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domingo, 2 de março de 2025

Trail de Marvão 2025

Para quem ama Marvão, a prática desportiva e a Amizade, o dia do Trail Marvão é sempre apoteótico!

Partida! Lagarta! Fugida!!!

Manhã/tarde linda de sol e coisas maravilhosas da vida, poder desfrutar dias assim é um regalo!

Pelas 9h, abençoados pelo nosso incansável Padre Marcelino saíram os duros do Trail, para a mais longa das distâncias (20,30 Km) plenos de dureza e paisagens de cortar a respiração.

Do GDA, o estratega Pedro Vaz; o Presidente Luís Vitorino; o Vice Luís Costa; o nosso Padre Marcelino; e o acólito João Gonçalves; nos instantes antes da partida

Deslocados de autobus municipal até à ponte quinhentista da Portagem, os também firmes e hirtos, mas já não tão afoitos participantes do mini-trail e caminhada, saíram para enfrentar os 10,30 Km, ou a alto trote (os da corrida) ou a marcha rápida, pelas 10h e 20m.

Ora eu, que tenho a honra e o orgulho imenso de continuar a ser o Carro-Vassoura desta fase, fui da Portagem até aos Barros Cardoso / Ponte Velha, atrás das Amigas e Amigos meus vizinhos da APPACDM DE PORTALEGRE, de uma fantástica Responsável e um seu apoiante. Foi uma delícia, ópá, ver como aquela rapaziada se divertia e era feliz! Coisa linda.

egados a essa igreja a meio do percurso, estes meus Amigos, que me impressionaram imenso pela sua destreza, e força de vontade, decidiram terminar a sua colaboração, o que era mais que natural, e regressaram de carrinha.

Nesse momento, o meu querido mano Joao Carlos Anselmo, e a sua filhinha Ritinha, que não nos apanharam na Portagem por escassos minutos, decidiram juntar-se a mim, para fazer a metade do percurso restante, com o compromisso de ali deixarem a viatura, para eu lhes dar boleia no regresso final.

Com a Ritinha e o João... e o rio Sever a correr lá me baixo...


Isto com o compromisso de não haver partes em que teríamos de molhar os pés, porque a pequena, de 8 anos, não estava para aí virada.
🫣
Mas houve mesmo essas fases!
😬
E o papá, o pobre, lá teve de amparar a pequena... e de nada valeu eu querer ajudar porque nada o demovia.
Mas se não queria água, no restante percurso, a jovem caminheira impressionou, fosse a descer escarpas enlameadas (onde este que vos escreve bateu 3 bate-cús de estalo), ou a galgar trilhos que mais pareciam paredes de trekking.
😳😲👍👌💪👏👏👏👏👏👏👏🙏
De tal forma foi impressionante a prestação da pequena grande Ritinha e papá, que apesar de não estarem inscritos, se juntaram à iniciativa por sua conta e risco, que não vejo outra forma melhor para a felicitar que lhe oferecendo a minha medalha de participação em 2025.
❤️

Aos grandes ideólogos desta maravilha do nosso Trail (o mago estratega Pedro Vaz; o sempre em alta José Domingos Felizardo, e o ultra- campeão Nuno Mariquito (nesta edição, 2° classificado da Geral, 2° classificado escalão de Séniores, 1° classificado concelho de Marvão, 2°classificado por Equipas); aos autarcas que tão bem o acarinham (Luis Vitorino e Luís Costa); ao Prof. Nuno Costa; ao Grupo Desportivo Arenense, na pessoa do Presidente Silvestre Andrade que o acalenta e motiva; à UJA personificada no GRANDE Guilherme Máximo, ao fantástico Elisio Diogo que serviu as refeições de forma
👌👍
, a todas e todos os que contribuíram para mais esta façanha de sucesso
⭐⭐⭐⭐⭐
, sobretudo OS PARTICIPANTES... o meus mais sinceros parabéns!
VIVA O TRAIL DE MARVÃO! VIVA MARVÃO! VIVA A GENTE! VIVAAAAAAA!!!!


sexta-feira, 10 de setembro de 2021

À maneira dele (em Marvão, pelo feriado municipal) - Tim ao vivo (a crónica)


Esta vai pelo meu grande Amigo Pedro Silvério, o Chefe, o maior Marvanense a viver no degredo que eu me lembre, fora de Marvão que ele tanto ama, com quem troquei mensagens sobre a magnitude da cena, logo hoje de manhã! Foi como se estivesses estado cá, meu velho!


Epá, palavra que não estava nada à espera de passar uma noite do feriado municipal tão agradável assim. O nome que me levou lá era mais que apelativo: o Tim há-de sempre ser a voz daquela banda que tem sido a oficial nacional da minha vida, aquela que tem acompanhado o meu crescimento de puto que fui, a homem que sou, como os U2 o foram a nível internacional. Nenhuma delas é a preferida, mas são as que estiveram sempre lá, aquelas que cresceram comigo, as tais.

Se a essência era apelativa, as “&Vozes do Alto Alentejo” davam assim um ar suspeito à coisa, e deixava adivinhar o pior possível que… nada se assemelhou ao que por lá se passou… e à que pode assistir, quem teve resiliência para aguentar o tradicional arzinho (eu disse frio?!?!?) de uma noite de Marvão a dizer adeus ao Verão, e olá ao Outono, que há-de chegar daqui a uns dias.

 

Antes de mais, por esta altura, apetece-me felicitar o Município que teve a feliz ideia de convidar e trazer um artista digno desse nome, é certo que integrado numa oferta inter-municipal (e aí certamente foi influenciado a tal), mas que destoa da habitual gama de valores em que tem apostado, e que vão da intragável Rosita, ao inexplicável  (e inexplicavelmente desaparecido) Zé do Pipo, passando pelo abominável Toy “das Neves”, que tem patrocinado para gáudio das populações. Na verdade, ali, também não haveria muito a perder porque nestas festividades, tradicionalmente, nunca se aglomeram muitos populares, e se nunca chegam a mais de uma centena.



Se esteve bem por aqui, borrou a pintura toda quando “permitiu” que o espetáculo se iniciasse apenas uma hora depois das 21.30h anunciadas no cartaz, sem que um único dirigente do município, ou funcionário adido à área, pelo menos, se tivesse dignado a dar uma explicação aos potenciais espetadores presentes, o que levou a que muitos tivessem batido em retirada (porque o dia a seguir, hoje, era de escola), e não tivessem esperado pela justificação que até agora não chegou. Foi verdadeiramente lamentável, penoso, e deixou como que se uma carga negativa fosse tomando conta das almas presentes. Terá sido um problema com a luz, com o som, com alguém? A verdade é que o bom do Tim acabou por fazer esquecer a quem ficou, tamanho mau começo, quando entrou com aquele seu eterno de tipo fixe, de camarada à prova de bala, para todas as horas, sempre sorridente por detrás dos eternos óculinhos de proteção, para conquistar toda a gente, com o seu ar anti-rock star, terra a terra, enternecedor.

 

Quando as luzes permitiram vislumbrar os artefactos que aguardavam quem os manuseasse, percebi que os meus maiores medos eram infundados. Assim que os artífices foram tomando posições, todos fardados com um negro de gala, assim que chegou à boca de cena quem manuseasse as teclas, o violino, o violoncelo/braguesa, o contrabaixo, a bateria e o timoneiro se agarrasse à guitarra, com o seu clássico estilo de motard, de t-shirt negra e o lenço ao cowboy à volta do pescoço, percebi que o barco iria certamente chegar a bom porto.


E o que se passou foi muito bom, foi a revisitação de toda uma carreira sobre um prisma clássico(?), na medida do possível, porque embora nunca o tendo desvirtuado, o engalanou com um toque aristocrático, o enobreceu, o tornou ainda muito mais a ver com a essência de Marvão, que Tim confessou adorar, já ter visitado por diversas vezes, e querer poder ter uma casa, embora “não tivesse certamente guito para tal!”


Se olharmos para o line up do concerto, percebemos que, ou ao prestar homenagem às bandas de que sempre gostou, ao interpretar temas da sua eterna “casa mãe” Xutos e Pontapés, ou ao revisitar projetos icónicos que tem integrado como os emblemáticos Resistência (seleção de monstros nacionais à guitarra interpretando clássicos, do início dos 90), os clássicos Rio Grande (final dos 90), ou os seus sucedâneos Cabeças no Ar, onde se tem juntado à mais nobre estirpe musical portuguesa (Palma, Gil, Veloso, Vitorino, Monge) este homem é um verdadeiro crooner de espinha dorsal, porque todas as suas variações, ou mesmo o seu  trabalho a solo, têm revelado um valor lírico e musical verdadeiramente fora de série, para quem tem 61 anos, apenas mais 13 anos que eu!

 

Quem teve coragem para ir, e aguentou estoicamente até que começasse (porque depois, certamente aqueceu!) teve o mais puro e prazenteiro deleite de saborear:

- À minha maneira (belíssimo clássico dos Xutos! Um “My Way” do Sinatra num despique roqueiro de altas guitarras);


- Voar (tocante tema a solo de sonhos infantis. Sobre o poder da capacidade de sonhar, e onde nos pode levar);


- Postal dos Correios (a carta enternecedora de um emigrante, como devem ter havido tantos antes, para os pais, do projeto RioGrande


- Menina estás à janela (Popular que aprendeu a valorizar pelo seu “mestre” Vitorino)


- À noite (Viagem aos Sitiados, do malogrado João Aguardela)


- Tu não me digas adeus (tema que fecha o seu último trabalho a solo “20 20 20”, e foi caraterizado por ele próprio com, muita graça, “que é uma lamechice”);


- Por quem não esqueci (Clássico da Sétima Legião, em jeito de tributo);

 

- Chuva dissolvente (dos Xutos que eu mais gosto, do disco “Dizer Não! de vez”, de 92)


- Nasce selvagem (a fazer lembrar os Resistência e os Delfins)


- Casinha

 

- Contentores


- Circo de feras (Num tríptico de luxo!, de grande homenagem aos Xutos!)

- Para sempre (BSO do filme “Tentação”, de Joaquim Leitão)

E no encore:


~ Homem do leme (Clássico intemporal dos Xutos, do segundo álbum “Cerco”)


- Não sou o único (Para fechar, apresentada como a "Canção do Zé Pedro", por ter sido ele que a escreveu, logo o mais rebelde de todos, e o que mais cedo desapareceu, muito vítima das suas dependências do álcool e outras substâncias psicotrópicas, com a isca já desfeita)_com um bem haja muito especial à D. Isabel Bucho, por me ter ajudado a corrigir o lapso da publicação inicial, de ter chamado Maria ao Pedro! 👍) 

 

Olhem, valeu!

 

Para o ano há mais? Fix!


Só um cheirinho...



a) nota de rodapé de última hora: neste blogue, como sempre, quero aqui contar a verdade, toda a verdade (porque sou um homem dela e da palavra), pelo menos a minha verdade. Assim, quero sempre relatar o que os meus olhos viram, mas não quero, de todo, dizer inverdades ou falsidades. Digo isto porque logo na manhã seguinte a esta publicação, foi informado por fontes oficiais, por vias informais e mensagens pessoais, de amizade, que o pedido de desculpas pelo atraso no início do concerto foi de fato formulado no palco, mas logo por azar aconteceu quando eu já, vergado pela demora e com receio pelo que pudesse vir, me desloquei à casa de banho do Centro Cultural de Marvão, para verter águas. Apresento pois assim o meu pedido de desculpas pela crítica infundada que formulei.

Eu estava certo do que tinha acontecido, mas a versão oficial estava mais certa, e por isso a trago à luz do dia. Azares desses acontecem muitas vezes, mas o importante é que os eventos, sobretudo o de qualidade, como este, se repitam muitas vezes.

Como os direitos de autor não me cortaram capturas que fiz do evento, vamos lá fazer mais umas tentativas de divulgação desse bonito evento, para ver se passam...
Para os meus leitores habituais,

 



domingo, 3 de novembro de 2019

O balanço do Luís (o nosso presidente)

                                                                           Para ouvir tudo aqui:



Acordei com a minha pequena Alice, que se veio juntar a mim de manhãzinha cedo, a meu lado. Propus-lhe um pequeno-almoço de princesa, no vale dos lençóis, que a deixou regalada.
Logo após, dei a volta pelos jornais, pelas redes sociais e dei com isto.

A sério?!?!? Uma entrevista de 1 hora?!?!? Que dirá?
“Olha, como estou de folga e não tenho nada agendado”, pensei, “deixa-me cá ouvir.”
  
O luís… aguentou-se.
O Luís aguentou-se… bem!
Como admiravelmente se tem aguentado, estoicamente, à frente do município. Na verdade, aos olhos dos nossos munícipes, o Luís aguentou-se de forma impecável, e mais não é preciso! De todo!
  
Ora o Luís não é, como todos sabem, e ele também; dono de um discurso fluído, de uma oratória encantatória, e uma retórica que maravilhem as plateias mas isso, aqui para o nosso concelho, não faz falta para nada de nada.

Eu sei e reconheço que já aqui fui bem duro com o Luís, embora não tenha dito nenhuma mentira, mas sim desadequadas verdades que não tinham da de ser ditas, mas estava ferido no orgulho, naquele tempo pós-eleitoral, e pequei por excesso, pelo que lhe apresento as minhas desculpas.

O Luís sempre foi de uma correção inexcedível comigo, e de uma simpatia que me deu assim uma bofatada de luva branca, daquelas capazes de me abrir a pestana.

De cada vez que me vou apercebendo melhor da sua forma de atuar, tenho de reconhecer que o faz bem, sabendo-se rodear de quem o possa ajudar em áreas que não domina tanto, e nisso tem tido uma atitude inteligente. Não que eu concorde, de todo, mas lá que é inteligente, é.

Pois o Luís, que é muito simples e sincero, usa um português bem terra-a-terra, mesmo apropriado para os 3000 habitantes entre os quais foi eleito.
Conhecedor dos números, bem dentro de cada matéria, lá falou no casamento que procura entre os recursos endógenos com o turismo, os eventos, nessa senda do futuro ideal para a economia local

O Luís quer é que as pessoas que vêm de fora “deixem cá os euros” e por isso é que achou bem que um casório de alta finesse, de iniciativa privada se tivesse realizado no castelo, e que “as pessoas que trabalhavam em faculdades, que desistiram da vida citadina e procuram a vida rural”, venham até nós.
Lamenta que não consigamos “captar empresas”, mas assegura que “temos de nos desenvolver naquilo que somos bons”, porque “temos a singularidade, temos a paisagem, temos a azeitona galega, os recursos endógenos e por aí fora; temos a castanha ultra-congelada, temos o pão de castanha e muito mais.”

Quando a jornalista lhe perguntou quais as maiores aspirações para concluir, falou no novo quartel do Bombeiros (que preside também! Nível!), a nova escola na Portagem (2 milhões e 900 mil), o Parque de Máquinas em Santo António, a requalificação da Praça de São Marcos, a requalificação da Rua Nova na Portagem, tudo para até ao final do mandato ainda se investirem 6, a 7 milhões no concelho.

Mas ter ”2 milhões de tesouraria… num orçamento de 8 milhões, não é confortável?”, perguntou a senhora jornalista. “Não poderia ir mais além dos 8 milhões, e fazer outros investimentos que dessem mais qualidade de vida aos munícipes?”

Aí, o nosso presidente; que o é, quer nós queiramos, quer não, porque se foi eleito, é; fala num orçamento realista, na sustentabilidade, sobretudo; e na capacidade de endividamento, quando assegura que somos considerados um município de baixa densidade bem gerido.

- E ser bem gerido, para si, é ter saldo na tesouraria ? (dinheiro em Caixa?), perguntou a jornalista armada em engraçadinha.

- Não! Ser bem gerido é… com pouco dinheiro, fazer-se muito, sempre olhando para a sustentabilidade do território. (Toma!)

Porque a estabilidade é muito importante para quando os projetos aparecerem, termos dinheiro para ter capacidade de resposta para a componente nacional. Nós pagamos aos fornecedores a menos de 30 dias! (Chupa!) Isso atrai investidores e investimento!
  
- Para terminar, há alguma coisa que não tenha sido dita?
Claro que sim, e nada tem a ver com as grandes questões da candidatura a Património Mundial e a importância disso para o turismo de que tanto fala; nem a situação agonizante do campo de golfe e o mamarracho do aldeamento novo já em ruínas. Coisa nova a importante para o nosso Luís? Na Feira da Castanha que é uma festa do povo, haverá 5 toneladas de castanha, muitos doces de castanha, um serviço de transportes da Rodoviária Nacional para toda agente poder chegar lá acima, não haver atribulações e constrangimentos, e… O IRÁN COSTA!!!!!!

QUAL?!?!?!?

ESSE MESMO!!!!! ÉEEEE OO BIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIICCCCCCCHHHHEEEEEEEEEEEE, ÉÉÉÉÉÉÉÉOOOOOOOOOOOOBBBBBBBBBBBBBBBBBBBIIIIIIIIIIIICCCCCCCCCCHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!


Ou: como dormir feliz quando se anda de carroça, com os pseudo inteletuais todos a ladrar na berma da estrada, com um Ferrrari Testa Rossa por estrear na garagem.
  


Notazinha de fim de página: Antes tu mil vezes que o antes, que nunca mais seja outra vez o depois.
#rondaodealmeidaaquinuncajamais
Se é venha o diabo e escolha que antes seja assim!


domingo, 17 de setembro de 2017

Revisitando, recordando, ovacionando, OS GRANDES LUCKY DUCKIES


Há dias, estava eu a espreitar a aldeia virtual global antes de dormir, já na cama, e deparo-me com esta peça absolutamente notável: os Lucky Duckies, enorme banda de swing/rock'n'roll portuguesa, da qual me tornei amigo, enquanto vereador da cultura de Marvão, inovou e cantou em português. Um português pensado, estiloso, que fez jus à sua carreira de crooners, e de grandes porta-vozes do glamour da arte que cantam. Adorei. Comentei com o meu grande amigo Pedro Silvério, e dali, desta interação, o próprio Marco, o vocalista, interagiu connosco e, fizemos do facebook, uma belíssima sala de convívio, onde pudemos ter a felicidade de interagirmos.

Gostaria de colar aqui, nesta minha casa, algumas imagens, para que um dia, possa recordar.



O Marco é uma delícia. Um bonacheirão, sempre bem disposto, que nunca perde o timbre e o toque, de quem dá gosto se estar junto. Eu, enquanto vereador, cedi às suas insistentes e inúmeras tentativas para atuar em Marvão, e ainda bem que o fiz. O homem tem uma bagagem cultural, musical, que deve ser inédita no nosso país. Tornámo-nos amigos, e vieram cá mais que uma vez. Na sua vida, fez a escola dos karaokes, e tem um domínio quase absoluto. Para mim, quando se finasse daquia muitos, muitos anos; iria para o panteão nacional. Anda sempre acompanhado com os melhores músicos, muitos das escolas de jazz, e encanta, por onde quer que passa.

Para além de todos os seus atraentes atributos, conta com o apoio da sua esposa, a doce Cláudia, com quem contracena em palco.

Ah... eu adoro eles.

Nos comentários, cheguei a recordar as atuações que tivemos juntos (!), e foi tão com, tão bom recordar...



O video em baixo





No outro dia, de manhã, a minha Alice veio deitar-se junto a mim, e eu mostrei-lhe, orgulhoso, os vídeos.

- XXXXXXXXiiiiiiiiiiiiiiiiii, pai...

- Então? (Já viste o inglês?, pensei...)

- CANTAS MESMO MAL...


O meu muito obrigado a quem fez este último video, que me desculpe, mas não recordo quem foi. Trata-se de uma peça verdadeiremanete belíssima, para mim. O meu Manel...

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Esta campanha! (analisada pelo prof. aposentado compulsivamente, vosso tio Sabi)



Nota do redator: Esta perspetiva, é a minha visão da coisa. Sei que a minha família, quem mais quero no mundo, cujo bem-estar está dependente de astros aqui visados, está protegida pela sua personalidade e profissionalismo. Sou livre e é nessa condição, que no meu sítio na internet, digo o que me vai na alma, sobre aquilo que mexe comigo. Desde que nunca falhem, como eu sei que nunca falharão, (porque a sua postura é à prova de bala), estarão sempre seguras de si, como eu estou de mim. Não querendo criar guerras e clivagens, quero ter direito a pensar, a ter a minha opinião e a veiculá-la.


Para os bornais que hão-de vir com a conversa do “lavar roupa suja”, eu esclareço: tenho o meu passado resolvido, e os assuntos bem esclarecidos dentro de mim. Apenas gosto, e quero pensar alto. Posso?
Se puderem, façam-me um favor: em vez de virem ler o meu blogue, criem vocês o vosso. Cada um brinca com o seu carrinho. Vale? Fazemos uma aposta, que eu nunca lá irei ler?


Para quem anda mais distraído (e cego?!?!), o vosso tio Sabi, veste a toga de politólogo, afirma e confirma que… segurem-se… as autárquicas estão aí!
WWWWWWWWWWWWWWWWWWEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE… (alegria da criançada com mais de 18. Que já são alguns… Os velhos morrem, estes crescem e… já metem a cruz. Ah pois é, bebé!)


Quem ainda não tenha reparado (nalgumas arruadas que os candidatos e os seus apoderados, têm feito por aí, sempre que haja festa religiosa, ou d’arrembimba-o-malho); quem ainda não tenha dado notícia na converseta que muitos deles têm montado, a quem habitualmente não era passada chapa nenhuma; temos agora aí, a prova dos 19: A PROPAGANDA!!!!!!


Eu até já estou a ver, o tamanho dos calhaus, que alguns mais mal intencionados e maldicentes, têm nas mãos, para me atirarem à nuca. Calma, queridas. Para já, eu já tive um traumatismo craniano e… se voltar a ter outro, é natural que me custe mais a recuperar (ou nunca mais regressse). Estão a ver aquele guarda-redes do Chelsea, o Pter Cech, que jogava sempre com um gorro almofadado muita cómico. Pois bem, ele já tinha tido um traumatismo, e sabia que se voltasse a ter um choque ali, já nunca mais podia ficar de ressaca (da vida). Por isso, calma, sosseguem as passarinhas, que o professor Sabi vai-vos dar uma aula, completamente gratuita, sobre política, design, economia, nacional porreirismo, e voodoo.


ELE TAMBÉM TEM CULPAS NO CARTÓRIO!!!! ELE TAMBÉM FAZ PARTE DE UMA LISTA!!!!!!”. Claro que sim! E porque não?!?!?!?! Quem é que disse que um comentador de futebol, nunca pode chegar a ser treinador? Quem é que pode dizer que um comentador político, nunca pode vir a ser um presidente da república? AH, Ah… Agora lembrava-me do nome d’um mas… já me esqueci! L As pessoas têm toda a razão, quando dizem que eu já nunca serei, o mesmo que era antes do acidente. Realmente… esqueço-me tanto… tinha o nome do homem debaixo da língua… Mesmo agorinha…



Eu faço parte do movimento “Marvão para Todos”, que ajudei a parir, em dois anos de gestão clandestina, desde a primeiríssima reunião. Concorrendo ele a todos os órgãos, para grande orgulho e júbilo nosso, eu integrarei, caso os marvanenses assim o queiram, a próxima assembleia municipal. Ali, serei o Pedro de sempre: a chamar os bois pelos nomes, justo, reto, visceral, insubordinado, rebelde. Se lá não me quiserem, vou para a lareira, no inverno; e para a esplanada, no Verão. Faça-se o concelho comigo, ou sem mim. Na boa…



Feito com tanto amor. Uma criança, um adulto, um idoso. O castelo, o nome...


Nesta análise, dispo a bata de candidato, e visto a toga de doutor (da mula-ruça) das políticas.


Numa varridela pelas campanhas, conseguimos logo antever, ao que vem, cada um dos embrulhos que está por detrás. Como não tenho tempo, nem dinheiro para me dedicar afincadamente a este artigo, não farei a cobertura exaustiva pelo concelho, e limitar-me-ei, áquilo que vou vendo na minha vida, por aí, ou enquanto vou trabalhar.


Se fosse pela campanha, o Partido Socialista ganhava antes de começar o jogo. Ataca em todas as frentes, com uma promoção de alto gabarito, ao melhor estilo revista CARAS. Dizem as más línguas que isto é tudo feito, e pago pelo PS. Mas… o PS não era aquele partido que andava com eles a baterem num laje? Não era aquele que pedia dinheiro aos militantes, para pagarem as rendas das sedes? Não percebo nada disto.


Seja como for, eles estão em sítios estratégicos, e duplicados! Não deixam que nenhuma criancinha, entre para a escola primária, sem saber quem eles são! Apresentam duas variáveis:

1- a malta toda que concorre (assembleia, câmara, testa de ferro para a junta), a segurarem num placard onde se escreve o óbvio. Gosto particularmente de me parar, sorrir e pensar: a história de cada um, o passado por trás de cada rosto, as intenções, as potencialidades e os projetos.


Para a câmara, vejo pessoas que vêm à procura do que já foram, e o querem de volta; uma pessoa que se deveria envergonhar do sorriso que luz, porque não é de confiança, sincero, e verdadeiro, porque já vestiu a mesma camisola que eu, nesta guerra santa, mas que, na realidade (admitindo que queira o bem do concelho. Essa, dou-lha de borla), quer sobretudo a sua promoção pessoal, subir aquele degrau na vida que ainda não conseguiu de outra forma. Se o vi garantir, que de nós todos, seria sempre o último a sair… durou pouco. A convicção… revela muita imaturidade.
Depois, há pessoas sérias, convitas, mas também há os bibelots. Que deveriam ficar sempre bem, a compor pelo género.




2- a rapaziada para a junta, já com alguma idade, muito bem arreados, bem acasacados, revelaram um raro deslize na produção. Deveriam ter-lhe dito que o período eleitoral, apanha mais o calor do Verão, que o frio do Inverno, que os levou a figurar em tais roupagens.


Os locais onde figuram, todos muito bem escolhidos… ou não. Em Santo António das Areias, figuram logo à entrada da aldeia mas, apenas são vistos por quem vem do lado da Beirã. Quem vem de Marvão, não vê eles, não. Ali.
Porque chegados ao largo principal, têm obviamente de levar com eles, junto à casa de Deus. Tivéssemos todos tido a prepotência, a arrogância, a desfaçatez de ter ali espetado umas tarjas, um placard, com a sua própria cor… o muro da igreja ficaria tipo “puzzle das autárquicas”. Com o padre Marcelino, poderíamos uma publicação do género “Onde está o Wally”, só que aqui seria: “Onde está o Marcelino?” Era tentar descobri-lo lá, no meio da confusão



Ora… há terrenos que são da res pública: de ninguém, e terra de pessoa nenhuma. Eu tinha vergonha. Mas eu, sou eu. Como eu, não há nenhum. Isto para o bem e para o mal.

Os socialistas de Marvão, que a julgar pelas últimas votações, têm vindo a perder expressão, funcionam como um bloco. São dali e não vêm mais nada. São um bocadinho, como eu sou do Benfica. Sou daquele desde sempre, e pronto, já está! Um dogma. Verdade intocável.


O partido do poder, que se diz social democrata, mas que de democrata aqui, em Marvão, tem tido muito pouco, variou as frentes de ataque.



Tomou o prédio que serve de frontaria a Santo António (e é o primeiro do bairro habitacional da Casa do Povo) de assalto. Ali, só eles e mais nenhum. Serve até para disfarçar a terrível aparência do imóvel, que dá um aspeto verdadeiramente degradante a toda a aldeia. Mas será que a Casa do Povo, tão bem gerida que sua presidente foi inclusive convidada, para ser vereadora da lista socialista, não tem umas centenas de euros para mandar pintar, pelo menos a frente deste? Mesmo que os outros ficassem como estão? Mistério…
Olhem que pode mandar em muita gente, mas nem toda a gente morre de amores pela figura. Vale uma aposta?


O cartaz do PSD, como todos os outros, ficou deveras pavoroso. O nosso Luísinho, aparece com um tamanho de cabeçorra… que até intimida, ó valha-me Deus! Junto a ele, qualquer outro candidato, parece o que parecem os outros ali: pequeninos. Parece que a criatura esta chegou do espaço sideral, do planeta dos Cabeçudos, para tomar de assalto os liliputianos. Não sabem, quem eram estes? Peçam as filhotes/netos, o livro do Gulliver. É muito engraçado.
O amigo Maroco surge com o ar dele, bem disposto, assertivo, que convida. Tá normal. Passa.
A Sónia parece assustada, a pobre. Riso amarelo como se os do programa “Querido, mudei a casa”, lhe aparecessem de rompante, para fazerem umas alterações à última da hora. Tem pouca atividade política ou cívica que lhe seja reconhecida; mas surge ali pela via do padrasto, ilustre dinossauro arenense (tá de Isaltino, está…) que isto não pode ser só aturar secas ao muro de casa, e o palco tem de ser dado a quem quer cantar. O trabalho de design ficou tão pavoroso (eu pedia o meu € de volta), que até o meu amigo Alfaia, que eu imaginava tão longe destas guerras, parece pequeno, quando ele é um homem atlético, 0% gordura, tudo fibra.



O PSD, que gosta pouco de touradas, e arranjou maneira de se ver livre do vereador que quis dar o grito do Ipiranga, voltou a acampar junto à praça de touros. Ali parei, e olhei para eles. A imagem merece um estudo mais cuidadoso, a nível de design. Ora, os 3 estarolas, parecem que não se estão a rir para nós, mas a rir de nós. Aposto que com eles fizeram aquela paródia que se faz habitualmente aos miúdos, quando se quer que eles sorriam para a câmara. Aposto que lhe disseram antes: imaginem que as eleições já passaram. Os senhores, absurdamente, ganharam outra vez, com a maioria absoluta. Os outros candidatos, perdedores, estão a passar à vossa frente, cabisbaixos, uma a um, como os judeus quando se encaminhavam para a câmara de gás. Façam-lhe lá uma carinha… Eis!


O slogan, é forte e emblemático: SEMPRE CONVOSCO! Livra! Até quando vou à casa de banho?!?!?!?!!? É que… em vez de laxante, vai dar prisão de ventre! Aeh… que diabo!!!


Eu percebo o candidato Luís. Quem o puxou para o grupo de forcados, quem sempre o incentivou, ensinou, e disse-lhe que tinha jeito, encostou-o à parede: ou vais para cabo, e EU fico atrás de ti, e EU é que te passo a dizer quem vai pegar, o quê, e em que posição, ou estás amolado.
Ele, que remédio, teve de dizer de sim.


Estou mesmo muito grato à limitação de mandatos, porque caso contrário, o sr. que tem presidido a câmara municipal, já há 12 anos?!?!?!?! era gajo para lá ficar como o Fidel Castro, em Cuba.  Na cama, já com os pés para a cova, velhinho até mais não, mas ainda com vontade de mandar. Isto do poder, tem que se lhe diga…


Ele pode pensar que está a fazer muito boa figura, a rir de trás do Luís, mas… há palhaços que não precisam de se pintar...


Para compor o ramalhete, concorre quem já experimentou pela esquerda. Não deu. Agora experimenta pela direita, e sempre se verá no que dá. Isto hoje em dia, está tudo muito batido, e quase não há limites, pois é? Fazer o bem, nunca cansa quem é de bem, e o dinheirinho sabe sempre tão bom…


Adoro como passaste a ocupar as manhãs, a pagar copos de vinho aos homens no Cantinho do Miradouro!. Super interessante, não é? Noblesse oblige…


O rapaz, que é meu vizinho, quase me tirou a fala, depois de eu ter escrito, que o estranhava tão devoto numa missa, prendado até a aprender os cânticos com as senhoras do coro, de caderninho na mão. A verdade é que, depois disso, nunca mais lá o vi. Tirou-me a fala mas… agora sou que digo que… nem se pinte de amarelo. Aconteça o que acontecer. Não sou rancoroso, não sou de ficar sentido, só que, eu já percebi que a vida passa tão rápido, que não quero senão passar tempo com quem sei que eu gosto mesmo, e goste de mim. Quem não se sente… Passo tão bem assim... Só quero, quem me quer.


Sozinho aparece o candidato camuflado de independente, com a barriga de aluguer do CDS/PP. Aparece sozinho porque… nas paletes não cabem muitos (o sr., de magro não tem nada), e no fundo, é isso que pretende: encaixar-se. São tantos os candidatos, que dificilmente sairá uma maioria. Vai nisto, tem de haver geringonças, tem de haver acasalamentos e ele… pretende, claro está, ter uma cadeirinha onde se encaixar.

Diz que são muitos mas... se só houver lugar para um...

Tem um mérito, que a mim me surpreendeu, devo confessar, de revelar uma genica, que eu não pensava que tivesse (tal era a ideia, que me habituei a fazer dele, quando partilhávamos o gabinete da vereação, entre 2005 e 2009).
Na revolta que tentou operar no navio laranja, escudou-se mal, foi surpreendido pela teia da cúpula, e decidiu esgarrar. Em vez de definhar, mexeu. E isso é de considerar. Quem sabe se irá ser premiado. Tem é de contar com outros apoiantes, que não o seu ex-colega (leia-se, claro está: eu.)
Dos dissidentes, conseguiu levar alguns pilares fundamentais do PSD local: caciques que só assim, conseguiram que os seus descendentes tivessem voz; membros ferrenhos que nunca obtiveram ganho algum, mas sempre suaram, e muito; e pessoas muito próximas pela via marital, a generais do maçudo, que se viram obrigados a sair, pela limitação de mandatos, em freguesias da redondeza. Parece ser muita gente, mas, bem escrutinados, são capazes de não serem assim tantos, e talvez quase sempre os mesmos.
O sr. não é grande coisa a português. Li dois ou três manifestos iniciais da sua lavra, com tempos verbais mal conjugados, e temi o pior, mas… tem revelado uma assessoria multimédia bastante bem urdida. Sim, que eu vou ver, porque gosto de saber. Aquilo… paga-se. E bem.


Os comunistas, coitadinhos (digo-o sem desprimor algum, note-se!), são engraçados. Vêm que aquilo em que acreditam, não resultou em sítio algum no mundo. Mas ainda assim, insistem. São persistentes. Valha-lhes ao menos isso. Mas só.


Sendo assim, chegámos a nós. Marvão para todos. Como sonhámos ser, como quisemos ser, como esperamos vir a ser.
Simples, financiados, por enquanto, pelos nossos próprios bolsos, apostados no contato mão na mão, cara a cara, conscientes de que temos na nossas fileiras, das pessoas mais bem intencionadas em prole do bem comum, de todas as listas. Todos com provas dadas na vida, todos sem qualquer tipo de interesse financeiro por detrás. Pode ser que os cartazes sejam pequenos (quando comparados, com as produções megalómanas dos demais) mas são autênticos. Têm pouca cor, mas tampouco vimos dispostos a montar um carnaval. Têm a nossa cara, têm-nos a nós. Têm autenticidade, são sóbrios e verdadeiros.



As autárquicas estão aí: que soltem as feras!