domingo, 15 de dezembro de 2013

Greetings! (for Christmas Holidays)



Amanhã entro nas minhas Christmas Holidays, a designação no léxico Sabinesco para batizar as faltas marcadas no plano anual superiormente aprovado e articulado com os colegas do serviço. Tudo isto foi pensado para não chocar com os planos de férias já marcados e vai ser muito bem aproveitado. Traduzido significa que entre as férias, a greve do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos de dia 23 e as tolerâncias de ponto para a função pública, só regressarei à Casa do Brasão no dia 26 de Dezembro. J

Para marcar a entrada nesta época mágica tão sonhada e desejada, utilizo a arte da minha filha Leonor.

Utilizo-a nos desenhos que ama desde pequenina. Estes foram repescados do Natal do ano passado, feitos quando ela tinha apenas 11.

Utilizo a arte dela para desejar Feliz Natal aos meus leitores também na escrita porque participou neste ano com este texto num concurso da sua escola de contos de Natal. A princípio não foi aceite. A pobre ficou toda triste porque não o aprovaram por ser extenso demais. Tanto empenho dela, só dela, na imaginação e na redacção, ficaria assim por terra por ser… grande demais. Eu achei mal mas não me meti. Longe de mim. Caí fora. Mas parece que reconsideraram e acabaram por aceitá-lo.

Teve de o bater a computador e a única ajuda que lhe dei foi a passa-lo, tal e qual como ela tinha, sem quaisquer arranjos, sem alterar frases ou pontuações. Não tinha ideia de o fazer (queria deixar tudo para ela) mas nessa noite em que ela falou que no dia seguinte lho aceitariam, já era quase meia noite e ela ainda passava o texto a Word no quarto. Ofereci-lhe os préstimos e ficou de luz acesa, encostada por cima dos lençóis, presumo que à espera de ver o resultado. Quando terminei, uma página e meia depois, não muito mais que 15 minutos passados, já dormia. Melhor, já ressonava. Tapei-a, desliguei a luz e gravei numa pen de onde agora o tiro para publicar aqui.


Feliz Natal a todos.




               
Um dia para o Natal

Era uma vez, numa aldeia, bem lá no Norte de Portugal, onde está sempre frio e a nevar, viviam dois irmãos, Eduardo e Madalena, que, apesar do frio, nunca perdiam a sua energia.
Eram quatro da manhã e a família Monteiro já estava a arrumar as coisas para a primeira ida a Lisboa do Eduardo e da Madalena. Passado algumas horas de viagem, ouviu-se:
-Mãe! Mãe! Aquilo é Lisboa?-gritou a Madalena.
-Sim, filha. -respondeu a mãe.
-Uau! É lindo! – exclamou o Eduardo.
Quando chegaram ao hotel ficaram fascinados, tanta gente, tanta luz e cor!
Já no quarto o Eduardo perguntou:
-Onde vamos agora?
-Vamos ao Colombo. – disse o pai .
-O que é isso?- interrogou a Madalena.
- É um sítio onde há lojas, restaurantes e como estamos próximos do Natal, o Pai Natal e os duendes vão lá para saber o que é que os meninos querem para o Natal. – explicou a mãe enquanto lhe vestia o casaco.
- Que bom! Que bom! Tenho de lhe dizer que quero uma Barbie, um cão, um vestido novo…- e assim foi a Madalena a tagarelar sobre as suas inúmeras prendas até ao Colombo.
Na fila para ver o Pai Natal, reclamou o pai:
-Credo! Tanto tempo à espera de um homem de barbas brancas e vestido vermelho…
Madalena olhou o pai com um olhar matador.
- Desculpa, filha.- desculpou o pai.
Madalena exclamou:
- Olhem! Olhem! Vem aí um duende! Deve ser uma mensagem do Pai Natal pra mim!
-Madalena! Chiu!- ralhou o irmão.
O duende começou a falar:
-Estou tão contente por ver tantos meninos e meninas à espera do Pai Natal! Mas, infelizmente uma das suas renas adoeceu.
-Oh! Mas que mau.- lamentaram os irmãos.
-Não fiquem assim. Vamos ver um filme, querem?- confortou a mãe.
-Ok.-disse a Madalena, que estava de coração partido por não ver o Pai Natal.
Depois do filme ter acabado, os irmãos já não se sentiam tão tristes.
- Então e se fossemos lanchar?- sugeriu o pai.
-Sim! Estou esfomeado!- disse o Eduardo.
Resolveram ir lanchar e depois ir comprar roupa nova. Já na loja, ouvia-se a Madalena e o Eduardo a admirar os chapéus, os vestidos, as camisas e os colares.
- Mãe! Olha que vestido lindo!
-Mãe! Não gostas deste chapéu pra mim?
-Pai! Que tal fico com esta T-shirt?
-Pai! Não fico linda com esta saia?
Os pais já não os aguentavam. Estavam insuportáveis.
- Então e se fossemos à loja dos brinquedos?
Mal tinham acabado de dizer isto, já os irmãos estavam à porta da loja a dizer:
- Vamos! Toca a despachar!
Na loja, os olhos deles brilhavam. Nunca na sua vida tinham visto tantos brinquedos.
Estavam perdidos em tanto brilho e cor. Passaram as horas e os irmãos começaram a afastar-se dos pais.
- Mãe, o que achas desta… Mãe? Mãe?!?
Os dois viraram-se perdidos na loja. Sem os pais ou alguém para pedir ajuda.
- Eduardo! Como vamos ver dos pais? Ou, melhor, sair daqui?
-Calma, Madalena! – acalmou-a o irmão.
Quando deu por si, viu a irmã a bater na porta e a gritar por ajuda.
-Não adianta, Madalena. Não há ninguém no centro.
Ambos se sentaram numa ponta da loja, em silêncio, e ficaram assim durante algum tempo, até que se ouviu um barulho.
- Ouviste isto?- interrogou o Eduardo.
- Sim. O que será?- perguntou Madalena.
Os irmãos seguiram o barulho e nem acreditavam no que viam. Os brinquedos ganhavam vida!
Então os irmãos seguiram-nos até a um armazém onde se encontrava uma saída para o topo do centro comercial onde se via um pouco de Lisboa.
 Aí estava um trenó com homenzinhos baixos e vestidos de vermelho e verde.
-Achas que são… duendes?- sussurrou a Madalena.
-Oh, Madalena! Deixa –te de disparates! Entra mas é lá pra dentro!- barafustou o Eduardo.
Muito sorrateiramente, os irmãos entraram no trenó e foram para onde os “duendes” os levaram. Nesse trenó, levantou-se uma cabecita:
- Madalena… Olha só onde acho estamos…
-Estamos na fábrica de brinquedos do Pai Natal! – respondeu surpreendida a irmã.
Quando pousaram o trenó, os irmãos entraram muito rapidamente para a fábrica.
Era inacreditável existir algo tão belo. Havia bonecas, carros, ursinhos , bolas e muito muito mais.
-Eduardo! Eu não estou a ver bem! Aquele é o Pai Natal?
-Oh! Pois é !
Mas ao lado do Pai Natal havia um calendário e depois de tanto tempo a admirar aquela figura mítica, Eduardo abriu a boca e disse gaguejando:
- Ma.. Ma… a..da…lena… Hoje é dia 23…
- “E?”, interrogou a irmã
-“Faltam dois dias para o Natal!”
Os irmãos olharam um para o outro. Como iriam passar o Natal com os pais? Será que o iriam passar com alguém?
 - “Temos  de pedir ajuda ao Pai Natal”, lembrou a Madalena.          
- “Tu não deves estar boa da cabeça! Mas se tem de ser… Vamos lá!”
Muito devagarinho bateram à porta do Pai Natal. Ouviram uma voz que os mandou entrar. Os irmãos embatucaram.
- “Olá! Há tanto tempo que não vejo um menino de verdade…”, cumprimentou o Pai Natal.
- “Bem… sabe… nós somos de Portugal, perdemo-nos dos nossos pais e… Bem… é uma longa história, sabe? Agora o que queríamos mesmo era ir passar o Natal com a nossa família. Será que nos pode ajudar?”
-“Claro que sim! Tenho umas encomendas para entregar nesse país e deixo-vos lá. Vamos?”
Os irmãos ajudaram o Pai Natal e assim chegaram a casa.
Os pais quando os viram nem queriam acreditar. Eles correram e contaram a história das suas vidas.

Leonor Sobreiro
12 anos






sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A tv esperta

Eu sonhava com uma maior que a Alice mas... (assim ainda é maior que o tamanho do rádio...)

Eu estava fartinho da velha televisão. A bicha já tinha mais de 13 anos. Tinha sido comprada quando trabalhava em Nisa e custou-me uns 240 contos caríssimos, nunca mais me hei-de esquecer. Mas tinha um ecrã de 82 centímetros na diagonal e valia então bem a despesa. Era uma máquina, um monstro encantador. Para mim valia o dinheiro porque cá em casa… ou melhor, na casinha de Marvão (onde nos vimos aflitos para a enfiar lá…) era o máximo e por acaso... era eu quem mais gostava dela. Lembro-me que a Leonor ainda não tinha nascido e a Alice... acho que também não.

Tudo tem um fim e agora já estava desertinho que ela rebentasse mas não havia meio. Os anos passavam e hoje era um caixote que parecia um aquário daqueles grandes que há nas marisqueiras.  

Já há anos, num dia de limpezas grandes vi-lhe escorrer um líquido negro por baixo e fiz logo um festim. Pensei: “Ah, cabra que já rebentaste!”. Foi-se a ver e tinha sido uma garrafa de óleo de cedro que lhe tinha caído por trás. Fumo negro.

Os tempos são difíceis e ele não sobeja mas não se podia adiar mais a espera. Não se podia ou não convinha. Não me convinha, vá. As minhas miúdas mereciam uma televisão em condições, ou… o paizinho também já merecia uma coisinha melhor. Junta-se o útil ao agradável e…

Não quis andar a estudar o assunto. Não tendo tempo, nem paciência para fazer um estudo de mercado, fui à Worten e deixei-me apaixonar por uma smart tv da Sony. Eu sonhava com uma televisão fininha e um ecrã gigante. Analisei o que estava exposto e deixei-me apaixonar por uma smart tv. Não tem os 100 e tais cm que eu queria, só tem os 82 cm que tinha a outra mas é fininha, fica a matar na sala e não precisa de mais tamanho porque não vivo num pavilhão. Ela tem razão. Como sempre. Quase.


A smart tv ainda é uma incógnita com muitas potencialidades para descobrir. A Sony, amiga do ambiente, já não imprime manuais e disponibiliza-os online. Assim que tiver tempo hei-de descobri-los. Entretanto, vou indo às apalpadelas. Eu e elas. Uma coisa que já descobriram e sabem bem mais que eu, é a possibilidade de navegarem na internet na televisão. Enquanto terminava o jantar com a mãe, dançavam e cantavam na sala, deixando perceber como é fácil um vídeo tornar-se viral, como este que desfrutaram à exaustão,




Ou perceber que é na net que nascem novas estrelas como Vasco. O rapazinho que apesar de pequeno é gigante como lhe disse ao ouvido em Marvão quando nos cruzámos nas suas gravações do “Sabe ou não sabe?” da RTP1. Acho que elas viram e repetiram estes todos.















A tv já não é tv. É pc/tv. É um mundo. Getting old...



quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Será que eles sabem que é Natal?



Desarmante.

Vi este vídeo mesmo agora. Já tinha vontade de o apanhar desde que ouvi a versão que desconhecia por completo pela primeira vez; hoje de manhã na Rádio Comercial.

Desarmante é a palavra certa. Vi o vídeo como o David tocou a cover, de headphones ligados ao pc para fugir ao reboliço.

Desarmante e mágico.

Este rapaz, 4 dias mais novo que eu, é para mim, hoje em dia, o nome maior da música portuguesa. Ao nível dos grandes. Do Godinho, do Palma, do Variações. Tudo o que faz é bom e bem.  

Tive o prazer de o cumprimentar depois de um concerto em Nisa e autografou-me um disco. É meu quinto de 73 mas deu um autógrafo a este puto que sou eu. Num disco que guardo e muito considero.

A música que canta é uma das grandes músicas de Natal do nosso tempo, plena de sentido e significado. É um tema gigantesco de belo e profundo. A cover, a versão, a interpretação do David abandona o arranjo musical à anos 80 e mostra a música no osso, despida e crua, onde é mais bela. Cada palavra tem o seu lugar. Cada palavra é dita com o seu sentido.

Enternecedora.

Parabéns David. Grande David. Obrigado. Vemos-nos em Lisboa de hoje a uma semana.

A minha contribuição para este momento lindo é a tradução. You’re wellcome, old chap.


Será que eles sabem que é Natal?

É tempo de Natal, não há que ter medo
Em tempo de Natal, deixamos entrar a luz e banimos a sombra
E no nosso mundo de fartura, podemos espalhar um sorriso de alegria
Abraça o mundo no tempo de Natal
Mas diz uma oração, para pedir pelos outros
No tempo de Natal

É difícil, mas quando te estás a divertir
Há um mundo lá fora da janela
Que é um mundo de horror e medo
Onde a única água que corre é o ferrão amargo das lágrimas

E os sinos de Natal que tocam lá
São os carrilhões estridentes do julgamento final
Bem, esta noite, graças a Deus, são eles em vez de ti
E não vai haver neve em África neste Natal

A melhor prenda que vão receber neste ano é a vida
Oh, onde nada cresce, nem chuva nem rios correm
Será que eles sabem mesmo que é Natal?

Aqui está para ti, ergue o teu copo para todos,
Aqui está para eles, debaixo do sol escaldante,
Será que eles sabem mesmo que é Natal?

Alimenta o mundo
Alimenta o mundo

Alimenta o mundo
Deixa-os saber que é Natal outra vez
Alimenta o mundo

Deixa-os saber que é Natal outra vez

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Faceblog?



Isso lá gostar de ter mais tempo para escrever… é claro que gostava. O problema é que um gajo não pode. Não dá. O tempo não estica. Chego ao fim do dia esgotado, com as baterias em baixo do trabalho cansativo, agora até de noite, noitinha. O mulherio que manda cá em casa acaba por gastar o resto das energias que ainda sobram do dia. Noutros tempos era até à 1h, 2h da matina e no outro dia, fresco como uma alface! Agora, chega-se às 11 e meia da noite e um gajo está despachado. Não dá para mais.


Tendo sido bafejado pela sorte, vivo num harém num país maioritariamente católico (trois femmes par un homme). Como paga, mando aqui pouco ou nada. O consolo é que nestas quatro paredes, sou o único detentor de algo que por aqui é único, gerador de duas vidas e partilhado com a outra. Mas a verdade é que mando aqui pouco ou nada.


Aos serões, o portátil dos comandantes deste navio Sobreiro é um objecto alvo de cobiça e muito disputado. Por mim e pela mais nova. A Leonor já se emancipou no Natal passado e já gere o seu Toshiba em muita net, músicas e facebooks. A dona Alice quer é o site de jogos de meninas onde tem gratuitamente resmas de aplicações para se divertir. Pinta online, cola online, veste online. Faz online tudo aquilo que eu fazia dantes quando tinha a idade dela mas com papel, canetas, tesouras e sem os computadores que cada vez mais vão tomando conta do que é nosso, dos homens e mulheres de carne e osso. Volta, George Orwell que estás perdoado. O Big Brother está mesmo a ver-nos a todos, não é só os aos piquenos e piquenas que estão enclausurados na Venda do Pinheiro. Isto para mim significa que até à hora de sua alteza real dos Outeiros ir para a cama, estou refém do progresso infantil. A sorte que não complica isto tudo é que a mãe não liga ao computador à noite e se dedica aos seus trabalhos manuais.


Só depois de sua majestade cair no sono do seu país das maravilhas é que posso vislumbrar o mundo. Não o posso olhar pelo meu blogue por tudo aquilo que aqui descrevo mas vislumbro-o nalguns blogues favoritos que espreito de relance e no facebook. E é sobre isso que quero hoje postar: o facebook é uma ferramenta poderosa que revolucionou tudo o que existia antes dele. O facebook compila tudo o que existia nos blogues (texto, imagem, vídeo e som) mas democratizou isso ainda mais. Creio que levou a democracia ao extremo, o que só a pode estragar. Para quem quer, fica mais difícil pescar o que realmente interessa. Chega a ser uma salganhada. Há duas noites que vou lá deitar os olhos e venho de lá impressionado. Toda a gente tem algo que dizer, algo sobre que opinar, um estado de alma para escolher, uma hiperligação para fazer…


Vamos por aqui, pelas hiperligações que não é preciso dizer mais. Costumo ir ao facebook divulgar aquilo que escrevo no meu blogue. Porque sim. Por vaidade, por orgulho ou pelo que quiserem. Algumas pessoas até já fizeram hiperligações para o que escrevo e não acho isso nada mal, pelo contrário. Gosto que sigam o que escrevo e se o divulgam, melhor. É porque acharam interessante. Dantes criava um blogue quem tinha algo para dizer. Como já contei aqui, eu criei os Desabafos de Marvão por causa de uma colaboração na Rádio Portalegre e depois de finda, como o bicho estava cá, criei este blogue. Depois os blogues eram mais ou menos visitados consoante a substância. Uns continuaram, outros morreram à nascença ou pouco tempo depois. Tudo isso mudou e nesta era do facebook, toda e qualquer alminha tem algo para dizer nesta praça da aldeia global. Uns estão mal dispostos, outros contentes, outros divulgam isto e aquilo, o outro e aqueloutro…. Outros postam imagens, pensamentos, comentários, seus ou lidos ou copiados. No facebook é difícil descobrir o genuíno. No blogger sim. O algodão não engana.

Todos diferentes, todos iguais,

Todos iguais, mas todos diferentes,

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Sporting a cantar de galo


Sporting a cantar de galo
(pouco tempo antes da missa do primo. Numa altura do ano em que já costuma estar tostado depois de ter feito canjinha)


Eu gosto de bola. Curto ver um jogo de futebol, prontos. São 90 minutos bem passados. Quando o jogo é bom, bem disputado, o tempo não custa a passar. Se for à maneira, com as defesas abertas, apostando no ataque, à boa maneira britânica… então é do tipo rollercoaster ride. Sempre à abrir. Se for assim uma cena à italiana, uns fechados lá atrás, outros sempre em bloco… é mais aborrecido. Não sou entendido da matéria, eu sei. Nunca joguei a sério, nunca brilhei. O Bugalhão acusa-me sempre de ter ido ver de mim à Beirã para jogar no Arenense e eu lhe ter dito que “não pá… eu é mais discotecas e música e gaijas” e assim me transformei no Vitor Batista do GDA. O mais longe que cheguei for jogar no torneio estival com os COUVE ROXA dos quais fui fundador, com os refundidos que não eram convidados para jogar em nenhuma outra equipa. Depois fundiram-se com uma congénere do mesmo calibre, os VOLKSWAGEN originando os COUVE SELVAGEM, tipo uma selecção do Resto do Mundo versão pior de Santo António que só durou uma temporada vai lá Deus saber porquê.


Passemos adiante para dizer que hoje, depois de muito tempo, depois de se calhar mais de 1 mês, vi um jogo de futebol com atenção. Calado, a pensar no que via, a tentar ler o jogo, passei assim o período entre as 17.45h e o jantar. Dantes, antes da Troika, era assinante da Sport tv. É certo que aquela merda tinha programas e jogos em demasia. É certo que apenas via o Benfica e pouco mais. Agora que o Benfica tem um canal próprio mais barato, nem a isso chego. Dantes era sócio e dei-lhes dinheiro. Agora nem esse canal barato pago e vejo na Sport tv dos pobres mas espertos, numa palavra que começa pela letra i, termina na letra t e pelo meio tem as letras nterne.


Mas o jogo prometia. Caso ganhasse, o Sporting classificar-se-ia em primeiro lugar isolado no campeonato, 9 anos depois disso ter acontecido pela última vez. Mas para o fazer tinha que vencer um Gil Vicente motivadíssimo que ocupava o 4º lugar e não perdia em casa há sei lá quantas jornadas. Antevia-se um choque duro e entretido de ver.


O Sporting entrou respeitoso, comedido, a espaços, gerindo bem o jogo, controlando-o à distância. Foi dominando lentamente, sem sobressalto e Montero marcou num lance de goleador. Passados 15 minutos aproveitou o oportuno e concretizou. Fez o que se pede a um avançado: mata quando tem de matar.


Os lagart (ai! Desculpem… não é defeito, é feitio…) O Sporting (assim é que é) foi gerindo a magra vantagem sem grandes sobressaltos. Quando o Gil tentou subir, a mais que certa expulsão do gigante cabo verdeano Pecks, partiu a equipa e deitou por terra os sonhos de um mal menor.


Em futebol, quando não se marca… e aqui foi o inevitável Montero, sempre elegante, sempre a desfilar que empurrou as esperanças dos galorôs, num segundo tento em que estava claramente dentro de jogo.


Qual é o balanço do vosso Tio Sabi depois do visionamento deste desafio? É que a equipa portuguesa que está mais perto de se poder vir a sagrar campeã nacional é o Sporting. E porquê? perguntam vocês, sentando-vos no meu colinho.


O Tio explica: O Benfica está queimado. Cada dia que o JJ passa lá a mais, é um dia a mais que passa. O prazo daquele homem já se expirou há 2 ou 3 temporadas e na última chegou mesmo a azedar de tantos resíduos radioativos que contém. Eu quero lá saber se ele ia para o Porto se o despedíssemos ou para o raio que o parta com uma faísca no centro daquela melena desgrenhada. Se eu fosse presidente, chamava-o ao gabinete e apenas lhe dizia: “foste.” Mas o Kaddaffi dos pneus… ...


O Porto não está muito melhor e o problema também passa pelo treinador. O Paulo é bom rapaz, já tem a vacina rábica nortenha dada pelo Pintinho mas vai criando alguns ou muitos anticorpos à volta. Não o querem lá e a coisa começa a complicar. Ou o Papa dos 300 nortenho o mantém lá e adia a desgraça, o que lhe pode arruinar o campeonato, ou concede que errou e aí as coisas podem mudar, mudando de treinador. Tem lá muitos e bons mas levaram-lhe o Moutinho e o James e a meia equipa que eles valem.  


Dois grande estão adiados. O campo está aberto para o 3º grande que corre por fora e diz que não quer ser candidato, o que é o assumir de um low-profile complicado.


O Sporting é A equipa. Equipa com A grande. Competência e combatividade. Jardim dá instruções para os seus soldados no terreno. Dá gosto vê-lo trabalhar porque sabe o que está a fazer. Não se mete aos gritos feita maluca a barafustar sei lá com quem como o nosso; nem se mete a inventar o futebol com rabiscos em folhinhas com os adjuntos como lá o de cima, querendo inventar o que já foi inventado há muito tempo.


Isto promete. É que os ciganos também não gostam de ver bons princípios aos filhos… dos outros!


A reportagem feita com fotos e vídeos por quem sabe e vive disto, aqui:




Em homenagem ao que vi e escrevi, um tema dos Beloved dedicado aos meus sportinguistas do meu coração: um que já cá não está entre nós encorpado, ao meu irmão que lhe sucede na linha dinástica sportinguista, à minha madrinha Fátima e a todos que prezo como amigos: o meu colega João Correia, os manos Costa (José Carlos e Artur), Rui Boto, Cláudio Gordo, o menino Arturzinho e acho que não me esqueci de nenhum porque cada vez são menos… até aqui! A continuar assim…



sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Nelson Mandela (1918-2013)



Há homens e homens. Há almas que vivem no corpo humano mas cuja existência transcende o corpo onde estão enclausurados. Ghandi passou a Mahatma em sânscrito, passou a ser a alma grande pela forma como defendeu a não violência como via da revolução. Não foi um homem qualquer. Não se esvaziou no egoísmo de criar um lar e um filho. Fundou o estado indiano como o conhecemos hoje e passou ensinamentos que perduram há gerações.

O mundo perdeu ontem mais um desses homens. Nelson Mandela. Um homem que passou 3 décadas preso, quase 30 anos e ensinou o mundo a perdoar. Um homem que passou ensinamentos como:

As dificuldades dobram alguns homens mas constroem outros. 

Um vencedor é um sonhador que nunca desiste.

Parece sempre impossível até estar feito.

Ressentimento é como beber veneno e esperar que ele mate os inimigos.

O que conta na vida não é termos vivido mas a diferença que fizemos.


Alguns dos muitos exemplos que provam a sua dimensão. Foi Nobel da Paz mas neste caso, é um título que sabe a pouco. O que fez foi maior. Muito maior.


Depois de tanto tempo privado da liberdade, viveu os seus últimos tempos encarcerado num corpo. Agora é livre. Como um pássaro.



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Bunker de afetos



O meu trabalho é um trabalho sério. Já sou das Finanças há 13 anos mas hoje em dia, com as voltas que o país deu, pertenço à Autoridade Tributária que congregou a Direção Geral das Contribuições e Impostos com as Alfândegas. Resumindo, trabalho para a Autoridade e nessa linha de pensamento, posso-me considerar uma. Sem uniforme, sem crachat, mas uma. Num país em que a populaça tem dificuldades em compreender a importância de contribuir para o bem de todos, em que fugir ao fisco era um desporto nacional, sou uma autoridade pouco considerada, mas ainda assim, um elemento da autoridade. Tributar para o país avançar e funcionar.

Consegui-o com muito esforço, muito trabalho. Hoje sou feliz. Sinto-me realizado a fazer o que faço, a trabalhar no meu concelho. Se no dia em que terminei o curso de Comunicação Social e deixei o Palácio Burnay a sonhar que iria ser jornalista e correr mundo, me dissessem que ia acabar por trabalhar num gabinete fechado como mangas de alpaca, ter-me-ia atirado para baixo do primeiro eléctrico que passava ali na Rua da Junqueira, tal era a desilusão. Mas as certezas de hoje são voláteis e as possíveis incertezas de amanhã. A vida dá muitas voltas. Sabendo que não há certezas, tem de saber surfar a onda que só se conhece depois de formada. A dimensão e a força dela são as variáveis que a nossa vontade tem de saber domar.   

A minha secretária está sempre limpa e arrumada como é meu apanágio. Entre o computador e os dossiers tenho, longe dos olhos do público que acorre ao serviço, um “bunker” de afetos que me dá o conforto e o calor que me sabe bem ir reencontrando com os olhos ao longo do dia (e da noite, agora que saímos de noite cerrada, depois das 18h).


O talento da Leonor vem de muito pequenina, de andar sempre a rabiscar. Foi de sua iniciativa esta ilustração que me ofereceu do Circo Cardinas. Olhá-lo faz-me sempre recordar esse momento absolutamente mágico de um grupo de amigos que vibrou e fez vibrar num Carnaval que ajudou a criar e agora está mais que morto e enterrado.




A Alice, não sei se por imitação da mana, dá-me muitas vezes papéis feitos por ela para “tu meteres lá nas finanças, pai”. Assim nasceu este retrato da irmã que adoro porque me faz recordar imenso os comics “Terrance and Philip” da saudosa série “South Park”. 


Leonor por Alice (3 anos e 10 meses)
Os originais

Também me deu um auto retrato feito no fim de semana com ajuda da irmã no pontilhismo.



E para terminar nesta galeria que ilustra os meus dias, um retrato da família feito pela pequena do alto dos seus 3 anos e meio. Ofereceu-mo e eu, armado no psiquiatra Daniel Sampaio com quem me dizem parecido, pensei: ela e a mana de uma cor, o pai e a mãe de outra; eu com os óculos na direita, a mãe como a mais alta apesar de já ser a 3ª na casa em tamanho… e uma série de outras ilações que ela desmontou de imediato quando me explicou o que tinha desenhado, a sua intenção como eu escrevi debaixo das figuras: ela e a mãe sendo as duas pequenas, eu o caixa de óculos e a Leonor a mais alta da família. A figura central. A Alice manda. E manda bem.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

2 de Dezembro. 12 anos de Leonor

O que é que eu levava para uma ilha deserta? Estas duas e a mãe tinham de ir. O mais certo era virarem aquilo ao contrário, mas entretinham muito. Podia levar uma telefonia também para ouvir a Comercial e um barco para voltar à costa. E era isso. ;) 


A minha Leonor fez ontem 12 anos. Leonor só Leonor. Lança da Mãe, Sobreiro do pai.

12 anos.

Já passaram 12 anos desde aquela noite fria que haveria de mudar a minha vida para sempre. Eu, o Pedro menino, passava a ser o Pedro pai. Um homem que tinha gerado uma vida. Muito querida. Muito desejada.

Foi numa noite fria de inverno. Bem me avisaram que o médico não subiria enquanto o Benfica não acabasse o jogo. Eu, em silêncio, esperei no fundo do corredor que me chamassem. Não queria perder por nada o nascimento da minha filha. Conforme o vaticinado pelas previsões, só depois de o Benfica ganhar por 2-1 ao Santa Clara com golo do Mantorras houve lugar a boas novas. Já há muito que eu ouvia os gemidos das contracções e a ânsia de a ver cá fora. Sofria ao longe e olhava para a luz do quarto dos fundos. O último, bem lá ao fundinho.

Passou o médico e nada. Eu bem tinha avisado que queria assistir, mas não me chamavam e as movimentações de camas deixaram-me ao longe. Fui-me esgueirando por entre as portas, aproximando-me a medo. Seria mesmo ela? Se falhasse na intromissão, o mais certo era levar um cartão vermelho que me colocaria fora de campo. Fui a medo e com a alegria de ter acertado na previsão, forcei a entrada. Com o piso dos partos em obras, nasceu na Ortopedia (daí ser tão torta…) e a sala era diminuta. Barrado à porta por uma enfermeira com cara de bruxa má, fiz-me duro com ar de mau nº 2. Ela entrou e falou: “Doutor, o pai está ali fora e diz que quer entrar”. “O pai?!? O pai é muita grande e não cabe cá. Diga-lhe que estamos aqui muito apertados”. Eu vi que estavam e a senhora bem me disse mas quando quero muito uma coisa, sei que sou resistente e dos mais duros de roer. Dali não saía nem que chamassem a polícia de choque. Se saísse, levava a minha senhora e ela dava à luz no elevador. Podia ser noutro sítio, mas tinha de ser comigo perto.

Entrei. Consegui mas em vez de ficar de lado da parturiente, como ficam todos os pais treinados, fiquei de frente, o que é um tratado. Mas um tratado nada aconselhável a espíritos sensíveis. Vi a criança chegar a este mundo. Fui o primeiro a vê-la, mas e ela que não chorava como nos filmes? Tiveram que lhe aspirar o narizito, eu a sofrer com a angústia e a mãe com uma com uma cara de tranquilidade tão grande que podia estar a desabar o mundo e ela ali, na maior, triunfante.

Já passaram12 anos. Já me corrige. Já me contradiz. Já faz um ar aborrecido quando lhe falo a sério. Já suspira no fim dos sermões. Já me quer é ver pelas costas. Já é uma senhorinha. É linda e já tem mamocas. Cada vez estou mais velho e careca. Sei que os meus problemas vão começar. A sério. Mas eu tenho um lema de vida que diz que não podemos sofrer por antecipação. Eu sei lá como é que vai ser a minha morte! Não sei, nem quero saber. Era o que mais faltava perder tempo em vida a pensar no fim. Um homem tem de lidar com os problemas quando eles surgem.


12 anos não são 3, nem 4. Não são bonecas, nem caixas grandes. A minha prenda foi a oportunidade de ir a algo que deseja muito, muito, muito e foi muito difícil de conseguir arranjar. Prestes a esgotar e apenas disponível na net, chegou por correio no próprio dia e retirado da caixa do correio à hora que ela nasceu: Passava das 23 e 30.


Parabéns cibernéticos, filha! J






Prenda dada artista a artista que vai ver, a ver se adivinhava. Aos bochechos. Falhou no primeiro mas o António Manuel Ribeiro dos UHF, deu bandeira! Foi logo!

Com a Comercial, o Natal vai ser no MeoArena.
Que granda frete vou fazer, Que aborrecimento...
Eu que ouço sempre os "Discos Pedidos" na Rádio Clube Monsanto


Banda Sonora:
http://www.youtube.com/watch?v=y6Sxv-sUYtM

domingo, 1 de dezembro de 2013

Doo be doo, who wants to be like me?



Apesar da crise que aperta, há que saber resistir.

Não podemos deixar de ser felizes.

Não podendo esbanjar aquilo com que se compram os melões, há que recorrer aos recursos disponíveis.

Esta felicidade de que vos falo aqui não paga imposto. Requer apenas de muita energia, força de vontade q.b. e umas boas sapatilhas.

Podem ser adicionadas aplicações gratuitas que enriquecem a experiência como o maravilhoso novo disco do grande Robbie Williams, o Frank Sinatra dos nossos tempos que me foi servindo nos auriculares do telefone de banda sonora à corrida de cerca de 7 km. A sua recente versão de um original que amo desde que vi pela primeira vez “O livro da selva”,da Disney.

Perto de 1 hora do mais puro prazer.


Tax free!


(podem fazer com'a mim: metem a telefonia a trabalhar e imaginam como será, com o sangue a pulsar em todo o corpo e a sentirem-se vivos, com o coração a bater, bater, bater...)

o fiel companheiro já me vai conhecendo. Está sempre lá de guarda, intimida pelo tamanho mas é tranquilo. Até já posso ir acelerando mais um pouco o passo que ele não corre atrás.
  
Subida de montanha de nível 2. Piso assim para o irregular.









Ladeira do Tragasal. Nesta altura do campeonato já era subida de nível +1
Mas foi todinha até lá arriba!





O percurso do centro de marcha e corrida do concelho ao qual pensei que já nunca chegaria. Passei-o certamente muitas vezes desta vez. Bem sei que não é para troféus, mas a medalha é minha e vale muito.


A rampa final de entrada no bairro.


Pedra à porta de casa onde sempre parava dantes nos meus percursos.
Passei meses a olhar para ela de soslaio, com pena e afastamento.
Voltou a ser pódio



quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O padrinho

Os metralhas: Manuel, Pedro e Abel

A vida tem assim destas coisas curiosas. Coisas raras que a tornam especial.

Tinha ido aos Correios em serviço e no caminho, ao parar para tomar um café, encontro-me casualmente com os meus dois bébés, os meus amores pequeninos que nunca tinha visto assim juntos. O Manuel nunca costumava andar de noite e o Abel dos tempos áureos, nunca via a luz do dia. Quando bebia (muito…) e se atiravam foguetes para anunciar as festas populares, desaparecia na festa da Abegoa que abria o programa estival e só fechava a época nas largadas do Porto da Espada. Sempre em grande e sempre em vinha de alho. Agora que a Santa Casa lhe estendeu os braços e foi mesmo de misericórdia, arrisca-se a terminar os seus dias onde os começou porque foi lá que nasceu. A vida…

Claro que hoje foi uma festa (para mim sobretudo) e tivemos logo de tirar uma foto para a posteridade.

Tenho dois afilhados que amo como se fossem meus filhos. Só não os gerei mas quero-os como às minhas filhas e quero que saibam que podem sempre contar comigo. Para tudo. Não tenho duas, tenho quatro, com o João e a Maria.

Esses são os oficiais. Estes dois bébés da fotografia são os afilhados bastardos, cotadinhos. Mas gostam tanto de mim e eu tanto deles que sou quase pai, com idade para ser neto.

Ultimamente, o Abel tem privado mais comigo. Como está na Santa Casa da Misericórdia de Marvão, vai-me visitar quase todos os dias e sabe que o padrinho sempre cai com uma onça de tabaco ou um copinho de vinho tinto. Quando me vê, como me dá pelo peito, ferra-me sempre um abraço apertado que o deixa com a cabecinha encostada a mim. Fotogénico, bem disposto, muito educado e sempre amigo, quando está bem barbeado, vai servindo de modelo para mim e para o amigo Bruno que trabalha na “Pensão Dom Dinis” e no bar “O Castelo” do meu primaço Jorge. È uma bela equipa. Com elementos destes dá gosto ver Marvão assim.

Esta relíquia é para eu emoldurar e meter por cima da lareira ao lado da que tenho cá com o Papa Chico ou da comigo em tronco nú com a Jennifer Lopez numa ilha tropical.Caliente…

Linda, não está? Olhem para a carinha de felicidade e de tonto (minha) e para o ar de frete (deles).

Vou oferecer uma dos três a cada um. Palavra de escuteiro!


Com o meu casaco de pele virado ao contrário para se ver a pele a fazer de ovelhinha. Tão amorosa...



Uma clássica instantânea. Ao melhor estilo Humphrey Bogart, com o Pall Mall recém adquirido e um tintinho servido pelo Bruno. Só falta o piano...


Com o apaixonado Dom Dinis, de tacinha na mão. Duas aves exóticas. 


Sem medo dos dentes do animal feroz. Mais difícil ainda.


Faz lembrar "Cheers", a série de tv dos anos 80, "where everybody knows your name..."