terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Intervalo do quê?!?!?!?



Este puto não é desta galáxia.

Foi atuar ao show televisivo de maior audiência nos States e armou isto. Ele e a pandilha dele que incluía as pimentinhas quentes e vermelhas, rebentaram com o Superbowl.

Mas aquela gentalha no estádio estava lá para ver o quê?

Se lá morasse no bairro, pagava o bilhete só para ir ver o descanso (das equipas), porque de certeza que saia de lá rouco e a suar…


Quanta qualidade, meu Deus. Quanto talento num corpo só capaz de render tanto...

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Caçador de sóis



Eu sei se pode parecer parvoíce mas de cada vez que ouço esta música não consigo deixar de pensar que é biográfica. Pode não parecer para os outros mas para mim, é assim que me vejo: como um caçador de sóis. Um caçador de tudo aquilo que o sol representa: força, luz, vida. Sou um caçador de bem estar, de harmonia, de alegria. Caçador de sóis no amor, na família, no grupo de amigos, no trabalho, na aldeia, no concelho. Agora que se fala tanto em vida e em morte pelos últimos acontecimentos, penso que seria um belo epíteto para uma vida: aqui jaz um caçador de sóis.

O tema é lindíssimo e marca a carreira de um grande projecto musical, com grandes compositores e um grande intérprete. Esta versão com a ajuda vocal dos Shout torna-a ainda mais preciosa.


Tema de um dos discos da banda sonora da minha vida.


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Bálsamo para o ego (antes de ser marwanense)






Nem só de pão vive o homem, é certo. Há festins para o intelecto que não são materializáveis, nem quantificáveis. Não consigo expressar a alegria que tive por este gesto do meu Joaquim que há-de sempre distinguir-se dos outros Joaquins por ser o da Ammaia.  Postou ontem este vídeo delicioso no meu mural do facebook e tive de o rever, me deliciar com cada descrição, cada recomposição do ambiente, antes de poder dizer o que quer que fosse sobre isto: 




Comentei na hora mas já era tarde e sinto agora não foi suficiente. Tenho de ser justo e agradecer-lhe aqui em casa própria (na minha taberna virtual).



Bem hajas por partilhares o vídeo, pela tua entrega (e a da tua Sofia) neste sonho que todos nós subscrevemos. Imagino que deve de haver alturas difíceis, de pouco apoio em que o trabalho não é remunerado da forma mais conveniente e recorre a estratégias bolseiras que não se coadunam com a importância do vosso esforço para todos nós, os de Marvão. Mas faço questão de deixar bem claro que se eu mandasse ainda alguma coisa nisto (como se alguma vez tivesse mandado…) uma medalha de mérito do concelho iria direitinha para vós e o vosso empenho.

Adaptado ao que há, sai uma medalha de ouro do Vendo o Mundo de Binóculos do Alto de Marvão para a Fundação Cidade de Ammaia com uma réplica em prata dourada (a crise chega a todo o lado…) para o eng. Carlos Melancia, os arqueólogos Joaquim e Sofia e uma em bronze para o resto da rapaziada.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Rock Pope Rules!


Sempre tive uma esperança enorme no homem.

Depois do Ratzinger que era europeu, caquético, soturno, escolástico, parado no tempo; chega a papa este jovem latino americano adepto de futebol que marca um golo em cada lance e ensina a Igreja a dançar um tango moderno capaz de atrair as novas gerações. A visão que difunde da homossexualidade, da amamentação, da pobreza e das desigualdades fizeram-no chegar a capa da Rolling Stone, a Bíblia do Rock, blindada pelas grandes figuras desse universo. Esta edição marca um sinal dos tempos. Ainda bem que são os meus também.

Agora é mais um da galeria:











O tema do grande Bob que escolheram para intitular o seu número em letras garrafais é mais do que adequado. Perfeito, diria mesmo.





OS TEMPOS ESTÃO A MUDAR

Juntem-se pessoal,
Vindos de todos os lados,
e admitam que as águas,
à volta cresceram,
e aceitem que em breve,
estarão encharcados até aos ossos,
se o vosso tempo vale a pena ser poupado
então é melhor nadarem ou
se afundarão como uma pedra,
porque os tempos estão a mudar.

Venham escritores e críticos,
Os que profetizam com a caneta,
Porque a hipótese não voltará outra vez,
E não falem muito antes,
Porque as rodas ainda giram
E não há que dizer quem,
será o nomeado  
Porque o perdedor agora,
Será o último a vencer,
Porque os tempos estão a mudar.

Venham senadores, congressistas,
Que encabecem a chamada
Não fiquem na entrada,
Não bloqueiem o hall,
Porque ele que foi ferido,
Será o que nos impediu.
Há uma batalha lá fora
Que está a começar,
Vai abanar as janelas,
E chocalhar os muros,
Porque os tempos estão a mudar.

Venham mães e pais,
De todo o território,
E não critiquem,
O que não conseguem perceber,
Os vossos filhos e filhas,
Estão para além do vosso comando,
A vossa velha estrada está,
Rapidamente a envelhecer,
Caiam fora da nova,
Se não conseguem ceder prioridade,
Porque os tempos estão a mudar.

A linha foi desenhada,
A praga está rogada,
O lento agora,
Será o rápido depois,
E o presente agora,
Será o passado depois.
A ordem está,
Rapidamente a desvanecer-se,
E o primeiro agora,
Será o último por fim,

Porque os tempos estão a mudar.



O delicioso graffiti nas ruas do Vaticano

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Janeca




Pois a vida tem destas coisas e é por isso que é (por vezes) tão difícil vive-la. Não há um livro de instruções. Não há uma relação causa-efeito. De vez em quando lá vem uma bomba assim destas que nos dá a consciência real do nosso papel. A velha estória da quarta-feira de cinzas: “lembra-te que és pó e em pó te hás-de tornar”. Simples, claro, conciso, duro, direto e verdadeiro.

O Janeca tinha 50 e poucos, creio que 56 anos pelo que me contaram hoje no velório. Um homem na flor da idade, aparentemente bem de saúde, sem nenhum sintoma ou problema conhecido apagou-se num clique, num flash fulminante que o roubou e varreu de espanto e desolação quem o queria. Tal qual o meu pai, com 49 anos. Viver é reviver e isto deixa marca porque é um furacão, um terremoto que abala para sempre a vida de quem está próximo.

E nós? Como será?

Só a autópsia revelará a causa certa mas agora as suposições são sempre mais que muitas e dividem-se entre um enfarte ou uma embolia. Seja qual for a causa, a certeza da consequência e a irreversibilidade da mesma deixam-nos mais pobres. Mais tristes. Mais sós.

O Janeca foi uma amizade que herdei dos meus pais. Grande amigo do meu de quem foi sempre companheiro em patuscadas,aniversários, carnavais na vila e caçadas, habituei-me sempre àquela figura bonacheira e bem disposta de bigode farfalhudo. Grande adepto portista, era costume brincarmos com a bola. Como ultimamente tem ganho sempre, costumava picar e enaltecer o dele e eu, tinha de ceder por saber que não tinha razão. A última vez que estivemos juntos foi nas finanças onde foi pagar creio que um imposto automóvel, se bem me recordo. Em conversa com o colega João recordámos uma cena que sempre ficou: a minha primeira ida a uma discoteca que foi com ele e com a Lena no papel de pais. Eu, puto, estava de férias no Algarve e eles levaram-me com o outro pessoal amigo à Trigonometria. Passaram por meu pai e mãe e nós rimo-nos desse episódio. Sempre preocupados se eu estava a sentir—me bem e a integrar-me, foram-me perguntando se não queria beber nada. Perante tanta insistência, disse que sim.

“E o que queres, Pedro?”

“Uma Coca-cola!”

Já passados tantos anos, quase trinta, ainda nos rimos os três a bom valer da cena. Eu era o puto e creio que para os amigos daquela geração, hei-de sempre ser.

Hoje, até o tempo estava mais triste, chuvoso e com muito nevoeiro que cobria tudo com um manto espesso e cinzento. Apesar disso, centenas de amigos reuniram-se e colocaram este último adeus à frente de tudo o resto na agenda. Por incrível que pareça, é nestes momentos que nos apercebemos que as tecnologias e exigências do mundo moderno não valem de nada. As pessoas são o mais importante. Sempre as pessoas. Únicas, valiosas, insubstituíveis. Abraços que não dava há anos, caras que não ouvia há muito tempo, gente que adorei ver e creio que gostou de me ver. Gente que não veria hoje se não tivesse sido por ele. Creio que o reconhecimento disso é uma bonita homenagem.


As memórias ficarão sempre. Enquanto durarmos. Dias como o de hoje, metem-nos no lugar e fazem-nos perceber o volátil que é tudo. A efemeridade da vida.



Grammy Awards 2014






 




Os Grammy Awards 2014, os óscares da música, foram ontem entregues em Los Angeles. A cerimónia ainda não está disponível na net, ou pelo menos ainda não tive tempo de a encontrar e vai ser difícil vê-la se não for por aí. Os gajos da SIC meteram-se a inventar e transmitiram o espectáculo numa televisão só para gajas que criaram e é exclusivo da Zon. A menos que a Radical seja mesmo Radical e parta a louça toda, a Sic Mulher fica com o exclusivo.

Ó tio Balsemão…: “e os gajos que tenham o MEO não são gente?!?!?!?” Bem, bem… Bem dizia o Portas quando era o puto CDS que tinha medo da televisão do Balsemão.


Do que me foi dado a conhecer pela rádio e pela tv de hoje, os galardoados mereceram mesmo sê-lo. E é bom, quando um gajo que vive aqui atrás dos calhaus concorda e acerta quase em tudo. Vê os artistas de que gosta ganhar e fica feliz. Os Daft Punk compostos dois robots encapacetados em que consta um luso descendente fizeram um álbum daqueles que vale por uma década. Sempre gostei muito e tenho diversos trabalhos deles (datados de uma altura em que ainda se compravam discos…), mas este trabalho é verdadeiramente extraordinário, com um grooove e um feeling tremendo. Esta delirante atuação com o mago Pharrel Williams e a lenda viva Stevie Wonder vai ficar como um marco da história da pop e da soul.


Mas o tema é apenas um detalhe de um disco massivo onde contam colaborações como esta genial com o Julian Casablancas dos Strokes num registo doce,


ou esta versão acelerada de um clássico,


ou este hino ao disco sound que faz mexer até os postes da rua,


MAS HÁ ALGUÉM QUE CONSIGO OUVIR ISTO SEM SENTIR FORMIGUEIRO EM TODO O CORPO?!?!?!?
  
Grammys 2014

ÁLBUM DO ANO
Random Access Memories - Daft Punk

MELHOR PERFORMANCE POP DE DUO OU DUPLA
"Get Lucky" - Daft Punk e Pharrell

SINGLE DO ANO
"Get Lucky" - Daft Punk e Pharrell

MELHOR ÁLBUM DE MÚSICA ELETRÔNICA/DANCE
Random Access Memories - Daft Punk

PRODUTOR DO ANO
Pharrell Williams

ARTISTA REVELAÇÃO
Macklemore & Ryan Lewis

MELHOR ÁLBUM VOCAL POP
Unorthodox Jukebox - Bruno Mars

MELHOR ÁLBUM POP VOCAL TRADICIONAL
To Be Loved - Michael Bublé

MELHOR APRESENTAÇÃO DE ROCK
"Radioactive" - Imagine Dragons

MELHOR ÁLBUM DE MÚSICA ALTERNATIVA
Modern Vampires Of The City - Vampire Weekend

MELHOR ÁLBUM DE R&B
Girl On Fire - Alicia Keys

domingo, 26 de janeiro de 2014

RAP renascido (na série Miranda)



Nota de rodapé a 27/01/2013, no dia que o regresso era para acontecer. A vontade de acordar com o homem era tanta que me baralhei. Pensei que era já hoje que voltava e em vez da esperada alegria,acordei com desilusão. Afinal, ainda tenho de penar mais uma semana. Mas tudo o que escrevi é válido e mantêm-se. O tio Cavaco é que nunca tinha dúvidas e raramente se enganava. Também, por isso chegou a ser o manda chuva desta coisa chamada país. Eu não tenho um nível tão alto e e vez em quando espalho-me. Mi disculpa. Valeu? Morou?


Amanhã, de certeza que vai ser um dia feliz porque vou acordar com um homem.

Calma! Um dia feliz porque se trata de um tipo a quem quero muito, como humorista. Pensava que o tinha perdido de vez e ele voltou. Depois de alguns soslaios, num quarteto em que costumava aparecer, entrou agora na minha vida do nada, pelo éter. Habituei-me a ele, criei o hábito como se fosse uma droga. Acordei com a graça de ver o mundo pelos seus olhos. Tem o dom de olhar o que o rodeia sempre de uma forma inédita, com um humor tremendo que tudo transforma e transmite pela rádio. O seu trabalho, que menospreza e acha uma miudeza, tem uma acutilância extrema que revela uma noção clara do que é ser português no mundo em que vivemos. Um português inteligente, muito culto, grande benfiquista, com uma noção de timing perfeita e que domina a língua como um mestre.

Enquanto a série durar, os dias vão acordar mais felizes, enquanto tomo duche na primeira edição e quando chego ao serviço, na repetição, para reforçar.


Ainda bem que acedeu aos pedidos dos ouvintes e aceitou regressar à Rádio Comercial. Faço votos que depois desta série venha outra e outra e outra e vá editando em livro o trabalho para que fique. A minha Leonor venera-o e tem a mesma opinião destes parceiros (e atentem bem a quem eles são, de Presidentes da República e do Benfica, passando por grandes escritores e jornalistas) que aqui divulgo num testemunho de rara profundidade. Benvindo Ricardo!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

João Sozinho e os Deixados



O João Só e os Abandonados que o acompanham são um caso sério na música portuguesa. Começam logo pelo nome: o João que está Só, é acompanhado pelos Abandonados num reino onde impera a solidão, pleno de inteligência e bom gosto que começa logo pelo nome.

De estrela rockstar, o João tem muito pouco. Tem cara de bebé e é gorducho, o que não dá jeito nenhum no ecossistema do rock. Não tem pinta, não é magro, não bebe nem se droga, não tem brincos nem piercings, nem tatoos tampouco. Não sei se li algures ou inventei que o rapaz é fã dos Beatles e não podia ter melhor base musical. Os álbuns duplos vermelho e azul que compilam toda a carreira dos fabfour, são a enciclopédia musical de cabeceira de meninos como os manos Gallagher que perceberam a fórmula e a repetiram num expoente potenciado pelo seu talento.

O João escreve em português, utiliza a métrica e a língua de uma forma elegante, dizendo no universo pop, coisas que ficam.

Depois do acidente, tive de reaprender a organizar os hábitos que tinha antes de quase ter visto o fim da coisa. Tornei-me então menos egoísta, ainda mais social, menos virado para mim e mais para os outros, sobretudo para as pequenas. Se já muita atenção lhes dava, passei ao dobro ou ao triplo, ou quádruplo. Passaram a ser a prioridade única e intocável. Passei a ver televisão em família depois de jantar, o que era para mim impensável antes disto acontecer. Comecei com a Gabriela (sim, confesso, muito por causa do mulherio brasuca que enchia a vista, sobretudo a divinal Juliana Paes e o trabalho soberbo do romance do Jorge Amado) e via também uma portuguesa Dancing Days onde este tema delicioso fazia parte da banda sonora. Um dueto doce com a Lúcia Moniz e uma música de amor tremendamente bela.




Passei a olhar com outros olhos e a gostar do trabalho deste rapazola que tem ar bonacheirão de bom rapaz e não parou de me surpreender…







segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

AI SPIK DA TRÚ!


A cena é absolutamente hilariante e tem feito as delícias das redes sociais nesta semana que passou. A mim divertiu-me imenso porque é inimaginável e do nunca visto. Não acredito que não haja quem não tenha visionado mas ainda assim, para que conste nos anais, eu explico: o Vítor Pereira nunca soube grande coisa de futebol mas em Portugal teve a sorte de cair no Porto, onde a máquina está mais que bem montada e foi por 2 vezes campeão nacional, a última das quais quase sem saber ler nem escrever. Caiu-lhe do céu com um remate e ele agradeceu de joelhos . Não contente com todo este fortuito foi ganhar ainda mais para as arábias, para onde foi treinar o Al-Ahli.

A cena dá-se numa conferência de imprensa. Um bornal qualquer que está a traduzir as palavras do mister, começa a repreendê-lo. Desautoriza-o em direto dizendo aquilo que pode e não dizer. Uma cena de antologia.


Disse-lhe: ““Epá, ó Zezinho, olha lá que não te podes meter a falar disto e daquilo e nem pensas em falares do outro. Tens que falar só sobre o jogo, ok? Olha lá a tua vida!”



Só consegui apanhar a reportagem da RTP, feita pela RTP norte que claro defende o treinador deles, quando a da SIC o deixava exibir o ridículo. O que safa é que na busca, apanhei esta versão de ir às lágrimas do Nilton num nível altíssimo.




Pois o que realmente aconteceu é que o Vítor tentou levantar cabelo respondendo de uma forma e num inglês delicioso, pela entoação e vocabulário. A brilhante marca Cão Azul já se soube muito bem aproveitar assim:


  
E o Markl também esteve muito bem quando utilizou as palavras para fazer com elas uma versão clássica do tema dos Spandau Ballet.



Não esteve tão bem quando classificou a atitude do mister Vitor Pereira de ter tido uma atitude punk, do tipo de rasgar tudo. Na verdade, o Vítor Pereira foi um derinho, um bornal a quem disseram como é que era. Se ele os tivesse no sítio e bem grandes como ouvi dizer nos comentários, tinha batido com a porta e vindo-se embora, deixando o árabe a falar sozinho. Mas aquilo com que se compram os melões fala mais alto e o Arafat aquele avisou-o: “Ó rapazinho, nota bem: estes moços estão aqui para te ouvirem falar do jogo como eu quero e não lhe vais fazer essa desfeita de te ires embora.” Ele sentou-se e amouchou como um bezerrinho. Caro Markl, foi punk o catano! Punk punk, foi o grande Toni numa atitude “punk à Benfica” que meteu os Ayatollahs jornalistas no lugar. Assim, sim! “Punk à Benfica”, c***lho!




www.youtube.com/watch?v=YmRK4cPmMI0

sábado, 18 de janeiro de 2014

O grande Bruno Mars


Depois de um dia inteiro passado em limpezas (aspirar, limpar o pó, fazer as camas, arrumar, não é exclusivo das mulheres e a mim não me custa nada nem me caem os parentes na lama, antes pelo contrário que até gosto de ajudar no que também é meu), termino o dia dando-me banhinho também a mim que até fico a destoar em tanto asseio.

A banda sonora vem, como é habitual, da Comercial onde ouço o João Vaz a apresentar o itunes Chart. Assim de empreitada, ouço dois temas seguidos do Bruno Mars e enquanto o ouço, penso no post que ando a pensar fazer sobre ele há muito tempo. Decidi no chuveiro que não pode passar de hoje.

A notícia indicava que o Bruno vai atuar no intervalo do Super Bowl que é o momento televisivo de maior audiência nos Estados Unidos. Os americanos ficam doidos a ver esta transmissão de um jogo que só eles percebem e só eles têm paciência para aturar.

Espero que não mostre uma mama como a mana do outro mas de certeza que vai dar espectáculo, porque este menino é grande, este rapaz é ENORME. Vai a todos os estilos de música, toca tudo e compõe. Acho que a haver um rei da Pop no tempo da minha vida não é certamente o Michael Jackson que tinha o Quincy Jones por trás, e não vai de certeza aparecer outro como o Bruno tão depressa. Só espero que ele não queira ficar branco como o outro, nem se meta nas drogas, nem nas velocidades porque vai com toda a certeza compor muitíssimos belíssimos temas para figurarem na banda sonora da minha vida, como expliquei aqui.

Para provar o grande que é aqui em casa, a minha filha tem um poster dele colado na porta do armário, de raibantes, camisa havaiana e um estilo do catano. Com a idade dela, eu tinha os Scorpions e os A-ha no meu. L A miúda está muito à frente.

A primeira música que passou hoje na rádio é um tema belíssimo que graças a Deus não me serve porque estou casado com a que amo. Quem canta é um homem que ama uma mulher que perdeu, presume-se que por ciúmes. Mas apesar dessa perda, o amor perdura e continua a quere-la bem e a desejar-lhe o melhor. Se se pensar bem, dói até de ouvir.



A segunda música continua a ser um tema de amor, mas desta vez é dançável e típico dos anos 70 que recria na perfeição a nível sonoro e visual (coreografia incluída) num vídeo absolutamente delicioso. 



Ponho-me a ouvir isto e só me apetece dançar. Eu que nunca fui assim um dançarino de nível, tive a sorte de partilhar a pista de dança com monstros sagrados dos anos 80 como os amigos “Chico da Cavalinha”, “Dimas”, ou “Palita”, autênticos reis d’ “A Cave” cujas coreografias ainda sei imitar de cor. Mas com esta banda sonora só me apetece ligar ao Luís Barradas que agora preside o Grupo Desportivo Arenense e muito bem, para chamar o DJ Luís Reis e voltar a fazer matinées aos domingos como dantes. Isso é que era! Quem sabe? Vou publicar na página de facebook do GDA a ver se cola. J


Se não se tentar… o não está certo. J