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terça-feira, 14 de julho de 2026

Festival Benefício de Marvão a encantar as Areias, e todos quantos a ele acorreram...

  



Santo António das Areias, uma pequena aldeia norte alentejana encostada à fronteira com Espanha, situada mesmo a meio do mapa de Portugal, bem à direita de quem o fita, a escassos 6 quilómetros da muy nobre, sempre leal e bem conhecida por todos vila de Marvão; tem hoje muito menos de um milhar de almas no total da sua freguesia segundo a última contagem oficial, o que reduz o número dos habitantes na localidade a umas escassas centenas.

Desertificada, como praticamente todo o interior, esquecida por uma classe que dá primazia às grandes urbes e ao litoral, onde estão maioritariamente centralizados os votos, vê muito longe as décadas de 30 e 50 do século passado, nas quais a família tutelar Nunes Sequeira garantiu o desenvolvimento industrial com um impacto muito forte na economia local, criando emprego estável, dinamizando a agricultura e o comércio, ajudando a transformar a freguesia quase apenas de matriz rural, numa com  base industrial relevante.

Pois entre esses poucos viventes que há por aqui hoje em dia, muitos houve (entre os quais, obviamente me incluo) para além dos muitos que vieram de outras paragens, que foram imensamente felizes com o Festival Benefício de Marvão, cuja comercialização do produto nasceu da iniciativa baseada na amizade de universitários de Coimbra, Ricardo Nunes, e de um colega de República autóctone, Jaime Miranda. Esta história de Amor que esteve na génese do produto original, culminou num Festival que aconteceu neste fim de semana.


 Paulo Fernandes (esq.) e Ricardo Nunesdo Benefício Gin


Pois foi o Benefício Gin que estabeleceu parcerias estratégicas em rede, e se destacou como principal impulsionador deste Festival com o seu nome, com patrocinadores oficiais que incluem os Institucionais (Município de Marvão e a Freguesia de Santo António das Areias); os culturais e musicais (a Ovo Estrelado Records, editora responsável pela curadoria artística); os comunitários e associativos (Grupo Desportivo Arenense), e as marcas locais (Cerveja Barona), que deram as mãos, integram o evento e colaboram na sua dinamização turística e comercial. Neste caso, o apoio da Antena 3, a filha mais jovem da rádio pública portuguesa, revelou-se absolutamente estratégica e fundamental, quer através da divulgação promocional diária que muito nos orgulhou, quer pelos diretos e entrevistas, que voltaram a colocar Marvão no centro das atenções. 

A terra engalanou-se para receber o evento com o largo do adro da igreja a acolher sete bungalows de madeira com alimentação, bebidas, e promoção, que juntamente com os diversos pontos de venda de discos, adereços, peças de vestuário, produtos locais e outros situados na sala nº 1 do Grupo  Desportivo Arenense, criaram uma ambiência diferente, única, mesmo.




Na primeira noite, dia 10, apesar de não estar agendada uma atuação ao vivo de um artista, à exceção do DJ set indoor de A boy named Sue, e Bunny O’Williams, aglomerou-se perto de uma centena de visitantes, a grande parte dela vinda de outras paragens, e serviu de aquecimento para o seguinte dia 11. 

Quando a hora atingiu a meia-noite e as licenças de ruído terminaram, todos acorreram à sala do GDA para ouvir os DJs. A Boy named Sue, que como o nome bem indica, remete para o imaginário do lendário Johnny Cash, e iniciou a exploração do universo Rock’n’Roll com lotes que funcionam como uma autêntica "máquina do tempo" da música popular, muito baseada no rock 'n' roll clássico e o garage punk, mas com escolhas que viajaram muy livremente pelo rhythm & blues, soul, psych, surf rock, exotica, world grooves e ritmos tropicais. Este braço direito de Paulo Furtado, com quem colabora de perto nos projetos The Legendary Tigerman e Wraygunn, que se recusa trabalhar com playlists fixas, e adata sempre a música à energia da pista de dança, não ganhou o 1º prémio de visual da noite porque o concurso não se realizou. É que… realmente, tanto estilo numa pessoa só, devia ser motivo de imposto! Nas colunas domadas por ele passaram ritmos que mais pareciam magrebinos, clássicos como os Kraftwerk e muita classe, a escorrer pelas colunas abaixo.




Quem estava à espera de um set primeiro e a Bunny depois, enganou-se e percebeu isso de imediato quando os viu aos dois a dominar os pratos em parceria, ao mesmo tempo.

Bunny O'Williams, figura marcante da cena underground lisboeta, conhecida pela sua energia crua focada no rock & rol, senhora dum estilo eclético, que vai muito além do rock tradicional e explora sonoridades como o dream rock, o krautwave ou o raw punk foi sempre alternando a sua atuação e a pista de dança, incitando os presentes a mexerem-se, e a contribuirem para aquecer o ambiente. Nesse então, animados pelo excelente som debitado pelas colunas da sala, e pelo altíssimo nível dos animadores, mais de uma centena de presentes, com muita cara vinda de fora, moveram-se ao som do groove, quando se ouvia uma versão alternativa de Personal Jesus,dos Depeche Mode.



Já no sábado, nem sei bem se por ser fim de semana e a malta estar mais liberta, parece que toda a povoação foi invadida por uma espécie indie rara, de gente bem disposta com trajares e poses nada usuais por aqui: uns que chegaram obviamente de outras paragens, e outros que conheço vagamente porque apesar de serem estrangeiros aqui residentes, são utilizadores habituais do serviço de finanças onde exerço o meu mister para viver, e foram coabitando com os locais que acorriam à chamada das atuações ao vivo, atraídos pela curiosidade potenciada pela gratuitidade do evento.




A flauta de Violeta Azevedo e as composições sonoras por si criadas, sempre com uma margem muito grande de improvisação, tiveram início já quando os raios de sol a descer caiam dourados nas escadas de granito que conduzem à igreja da terra, e foram admiradas por algumas dezenas, muitos locais, que se deixaram levar pelo ambiente onírico, mais contemplativo que foi muito agradável apesar da temperatura ter baixado em relação aos últimos dias e de um vento teimoso que não deixou de soprar.



Quando muitos dos presentes já circulavam pelos bungalows de madeira do município de Marvão, situados junto ao topo do Largo Ricardo Vaz Monteiro, em busca de algo que os saciasse à hora de algo mastigar, “Acid Acid”, o projeto a solo do músico e radialista português Tiago Castro, criado em 2014, agitou num concerto instrumental one man band onde sobrepôs guitarras, sintetizadores e pedais de efeitos para criar uma sonoridade cósmica, psicadélica e de inspiração krautrock, esse género de rock experimental desenvolvido na Alemanha Ocidental no final dos anos 60 e início dos 70, que se afasta das estruturas anglo-americanas, e se destaca por ritmos hipnóticos, improvisação e pelo uso pioneiro de sintetizadores.




Não vos garanto que a criação de longas texturas instrumentais sem interrupção caísse muito no goto dos presentes da terra, mas a verdade é que esta experiência de meditação coletiva, esta verdadeira viagem espacial, fortemente influenciada pela psicadelia dos sixties, foi muito apreciada pelos jovens chegados de além.



A terceira atuação ao vivo da noite, ao ar livre, que já muito refrescava, foi a de Teresa Castro, que dessa forma ninguém a reconhecerá, mas se dissermos que foi Calcutá, uma compositora e multi-instrumentista lisboeta sediada no Porto, já causará outro impacto. A artista, com formação em guitarra clássica, mistura folk, drone e música ambiente, nessa noite fez-se acompanhar por uma violoncelista e um harmónio (esse instrumento musical de teclas com funcionamento semelhante ao de um órgão, mas sem tubos), e impactou. O som era verdadeiramente belo e inebriante, estranho, etéreo, e encantou a centena de presentes.








De seguida, tudo rumou para a sala nº 1 do Grupo Desportivo Arenense, o clube desportivo local que serviu de palco para os eventos  indoor, e para todo o apoio backstage, onde o já aqui falado Tiago Castro, se juntou ao seu colega do éter Ricardo Mariano, e atuou sob a forma de dupla de DJs portugueses Les Lads (SBSR.fm), que se destacam pelos seus sets dinâmicos que misturam indie, eletrónica, psicadelismo, world music e rock dançável. 

Nesta sala muito, mas mesmo muito mais composta foram imensos os que acorreram ao espaço, que passou a agregar todo o pessoal que estava presente não só nos concertos, mas também nas áreas destinadas a alimentação e refrigeração, compondo um aglomerado de mais de uma centena de pessoas, muito satisfatório para este primeiro ano de edição.






Na opinião de Ricardo Nunes e Paulo Fernandes, co-fundadores do Benefício Gin, este foi um evento que correspondeu plenamente à sua visão de marca: "Correu muito bem, e irá repetir-se para o ano. Teve os seus desafios, mas foi altamente recompensador, pois demonstrou que há público e que este é o tipo de statement estético, cultural e de marca que nós queremos continuar a trilhar." Para estes dois fundadores, que escolheram Marvão como território de eleição para criar, este festival não é um simples evento de marca: é a expressão mais completa de uma filosofia que une a inovação à valorização do território. "Queremos agradecer a Santo António das Areias por ter recebido tão bem as pessoas e por esta ter sido uma festa tão bonita", acrescentam, resumindo o espírito do evento no claim que escolheram: "Dois dias de festival, uma aldeia inteira."

Uma marca nascida da amizade aposta, desde a origem, numa lógica de ecossistema local, com parcerias com produtores regionais e impacto direto na economia da região, e comprova, com este festival, que a sustentabilidade que pratica não é apenas ambiental: é também humana, cultural, económica e social.

 

Reportagem que teve a honra da publicação na Ritmos e Batidas do grande jornalista na revista Blitz, radialista na Antena 3 e director do projecto Rimas & Batidas, Rui Miguel Abreu

A Ritmos e Batidas é publicação digital especializada na cultura hip hop e nas músicas urbanas, jazz e zonas estéticas circundantes, nas músicas experimentais e criativas, numa perspetiva aberta, crítica e atenta à atualidade artística, social e cultural contemporânea. A publicação foi num formato muito mais reduzido a nivel multimédia, adequado à dimensão nacional do projeto que a recebeu, mas cujo texto acolheu na íntegra, o que muito agradeço.

segunda-feira, 14 de julho de 2025

United Kingdom Invasion 2025

Antes de ler, convém saber que…: também eu já me rendi ao facebook em detrimento do blogger por diversos motivos, mas sobretudo porque é mais imediato (basta tirar o telefone do bolso), e tem outra abrangência (é ali que estão todos ligados, e se queremos comunicar…). Mas esta publicação, a densidade da odisseia que a legitima, a sua complexidade (em fotos e vídeos), e a sua importância na minha vida, mais que justificam um regresso aqui à minha casa mãe, que está e estará sempre em aberto, enquanto eu durar. Sendo assim, quem vier por bem, venha, venha também!

 

Texto escrito a muitos pés de altitude, na viagem de regresso…

 


É certo que é um lugar mais que déjà vu, mas realmente, a vida... é mesmo para ser vivida! Com isto quero eu dizer que estando a nossa alma confinada a ter de viver neste corpo, que dificilmente durará mais que 80... 90 anos com qualidade, claro está, devemos ter a sapiência de retirar, ou melhor, usufruir de tudo... dentro das nossas capacidades, o que de bom a vida nos dá.


Os Oasis, banda britânica de guitarras, nascida na última década do século passado, sempre encaixou muito no meu ideal de banda: pelas letras, melodias, atitude, espírito, complexidade criativa, postura.

 

Ao longo dos anos, fui colecionando álbuns (todos!), singles, raridades, concertos...

 

Assisti ao vivo na 1a vez que trocaram no nosso país, durante a Expo 98 (há quase 30 anos atrás!!!), e revi-os no Pavilhão Atlântico, aquando da sua última vez entre nós, a 15 de fevereiro de 2009, numa noite de fantástica memória, aqui espelhada, como meu mano Miguel Damião e o meu Soul Brother Francisco Roldão. 

https://vendoomundodebinoculosdoaltodemarvao.blogspot.com/2009/02/magical-mistery-tour.html

 

Cansados da vida exposta sempre no limite pelas atuações constantes, e o assédio permanente dos media clamando por briga e sangue, os irmãos Gallagher, que ao princípio pareciam duas corujas mono-cebrancelha, que depois se estilizaram à medida que os milhões entravam pelas vendas Beatlemaníacas; romperam e começaram carreiras a sós... que nunca conseguiram chegar aos calcanhares do virtuosismo quando estavam juntos, pois aí, parecia que faziam faísca criativa!

Muitos pensámos que seria impossível revê-los em palco, Liam a abanar-se, swaggering, como tão bem sabe, rockin" rolando feito mitra; enquanto Noel, continuava a criar o edifício sonoro de que são feitos.

 

Até que... depois de anos e discos de carreiras espartilhadas das quais nada saiu que pudesse ser visto, ou melhor, ouvido de jeito... a coisa teve de se dar.

 

Muitos de nós sabemos que quase todos sabemos que bastou alguém que entendesse do negócio, e do artigo, lhe tivesse explicado... só assim por alto, e pela ramada, o que poderiam estar a perder se não fizessem as pazes... para terem saltado para os braços um do outro a fingirem que davam muitos beijinhos, que na realidade não dão, embora eles, como é obvio, prefiram defender a visão romântica, que quem os convenceu a fazerem as pazes foi Paul Bonehead, guitarrista inicial dos Oasis, natural da sua cidade natal Manchester, também seu colega de escola, que ontem, surpreendentemente, também estava em palco, completamente calvo, quando ele no início, também já tinha pouco... 😁

 

E assim, 14 anos depois nasceu uma tournée, que para os fãs passou a ser o sinal de que poderiam viver o momento outra vez, e juntar-se a eles num sing-a-long gigantesco que faz de cada atuação, uma autêntica reunião de Karaoke; e para eles, mais uma descoberta de um pote de milhões que dão muita alegria, e para muita coisa.

 

Posto isto, no verão do ano passado, ligou-me o Francisco Silva de Lisboa (com quem já tinha grande afinidade, e por quem nutria uma enorme e franca simpatia, alguém que conheci por ter casa por aqui, apesar de ser natural e residir na capital), que me sabia grande fã; a dizer que tinha deixado o computador todo a noite a trabalhar, ligado à Ticket Master, e conseguido ingressos para nós dois, para Manchester em 2025!!!

 

Puxa vida!!!!!! Que notícia!!!!!!

 

Voltando à conversa inicial, dizia eu que há desafios que não se podem mesmo recusar, e assim sendo, foi um ano a preparar todo o material (passaporte, visto de entrada no UK, recém saído da UE), e sempre, sempre a pensar no dia 11, de saída de Portugal; dia 12, do concerto; e dia 13, de regresso. Todo o santo ano com isto em suspenso na cabeça, porque se numa mão tens a aventura, a descoberta, o que te acrescenta algo; na outra tens toda a ansiedade natural de abandonares a tua zona de conforto, de segurança, e saíres do sítio onde andas com pé firme no chão. Tratava-se de um mergulho no desconhecido à procura do sésamo encantado do Aladdin!

 

Sendo assim, e porque o que tem de ser, tem muita força, pelas 9h do dia 11, sábado, aterrámos em Manchester, e invadimos o Reino Unido (acordados antes das 3h, depois de saídos de solo tuga às 6h). Depois do check-in no oportuno 🏨 junto ao aeroporto, fomos à descoberta da cidade portuária de Liverpool, para qual nos deslocámos de comboio, com uma viagem de duração de cerca de 1 hora.

 

Em Liverpool queríamos sentir a vibração da cidade dos Beatles, o pulsar do coração do rock britânico, sentir o cheiro a mar, tocar e olhar as pessoas, visitar a Caverna(a), onde tocaram pela 1a vez enquanto Quarrymen, fotografar a estátua, fotografar-nos junto a ela, marcar o ponto no nosso mapa pessoal, no nosso Google Maps. Que cidade... e que gente...

 

Depois de uma noite muito curta, um voo muito grande de 3 horas de duração; uma manhã muito quente, viajada e agitada; quando corpo pedia era reserva e descanso... (embora assim tenhamos visto e vivido muito mais; que é para aquilo que fomos); dirigimo-nos ao Heaton Park em Manchester para onde entraram muito mais de 80.000 almas, numa multidão absolutamente deslumbrante que eu nunca antes tinha visto junta, e onde tivemos um acesso assaz problemático, por causa de um pequeno pormenor.

 

Passámos todas as barreiras, mas na ultimíssima entrada, um marreta de um segurança indiano (esqueçam a vossa ideia do típico inglês, do gênero daqueles que vêm ao Algarve. Se eles colonizaram a Índia durante quase 1 século, entre 1858 e 1947, agora estão a aprender porque é que a vingança é um prato que se come frio!!! Aquilo está pejado deles!!!! E eu imagino que Portugal, e a Europa toda vão mesmo ser engolidos pelo Islão, como já li em tantas crônicas e opinion makers). Pois o gajão barrou-nos a entrada por causa da minha pequena mochila Eastpak que levava às costas com águas e alguns bens pessoais. Á pála disso, perdemos tempo à procura de uma casa onde a deixar (dizia ele que havia algumas na cidade para isso, que nunca conseguimos localizar), e valeu-nos a sagacidade de meu Francisco, que pediu a uma família que vivia nas proximidades, e se estava a preparar para ouvir o concerto à porta de casa com amigos, que nos desenrascasse, e como nada cobraram, teremos de os recompensar com umas garrafinhas de bom vinho porque merecem mesmo, e a sua ajuda e nos valeu por tudo!!!

 

Perdemos os Cast, e o Richard Ashcroft, dos Verve, que íamos ouvindo nas proximidades, mas pelo menos, assistimos ao concerto dos Oásis na íntegra, com uma distância razoável, apoiada nos gigantescos ecrãs gigantes, e as barreiras de colunas suspensas por balizas, espalhadas por toda a parte.

 

Se tivermos capacidade e inteligência para esquecer os motivos da reunião, a verdade é que depois de tanta coisa ter acontecido, eles certamente se divertiram muitíssimo, aproveitaram o momento e nem se lembraram dos milhões, pelo menos ali, quando estávamos em pleno ato; e nós... nós... nem pensámos na via do negócio, e esquecemos a perspetiva mercantilista!!! Foi só PURA DIVERSÃO!!!

 

No meio de tanta gente, ficámos algo distantes, como é óbvio e seria impossível se assim não tivesse sido, contudo o sistema de som era BRUTAL, e as muralhas suspensas de colunas espalhadas pelo recinto garantiam isso; os ecrãs gigantes eram TREMENDOS, e a BANDA estava ali!!!!, mesmo à nossa frente, tão próxima de nós, a tocar e a falar… Os locais, os bifes naturais de Manchester estavam WIIIIIIILLLLLLLLDDDD!!!, e nós passámos das melhores horas da nossa vida!!!

 

Os êxitos que constavam do line-up falam por si, e obviamente dispensam quaisquer apresentação...

Foi tão bom voltar a cantar com eles.. 

 

Eu, que crítico tanto a malta que não larga o telemóvel e passa a vida a filmar, no lugar de aproveitar o momento... não resisti...

 

Foi tão bom... que eu queria o meu registo...

 

Para mais tarde recordar...

 

Espero que gostem, e os direitos de autor não mos cortem…


Oasis, Cigarettes & Alcohol Live, Heaton Park, Manchester – 2025.07.12  



Oasis, Half the World Away Live, Heaton Park, Manchester – 2025.07.12



Oasis, Whatever Live, Heaton Park, Manchester – 2025.07.12


Oasis, Live Forever Live, Heaton Park, Manchester – 2025.07.12



Oasis, Rock’n’Roll Star, Heaton Park, Manchester – 2025.07.12


segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Veste-te pá! (por vezes, o hábito não serve ao monge)

 


O nosso Presidente Marcelinho fez mais das suas, e voltou a homenagear alguém, só para carimbar mais uns ilustres, e chamar a atenção, o que dá sempre jeito! Isto de um gajo estar habituado a falar na 📺 aos domingos, e ter meio mundo a ouvi-lo, cria vícios que são uma porra!

Ora vai nesta, chamou os Xutos ainda vivos, quem representasse quem já foi na nossa frente, e lá vai de correr tudo à medalhada! 🎖️🏅

A minha crítica até vai noutro sentido! Já sei que a maior parte acha que assim é que é bem, que se são prémiados por serem rockers, têm de rockar até ao fim mas... no meu entender, aquela t-shirt do Cabeleira, dos Dead Kennedys com palavrões de alta escala, é de um mau gosto tremendo!😳😱🤮🤮🤮🤮Que foleirada!!!.😳

Vamos por partes que o vosso tio explica: eu também já ouvi muito Dead  Kennedys, mais quando andava no liceu, e aquilo tinha a sua piada. Mas o que assenta ali mesmo mal, é a asneira na T-shirt a mandar os Punks Nazis a... fornicarem, vá, chamemos-lhe assim! 🤮 Não havia necessidade, pá!!! Como dizia o diácono do outro.

Ao lado do nosso chefe de Estado, do Juíz dos juízes, do Comandante das forças armadas... é assim de um pitoresco a atirar para o saloio!!

Tinhas ido de preto, pá! Todo de preto apenas, e terias ficado 👌

Já agora: tás com um mau aspeto de desenterrado... 😱

Bem, mas quando te conheci no Restaurante Nicau há bem mais de 20 anos atrás, quando tu é a tua malta entraram pelo café de forma completamente inusitada, apostámos todos uns com os outros em como não chegarias ao Natal seguinte, e no entanto... 😳 💪💪💪💪💪


Vivam os Xutos!!!! VIVAAAAAAAAAAM!!!

domingo, 29 de setembro de 2024

Os melhores e maiores, para todo o sempre


Porque a perfeição existe, um tributo aos maiores de sempre, para toda a eternidade!


https://www.facebook.com/share/v/kdZDjLxNi9vwRuEj/


O maior dos ícones, pleno de poesia e tragédia, encabeçando a trupe, com um teclista magnânimo (baixo-mão esquerda; enquanto a direita vai solando), um exímio guitarrista de flamenco (aquela guitarra dedilhada, tão "Spanish caravan"...) 🥹, e um baterista de Jazz 🥁.


"The end"... o fim... o único e maravilhoso amigo.


Abraço de agradecimento ao meu querido Paulo Cerdeira pelo miminho!!! 👍❤️😘⭐⭐⭐⭐⭐


(desconhecia a performance. Arrebatadora! 😳🥰😘😍)

quarta-feira, 21 de agosto de 2024

O cúmulo do cool


Carafo!!!!!!!! Se isto não é o cúmulo máximo da pinta, do estilo, do nível, do cool... que eu nunca vi na minha vida, então não sei o que será!!!! 😱


Ai... AMOOOOOOOOOOO!!! ❤️


Amo o tema, Amo a melodia, Amo a letra desse Amor eterno, AMO-OS A ELES... 😍 Ai eu! Acho que ainda estou a tremer desde há dias, quando vi isto pela primeira vez, apenas tinha umas horas, e as visualizações já se mandavam para os milhões com que vão rebentar todas as escalas!!!!! ❤️ 


O Bruninho, de cowboy insolente, a atirar para o chunga da fronteira, com o meu bigode em sonhos... e ela, o seu par ideal, enorme performer, gigantesca intérprete, com a peruca dos 300, as meias vermelhas e as pernas escancaradas, a fumar com o estilo de rainha do cabaré, a apaixonar-nos a cada piscar daquelas pálpebras de cristal. ❤️


Ainda assim, o mais lindo de tudo, garanto!, era poder ver-nos aos dois, a mim e à minha mais pequena, a Alice, sentados no sofá da sala abraçados, completamente embevecidos, como se os 37 anos de vida que nos separam não existissem, a música 🎸🎷 tivesse operado magia, e quebrado o feitiço do tempo.


❤️ Para sempre... ❤️

sexta-feira, 22 de março de 2024

A garota SIM! a dizer 33 (ao Rei)


Esta "garota não", que afinal é sempre do SIM!!! (e de que maneira!!!), tem-me pelo beiço. ♥️ Pela inteligência, pela elegância, pela musicalidade e pelo toque.


O Sérgio... sendo ainda muito felizmente do nosso mundo dos vivos, já é uma Lenda Consagrada, por tudo o que nos deu.


A par do Palma, outro trovador único e de eleição, o Sérgio tem conseguido criar um cancioneiro, um universo musical que já é de todos nós, e deve ter ficado radiante com esta linda, e tão tocante homenagem. 👍👌🙏❤️


Afinal, quem nasce português, e dispõe de uma língua tão rica e tão vasta, não tem de se resignar a usar o inglês dos lugares comuns, e pode navegar neste mar imenso com tantos recursos.


Podem encher estádios com DJs que metem batuques, mas a Música é tanto mais que isso.


Muito obrigado, meu Amor. Aos dois.


De joelhos...




Escreveu ela:

Ontem o Sérgio Godinho voltou ao Coliseu dos Recreios e levou-nos a todos consigo. Fiz-lhe uma canção para lhe agradecer por tudo, pelos mais de 50 anos de canções que nos tem dado. Pelos livros, pela esperança, pela comunhão que acontece de cada vez que nos fala.

Esta letra é feita a partir de 33 títulos de canções suas. Ao Sérgio, o que pudermos dar é pouco. Que ele em nada se poupa, dá tudo o que tem. 




Diga 33

Espalhem a notícia

na Lisboa que amanhece 

se O galo é o dono dos ovos 

à mulher, o que acontece? 


Cão raivoso, Aguenta aí!

a tua fala é uma Emboscada 

Tem Embalo e Matraquilhos 

E sabe A Noite Passada


Liberdade, Dias úteis

Horas extraordinárias 

Etelvina, Rita, Alice

tantas lutas necessárias


Cuidado com as imitações 

e as Bíblias desse deus ateu 

Há bilhetes de ida e volta

Salazar nunca morreu


Toca e foge, Não respire! 

Mais uma canção de medo

Antes o poço da morte

Do que cantar em segredo!


Liberdade, Dias úteis

Horas extraordinárias 

Homens de sete instrumentos 

tantas lutas necessárias


Pode alguém ser quem não é?

se for só Contrafacção? 

quando o Lobo vai à missa…

sai de lá um Charlatão


Obrigada, caro amigo

pelo Elixir de amor

plas Canções que são abraços

ao partir, Parto sem dor

Até domingo que vem!

O sonho não será defunto!

Se a liberdade é a chamada

nunca Mudemos de assunto!    


Obrigada pelo registo, Nuno.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

A Grande Noite da Pop (e dos anos 80)



Minha querida Cuca Moutinho, e meu querido José Domingos Felizardo que me "ofereceram" o bilhete para este filme/documentário... por terem sido os primeiros a falar nele...

Wooooooooooowwww!!! Que maravilha!!!!! Que delícia, que doçura, que Obra enternecedora...


Nesta cápsula do tempo, estão os Gloriosos Anos 80, estão toooooodos os nossos heróis de então (muitos dos quais ainda vivem hoje connosco, felizmente), está toda uma indústria, e forma de viver que via o mundo como nunca tinha sido visto antes, ou jamais será visto depois.


Eu recordo o Pedro, da Beirã, com 12 anos, a estudar no 7°ano,  no ciclo preparatório em Castelo de Vide, numa altura em que computadores pessoais, telemóveis, tablets e afins, ainda nem sequer eram sonhados; a correr para a televisão sempre que este teledisco passava, para se deliciar com todo o envolvimento das estrelas envolvidas, que aqui é tão bem explicado, de forma tão ternurenta.


Entrada direta para o top de filmes do género. 


Uma delícia!

quarta-feira, 19 de abril de 2023

😳 O Oasis Artificial existe mesmo?!?



Olhem, aquilo que eu acho, e obviamente contra mim  falo, é que estamos a criar um monstro.


Serei rápido: quando entrei para as finanças em Marvão, éramos 6 funcionários, mas até há poucos meses antes, chegaram mesmo à dezena. 

Agora somos dois... para tudo: Atendimento geral (Presencial, Telefone, Correio eletrónico), Património (IMI, IMT, Selo), Rendimento (IRS/IRC), Despesa (IVA), Justiça (SEF, SCO), Cobrança. 

Quando um está fora, o outro alomba sozinho.

Estão a ver o motivo para esta "limpeza", não estão? O que um homem levaria tempo a fazer, a máquina resolve quase instantaneamente.

As redes sociais alimentam (os nossos tempos livres) e consomem grande parte do nosso dia-a-dia. Tudo o que é mais íntimo (fotos de familiares, hábitos, costumes, sensações, emoções...) é partilhado ao desbarato. Só porque sim.  A devassa é global.


Por seu lado, os computadores, estão cada vez mais assombrosamente inteligentes e impressionantes, capazes de, como vi no outro dia, um deles vencer o Kasparov, o maior campeão mundial do Xadrez. Dentro de muito poucos anos, poderemos até ver um jogo de futebol entre autómatos, que serão de certeza capazes de imitarem este craque, ou aqueloutro, ou até fazerem um mix de qualidades de diversos (Pelé, Eusébio, Maradona e Messi, por exemplo).


Quero eu dizer com isto que qualquer coisa pode acontecer, a qualquer tempo.


Mas esta, que me apareceu agora aqui sem avisar no telemóvel, de que um grupo de crânios tecnológicos com gosto, cozinharam uma banda clone dos meus Oasis, que não é mais que uma réplica virtual que foi beber aos ingredientes introduzidos no mega-processador (melodias, letras, riffs, linhas de baixo, percussões), oriundos dos melhores temas dos Oasis na sua fase imperial(1995 a 1997), com recurso a técnicas de produção dos anos 2000, e mais além... tem que se lhe diga!


Os resultados estão online, numa espécie de álbum perdido dos Oasis, que em 8 faixas, como podem ver na publicação do YouTube, imagina o percurso dos ícones de Manchester, caso não se tivessem zangado... como sempre!


Numa fase em que o mundo anda cheio do tão propalado regresso dos manos, a tecnologia deixa-nos sonhar...


Ainda estou a apalpar, a saborear, a conhecer, mas se a moda pegar... 😯 Onde fica o Homem, no futuro?!?


(Estou quase a tornar -me ermita, e ir viver para o Cabeço de Seixo, onde me alimentarei de ervas e gafanhotos. Tenho dito!)


https://rollingstone.uol.com.br/musica/ia-cria-album-perdido-do-oasis/

https://www.clashmusic.com/news/has-ai-created-a-lost-oasis-album/


E um dia depois...


https://tek.sapo.pt/noticias/internet/artigos/como-soaria-um-novo-album-dos-oasis-inteligencia-artificial-ajuda-a-dar-vida-a-ideia

sexta-feira, 17 de março de 2023

U2 - O novo concertozinho da secretária pequena

Atenção: publicado há 7 horas, quase 100 mil visualizações!


Ai meu Deus... o que eu estou prestes a oferecer-vos de borla, porque me caiu agora aqui nas minhas navegações!

Que M A R A V I L H A!!!! ♥️

Os Tiny Desk Concerta são, tal como o nome indica, curtas atuações ao vivo num cenário de "secretária pequena", baseados num conceito original (https://en.m.wikipedia.org/wiki/List_of_Tiny_Desk_Concerts) que pretende colocar a banda/ o artista em estado bruto, puro, sem toda a parafernália que envolve as atuações ao vivo (barulho e efeitos associados, por exemplo).

Já vi algumas atuações, todas elas extraordinárias, mas hoje dei com os U2, numa performance recente, que aborda a temática da guerra na Ucrânia, e... percebi mais uma vez, que esta é uma das bandas da minha vida, da mesma forma que os Xutos e Pontapés o são, mesmo apesar de nunca, quer uma, quer a outra terem sido realmente uma das favoritas, mas porque... estiveram sempre aqui!!!!

Os U2, que sempre cresceram lado a lado da minha vida, ou eu da deles, desde os tempos primordiais (Boy_1980, October_81, War_83), à descoberta da América (The Joshua Tree_87), à sua própria reinvenção (Achtung Baby_91, Zooropa_93, Pop_97), e mais tarde, à idade mais que adulta (All that you can't leave behind_2000, How to dismantle an Atomic Bomb_2004, No Line on the horizon...2009), são A banda! E que banda!!!!

Estes dois sexagenários, estes dois velhos Amigos, que respiram e transpiram música em cada célula da sua pele, transformaram estes concertos que costumam ser muito intimistas e de dimensões reduzidas em termos de set e público, num evento a pedir estádio, porque só nessa dimensão parecem conseguir viver, muito graças às divinais vozes negras do coro com o qual se fizeram acompanhar. I M P R E S S I O N A N T E S!!!!!

Não são muitos temas, mas são muito intensos, e todos eles são contextualizados e explicados, fazendo menção e homenagem, por exemplo, ao Amigo tragicamente desaparecido, Michael Hutchence, vocalista dos INXS; ou ao bravo Volodymyr Zelensky, cuja bravura e coragem foram merecidamente enaltecidas.

Isto é uma delícia, PORRA!!!!! Que maravilhoso é este mundo em que vivemos, em que um gajo à lareira, à  noite, dá uma volta pela net e dá de caras com isto, sem pagar nada, ao ponto de fazer questão em divulgar para fazer mais almas felizes para desfrutarem sem terem de estar à espera que um primo ou um tio lhe traga o bootleg disto de uma viagem que fez à Inglaterra. 😱😁🤣😂

O Bono está como o vinho do Porto, sabido, com um feeling tremendo, e já uma vida na qual deve ter visto tanta coisa absolutamente inolvidável , que parece que está a levitar!

O The Edge é o Amigo virtuoso, o executante irrepreensível, aquele que domina as 6 cordas , como um barítono faz com as próprias cordas vocais.

Ópá, a sério!!!!! Vejam, deleitem-se, e saibam dar graças a eles, a Deus, ao inventor da internet, ao que criou os computadores, e ao vosso Tio dRoCaS Sabi, também, ok?

Muitos beijinhos

Para verem, cliquem aqui e arrepiem-se!!! Enjoy! 😎


https://youtu.be/oxo-loXdcH0


Sempre vosso,

Sabi

terça-feira, 2 de agosto de 2022

FIMMarvão 2022... Sonhando clássico sob as ruínas seculares da civilização romana

 


Na vida, não há senão benesses, bênçãos, sopros de divindade, aos quais, os menos esclarecidos, chamam de... "sorte".

 

Cá para mim, acontece sempre o que tem de ser! Ou seja, acontece o que alguns tontos, como eu, que  pensam que acham que sabem, dizem que é por intervenção divina, por algo muito maior que a sorte.

 

Nascemos, com todo o nosso potencial, porque o nosso espermatozóide (nome estranhíssimo para semente de vida), venceu a corrida contra muitos milhões de adversários, e furou o óvulo materno... para dar origem ao que haveremos de ser nós. (Benesse 1, primeira de todas.)

 

Não tive a sorte (cá está ela, de novo), de nascer junto ao mar (o que eu queria, e sonhava tanto), mas tenho próxima essa benção dos céus, sonhada pelo Sr. António Andrade e sua equipa (como o nosso Antonio Garraio recordou), mas creio que inaugurada pelo Dr. Manuel Bugalho, chamada o Centro de Lazer da Portagem, junto à praia fluvial que é o mar, sem areia, mas com a mesma frescura, e agradabilidade. (Benesse 2, que me lembrei agora, acerca da manhã de hoje.)

 

Outra benção chegou ontem, através de uma amiga muito próxima, que me permitiu assistir ao concerto noturno ocorrido mas ruínas da Cidade Romana de Ammaia, onde a "Orquestra XXI", patrocinada pelo "BPI" e pela "Fundação La Caixa", orientada pelo jovem maestro Dinis Sousa, que interpretou 3 peças belíssimas:

 

- A abertura de "Inês de Castro", a ópera perdida (e que agora, após recuperada, nunca mais será esquecida, segundo as palavras proferidas ontem, pelo maestro), do pianista, compositor, maestro e musicógrafo português, Vianna da Motta, nascido nos finais do Séc. XIX;

 

- Um "Concerto para violino e orquestra em Ré Maior" de Tchaikovsky, interpretado por uma violinista asiática absolutamente deslumbrante, que o executou na P E R F E I Ç Ã O (sem recurso a partituras!!!! De memória!!!), que prendeu, e calou qualquer esboço de reação da assistência (para além de uma torrente de aplausos) pejada de figuras de Estado, e de connaisseurs;

 

- Um "Concerto para orquestra" de Béla Bartók, compositor húngaro dos finais do Séc. XIX, princípio do XX, ideal, como disse o maestro, para ser tocado naquela ambiência, com o coro de grilos e outros animais noturnos de fundo, e um sem fim de insetos esvoaçantes em volta, correndo para a luz que rompia a escuridão.

 

Para quem, como eu, olha para uma partitura como um boi para um palácio, um concerto de música clássica providenciando por jovens artistas desta categoria, exímios executantes daquela linguagem, é muito agradável porque: é incrivelmente belo, é agradabilíssimo e prazeroso, é muito interessante por se poder assistir à forma como executam as notas musicais, e depende muito da performance do maestro, que os conduz.

 

Quando lá cheguei, com tempo para conseguir lugar para estacionar, cadeira para nos sentarmos, tempo para desfrutarmos da envolvência, vi um maestro muito jovem, de Hawaianas, como eu, quando vou à piscina, e... lá que estranhei 😧 estranhei. Contudo, depois de todos terem trajado à altura, e do mestre ter envergado o hábito negro, tudo foi tão diferente, seleto, e tão melhor...

 

Aprende-se nos livros que um maestro é um treinador de futebol, um realizador de cinema, um encenador de teatro, o que faz acontecer.

 

Ali, frente a uma orquestra, marca compasso, agita e apazigua as diferentes secções (cordas, metais, percussões...), orienta e anima o seu "exército", e para nós, assistência, traduz o sentimento e a alegria, a zanga, a confusão, a alma do som.

 

Não lhe tirei os olhos de cima.





Foi mágico!

 

Sempre agradecido,  a quem sabe quem é!

 

Longa vida ao FIIM, a todos os músicos, colaboradores, pessoal técnico, assistentes e envolvidos, e claro, ao Mágico Maestro Christoph Poppen , esse anjo na terra que um dia sonhou que Marvão merecia sonhar tão alto! Sempre agradecido!