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domingo, 30 de março de 2025

Adolescência (crua e dura)




Claro que também eu tive de correr a ver o fenómeno "Adolescência" da Netflix, uma mini-série de 4 horas, digerida à medida do calendário da vida (impossível ser de penálti, portanto...), mas absorvida com absoluto deleite a cada segundo. 

Um assassinato juvenil que nos mergulha na crueza da adolescência deste novo milénio, tão diferente da nossa, mas com tantas semelhanças comuns à natureza humana, é a razão deste marco televisivo notável marcado sobretudo por ser filmada em plano-sequência, isto é, por uma câmara que não tira o foco da sequência que está a enquadrar, e a segue sempre sem cortes, resultando em algo profundamente surpreendente; bem como pela qualidade suprema dos atores, que vai do criador Stephen Graham, que conhecemos de outros filmes (Snatch, This is England), ao impressionante jovem estrante Owen Cooper, numa prestação que... fica connosco.

E sim. Também concordo que é um marco, e algo que extravasa tudo o convencional. 👌Corram! 🏃📺

Sinopse: Quando um puto de 13 anos é acusado de matar uma colega de turma, a sua família, a terapeuta e o detetive que investiga o caso procuram responder a duas questões: o que terá realmente acontecido e qual o motivo? Unanimemente aplaudida pela crítica mundial, esta produção faz-nos interrogar em que "novo" mundo hoje vivemos, aquele em que as nossas crianças estão a crescer e que as vai moldar para o futuro.





domingo, 22 de janeiro de 2023

Conseguir VER mais longe... rindo

 

Estive a ver nas gravações automáticas o “Tabu” do Bruno Nogueira sobre a cegueira, que foi transmitido na semana passada, disponível gratuitamente na plataforma OPTO, e fiquei siderado. Achei um testemunho absolutamente avassalador, de uma categoria, e de um humanismo fora de série.

 

O tabu, que como indica a promoção, é “um programa inspirador que combina emoção e comédia, provando que o humor é para todos, e em todos os casos”, e versa temas sobre os quais somos ensinados a não rir: limitações Físicas, doenças incuráveis, drogas e álcool, obesidade, doenças mentais e já na segunda temporada, a velhice e a cegueira, neste último, que aqui vos apresento na íntegra.


Todos têm sido de uma qualidade acima da média, mas este, foi-o particularmente.


Todos vocês conhecem o Bruno que é um artista do “faz rir” (cómico parece-me pouco para ele), que concilia o humor e a inteligência como poucos. Longe vão os tempos do gaiato escanzelado que aparecia no “Levanta-te e ri” da SIC, e este homem mais maduro, vivido, e refinado, que foi convencido pela SIC (leia-se Daniel Oliveira) depois da relevância que teve durante a pandemia nesse fenómeno da internet chamado “Como é que o bicho mexe”, pretende neste novo programa, como o nome indica, provar se pode mesmo fazer humor de qualquer assunto, e desde que haja categoria no tratamento, não há limites para rir.

 

Falo por mim, como sempre aqui, nunca a cegueira foi tratada assim, nunca pude estar com os cegos desta forma, nunca pude saber desta forma coisas sobre eles, olhem, adorei!

 

Percam… NÃO! GANHEM 1 hora e 6 minutos da vossa vida a assistirem a isto, e deliciem-se com um verdadeiro serviço público de televisão. Assistam clicando no link abaixo:


https://opto.sic.pt/vod/c523633d-12e8-4c8a-b6f9-ccf8a9e7aea2



sábado, 11 de janeiro de 2020

O Evangelho segundo a... porta dos fundos!

Já vi e... ADOREI! Foi rir até mais não, porque tudo é demais!
Não é por ser um cristão convicto, que procura sempre seguir os ensinamentos de Jesus, mas que sabe que como ser humano que é, erra, tem consciência disso, e por isso pede perdão; que deixo de me rir com a liberdade que Ele nos deu.

Os atores e pensadores que engendraram isto, não vão morrer todos de cancro terminal já! A mente humana e a genialidade, permitem que nos possamos rir até da divindade, comum a todos os povos humanos, do mais avançado, ao mais primitivo.


Deus a fazer-se à própria Santa Maria, que concebeu sem pecado? São José desconfiado que é corno? A mãe a fumar maconha nas traseiras de um casebre? Belzebu transformado num gay que conquistou J. C. no deserto? 

😱😌🤐😯😛😜🙃🤪😳🤯

Corram para o Netflix!!!! Jáááááááá...
(comprei para as filhas verem as suas séries, e já estou fã!)

segunda-feira, 11 de março de 2019

Antecedendo... "Quem quer fornicar com um marciano?", brevemente num ecrã perto de si!




Bom... em primeiro lugar, tenho de clarificar que se há coisa da qual eu posso falar, é disto mesmo! Afinal, sou licenciado em Comunicação Social, e isso dá-me alguma propriedade para o efeito. Dito de outra forma, se não percebo disto, não percebo mesmo de porra nenhuma!!!!!
Depois, é importante reforçar a ideia que eu fiz força para conseguir ver, e não me limitei apenas a juntar ao coro crítico que faz eco em certa parte da sociedade.
O nascimento destes programas, do "Quem quer casar com um agricultor", (só consegui ver este), e do "Quem quer casar com o meu filho", servem para provar que a televisão, tal como a conhecíamos, deu o peido mestre, ou seja, berrou!!!
A SIC, estação de televisão que eu muito prezava, está hoje, a nível de entretenimento, pelas ruas da amargura, completamente refém do seu novo diretor de programas, o entrevistador Daniel "Alta Definição" Oliveira, que sonha com as audiências, o triste pobre, esfomeado por jingles e separadores publicitários que gritam que são a estação n°1 aos 4 ventos.

Ele, e a nova 1a dama da estação, uma tal "não dei para modelo mas disfarço bem" Andreia Rodrigues, sua atual companheira, ou pelo menos, mãe da sua descendência, ajudam a embelezar o novo formato, hoje apresentado.
Anunciado como recordista de audiências por esse mundo fora, rei em sei lá quantos países, que já gerou um bom par de enlaces, e deu origem a não sei quantos filhos, não tendo sido especificado se foram concebidos no meio da palha, entre as éguas, no galinheiro, ou no meio das demais bestas.
Ora o programa é... asfixiante! Eu ponho-me a ver aquilo, e falta-me o ar!!!!!
É-lhe dado um extraordinário tratamento de imagem, uma banda sonora atual com os hits das playlists do momento e tenta dar sentido ao que... não o tem de todo.
Eu explico: arranjaram 5 ou 6 agricultores jovens, que criaram um grupo diversificado, capaz de mostrar mais ou menos do que há no país, que vão do jovem mais ou menos produzido e erudito, ao coitadinho mais labrego de Vinhais e colocam-nos numa de escolherem entre as candidatas ao lugar de serem uma princesa a seu lado.
Questão imediata: imaginem quem seriam as sujeitas que se disponibilizaram a estar submetidas a tal vexame...
Daquilo que mostraram, e aqui já não estava bem a prestar atenção, (não consegui!!!), vi práli uma ou outra mais ou menos jeitosa, mas a grande maioria eram umas matulonas muito XXL, assim com formas... leiteiras!, bem ao seu agrado, boas prá ordenha, enfiadas nuns vestidos de griffe, a passearem de saltos altos pela pastagem.
AI QUE Ó VALHA-ME DEUSSSSSSSSSSS!!!
Depois, vão havendo encontros, ajuntamentos, com eles a fazerem perguntas sobre eles próprios, se elas acham que eles gostam de dormir até tarde, do que elas acham que eles gostam de comer, a música "love is in the air" a fechar o genérico, e a sugestão de irmos, em casa, acompanhando os diretos diários, não sei se para saber se algum já chupou nos peitos da cabritinha, ou alguma já deixou berrar o faval.
A televisão na segunda década do novo milénio : MEEEEEEDDDDDDOOOOOOO!!!!
Anos 80... Gabriela... Verão Azul... Os Cinco... 
Ao serão, vou passar a ouvir apenas rádio! RENASCENÇA! ou MONSANTO!!!!

FALECI!

quinta-feira, 15 de março de 2018

1986 - a Série





A estreia da série “1986” escrita por Nuno Markl, era o happening do momento. Toda gente estava à espera desse primeiro episódio, e até nisso, foi um reviver desse ido ano, há… 32 anos atrás! Deus… dito assim, até dói.


Markl é um dos homens, da nossa comunicação social, há já muito tempo atrás. Figura da rádio (quem nunca ouviu falar d’ “O homem que mordeu o cão”, não está vivo), da televisão (tem participado em diversa escrita criativa da área), do cinema (crítico em diversas publicações, e argumentista de outras obras), desenha maravilhosamente, é craque da net, e sem dúvida alguma, um Nome a ter em consideração, quando se fala de comunicação social nacional.


Puto da minha idade, com apenas mais dois anos que eu, parece que vive noutra galáxia, de tudo parecer que lhe corre bem… mesmo as coisas que aparentemente lhe correram mal (como o casamento com a “musa” Ana Galvão).



Começou na rádio pirata “Rádio Voz de Benfica”, e depois dali, tem sido sempre andar às cavalitas… do seu talento. Andou pela célebre “Correio da Manhã Rádio”, onde conheceu e se tornou amigo muito próximo do Sr. Rádio, Pedro Ribeiro, e dessa amizade/parceria, que não mais (o) deixou, a sua presença diária, primeiro na Antena 3, com o José Carlos Malato e a Ana Lamy; depois na Rádio Comercial; não deixaria de nos animar as manhãs, e os dias. Depois da rampa da rádio, foi notado e haveria de integrar as produções fictícias, do grande Nuno Artur Silva, onde passou a ser adotado pelos grandes nomes do talento humorístico português (leia-se Herman José, e afins), que passaram a ser padrinhos, porque também vivam dele.


Com the Whole bunch... o co-autor Filipe Homem Fonseca, acompanhado de Eduardo Madeira, dos Cebola Mole, em baixo à direita; Miguel Góis e Ricardo Araújo Pereira, dos Gato Fedorento, à esquerda e em cima; Nuno Artur Silva, ao centro, ao lado de quem tudo gravita; João Quadros, do lado esquerdo; e o portalegrense Rui Cardoso Martins, ao seu lado


O Markl é assim um homem… algo estranho, que mais parece um cartoon. Uma barba muito mal esgalhada, que dá o ar de quem não teve tempo para a fazer, uma enorme caixa de óculos, um risco ao meio adornado por cabelos brancos, e um corpinho… nada atlético. Tem, aquele ar de quem se safou de levar mais pancada dos colegas, porque sabia desenhar, e… tinha graça. Ele é, no fundo, uma criança a viver num corpo disforme de homem adulto. Sobretudo, é um amante de música, séries, e filmes, que adora viver no meio desse merchandising e parafernália diversa. E é por ser um tão grande conhecedor destes mundos, que o sucesso desta sua menina dos olhos de ouro, era mais que esperado.  



Para quem viveu esses anos, com a impressão que não foi assim há tanto tempo atrás, a série é… um mimo, uma delícia, um mergulho no passado. Tudo ali está… estrategicamente colocado, para resultar na perfeição:

- Os décors estão maravilhosos, onde não faltam os azulejos de então, os eletrodomésticos, os equipamentos (televisões e gira-discos, por exemplo), os sofás, os cortinados… tudo!)


- O guarda-roupa aprimorado à exaustão: dos sapatos, aos anoraks, das calças às camisas, dos óculos, aos relógios…



- As personagens estão todas muito bem desenhadas, tipificadas, esculpidas, com tiques, jeitos, e expressões que as definem muito bem. Ali não falta o pai comuna, crítico de cinema, ou os professores, desenhados ao ponto, onde não faltou a setôra boazona (quem não teve uma que desejou ardentemente?); ou os colegas, que parecem mesmo um que conhecemos, tal e qual: do heavy metal (alô meu amigo Bitch da Póvoa e Meadas!) à gótica (naquele então, os miúdos vivam muito mais em estanques; enquanto os de hoje são quase todos mainstream), passando pelos miúdos bonitões, mauzões, desportistas, que quase sempre nunca chegaram a lado nenhum na vida;



Neste video em baixo, apresentados,em direto, no programa "5 para a meia-noite"

- A envolvente mundial (pós guerra fria) e nacional, no tempo quente da corrida às presidenciais entre o Freitas e o Mário Soares. Nesse então… também eu puxava pelo professor (o facho! Isto visto por eles), muito pela influência da minha prima Mimi Carita, para fugir ao esquerdista (comuna?) Soares. A minha perspetiva era a inversa, à do protagonista.


- O argumento, que ainda está por descobrir, mas já vai dando laivos de uma visão crua e realista, daquilo que foi viver naquele período (a timidez, o abandono, a doença).

Ora todas estas peças, jogam bem e fazem parte de um quadro que resulta imponente, muito por ser solidificado por uma banda sonora absolutamente fabulosa, de mais de 100 temas cristalizados numa playlist do Spotify (“1986 – Canções para uma série”), com 128 canções, 9 horas e 54 minutos (Como dizem os brasileiros, “MASSA!”), que tenho estado a escutar, enquanto a prosa se desenvolve.


Como disse, esta série teve o mérito enorme, de hoje conseguir juntar a família, à volta daquele que era, naquele então, o centro tecnológico nevrálgico de uma casa: a televisão. A memória que tenho desse tempo, era eu, o meu irmão (o puto, 6 anos mais novo), o meu pai, e a minha mãe, todos a vermos o mesmo. Ele, deitado no sofá da sala (pai, era pai. Pai mandava!), estando eu e o meu irmão sentados, na outra ponta, aconchegados entre as pernas dele e a camila; enquanto a minha mãe, numa cadeira, fazia trabalhos manuais, tomava notas, ou fazia contabilidades, numa cadeira. O meu pai fumava e nós ríamos, a ver o “1,2,3” do famigerado Carlos Cruz; ou os “Jogos sem Fronteiras” apresentados pelo Eládio Clímaco. Programas para a família.


Na minha casa, hoje em dia, uma casa não abastada, mas da classe média, quando muito, cada um… vê o que gosta, quer e consegue. Temos o prazer de estarmos juntos, e sabermos que somos quem mais gostamos no mundo, mas neste tempo… eu não obrigo a Alice a ver as notícias, os documentários, ou os debates, que nada lhe dizem; como ela não me obriga a jogar os jogos da gata no tablet, ou a mãe não obriga a Leonor a costurar, ou a ver o CSI Las Vegas ou Miami, que ela adora, nos (escassos) tempos livres. A Leonor habitualmente, quando não está a estudar, está a descomprimir, ou a rir-se à gargalhada com os que segue no instagram ou outra rede qualquer.

Ontem, estávamos os dois, eu e Leonor, a ver a mesma coisa. A rirmo-nos das  mesmas coisas, sem confrontos de gerações. As mesmas piadas. Só não percebi, aquela tanta  piada, quando ele disse que "o outro ia perder os 3"...

? Dá ssim tanto que rir?!?

Enfim... esta série “1986” é um portento, quanto mais não seja porque mostra aos miúdos deste tempo, como as coisas eram no século passado, quando tínhamos a idade deles. Alguma vez tinham ouvido falar numa cassete, vulgo K-7? E já teriam imaginado que um videoclube (magistralmente recriado na série), era um sítio, e não um serviço do operador de Televisão? Conseguem imaginar o planeta, e a vida, sem telemóveis? Pois eu lembro-me perfeitamente deles aparecerem, em forma de tijolo, enormes! Agora, assistimos às notícias, no horário de trabalho, transmitidas num. Vejam-me bem a vertigem dos tempos. Esta série traça um quadro belíssimo, que vai ficar!

Markl, muitos parabéns. Eu não sei o que vocês estão a pensar fazer na próxima terça à noite. Mas eu, apesar de já saber, onde os episódios transmitidos irão ficar alojados, e de ter a série a gravar, vou ter os olhos colados no ecrã. À antiga!

Até então!


Da banda sonora, esta delícia, com a grande Lena D'Água


E esta magia, com a sempre brilhante Ana Bacalhau

Tiago, o alter-ego do próprio Markl
Marta, a bebé da escola

Sérgio, o heavy

Patrícia, a pequena vampira

Gonçalo, o bully betola. Odeio! Vontade de lhe dar uma pêra!

Eduardo, o pai histrónico

Fernando, o empresário visionário

Tó, o fixe tech




1º Episódio disponível no link abaixo:




http://visao.sapo.pt/actualidade/cultura/2018-03-13-Os-anos-80-segundo-Nuno-Markl

E o meu comentário ao Chefe

sábado, 24 de setembro de 2016

A escola, o futuro e o 9 H


Vi completamente hipnotizado a extraordinária “Grande Reportagem” da passada quinta-feira, que a SIC passou no final do jornal da noite: “A escola, o futuro e o 9º H”.

Nela, a jornalista Miriam Alves deu um verdadeiro recital de categoria, numa peça de superior qualidade onde a câmara, a montagem, o próprio texto, a forma como intercalou as conversas que manteve com professores e alunos ao longo de todo um ano letivo, a tornam para mim, numa referência na nova forma de ver esta nobre peça jornalística.

Fiquei estarrecido por ver a forma como esta nova geração opina sobre quase tudo, a desenvoltura que têm e a nova forma de se relacionarem com o ensino que eu sempre conheci.

São 30 anos de diferença, 3 gerações, mas o hiato é abismal.

A reportagem, na íntegra, aqui, para os meus leitores. ;)


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Teletesourinhos perdidos do vosso Tio Sabi (parte I)


Tenho que me render à evidência e perceber estes nossos (novos?) tempos já não são os meus. Coisas que sempre pensei já estarem inacessíveis, desaparecidas em cassetes VHS perdidas para sempre, afinal estão bem aqui, ao virar da tecla.

Dou uma gargalhada sobre uma coisa qualquer como a Bruja Averia fazia e dou com a minha filha Leonor a meter a cabeça de lado do monitor do computador, a olhar-me de esguelha, como se estivesse passado. Mais passado, digo.

“Estás-te a rir?”, perguntei. “Quando tinha pouco mais anos que a Alice passava-me a ver os Teleduendes na televisão espanhola e a bruxa malvada ria-se assim. Ai não acreditas?”

Youtube (onde agora está tudo) e pim! Cá está ele!

E a Alaska? Uuuhhhhh... and the first black wild wet dreams?


“Eina pá! Isto tem mesmo cá tudo. Vamos ver se tem aquela edição louca da Roda dos Milhões que nunca perdia na RTP 1, em que o Herman teve uma edição inesquecível e num desvario louco rebentou com a montra de prémios a tiro de caçadeira…e TCHARAM! Le voilá!


Epá… Isto aqui está bom demais. (alô Roque Santeiro!)


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Retratos da Cegueira


A tradicional reportagem do Jornal da Noite da SIC de hoje, tinha o inusitado título/assunto “Retratos da Cegueira”. Confiante no nível qualitativo das antecessoras, comecei a ver, levado pela estranheza. “Que coisa esta de meter cegos a fotografar?!?”

Surpreendeu-me uma reportagem de qualidade rara e de uma sensibilidade extrema de enorme saber jornalístico de Ana Sofia Fonseca. A minha vénia. 


Tocante em diversos pontos, profunda em muitos outros, para mim foi mais um marco jornalístico no historial do canal.

Dramática em cada cegueira, em cada relato, em cada interlocutor. Se há quem me ache um vencedor pelo passado recente, fico rendido à força destes titãs de querer viver.

Terminou da melhor forma, com o ouro do relato da Patrícia Arsénio. 


Uma Lutadora colega blogger com quem tive prazer imediato de comunicar ainda que sem resposta. Para já. Caiu no coma sem saber bem porquê e dali teve de aprender a refazer toda a sua vida. Não ficou a chorar o que perdeu. Antes olhou para a frente para voltar a andar, a falar e ainda conseguiu encontrar força para escrever. Tudo isto sem conseguir ver. Estes exemplos fazem-me perceber o quão maravilhosa é a vida. O milagre de estar vivo.







Diz que tem um blogue para “escrever aquilo que lhe vai na alma, afastar os fantasmas, dizer às pessoas que podem ter esperança”. Colega blogger. Com um pelos mesmos motivos.

A Patrícia pode ser lida aqui http://pandora-ogum.blogspot.pt/, no seu sítio. Que recomendo.


Força e até que a gente se veja.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O Peri que pode haver em nós (porque a linha é tão ténue)




Uma reportagem única, de altíssima qualidade.

Um personagem digno de livro de aventuras e de romance. Romance tão grande como a família que tem e não conhece, fruto dos muitos amores que o consumiram e o deixaram na penúria.

Os excessos, o poder, a fama e álcool, mas também a compaixão e a camaradagem.

O esplendor de ser brasileiro, de saber cantar perante as adversidades e aproveitar esta bênção única de estar vivo.

De certeza que vai ver prémio(s).

Não perderei o regresso.

 


sábado, 15 de março de 2014

Rita em Alta Definição



Já com o meu comentário com a nova foto de perfil do facebook desta manhã (Third brain eye selfie with emplastro aka Leonor Sobreiro). Agora é correrem para as gravações automáticas porque vale mesmo a pena. Quem é amigo, quem é?

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A tv esperta

Eu sonhava com uma maior que a Alice mas... (assim ainda é maior que o tamanho do rádio...)

Eu estava fartinho da velha televisão. A bicha já tinha mais de 13 anos. Tinha sido comprada quando trabalhava em Nisa e custou-me uns 240 contos caríssimos, nunca mais me hei-de esquecer. Mas tinha um ecrã de 82 centímetros na diagonal e valia então bem a despesa. Era uma máquina, um monstro encantador. Para mim valia o dinheiro porque cá em casa… ou melhor, na casinha de Marvão (onde nos vimos aflitos para a enfiar lá…) era o máximo e por acaso... era eu quem mais gostava dela. Lembro-me que a Leonor ainda não tinha nascido e a Alice... acho que também não.

Tudo tem um fim e agora já estava desertinho que ela rebentasse mas não havia meio. Os anos passavam e hoje era um caixote que parecia um aquário daqueles grandes que há nas marisqueiras.  

Já há anos, num dia de limpezas grandes vi-lhe escorrer um líquido negro por baixo e fiz logo um festim. Pensei: “Ah, cabra que já rebentaste!”. Foi-se a ver e tinha sido uma garrafa de óleo de cedro que lhe tinha caído por trás. Fumo negro.

Os tempos são difíceis e ele não sobeja mas não se podia adiar mais a espera. Não se podia ou não convinha. Não me convinha, vá. As minhas miúdas mereciam uma televisão em condições, ou… o paizinho também já merecia uma coisinha melhor. Junta-se o útil ao agradável e…

Não quis andar a estudar o assunto. Não tendo tempo, nem paciência para fazer um estudo de mercado, fui à Worten e deixei-me apaixonar por uma smart tv da Sony. Eu sonhava com uma televisão fininha e um ecrã gigante. Analisei o que estava exposto e deixei-me apaixonar por uma smart tv. Não tem os 100 e tais cm que eu queria, só tem os 82 cm que tinha a outra mas é fininha, fica a matar na sala e não precisa de mais tamanho porque não vivo num pavilhão. Ela tem razão. Como sempre. Quase.


A smart tv ainda é uma incógnita com muitas potencialidades para descobrir. A Sony, amiga do ambiente, já não imprime manuais e disponibiliza-os online. Assim que tiver tempo hei-de descobri-los. Entretanto, vou indo às apalpadelas. Eu e elas. Uma coisa que já descobriram e sabem bem mais que eu, é a possibilidade de navegarem na internet na televisão. Enquanto terminava o jantar com a mãe, dançavam e cantavam na sala, deixando perceber como é fácil um vídeo tornar-se viral, como este que desfrutaram à exaustão,




Ou perceber que é na net que nascem novas estrelas como Vasco. O rapazinho que apesar de pequeno é gigante como lhe disse ao ouvido em Marvão quando nos cruzámos nas suas gravações do “Sabe ou não sabe?” da RTP1. Acho que elas viram e repetiram estes todos.















A tv já não é tv. É pc/tv. É um mundo. Getting old...