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sábado, 2 de janeiro de 2021

Para o infinito (português?) e mais além...



Sobre as coisas que me deixam mesmo a bater mal... (porque fazem tremer as balizas de tudo o que sei que existe...), convido-vos a verem estes breves e perturbantes minutos: na reportagem de hoje @sic, sobre a Equipa portuguesa da "Missão Gaia" da Agência Espacial Europeia, foi referido que a mesma está a criar um mapa tridimensional que nos guia pelo espaço e pelo tempo, passado e futuro, na imensidão da galáxia. 


Nela foi referido que: "se estima que existam um milhão de milhões de galáxias no Universo observável..."


MAS SERÁ QUE AINDA EXISTEM ANORMAIS QUE PENSAM QUE ESTAMOS SOZINHOS? 



segunda-feira, 29 de junho de 2020

Avé Maria para Jesus com presidente... e acordeão!


Bem... esta cena é uma das mais inenarráveis de que me lembro.
Quando a dor e o trágico não conseguem fazer outra coisa senão... rir.
Eu sou católico, cristão convicto, e lamento toda e cada morte desta pandemia, tenha ela acontecido em que parte do mundo for.
Agora, esta cena, do presidente Bolsonaro mandar tocar a "Avé Maria para Jesus" ao bacano do acordeão, enquanto aquela excêntrica tradutora para linguagem gestual tenta expressar a canção, é das mais bizarras que já vi.

Indescritível.

quarta-feira, 25 de março de 2020

A angústia da suspeição (que nos sufoca... a todos)

(nota do Tio Sabi, o vosso escriba: esta publicação foi muito elaborada, trabalhosa, e contém profusa informação que convém ser aproveitada, porque o assunto é sério, e só não tem consciência que os nossos tempos estão a mudar, quem também olhou para o 11 de Setembro e achou que aquilo dos aviões irem contra os prédios, os tontos, foi apenas um azar. Aconselho vivamente a visualização da entrevista ao Dr. Fernando Maltez, que estando à frente do Hospital Curry Cabral, está a comandar as operações no olho do furação. Tudo, como sempre, gratuito e a pensar em vocês, meus fiéis leitores. Forte abraço e que a sorte vos proteja. A todos nós) 

Centros lúdicos de grande espetacularidade transformados, de um dia para o outro... em hospitais e... morgues gigantes

Essa dor dilacerante de um nem sequer poder abraçar os seus entes queridos, na partida de outro que já foi 


Tenho de começar por dizer que estamos todos, repito, todos a viver um pesadelo tremendo, que revira por completo tudo aquilo que tomávamos por certo, garantido, intocável, e… encharcado de suor nos lençóis, exaspero porque nunca mais toca a porra da campainha para que possa ir mijar!

Nunca tinha visto isto e pensava que nunca haveria de o viver. Parece que o mundo está em suspenso e foi tirado do seu eixo habitual! Só dá isto nas notícias, não se vê ninguém nas ruas, tudo parou.
Bem sei, e insistem que não é um vírus criado por mão terrorista, num bunker qualquer escondido nessas zonas do globo, que vivem numa paranóia de exterminar o nosso modo de vida, ocidental, civilizado, mas de verdade que é só o que parece. Só falta o vírus transmitir-se mesmo pelo dinheiro para… isto ser tudo de certeza, uma obra maquiavélica para exterminar a nossa forma de viver.


Nem os fins de semana antes deste verdadeiro tsunami de medo, que eram habitualmente dias tranquilos, desafogados, para se estar com a família e os amigos, a fazer aquilo que mais gostamos (desporto, imperiais e futebol, escrever e ver filmes, séries e documentários); deixamos de ter esta nuvem de suspeição invisível que paira sobre nós, que nos ameaça, nos sufoca, pesa sobre a passagem dos minutos. Já devo ter “ouvido” esta imagem algures, mas a verdade é que sinto como se estivéssemos, num mergulho forçado num túnel que ninguém sabe quando terá fim à vista, ou sequer se o terá, um dia.

Falo com amigos comerciantes cá da terra, e em jeito de abertura de conversa, deixo-os sempre falar. “E esta merda?”, pergunto eu, seja à porta da sua loja, ou perto da carrinha onde habitualmente mantêm os seus negócios.
Eles… carregam a cara, fazem uma careta, metem a língua de fora, deixam cair a cabeça e dizem que não, enquanto deixam fugir um “isto está a ser terrível!” entre os dentes. Lamentam que as pessoas deixaram de lhe comprar o seu produto porque fecharam, outro teve de mandar fechar todas as suas lojas porque… as pessoas, pura a simplesmente deixaram de ir lá, e as funcionárias estavam amedrontadas, em stress, sem nada para fazer… 

O mal é geral. Assisto a uma reportagem sobre as estufas do Algarve e… não há palavras porque… está lá tudo dito.

https://sicnoticias.pt/especiais/coronavirus/2020-03-22-Dispensados-100-trabalhadores-de-viveiros-de-plantas-no-Algarve

Nasci em democracia, num mundo de comodidades, e tenho levado a minha vida toda a pensar que poderei chegar a velho. Sempre imaginei isso mesmo, o Sabi idoso, sem cabelos brancos porque já não os tem, mas capaz de se reformar e andar a passear os netos pela mão. Agora, da maneira que as coisas estão, o mais certo é termos de andar de bengala a trabalhar até que caíamos redondos sobre o balcão, e esta do novo corona vírus, vem baralhar tudo. Pergunto mais: e será que poderá ter mutações? Novas vidas? Atrás desta versão, poderão vir mais?!?!?

Se um indivíduo pratica uma alimentação cuidada e sem excessos, se não os tem habitualmente, seja de que ordem for, se pratica exercício e leva uma vida realizada, feliz com a família, pode não ter assim uma segurança tão grande em que tudo correrá bem.
Do nada, aparece-me esta barraca e… já foste!


Agora, até mesmo os que não tinham o hábito de acompanhar diariamente a comunicação social, não perdem as últimas desta vaga avassaladora, colados ao ecrã, e tremem por constatar que o que devastou a Itália, lá semeou o medo, o pânico e a morte; continua a vir pela Europa abaixo, como se de uma mancha de petróleo se tratasse. Neste momento, esta pandemia arrasa Espanha, e hoje, dia 25 de Março de 2020, registou ali 3.434 mortes, tendo-se transformado no segundo país com mais mortes, apenas superado pelo drama vivido em Itália, onde se contabilizam mais de 6.800. Por cá, no cantinho à beira-mar plantado, dizem-nos que o pico poderá chegar em Abril. Será?!? E até lá?!?!?


Eu próprio, que não me considero dos mais desinformados, parece-me muitas vezes que já não sei bem para onde eu, e os meus, nos havemos de virar. Felizmente, o Alentejo tem continuado a resistir heroicamente a esta intempérie de desgraça, quase como os gauleses resistiram aos romanos, mas…


Por aqui… resguardados, mas sempre preocupado com os meus mais queridos que vivem em cidades, e estão mais em contato com pessoas, ajuntamentos, e infeções.

Tento reunir a maior informação possível, muita da qual, difundo aqui (se puderem, não deixem de ver esta belíssima e muito clarificadora entrevista, a um dos homens da frente de combate, o Dr. Fernando Maltez, responsável pelas doenças infeciosas do hospital Curry Cabral. É uma hora que vale muito a pena!), e o folheto da Direção Geral da Saúde.





Vivi muito tempo a pensar que para que houvesse contágio, teria de existir contato direto com gotículas expelidas por uma pessoa infetada através de um espirro, ou “gafanhotos”, que entrasse no corpo do novo rector pelos olhos, nariz, ou boca. Pensei por isso que para ficar livre da doença, bastaria a distância mínima de segurança de uma pessoas infetada (metro e meio/dois metros), evitar espaços com muita gente, que favorecessem a proliferação do vírus (idas às praias aos primeiros calores, e grandes saídas noturnas foi mesmo uma ultra-mega-burrice à tuga); evitar partilhar objetos com sinistrados (teclados/telemóveis/beijos e apertos de mão… todo o contato físico, afinal), mas agora… um vírus que aguenta 8 dias num ambiente hostil?!?!? O grandessíssimo filha da puta!!!

Com a atual razia em Itália (que guerra desgraçada!!!), em Espanha, na Alemanha, no Reino Unido, nos Estados Unidos do louco com o cabelo amarelo, nas praias do maluco do capitão brazuca, enfim, à escala planetária!, e a força que vem a descer por aí abaixo, que faz com que as previsibilidades apontem para o auge do flagelo no nosso país em Abril. JÁ NÃO SEI ONDE É QUE ME HEI-DE ENFIAR!!!!!!!!!!!AAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH

Sic - Reportagem - Mortos na Europa por Covid 19

É que o planeta está todo apanhado, e já não há sítios limpos para onde bater asa!
(Desculpem, é só um desabafo aqui, que eu tenho filhas pequenas que tenho de acautelar…)

SIC_Reportagem_Mortos no mundo por covid 19

Parece que já é muito comum que haja quem não entre em casa com os sapatos que usa na rua, porque pode ser um veículo transmissor. Quem está por dentro da matéria, já me fala em meter a lavar a roupa que se usa lá fora (quando se vai passear o cão, ou trabalhar, como eu faço, ainda que seja de porta fechada, em backoffice) assim que se entra em casa; que, em vez de se tomar banhinho de manhã, se faça assim que se regressa, e POOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORRRRRRRRRRRRRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!

Quando era mais puto, era muito mais hipocondríaco e abrasado! Estou com medo que esta fobia me dê um amok  e passe a andar feito queimado, maluquinho das limpezas. Começam-me a falar nisto, e todo eu sou comichões e formigas imaginárias a andarem em correria nas costas! No outro dia até me fui despir à casa de banho lá do serviço só para ver ser eram de verdade! Opá, não se brincam com coisas sérias que o homem... sofre!!!

Se me ponho a lavar as mãos à vontadinha… quando for renovar o cartão do cidadão aos colegas da Conservatória… tenho de pedir o dedo emprestado a um, para fazer a impressão digital.

Dos líderes do grande mundo, para além do meu amigo Marcelo que ainda é pior que eu, que certamente já fez uma ronda de inauguração pelos hospitais de campanha, que foram propositadamente criados, só para fazer um teste em cada um; destaco o pequanelho Macron que grita “nous sommes en guerre”; o convencido do Trump, que respondendo aos jornalistas classificou a sua posição perante o infortúnio com um 10; e sobretudo a Angela Merkel, a Dona da Europa que com um nível impressionante, catalogou a presente guerra como a maior desde a segunda mundial, a tal em que o mundo todo se uniu aos americanos e aos russos, para bater nos seus ascendentes.
Oxalá esta também a ganhemos!

- Aí ó presidentxi! Aqui u capitãu não tem mêdu dessi vírus não, hein?!? Eu tenhu um físicu trabalhadu, e si me péga, tudo não passará di um resfriadu!

- I'm sure of that. I rate myself a 10/10 dealing with this China Stuff

Tenho de aqui, publicamente, manifestar TODA A MINHA ADMIRAÇÃO E PROFUNDO AGRADECIMENTO A TODOS OS SOLDADOS DA FRENTE MÉDICA QUE LUTAM A NOSSO LADO, E TÊM SIDO VERDADEIRAMENTE IMPRESSIONANTES! Têm feito um esforço sobrenatural, sobrecarregados de horas e mais horas, colocando a sua própria vida em risco, e comovendo por nunca baixarem os braços.
Aqueles e aquelas que regressaram às funções depois de aposentados, os que chegaram a abandonar os cargos que ocupam atualmente, como o Dr. Varandas, Presidente do Sporting, dão um exemplo tremendo de força, entreajuda e solidariedade que é capaz de arrastar montanhas.


Também a Sra. Dra. Graça Freitas, Diretora Geral da Saúde, tem tido uma, quanto a mim, extraordinária atuação, conseguido fazer esquecer-nos de pensar qual seria a postura do seu antecessor, Francisco George, que conseguiu manter sempre um nível altíssimo.

Uma pergunta continua a ecoar na minha cabeça, e ainda não consegui reunir informação sobre isso: os recuperados recuperam mesmo?!? De que forma se consegue?!?!? E aqueles pulmões.. como ficarão no futuro? Qual será a sua capacidade de regeneração?

Raro momento de humor, para quebrar o gelo, em que a Diretora Geral da Saúde despediu os tradutores de língua gestual, que só sabem tirar macacos do nariz (ver ligação), e ela própria tentou reproduzir as caretas da ministra da saúde, o meu amor, que para celebrar, fez uma carinha tão engraçada

Depois, haverá sempre a tal história da vacina que hoje é o santo graal da saúde, tendo destronado a cura para o cancro, SIDA, e outras doenças terríveis do nosso tempo. Era bem positivo, se as grandes potências mundiais corressem todas para ver qual sairia vencedora, e pudesse assim dar um grande contributo para a humanidade.

Poderiam ganhar dinheiro com isso, poderiam fazer jogo branco e jogo sujo, mas que salvassem caramba! Tantos cientistas no mundo inteiro, tantos super-computadores, e não haverá uma saída?!? Só daqui a um ano?!?!?

Suspenso. Em suspenso estará o nosso futuro, e as nossas, outrora, tão programadas vidas.


Um resumo muito bom da pandemia, em 40 fotos legendadas, sempre atualizadas, no link abaixo:
https://www.dw.com/pt-br/coronav%C3%ADrus-as-principais-not%C3%ADcias-sobre-a-pandemia-04-04/a-53016139

https://www.rtp.pt/play/p6954/e463671/especial-covid-19

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Em que nos estamos a tornar?




Eu tenho de começar por pedir desculpa aos meus leitores, e aqui faço o mea culpa, mas o tempo não tem estado para grandes escritas no meu blogue. As solicitações têm sido mais que muitas, graças a Deus, e entre exigências laborais que me consomem grande parte do tempo livre após o horário normal de trabalho; dedicação e entrega a causas cívicas, e comunitárias no restante tempo livre (leia-se Associação de Moradores dos Outeiros, que tive o prazer de ajudar a fundar, e aposta num Junho sempre em festa, relembrando a tertúlia do querido amigo Carlos Sequeira, ilustre presidente da Assembleia Municipal, com a celebração do Santo António, do São João, e já neste fim de semana, a festa dos Outeiros, ocupando-me em 3 fins de semanas seguidos de entrega total), não me tem sobrado grande tempo livre para me dedicar àquilo que realmente gosto de fazer, porque estas coisas das festas... também gosto mesmo de fazer!

Assim, tirando os habituais apontamentos no meu mural de facebook, quase diariamente, mais que uma vez; mais rápidos, bem à mão, bastando puxar do telemóvel; não me tem dado para muito mais.

Mas esta imagem de hoje… manda mais, e tem de ficar aqui registada, com a pergunta: em que nos estamos nós, humanos, a tornar-nos?

A notícia está toda aqui:






e dá que pensar... Que um pai é capaz de fazer tudo ao ver os filhos sofrer, para evitar a continuidade dessa dor, sempre eu soube e senti, embora peça a Deus que nunca me faça vivenciar esse drama na pele.

Que é capaz, numa situação limite, de desafiar as leis da natureza, a prudência, e tudo o que seria expectável, também sempre soube. Por isso esta desgraça, que emerge das muitas situações extremas que ocorrem no nosso planeta, é mais uma.

O que muda é esta imagem, a dureza dos corpos inertes tombados sob as águas, o choque brutal que representa para nós, seus pares, e nos faz sentir tão incómodos connosco mesmos.

O homem que tolera isto, o meu igual, o meu contemporâneo, o meu irmão, é o mesmo que apenas apareceria apenas nos instantes finais de um filme de duração média de pouco mais de duas horas, dedicado à vida na terra, mas que já a conseguiu poluir tanto que não consegue mais reconhecer as diferenças entre o que eram as estações do ano; que já deixou o plástico que inventou chegar às zonas mais recônditas das profundezas dos oceanos, ao ponto deste integrar a morfologia dos animais, e provocar metamorfoses na sua cartilagem; é o mesmo que ainda sonha com a lua, e com as explorações espaciais, mas assobia para o lado com a destruição do pulmão da terra na Amazónia; é o mesmo que mata o seu igual sem pestanejar por um reles metal que inventou para conseguir diferenciar-se entre si.

Um pai na casa dos 20 anos de El Salvador, morreu afogado com a sua filha da sua filha de 23 meses, quando tentavam atravessar clandestinamente a fronteira México-Estados Unidos (EUA), no rio Bravo.

Deram tudo de si na busca de um sonho, como milhares de seus semelhantes, e caíram para sempre.

Há notícias que não deveriam apenas de passar na televisão. Deveriam ficar dentro de nós, nas nossas orações, e para sabermos agradecer tudo aquilo que é tanto, que temos.


Paz à sua alma...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Olhându o Redentô, qui lindu...

Parece que está a dizer: "Morou?... sacanagem"

Ou a crónica de dROCAS, o escriba dos Outeiros, sobre este Carnaval de Inverno, baseada na reportagem especial da SIC, de Cristina Boavida

"CHEGUEI GALERA!!!!!
Chegou hoje ao palácio do planalto, na capital Brasília, o capitão da academia militar, operador de forças especiais, especialista em operações na selva, e em segurança, que... deixou a tropa, para se converter à política! Em 28 de Outubro, com 55% dos votos, venceu as eleições do Brasil com mais 10% que o oponente Haddad, do Partido Trabalhista, e tudo mudou.


Sob o lema: "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos", conseguiu convencer os 210 milhões de brasileiros que os epítetos de machista, homofóbico, atrasado, fascista, e nacional populista; eram apenas rótulos depreciativos que o PT lhe queria colar, e não assentavam bem, de todo, a esta pessoa do povo, de bom coração, que foi vereador no Rio de Janeiro, e chegou a deputado federal.

"Do mal, o menos", foi certamente o que pensaram os canarinhos, que optaram por este mergulho no desconhecido, ainda assim, preferível aos escândalos de Dilma em Dezembro de 2015, e de Lula da Silva, no processo de corrupção "Lava Jato" , do PT, que o levou à prisão, quando todas as sondagens davam vitória do antigo presidente nas eleições .

É que, quando no ativo, este personagem Bolsonaro, cumpriu 7 mandatos durante 28 anos, e dos 171 projetos que apresentou, apenas 2 foram aprovados!!!
Mas, mesmo assim, em 2014, foi o deputado eleito com mais votos, quando já dava sinais da sua irreverência, ao atacar setores limítrofes da sociedade brazuca.

Para além dos tiros nos pés dos adversários, a 6 de setembro teve mais um empurrão estratégico durante uma ação em Minas Gerais, quando foi esfaqueado, num episódio de tal forma bem urdido, que mais parecia encenado. Duas cirurgias depois, nos 23 dias em que esteve internado, optou por deixar de fazer debates políticos, facto que por sua vez, até foi explicado pela sua debilidade física. Assim, fez história ao assentar a campanha nas redes sociais, dando à manípulação e às "fake news" do seu ídolo Trump, um papel primordial.



Cerebral, ou com estrategas hábeis do seu lado, decidiu colocar a cereja no cimo do bolo da sua campanha, quando convidou Sérgio Moro, o juíz responsável pelo processo Lava Jato, para ministro da justiça. O justiceiro aí, vestiu a camisola, e o povo aderiu ao seu Salvador.

Ditador para uns, salvador para outros, "todó mundo" (como eles dizem) se pergunta: que 4 anos serão estes, sob o Cristo Redentor do Corcovado?

Encabeçando um governo duro, com 22 ministros onde contam 7 militares e apenas 1 mulher, já começou a lançar achas para a fogueira interna, ao facilitar o acesso para o porte de armas, a todos os que têm mais de 21 anos, e não têm antecedentes criminais.

No mundo, segue as pisadas do aliado Trump, reconhecendo Jerusalém como capital de Israel (entregando todo o ouro a esta fação, enquanto horroriza, e espicaça, os Ultras do Estado Islâmico), deixando a ideia que depois dele, nada será como dantes. Tal e qual como o outro.
  


"Ditador para uns, Salvador para outros, que 4 anos serão estes?", é a pergunta que a repórter Cristina Boavida, deixa em suspenso, como que a assinar a sua belíssima reportagem, a que tens acesso, carregando na ligação abaixo. Bom apetite! (é jornalismo de 1ª!)

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Crónica: O meu mundo é este, mas este mundo já não é o meu

 

Estava a tomar o pequeno almoço, dentro do horário perfeitamente definido, on Schedule, como dizem os ingleses, e D. Sizzle sai-me destrambelhado para o quintal, a ladrar de grande.
- “Vem lá alguém”, pensei.
Toca a campainha.

- Disseram lá de cima: “PEDRO! Tocaram à campainha!!
-  “Já vou!”, meio acabrunhado, por ter de deixar o pão de leite quentinho, acabado de ter saído da torradeira, e de ter sido barrado de manteiguinha de vaca, dentro do qual ficou a dormir uma fatia de fiambre da perna.
- “Mas se ainda não te mexeste!”
- (Entre dentes) Já estou a mexer… Como é que sabes, se estás noutro piso…
Prendo a fera, e saio à porta. Não vá o gajo passar-se.
Pensei que seria um pedido para fazer um favor, lá nas finanças. Alguém que tinha uma dúvida, alguém que não tinha transporte, o habitual. Afinal eram senhores num camião branco.

- “Bom dia?”, meio à espera de uma resposta.

- “B. dia! Vimos da Decathlon.” Vimos entregar uma encomenda para a D. Alice.

- Ah… Afinal é para aqui.

- Alice, chegaram as tuas botas e o chapéu, para montares a cavalo.


- E quanto custou, terem cá vindo trazer isso?, conferenciei cá dentro. (Pensando que os homens devem ter vindo de cascos de rolha, cedíssimo, para aqui estarem por volta das 8h.30m)
- Encomendas de mais que 10€, a entrega ao domicílio, e grátis. Estas passaram um pouco. Foram as mais em conta que encontrei.

(Pensando:) Realmente, isto as compras na net, é mesmo o que está a dar. Não há centro comercial mais próximo (à distância do sofá), e com maior gama de oferta.

No meu tempo, eu ia com os meus pais a Portalegre, ao fim de semana, mais no sábado, que no domingo (era dia de missa); e corríamos a rua do comércio, acima e abaixo. Nessa altura, tudo mais longe que isso, era muito mais longe, e de vez em quando, lá íamos a Castelo Branco, e dali a Idanha a Nova, ver os meus avós maternos. Duas ou três vezes por ano, talvez.

Hoje em dia, as crianças já se habituam a comprar assim.






Sempre gostei de ver notícias. As notícias costumam dar à hora das refeições. Dantes, deixava que as desgraças (são quase só isso), se intrometessem na única hora quase do dia, em que estamos os quatro juntos. Fosse na televisão antes do acidente, por antena, na cozinha; fosse no MEO GO, já recentemente, éramos interrompidos, quase que sem nos apercebermos disso.

Hoje, depois de pensar nisso, de jantarmos, de arrumarmos a cozinha, quando nos sentamos na sala, posso tranquilamente ver as notícias pelo tablet, com o auricular, enquanto vamos fazendo outras coisas.

A televisão como eu me habituei a conhecer, é passado. Uma estação, a transmitir, num horário, estipulado por si, acabou. O espetador passou a ser o centro de projeção. Aquele que define, quem, como, onde e quando quer ver. A invenção das gravações automáticas revolucionou por completo as televisões, e a forma como as concebemos.

Na minha visualização, salto sempre as publicidades. Ocupam tempo a mais. Às vezes, mais de 20 minutos. Para quê?, se não me faz falta comprar nada?

Enquanto eu vejo as novidades do país, e do dia; elas, depois de terem feito os trabalhos da escola, e caso não tenham de estudar, divertem-se a jogar na WII na televisão, ou nos tablets. A mãe tem trabalhos manuais dos seus, ou da casa, e elas recriam-se, cada um em seu ecrã pequenino, no colo.

No meu tempo, quando nos juntávamos na sala, víamos todos (a mesma) televisão, depois da mãe ter arrumado a cozinha. Todos juntos, a ver o mesmo. Depois, o pai ia para a cama, ouvir a rádio clube de Monsanto, e a ler livros de guerra.



Na web summit, a conferência de tecnologia que acontece desde 2009, inicialmente em Dublin, agora, mais de há 2 anos a esta parte, em Lisboa: os olhos do mundo convergem para a nossa capital. E essa atenção não se confina ao nicho de mercado que a criou (amantes e utilizadores da tecnologia em geral), mas sim todo o planeta.


Não a sigo com a atenção que gostaria, por manifesta falta do bem mais precioso que todos temos, para além da saúde; mas, daquilo que tenho visto, tenho-me apercebido que este tempo, não é o meu, porque está claramente muito à frente.

Vi, pasmo-me, uma entrevista a uma mulher robot, que deixa a pensar sobre se a inteligência artificial, poderá mesmo ser uma realidade no futuro.



Uma entrevista a um físico brilhante, em que o homem, incapaz de falar, porque sofre de esclerose lateral amiotrófica, uma rara doença degenerativa incurável, que paralisa os músculos do corpo; sem atingir as funções cerebrais; fala fluentemente, através de uma aplicação com portugueses na génese. 






Um serviço aéreo da Uber, para serviços de curta distância. (COMOÉQUEÉÉÉÉÉÉ?!?!?!?!?!?!?)
VAI HAVER NAVES POR TODO O ESPAÇO?!?I?I?

Vou-me deitar, que amanhã há escola, a pensar que qualquer dia, que certamente já não irá tardar muito, estas fantasias que amo, são capazes de ser verdades, daqui a amanhã.




quinta-feira, 2 de novembro de 2017

A era do... MEDO





Nota 1 do editor: depois da era do Cobre, do Bronze, e do Ferro; a era atual da pré-história em que vivemos, é a do medo.

Nota 2: As hiperligações a sublinhado, aprofundam o assunto

Quando pensamos em termos globais, à escala planetária, constatamos que todos os tempos, na história do homem, tiveram períodos complicados. É certo que sempre houve guerras, fações contrárias capazes de exterminar as oponentes, períodos muito maus de opressão. Mas duvido que tenham existido outros, tão ameaçadores quanto os de hoje em dia, na perspetiva do homem atual. Quando ele vive e circula pelo mundo, tem o medo latente, de um perigo iminente que o persegue. Seja numa rua de Barcelona, numa ponte de Londres, ou numa ciclovia da baixa de Manhattan, corre o risco de haver um desgraçado qualquer que está à espreita, para através de uma arma, uma bomba, ou uma viatura qualquer, tentar matar quantos inocentes puder, em nome de… nem ele sabe muito bem o quê.


Para mim, o Alá deles, é o nosso Deus, ou seja, a força criadora de tudo o que conhecemos. Diferem os profetas, os filhos de. Mas sejam Jesus de Nazaré, ou Maomé, é o BEM que está por detrás, na essência dessas figuras, e não o contrário. Não o medo, o horror, a desgraça alheia.


Desde a tragédia que vitimou os cartoonistas/humoristas do Charlie Hebdo, em 2015, o mundo está sempre à espera do que se seguirá. Depois desse reforço da tragédia que vivemos, na manhã que mudou o mundo em 2001, o suspense mantém-se.


Hoje, a humanidade desenvolvida, que se encontra num estágio de evolução, caraterizado pela busca da sua felicidade e bem-estar, vive em permanente sobressalto, com o espectro ameaçador dos terroristas, dispostos a tudo.


Enquanto nós buscamos o bem-estar, nesta vida terrena, estas aventesmas apenas procuram a morte e a destruição. Acreditam que a entrada no além, será ainda mais apoteótica, se com eles conseguirem levar mais inocentes. É uma luta inglória. Eles, que querem perder, e desejam morrer, têm tudo a ganhar. Nós, que só queremos viver e prolongar a nossa existência, o maior número de anos possível, com qualidade, e alegria; queremos ganhar, e temos tudo a perder.




Desta vez, o artista foi um cachopo do Uzbequistão, que ainda nem sequer 30 anos tinha, e muito menos, seguramente, cara para levar uns bons pares de bofatadas. Meteu-se numa carrinha e saiu desgovernado, numa ciclovia, para ver se conseguia apanhar o maior número de civis, que se preparavam para brincar… ao horror, celebrando a noite das bruxas.


Tinha chegado aos Estados Unidos em 2010, num programa de “Lotaria de Vistos de Diversidade”, mesmo com a carinha de Obama (foi por estas, e por outras, que os americanos redneck, o desmontaram do corcel), ao abrigo do qual, todos os anos, cerca de 55.000 vistos são distribuídos, por países onde a taxa de imigração para os Estados Unidos, é baixa. É claro que Donald Trump agora, não só quer acabar o programa, como quer este Zéquinha seja condenado à morte! Estar a meter um crápula destes na prisão? Estar a pagar para que ele coma, do bom comer que lhe damos, que durma, que esteja abrigado, que não tenha calor, nem frio?!?!

HEELLLLLLLL NNNOOOOOOOOOOOOOO!!!!


Do outro lado, 8 mortos e 12 feridos. Inocentes. Sem culpa alguma. Das vítimas mortais, cinco foram argentinos, que faziam parte de um grupo de dez ex-alunos da Escola Politécnica de Rosário - cidade a 300 km de Buenos Aires, que comemoravam 30 anos de formatura. As mortes chocam-me sempre muito, mas sobretudo estas assim, de pessoas que viajaram numa envolvência festiva. Pessoas que saíram do seu lugar, do seu canto, do seu nicho, para festejarem. Como foi o caso da avó e da neta, de Sintra, que morreram em Barcelona, no Verão passado. Foram para celebrar o aniversário da idosa, mas para celebrarem a vida, também. Chegaram, instalaram-se, contactaram a família, dizendo que chegaram bem e… num pequeno passeio de conhecimento… são assassinadas. É tudo muito mau.


Para o lourinho, vais ao castigo, e é já! E para a grande maioria dos americanos que lhe deram o voto, tem mesmo de ser assim.
Já escreveu no Twiter (extraordinária forma, de uma entidade daquele nível comunicar): 

DEATH PENALTY NOW!

Desta vez, o pelintra, ainda por cima, não morreu, nem lhe limparam o sebo. Diz que pediu que a bandeira do Estado Islâmico, para ser pendurada no quarto do hospital onde está a ser tratado. De certeza que se o Trump soubesse, lhe dizia: “ai queres bandeirinha? Concerteza! Mas eu é que ta vou lá pregar! Não sem antes te cravar, meia dúzia de cavilhas, em partes do corpo à minha escolha, terminando com uma no centro dos cornos!


Ele há cá com cada filha da puta!