneo)… mas não é para ser levado a sério.

É pena…

O nosso mais alto magistrado ganhou dinheiro com a venda de acções do Banco Português de Negócios, vulgo BPN. (Num caso que uma televisão privada, privada chamou o caso Alves do Reis dos tempos modernos.) Por aqui digo tudo e está tudo apresentado.

Mas há mais: as notícias da televisão no Verão demoram sempre mais de 20 minutos com as últimas dos incêndios. Mais imagens das imagens sempre iguais de casas destruídas, vidas roubadas, bombeiros desgastados. E é sempre igual, mais do mesmo. Coitadinho do que morreu que era tão novo e tão com rapaz e passa-se o tempo a falar com as pessoas. Com a família dele que conta como era bom, com a família da rapariga com quem ia casar, com os colegas da corporação e abram alas que lá vêem as imagens do ministro Miguel Macedo, entrevistado no funeral que diz que isto é uma pena, que se gastam milhões no combate as chamas e perdeu-se mais uma vida. Hoje é este ministro. Amanhã o partido socialista ganha as eleições legislativas e vem outro, sempre diferente mas sempre igual.

A novela multiplica-se e desdobra-se. Ontem, no estádio de Alvalade, no derby de Lisboa, assinalou-se um minuto de silêncio pelos bombeiros. Bonito. Até aposto que houve pessoas a comoverem-se e a chorarem. Como uma pessoa que bem conheço, via a missa na televisão ao domingo quando não podia desloca-se à igreja e fazia tudo tal e qual como se estivesse lá. Ajoelhava-se, fazia silêncio e só não desejava a “paz do senhor” aos restantes membros da assembleia, porque estava sozinha. ;)

Eu, que também ando com a cabeça entre as orelhas como canta o Sérgio Godinho, mas de vez em quando engano-me e uso-a a para pensar, pergunto-me: 

QUEM É QUE ANDA A GANHAR DINHEIRO COM ESTA MERDA TODA?!?!?!

Posso tentar arriscar. Isto aqui não é a “Roda dos Milhões” nem eu sou o Fernando Mendes (sou um bocadinho mais alto e mais magro), mas arrisco uma: ganham os proprietários das áreas ardidas com as indemnizações milionárias que os seguros lhe pagam, ganham as seguradoras porque isto é uma pescadinha de rabo na boca (Hoje amanho-me eu, amanhã amanhas-te tu…), ganham os grandes e os que não têm cara.

E quem perde? Perdem os pobres coitados que arriscam e perdem a vida, o valor mais precioso que têm. Ganhando nada, trabalhando para o bem comum, para proteger a floresta. Voluntários. Por vontade própria. Sem receberem nada. Eu sou da opinião que os bombeiros deveriam receber como qualquer outra força de segurança. Zelam por nós e deveriam receber como tal. Num país civilizado seria assim. Este país… é cada vez mais um país a brincar.

Os soldados da paz estão desgastados. Exaustos. Cheios de fumo, cinzas e cansaço, não ganhando nenhum. E os outros sodados?!?!?!?!?, pergunto eu. Os outros soldados que não são da paz mas enchem os quartéis sem fazerem puto, a coçar a micose, como no tempo da outra senhora. Tanto militar, tanto tanque, tanta arma, para quê?!?! Para nos defenderem em caso de guerra?

As guerras hoje em dia não são como as da segunda guerra mundial, em que os países se uniram contra o mal que se chamava Adolf Hitler e era feio e velhaco como a puta que o pariu, o porta estandarte daquela trupe de malfeitores. Aí os soldados faziam falta. Mas as guerras atuais são como as da Síria: químicas, frias e silenciosas que limpam tudo o que mexe; ou traiçoeiras como os atentados às torres gémeas, ou à maratona de Boston.

Os soldadinhos de hoje são carne para canhão e uma carne que o canhão já não quer. O canhão quer é crianças, os mais fracos, os mais indefesos, os mais fáceis. Então porque diabo é que o Ministro da Defesa, o primeiro-ministro, ou até o inquilino de Belém não mandam as tropas combater o fogo, o inimigo real nestes dias quentes?

Estudei direito na faculdade e aprendi aí a Lei de Talião. Basicamente, a lei diz que “olho por olho, dente por dente”. Adaptado diz que “cá se fazem, cá se pagam”. Acho que essa era a solução certa. Eu sou a favor da pena de morte. O medo que tinha dantes era se essa lei fosse utilizada para fins políticos. Mas hoje em dia, na Europa, os direitos do homem estão tão blindados que isso não poderia acontecer. E a morte aqui era a única solução.

Imaginemos um pedófilo, um violador que rouba não só a sexualidade mas também a inocência a uma criança. É caçado e vai para a cadeia, mama lá 25 anos e volta ao mesmo. Não conheço nenhum arrependido que se tenha regenerado porque sofre de uma demência que radica na sua infância. Enquanto está “de molho”, tem cama e roupa de borla que os burros dos cidadãos patrocinam e pode usufruir dos prazeres da vida: pode beber um café quente pela manhã, fumar um cigarro após o almoço, desfrutar uma imperial, ler um livro ou o jornal, ver um filme ou se tiver companheira, esta até pode ir ter com ele para na gaiola descarregar a sua masculinidade. Apesar de preso, pode desfrutar da vida.

Tomemos agora o caso de um assassino, um crápula que mata um ente querido que amamos, sem razão aparente. Na melhor das hipóteses, a sentença será de 25 anos que é a máxima em Portugal. Os anos passam, o gajo regressa há vida e encontramo-nos com ele num café a tomar a bica ou uma imperial, vá, que agora está calor. Vemo-lo a fazer aquilo que aquele que queríamos nunca mais poderá fazer. Por causa dele. Por causa das regras em sociedade. Mas a sociedade somos nós que a fazemos e quando não está bem, temos de levar a nossa avante.

Quer num caso quer noutro, a pena de morte é a sentença ajustada aqui para o vosso tio Sabi. Se a sociedade assim não quer, não sei se o Talião não tomará conta de mim. Oxalá nunca aconteça. Oxalá nunca tenha razão para acontecer. Mas esta sociedade, esta lei, este direito que deixa estes sujeitos andar à solta, a pregar fogos, a violar, a matar e a poderem ser livres ao fim de muito menos tempo que aquele que nós queríamos, não presta!

Se pegassem no cú de um incendiário e o largassem no meio do fogo, transmitindo em direto nos 3 canais para que todos vissem, os gritos lancinantes e o horror, deixando imaginar o inesquecível cheiro a carne queimada, querem apostar que da próxima vez pensariam pelo menos duas vezes? Se não pensassem e estivessem desempregados, alcoolizados, agarrados à droga, teriam uma vida pouco valiosa. Muito menos valiosa que a dos bombeiros que morrem por todos nós.  


Para esses homens e essas mulheres, para esses bravos, para esses corajosos, a minha sincera e sentida homenagem de admiração.   

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Translating (nota do editor: traduzindo)

Post dedicado à mulher que amo



Este blogue é poderoso. Pensar que quis acabar com ele é desolador. Como é que fui capaz?!?!

Eu também vivo aqui. Por aqui chego a quem quero. Isto vale muito mais que um livro, uma revista ou outra publicação qualquer. Isto vale muito. Isto vale-me a mim. Quanto mais não seja, vale por isso.

Há muito tempo que ando a querer explicar à minha Leonor a importância que tem em se perceber a língua inglesa quando se gosta de música. Quando se compreende o inglês, a música ganha outro sentido porque a mensagem que ganha terreno à musicalidade.

O inglês que sei aprendi-o muito pela música e pelos filmes e por nada ser dobrado em português. A dobragem torna as pessoas cómodas, egoístas, fechadas, lazeirentas. O cérebro pára, só consome. Enquanto a legendagem nos faz estar permanentemente a dobrar a nossa própria língua. A ver os erros, a corrigir. O cérebro está sempre a trabalhar em dois caminhos, em duas vertentes, em duas pistas.

O inglês aprendi-o por mim. Os meus pais nunca me ensinaram a língua inglesa porque nunca souberam para eles, quanto mais. A minha mãe dá uns toques mas limitados. O convencional. Quanto ao meu pai, os únicos toques que dava era na bateria Ludwig igual à do Ringo Starr e na viola. Inglish? No, Só de praia!

Chegado ao ciclo preparatório, a língua estrangeira de escolha foi a francesa, considerada a segunda, desde o tempo da minha mãe, quando a cultura francesa tinha muita força. A minha geração foi a de confirmação de viragem para a língua das terras de sua majestade. O inglês que é a língua universal, a maior do globo, a mais falada, à frente do castelhano e do chinês que só é percebida pelo raio dos “amarelos”.

Aprendi o inglês tão bem na vida que cheguei a ser professor da língua inglesa na Guarda Nacional Republicana, onde ensinei o idioma a centenas de alistados durante três anos. Tirei o curso, não tinha emprego e tinha de me desenrascar, ganhar dinheiro para dar alegria à minha vida. Não tinha habilitação própria mas como tinha muitos anos de inglês, incluindo na universidade, desenrascava. Vim-me embora porque aquilo não era certo, já estava casado e tinha de me virar por mim. Como os contratos eram anuais, revalidados em Dezembro e o Natal era sempre incerto e angustiante em vez de ser tempo de família e de paz, decidi sair, por mim. Para grande pena dos meus superiores lá que gostavam muito de mim. Como sou bom rapaz, educado, respeitador, deixei marca. Ainda alguns quando me revêem me tratam por professor. E eu gosto. J

Há dias traduzi em direto e no momento esta música dos Coldplay. A Leonor estava a ver o vídeo na MTV e eu expliquei-lhe no momento, a importância de se compreender o inglês. Não traduzi tão bem como aqui está agora, mas passei as linhas gerais. Um misto de emoções atropelaram-me nesse instante. Isto não é apenas uma música. Isto é um hino à vida. Um hino dos Coldplay que conseguem ser brilhantes quando são assim simples e desarmantes. Quando acabei de traduzir isto à Leonor, eu que quase morri de um estúpido acidente de Vespa, senti-me tão bem por lhe conseguir passar esta mensagem à filha já adolescente que comecei a chorar. Não foi um pranto, mas um choro contido, de glória, com as lágrimas a correrem-me cara abaixo, em silêncio como na música.



Quando tentas o melhor mas não consegues,
                                                   When you try your best but you don't succeed,
Quando alcanças o que queres mas não o que precisas,
When you get what you want but not what you need,
Quando te sentes tão cansada mas não consegues dormir,
When you feel so tired but you can't sleep,
Presa em voltar atrás,
Stuck in reverse

E as lágrimas correm-te pela cara abaixo,
And the tears come streaming down your face,
Quando perdes alguma coisa que não consegues voltar a pôr no lugar,
When you lose something you can't replace,
Quando amas alguém mas deitas fora,
When you love someone but it goes to waste,
Poderá ser pior?
Could it be worse?


As luzes irão guiar-te a casa,
Lights will guide you home
E fazer-te mexer,
And ignite your pulse,
E eu irei tentar arranjar-te.
And I will try to fix you.


E lá bem alto ou muito em baixo,
And high up above or down below,
Quando estás tão apaixonada para o deixar partir,
When you're too in love to let it go,
Mas se nunca tentares, nunca irás saber,
But if you never try you'll never know
Quanto realmente vales
Just what you're worth


As luzes irão guiar-te a casa,
Lights will guide you home,
E fazer-te mexer,
And ignite your pulse,
E eu irei tentar arranjar-te.
And I will try to fix you.


Depois desafiei a Leonor para traduzir uma música das que ambos gostamos e agora passam muito na rádio. Junta o vocalista dos Fun e a Pink que agora está em grande e em todas as frentes.

O resultado que vem a seguir, com o vídeo e a tradução feita por ela surpreendeu-me. A tradução é mesmo dela e é bem feita. Tinha uma série de músicas que lhe queria pedir para traduzir. Mas para uma miúda de 11 anos, passou com tanta distinção e feeling musical que rebentou com as que se músicas que se seguiam. Traduziu a música melhor que a mãe que é técnica superior de turismo. Não sabe tanto de inglês mas soube procurar e já vai sabendo mais de música e poesia. Não valem a pena mais traduções. Passaste Leonor. E com distinção!



Desde o princípio,
Right from the start
Eras um ladrão,
You were a thief
Roubaste o meu coração
You stole my heart
E eu… (não traduziu o resto da frase “your willing victim” porque não sabia traduzir. Viu no dicionário e não conseguia perceber. Deixou em branco. Prova que a tradução é mesmo verdade, feita por ela, como ela me jurou, olhando-me para os olhos e eu acreditei nela. Como sempre acredito quando lhe olho para os seus olhos)
And I your willing victim
(Traduz o pai)         E eu, a tua vítima voluntária

Deixei-te ver as minhas partes
I let you see the parts of me
Que não eram tão bonitas
That weren't all that pretty
E com cada toque tu arranjaste-as
And with every touch you fixed them

Agora tu tens falado a dormir
Now you've been talking in your sleep, oh, oh
Coisas que tu nunca me disseste
Things you never say to me, oh, oh
Diz que já tiveste o suficiente
Tell me that you've had enough
Do nosso amor, nosso amor
                                                                                                   In our love, our love

Dá-me apenas uma razão
Just give me a reason
Apenas um pouco é suficiente
Just a little bit's enough
Apenas um segundo quando o partido está apenas dobrado
Just a second we're not broken just bent
Para podermos voltar a amar
And we can learn to love again
Está nas estrelas
It's in the stars
Está escrito nas cicatrizes dos nossos corações
It's been written in the scars on our hearts
Nós não estamos partidos mas apenas dobrados
We're not broken just bent
Para podermos voltar a amar
And we can learn to love again



Desculpa não estou a entender
I'm sorry I don't understand
De onde está a vir isto tudo
Where all of this is coming from
Pensei que estávamos bem
I thought that we were fine (Oh, we had everything)
A tua cabeça está num caos outra vez
Your head is running wild again
Minha querida ainda temos tudo
My dear we still have everythin'
E são só coisas da tua mente
And it's all in your mind (Yeah, but this is happenin')

Tu tens tido pesadelos horríveis
You've been havin' real bad dreams, oh, oh
Tu costumavas deitar-te ao pé de mim´
Used to lie so close to me, oh, oh
Não há mais do que lençóis vazios
There's nothing more than empty sheets
No nosso amor
 In our love, our love


Just give me a reason
Dá-me apenas uma razão
Apenas um pouco é suficiente
Just a little bit's enough
Apenas um segundo quando o partido está apenas dobrado
Just a second we're not broken just bent
Para podermos voltar a amar
And we can learn to love again
Está nas estrelas, está escrito nas cicatrizes dos nossos corações
You're still written in the scars on my heart
Nós não estamos partidos mas apenas dobrados
You're not broken just bent
Eu nunca parei, para podermos voltar a amar
I never stopped, and we can learn to love again


Our tear ducts can rust
Vou arranjar isso para nós
I'll fix it for us
Nós estamos a ganhar pó
We're collecting dust
Mas o nosso amor é bastante
But our love's enough
Tu estás a segurá-lo
You're holding it in
Tu estás a servir uma bebida
You're pouring a drink
Não, nada é tão mau como parece
No,nothing is as bad as it seems
Vamos dizer a verdade
We'll come clean

Tradução de Leonor Sobreiro de 11 anos
(nota do pai, editor e dono desta taberna virtual): às vezes parece incrível mas é verdade, verdadinha, verdadeira)