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domingo, 29 de março de 2026

A Paixão... no Domingo de Ramos










O Domingo de Ramos, que os cristãos celebramos no dia de hoje, é o "portal de entrada" para a Semana Santa, que marca o fim da Quaresma e o início da semana mais importante do nosso calendário cristão.

Nela, destacam-se o Tríduo Pascal, período de três dias que constitui o centro da fé cristã, celebrando a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo; que começa na tarde de Quinta-feira Santa (Missa da Ceia do Senhor) e termina no Domingo de Páscoa, focando na instituição da Eucaristia, sacrifício na cruz e vitória sobre a morte. 

Este domingo de hoje, tão cheio de simbolismo, celebra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, quando já teria à volta de 30 anos, montado num burrinho (símbolo de humildade e paz), quando foi recebido por uma multidão que espalhava ramos de oliveira e palmeiras pelo chão, gritando "Hosana!".

Na nossa terra, foi marcado por uma cerimónia no Jardim do Largo Ricardo Vaz Monteiro, e uma pequena procissão até à nossa igreja.

Já há alguns anos a esta parte, tenho tido 
a enorme honra de ser convidado pelo meu querido Amigo Padre Marcelino a, com ele, e o meu querido Professor João Tavares, uma figura absolutamente tutelar na minha vida cristã, porque casou os meus pais, e me batizou a mim, no dia 19 de outubro de 1973, na Igreja da Beirã; ser o narrador do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 26,14 - 27), que retrata a Morte e Paixão de Cristo. 

Neste ano até não foi combinado, e surgiu de uma forma algo inusitada, tendo surgido a hipótese na eucaristia, e tendo-me juntando então aos outros dois leitores.

Nessa medida, agradeço muito à minha amiga Teresa Fernandes, dos Alvarrões, que também se voluntariou, quando já ia a caminho do altar, e, muito amistosamente, me deixou dar continuidade ao propósito. 

Agradeço também muito à minha filha Alice por ter feito o favor de captar o momento para todo o sempre... 🥹




 Leitura do Evangelho_ligacão: 


EVANGELHO - Mt 26,14 - 27,66

(Narrador - eu) Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

N Naquele tempo, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes e disse-lhes:

R (Outras vozes - Prof. João de Deus)«Que estais dispostos a dar-me para vos entregar Jesus?»

N Eles garantiram-lhe trinta moedas de prata.
E a partir de então, Judas procurava uma oportunidade para O entregar.
No primeiro dia dos Ázimos, os discípulos foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe:

R «Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?»

N Ele respondeu:

Jesus (Padre Marcelino) «Ide à cidade, a casa de tal pessoa, e dizei-lhe: 'O Mestre manda dizer:
O meu tempo está próximo. É em tua casa que eu quero celebrar a Páscoa com os meus discípulos'».

N Os discípulos fizeram como Jesus lhes tinha mandado, e prepararam a Páscoa.

N Ao cair da noite, sentou-Se à mesa com os Doze. Enquanto comiam, declarou:

J «Em verdade vos digo: Um de vós há-de entregar-Me».

N Profundamente entristecidos,
começou cada um a perguntar-Lhe:

R «Serei eu, Senhor?»

N Jesus respondeu:

J «Aquele que meteu comigo a mão no prato é que há-de entregar-Me.
O Filho do homem vai partir, como está escrito acerca d'Ele.
Mas ai daquele por quem o Filho do homem vai ser entregue! Melhor seria para esse homem não ter nascido».

N Judas, que O ia entregar, tomou a palavra e perguntou:

R «Serei eu, Mestre?»

N Respondeu Jesus:

J «Tu o disseste».

N Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e deu-o aos discípulos, dizendo:

J «Tomai e comei: Isto é o meu Corpo».

N Tomou em seguida um cálice, deu graças e entregou-lho, dizendo:

J «Bebei dele todos, porque este é o meu Sangue, o Sangue da aliança, derramado pela multidão, para remissão dos pecados.
Eu vos digo que não beberei mais deste fruto da videira, até ao dia em que beberei convosco o vinho novo no reino de meu Pai».

N Cantaram os salmos e seguiram para o Monte das Oliveiras.

N Então, Jesus disse-lhes:

J «Todos vós, esta noite, vos escandalizareis por minha causa,
como está escrito: 'Ferirei o pastor e dispersar-se-ão as ovelhas do rebanho'.
Mas, depois de ressuscitar, preceder-vos-ei a caminho da Galileia».

N Pedro interveio, dizendo:

R «Ainda que todos se escandalizem por tua causa, eu não me escandalizarei».

N Jesus respondeu-lhe:

J «Em verdade te digo: Esta mesma noite, antes do galo cantar, Me negarás três vezes».

N Pedro disse-lhe:

R «Ainda que tenha de morrer contigo, não Te negarei».

N E o mesmo disseram todos os discípulos.

N Então, Jesus chegou com eles a uma propriedade, chamada Getsémani e disse aos discípulos:

J «Ficai aqui, enquanto Eu vou além orar».

N E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-Se e a angustiar-Se.

Disse-lhes então:

J «A minha alma está numa tristeza de morte. Ficai aqui e vigiai comigo».

N E adiantando-Se um pouco mais, caiu com o rosto por terra enquanto orava e dizia:

J «Meu Pai, se é possível, passe de Mim este cálice. Todavia, não se faça como Eu quero, mas como Tu queres».

N Depois, foi ter com os discípulos,
encontrou-os a dormir e disse a Pedro:

J «Nem sequer pudestes vigiar uma hora comigo! Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca».

N De novo Se afastou, pela Segunda vez, e orou, dizendo:

J «Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que Eu o beba, faça-se a tua vontade».

N Voltou novamente e encontrou-os a dormir, pois os seus olhos estavam pesados de sono.

Deixou-os e foi de novo orar, pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras.
Veio então ao encontro dos discípulos e disse-lhes:

J «Dormi agora e descansai.

Chegou a hora em que o Filho do homem
vai ser entregue às mãos dos pecadores.
Levantai-vos, vamos.
Aproxima-se aquele que Me vai entregar».

N Ainda Jesus estava a falar,
quando chegou Judas, um dos Doze,
e com ele uma grande multidão, com espadas e varapaus, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo.
O traidor tinha-lhes dado este sinal:

R «Aquele que eu beijar, é esse mesmo. Prendei-O».

N Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse-Lhe:

R «Salve, Mestre!».

N E beijou-O.

Jesus respondeu-lhe:

J «Amigo, a que vieste?».

N Então avançaram, deitaram as mãos a Jesus e prenderam-n'O.

Um dos que estavam com Jesus levou a mão à espada, desembainhou-a e feriu um servo do sumo sacerdote, cortando-lhe uma orelha.

Jesus disse-lhe:

J «Mete a tua espada na bainha,
pois todos os que puxarem da espada morrerão à espada.

Pensas que não posso rogar a meu Pai
que ponha já ao meu dispor mais de doze legiões de Anjos?

Mas como se cumpririam as Escrituras,
segundo as quais assim tem de acontecer?».

N Voltando-Se depois para a multidão, Jesus disse:

J «Viestes com espadas e varapaus para Me prender como se fosse um salteador!
Eu estava todos os dias sentado no templo a ensinar e não Me prendestes...
Mas, tudo isto aconteceu para se cumprirem as Escrituras das profetas».

N Então todos os discípulos O abandonaram e fugiram.

N Os que tinham prendido Jesus levaram-n'O à presença do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos se tinham reunido. Pedro foi-O seguindo de longe, até ao palácio do sumo sacerdote.
Aproximando-se, entrou e sentou-se com os guardas, para ver como acabaria tudo aquilo. Entretanto, os príncipes dos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam um testemunho falso contra Jesus
para O condenarem à morte, mas não o encontravam, embora se tivessem apresentado muitas testemunhas falsas.
Por fim, apresentaram-se duas que disseram:

R «Este homem afirmou:
'Posso destruir o templo de Deus
e reconstruí-lo em três dias'».

N Então, o sumo sacerdote levantou-se e disse a Jesus:

R «Não respondes nada?
Que dizes ao que depõem contra Ti?»

N Mas Jesus continuava calado.

Disse-Lhe o sumo sacerdote:

«Eu Te conjuro pelo Deus vivo,
que nos declares se és Tu o Messias, o Filho de Deus».

N Jesus respondeu-lhe:

J «Tu o disseste.

E Eu digo-vos:
vereis o Filho do homem
sentado à direita do Todo-poderoso,
vindo sobre as nuvens do céu».

N Então, o sumo sacerdote rasgou as vestes, dizendo:
R «Blasfemou.
Que necessidade temos de mais testemunhas?
Acabais de ouvir a blasfémia. Que vos parece?»

N Eles responderam:

R «É réu de morte».

N Cuspiram-Lhe então no rosto e deram-Lhe punhadas.
Outros esbofeteavam-n'O, dizendo:

R «Adivinha, Messias: quem foi que Te bateu?»

N Entretanto, Pedro estava sentado no pátio.

Uma criada aproximou-se dele e disse-lhe:

R «Tu também estavas com Jesus, o galileu».

N Mas ele negou diante de todos, dizendo:

R «Não sei o que dizes».

N Dirigindo-se para a porta, foi visto por outra criada que disse aos circunstantes

R «Este homem estava com Jesus de Nazaré».

N E, de novo, ele negou com juramento:

R «Não conheço tal homem».

N Pouco depois, aproximaram-se os que ali estavam. e disseram a Pedro:

R «Com certeza tu és deles, pois até a fala te denuncia».

N Começou então a dizer imprecações e a jurar:

R «Não conheço tal homem».

N E, imediatamente, um galo cantou.

Então, Pedro lembrou-se das palavras que Jesus dissera:

«Antes do galo cantar, tu Me negarás três vezes».

E, saindo, chorou amargamente.

Ao romper da manhã, todos os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo
se reuniram em conselho contra Jesus,
para Lhe darem a morte.
Depois de Lhe atarem as mãos, levaram-n'O e entregaram-n'O ao governador Pilatos.

Então Judas, que entregara Jesus,
vendo que Ele tinha sido condenado,
tocado pelo remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, dizendo:

R «Pequei, entregando sangue inocente».

N Mas eles replicaram:

R «Que nos importa? É lá contigo».

N Então, arremessou as moedas para o santuário, saiu dali e foi-se enforcar.

Mas os príncipes dos sacerdotes apanharam as moedas e disseram:

R «Não se podem lançar no tesouro,
porque são preço de sangue».

N E, depois de terem deliberado,
compraram com elas o Campo do Oleiro.
Por este motivo se tem chamado àquele campo até ao dia de hoje, «Campo de Sangue».

Cumpriu-se então o que fora dito pelo profeta: «Tomaram trinta moedas de prata,
preço em que foi avaliado

Aquele que os filhos de Israel avaliaram
e deram-nas pelo Campo do Oleiro,
como o Senhor me tinha ordenado».

N Entretanto, Jesus foi levado à presença do governador, que lhe perguntou:

R «Tu és o Rei dos judeus?»

N Jesus respondeu:

J «É como dizes».

N Mas, ao ser acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu.

Disse-Lhe então Pilatos:

R «Não ouves quantas acusações levantam contra Ti?»

N Mas Jesus não respondeu coisa alguma,
a ponto de o governador ficar muito admirado.

Ora, pela festa da Páscoa,
o governador costumava soltar um preso,
à escolha do povo.

Nessa altura, havia um preso famoso, chamado Barrabás.

E, quando eles se reuniram, disse-lhes:

R «Qual quereis que vos solte?»

Barrabás, ou Jesus, chamado Cristo?»

N Ele bem sabia que O tinham entregado por inveja.
Enquanto estava sentado no tribunal,
a mulher mandou-lhe dizer:

R «Não te prendas com a causa desse justo, pois hoje sofri muito em sonhos por causa d'Ele».

N Entretanto, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram a multidão a que pedisse Barrabás e fizesse morrer Jesus.

O governador tomou a palavra e perguntou-lhes:

R «Qual dos dois quereis que vos solte?»

N Eles responderam:

R «Barrabás».

N Disse-lhes Pilatos:

R «E que hei-de fazer de Jesus, chamado Cristo?»

N Responderam todos:

R «Seja crucificado».

N Pilatos insistiu:

R «Que mal fez Ele?»

N Mas eles gritavam cada vez mais:

R «Seja crucificado».

N Pilatos insistiu:

R «Que mal fez Ele?»

N Mas eles gritavam cada vez mais:

R «Seja crucificado».

N Pilatos, vendo que não conseguia nada
e aumentava o tumulto, mandou vir água
e lavou as mãos na presença da multidão, dizendo:

R «Estou inocente do sangue deste homem.
Isso é lá convosco».

N E todo o povo respondeu:

R «O seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos».

N Soltou-lhes então Barrabás.

E, depois de ter mandado açoitar Jesus,
entregou-lh'O para ser crucificado.

Então os soldados do governador
levaram Jesus para o pretório
e reuniram à volta d'Ele toda a coorte.

Tiraram-Lhe a roupa e envolveram-n'O num manto vermelho.

Teceram uma coroa de espinhos e puseram-Lha na cabeça e colocaram uma cana na sua mão direita.

Ajoelhando diante d'Ele, escarneciam-n'O, dizendo:

R «Salve, rei dos judeus!»

N Depois, cuspiam-Lhe no rosto e, pegando na cana, batiam-Lhe com ela na cabeça.

Depois de O terem escarnecido, tiraram-Lhe o manto, vestiram-Lhe as suas roupas
e levaram-n'O para ser crucificado.

N Ao saírem, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, e requisitaram-no para levar a cruz de Jesus.

Chegados a um lugar chamado Gólgota,
que quer dizer lugar do Calvário, deram-Lhe a beber vinho misturado com fel.

Mas Jesus, depois de o provar, não quis beber.

Depois de O terem crucificado,
repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte, e ficaram ali sentados a guardá-l'O.

Por cima da sua cabeça puseram um letreiro, indicando a causa da sua condenação:
«Este é Jesus, o rei dos judeus».

Foram crucificados com Ele dois salteadores, um à direita e outro à esquerda.

Os que passavam insultavam-n'O
e abanavam a cabeça, dizendo:

R «Tu, que destruías o templo e o reedificavas em três dias, salva-Te a Ti mesmo;
Se és Filho de Deus, desce da cruz».

N Os príncipes dos sacerdotes,
juntamente com os escribas e os anciãos,
também troçavam d'Ele, dizendo:

R «Salvou os outros e não pode salvar-Se a Si mesmo!
Se é o Rei de Israel, desça agora da cruz e acreditaremos n'Ele.

Confiou em Deus:
Ele que O livre agora, se O ama,
porque disse: 'Eu sou Filho de Deus'».

N Até os salteadores crucificados com Ele o insultavam.

Desde o meio-dia até às três horas da tarde,
as trevas envolveram toda a terra.
E, pelas três horas da tarde, Jesus clamou com voz forte:
J «Eli, Eli, lema sabachtani!»,

N que quer dizer:
«Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?»

Alguns dos presentes, ouvindo isto, disseram:

R «Está a chamar por Elias».

N Um deles correu a tomar uma esponja,
embebeu-a em vinagre, pô-la na ponta duma cana e deu-Lhe a beber.
Mas os outros disseram:

R «Deixa lá. Vejamos se Elias vem salvá-l'O».

N E Jesus, clamando outra vez com voz forte, expirou.

N Então, o véu do templo rasgou-se em duas partes, de alto a baixo; a terra tremeu e as rochas fenderam-se.
Abriram-se os túmulos e muitos dos corpos de santos que tinham morrido ressuscitaram; e, saindo do sepulcro, depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos.
Entretanto, o centurião e os que com ele guardavam Jesus,
ao verem o tremor de terra e o que estava a acontecer,
ficaram aterrados e disseram:

R «Este era verdadeiramente Filho de Deus».

N Estavam ali, a observar de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galileia, para O servirem.

Entre elas encontrava-se Maria Madalena,
Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.

Ao cair da tarde, veio um homem rico de Arimateia, chamado José, que também se tinha tornado discípulo de Jesus.

Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus.

E Pilatos ordenou que lho entregassem.
José tomou o corpo, envolveu-o num lençol limpo e depositou-o no seu sepulcro novo
que tinha mandado escavar na rocha.

Depois rolou uma grande pedra para a entrada do sepulcro, e retirou-se.

Entretanto, estavam ali Maria Madalena e a outra Maria, sentadas em frente do sepulcro.

No dia seguinte, isto é, depois da Preparação, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus. foram ter com Pilatos e disseram-lhe:

R «Senhor, lembrámo-nos do que aquele impostor disse quando ainda era vivo:
'Depois de três dias ressuscitarei'.

Por isso, manda que o sepulcro seja mantido em segurança até ao terceiro dia,
para que não venham os discípulos roubá-lo e dizer ao povo: 'Ressuscitou dos mortos'.
E a última impostura seria pior do que a primeira».

N Pilatos respondeu:

R «Tendes à vossa disposição a guarda:
ide e guardai-o como entenderdes».

N Eles foram e guardaram o sepulcro,
selando a pedra e pondo a guarda.

Palavra da Salvação 

quinta-feira, 8 de maio de 2025

The new Pope in town (Hell Yeah!)

 


Bom, como dizia o outro: "fico chateado, pois claro que fico chateado! Daaahhh!"

Então quando tinham de escolher entre 133 cardeais com assento no conclave, em plena na capela sistina, (toda pintadinha à unha pelo próprio Michelangelo), não é que pelo menos, 2/3 daqueles manos (ou seja, 89) foram bornais ao ponto de terem escolhido um amaricano 😳😲😯😵‍💫😵😫😩😣😖🤯😱quando o tanso do presidente de lá se mete a criar imagens dele, em inteligência artificial, assumindo o cargo?!? FA N E C A !!! 😱😱😱😱😱

Em vez de os meterem de parte, votarem ao ostracismo, ou pura e simplesmente ignorarem... dão-lhe a luz do foco principal!!!  😱

Assim, o gajinho aquele... que vive com um rabo de raposa pendurado na testa, e não tem vergonha nas trombas, ainda vai tomar mesmo a Gronelândia, o Canal do Panamá, e mudar o nome de muitas cenas como fez com o Golfo do México, continuando a pensar que é o cowboy do mundo! 🤢🤮 Porr@, pá!!! Já nem os papas nos safam!!!

E tem mais!!! Eu não quero parecer maníaco depressivo, ainda mais do que sou!!!, mas esta do homem querer ser chamado de Leão, em vésperas do dérbie do ano em que jogaremos pelo título da 1a Liga com uma equipa que tem um animal desses como mascote... ainda por cima se for conjugado com o golo do último cachopo no último jogo, quando no último instante dá a volta a um placard que lhe foi sempre sendo contrário, à semelhança de outras vitórias iguais para eles nesta liga... 😠🫤😕 isto tudo junto, dá-me uma neura... 🤬

Bom, acho que vou meter um supositório para os nervos, e me vou deitar. 🥱🫣😱🫩😴

zZZZZZzzzzzz Zzzzzzzzzz







segunda-feira, 21 de abril de 2025

O (Papa) de todos... que queria que (a Igreja) fosse para todos


Neste triste dia em que deixámos de ter entre nós o Papa dos pobres e dos excluídos, o que tanto se preocupava e trabalhava para que deixassem de existir guerras e injustiças...


aquele que elevou as mulheres a lugares de destaque na rígida estrutura eclesial, o que estendeu a mão, não julgou, e desautorizou a quem apontasse o indicador aos homossexuais e os reclusos... 


o amante de vinhos, tango e futebol, como manda o sangue azul e blanco que lhe correu nas veias durante os seus 88 anos, o amante de uma boa gargalhada, o que estendeu a mão a Rabis e Imãs, promovendo o entendimento e a boa coabitação entre os habitantes desta esfera azul no nosso sistema solar, situada entre os... (segurem-se!!!) mais de 100 mil milhões de sistemas solares na Via Láctea 😳🤯😱 (iguais ao nosso, logo, capazes de terem planetas e vidas)... foi levado pelo criador.


Agora é importante que se pense que a idade já era muita, porque já era avançada de facto, e lembremos-nos sempre que o que distingue os católicos das restantes crenças e credos, é que a morte não é um fim, mas antes um princípio, e a ressurreição de Cristo na Páscoa, significa precisamente essa vitória da luz que rompe as trevas, e mesmo que não se acredite que no após haverá um céu pejado de querubins a esvoaçarem e a tocarem harpa, em contraste com um inferno escaldante de lava a borbulhar, pejado de demônios por todo o lado... alguma Coisa haverá de haver... ♥️


Tranquiliza-me, quando rezo por ele, imaginar como a sua alma se funde com o esplendor da luz perpétua, e ali ficará em paz, serena para todo o sempre. 🙏





 

segunda-feira, 13 de maio de 2024

Sobre Fátima (e a minha peregrinação, em 2023)

 

Quando Fátima está na ordem do dia, recordo a publicação que escrevi no autocarro do Município de Marvão, e postei no Facebook, no ano passado, quando regressava da peregrinação que tinha realizado, e me fez também ser um dos peregrinos de Marvão, para o toda a vida, esteja ou não entre os caminhantes desse ano.


Dedicado a todos eles, com especial menção ao comandante João Luís Garção, e à Primeira Dama Helena Barbas, um abraço muito forte para todos!!!! 😘


"Até admito, e dou de borla, a quem seja indiferente a Fátima, e não se deixe tocar de todo pelo fenómeno, que a Cova da Iria seja impactante mais pela/ou até apenas, pela vastidão do espaço (72.000 metros quadrados, preparados para acolher 500.000 visitantes), como foram hoje os Peregrinos de Marvão, chegados na sexta a pé, depois de terem palmilhado (do acordar, ao descansar), 41 Km (somando os 33 de distância do Entroncamento até ali, mais o que se rodou a pé por lá, e muitas, MUITAS horas de pé); 


... ou pela música celestial que se ouve em permanência (com um coro... e um órgão... dignos de chegarem ao céu) quase que deixando os presentes num estado de transe e êxtase permanente; 


... ou pela imponência da arquitetura de pedra tão importante na região, com colunas e capitéis capazes de envergonharem qualquer templo da Roma imperial... 


mas para mim... de coração aberto como só sei viver, Fátima é importante é pela força da Fé que brota de cada coração que bate ali, como os da casal de pessoas do campo que estavam ao meu lado (ela muito mais nova, mas que sabia todas as músicas que o coro cantava, e as interpretava baixinho, com uma voz lindíssima, de mãozinhas em prece, com as unhas e os dedos das mãos a denunciarem bem qual é a matéria prima que trabalham para viver, ambos com um chapéuzinho branco de estilo pescador, com as letras FÁTIMA escritas num azul maiúsculo de estilo garrafal), ou pelo outro casal ao lado, claramente da cidade, muito mais velho, com ela de óculos grandes à ponta do nariz, e de lábio de baixo decaído, em gênero "beicinha", e ele impecável, de casaco de fato, como se fosse entrar agora para o escritório, mas com ambos a acompanharem cada palavra do terço, cada momento da missa, com o rosário pendente das mãos unidas). Cá para mim, garanto-vos, é nessas Mulheres e Homens, que Acreditam, que está a força de FÁTIMA!


Fátima não se visita. Fátima, o querer de Fátima, a FÉ, a capacidade de Acreditar, é uma gasolina que nós queremos  que corra sempre nas nossas veias, que alimente o nosso coração, que lubrifique e faça funcionar o nosso cérebro, a cada segundo da nossa vida.Fátima tem de se VIVER!!


Numa dos lados do Centro Paulo VI, onde pernoitámos, consta a seguinte inscrição, dita pelo Mestre: "Tomé, porque me viste, acreditaste. Felizes dos que acreditam sem me terem visto" Jo 20/29


A Deus nada é impossível, e só ele consegue coisas que a ciência não explica. O sucesso do meu caso, é um bom exemplo disso: traumatismo craniano de grau 6 ( escala 3 - 15, com sérias hipóteses de fracasso, em que com menos 2 pontos na escala, em cada 10 casos, apenas 2 conseguem ser bem sucedidos), mas graças a Ele, sinto que estou... como estava antes.


 👍🙏😘


Nas palavras sábias da homilia de dia 13, foi explicado de forma bem clara e inteligente, como é que alguém que é Cristão procura na nossa fonte que é Deus, e no seu filho Jesus (que foi ele, como ele, e igual a ele), a explicação para tudo aquilo que lhe acontece, seja nas alegrias maiores (como a chegada de descendência, e ver que continuamos na terra), ou na tragédia de perdas, e chegadas de doenças terríveis e terminais: apenas Deus sabe o porquê agora isto. Se ele quer assim, que me dê forças para aceitar e continuar, porque isto vai levar ao seu encontro, e ao banquete da eternidade.


Quem crê em Cristo tem de ter capacidade de Acreditar que se assim lhe está a acontecer, é porque o nosso pai do céu assim o quer. A vida terrena é uma aprendizagem, um playground para algo maior que vem a seguir. Da mesma forma que não sabemos de onde vimos antes de nascer; também não sabemos para onde vamos quando a vida na terra acabar, e há que acreditar num plano maior para isto tudo, que há-de ser equivalente à grandiosidade das maiores maravilhas que Deus criou na terra!


Eu, que comecei a escrever estas linhas que lês na viagem de regresso no autocarro que o nosso Município de Marvão gentilmente nos cedeu (e que apenas consegui terminar no dia seguinte em casa), quando preferiria vir a contemplar todos os quilómetros que percorremos a pé nestes últimos dias, até cair no merecido sono que tanto me tem fugido nestes últimos dias; fi-lo porque não quero perder a verve, o impacto do momento que me permite retratar as emoções a quente.


Esta jornada de Fátima, estes 5 dias tão intensos, foram para a vida, mesmo!, e trago o coração repleto de alegria, e de emoção por pessoas que, muitas delas, não conheceria ao cruzar-me com elas na rua, e agora são das minhas e eu delas também, embora haja também muitas das quais já conhecia desde há muito (e fiquei muito mais próximo), e outras que tive o grato prazer de ter conhecido agora.


Como disse ao nosso Comandante Geral (o outrora meu aluno de inglês no Agrupamento de Instrução de Portalegre, nos  anos finais do século passado, hoje um grande profissional mais que encartado da GNR/BT de Portalegre, João Luís Garção ) e

à nossa Comandanta Helena Barbas ; agradeço imenso o facto de me terem acolhido tão prontamente neste família que criaram há 4 anos atrás (quando muito queria voltar a fazer este percurso que já tinha feito há mais de 20 anos, completamente sozinho, de uma forma muito mais dura e penosa), conjuntamente com o 2° Comandante José Manuel Bento  (literalmente um Grande Artista da Rádio, TV e Disco; um atleta da guitarra que traz filhas e filhos, e genros, também, só falta trazer o Canito, o gato e o periquito!  😯😂🤣😭🤣😭), porque achava que agora estava na altura de prestar uma série de agradecimentos, e pedidos à Mãe do Céu, porque nós, por aqui pela terra andamos sempre permanentemente feitos pedinchões.


Os Peregrinos de Marvão foram uma autoestrada para atingir o objetivo, com uma ambiência, uma entreajuda, uma solidariedade, uma motivação absolutamente extraordinárias e hei-de estar-lhe grato para toda a minha vida. Jamais esquecerei esta relação que me permitiu entrar na família, da qual agora já faço parte, e jamais sairei, mas depois de cumprida a missão a que me tinha proposto, defendo que nas edições vindouras, é altura de dar oportunidade a novos tripulantes de entrarem, nesta verdadeira "Festa da Fé", como a batizei, e digo Festa!!! 🎊🎈🎉😁, sem medo nenhum, porque Cristo e a Mãe queriam que a vida fosse vivida assim, há espaço para... tudo!!!!!: sacrifício, riso, brincadeiras, humor, lágrimas, gargalhadas, rezar o terço como a Mãe nos pediu, excelentes refeições mas sobretudo muito querer, muito Foco, muita Vontade, muita Fé, porque essa é sempre a maior, a principal e mais forte força a que nos agarramos!


Se 50 participantes (entre peregrinos e pessoal de apoio), como neste ano, é o número ideal para uma empreitada destas, e ninguém for descansando de ano para ano após ter feito este esforço que manda a sua consciência, como poderão novos participantes ter ajuda para poderem cumprir as suas promessas? Ficará fechado a novas entradas?


Uma caminhada destes (de 150 kms, que na verdade foram sempre muito mais, porque quando chegávamos aos sítios, também tínhamos de andar. Só sobre a etapa de ontem (Entroncamento - Fátima), que tinha 33 kms... o nosso vereador Luís Costa recordou que com as voltas na chegada, como disse no início, o seu registo era de 41 km!!! percorridos 😳) não é nada fácil, como devem calcular, e só com um espírito muito grande, com uma força de vontade ainda maior, uma enorme ajuda lá de cima e cá em baixo, com tivemos, se consegue!


Enquanto caminhávamos, por vezes, o ânimo questionava-nos, e a dúvida assaltava-nos, mas nesse preciso então, passava por nós, em grande velocidade, ou o nosso Fernandinho de Castelo de Vide, essa grande máquina de enorme envergadura, peso e proporção, na sua passada ritmada de quem vai parece que a tombar para a frente no metro seguinte (mas foi gigante, porque a fez toda!!!!!); ou o nosso Alexandre Scuba Dive, alto praticante de mergulho em profundidade, dos alto dos seus setenta e tal anos, que seguia em alta pirisca, montado no seu metro e pouco, nas suas pequenas calças de ganga, e nos seus sapatinhos, quando todo o resto do pessoal fica para trás todo artilhado de roupinha de running, e ténis de marca.


Por isso, aos fabulásticos Peregrinos de Marvão, A TODOS ELES (porque cada um é jóia especial, com a sua valência específica, que guardamos para a vida, ou até à próxima vez que nos virmos, muito em especial aos maravilhosos organizadores (o casal maravilha  Garção; ao co-Diretor, magistral artista de animação e variedades, José Manuel Bento, e seu grande filho Benfiquista André Bento, que está quase a celebrar o 38° 💪👍🙏; ao extraordinário pessoal de apoio (amigo Zé Nunes e Joaquina), ao Sr. António, a alguns atletas lesionados que se uniram para ajudar como a Irene Ramalho; aos massagistas (uma das chaves mestras do sucesso, no meu entender... ao Luís Malheiro, ao Miguel Borrego, e ao Gonçalo Passadinhas); aos locais onde comemos, onde dormimos, até aos sítios onde bebemos café e comemos pastéis de nata,  todos eles escolhidos a dedo...


Eu PARABENIZO,  PORQUE FORAM ESPETACULARES, e sem eles, nada seria possível!!! 👍🙏😘


Peregrinar até Fátima, pela distância (só a reta do Gavião parece que se desdobra 😵‍💫😧😦😮😯😳), pela dureza do terreno (a serra d'Aire empina-se!!! 🫣), pelo número de dias envolvidos (5), pelas adversidades que podem surgir (físicas e todas as outras), ao longo do percurso (a variedade, velocidade e quantidade de carros com que nos cruzamos é estonteante), e conseguir atingir o objetivo de chegar, e poder levar com aquele banho imenso de emoção é... inesquecível!


Este é, seguramente, um dos Marcos da minha Família! Uma vez que sou da família, prescindo da vaga para que mais se juntem a nós, mas a minha reinscrição estará sempre em stand by, até à próxima oportunidade!!!!!!! 


Por isso, Amigas e Amigos, até ao nosso reencontro anual de 17 de Junho, ao qual tenho intenção de nunca mais faltar!


E depois disso, até SEMPRE MALTA!!!!!!!!😁👍🙏😘❤️"