terça-feira, 15 de setembro de 2026
Who Cares?!? (Quem é que quer saber disso?!?!?!?)
domingo, 13 de setembro de 2026
Saber caminhar apoiado na sapiência ancestral
Na leitura que hoje fiz na missa dominical, tocou-me uma muito oportuna do Livro de Ben Sirá.
A Bíblia, sendo não um, mas sim um conjunto de livros, varia muito o tema, o tom, a intensidade e o teor da mensagem (a palavra vem do grego 'ta biblia", que significa "os livros" ou "a coleção de livros", e funciona como uma pequena biblioteca que reúne textos de diferentes autores, épocas e estilos literários (como histórias, poesias e cartas), com a divisão principal: "antigo testamento", que conta a criação do mundo e a história do povo antigo; e "novo testamento", que aborda a vida, os ensinamentos de Jesus e o início da Igreja, que tem 73 livros no total (46 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento).
O livro de Ben Sirá é um texto sagrado da literatura sapiencial do Antigo Testamento, escrito em Jerusalém por volta de 180 a.C. por Jesus, filho de Sirá. Trata-se de uma compilação de conselhos práticos, máximas e hinos que orientam sobre como viver de forma justa e fiel à Torá (que é o texto mais sagrado do judaísmo, composto pelos cinco primeiros livros da Bíblia hebraica, também chamados de Pentateuco na tradição cristã)
É o único livro sapiencial do Antigo Testamento cujo autor é explicitamente conhecido por nome.
E dizia o seguinte:
"LEITURA I - Sir 27,33-28,9
Leitura do Livro de Ben-Sirá
O rancor e a ira são coisas detestáveis, e o pecador é mestre nelas.
Quem se vinga sofrerá a vingança do Senhor, que pedirá minuciosa conta de seus pecados.
Perdoa a ofensa do teu próximo e, quando o pedires, as tuas ofensas serão perdoadas.
Um homem guarda rancor contra outro
e pede a Deus que o cure?
Não tem compaixão do seu semelhante
e pede perdão para os seus próprios pecados?
Se ele, que é um ser de carne, guarda rancor, quem lhe alcançará o perdão das suas faltas?
Lembra-te do teu fim e deixa de ter ódio;
pensa na corrupção e na morte,
e guarda os mandamentos.
Recorda os mandamentos
e não tenhas rancor ao próximo;
pensa na Aliança do Altíssimo
e não repares nas ofensas que te fazem."
Tanto tempo passado, dá que pensar, não dá?
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Haverá vida lá fora?
Há quem tenha orgulho em ser Português por ser o país do Ronaldo. A mim, fascina-me muito mais a tenacidade e a bravura, a inteligência e a coragem, que o talento natural potenciado pelo treino.
Mais que tudo isso, fico deslumbrado quando um povo diminuto face aos números do planeta, se destaca e deslumbra: no deserto de Atacama, no Chile, ergue-se o maior observatório do planeta.
Com 350 noites sem nuvens por ano, os céus escuros e límpidos do deserto mais seco do mundo são uma janela única para o Universo. Este lugar extraordinário tem permitido algumas das maiores descobertas da astronomia moderna. E a participação portuguesa - quer da academia, quer da indústria - tem sido decisiva.
Portugal está na linha da frente na procura de vida fora da Terra. A SIC acompanhou em exclusivo, no Observatório do Paranal, a instalação do PoET, o telescópio português concebido para ultrapassar uma das maiores barreiras na procura de vida extraterrestre...
https://sicnoticias.pt/programas/reportagemsic/2026-09-10-estamos-sozinhos-no-universo--nunca-estivemos-tao-perto-da-resposta-9140dfce?utm_source=sicnot&utm_medium=root&utm_campaign=APP&utm_content=/programas/reportagemsic/2026-09-10-estamos-sozinhos-no-universo--nunca-estivemos-tao-perto-da-resposta-9140dfce
terça-feira, 14 de julho de 2026
Festival Benefício de Marvão a encantar as Areias, e todos quantos a ele acorreram...
Santo António das Areias, uma pequena aldeia norte alentejana encostada à fronteira com Espanha, situada mesmo a meio do mapa de Portugal, bem à direita de quem o fita, a escassos 6 quilómetros da muy nobre, sempre leal e bem conhecida por todos vila de Marvão; tem hoje muito menos de um milhar de almas no total da sua freguesia segundo a última contagem oficial, o que reduz o número dos habitantes na localidade a umas escassas centenas.
Desertificada, como praticamente todo o interior, esquecida
por uma classe que dá primazia às grandes urbes e ao litoral, onde estão
maioritariamente centralizados os votos, vê muito longe as décadas de 30 e 50
do século passado, nas quais a família tutelar Nunes Sequeira garantiu o
desenvolvimento industrial com um impacto muito forte na economia local,
criando emprego estável, dinamizando a agricultura e o comércio, ajudando a
transformar a freguesia quase apenas de matriz rural, numa com base industrial
relevante.
Pois entre esses poucos viventes que há por aqui hoje em dia,
muitos houve (entre os quais, obviamente me incluo) para além dos muitos que
vieram de outras paragens, que foram imensamente felizes com o Festival
Benefício de Marvão, cuja comercialização do produto nasceu da iniciativa
baseada na amizade de universitários de Coimbra, Ricardo Nunes, e de um
colega de República autóctone, Jaime Miranda. Esta história de Amor que
esteve na génese do produto original, culminou num Festival que aconteceu neste
fim de semana.
![]() |
| Paulo Fernandes (esq.) e Ricardo Nunesdo Benefício Gin |
Pois foi o Benefício Gin que estabeleceu parcerias
estratégicas em rede, e se destacou como principal impulsionador deste Festival
com o seu nome, com patrocinadores oficiais que incluem os Institucionais
(Município de Marvão e a Freguesia de Santo António das Areias); os culturais e
musicais (a Ovo Estrelado Records, editora responsável pela curadoria
artística); os comunitários e associativos (Grupo Desportivo Arenense), e as
marcas locais (Cerveja Barona), que deram as mãos, integram o evento e colaboram
na sua dinamização turística e comercial. Neste caso, o apoio da Antena 3, a
filha mais jovem da rádio pública portuguesa, revelou-se absolutamente
estratégica e fundamental, quer através da divulgação promocional diária que
muito nos orgulhou, quer pelos diretos e entrevistas, que voltaram a colocar
Marvão no centro das atenções.
A terra engalanou-se para receber o evento com o largo do
adro da igreja a acolher sete bungalows de madeira com alimentação, bebidas, e
promoção, que juntamente com os diversos pontos de venda de discos, adereços,
peças de vestuário, produtos locais e outros situados na sala nº 1 do
Grupo Desportivo Arenense, criaram uma ambiência diferente, única, mesmo.
Na primeira noite, dia 10, apesar de não estar agendada uma atuação ao vivo de um artista, à exceção do DJ set indoor de A boy named Sue, e Bunny O’Williams, aglomerou-se perto de uma centena de visitantes, a grande parte dela vinda de outras paragens, e serviu de aquecimento para o seguinte dia 11.
Quando a hora atingiu a meia-noite e as licenças de ruído
terminaram, todos acorreram à sala do GDA para ouvir os DJs. A Boy named Sue,
que como o nome bem indica, remete para o imaginário do lendário Johnny Cash, e
iniciou a exploração do universo Rock’n’Roll com lotes que funcionam como uma
autêntica "máquina do tempo" da música popular, muito baseada no rock
'n' roll clássico e o garage punk, mas com escolhas que viajaram muy livremente
pelo rhythm & blues, soul, psych, surf rock, exotica, world grooves e
ritmos tropicais. Este braço direito de Paulo Furtado, com quem colabora de
perto nos projetos The Legendary Tigerman e Wraygunn, que se recusa trabalhar
com playlists fixas, e adata sempre a música à energia da pista de dança, não
ganhou o 1º prémio de visual da noite porque o concurso não se realizou. É que…
realmente, tanto estilo numa pessoa só, devia ser motivo de imposto! Nas
colunas domadas por ele passaram ritmos que mais pareciam magrebinos, clássicos
como os Kraftwerk e muita classe, a escorrer pelas colunas abaixo.
Quem estava à espera de um set primeiro e a Bunny depois,
enganou-se e percebeu isso de imediato quando os viu aos dois a dominar os
pratos em parceria, ao mesmo tempo.
Bunny O'Williams, figura marcante da cena underground
lisboeta, conhecida pela sua energia crua focada no rock & rol, senhora dum
estilo eclético, que vai muito além do rock tradicional e explora sonoridades
como o dream rock, o krautwave ou o raw punk foi sempre alternando a sua
atuação e a pista de dança, incitando os presentes a mexerem-se, e a
contribuirem para aquecer o ambiente. Nesse então, animados pelo excelente som
debitado pelas colunas da sala, e pelo altíssimo nível dos animadores, mais de
uma centena de presentes, com muita cara vinda de fora, moveram-se ao som do
groove, quando se ouvia uma versão alternativa de Personal Jesus,dos Depeche
Mode.
Já no sábado, nem sei bem se por ser fim de semana e a malta estar mais liberta, parece que toda a povoação foi invadida por uma espécie indie rara, de gente bem disposta com trajares e poses nada usuais por aqui: uns que chegaram obviamente de outras paragens, e outros que conheço vagamente porque apesar de serem estrangeiros aqui residentes, são utilizadores habituais do serviço de finanças onde exerço o meu mister para viver, e foram coabitando com os locais que acorriam à chamada das atuações ao vivo, atraídos pela curiosidade potenciada pela gratuitidade do evento.
A flauta de Violeta Azevedo e as composições sonoras por si criadas, sempre com uma margem muito grande de improvisação, tiveram início já quando os raios de sol a descer caiam dourados nas escadas de granito que conduzem à igreja da terra, e foram admiradas por algumas dezenas, muitos locais, que se deixaram levar pelo ambiente onírico, mais contemplativo que foi muito agradável apesar da temperatura ter baixado em relação aos últimos dias e de um vento teimoso que não deixou de soprar.
Quando muitos dos presentes já circulavam pelos bungalows de madeira do município de Marvão, situados junto ao topo do Largo Ricardo Vaz Monteiro, em busca de algo que os saciasse à hora de algo mastigar, “Acid Acid”, o projeto a solo do músico e radialista português Tiago Castro, criado em 2014, agitou num concerto instrumental one man band onde sobrepôs guitarras, sintetizadores e pedais de efeitos para criar uma sonoridade cósmica, psicadélica e de inspiração krautrock, esse género de rock experimental desenvolvido na Alemanha Ocidental no final dos anos 60 e início dos 70, que se afasta das estruturas anglo-americanas, e se destaca por ritmos hipnóticos, improvisação e pelo uso pioneiro de sintetizadores.
Não vos garanto que a criação de longas texturas
instrumentais sem interrupção caísse muito no goto dos presentes da terra, mas
a verdade é que esta experiência de meditação coletiva, esta verdadeira viagem
espacial, fortemente influenciada pela psicadelia dos sixties, foi muito
apreciada pelos jovens chegados de além.
A terceira atuação ao vivo da noite, ao ar livre, que já
muito refrescava, foi a de Teresa Castro, que dessa forma ninguém a
reconhecerá, mas se dissermos que foi Calcutá, uma compositora e
multi-instrumentista lisboeta sediada no Porto, já causará outro impacto. A
artista, com formação em guitarra clássica, mistura folk, drone e música
ambiente, nessa noite fez-se acompanhar por uma violoncelista e um harmónio
(esse instrumento musical de teclas com funcionamento semelhante ao de um
órgão, mas sem tubos), e impactou. O som era verdadeiramente belo e inebriante,
estranho, etéreo, e encantou a centena de presentes.
De seguida, tudo rumou para a sala nº 1 do Grupo Desportivo
Arenense, o clube desportivo local que serviu de palco para os eventos
indoor, e para todo o apoio backstage, onde o já aqui falado Tiago
Castro, se juntou ao seu colega do éter Ricardo Mariano, e atuou sob a forma de
dupla de DJs portugueses Les Lads (SBSR.fm), que se destacam pelos seus sets
dinâmicos que misturam indie, eletrónica, psicadelismo, world music e rock
dançável.
Nesta sala muito, mas mesmo muito mais composta foram imensos
os que acorreram ao espaço, que passou a agregar todo o pessoal que estava
presente não só nos concertos, mas também nas áreas destinadas a alimentação e
refrigeração, compondo um aglomerado de mais de uma centena de pessoas, muito
satisfatório para este primeiro ano de edição.
Na opinião de Ricardo Nunes e Paulo Fernandes, co-fundadores
do Benefício Gin, este foi um evento que correspondeu plenamente à sua visão de
marca: "Correu muito bem, e irá repetir-se para o ano. Teve os seus
desafios, mas foi altamente recompensador, pois demonstrou que há público e que
este é o tipo de statement estético, cultural e de marca que nós queremos
continuar a trilhar." Para estes dois fundadores, que escolheram Marvão
como território de eleição para criar, este festival não é um simples evento de
marca: é a expressão mais completa de uma filosofia que une a inovação à
valorização do território. "Queremos agradecer a Santo António das Areias
por ter recebido tão bem as pessoas e por esta ter sido uma festa tão
bonita", acrescentam, resumindo o espírito do evento no claim que
escolheram: "Dois dias de festival, uma aldeia inteira."
Uma marca nascida da amizade aposta, desde a origem, numa
lógica de ecossistema local, com parcerias com produtores regionais e impacto
direto na economia da região, e comprova, com este festival, que a
sustentabilidade que pratica não é apenas ambiental: é também humana, cultural,
económica e social.
Reportagem que teve a honra da publicação na Ritmos e Batidas do grande jornalista na revista Blitz, radialista na Antena 3 e director do projecto Rimas & Batidas, Rui Miguel Abreu.
A Ritmos e Batidas é publicação digital especializada na cultura hip hop e nas músicas urbanas, jazz e zonas estéticas circundantes, nas músicas experimentais e criativas, numa perspetiva aberta, crítica e atenta à atualidade artística, social e cultural contemporânea. A publicação foi num formato muito mais reduzido a nivel multimédia, adequado à dimensão nacional do projeto que a recebeu, mas cujo texto acolheu na íntegra, o que muito agradeço.
terça-feira, 19 de maio de 2026
Ajudar... (Hoje ele, amanhã...)
O Paulo Mota é um Amigo de sempre... de toda a vida.
Primo pelo casamento, crescemos juntos, vivemos sempre aqui na mesma terra, e tivemos tantas aventuras e desventuras, tantos episódios e rocambolices na nossa adolescência (porque os anos são praticamente os mesmos...) que davam para estar umas boas horas à mesa, à conversa, a recordar...
A certa altura seguimos rumos diferentes, quando eu saí para Lisboa para estudar... e quando voltei, já ele não estava tanto aqui, ou estava mais em Portalegre e... os anos já eram outros... pelo que...fomos-nos vendo menos.
Com pais (Nuno Mota e Catarina Silveira) muito próximos dos meus (os homens reuniam-se com frequência em altas fadistagens, guitarradas, e saraus de cantigas de intervenção), sempre nos sentimos muito próximos.
Apesar da distância, era sempre com grande alegria que nos revíamos e voltávamos a estar juntos.
Soube há tempos que tinha também ele sido apanhado pela mais temida das doenças, que causa sempre muito sofrimento, sobretudo para quem dela padece, mas também por todos quantos estão, impotentes e incrédulos, à sua volta.
Só um transplante de medula óssea lhe pode voltar a dar toda a alegria e esperança de vida de volta, libertando-o das prisões das viagens e dos tratamentos para se conseguir continuar a manter vivo.
E um transplante de medula óssea não é nada de ficção científica, e que obrigue a uma operação ou estratégia muito completa, mas é uma doação muito similar à de uma dádiva de sangue.
Eu, que fui doador de sangue com muito orgulho durante muitos e muitos anos, e que lamentavelmente deixei de o poder fazer quando recebi doações no seguimento do meu acidente de viação de 2011, no mês e meio em que estive em coma induzido; também quando me surgiu a possibilidade de ser doador de medula óssea, decidi de imediato e sem pestanejar, ser doador também, e é por esse motivo que faço parte de uma rede internacional em que se houver alguém que necessite do meu contributo para viver, eu irei de pronto realizar essa doação.
O pedido que vos faço é que sejam capazes de muito mais que partilhar, é que saiam dos sofás e se cheguem à frente, porque o que distingue os Heróis dos... coisinhos... 😏 é que os Homens a sério têm a capacidade de se meter no corpo de quem precisa e pensam: 🥺😬 e se fosse eu?!? 😱🫣 ou o meu filho... ou o meu pai, mãe... ou a minha namorada...
Em Portalegre, podem inscrever-se para ser dadores de medula óssea no Serviço de Imunohemoterapia da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), localizado no Hospital de Portalegre - 245 301 000
Para verificar se são elegíveis e formalizar a inscrição, sigam estes passos e informações:
1. Requisitos para ser Dador
Para integrar o Registo Português de Dadores de Medula Óssea (CEDACE), precisam de cumprir os seguintes critérios:
Ter entre 18 e 35 anos de idade (a inscrição é feita apenas uma vez na vida).
Pesar mais de 50 kg.Ter altura igual ou superior a 1,50 m.Estar de boa saúde.Nunca ter recebido uma transfusão de sangue.
2. Como se Inscrever
A inscrição passou a ser feita de forma totalmente digital. O processo é o seguinte:Preencha o questionário online no site do Instituto Português do Sangue e da Transplantação.
Após o preenchimento, dirija-se ao Hospital de Portalegre (Serviço de Imunohemoterapia) para a colheita de uma pequena amostra de sangue, que permitirá avaliar a sua compatibilidade.
Alternativamente, pode acompanhar as colheitas móveis de sangue e medula óssea dinamizadas pela Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre nos vários concelhos da região.
Morada: Hospital Dr. José Maria Grande (integrado na ULS do Alto Alentejo), Av. Santo António, 7301-853 Portalegre.
Telemóvel: 936 665 277.
E-mail:dadores.sangue@ulsna.min-saude.pt
Se tiver alguma dúvida sobre o atendimento ou horários, não se esqueça que pode contactar o hospital diretamente pelo telefone 245 301 000.
Façam um esforço para se colocarem no lugar do nosso Paulo, vejam a vossa vida a andar para trás, e a sua continuidade obrigada a deslocações exaustivas, extensas, e consecutivas de horas e horas à capital.
Sabia tão bem uma ajuda, não era?!?
Isso? 👍💪😘
Muito obrigado pela atenção!!! ✌️
Estamos Juntos!!!
A chave do sucesso pode estar em TI!!! ♥️
















































