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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Sempre que corro para ti...


Sempre que saio sem fim à vista, sempre que fujo sem destino certo, sempre que deixo que seja o percursos a descobrir-me... as minhas pernas levam o meu coração... para ti.

Mergulho no passado, na verdade, até acho que corro atrás dele, e ele enche-me o coração e a cabeça, de memórias e companhia. A minha alma vai cantando. Nunca vou só.










Fico feliz por andar assim, qual milheirinha perdida, enganada pelo que parece ser.

E nem reparo que as casa~s estão desertas, as ruas vazias, a escola fechada, que os comboios já não te atravessam, que os meus lugares estão... cristalizados.

Vejo as pedras onde brincava, os meus nomes escritos com pneus de bicileta no cimento da casa da minha avózinha, as cegonhas sempre lá, fazendo o ninho, como sempre antes, como sempre depois.

As portas fechadas... que doem tanto.






Mas tu acompanhas-me, vens comigo, nunca me deixas.

Percebo porque é que os elefantes vão morrer ao seu cemitério.

Tu... és o meu.  









terça-feira, 5 de dezembro de 2017

A Beirã (sempre ela), para uma festa, e um adeus…


A Beirã é o centro nevrálgico da minha vida. Nela nasci, nela cresci, nela me fiz homem, e quando a vida terminar, é a ela que quero que os meus restos regressem. Dali parti, e ali quero regressar. Aquele que é o meu centro geodésico.

Hoje, dia 5 de Dezembro, a ela regressei, para celebrar uma vida, e lamentar a perda de outra.

O meu amigo, poeta, António Manuel Vaz Gonçalves, fez hoje 53 anos. E mesmo que eu me pudesse esquecer, coisa que certamente não aconteceria, ele fez questão de a assegurar.
Como?
O chefe disse-me: “Pedro… podes chegar ao telefone? É para ti. É o teu amigo António.”

- Alô? Quem falas-me?

- MAAAAAAAAANNNNNNNNNNNN… Crooner!

AMANHÃ FAÇO ANOS!!!!!!!!!!!

- Eu sei, bebé! Sei o teu dia de cor, e o do menino Jasus! Como é que me poderia esquecer?!?!?

- Ah… fixe! Faço 53!

- Graças a Deus. E que queres tu, que o teu tio Sabi te faça, meu amore?

- Nada, nada, man! Era só para saberes.

Claro que hoje de manhã, à primeira hora, lhe liguei. Cantando a minha canção dos amigos especiais (com voz de palhacito): “Hoje é dia dos teus anos, porisso estamos aqui, como ameguenhos que somos, acantare sóparati! Parabénsavocê! Nestadataqueri…da, muitas fe-li-ci-da-des, muitos anos de vida, hojeédiade festaaa, cantam as nossas almas, parao meu amiguinho António, uma salva de… palmas!”


E ele do outro lado, “eheheheheheheh”.


E disse-lhe: “MAN!!! Logo quando sair, vou ter contigo!” (para ele andar o dia todo contente, a pensar nisso)

- A que horas, man?!?

- Sempre depois de sair, mano! Lá para as 4 e tal… vamos lanchar, ok? Tu fazes os anos, mas sou eu que te convido.

- Iá, na boa.

Cheguei assim que saí. Deviam ser perto das 5, ou pouco faltava. Assim que parei o carro, 
toquei a buzina, à porta. Aparece-me de pijama e roupão, de braços abertos:


- “MAAAAAAAAAN!!! Agora já não dá! É quase hora de jantar! Às 6 e meia, é hora da Anta trazer o jantar!

- Ouve, mas… (disse eu, olhando para o relógio), são cinco e…

- Ah, iá, na boa! Podemos ficar aqui a fumar um cigarro. Queres entrar? Queres sentar-te aqui na cadeirinha do jardim? Ainda está sol. Olha vou-te fazer um café bom, na minha máquina de fazer café.


- Isso seria ótimo.

- Man… antes que os meus pais vejam, emprestas-me 5 euros? Paguei os cafés à malta toda dos Barretos, ao pessoal do bairro, da Anta, só recebo dia 20, e fiquei sem guito nenhum.

- (Abrindo a carteira) Não sei se tenho, mas… olha! só tenho 20. Não tenho destrocado…

- Ouve man… esquece o meu café. Vais ali ao Jorge, bebes um café, e trocas.

- Tó, a tua velocidade a pensar, impressiona-me sempre! É vertigionosa!
(rindo baixinho às gargalhadas) Eheheh, va lá, vai, que eu espero aqui (de perna trocada, no jardim).

Voltei com o troco na hora e trouxe-lhe o rebuçadinho que oferecem, de cortesia, no café.

- Olha-me bem o que te trouxe…

- Fixe! Esses de café, são ótimos.

- Ouve man… Agora quando receber, não vou lá a Marvão devolver-te estes 5 euros (como faz sempre. Bem cedo. Ainda antes de abrirmos ao público, Depois fica na rua, à espera.) Não vou porque está muito frio!

- Claro, man!!!!! Agora temos as contas saldadas! Pagas sempre os empréstimos, portanto, eu confio em ti, como não?

- Quando for lá um dia a Santo António, vou lá à tua casa, tu dás-me um cafezinho, um “S” daqueles belíssimos da tua sogra, bebemos, comemos e fumamos no teu quintal, como no outro dia, e pago-te.

- Já me estás a impressionar outra vez. Mágico!

Começámos a conversar, o que era para fazermos, afinal.

- Man… já faço 53, já viste? Uma cena... De vez em quando, acordo de noite para ir à casa de banho, venho beber um café, fumar um cigarro, e ponho-me a pensar. Na vida como ela é.


- Sabes, eu sempre fui uma criança muito solitária.

- Talvez por seres filho único.

- Iá… é capaz de ser por isso. Estás a ver aqueles canchos além? Eu passava os dias inteiros a brincar ali. Com o Fernando Belo, o Magafo, o Rui Felino…

- Qual Magafo? O mais velho, ou o mais novo?

- Com os dois. Mas por vezes ficava ali a brincar sozinho. Sempre passei, e gostei de passar muito tempo sozinho.

- Eu, estranhamente (porque sempre me relacionei muito com os outros), também. 


Quando vim do Júlio de Matos, vinha no Lusitânia (Expresso, comboio que passava aqui por volta da 1 hora da manhã). E cheguei aqui sem nada. Tinha apenas uma camisola vestida.

- Tens memória desses tempos, Tó?

- (Fumando, mastigando o fumo) Tenho, man. Aquilo comia-se muita mal. Não valia nada. 

E os enfermeiros batiam no pessoal…

- A ti?!?!? (que sempre foste enorme)

- Não, a mim, não. Nunca me bateram. Mas lembro-me dos gajos, a darem estalos nos pacientes. E nunca me davam tabaco. Naquele período em que lá estive (creio que dois ou três meses), fumei apenas um único cigarro, que me ofereceram.


E foste para lá porquê? Recordas-te?


Falou-me dos ataques de pênico, que chagavam a demorar horas, dias, em que tinha medo de tudo, gesticulava, e não conseguia tomar conta do corpo. Destruindo muitos mitos e conceitos acerca dele, assegurou que nunca tomou drogas duras injetadas, e ao contato com elas, se limitou a cheirar coca. Confessou que o seu grande problema sempre foi o álcool. Hoje em dia, disse-me firme, que a sua doença se resume à bipolaridade, muito atenuada pela injetável, que toma com regularidade, e lhe permite ter uma vida absolutamente normal.

- Man, não me falta nada!

- Que bom que é ouvir isso, Tó.

-Tenho televisão, internet, computador, telefone, boas refeições, casa, durmo muito bem durante 7 horas, e quando assim é… está tudo bem.

- Maravilha.

- Epá, não sabia daquilo que me disseste ontem, que o Zé Pedro dos Xutos tinha morrido. Não vejo televisão e notícias…

- É… chegou a hora dele. Mas, viveu bem a sua parte. Muito álcool, muita droga dura, muito aceleramento. Ainda era novo mas… com um transplante hepático… Teve honras de Estado. Saiu dos Jerónimos com o pessoal todo a cantar o “homem do leme”, às costas dos seus companheiros de sempre… Eu é que já não consigo chorar, porque, tinha sido uma lágrima muita bem vertida. Olha, eu mostro-te no telemóvel… (mas depois, não sei porquê… passou.)  


- Olha, bacano, temos que nos aconchegar que o sol pôs-se, e fica um frio do camandro.

- Pois é. Podes crer. Vou ali levar-te ao carro.
(E ficou a dizer-me adeus, de robe, todo sorridente, caminho do leitor de DVD, para ver o dvd do “Rattle and Hum”, dos U2, que lhe ofereci dos meus.)

- Este ainda nunca o vi. Deve ser demais.

- Os putos irlandeses a descobrirem o maior país do mundo (em termos culturais, para nós).
Mr. Teacher: it’s an hell of a ride!


Nesse mesmo instante passou a carrinha funerária, com o corpo do Sr. Joaquim Viegas, mais uma figura icónica da Beirã, que se vai. Colega de escritório do meu pai, sentado na secretária à frente da dele, conhecia o Jaquim de toda a vida. O Jaquim… maluco, como era tratado por quase por todos. A loucura aqui, era um cognome não depreciativo, de tonto, de menor; mas sim de arrojo, porque ele era um homem, ao qual ninguém ficava indiferente. Ou se adorava, ou não se gostava nada.


Inteligente (o meu pai estava sempre a gabá-lo), era um gajo de repentes, de convicções fortes, e expansivo. Grande lagartão na 5ª casa, tal e qual como o meu pai, vivia a paixão sportinguista de uma forma, absolutamente avassaladora. Lembro-me dele, quando o Sporting foi campeão, ao fim de muitos anos, de ter subido em êxtase a rua do Café Nicau, vestido com uma bandeira de manto, e um leão enorme debaixo do braço.


Viveu a vida, como quis, e os vícios, de forma muito convicta, também. Nisso, era tal e qual como o colega João Sobreiro, quer no que diz respeito ao álcool, quer no que respeita ao fumo. No auge das suas vidas, não eram alcoólicos, daqueles que nos habituámos a ver na televisão, na vida, nas séries e nos filmes, mas era raro o dia em que não bebiam um copito. E muitas vezes, tantas vezes, demais. Como demais eram os maços de cigarros que fumavam ao dia, que certamente, muitas vezes, passavam dos dois. Nunca menos, sempre para mais. Ora, 40 x 365, dá 14 600 por ano. A multiplicar por 10 anos = 146 000. Vezes 20… e por aí fora. Ou seja, muito cigarro, nada de bom. Mas… quem nada disso faz, também marcha, e eles, tiveram o prazer de terem podido fazer isso.


Ultimamente via-o mas, ficava sempre triste por o ver. Tentava encobrir isso, brincar com ele, meter-me por causa da bola, ou outra cena qualquer, mas… estava sempre com dificuldade de respirar, sempre com a malinha do oxigénio atrás, passava.


Soube há dias que estava muito mal nos paliativos do Hospital. Quando ali se entra… as pessoas sabem que o regresso à vida, pelo menos da forma que os que os amam, queriam, será difícil.


Falei há dias com a Carla Alexandra, que trabalhou no infantário, de quem gosto muito e tenho muito respeito e admiração (quanto mais não seja, pela forma como se tem adaptado às diferentes ocupações que tem tido depois do infantário, onde a conheci), e ela foi-me dando notícias dele.
Sabia pela minha mãe, amiga profunda, como família, que estava mesmo por um fio.


Pedi a Deus, tenho pedido há dias, que lhe fizesse o melhor.


Agora, espero, peço que esteja em paz.

Entre o esplendor da luz perpétua. (que é uma imagem belíssima, e me dá imensa paz).

sexta-feira, 24 de março de 2017

A matança do porco (12ª) na minha terra... em mais de 90 imagens (de hoje, de ontem, de sempre)

Como chegaram hoje as fotografias que mandei revelar em Portalegre, sai agora a publicação das imagens, do dia magnífico que passei com a minha Alice (as outras, uma trabalhava, outra estudava), naquela que há-de sempre ser a minha aldeia. É um texto que sai com uma dedicatória, do peito, para o meu querido António José, do Porto, que por aqui trabalhou com o Sr. Duarte de Almeida, quando eu era menino, garoto, há bem mais de 20 anos. Tanto marcou e ficou marcado que a sua filha, que nasceu quando aqui trabalhava, tem a naturalidade desta freguesia. Uma história tocante. 
Abrem-te o apetite para cá voltares, meu velho? Anda daí!

Bonito cartaz, meu Tonho Manuel, ilustre presidente da freguesia. Ficou digno. Uma categoria.

Ao chegar... permitiu a selfie, que fica para todó sempre

Eina bem... a tanta maltucha que não quis falhar às migas (deliciosas. Soberbas!), ao bom do tócinho (não é erro, é mesmo escrito assim) e ao cafézinho preto, da puchera. Tudo do mais saudável que há.

Este era o pratinho do dROCAS. Hummmm... mnham, mnham. Migas frias?!?!?!?
Nem as assopro!

Esta fotografia merece uma brochura de ouro! Eu e um mítico da minha infância, da minha aldeia, da minha vida: o menino Augusto (Forte). Pelo que sei, o pai tinha uma posses fortes e eles viviam na Broca, uma quinta de grande dimensões com animais, vacarias e um tanque maravilhoso onde a gente ia tomar banho quando íamos gamar melancias. Uma cena do outro mundo.

O menino Augusto olhou para mim, eu olhei para ele, e disse-me:

- Menino? Eina pá! Estás tão bom... Disseram-me que quase tinhas morrido!

- Eh, eh... olha, e a mim, disseram-me o mesmo de ti, Augusto. Mas estás igual! IMPECÁVEL!

Expliquei: Epá tive um acidente de mota, andei pelo outro lado cerca de 1 mês e meio e depois, mandaram-me de volta. Diz que ainda não era a minha altura e eu agradeço. Tanto, sempre, todos os  dias. E tu?

- Tive uns problemas (creio que um AVC). Mas estou bem melhor. (O irmão João Forte, mais velho, o Pêras, na foto de baixo, fartou-se de ralhar porque disse que toma montes de comprimidos, e na noite antes, apanhou uma bubadeira daquelas à antiga! Até tinha unhas!)


O Augusto era um poeta, um pensador livre, um bebedor fantasmagórico que dissertava sobre tudo e sobre nada. Uma das memórias que tenho da minha infância/juventude era ficar maravilhado, a ouvi-lo falar de olhos fechados em público, pouco a cagar-se se alguém o ouvia ou não.

Disse-lhe: (com ele sempre de sorrisinho enternecedor no rosto, o mesmo que tem na fotografia) "Eh Augusto, tanto que  me lembro das tuas histórias que ficaram para a vida.
Eu, Augusto da Mota Forte, plantei umas alface.
Veio o coelho, comeu a Alface.
Veio o caçador, matou o coelho.
Eu, Augusto da Mota Forte, tenho ou não tenho direito de uma pata desse coelho?"

Ora isto é filosofia pura, ciência política, demagogia e eloquência.
Pode perfeitamente ser aplicado ao caso Salgado/BES, ou ao descalabro na CGD e a implicância que nós, contribuintezinhos, ainda vamos ter para apagar estes incêndios, antes que Portugal arda todo como a Madeira.

Augusto Forte: EU AMO!




Na minha ponte, no meu ribeiro...

Em frente a um dos santuários do avô João Sobreiro: a casa Nicau. Ali passou muitas das horas, dias, meses por ano, se contabilizássemos o tempo todo. Eles habituaram-se a viver com ele, como se fosse de família. E ele sentia-os enquanto tal. Na taberna... faz-se o que se faz numa taberna. Mas fosse a ler o jornal, a jogar ao truco e à sueca, nos matraquilhos, ou nas flippers, o tempo voava.

Por falar em lugares de uma dimensão que extravasa os limites físicos...

- Pai... eu lembro-me muito de vir aqui comer laranjas com a Ti Bia; e da Cali. Elas eram muito minhas amigas.

Ainda bem (que te lembras. Eu fiz tanto para que as apanhasses, ainda...) 

,
Se tu sonhasses como era essa loja, essa aldeia, quando eu tinha o teu tamanho, filha...

É.
Esse era o meu trono, nos canchos em frente à escola. Podes sentar-te lá.
 O meu trono... 
Quer dizer... desde que não se quisesse sentar lá nenhum menino maior e mais velho que eu. Era tão pequenino e mimado... que só podia ser rei quando os outros não queriam/podiam.

E este recreio, Alice? Cheio de tantos meninos e meninas, cujos pais trabalhavam nos serviços ligados ao caminho de ferro, guardas, ajudantes-despachantes, alfandegários, ferroviários, com dinheiro, com saúde, com alegria, com espírito comunitário e hoje...
Era tão grande...

Isto não existia antes... e está tão bem...
O repuxo não tem água? Deixa lá. Bebemos lá em baixo.

Se eu fosse como os elefantes, se escolhesse o sítio onde viria a morrer de velhinho, cairia aqui.
Esta é a minha terra. Este é o me lugar.


Tudo isto, pai. <3





Aqui nesta casinha, vivi a minha vida quando tinha o teu tamanho, até ir viver com a mãe Cris para Marvão. Dentro do meu lugar que era a Beirã, este era o meu ninho.

Também espreitei pelo friso e o passado deu-me um empurrão que me fez estremecer. Tanta memória...
A minha rua. Será sempre...

Aindas te lembras da casa da Cali?


Se visses como isto estava tudo dantes... Tão limpinho, tão arrumadinho...


Ali dormiam as andorinhas que começavam agora a chegar, quando vinha o calor e só abalavam com o frio. Como era um beirado muito alto, faziam fila. É em memória delas, das duas andorinhas que cá viviam, das duas que me deram vida, das duas que eu gerei, que as tenho tatuadas no peito. 





Aqui, quando eu era um pouca mais velhinho que tu, vinha-me confessar, ao senhor padre.
Ele sentava-se aí, onde estás, e nós metiamo-nos de joelhos, do outro lado.
Contávamos o que fazíamos mal e pedíamos perdão.
Tipo tu agora, "ah, eu nunca quero vestir a roupinha linda que a mãe me escolhe, tás a ver?"
Depois ele dizia: "vá! Não faças isso. Não reepitas, está bem? Reza um pai-nosso, uma avé- maria e um ato de contrição. Vai em paz, e que o Senhor te acompanhe" 






Igreja da Graça
Évora
Castelo de Marvão

Praia de banhos
Nazaré
Mosteiro de Alcobaça

Alice: agora um quiz que nós fazíamos sempre, e aproveitávamos para impressionar as estrangeiras quando paravam 10, ou 15 minutos no TER e no Lusitânia Expresso, para conferirem passaportes:
Qual de todos estes azulejos está mal colocado? 

E ela sozinha... esperta!

Deu com qual era. Nem sequer consegue lá chegar.
"É aquele, pai!"

Convento de Santa Clara
Portalegre

Praia de Banhos
Figueira da Foz

Convento de Cristo
Tomar

Jardim de Santa Cruz
Coimbra

Sé da Guarda

Trajes regionais de Marvão

Torre de Belém

Templo de Diana
Évora

Pórtico e cruzeiro de Marvão

Este é o da Cali...

A estação... Não há 1000 palavras que consigam expressar tanta memória, tanta história, tanto sentir...



A casa Vivas, a mais nobre da terra. No final do jardim privado, a igreja que abriram à comunidade, em honra da santa em memória de Carmen Berenguel Vivas



<3

 Na portinha do meio, o escritório do Sr. Sobreiro

A nova encarnação do clube pelo milagre Trainspot







Com a Bê êfe êfe (B. F. F.), como elas se chamam: best friends forever, Laura.
Tinha medo porque ela, infuenciada pelo outra, mais velha, dizia-me que não gostava de sopas de sarapatel, nem de sopa de couves.
Para a grande, tudo que sai da dieta fast food, é intragável! Tudo o que não sejam pizzas, lasanhas, hamburguers, não é comestível. Até as folhas de legumes das sopas, mete de lado no prato! Eu hein...
Ora se eu já tinha visto esta comer tão de gosto estes acepipes... tinha de lhe conseguir dar a volta! Até lhe disse que lhe dava de colherzinha à boca.
Conclusão: não foi preciso. Papou 3 discos de sopa! Espetacular. ;)

Meteu muita gente. Aquilo é uma organização do comandro!
Ah granda Maria do Céu e suas muchachas, que fizeram comer para 1000?

Eu a olhar para isto, pareço o Homer Simpson a salivar quando vê um hamburguer





Ei-lo! Magnífico momento que gravei e tenho guardado comigo. Nele, faz uma apreciação sobre coisas diversas da vida, que dizem pouco mais que nada ao comum dos mortais, como eu. E bem que tento... Talvez daqui a uma geração, ou alguns anos luz.

O ar seguro de quem sabe bem o que está a dizer... 

Atente-se na certeza da mão no micro 

AHAH... trés bon

O organista, o chefe da Malta do Cabo D'Aço, e o Pronto a Vestir3 bonecas de Nova Iorque

Grande mestre Chico, a explanar toda a sua arte

A reinar entre o fumo das grelhas...

No lanchinho que orientei para as peques

Verdade Laura! Fui eu!


Até deu para jogar à larga! :)