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domingo, 2 de março de 2025

Bodas de prata de um mangas de alpaca

Luca Bartolomeo de Pacioli (c. 1447 – 19.06.1517) 


 25 anos

😍👍💪🎂🎉🎈🎊🙏🍾🥂

No dia 24 de Fevereiro, cumpriram-se 25 anos desde a data em que entrei para a Direção Geral das Contribuições e Impostos.

¼ de século…

Aprovado e selecionado no até então apregoado como maior concurso para a função pública em Portugal (e não tenho conhecimento que tivesse acontecido um outro tão grande desde então) ao qual se propuseram, creio eu se a memória não me atraiçoa, mais de 80 mil aspirantes que se dispuseram à prova de admissão (uma espécie de Prova Geral de Acesso que em vez de dar acesso à Universidade, habilitava a uma carreira laboral que se presumia auspiciosa, segura, e bem remunerada), fiquei classificado na posição 2.053 que ainda assim, não me garantia a entrada na primeira fase, mas antes me deixava durante mais uns meses a penar, sonhando se conseguiria “entrar” como os colegas melhores classificados na dita afronta que assentaram logo praça.



Foi num dia frio e solarengo do raiar do início do ano do novo milénio, no ido ano de dois mil, quando me encontrava a desempenhar as funções de chefe de vendas da Opel, em Castelo Branco, que recebi a chamada que me trouxe de volta, vinda de uma Cristina ainda a derreter felicidade. No instante seguinte liguei a quem me deu a mão quando nada tinha, agradeci com humildade por tudo, e confirmei que iria mesmo rumar a outras paragens. As minhas…

Nessa tarde, no caminho para casa, parei em Nisa, no Largo Heliodoro Salgado. Sabia bem onde eram localizadas as finanças, porque nesta localidade que ficava a meio do caminho ate à cidade
albicastrense, parei muitas vezes para tomar café, para espertar e afastar o cansaço, muitas vezes no café do saudoso António José Correia, que ainda haveria de ser meu chefe lá, e me deu o grato prazer de me deixar ser seu amigo. Ali chegado, subi a escadaria e, aberta a porta à esquerda, dei com uma sala ampla, e um balcão em “L” invertido que nos separava de diversas secretárias, habitualmente ocupadas por Homens e Mulheres que haveriam de comigo coabitar durante dois anos (2000-2002), e passariam a fazer parte de mim para sempre, por mais tempo que vivamos, e mesmo que estejamos muito tempo sem nos vermos.

Foi então assim que graças a Deus, há 25 anos atrás, assinei o contrato administrativo de provimento que me ligou para sempre aos quadros da função pública.

Não foi o emprego com que sempre sonhei, verdade; não foi o trabalho para o qual estudei (eu queria era escrever... e por isso tirei jornalismo, mas tem sabido ser o meu lugar de sonho à medida que o tempo passa, e estou mesmo certo que sou muito feliz ali.
☺️

Nesse dia, era o dia dos compadres.

Todos foram sorrindo, se apresentando, dando as boas vindas, desejando boa sorte e tudo se foi abrindo à minha passagem até ao gabinete do chefe. Lá chegado, as portas entreabriram-se e detrás dos cortinados de renda que tapavam os vidros saiu uma figura de baixa estatura, blazer azul, camisa branca e gravata, porte composto e cabelo grisalho de risco ao lado. Creio que fumava para dar um ar blasé, até porque nesse então era comum toda a gente fumar em todo o lado.


O Chefe à frente deste grupo de grandes amigos que lá fiz, sempre com o seu grande estilo


Trocámos uma conversa circunstancial, de apresentação, a medir terreno mutuamente.

Teve a cortesia de me ir apresentar aos serviços públicos, mas a dada altura, talvez até quebrando o gelo, atirou um: Ó Pedro Alexandre (tratando-me pelos meus dois nomes próprios, como sempre fazia), não quer tomar nada?

Eu… (com um ar “esfinzado”…), larguei um “ehh…”

(Ao que respondeu com…) Venha daí! (enquanto se encaminhava para “A Colmeia”, (café/pequena casa de pasto) situada em frente ao serviço, habitualmente frequentada pelo pessoal da casa.

Lá chegados, eu (cheio de reservas, de pé atrás) pedi… uma garrafa de água.

Ao meu pedido, o chefe comentou com um “muito bem! Está a ouvir? Faça sempre isso!”

Já ele, disse que queria, tão clássico como o “dry Martini” do James Bond: um copo de vinho branco natural traçado com gasosa fresca. (e tinha se ser esta a ordem!!! Se fosse o vinho a ser fresco, e a gasosa natural… a bebida não tinha nada a ver!!!)

A páginas tantas, já com mais colegas de companhia que entretanto foram saindo, disparou um:

Ó Pedro Alexandre, sabe quem foi Frei Luca Pacioli?

- Meu caro chefe, lamento mas não faço a mais menor ideia.

Frei Luca Pacioli, (disse ele começando a brilhar!) foi um frade franciscano do séc. XV, que foi um célebre matemático italiano, e hoje é considerado o “Pai da Contabilidade”, por ter sido o inventor das partidas dobradas, o princípio básico da contabilidade, que diz que quem deve, tem a haver.

Muita conversa, animação, muita conversa e algumas “datas” depois, o Chefe voltou à carga, julgo eu que querendo impressionar um colega que o conhecia de ginjeira.

Ó Marquês… (um colega da casa, um pouco mais velho que eu, mas que ainda hoje me trata por puto), sabe quem foi Frei Luca Pacioli?

- Hã?!? Eu sei lá! (virando-se para o lado, não dando o mínimo crédito à disputa).

Virando-se… E você, Pedro Alexandre, sabe quem foi?

(Enchendo o peito de ar, mesmo assim, não conseguindo esconder a vaidade) Ó chefe... Por favor… (ar “impossível disfarçar o ar convencido”) Frei Luca Pacioli foi... (tudo aquilo que me tinha ensinado há minutos) um frade franciscano e célebre matemático italiano do séc. XV, que é hoje considerado o “Pai da Contabilidade”, por ter sido o inventor das “partidas dobradas”: um sistema fundamental nesse processo que diz que quem deve, tem a haver.

O Chefe, virando-se boquiaberto para o lado, disse espantado para o nosso colega: Está a ouvir?

Este individuo tem uma cultura extraordinária!

E nessa conta me teve até ao final dos seus dias, o meu querido Amigo, uma verdadeira jóia de pessoa, do melhor que alguma vez conheci.

Neste aniversário, não me posso, nem quero por forma alguma esquecer dele e de todas as pessoas maravilhosas com quem trabalhei nesta casa à qual muito me orgulho de pertencer.
~
Reservo uma palavra especial para os contribuintes que atendi, com quem trabalho e trabalharei que na realidade, para além do Estado que me paga, são os meus reais patrões, porque é na pele de “servidor público” (numa expressão tão feliz da língua inglesa, que “choca” com o aburguesamento do português “funcionário público”), que me sinto bem.

A Deus peço saúde e que me continue a guiar pela vida, levando-me sempre pelos caminhos certos, mesmo que às vezes, eu não consiga compreender a razão de ir por ali.

Mais 25 naquela labuta do ativo não peço certamente, e é com essa certeza que a maior parte já passou, que peço ao Senhor da Vida, tranquilidade, experiência e sapiência, para conseguir honrar o árduo e exigente trabalho que tantos criticam mas que tão necessário é, para que o País funcione.

Festa de anos frente à mercearia das minhas saudosas tias por esse então 28(?)
Dia inesquecível! Ainda hoje...

O chefe com o meu Companheiro de vida desde esse então: o estagiário Rui Miguel Caixado Pescada (antes de o ser, já o era!) Ribeirinho Pinheiro. Uma Paixão!

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Era uma vez em… Lisboa (d’aprés Tarantino)



Foi uma semana de formação nos Mártires da Pátria, perto de S. José, para determinados funcionários de Autoridade Tributária detentores de uma licenciatura não específica, ou seja, não direcionada em concreto para a área (contabilidade, fiscalidade, economia…); mas que têm a ambição de chegarem à categoria em que deixam de ser adjuntos e chegam ao posto efetivo, principal. Mas foi também uma semana para ajudar a minha filha Leonor a encaixar-se na grande capital; e tomar eu, aquilo a que chamo, um banhinho de civilização.


Toda a gente já sabe de ginjeira que o bicho Sabi não é animal que se dê em grandes urbes. Se forem daquelas que tenham uma aldeia lá dentro, como o bairro onde a minha pequena ficará, daqueles que dá para dizer bom dia a toda a gente, de conhecermos o padeiro, o sapateiro, o homem do talho, a senhora da peixaria, e o barbeiro, que também há lá! embora eu saiba, e ele também, que não era gajo para o ajudar a enriquecer; ainda vá que não vá! Mas, quem me tira o cheiro a campo, a vaquinhas nas estradas onde corro, a ovelhinhas na tapada aqui ao lado da minha casa à noite, ao meu bar onde tomo a cerveja de glória ao final do dia, aos meus 5 minutos para o trabalho sem trânsito, tira-me tudo!

Mas… de quando, em quando… gosto muito de ir ver as montras, de ir andar de metro, de viajar de pé nos autocarros, de ver gente e o que não vejo por aqui. Assim, foram 5 dias, 5 noites, de concentração e estudo, mas também para laurear a pevide.




Há muitas fotos, muitos momentos lindos a dois, muita coisinha que fica nos nossos telemóveis, nos nossos discos rígidos, até e sobretudo nos corações, mas há aqui impressões que gostaria de trocar com os meus leitores, com vocês, a quem sempre agradeço que me queiram ouvir. Quem é que gosta de estar a falar para uma parede?

Esta é uma publicação de muito entretém, que dá direito a muita hora de qualidade, se forem aproveitados todos os brindes multimédia, séries e documentários.

A primeira impressão daquela cidade e que gostaria mesmo de partilhar é que esta Lisboa de hoje em dia, está a anos-luz daquela em que estudei e conheci no início dos anos 90, quase há 30 anos atrás. Bem, desta vez, eu sai do cinema no Amoreiras, era meia-noite, e, como não vinha nenhum autocarro… como me farto de correr por aqui… e aquilo é tudo perto… desci a avenida para o Marquês, e deste para o quarto que tinha ali por cima dos Restauradores, sem qualquer tipo de insegurança, sem qualquer vacilação, sempre a cruzar-me com polícias, municipais e dos outros, turistas nipónicos, americanos e ingleses com sacos cheiros de compras, e por aí fora. Se fosse no meu tempo… o aqueduto das águas livres é ali tão perchinho, o Casal Ventoso morava logo na encosta que dá para a Avenida de Ceuta e… sabem como é que era… desciam para o “56” que me levava para as Olaias como se fossem figurantes da série Walking Dead, com os braços magrinhos todos furados, como se tivessem estado a fazer de tapete numa turma da creche de pontilhado, cheios de caminhos para o tesouro do prazer. Ar esgazeado, olhos baços, calças velhas cheias de linhas de sangue, totalmente alienados, enfim…
Já passou.

Depois, os alfacinhas deixaram de ser como o namorado da minha antiga senhoria, o senhor Rogério, o terceiro depois de dois que tinham morrido lá em casa, nas Janelas Verdes, perto de Alcântara: cabelo curtinho às ondinhas penteadas para trás, nariz bem vermelhinho e redondinho assim pró inchado, a deixar perceber que sempre que ia à tasca da esquina não deixava de fazer gasto, e não era bem em Laranjina C; calça vincada, camisinha de manga curta de malha, palito ao canto da boca, não fosse estar para comer um petisco qualquer sem se estar à espera.
  


 Os habitantes de Lisboa agora são de todo o mundo, desembarcam aos magotes de barcos enormes que estacionam do cais das colunas para Santa Apolónia, e invadem tudo o que é rua, numa busca desenfreada por souvenirs, sejam eles poscards, ímanes para o refrigerator, ou uma tisherte de Lisabona. Enchem e inflacionam tudo, ao ponto de me ter sentado numa esplanada no Terreiro do Paço de um estabelecimento com o sugestivo nome “Catedral da Cerveja”, mas ter esperado tanto, ter chamado de igual forma, e ter passado tão despercebido, que me levantei e sai sem escusas para… ir beber uma imperial no “Martinho da Arcada” onde costumava penar um outro ser confuso, mas bem mais esclarecido, genial e visionário, também homem mas como se fosse Deus… para desta vez ali beber não um absinto como ele tanto gostava, mas uma imperial por 2 euros, ou seja, 400 paus! Livra! E eu e esta minha mania de me estar a lembrar sempre dos escudos, onde é que eles já vão…! Depois a baixa é sempre a baixa e tem ali uma mistura de história que está nas catacumbas debaixo dos pés de quem lá anda, e tragédia que ainda paira no ar desde que a terra tremeu em 1755, e ainda apor ali suspende em todos aqueles espaços ordenados às patas do cavalo de D. José, sendo a direita, a da esquerda. Pergunta para queijo no Trivial Pursuit.


Pois de dia, deu sala de aula, voltámos ao tempo de estudantes, e sobretudo ouvimos. Assim que deu ordem de largueza, da parte depois das 18h, cada um se moscou para onde queria e eu, que fui ter com o piquena assim que pude, fiz com que o banho de civilização fosse de imersão com bolhinhas coloridas e aproveitei para tentar fazer, e ter acesso a tudo o que me está vedado, na simplicidade bucólica do sítio onde tenho a graça de viver.

Na segunda fui aos filmes, coisa que tanto adoro, e faria parte do meu serão tantas vezes, se tivesse um por perto. Pois se o cinema é paixão, e o Burton, o Lynch, o Kubrick, são dos maiores profetas; Tarantino é o Midas e se há um novo por perto, a via encontrada para a sala tem de ser a mais rápida. Qualquer título da sua obra é uma aula de cinema, e desde as câmaras à história, dos atores escolhidos aos diálogos, da BANDA SONORA sempre suprema, tudo ali é perdição. Amo, adoro, quero e espero. Desta vez, a fasquia subiu e já não conta apenas com os atores de fim de catálogo como o esfuziante Steve Buscemi, ou o já infelizmente desaparecido Chris Penn, como no início; mas dispõe de duas estrelas de 1ª água de Hollywood, das mais altas que nenhuma outra desta vez, para encherem uma história que não é rocambolescamente genial como em “Reservoir Dogs”, ”Pulp Fiction”, “Kill Bill”, “Jackie Brown”, “Os oito odiados” e “Django libertado”, mas que é um mergulho profundo na meca do cinema, e num dos episódios mais estranhos e macabros da sua história, o assassinato da Sharon Tate, a coqueluche de luxo que estava grávida de Polanski. Tarantino, vale sempre a pena! Nem que seja para ver um belíssimo Di Caprio com ar lunático a queimar bacanos numa piscina com um lança chamas industrial. Muito bom.


Isto em excelente companhia! Ai se eu os pudesse casar como fazem os meus primes ciganes...
Os filhos haveriam de parecer bonequinhos da Benetton, de tão bonitinhos... Mas enfim...

Olhem, H3O me gusta! É assim que se diz?!?

Há lá idas a Roma sem tentar ver sua santidade, o Papa?!?!?!? Pode um gajo ser feliz a passar uns dias na capital sem ir assistir a uma “missa” do glorioso na catedral?!?!? Impossible! Aqui tenho de agradecer ao meu mano João Carlos Anselmo, o se ter recordado deste jogo nesse dia, e tudo ter conseguido fazer, o meu amor, para com o meu santo sogro terem esticado a passadeira que nos levou aos dois, ao piso 1, num lugar central, para uma noite de sonho. Dirão os más línguas e inbajosos que perdemos, que foi um tropeção, uma cabeçada. Pois digo eu que de cada vez que ali vou, nem sequer é só o resultado que não interessa, como a própria exibição da equipa é o que menos conta. Opáh! Aquilo ali é lindo, é sempre uma emoção, é sempre algo grandioso e uma noite enorme na minha vida! Os alemãos (escrito mesmo assim) ganharam? Olha, que se Volskswagen pelo rabo acima! Eu cá fui muita feliz. Chupem!!!



O mais complicado da noite foi a piquena que nunca mais chegava ao pé de mim, e eu já a salivar com as imperiais a jorrarem da rulote do Alto dos Moinhos;- e o cheiro a belíssima sande de leitão de ficar jantado de uma assentada só, por 5 paus, a desorientarem-me (a melhor parte para um pré-jogo, meu querido Rui Felino! Quem é que depois de conhecer aquilo pela tua mão, quer outra vez as bancas debaixo do viaduto? Nunca!). Liguei, liguei e ela… nada. Até que me atendeu e tinha-se enganado. Estava na Buraca, ou noutro sítio de desterro qualquer e eu, enquanto a aconselhava para perguntar sempre ao condutor que não custa nada e eles sabem sempre tudo, antes de embarcar, influenciei-a a meter-se mas é num uber ou num drone qualquer que a trouxesse para ao pé de mim, e me deixasse ver aquela coisa que queria tanto.


Olha, entrámos a tempo, correu tudo bem e eu, claro, fiz merda ao tentar encontrar a cadeira certa, e fui-me sentar junto ao relvado onde não se via nada bem, e… era o lugar de outros que chegaram logo depois com ar sorumbático.
- “Na, na”, disse-lhe eu, “olha aqui o número no meu bilhetinho, bébé!”!
- “Ahhhh… esse é no piso de cima, amor”, disse o gajão. “AA, não é aqui”, ou o contrário.
- PARIU!!!! Ehhhhhh… Epá. A gente ajeita-se agora aqui, senão vou a estorvar essa gente toda, estás a ver? Queres o meu colinho, ou fazes um jeitinho?”
Depois, foi-se a ver, o nosso lugar era mesmo no sítio mais espetacular, ali ao meio, a meia altura. 5 estrelas! Tão bom que só faltou… ganhar!






Perderamos...
Os macacos dos meus amigos do Puorto...

Dia sim, dia não. Depois de variarmos o peixinho para não comermos sempre carne, já pude ir descobrir se o tremendo hype que há à volta do filme Variações, é apenas o reflexo de uma paixão assolapada de um povo inteiro por um menino que vivia anos-luz à sua frente, que lhe foi roubado pela mais terrível doença do século XX; ou um filme, enquanto obra, que vale algo mais. E vale. Vale cada cêntimo pago em cada bilhete, porque tem um realizador apaixonado que tem a perspetiva certa de dar arte ao público, para que este a consuma e caso queira, admire, venere; e não se esgota na imagem de culto dele próprio como quase todos os portugueses da área sofrem, e por essa mesma razão, é que jamais sairá do casulo.






A propósito deste cometa encantador, e no seguimento da conversa de hoje com o meu amigo Dr. Vitoriano de Sanvimed, sai este documentário mágico que passou há muito, mas estará como a sua música, sempre atual.







E a homenagem a António Variações


A banda a seguir, a que quis dar nova vida à alma das músicas que o génio tinha depositado em cassete, é esta: “Os humanos”, uma superbanda com alguns dos mais geniais dos jovens artistas da música portuguesa, com a grande Manuela Azevedo dos Clã (a seguir, também), o grande Camané (gigante do fado em baixa estatura), ou o querido David Fonseca (um multi-instrumentista multi-facetado).

  
Para fechar a semana com chave de ouro, apesar de tanta insistência, fui só, assistir ao deslumbrante espetáculo “A Severa”, que conta a história desta icónica figura do fado. Após a magnífica francesinha na Tasca Pombalina do Rossio, segui só, depois de a ter deixado no autocarro que a levaria até casa. Enquanto admirava aquilo, só agradecia em silêncio, a sorte que temos de podermos contar com este La Feria em vida. Que nível absolutamente “a la” Brodway, de deixar qualquer um rendido.












Por tudo isto e muito mais, agradeço, peço, e agradeço outra vez.
Era uma vez… uma bela viagem.



Graças a Deus...

Recordando... quando a fomos lá levar...