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quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Parabéns Nôno! (pelos já 20!)


Minha querida filha, Nônôzinha, muitos parabéns pelo teu vigésimo aniversário.

Porra! 20 anos…!!!!

Eu sei que parece um lugar comum, mas não parece só… é mesmo!, por ser uma lição que aprendi com a vida: passa tudo muito depressa, a correr, tudo depressa demais! Parece que ainda foi ontem que regressei, completamente exausto, do hospital de Portalegre, depois de ter visto o esforço sobre humano que a tua mãe fez para depois de um dia inteiro em contrações, à espera, mais de que o médico decidisse que estava na hora, do que tu chegasses, para ainda ter ido buscar forças sabe-se lá onde, para te conseguir meter cá fora.

 

Eu, que vi de frente, ao contrário do que mandam as boas práticas, muito por causa das obras que estavam curso no nosso hospital de Portalegre, na “Ortopedia”, por a “Maternidade” estar a ser alvo de melhoramentos, jamais me conseguirei esquecer, mesmo que via 1.000 anos, de tudo o que vivi naquela noite. Uma noite em que apenas depois de termos ganho por 2-1 ao Santa Clara, com golo de Mantorras, depois de termos estado a perder, vimos o médico responsável, que padece de grande Befiquismo, graças a Deus (mas ali não ajudou nada!), ter subido ao quarto onde a tua mãe se contorcia já de esperanças, sem forças, por ter estado o dia todo a exasperar. Nada fora diferente daquilo que o pessoal de apoio me foi dizendo durante o dia, sobretudo quando me viam cabisbaixo, ao fundo do corredor, sem ter direito a bola, nem Benfica, nem nada que se pareça, já completamente esmorecido pela forma como estavam a decorrer as movimentações.

https://www.zerozero.pt/jogo.php?id=17674



 

Por esta altura já sabes de tudo o resto, de como não me avisaram do momento em que a minha primeira filha estava para chegar a este mundo, de como eu me esgueirei pelo corredor abaixo para tentar ver, daquela Mefistofélica enfermeira que me barrou, não me deixou entrar, e deu sinal (mais de negação do que de interrogação) ao médico, que corroborou com um “o pai é muito grande para entrar para aqui que isto é muito apertado!”, o cabrão; de como me deitei a ela, e lhe apertei a manápula dizendo com firmeza: “EU SOU PAI E SEI DOS MEUS DIREITOS! ESTOU-ME A MARIMBAR PARA AS OBRAS, SAIA-ME DA FRENTE, SE NÃO POSSO ENTRAR, EU VEJO AQUI DA PORTA!”, e vi, como a tua cabecinha cabeluda sai cá para fora, e como o ar de cansaço da tua mãe, se encheu de luz, glória e descanso.

Depois veio aquela atribulação de ver como eles te agarravam pelos pés, como se das patinhas de um coelho te tratasses, da aflição de tu, toda roxinha, a deitares fumo do calor do ventre, não emitires som algum quando eu sonhava com um berro desalmado que me soaria a “Pedrocas, já estou aqui!!!!”, daqueles segundos que eram como horas, em que mais parecias uma tripa roxa pendurada incapaz de emitir um sinal de vida, e das tão abençoadas nalgadas, que te desentupiram toda e as gooooOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOooEEEEEEEEEEEEEEEeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeellllllllllllaaaaaaaaaaaaaaaaaassssssssssssss, meu Deus, que nunca tinha ouvido um som tão bonito!!!

 

Já 20 anos desde aquela noite a seguir, e daquela memorável frangalhada que paguei aos meus amigos no Zé Calha, e eram bastantes!!!!; 20 anos depois da noite de lerpa que seguiu na nossa casinha da rua do Espírito Santo, em Marvão, só interrompida pelos meus constantes “epá falem baixo que acordam o morto!!!!”, para não incomodarem o velório que estava a acontecer ao lado, na Igreja fúnebre vizinha.

 

Pobre defunto… mas… cá do nosso lado, era tanta gente, tanta boa disposição, tanta alegria, mesmo no dia a seguir quando percebi que me tinha deixado dormir, e eles tinham saído de fininho, não sem antes terem dado grande amok no álcool por ali disponível, e terem barbeado muito do que havia para comer no frigorífico, mas não sem antes o terem aquecido nas louças velhas que tiraram da parede, à falta do discernimento lhes ter dado para que procurassem dentro dos armários, outras diferentes daquelas mais à mão.

 

Olha Leonor, o que te quero mesmo é felicitar, dar os parabéns, e dizer que claro que aquilo que mais quero, é que sejas muito feliz na tua vida, e te aconteça tudo do melhor! Creio que aqui não acabo por diferir dos outros pais e mães.

 

Neste contexto, gostaria de te conseguir transmitir dois conceitos / aprendizagens / vivências:

 

1) Este aniversário são os teus 20 anos, número redondo, bonito, de afirmação da maioridade. É o teu aniversário mas… é meu também e da tua mãe, por tu seres a maior, e melhor obra que fiz com a Cristina até, 9 anos depois, quando nasce a tua irmã. Assim que respiraste pela primeira vez, deixei de viver apenas neste corpo de metro e oitenta, pois passei também a bater no teu coração, como bato no da tu irmã, porque vocês são, para além do meu maior orgulho, a afirmação derradeira da vida sobre a finitude que afronta cada um dos mortais.

 

2) Passa tudo muito depressa, Leonor. Ouve aquilo que te digo. Vive intensamente, aproveita e saboreia cada minuto porque daqui a amanhã, serás tu a sentir aquilo que eu sinto. Ainda ontem vivia na Beirã…

 

Pertencendo nós a uma família matriarcal (e não precisas que te faça um desenho para que percebas aquilo que te quero dizer), tenho que te confessar que lamento que não estejamos tão próximos quanto eu gostaria. Certamente me dirás que assim é, porque eu também vivo a minha vida, tomo as minhas opções. Até compreendo, mas permite que te diga que a vida de cada um é inalienável, e deve ser vivida, embora nunca duvides do meu Amor por ti, e que por ti faria tudo sem pestanejar, numa fração de segundos.

 

Tenho saudades dos tempos em que passávamos os dois, os fins de semana em que a mãe trabalhava, juntos, em casa, em Marvão, a passear. Tenho saudades dos milhares de fotos e vídeos que te fiz, que perdi quando se perdeu o disco rígido que ainda tenho esperança de conseguir recuperar, por ter lá um repositório imenso de uma década fundamental da minha vida.

 

Tenho pena de não conversarmos mais, de não estarmos mais próximos. Sei perfeitamente que a ligação que tu, e a tua irmã, têm com a tua mãe, para além de ser mais forte e mais antiga (convém não esquecer que foram geradas, e saíram de dentro dela!), eu também cá estou, com todos os meus defeitos, tontices, imperfeições, parvoíces. Eu… sendo eu.

 

Há já muito que não te escrevia nos anos, como tinha o hábito de te fazer antes. Este blogue é o meu repositório, o meu espaço virtual para viver, e desta vez senti um apelo. Sabes que ligo às redes sociais e me importo com o blogger e com o facebook. Não sou do Instagram citadino e urbano, como tu. Gosto de passar por lá para descarregar umas fotos tuas sem fazer muitas ondas, que depois meto no telemóvel como capa de fundo (uma para ti, outra para tua irmã). Às vezes penso que gostaria que fizesses aqueles testemunhos de agradecimento, e amor lamechas como alguns, muitos filhos fazem aos pais, mesmo que sejam da boca para fora, mas eu sei que esses… não são para mim. Há que aceitar. Coisas piores há.

 

Tenho o maior orgulho em ti. Orgulho que sempre tive por tu seres o produto final do amor de duas pessoas que sempre se quiseram muito (já desde 1986; um com 13, outro com 11; há 35 anos, e sempre se quiseram nesta vida). Agradeço sempre a Deus que sejas inteligente, trabalhadora, exemplar aluna, doce filha, grande e sincera amiga, boa companhia, consciente cidadã, e muito bonita (mais ainda que a tua mãe!), agora magrinha, como eu te pedi sempre que tivesses cuidado.

 

Sonho muito que sejas aquilo que queres ser, que consigas os teus objetivos académicos e profissionais, que fiques com o Luís e consigam ser felizes os dois, que queiras ter, e tenhas filhos, meus netos.

 


Nunca te esqueças que estaremos sempre aqui por ti, e que a ti, com Deus nos faz a nós, perdoaremos e amaremos sempre tudo.

 

Muitos parabéns, Leonorzinha. Sê sempre feliz!

 














segunda-feira, 23 de março de 2020

As manas rock'n'roll




Este vídeo marca um tempo. Nunca mais nada foi assim, e ele há-de sempre recordar-nos como foi, um dia.

23 de março de 2014 às 17:14. Uma com 4, a outra com 13.

No início, acharam muita graça, e por isso acederam a deixar fazê-lo. 

Era uma brincadeira delas… que o pai pôde filmar.

Depois, a mais velha deixou de gostar, pela mudança de idade e por se passar a sentir incómoda e comprometida.

A mais pequena, deixou-se influenciar pela exposição (e os medos que lhe incutiam), por ser pequena, e deixou de gostar também.

Hoje, eu, que o sabia perdido no facebook, e ele mo recordou, quero “colá-lo” aqui, no sítio certo, para que fique para sempre.

Revemo-lo em conjunto, e vê-las a divertirem-se tanto hoje com a memória, uma rindo de cada lado, faz tudo valer a pena.

Hoje já gostam. Imagino daqui a 10, a 20 anos, quando o puderem ver com os seus filhos, numa altura em que eles tenham a mesma idade.

Obrigado...

sexta-feira, 20 de março de 2020

Dia do Pai 2020

Foi assim... para que nos lembremos sempre...
Um rei e o seu reino... <3

Final da etapa com os habituais beijinhos ao camisola amarela

Ontem de manhã, quando acordei, pensei: será que elas, que estão retidas em casa por causa da pandemia, e não ligam aos calendários, se lembram do dia que é?

Afinal... como sempre acontece, surpreenderam-me!
Ligaram-me, cada uma em momentos diferentes, e fizeram-me uma prenda linda (3 em linha com cartas da boneca, e um pai de Super-Homem, concebidas pela Alice).



Agora, que vivemos num estado de emergência nacional, em que quem pode não sai de casa, e há que reinventar os dias, foi uma atenção única.

Publicaram a felicitar-me no meu mural do facebook.


Eina ... tanto cabelo... tanto pêlo... tanto quilo a mais...



CARREGAAAAAA, FILHAAAAAAA...  

Tudo foi uma prenda que para mim, tem um valor incalculável, e será sempre inesquecível.

Bem hajam (de coração cheio), por a cada ano que passa me ajudarem a perceber que este dia também é meu, quando para mim sempre foi só do meu, cuja memória me esforço sempre por reavivar a cada dia que passa, mas que cada vez é mais difusa, perdida no túnel do tempo, para grande desgosto meu.

É... era esse ar de leão, seguro e confiante, sempre com o tição a arder nos queixos...
Bem disposto, realizado, feliz...

E vão 26... 

Grande abraço dos nossos, Dai.
Sabes que será até um dia... (que oxalá seja tarde, porque a eternidade será toda para nós).

E o serão não terminou sem que, a pedido meu, tivéssemos visto todos em família, um filme que elas escolheram, claro.




E foi muito bom!

Obrigado filhas, e à mãe, que me-as deu tudo fotoreportou! J

Beijo enorme!

domingo, 1 de dezembro de 2019

Parabéns, querida filha Leonor (18! A maior!)

2003.09.04 (1 ano e 9 meses) a montagem mais antiga no google photos

Hoje, dia 2 de Dezembro de 2019, é um dia muito importante para ti: cumpres 18 anos de vida. Parabéns. Muitos parabéns.

Porém, antes de ser um dia muito grande para ti, há-de ser sempre um dia dos maiores que a vida teve para mim, porque pela minha vez fui pai, vi o fruto do meu amor pela tua mãe Cristina tornar-se gente, vi-te a ti. Nessa manhã fria de Dezembro em que andava a colar cartazes de apoio à candidatura do Sr. Joaquim Francisco Barbas, que concorria à Câmara Municipal de Marvão (com o teu avô como vice, pelo PSD), na qual fui interrompido pela tua mãe, dizendo que estava a sentir sinais diversos que estavas a chegar; parei tudo para ir caminho do hospital distrital Dr. José Maria Grande, em Portalegre.

A história da espera dolorosa e prolongada durante todo o dia, em que mãe se torcia de contrações; a da certeza dada pelo pessoal assistente que, sabendo o médico Durão que era, e que o Benfica jogava contra o Santa Clara nessa noite (jogo sofrido, em que entrámos a perder e fomos salvos pelo Mantorras), só haverias de chegar a este mundo após o término da partida, já tu sabes de cor. Essas todas, e a da guerra que tive de dar com a enfermeira assistente que não me queria deixar assistir ao nascimento da minha primeira filha (era o que faltava!!!) por o hospital estar em obras, e o parto ter de ser na sala minúscula da ortopedia; já deves tu colecioná-las.



Mas este aniversário é diferente. Não infeliz, porque graças a Deus está a estudar onde queres, mereces, sonhavas e conseguiste; e por isso tudo ainda é mais feliz! Mas é diferente porque vejo como a vida passa, e há passos em que ela nos mostra que os saltos são gigantescos e efetivos. Já não tiro este dia de férias para poder estar contigo, para me divertir e desfrutar de ti. Na realidade, este é, o teu primeiro aniversário em que não estaremos juntos, e isso dói. Dói porque para mim, por mais que mudes, hás-de ser sempre a minha Leonor, a minha pequenina, aquela que me ensinou a ser pai, e que a vida é muito maior do que pensamos quando geramos alguém.

Depois, são 18 anos, Leonor! 18 anos, caraca! (como diz o comediante brasileiro ao qual a tua irmã está ligada dia e noite (COMO É QUE ISTO É POSSIVEL?!?!?!!?!? Filha… tantos filmes da Disney tão bonitos que tens, tantos canais de desenhos animados, tantos filmes no videoclube, e tu passas a vida a ver esse anormal… L EU VOU MATAR ESSE CARA!!!!)


Com 18 anos, já és adulta! Sais da minha jurisdição (embora te queiramos cá para todo o sempre!), já podes tirar a carta de condução (sempre obrigado tia Bela!), JÁ TE PODES CASAR!!!!!!!!! Imagina que te apaixonas por um bombista do auto-proclamado estado islâmico… imagina que queres emigrar para o Bangladesh para a apanha de cereais... imagina que te cansas da gente e vais para a Australia trabalhar numa criação de marsupiais… O QUE RAIO É QUE A GENTE TE PODE FAZEREEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!! ÉS ADULTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Por isso, vamos com calma. O meu relacionamento contigo tem de agora passar a ser mais cerebral que nunca. Amanhã deixas de ser minha, e eu quero-te é junto a mim.

Amo-te muito, amo-te tanto que creio que ainda não foi inventado o léxico para conseguir definir o que sinto. Ouvi há dias, e já te disse, que o justo é que os filhos sejam uma versão 2.0 dos pais. Tu, embora tenhas muitas coisas minhas (e aquela máxima que sempre te disse de que “os livros que tu andas a ler, fui eu que os escrevi vai manter-se, ok?”) já não dás em louca todas as manhãs à procura das chaves do carro e do serviço, quando estão, como diz logo a Alice, de 9 anos (mas já o fazia quando tinha 6), no meu bolso!

Como o que escrevo aqui é sempre verdade, ou pelo menos, A MINHA VERDADE, tenho de dar graças a Deus por teres saído assim: bonita como a mãe, alta como o pai (se tivesse sido o contrário, teria sido desastroso, mas amar-te-ia como minha filha na mesma), mas inteligente, culta, humilde, naturalmente boa, inocentemente ingénua, amiga do saber, amiga dos amigos (sempre, muito!), aluna dedicada e de exceção, boa filha, filha querida, entranhável.

Há dias tivemos de ir a Lisboa e saíste mais cedo da aula, para ires almoçar connosco onde vocês tanto gostam. Estivemos juntos, rimos, conversámos, fomos às compras, e quando nos despedimos, quando elas já tinham virado e ido à sua vida, fiquei a acompanhar-te com o olhar, até ao ponto em que saíste do meu alcance, e mergulhaste na multidão. Lá chegada, alguma coisa te disse, e alguma coisa me disse a mim (o raio das lágrimas…) que irias fazer o que fizeste: virares-te-te para trás, e disseste-me adeus. Eu respondi-te. Viste? A nossa ligação é essa: a mais forte da vida.









- PAI, PAI, PAI!!!!!!!! (esfuziando de alegria 😀😁😍🎉🎊🎉🎊🎉) NEM SABES QUEM ESTÁ ALI!!!!!
- Quem, filha?!?! (enquanto espreitava)
OH! Queres ir falar com eles?
- (sim a tremer...)
- Oh, anda cá... (de mão dada... )
Olhem , amigos, desculpem lá o incómodo (vocês devem passar a vida a levar com isto), mas a minha Alice é tão vossa fã, e quer pedir-vos se pode tirar uma foto convosco. Pode?
Eles, impecáveis, sorridentes e solicitos)
- CLARO QUE SIM!!!! (os dois, enquanto se punham de pé...)
- NÃO!!! NÃO!!! NÃO É PRECISO METEREM-SE DE PÉ!!!!
- ERA O QUE FALTAVA!!!! (enquanto sorriam... ❤️)

Muito obrigado! 👍😘😍 (E disse baixinho) Eu também acho que os dois, cada um no seu registo, são demais!!! 🔝

Novembro 2019.Alice@Agir/Carolina Deslandes

A alegria tem este sorriso...  😍
 — com Agiragir e Carolina Deslandes.

Que nunca te falte nada para que sejas feliz, todo o feliz que possas. Porque para isso, eu roubo e até acho que matar era capaz.

Deixo-te aqui umas prendinhas: um texto que escrevi antes dos blogues, há 16 anos atrás, e uns vídeos que fiz que sei que já conheces, mas que haverás seguramente de gostar de rever, como eu gostei.







Desculpa... 

Amo-te mais que à vida. Amo-te milhões infinitos e estarei, estaremos sempre aqui, por ti. (aconteça o que acontecer, porque um pai perdoa sempre um filho, como Cristo nos perdoa a nós.)

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Quando as mãos que criámos…

Escrevem as páginas mais douradas do livro das nossas vidas…

Ai se o orgulho matasse...
Leonor Sobreiro, de novo, no Quadro de Excelência 2018/2019 da Escola Secundária de São Lourenço, em Portalegre
Obrigado por me fazeres sentir rico!
Obrigado pela foto, Luis Sancho! Ficou 5 estrelas

Amor de irmãs...
(Ou, o nosso sonho tão lindo, Fernanda Sobreiro...
E tanto que agradeço a Deus poder-me deixar assistir a isto...
Todas as manhãs, todas as noites...) 

Primeiro… a Leonor…

É a primeira e principal (ex-aequo com a Alice) obra das nossas vidas, Cris. Graças a Deus, e a Ela, tem conseguido retribuir-nos todo o carinho, amor, e dedicação que lhe temos dedicado desde o dia em que nasceu, dando o melhor de si, no seu "trabalho", e na sua vida.

Como sempre lhe ensinámos, o que constrói, para si, será.

Peçamos, como sempre, a Deus que a ilumine e proteja, ao longo da sua vida; e que nos dê saúde para que a possamos sempre acompanhar.

A ti, Leonor, agradeço-te do fundo do coração, o dares-me tanta alegria.

Tu sabes que és a minha 5 estrelas...











(3 dias) Depois…

A vez da Alice...



Com a sua adorada Prof. Amália... 

Aqui com o seu colega, amigo, concorrente (tanta falta que fazem um, ao outro), Salvador

Como se não bastasse,
Ter tido uma grande alegria (no sábado!),
Ainda pouco tempo passou,
E já estou a rebentar, noutro dia.

Desta vez, a premiada,
A que entrou para o mérito,
E para a honra foi chamada,
Foi a minha Alice, o nosso mais jovem rebento.

Se esta rede social, do meu tempo,
É na que gosto de participar,
Me pergunta "no que penso?",
Então, tenho de opinar.

Lamento correr o risco,
De em vez de 
um abraço e um sorriso,
Poder semear críticas e invejas,
Mas Deus sabe que não é o que quero e preciso

Há dias, ouvi na rádio
Que os filhos, devem ser a versão dos pais 2.0,
Concordo em absoluto, sei que as minhas vão mais além,
Nisso sou completamente sincero .

A vida de um casal nem sempre é fácil,
Não é um romance, como os filmes,
Sendo que viver bem, a dois,
É das coisas mais difíceis, e felizes!

Ninguém sabe o amanhã,
E o futuro é sempre uma incerteza,
Mas sabemos que o começo, é fundamental,
E permite-nos sonhar com alguma firmeza.

O meu (nosso) orgulho não se mede,
E enche-nos de alegria,
Mas sabemos que estes sucessos são apenas degraus,
Na longa, dura, e sinuosa escadaria da vida.

Princípios, valores, saberes,
Com que têm alimentado as suas inteligências,
São o nosso modesto contributo,
Para enriquecer as suas consciências

Ela, a pobre, estava tristinha (ainda assim),
Por não ter cá a sua adorada mana,
O avô, os padrinhos e a sua prima que tanto venera,
Neste dia de semana (terça).

Mas eu expliquei-lhe, com calma,
Que na dura vida dos crescidos,
Nem sempre podemos estar onde queremos,
Temos de nos sujeitar a outros compromissos.

Ensinei-lhe que, por eles,
Deveria estar feliz com quem está,
Porque, de certo, se pudessem,
De certeza que estariam cá.

Prometi-lhe que assim que possível,
Nós haveremos de juntar,
Para celebrarmos na nossa casa, em família, como adoramos,
A glória escolar de ambas, absolutamente sem par.

Peço que um dia possas ler, com prazer,
Estas palavras que te dedico,
Dando seguimento ao jeito que dizes que tenho para elas,
Quando na ajuda aos TPCs, com elas brinco.

O meu sonho é grande e igual, para ti, e a Leonor,
Que trabalhem sempre com afinco,
E se esforcem para potenciar,
O vosso enorme valor.

Tenho esperança e fé, que um dia,
Nessa senda vos possa ver,
Bem encaminhadas, e felizes,
Com bons empregos, e famílias felizes (cheias de petizes).

Peço desculpa pela vaidade,
Mas é mais forte que eu, não consigo,
Por isso, clamo pela vossa tolerância,
Para este pai embevecido...

Compreendo que vós, meus leitores por aqui.
Até finjam que não vêem,
Para não me parabenizarem,
Que não liguem, e ao lado passem.

Mas aos que nos honram com um gosto!, 
um carinho, ou um comentário,
Quero que saibam que vos agradecemos,
E retribuímos, desejando tudo o que mais mereçam. 

No quadro de Valor e Excelência, do 3° ano do Agrupamento
de Escolas do Concelho de Marvão (1a, à direita, em cima)

Com a avó Jacinta Lança

Com a avó Alzira Sobreiro

<3

Do magnífico lanchinho que se seguiu no fantástico @Tachinho da minha querida vizinhança Susana Martins.

A magnífica encenação orientada pela mágica Prof. Luisa Rodrigues... ♥️

Belíssimo momento de coreografia...