domingo, 9 de fevereiro de 2014

Furacan Stephanie


Isto está lindo, está! Como se não bastassem as desgraças de todo o tipo que assolam o país ainda levamos com as tempestades. Por causa da porra da tempestade perdi o clássico com o Sporting. Sentado na pastelaria do meu Chocolate numa central privilegiada (mesmo de frente ao televisor) junto do meu querido amigo Zeca, grande sportinguista e colega de velha data, tinha todas as condições para um belo espetáculo. Perguntou-me se queria beber alguma coisa. “Sim, uma das minhas.” “Mas tu trouxeste alguma de casa para beberes cá?” “O Zé Manuel sabe…” Pedi um copinho porque ele as tem sempre bem geladas. Com ela, o belo do minuim e o belo do courato, tudo estava perfeito, como prova esta fotografia que tirei e mandei ao lagarto do meu irmão, emigrado nos Algarves. 


Tudo estava bem excepto o tempo.

Primeiro foi a tempestade do Adamastor que impressiona logo pelo nome. Poucos dias passados dessa, chega agora a Stephanie. Tempestade Stephanie? Hummm… Isso diz-me alguma coisa. Fui ver os meus arquivos mentais e encontrei o vídeo onde isto já estava escrito. Os vídeos dos anos 80 têm tudo e sabem-na toda.


A Stephanie do Mónaco teve (entre muitas outras) a maluqueira que haveria de ser cantora e previu esta tempestade neste Ouragan que para quem não saiba falar francês, ensino no meu francês perfeito que quer dizer furacão. Acho… Ou pelo menos é parecido. Ouragan… Furacan.


Primeiro o Adamastor que era bravo como se pode ver aqui, agora a Stephanie faz tremer o país, a costa e a minha casa também.

Se isto vai pelos vídeos dos anos 80, nem quero imaginar que a seguir vem a tempestade dos ZZ top. Medo…


Amanhã as notícias das 13 vão ser preenchidas por meia hora disto. Com diretos e assim é capaz de ir à hora. Amanhã não há país. Só desgraça. Ou seja, mais do mesmo.


Mesmo não ganhando, o espírito lagarteiro não larga o mano que mesmo assim, pica, pica… Desta vez foi no facebook.

(Pica mas para chegares aos miolos, ainda tens muito que picar)


Nesta respodi

Nesta aqui nem sequer levou resposta. O argelino ia bem para as obras , ia.

Joker da nação


Não é ser pesado e bater sempre na mesma tecla, mas acordar com a genialidade deste menino é coisa de luxo. A ideia de transformar uma visita ao zoo num drama em que o golfinho confunde o piar de um miúdo asmático com o assobio de um treinador é de ir às lágrimas. Se a ideia é boa por demais, os maneirismos, os detalhes enriquecem o quadro de uma forma insuperável.



E que dizer das maleitas de Portugal?



E a forma como as intempéries que nos enchem os telejornais, são tornadas numa fonte de rendimento nacional com a criação do turismo de borrasca. O affair do vizinho é do melhor…


Para quem não toma a dose diária matinal, nem ao entardecer na Comercial, tem sempre a hipótese de a meter em dia no youtube ou no facebook.

Se eu fosse o tio Cavaco, dava já ao RAP uma medalha de joker da nação! (o que é elogioso, tendo em atenção que o Joker era muito respeitado pela corte porque os fazia rir mas tinha um poder tremendo sobre quem decidia. Por mim, medalha entregue!)

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Nós no jornal (pelas piores razões)



Como nesta tarde entrei no modo “fim de semana”, depois de sair das finanças fui nadar os meus 1.500 metros. Depois da esfrega, dando seguimento ao “weekend mode” activo desde as 18 horas, fui tomar uma cerveja sem álcool preta no bar que há-de sempre ser o do meu amigo Sérgio, esteja lá ele onde estiver. Fui ver se me tinham guardado o exemplar do Correio da Manhã de segunda-feira (como eu peço sempre) para poder ler o Paulo Morais. Disse-me a Estrela, proprietária que enviuvou mas se manteve sempre ao leme do sonho do meu velhinho Sérgio contra ventos e marés, a quem alcunharam de “velhaca” vá-se lá saber porquê de tão dócil que é, que o jornal deveria de estar na pilha dos outros velhos, amontoados durante a semana. Agradeci-lhe a gentileza de se ter lembrado de mim e procurei, voltei a procurar, passei um a um no monte e nada. “Olha, se lá estava deve de ter havido macumba porque sumiu.” Ela ateimou, disse que tinha de lá estar mas não se deu ao trabalho e o tempo foi passando até que se fez luz naquela cabecinha: “ahhh, era o de segunda? Agora é que me estou a lembrar que o Malaquias (o amigo que ajuda ao balcão nas dobras) andou de pinturas e usou um jornal… é capaz de ter sido esse…”

“Bingo! Prontos, não digas mais nada que já estás apresentada”. Foi-se a hipótese de ver o que é que o Paulinho nos trazia nesta semana mas a estrela das notícias de hoje era outra porque vinha lá (no jornal de hoje) Marvão. No jornal?!? Presumi que o habitual, a dizer maravilhas, mas não. O motivo era um assalto. Um roubo muito violento realizado por encapuzados armados que iam matando o Sr. João, uma estrela do jantar dos solteiros do meu tempo que pela conversa ainda deve jogar naquele clube. Um homem bom, inofensivo, bem disposto que ainda há dias cumprimentei e brilhava sempre na sua motorizada que em si mais parecia um avião ou porque ela era muita grande ou porque ele era muita pequeno. Pois por menos de mil euros iam-no matando e deixaram-no cheio de mazelas. O pobre surge na foto sem os óculos com grandes armações que o caracterizam que não sei se foram na enxurrada de traulitada que levou. 

Diz a notícia que a Judite anda por aqui em averiguações. Os que cá moram, temem que estas modas cada vez mais violentas das urbes se espalhem por cá e desejam que tal não volte a suceder. Sempre cresci com a ideia de se ter a porta da rua sempre aberta. Na casa dos meus pais, a chave estava sempre do lado de fora da fechadura. Hoje já não é assim na minha e cada vez há-de ser menos noutras.

Fechados, isolados, virados para dentro.


A nossa sociedade não funciona em muitos aspetos. A justiça é com toda a certeza um deles. Se o crime tivesse o castigo como consequência, andávamos mais tranquilos mas… Vamos ver o que isto dá.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Blogpals

Este post tem (muita) razão de ser porque é um sinal dos tempos que vivemos.


Anteontem a Marisa celebrou ter passado 1/3 da sua vida a blogar!



Se no meu tempo de puto era muito frequente o termo pen pals, pode-se dizer que hoje nós dois somos blog pals, ou blog friends. Poucas vezes estivemos próximos mas sentimo-nos em sintonia nos gostos e nas formas de olhar o mundo pela escrita e leitura, como se pode comprovar pela troca de galhardetes que quero aqui postar para que fique. Este é um cromo que quero ter na minha caderneta.

Quando regressei do meu “voo da vespa” como lhe chamou o Bugalhão, a 25 de Novembro de 2011, o seu foi um dos 51 comentários que amigos me postaram no regresso. Não gosto de voltar atrás mas desta vez, fi-lo com convicção. Fi-lo porque queria.


Agora que está emigrada (e estando nós há anos e anos sem nos vermos), partilho aqui a mensagem encorajadora que lhe enviei agora em comentário.



May the force be with you. (now 3 Jedis with the young one)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Mir... (agem)

Títalo: "O 3 pelinhos do Porto a jogar aos balões, às cores, num carrossel a nevar"


Não sou assim grande crítico de arte. Mas tenho os meus conhecimentos, os meus pintores e os meus gostos. Sei ver onde está a qualidade, o saber fazer diferente. Adoro o Dali, o Van Gogh, o Picasso, o Munch, a pintura não linear, impressionista, abstracta. Gosto do diferente do quadrado, do fotográfico, do que se limita a retratar a realidade.

Agora, espanta-me o alarido sobre a venda das obras do Miró que eram para ir para leilão na Christie’s. Parece que o governo português ia alienar as jóias da coroa. Afinal, eram as pinturas de um espanhol que poderiam render uns milhões, perto de 40 milhões (tanto quanto o Porto fez com o Hulk) que sempre seriam muita nota mas uma gota de água no oceano dos 4 mil milhões que nos fazem falta, os muitos que desapareceram com os buracos negros que foram o BPN, as PPPs e tantos outros. Os tais miles milhões que quiseram recuperar com o emagrecimento do Estado que nunca foi nem será realmente feito.

Este governo, como é hábito, escolheu a pior altura para acender mais esta fornalha onde arde nas altas labaredas. Até parece que não há mais coisas para nos preocuparmos e melhorarmos que a venda destes quadros.

Uma comédia, é o que este país é. Trágica, mas cómica. Em vez de olhar para o horizonte e definir caminho, atirar certeiro para o que é de derrubar, passa os dias a dar tiros para os pés.

O Miró pode ser um nome maior e incontestado da história da pintura mundial. Posso estar a dizer a maior das alarvidades mas se eu fosse assim a uma exposição ou a uma venda ou a uma feira e visse lá estes quadros, não comprava nem o primeiro. Isto se custassem euros, quanto mais milhões. Milhões??!?!?!? Posso ser um granda analfabruto, mas eu sou assim. O que digo, digo. Um Renoir, um Botero, um Matisse, a nossa Paula Rego ainda vá que não vá, se me saísse o euromilhões e quisesse dar razão ao Nani que me trata por excêntrico mesmo sem me sair a batelada de dinheiro. Um Michelangelo, um Da Vinci, um Warhol… Agora, um Miró? Se visse um destes caído na minha sala depois da retouça, arrumava-o no meio dos brinquedos, dos puzzles e das bonecas e pensava assim: “esta Alice pode ser muito boa com os números mas jamais pintará tão bem como a mana.”







Títalo: "Os tubarões no nevoeiro azul e branco do FCP", dedicado ao tubarão maior,Pintinho da Costa 

Títalo: "A porra do morrão que queimou a tela"
"Sem títalo" porque é difícil arranjar um. Deve ter demorado um quarto de hora a fazer, mas para decifrar...

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

No dia em que faz 10 anos

O facebook também tem destas coisas e por isso é que não o consigo largar. Parece brincadeira mas não é. Numa manhã de fim de semana em que me estiquei e dormi até as 9, passei por lá no telemóvel para ver como paravam as modas e dou com esta imagem fantástica de um cartaz promocional para duas peças de teatro que ajudei a fomentar. Nessa altura, em que tutelava a cultura em Marvão, instiguei e servi de calçadeira institucional para a grande Susana Teixeira ensinar os nossos meninos a fazer de “faz de conta”.


  
O cartaz partiu de minha lavra e imaginação, para dignificar e promover o trabalho realizado. Já nem me lembrava bem dele. Parece-me que foi feito noutra vida. Mas olhar para ele (e recordar os passos da sua montagem em photoshop), fez-me abrir uma porta da memória para as atuações, os ensaios, o nosso grupo de teatro, uma quantidade impressionante de jovens com talento, potenciais atores e actrizes que se foram perdendo noutras atividades por falta de investimento pessoal de cada um.

Uma imagem que dava para escrever um capítulo.


Como digo no comentário: saudades...

Intervalo do quê?!?!?!?



Este puto não é desta galáxia.

Foi atuar ao show televisivo de maior audiência nos States e armou isto. Ele e a pandilha dele que incluía as pimentinhas quentes e vermelhas, rebentaram com o Superbowl.

Mas aquela gentalha no estádio estava lá para ver o quê?

Se lá morasse no bairro, pagava o bilhete só para ir ver o descanso (das equipas), porque de certeza que saia de lá rouco e a suar…


Quanta qualidade, meu Deus. Quanto talento num corpo só capaz de render tanto...

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Caçador de sóis



Eu sei se pode parecer parvoíce mas de cada vez que ouço esta música não consigo deixar de pensar que é biográfica. Pode não parecer para os outros mas para mim, é assim que me vejo: como um caçador de sóis. Um caçador de tudo aquilo que o sol representa: força, luz, vida. Sou um caçador de bem estar, de harmonia, de alegria. Caçador de sóis no amor, na família, no grupo de amigos, no trabalho, na aldeia, no concelho. Agora que se fala tanto em vida e em morte pelos últimos acontecimentos, penso que seria um belo epíteto para uma vida: aqui jaz um caçador de sóis.

O tema é lindíssimo e marca a carreira de um grande projecto musical, com grandes compositores e um grande intérprete. Esta versão com a ajuda vocal dos Shout torna-a ainda mais preciosa.


Tema de um dos discos da banda sonora da minha vida.


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Bálsamo para o ego (antes de ser marwanense)






Nem só de pão vive o homem, é certo. Há festins para o intelecto que não são materializáveis, nem quantificáveis. Não consigo expressar a alegria que tive por este gesto do meu Joaquim que há-de sempre distinguir-se dos outros Joaquins por ser o da Ammaia.  Postou ontem este vídeo delicioso no meu mural do facebook e tive de o rever, me deliciar com cada descrição, cada recomposição do ambiente, antes de poder dizer o que quer que fosse sobre isto: 




Comentei na hora mas já era tarde e sinto agora não foi suficiente. Tenho de ser justo e agradecer-lhe aqui em casa própria (na minha taberna virtual).



Bem hajas por partilhares o vídeo, pela tua entrega (e a da tua Sofia) neste sonho que todos nós subscrevemos. Imagino que deve de haver alturas difíceis, de pouco apoio em que o trabalho não é remunerado da forma mais conveniente e recorre a estratégias bolseiras que não se coadunam com a importância do vosso esforço para todos nós, os de Marvão. Mas faço questão de deixar bem claro que se eu mandasse ainda alguma coisa nisto (como se alguma vez tivesse mandado…) uma medalha de mérito do concelho iria direitinha para vós e o vosso empenho.

Adaptado ao que há, sai uma medalha de ouro do Vendo o Mundo de Binóculos do Alto de Marvão para a Fundação Cidade de Ammaia com uma réplica em prata dourada (a crise chega a todo o lado…) para o eng. Carlos Melancia, os arqueólogos Joaquim e Sofia e uma em bronze para o resto da rapaziada.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Rock Pope Rules!


Sempre tive uma esperança enorme no homem.

Depois do Ratzinger que era europeu, caquético, soturno, escolástico, parado no tempo; chega a papa este jovem latino americano adepto de futebol que marca um golo em cada lance e ensina a Igreja a dançar um tango moderno capaz de atrair as novas gerações. A visão que difunde da homossexualidade, da amamentação, da pobreza e das desigualdades fizeram-no chegar a capa da Rolling Stone, a Bíblia do Rock, blindada pelas grandes figuras desse universo. Esta edição marca um sinal dos tempos. Ainda bem que são os meus também.

Agora é mais um da galeria:











O tema do grande Bob que escolheram para intitular o seu número em letras garrafais é mais do que adequado. Perfeito, diria mesmo.





OS TEMPOS ESTÃO A MUDAR

Juntem-se pessoal,
Vindos de todos os lados,
e admitam que as águas,
à volta cresceram,
e aceitem que em breve,
estarão encharcados até aos ossos,
se o vosso tempo vale a pena ser poupado
então é melhor nadarem ou
se afundarão como uma pedra,
porque os tempos estão a mudar.

Venham escritores e críticos,
Os que profetizam com a caneta,
Porque a hipótese não voltará outra vez,
E não falem muito antes,
Porque as rodas ainda giram
E não há que dizer quem,
será o nomeado  
Porque o perdedor agora,
Será o último a vencer,
Porque os tempos estão a mudar.

Venham senadores, congressistas,
Que encabecem a chamada
Não fiquem na entrada,
Não bloqueiem o hall,
Porque ele que foi ferido,
Será o que nos impediu.
Há uma batalha lá fora
Que está a começar,
Vai abanar as janelas,
E chocalhar os muros,
Porque os tempos estão a mudar.

Venham mães e pais,
De todo o território,
E não critiquem,
O que não conseguem perceber,
Os vossos filhos e filhas,
Estão para além do vosso comando,
A vossa velha estrada está,
Rapidamente a envelhecer,
Caiam fora da nova,
Se não conseguem ceder prioridade,
Porque os tempos estão a mudar.

A linha foi desenhada,
A praga está rogada,
O lento agora,
Será o rápido depois,
E o presente agora,
Será o passado depois.
A ordem está,
Rapidamente a desvanecer-se,
E o primeiro agora,
Será o último por fim,

Porque os tempos estão a mudar.



O delicioso graffiti nas ruas do Vaticano