sexta-feira, 14 de março de 2014

Respiros de Portugal (de alívio e renascimento)

Visionei (boquiaberto) as duas reportagens seguidas no jornal da noite e pesquisei no site da SIC para as replicar aqui no blogue. Contudo, cedo percebi que o bom do Balsemão tem andado a dormir na formatura e tem perdido a oportunidade de ter um site moderno, acessível, onde seja fácil ir buscar os trabalhos da sua estação para os divulgar, dando-lhe prestígio e retorno publicitário.

A farfetch, uma impressionante cadeia de roupa de luxo online tem lojas que se estendem por 3 continentes e tem uma estrutura que parece impossível de tão bem criada e oleada. Nem parece que estamos a falar de Portugal. Só pensava: mas isto é mesmo cá?


A alegria de descobrir esta realidade, o que só por si já chegava para me fazer passar bem a noite, foi potenciada por ainda conhecer Ayres Gonçalo, um alfaiate à moda antiga benzido em Saville Row. Bonito, elegante, organizado, empreendedor, inteligente, dá gosto de ver. Tal como ele, também eu sou neto de um alfaiate mas a vocação falou menos alto em mim. Tive especial pena disto quando comentou quando cobra por cada fato.



Dois gritos de revolta e esperança.(em nós, em Portugal e no futuro).

Flying over London (and droping 3 bombs)



Esta noite, os cânticos que embalaram o sonho e ecoaram noite fora na capital do berço do futebol não foram os dos adeptos locais. O Benfica levou Portugal a White Hart Lane e fez vibrar os corações vermelhões numa noite de glória europeia ao mais alto nível. Foi um jogo muito bem disputado mas controlado à distância por nós, visitantes, que esperámos que acontecessem rasgos de génio como os do mágico Ruben Amorim (Deco já lá vai há muuuito para continuar a manter o cognome) que isolou um Rodrigo Matador; outro que descobriu o gigante careca ao primeiro poste para cabecear sozinho e para finalizar, uma bomba deste deslumbrante ao cair do pano e assim assinar uma exibição de luxo. Luisão Capitão a encher o campo todo.

Foi uma noite linda e inesquecível de futebol impecável e clubismo. O menos? Tem sempre de haver o menos. O menos foi o palerma do Jorge Jesus que pode saber muito de bola mas que caga o pano rendado de nódoas cada vez que se quer armar aos cagados (assim mesmo escrito. Sem gralha). A sete jornadas do fim, com sete pontos de avanço dos mais diretos adversários e com 9 inacreditáveis pontos acima dos eternos rivais nortenhos, continuou a insistir que o que lhe interessava era o campeonato. Sensatez, dirão alguns. Burrice digo eu. Bem balanceados (mesmo antes deste alegre desfecho de hoje) no campeonato interno, lutando pelo bom nome e pela glória europeia numa prova maior (suplantada apenas pela Champions) que disputou no ano passado até perder injustamente na final para o Chelsea, continuou a comentar a viva voz o embate de hoje dizendo que a sua prioridade era o campeonato. Como se nós não soubéssemos. O Vieira já tinha era ganho juízo se o tivesse levado ao Jumbo de Alfragide e lhe tivesse comprado uns patins em linha há umas duas boas épocas atrás. Palerma. Pa-ler-ma (lido em alto, de-va-ga-ri-nho. Sílaba por sílaba).

O ponto alto da noite, ou baixo, foi quando se foi meteu com o treinador londrino Tim Sherwood, fazendo-lhe o sinal de 3 golos que já tinha no papo. O homem até pode dizer que não, que foi uma desculpa esfarrapada qualquer como a que deu nesta imagem do gesto que fez ao Manuel Machado mas eu não me acredito. O maluco está doido e nisto tem de se ser como a mulher de César: mais vale parecê-lo (séria) que sê-lo. Se tinha alguma coisa para dizer para o campo ou a alguém, tinha de evitar as duplas interpretações. Tinha de pugnar por ser claro e expressivo. Teria de conseguir evitar rebaldarias como a que se gerou quando um treinador que está condenado se viu provocado pelo gesto que considerou ofensivo. Até o bom do Raul José andou metido na baila e tudo serenou a muito custo.

Noite de glória mas para mim… já ias arrumando a trouxa e metendo óleo no carrinho de rolamentos pra bazar. Eu, ia buscar o puto Marco Silva. Neste blogue que de vez em quando também opina sobre futebol, disse aqui e há-de estar algures nos arquivos que da época passada havia dois nomes a registar pelas carreiras que tinham desempenhado: o dele e o de Paulo Fonseca. O papa do norte apanhou logo o de Paços de Ferreira porque estava ali mesmo à mão. Não resultou. Saiu-lhe o pombo mocho. Acontece. Adivinhem de quem é que ele vai agora atrás? Vai uma apostinha? Deixou-o estar para ver se nos conseguia fazer frente no fim de semana passado. Como foi trucidado, veremos agora no que dá. Se assim for, vou mudar o nome deste blogue para “ORÁCULO DO SABINNI” e passar a dar autógrafos às segundas, quartas e sextas.


Hoje vou ressonar com british accent. Sincerely, my dear… I don’t give a damn!



 
Ao Manel foi assim...

Aqui foi: já mameste treis goles! Treis!
  
Be careful, boy! You're in my country. Behave...




Well done boys. Keep on trying!

- Pxxxxxxxxxttt, ó monsieur! Chegate aqui ó fachavor!
- Are you talking to me? Did you show me three fingers like this?

 
- Yes, but theris no probléme! Don't chateate yourselfe, man
- GGGGGGGGGGGRRRRRRRR

- Ai you are lingrinhas, hei? Don't viraste, pá! Viraste for me que nã tenho fear de ti

- Psssshhht, ó man do apito. Eu pra ti falo na minha língua que é em por-tu-gueis. Não me venhas praqui brincar com esta merda do futeebol e esses headphones à paneleiro que eu sou conhecido como o Cruyff da Reboleira. A menos que sejas um controlador aéreo que está à espera do avião que desapareceu.Mas ainda assim, portantes, o milhor é pores-te a milhas.  Desvia-te da frente que eu vou-me ao focinho do ingleis.

- You said three for me with your fingers. You were trying to  be funny. You wanted to put me down. Me and my team. I understood you.

Don't ever do that again! I'm warning you!

- Come on boys! Give it all now! Try your best till the end.
- Deixa-me cá mas é tirar mais uma chiclete e ir curtir a vitória pra Lisboa queste man já me está cá a amolar. O raio dos bifes.

terça-feira, 11 de março de 2014

Aquilo que nós não fizemos (e o que fizemos, naquela noite...)



A música foi-me dada a conhecer pelas manhãs da Comercial com a melhor apresentação que poderia ter tido. Disseram que o voltar “para os braços da minha mãe” do Abrunhosa está para os portugueses que emigraram, como esta música está para os que cá ficaram. Melhor introdução era impossível.

Arrebatou-me à primeira vez. De um poder lírico brutal, tem uma melodia que fica, com palavras que martelam mesmo depois de se deixarem de ouvir. Ficam aos gritos na cabeça. Todas encaixadas no seu sítio, como se fossem um quebra-cabeça.

«Eu não quero pagar por aquilo que eu não fiz, não me fazem ver que a luta é pelo meu país. Eu não quero pagar depois de tudo o que dei, não me fazem ver que fui eu que errei»

Tenho uma relação muito próxima com o Tiago Bettencourt. Só que ele não sabe. Acompanho-o desde os Toranja, segui-o com os Mantha e acompanho-o sempre a solo. Tem-me falado imensas vezes ao ouvido e ao coração. Fá-lo pelos phones, mas tem-lo feito com muita frequência. Consegue dizer as coisas como mais ninguém na sua geração. Canta o hino do engate do Variações com muito mais sentimento que o génio que o criou. O Tiago é especial e disse-lho numa das últimas vezes que estive em Lisboa para uma consulta de rotina em São José. Há coisa de escassos meses cruzei-me com ele no Vasco da Gama e abordei-o. Cheguei-me junto e disse-lhe: “Tiago, tenho seguido o teu percurso e quero felicitar-te por este trabalho a solo acústico que está portentoso. Fazes falta à música portuguesa.” Ele sorriu e ficou assim sem jeito, por não dever ser muito habitual este tipo de aproximação dos fãs. Como o seu público é mais maduro, não deve ser alvo de gritos e histerias mas fotos e exposição facebookiana devem ser do mais usual. Se ele ficou sem jeito, a minha filha Leonor que assistiu a tudo, ainda agora não deve conseguir explicar bem o que se passou realmente.

Em breves minutos, recordei-o da outra vez que tínhamos estado juntos, em Marvão depois de um concerto fantástico dos Toranja. Lembrei-lhe dos copos que tínhamos bebido juntos no bar do Manel Ventura e da conversa animada que meteu noite dentro. Ele disse que sim, que tinha uma vaga ideia do sítio que era lindo demais. Que se recorda de uma noite muito agradável.


Ainda bem, disse-lhe eu. Ainda bem que não era só eu a ter essa sensação. E despedi-me dele, pedindo-lhe que continuasse sempre a dar voz à nossa geração. Ele cumpriu. Como fez agora. Obrigado, Tiago.   



Eu sabia que elas existiam. E sabia nos discos rígidos onde estavam. Procurei, procurei e descobri que foi há 10 anos. Há 10 anos! Em 2004. Tempos incríveis e memórias fantásticas. Um grupo de peso, com o Janeca que há tempos partiu desta vida de vez. Fica a saudade. O fotógrafo de serviço explica o ar bem disposto dos modelos. A máquina digital era uma novidade e o fotógrafo circunstancial estava etilicamente assim para o bem disposto. Por mais que lhe dissesse que tinha o dedo à frente do flash, o bom do Zé Pop insistia no ângulo. Daí estarmos todos a rir tanto. A teimosia dele era o isco perfeito. Lembro-me disso perfeitamente. Como me lembrava das fotos. Como me lembro daquele tempo. Que já não volta mais.















sexta-feira, 7 de março de 2014

Algo está podre no reino da Dinamarca



Um país extraordinário.

É um país verdadeiramente extraordinário, este.

Um país em que os polícias decidiram manifestar-se frente à Assembleia da Republica precisamente à hora das notícias para o país poder assistir em direto, num espectáculo lindo de se ver. Os polícias a brincarem aos manifestantes. Uns de lenço na cara, outros de capuchos e óculos escuros, a mandarem bitaites contra esta ordem, esta máfia dos governantes que lhes “faltam ao respeito todos os dias!” Então não é que aquela rapaziada agora com os cortes levam menos 200 euros para casa ao fim do mês!?! E não é que são só eles os afectados?!? Por causa dessa merda, vá lá mais uma garrafa de água ao ar e tudo a gritar em coro “polícia uni-da, ja-mais se-rá ven-ci-da” numa variante da Abrilada exclusiva das forças de segurança que isso de ser o povo a estar unido já está démodé. “In-va-são! In-va-são!” gritavam eles e eu estava a acompanhar aquilo como quem vê um jogo de futebol da distrital, a ver o escarcéu que dava. “Mas invadiam o quê?”, pensava eu. “E chegados lá dentro? Começariam a zurzir nas bancadas?” Claro que era só a ameaça porque lá dentro, estavam os “cães de guarda” leia-se tropa de choque, que entrariam a doer mas claro que nunca o fariam porque isto estava tudo mais que combinado.


 O jornalista Pedro Freitas, geralmente remetido para a cobertura desportiva menor fez um direto absolutamente memorável que fez justiça ao momento. Disse o rapaz a dada altura que “se estes agentes estivessem de folga, também estariam aqui” e o caricato atinge com isto o cume. Não satisfeito, rematou com grande brilhantismo: “sentimos que a comunicação social não é bem vinda aqui” e que “os olhares reagem às câmaras.” Reparem na profundidade do raciocínio. As forças da autoridade, ou melhor, a polícia (porque eu também sou uma da autoridade só que é tributária e não me escudo nisso para me fazer ouvir) marca uma manifestação à hora dos telejornais e não quer câmaras a filmar! Faz sentido, não faz? Não querem câmaras a filmarem de perto as caras porque quem tem cú tem medo e o Miguel Macedo disse que lhes meteria as cabras no curral se se esticassem, que a cama não é de casal. Câmaras fotográficas vi eu a tudo captarem e até imagino os facebooks a rodarem.


Num dia em que as notícias não tiveram mais mundo e mais país e se limitaram a dar um bocadinho de Ucrânia e o tempo para amanhã, até a Clarinha esteve em grande rematando que o que “queriam era dizer ao governo que estão descontentes com a situação”. Bela maneira de mostrar o descontentamento, digo eu. Em Novembro eram cerca de 10.000 e hoje passavam dos 15.000. Uma bola que cresce e… não se sabe onde vai parar. Separador: Forças de segurança pedem demissão do governo. Pergunto eu: e se for um outro governo que o mais certo é ser socialista, as coisas mudam? Será que o Tó Zé Seguro tem a chave para abrir a caixa de Pandora e meter tudo na linha ou será que é mais do mesmo e chama meia dúzia de lacaios da era Sócratica para fazer voltar tudo atrás como ele agora diz que quer? Voltam os tribunais, os centros de saúde e volta tudo à estaca zero para baralhar e voltar a dar de novo. Mais do mesmo… Estes não servem e quem virá a seguir? E o que já pagámos? Volta a acumular?


Pois eu digo a minha análise àquilo de hoje: uma manifestação fascista da nossa pequenez! Os que costumam andar armados e de cacete no cinturão pavonearam-se à frente dos pares que foram permissivos e perdulários. Uma vergonha! A polícia deu aos manifestantes 5 minutos para dispersarem e se afastarem das escadarias. E eles? Esticaram mais um bocadinho a corda para ver se rompia. Claro que não rompia porque eram pares. “ó primo, olha aí que se não te desvias arrumo-te uma cacetada no lombo!”

“Tás a reinar? Não sejas ruim que eu amanhã limpo-te à lerpa, ouviste? Não brinques em serviço!”

A brincar às manifestações. Quando se fossem outros… era de alto, a baixo! Passados os tais 5 minutos, não queria nem ver…

Como eram 12.000 certos “contra” mil, a Assunção lá teve de fazer horas extra e beber um uísquinho com o representante. Imagino-os a verem as imagens, eles e o mundo todo onde hão-de rodar estas cenas terceiro mundistas à la Venezuela, de polícias contra polícias…

“Imagens históricas” catalogou o nosso grande Pedro Freitas. “E agora a força de segurança faz mais uma carga aos manifestantes que voltaram a subir a escadaria e… bem, isto não é bem uma carga…. é… assim mais um cordão… um cordão à volta dos manifestantes.”



Entrevistou uma senhora de idade que, pasme-se, estava ali “apenas” a assistir, no meio do olho do furacão, com aquela curiosidade atroz típica dos carros que reduzem na estrada para vislumbrarem os mortos encarcerados!A senhora arrisca muito a estar aqui. Não tem medo?”

“Eu estou solidária. Eles estão muito mal pagos. Eu compreendo.”

Um país a brincar. É o que isto é. Um país a brincar. Um país de brincadeirinha. Um país de Carnaval. O tio Cavaco tirou a terça-feira mas isto tem desfiles até nas notícias.

A minha cunhada Lina é PSP.O meu amigo João Abelho é PSP. Mas as dificuldades que eles atravessam com a crise são as mesmas que sente o Pedro, cunhado e amigo que trabalha nas finanças, ou as que sofre a Cristina que trabalha no Turismo. A crise chega a todos. Esta fatura milionária de uma dívida que não criámos mas que temos de pagar chega a todos. E todos a temos de tentar suprir. Todos os que trabalham têm de dar para este peditório incompreensível porque as sangrias como as de algumas parcerias publico-privadas continuam a sugar mundos e fundos. Os Sobreiros também se vão abastecer nas grandes superfícies para o mês e têm de saber aproveitar as promoções e os descontos porque os volumes de leite de uma dúzia de pacotes chegam a ser aos 7 e aos 8 de cada vez. Um filho é um investimento caríssimo e percebo os que apenas sonham com eles. Mas fazem tudo valer a pena e acreditem que valem bem mais que um carro ou uma casa.


Mas… ser uma força de segurança não é usar os mecanismos que se tem ao alcance para fazer valer os direitos que se pensam ter.

Como vinham as novelas ao ar, o assunto passou para a Sic Notícias sempre na contingência de poder regressar ao palco principal se tal justificasse. Eu sabia que não se justificaria, como não se justificou.


Algo está podre no reino da Dinamarca?


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A unificação das Coreias



Assisti ao vídeo do fim do reencontro de famílias das duas coreias 60 anos depois, durante o almoço, enquanto via às notícias no telefone. O pivot da SIC Bento Rodrigues preparou os espetadores que “as imagens podem impressionar”. E impressionaram. Impressionaram e fizeram-me perguntar como é possível neste século XXI assistir e permitir-se tanta dor por… uma causa política.

A segunda guerra mundial é um marco naquela região muito influenciada pelo colonialismo da China e do Japão. Após este grande conflito global, a Coreia ficou um país dividido ao meio como se fosse uma laranja. No sul, sob influência americana, instituiu-se uma república de democracia capitalista multipartidária, ou seja, o lado comestível. O lado podre ficou no norte com um modelo rígido do sistema socialista, que de socialista não tem nada e tem sido gerido com mão de ferro pela dinastia dos Kim(s) (Il-Sung, Jong-Il, e agora o cara de anormal Jong-Un) que controla totalmente o país, faz dele uma das nações mais fechadas e perigosas do mundo, recheada de um manancial bélico impressionante que contrasta com um país onde falta quase tudo, dos bens à liberdade de expressão e pensamento.

Num mundo imaginado por mim, este tipo de cenas não seriam permitidas porque as Nações Unidas, o grupo dos países democráticos organizados interviria de pronto e não deixaria que tal acontecesse. Sempre que os direitos humanos fossem atropelados, esse grupo teria uma palavra, ou muitas palavras a dizer.

Agora, o Sul sorteou quem ia ao Norte reencontrar a família porque tinham de ser seleccionados e o Norte, como é habitual, escolheu quem queria. Mas o que aconteceu foi um milagre histórico de homens e mulheres, que viveram toda a sua vida com a mágoa de terem uma fronteira ideológica a separá-los de quem amavam,  poderem mitigar essa saudade num encontro especial. Efémero, curto que hoje acabou mas aconteceu.

Memórias que foram trocadas, lágrimas que foram partilhadas, histórias transmitidas. Emoções a correrem contra relógio. E uma saudade imensa que já se respirava antes de acontecer a separação.

O mundo é um sítio belo. Muito belo. São os homens, o animal cujo domínio da inteligência (?) o torna o mais perigoso de todos os que pisam o solo que o estraga.

Como seriam aquelas vidas se tivessem vivido em paz, unidos?