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segunda-feira, 2 de março de 2026

A solução (vem de )... dar a mão

 


Parem lá só um segundo na vossa vida, ó fachavore! Têm tempo para ler isto? Então, ópá, facam-no por favor, porque são notícias muito esperançosas e verdadeiramente inspiradoras. 


Este jovem da imagem, chamado Sam Izadloo, de apenas 26 anos, nasceu num Irão tirano, onde jamais poderia estudar, onde teria de cumprir o serviço militar obrigatório, e o mais certo era ser carne para canhão. Fugiu e refugiou-se na Ucrânia, da qual fugiu por causa da guerra que a assola também.


Nessa altura, teve muita dificuldade em entrar por ter passaporte do Irão, aliado na Rússia no conflito. “Tinha passado a ser uma ameaça no país a que chamava casa”. Também não podia retornar ao Irão. Tentou ir para a Áustria. Voltou a ter problemas por causa da sua nacionalidade, que se repetiram na Alemanha. Até que percebeu que “Portugal estava a aceitar refugiados vindos da Ucrânia”. Voou para o Porto, mas, por não haver vaga no Centro Nacional de Apoio à Integração de Imigrantes, foi alojado numa Pousada da Juventude em Lagos, no Algarve. E ali esteve seis meses sem saber como seria o seu futuro.


Em abril de 2023, já com toda a documentação, partiu para Coimbra para tentar voltar a estudar. Até que soube que a Universidade Católica Portuguesa tinha bolsas para estudantes refugiados. Candidatou-se. “O dia em que fui aceite foi o melhor dia da minha vida. Depois de um ano e meio de incerteza, pude respirar de alívio”, recorda.


Ambicionando especializar-se em Medicina Familiar, Sam Izadloo conseguiu prosseguir a sua formação graças às bolsas de estudo para refugiados, no âmbito do programa de apoio a estudantes em situação de emergência humanitária. Em 2025 foram disponibilizadas 14 bolsas para cursos de licenciatura e de mestrado nos quatro campus da Universidade.


Este é o quarto ano consecutivo em que a Católica promove esta iniciativa que surge no âmbito do esforço nacional de acolhimento e integração dos refugiados e dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pelas Nações Unidas (ONU). Recentemente distinguido pela ONU, este programa visa promover a inclusão e a integração de refugiados, fortalecendo o compromisso da universidade com a diversidade e responsabilidade social.


“A jornada para chegar a este ponto foi cheia de obstáculos e tribulações, e estou profundamente grato pelo apoio e orientação inabaláveis que me acompanharam ao longo do caminho”, já tinha assegurado Sam Izadloo num evento da UCP, salientando que a bolsa lhe mudou a vida. “Abriu portas que normalmente não estão ao alcance” de pessoas nas minhas circunstâncias”, assegurou, elogiando a “abordagem inclusiva” da Católica.


Estuda hoje no terceiro ano de Medicina na Católica Medical School, que frequenta graças à atribuição de uma bolsa de estudos da Universidade Católica Portuguesa dedicada a refugiados, e acabou de descobrir uma aplicação chamada "Dermamatica", que apresentou na Web Summit revolucionando a forma como a temática é tratada, e oferecendo uma Nova Visão para a Detecção Precoce do Cancro da Pele.


Desenvolvida para apoiar médicos de cuidados de saúde primários no primeiro contacto com o paciente, a Dermamatica utiliza IA explicável e multimodal, para analisar imagens da pele e fornecer uma avaliação de risco imediata e transparente.


Com apenas o envio de uma normal fotografia de telemóvel, os clínicos recebem um risk score e um heatmap (mapa de calor) visual que destaca as características que motivaram a avaliação da IA. Esta abordagem oferece clareza, acelera a tomada de decisão e reforça a confiança clínica.


A Dermamatica responde a um desafio persistente na área da saúde: os atrasos e incertezas que frequentemente dificultam a identificação precoce do cancro da pele.


Muitos pacientes obtêm diagnósticos tardios devido ao acesso limitado à dermatologia, sistemas de referenciação sobrecarregados e à dificuldade dos médicos de família em avaliar lesões ambíguas durante consultas de rotina. Ao equipar os cuidados primários com inteligência visual avançada, a Dermamatica pretende agilizar este percurso, permitindo que pacientes de alto risco cheguem mais cedo aos cuidados especializados.


Um dos aspetos mais relevantes da plataforma é o seu compromisso com a explicabilidade — um requisito essencial para a confiança na IA aplicada à medicina. Em vez de fornecer previsões opacas, a Dermamatica oferece resultados interpretáveis, ajudando os clínicos a compreender por que motivo uma lesão pode ser suspeita e apoiando decisões mais informadas.


A presença de Sam no Web Summit marca um marco importante para o projeto e sublinha o papel crescente dos jovens inovadores na definição do futuro do diagnóstico médico. O seu trabalho tem despertado grande interesse entre profissionais de saúde que procuram soluções práticas e escaláveis para melhorar os resultados clínicos através da deteção mais precoce.


Não é de ter esperança na Inteligência Artificial, e no tanto de bom que pode trazer à nossa vida, em vez de se estar sempre a criticar? Na minha opinião, todas as ferramentas que a tecnologia nos coloca ao nosso dispor para poder ir mais além, são muito positivas. Tudo depende da utilização que se lhe dá, mas aí... já é o nosso critério que importa. 

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Até ao infinito e mais além!


Epázinho, a esta altura do campeonato, já toda a gente sabe que matemática, física e química,  não são bem as áreas do Sabi. Nunca foram mas... quando o Sabi nasceu, nos bancos da "escola preparatória Garcia d'Orta", em Castelo de Vide, há mais de 30 anos atrás, o gajo até sacava uns 4 e 5 (top) a física e química, embora a matemática...

"Então... se a matemática nunca foi o teu forte, como trabalhas nas finanças?", pode perguntar o mais incauto e atrevido.

- "Nem só de pão vive o homem, rapaz", alega o visado, explicando que para entrar para lá, teve foi de fazer uma prova de cultura geral, e depois fazer um curso específico de todos os impostos, que está agora a votar a fazer num outro nível, para ver se consegue subir; mas onde a matemática não é tão pura e dura, nem sequer assim tão atroz, e é alcançável desde que haja dedicação e esforço. Legislação e português, sim são o forte.

(Ter de) Lidar com ela não é amá-la; e a palavra, como se pode ver aqui, já há mais de 10 anos, é que é a minha praia. 

Como uma coisa não invalida, nem sequer choca com a outra; tenho de aqui trazer esta reportagem absolutamente deliciosa em que a Miriam Alves (bonito nome, para uma menina bonita e excelente jornalista) apresenta um assobrosamente maravilhoso cientista... mais novo que eu! (já vai sendo hábito)

Deus, como tudo isto é tão lindo, para isso não têm de fazer nada, e basta clicarem no link.


Agora respondam todos em coro, ó fachavôre: quem é amigo, quem é?!?!?!?

Já estou a contar os anos para a data que ele diz. Dois mil e vinte e quanto?!?!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Afinal… eu tinha razão: os milagres acontecem!


E um dia vão perceber que o resultado é precisamente o mesmo se em vez de meio litro todos os dias, juntarmos as unidades diárias e malharmos tudo de empreitada ao fim de semana. Eu sabia… Obrigado, meu Deus!

A cerveja afinal não engorda... até pode emagrecer

"A barriga de cerveja é um mito." Pelo menos esta foi a conclusão de um estudo apresentado hoje sobre o consumo moderado da bebida, ou seja, entre dois a três copos por dia. A investigação levada a cabo pelo Hospital Clínic, a Universidade de Barcelona e o Instituto de Saúde Carlos III, adianta ainda que a cerveja, quando associada a uma dieta equilibrada e à prática regular de exercício físico, "não engorda" e reduz o risco de vir a sofrer diabetes e hipertensão.

O estudo avaliou 1.249 pessoas, homens e mulheres com mais de 57 anos, altura da vida em que os problemas cardiovasculares são mais frequentes. Durante vários dias, alimentaram-se de acordo com a dieta mediterrânica e as refeições eram acompanhadas pela bebida (até meio litro por dia). Segundo os especialistas, as pessoas analisadas "não engordaram, como em alguns casos perderam peso".

A cerveja é uma bebida fermentada que recebe as propriedades nutricionais dos cereais com que é produzida. O mesmo acontece com o vinho e as uvas ou a sidra e as maçãs. Como explicou a Dr. Lamuela, uma das pessoas responsáveis pelo estudo, a bebida fornece ácido fólico, vitaminas, ferro e cálcio em maior quantidade do que muitas outras e causa um efeito "protector" sobre o sistema cardiovascular. É por isso que, os consumidores de cerveja em quantidades "normais" apresentam uma menor incidência de diabetes e hipertensão e um menor índice de massa corporal.