segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Saturday night fever (at Luz Cathedral)

Que bem ficou o meu vizinho Manuel... E o Sr. Marvão em Marvão? Categoria!



Noite fria de sábado. Já era bem escuro quando desci Marvão. Estava cansado e realizado pelo muito que vi e vivi na 30ª Feira da Castanha, acompanhado pelas duas infantas a meu cargo, por a mãe estar de serviço. Apesar do amasso, resisti ao calorzinho reconfortante da lareira de casa e rumei à pastelaria Caldeira, no coração de Santo António para ver o dérbi na televisão dos ricos que já tive me casa antes da barcaça lusa ter batido na Troika. Moveu-me sobretudo a companhia: o meu irmão Miguel, sportinguista convicto, sócio de tão convicto que é. Sócio como eu já fui do Benfica. Tempos que já não voltam, porque eu não quero. Esmolas dou nas eucaristias.

Foi um jogo tranquilo. Violento mas tranquilo. Longe vão os tempos em que os Benfica X Sporting no café Saúl quase terminavam em batalhas campais dos manos Sabis. Gritos, murros na mesa (chegou até a haver empurrões!) Quem assistia às cenas de pugilato (quase…) era amigo, estava na mesma onda etílica e tudo acabava em beijos e abraços. O mais importante prevalecia: o amor, o respeito e a amizade.

Estes rapazes quiseram reeditar o dérbi como eu fiz com o mê irmão. Uma glória do Benfica e uma do Sporting. Como nós... Invejosos...

Neste dérbi lisboeta carrossel da Taça de Portugal 2013 houve muitos golos em que São Cardozo voltou a salvar um JJ por ele cada vez mais abençoado. O Benfica brilhou mais pelo calmeirão que já não é o patudo que só sabia mandar “bicos” e marcou 3 golos assombrosos, plenos de intenção e inteligência, sobretudo o de execução na diagonal, de dificuldade atroz.

Mira mamacita: ya se contar! Uno, dos, tres! A que si?


O Sporting foi mais equipa contra um só homem, nunca desistiu, lutou e quase gelou o inferno da Luz. Desmoronou-se com um lance caricato que envergonha a exibição de um enorme guarda-redes, um dos maiores da Europa, que defendeu bolas certeiras que iam com selo de golo. Não manchou. Aconteceu. Como se viu ali que acontece aos melhores.

Por assinalar ficaram dois penalties claríssimos contra o Benfica, um de Luisão e uma mão de André Almeida na área, a fechar.


Regressei a casa em paz. Não pelo resultado mas antes pelo que vi e com quem vi. Valeu júnior. ;)








VIDEOCLUBE DA PARTIDA:

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Dia 8 de Novembro - Greve Geral

A minha ideia era fazer greve amanhã. 

Queria fazer greve porque tem sido demais. Qualquer dia ainda lhes pagamos para ir trabalhar. Por enquanto ainda vai dando para almoçar na “Cantina da Troika” mas qualquer dia, só há côdeas para roer. A resposta é fazer greve, mostrar o desagrado. Mas… e se esse desagrado me custar o que recebo por dia para comprar uns sapatinhos para as filhas, comerzinho cá para casa ou dinheirinho para dar alegria a mim? Eu sei que o vosso tio está fraco e a sucumbir. Com gajos como eu não se avança nada mas… o povo tem de ser sereno. Tem. Tostão é tostão. Tostão a tostão enche o funcionário o papinho. Será?

Indo trabalhar e não podendo fazer greve porque não me apetece (estou a fazer com os dedos o sinal de pilim. Não me apetece, prontos!), manifesto-me aqui com as imagens que recebi de desagrado.


Ao trabalho mas contrariado.

















domingo, 3 de novembro de 2013

O animal feroz está de volta… Outra vez…

Nota do escriba: chamo a atenção dos clientes habituais desta taberna que o vosso Tio favorito trabalhou muito para fazer este post. Atenção que não é uma tapa avulsa que vos serve com o tintinho, tipo umas azeitonas com sal. Esta peça é um petisco gourmet que demorou mais de uma semana a cozinhar, a reunir os ingredientes que estavam dispersos por diversos órgãos de informação. Tive de esperar que fossem todos publicados, o que só hoje, sábado, aconteceu.

Apesar disso tudo, aceder à peça continua a ser de borla. Por aqui se vê que a minha boa vontade não tem fim.

A crise chega a todos e este menino das finanças que outrora tinha o estatuto de vir almoçar a casa em 1 hora e meia; já leva também desde o mês passado graças ao novo horário de atendimento, uma mochila/lancheira para almoçar no serviço todos os dias, com a merenda que a mulher lhe avia para aquecer no microondas (que carregou de casa) e conseguir comer na horinha de almoço. Na “Cantina da Troika” como eu lhe chamo.

Mesmo assim este trabalho aqui no blogue é gratuito para vós. Fico um jornalista realizado e poupo nos psiquiatras.

Sendo assim, atendendo ao trabalho que isto deu a fazer, digam aos vossos parceiros da sueca que na próxima hora não vão a jogo porque vão ler as crónicas, a entrevista, e ver o Alta Definição. Se forem mulheres, digam à vizinha que têm a açorda ao lume e não podem ficar a dizer mal daquela ou da outra.

Sim? Cumprimentos da gerência. Até já. Boa viagem.



Diz o título que “O animal feroz está de volta… Outra vez…”. Realmente, é caso para dizer que não “morre” nem que o matem. Ainda há-de chegar a Presidente da República. Pela boca, ninguém o leva preso.


Podíamos fazer aqui uma brincadeirinha ao estilo Vera Roquette, para votarem para o mail aqui assinalado, se querem escolher a opção A ou B.


Ora agora escolham se querem:

Opção A: Volta José que estás perdoado!

Opção B: “Zezito já te tenho dito que não é bonito andares-me a enganar” ou “Vai-te encher de ***da” ou “De parvos e de loucos, todos temos um pouco, mas tanto?!?!?”

Fazendo de Zandinga, consigo já antever que o povo português é pouco esperto e deixa-se levar com pouco, muito pouco mesmo. Muita gente o há-de ver já com uma auréola por cima da cremalheira.

Mas há quem pense e dou-vos a hipótese de pensarem por vós. Têm todos os ingredientes disponíveis.

Aqui está a peça original, a entrevista de 19.10.2013 do Expresso que se gaba de que “faz opinião”. Cliquem aqui e metam uma musiquinha a acompanhar que fica bem à maneira: 


É clicar para ampliar, ler e imprimir para forrar o quartinho













A minha opinião, sabem-na por dois homens, dois intelectuais, dois fazedores de opinião, dois pensadores políticos que escrevem de forma simples, clara, evidente. E inteligente. Dois homens que sigo sempre.

Um é bem mais novo que eu mas sabe aquilo que eu nunca almejarei saber porque se cultiva, lê e estuda de uma forma que o coloca na estratoesfera cerebral.

João Pereira Coutinho  



O outro é o Vasco Pulido Valente, uma referência absoluta nacional no comentário político e para mim, o caso mais evidente de um gajo que escreve primorosamente, com uma acutilância extrema mas mais parece um básico a falar. O homem não consegue dizer duas seguidas… Homem e escrita não jogam. Parecem pessoas diferentes. Tão diferentes parecem que a apresentação dele no Público diz muito sobre si. Quem fala, fala muito no consumo desenfreado de tabaco e nos consumos etílicos mas isso é da vida dele e realmente “o resto veio quase tudo nos jornais e o que não veio não deve vir.”




Para finalizar, a entrevista com o Daniel Oliveira, coitadinho, que é muito bom rapazinho mas só faz festinhas, não morde. Eu gostava era que esta entrevista fosse feita pelo Paulo Portas dos tempos do jornal Independente, do CDS e agora Vice-Primeiro Ministro. Entrevista sobre coisas engraçadas como o Freeport, as parcerias público-privadas, o TGV que ele tanto queria, as auto-estradas, os gastos com os estádios do Europeu ou o projecto do carros elétricos e os avanços geniais que iriam vir daí. Tanta coisa… Tanta matéria…

Para mim, este era o amigo do Hugo Chávez. Ponto final.


 Deus o tenha lá em descanso. Muitos anos sem nós…



Alta Definição_José Sócrates_Programa do Dia_02... por mlubep

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Formas de estar. No futebol e na vida...

Sem esperar, deparei-me desde ontem com duas formas absolutamente díspares de estar no futebol e na vida.

Quando ao final do dia de ontem, fui ao facebook divulgar a última publicação que tinha acabado de fazer no blogue, deparei-me com este vídeo apaixonante de adeptos apaixonados do clube do meu (apaixonado e apaixonante) irmão Miguel. Comovente de ver. Mesmo para um benfiquista que já foi doente. Mas já não é…


Hoje, ao folhear o Correio da Manhã, vi o Futebol Clube do Porto no seu esplendor, com o Papa do Norte, reeleito para mais um mandato (depois de sei lá quantos...), a branquear as fotografias com o papa real para apagar a incómoda Carolina Salgado. Como faz com os árbitros...



O ANTES
O verdadeiro PAPA a ser incomodado pelo emplastro do norte 
que lhe quer vender uma imagem de Fátima



O DEPOIS 
O maravilhoso photoshop meteu um cabeçudo ao lado do 
colega não menos cabeçudo Menezes


Ficou lindo, não ficou? Como se nunca tivesse existido. Que democrático é este clube...

As imagens foram retiradas deste blogue benfiquista 


Não digo que estejamos ao nível dos primeiros, infelizmente. Não estou a ver que a cena seja passível na Luz. De momento, não. Não há abertura. Nem de cima, nem de baixo. Nem dos cumes, nem das bases.

Mas também não estaremos, seguramente, na profunda baixeza dos segundos.

Valha-nos ao menos isso. Olhemos para os bons exemplos. E sejamos humildes para aprender.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A Ammaia redescoberta hoje aqui, no meu blogue. Qualidade...


5 mil ?!?!?
Já então tinha muitos mais habitantes que hoje.
Realmente, aqueles romanos eram espertos e nós é que somos loucos, não eles, como dizia o Astérix

Ontem a lua já ia alta quando publiquei aqui a peça sobre o senhor FIFA que se tinha excedido e espalhado ao comprido quando disse que preferia o Messi ao Ronaldo. Até podia fazê-lo, como disse o amigo Hermínio nos comentários, num ambiente privado mas com câmaras a filmar…

Como eu expliquei, aquela publicação tinha sido uma “finta” porque o que eu queria mesmo era a reportagem fabulosa sobre a Ammaia. Procurei, procurei e nada… Fui à SIC, à SIC Notícias, andei às voltas e até acabei por comentar na página do facebook do repórter Lourenço de Medeiros que a fez e estava online no momento.

Disse que tentaria hoje arranjá-la e poderia ser que uma alma caridosa me soprasse onde estava.

E não é que essa alma caridosa foi o meu querido Joaquim Carvalho, mais arqueólogo que o Indiana Jones, o arqueólogo responsável, a estrela da peça e de quem eu disse tanto bem?

Tão bonito... tão bem parecido... Com um tee-shirt tão bela e tão da moda... o mê amigue Jakim...

Olha, bem hajas Joaquim. A César o que é de César. Se este blogue ganhar um Óscar, ofereço-te uma coroa de louros.

Muito merci

Tius Petrus Sabis
  
Ora cliquem lá no botão de ligar a televisão para verem a reportagem:


São 10 minutos do mais puro prazer...

Futebol Hoje

Nota do redactor: o título desta crónica mistura o que era para ser (“Futuro Hoje”) com o que realmente foi (Futebol). É uma invenção assim mal esgalhada mas quem manda neste pasquim sou eu, por isso… se não gostam deitem fora ou leiam a Nova Gente que sempre é bem mais bonita.



O grande repórter Lourenço de Medeiros passou na sua rubrica desta noite “Futuro Hoje” da SIC, um trabalho fabuloso sobre o imenso potencial da cidade romana da Ammaia, aqui bem perto de nós. Um impressionante mundo soterrado do qual apenas 1% está a descoberto!

O impacto desta notícia teve em mim uma força enorme e surpreendente porque não estava nada à espera da peça. É óbvio que assim que me apercebi parei logo o baile das duas infantas e refugiei-me em sítio seguro (leia-se sossegado, onde pudesse ouvir comodamente) e cancelei logo a ordem de trabalhos de publicação no blogue. Afinal já não saía o que era para sair. E era tanta coisa boa e boa coisa mas há mais dias que chouriços. Sendo assim, gostei de ver a peça e fiquei feliz. Gostei de ver o meu amigo Joaquim Carvalho bem falante e tão bem posto, e o eng.º Carlos Melancia, que achei algo cansado e menos jovem, vá. Descontente com este Estado Português que deixa que estradas nacionais atravessem as ruínas e adia constantemente o apoio ao que é realmente de apoiar. Gastaram-se fortunas a construir estádios para o Europeu, para queimar na feira das vaidades e agora deixam-se apodrecer vazios. L


Como não consegui a reportagem para publicar aqui (e se eu a procurei… Pode ser que apareça e alguém ma sopre… J ) Deixo-vos outro assunto também inesperado e que podem analisar clicando na ligação que coloco abaixo.



Apercebi-me nas notícias que o homem forte da FIFA foi burro ao ponto de com câmaras de televisão a filmarem, tecer comentários acerca de dois dos melhores jogadores de futebol do mundo candidatos à eleição do melhor em Janeiro. Pois disse o senhor que um jogador é muito bom rapazinho e não disse que era o Messi (ou disse?) e o outro… bem… o outro era só show-off. Claro que o Cristiano aproveitou logo para marcar posição e se afastar da baixeza dos comentários. Disse apenas que assim, muito está explicado, como o melhor jogador ser sempre o minorca fabuloso que mais parece de outra galáxia em vez dele, robusto e atlético e ultra-profissional…

O presidente da nossa Federação também se distanciou do sucedido e desculpou o ato pouco cerebral do órgão máximo. Ancelotti, treinador do Real também deu uma colherada… enfim, se clicarem no link  aqui encontram toda a novela:


Eu, se fosse o Cristiano Ronaldo, na próxima gala de entrega do galardão no dia 13 de Janeiro, em Zurique, pedia o microfone para dizer como me sentia por ter sido mais uma vez derrotado pelo Messi ou por outro matraquilho qualquer para disfarçar. Agradecia publicamente o voto de confiança do sr. Blatter, mandava-o para a puta que o pariu em português e oferecia-lhe uma loiça muito bonita de artesanato das Caldas da Rainha. Um daqueles de 5 litros deve de chegar. Para se sentar em descanso. Isto há cada cabrão mais sem vergonha que só visto…


Já que o consideram mal-criado… Se tem a fama… o proveito deve saber tããão bem.

domingo, 27 de outubro de 2013

Adeus ao poeta do rock



Lou Reed
2 de Março de 1942 - 27 de Outubro de 2013

No dia em que um músico extraordinário e sempre visionário desde os tempos dos mágicos e exuberantes Velvet Underground, decidiu mesmo dar o “Walk on the Wild Side” que tão bem cantava, é tempo de o recordar e guardar para nós, enquanto durarmos…

A voz, o som e sempre, sempre as palavras. Por isso, o título não podia ser melhor: “morreu o poeta do rock”.


O clássico eterno:


Waiting for my man


Podiam ser de tantos outros que guardo, mas os eleitos saem do fabuloso e seminal “New York” que ouvi até à exaustão, tantas vezes, tantas tardes, tantas noites...



Também do fabuloso trabalho “Songs for Drella” em que cantou com o amigo John Cale para o amigo Andy Warhol que os apadrinhou nos Velvet Underground.



Tomorrow, it will be a perfect day.Thanks Lou... ;)

sábado, 26 de outubro de 2013

Adenda a "Tudo de mim"

Adenda no facebook ao texto que divulguei aqui ontem, depois de andar na minha cabeça todo o dia enquanto fazia tantas outras coisas:

“E foi um jovem, 5 anos mais novo que eu, que me cantou a mais perfeita definição de amor que conheço: “amo as tuas perfeitas imperfeições”. Imperfeições perfeitas. Quando se ama, até os defeitos parecem perfeitos. Traduzi-o por gosto, por mim e ganhei com isso. Quando se ama de verdade como eu amo a minha companheira há já 20 anos, metade da minha vida, até os seus defeitos me parecem perfeitos. Mais ou menos difíceis, mas uma parte sem a qual não era igual. Há que aceitar os defeitos porque nós também temos os nossos defeitos. Reconhece-los é avançar. De mão dada. Pela vida fora. A sorrir.”


Tudo de mim


John Legend quando o rapaz se chama na realidade John Stephens. É caso para dizer que há alcunhas muita bem postas. Há anexins que assentam como uma luva. Não sei se será o meu caso que vem do tempo do ciclo em Castelo de Vide quando os colegas me começaram a chamar sabichão porque respondia sempre certo ao que me perguntavam e levantava sempre o dedo para responder. Depois passou a sabiá por causa de ser mais fácil e menos comprido e parecido com uns gelados dessa marca que existiam na vila e quando cheguei a Portalegre já era só o Sabi.

Pois este rapaz chama-se de nome John Stephens mas alguém o apelidou de Legend e corre sérios riscos de se tornar numa. Numa lenda moderna.

Há dias dei por mim a prestar atenção à letra e à voz, ao tema na rádio e fiquei de imediato apaixonado. Como disse o locutor, é realmente uma obra de arte.

Vim depois a descobrir o vídeo que é deslumbrante de tão simples e belo. Pouco depois dei comigo a fazer aquilo que andei a chatear a minha filha Leonor para aprender a fazer, a traduzir a língua inglesa que como canta a Manuela Azevedo dos Clã no Problema de expressão, “fica sempre bem e não atraiçoa ninguém”.

Publico só porque sim. Porque me dei ao trabalho e para que possam olhar também para a letra, para além das imagens.

Absolutamente magistral. Video a preto e branco soberbo. Música e letra a condizerem. Beleza em Estado puro. Gratuita. Com o selo de qualidade do vosso Tio Sabi 



John Legend
Tudo de mim

[Estrofe:]
Que faria eu sem a tua sabedoria
Desenhando-me para dentro e chutando-me para fora
Com a minha cabeça a rodopiar, sem brincar, sem te conseguir fixar
Que se passará nessa bela mente
Estou na tua viagem mágica e misteriosa
E estou tão confuso, não sei o que me bateu, mas ficarei bem.

[Ponte:]
A minha cabeça está submersa
Mas respiro bem
Estás louca e eu, de cabeça perdida

[Refrão:]
Porque tudo em mim
Ama tudo em ti
Ama as tuas curvas e os teus altos
Todas as tuas perfeitas imperfeições
Entrega-te toda a mim
Entrego-me todo a ti
És o meu fim e o meu princípio
Mesmo quando perco, estou a ganhar
Porque dou-te a ti, tudo de mim
E tu dás-me a mim, tudo de ti.

[Estrofe:]
Quantas vezes terei de te dizer
Que és linda até mesmo quando choras. 
O mundo está a tentar deitar-te abaixo, mas eu estarei sempre aqui.
És a minha ruína, a minha musa.
A minha pior distração, o meu ritmo, a minha melancolia
Não consigo parar de cantar, está sempre a tocar, na minha cabeça, por ti.

Dá-me tudo de ti
As cartas estão em cima da mesa, estamos os dois a mostrar corações
Arriscando tudo, apesar de ser duro.


"All Of Me"

[Verse 1:]
What would I do without your smart mouth
Drawing me in, and you kicking me out
Got my head spinning, no kidding, I can't pin you down
What's going on in that beautiful mind
I'm on your magical mystery ride
And I'm so dizzy, don't know what hit me, but I'll be alright

[Bridge:]
My head's under water
But I'm breathing fine
You're crazy and I'm out of my mind

[Chorus:]
'Cause all of me
Loves all of you
Love your curves and all your edges
All your perfect imperfections
Give your all to me
I'll give my all to you
You're my end and my beginning
Even when I lose I'm winning
'Cause I give you all, all of me
And you give me all, all of you, oh

[Verse 2:]
How many times do I have to tell you
Even when you're crying you're beautiful too
The world is beating you down, I'm around through every mood
You're my downfall, you're my muse
My worst distraction, my rhythm and blues
I can't stop singing, it's ringing, in my head for you

[Bridge:]

[Chorus:]

Give me all of you
Cards on the table, we're both showing hearts
Risking it all, though it's hard

[Chorus:]

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Um blogue é fácil! Há tanta matéria...



Vivemos num país em que é fácil ter um blogue. Um blogue de política, de moda, de fait divers, de bibelots, de mulas, de carros, de tudo e mais alguma coisa. Somos livres e prontos. Prontos, portantos. A gente pode dizer o que quer, sem apanhar na cabeça. Sem correr o risco de amanhã não ter amanhã. É bom assim.

Aprendi que existem 3 poderes absolutos que são independentes e nunca se misturam: o legislativo (que faz as leis), o executivo (que as aplica) e o judicial que entra em cena quando há adultério entre os dois primeiros. Fácil, simples, bom, barato e funcional.

O azar é quando aparecem papagaios como o homem que tutela os negócios estrangeiros, a blasfemar, a meter o nariz e a cabeçorra onde não é chamado. Angolanos e procuradoria geral da República são capazes de ser uma cena de um filme que nunca mais vamos querer alugar deste videoclube de bairro. É um mau filme…

Mas há filmes interessantes. Meio comédia, meio suspense, com uns pozinhos de terror como o filme do nosso mais alto magistrado que disse que não manda logo as normas do orçamento de Estado para o Tribunal Constitucional porque podem azedar. Nem é entornarem o caldo. É azedarem-no mesmo. “Epá… a gente não quer suspender a legalidade, nada disso!, mas se eles souberem só passado algum tempo e o orçamento passar, a gente pede para fiscalizarem depois. A missa por alma de alguém é melhor rezada se tivermos certeza que o gajo está no céu, não sei se estão bem a ver.” Engraçadíssimo. E coerente, claro está!

Mas há outros filmes bem reais que ainda me fazer acreditar na política, nos homens que se metem nestas andanças não porque querem ser servidos mas porque querem servir a população que os elege. Sempre gostei do Rui Moreira. Da forma como escreve, como se expressa mas hoje pude apreciar em entrevista à Clara de Sousa no Jornal da Noite da SIC, traços da sua visão e qual vai a sua postura em pontos chave da capital do norte.

Comedido, calculista, apaziguador, visionário, sensato, deixa antever um mandato proveitoso. Para ambos. Para ele e para a sua cidade. Mas para o país também. Fazem falta vultos destes.

Falou no Rui Rio. Falou no António Costa. De homens seus contemporâneos e igualmente marcantes. Eu tenho orgulho em ter nascido no país deles, no país destes homens. Noutra área, também tenho orgulho em ser do país do Cristiano Ronaldo. Não tenho tanto orgulho no seu nome, (coitadinho, onde é que a Dona Dolores teria a cabeça?) mas tenho mais vaidade nele (porque  trepou a pulso), do que no Duarte Lima ou no Isaltino Morais. Vai uma aposta?