quinta-feira, 26 de março de 2026
Sobre voar...
sexta-feira, 13 de março de 2026
Chegar de Chega! De vez...
Texto dedicado aos meus queridos António Parra e Isabel Barradas Ludovino, meus paladinos na luta do Bem.
O nosso povo português,
inquestionavelmente um dos mais bravos que já pisou este planeta, que já ousou
até dividir ao mundo com os espanhóis em Tordesilhas, numa era em que rasgava
mares sem fim para descobrir continentes... é por vezes também um dos mais
mansos, dos que se deixa levar, que adormece e não reage, que ainda hoje não
consegue explicar como se deixou hipnotizar e amordaçar numa ditadura de 48
anos (28/05/1926 - 25/04/1974, que nos cortou as pernas no século XX)
A crítica que fiz no facebook ao
comportamento vil e ultrajante dos deputados do Chega à vice-presidente da
Assembleia da República, Teresa Morais, há dias, gerou, como de resto era por
mim até já esperado, a manifestação de diversos amigos que não compreenderam
como o Diogo Saldanha, o Carlitos Amador, ou o Marco Barreto que se mostraram
solidários e apoiantes destas... criaturas
Não é que tenha a pretensão de
evangelizar as massas, até porque de pastor não tenho nada, mas palavra que dá
vontade de lhes responder, como irei fazer agora, apenas enumerando fatos
históricos, embora seja da opinião que o lugar certo para a emitir, não deve
ser num comentário de comentário, que se perca na voragem da espuma dos dias do
facebook, e por isso responderei no meu blogue, que tem perdido em favor do
imediatismo desta rede, mas onde gosto de continuar a "colar" os episódios
da minha vida cibernauta.
Pela importância do tema, e pela
relevância para as nossas vidas, peço que os “Cheguistas” mencionados façam o
favor de ler o que escrevi de seguida, e não me venham depois com a reação,
como têm tanta vez, "ehhhh paaaahhh... aquilo é tão comprido... 😱
que não tive paciência”... porque para se saber, tem de se ler!
Basicamente, muitos de vós,
apologistas do Ventura, o charmoso, o bem falante, o galã do Tik Tok; vêem no
Chega o fim de um sistema bipartidário (os governos há muito que são ou do PS,
ou do PSD... e as diferenças entre o dois são praticamente nulas, quando eram
muito mais óbvias quando era garoto), dizia eu que o sistema já está obsoleto,
marcado pela corrupção, lhe falta capacidade de resposta imediata aos problemas
do dia a dia, resposta para recuperar o poder de compra face à tenebrosa
inflação, mais habitação, mais emprego e... têm de haver culpados!!!
Como toda e em qualquer ditadura
ou tirania, os culpados são sempre os mais fracos! O bode expiatório são os
imigrantes, os que chegaram vindos de fora, ou que garantem que não falte mão
de obra nas estufas do Baixo Alentejo, nas entregas porta a porta, ou na
construção civil, mas que apesar de respeitadores e explorados, maltratados em
esquadras de rua por agentes mal formados, e anichados como ratos em garagens e
barracões que pagam a peso de ouro, são alvo de uma campanha discriminatório que
quer que passem por párias (excluídos sociais) quando na realidade são os
contribuintes líquidos muito importantes para a Segurança Social em Portugal,
pois pagam muito mais do que recebem em prestações.
As contribuições dos
imigrantes ultrapassaram os 4 mil milhões de euros, gerando mais de 3 mil
milhões de euros de “lucro” para a Segurança Social.
Representam pois uma fatia
crescente dos contribuintes (em alguns anos cerca de 9–20% da população ativa),
ajudando a compensar o envelhecimento e a quebra de trabalhadores portugueses.
Pois bem, essa é uma das grandes
falácias (erro de raciocínio que faz um argumento parecer correto ou
convincente, mas que na verdade é inválido ou não sustenta a conclusão) do
Chega, como aquela tormenta sempre constante de chamarem o abominável (adjetivo
em português que significa algo ou alguém que merece ser abominado, isto é,
detestável, execrável, horrível ou que causa forte repulsa e aversão) Salazar,
ditador que nos cerceou (cortou pela raiz ou pela base, limitou em sentido
figurado), que pedem em duplicado, (ainda por cima!!!), enquanto desfilam de
camisa branca, exibindo saudosas saudações nazis de braços esticados pela
avenida da liberdade abaixo.
Saberão eles, e vocês, jovens
meninos, meus doces petizes, que em relação a assuntos tão fundamentais, qual
era o estado da situação nesse então, que agora querem de volta?
Sendo a liberdade o valor que
mais defendo na vida, o poder decidir pela minha própria vontade e só essa,
para onde quero ir, por onde quero caminhar, com quem quis casar, o que ler,
ver, ouvir, ler e escrever, quem quero ter como Amigos, onde quero trabalhar,
onde, com quem e quando vou comer ou estar, isso seria impossível então porque
existia a CENSURA, um dos pilares fundamentais do Estado Novo
para garantir a sobrevivência do regime, que não se tratava apenas de uma
questão de "apagar frases", mas sim um sistema burocrático complexo e
omnipresente.
Existia o "Exame
Prévio", a principal característica da censura portuguesa, ao contrário de
outros regimes onde se punia depois de publicar. Em Portugal nada podia sair a
público sem autorização. Por isso, todas as provas tipográficas, jornais e
outras publicações tinham de ser enviadas para a Direção-Geral de Informação,
também conhecida como o "Lápis Azul", onde os censores riscavam
textos, frases ou até anúncios publicitários que considerassem perigosos.
O termo ficou famoso porque os
censores usavam literalmente lápis de cor azul para riscar os textos, um
símbolo de autoridade silenciosa que condicionou a mentalidade portuguesa
durante quase meio século.
Temas como a política (críticas
ao Governo, notícias sobre greves, movimentos operários, oposição política ou
problemas nas colónias); a moral (o divórcio, o aborto, referências sexuais
explícitas ou comportamentos que desafiassem a "família tradicional")
e a religião ou ordem pública (crimes violentos ou suicídios eram
frequentemente cortados para dar a ideia de que Portugal era um
"oásis" de paz e segurança), eram liminarmente proibidos!
Havia um total controlo das artes
e do espetáculo, uma vez que a censura não se limitava ao papel. Os guiões de
teatro e cinema tinham de ser aprovados antes da produção e o resultado final
era revisto antes da estreia. As letras de intervenção (como as de Zeca Afonso)
eram proibidas ou alteradas, e até o fado foi vigiado para garantir que não
transmitia mensagens de revolta social.
A PIDE (Polícia Internacional e
de Defesa do Estado) apreendia obras nas livrarias e editoras que fossem
considerados subversivos ou de ideologia comunista. Nessa ação era apoiada pela
"Propaganda" um complemento que rentabilizava a intenção.
Enquanto a Censura tirava o
"mau", através do Secretariado da Propaganda Nacional (SPN), o regime
colocava o "bom", usando a rádio e o cinema para promover os valores
do "Deus, Pátria e Família". Soa tanto a Chega, não é?
Já imaginaram bem o sufoco que
deveria ser viver dentro destas amarras, amarrado nesta gaiola?!???
Sabiam que quando a ditadura do
vosso Salazar, que agora querem de volta, começou, 6 em cada 10 portugueses não
sabiam ler nem escrever?!? Engraçado, não é?
E sabiam que quando a revolução
restaurou a democracia, em 74, essa taxa ainda era de quase 3 em 10?!?
Seria por pirraça, porque não queriam, ou… porque quem mandava queria que assim fosse?!?!?
Contudo, os ricos, esses,
garanto-vos que tinham, pagando, claro está, e bem!!!, a melhor educação
possível.
Será que tu Cárlitos, caso o
Chega que defendes, mandasse no país, poderias ter tirado o curso superior que te
permite ser um exemplo de cidadão do mundo, e um caso de sucesso?!? O Diogo,
por seu lado, sei que nunca investiu muito na área, e certamente o lamentará
todos os dias da sua vida porque se não o faz... tenho pena.
Naquele então que vocês defendem,
a escolaridade obrigatória era só até ao 3° e 4° ano, muito longe do 12º ano
(ou até aos 18 anos de idade) tal qual foi estabelecida em 2009. E neste período
de opressão, o regime valorizava uma educação controlada e ideologicamente
orientada, nunca investindo o suficiente para eliminar rápida e completamente o
analfabetismo. A falta de escolas, especialmente no meio rural era enorme e os
poucos professores tinham condições muito limitadas e rudimentares.
Os programas escolares tinham uma forte componente de propaganda ligada ao regime, usando uma cartilha maternal, de João de Deus, usada para ensinar a ler, mas que fomentava e criava vistas curtas, formatadas.
O Ensino Superior era limitado
para uma elite que se auto-protegia, composta por filhos de médicos,
professores e advogados, não para filhos de empregados ajudantes de serviços de
secretaria como eu, ou vocês, que nunca lá meteríamos o cú.
Tudo isto porque como se calcula,
claro, a população pouco instruída era mais fácil de controlar politicamente.
Quem não sabe, não lê, não pensa, encarneira com muito mais facilidade para
onde o mandam ir.
E que dizer da habitação e das
condições de vida? Existia um forte contraste, como é sempre nestes casos de
grandes clivagens (processos de divisão, separação ou fragmentação ao longo de
planos definidos) sociais, como existem, por exemplo, no Brasil. De um lado,
existia a propaganda de bairros ordenados e moradias unifamiliares; quando do
outro, havia uma realidade de pobreza extrema, falta de saneamento, com os
bairros de lata em expansão.
No Norte, era comum a subdivisão
de casas antigas em minúsculos quartos onde famílias inteiras partilhavam
poucos metros quadrados, muitas vezes sem janelas.
Vejam-me bem que os números do
final do regime, no dealbar (tornar branco, branquear ou clarear) da
democracia, há 50 anos atrás, ajudam a ilustrar a precariedade:
Eletricidade: Cerca de 42%
das casas em Portugal ainda não tinham luz elétrica. Às escuras, portanto, como
os desgraçados das intempéries agora em Pombal! Só que ali e então, era sempre!
Quase metade!!!!!
Saneamento: Apenas cerca
de 36% das habitações tinham instalações sanitárias (retretes ou casas de banho
completas). Traduzido: urinar ou defecar, para quase ¾ da população era no chão,
para um buraco, ou numa fossa.
Água Canalizada: Menos de
metade da população tinha acesso água corrente em casa, sendo o uso de poços e
chafarizes públicos a norma em grande parte do país.
No campo, a vida era ainda mais
dura. As casas eram frequentemente feitas de pedra ou adobe, com chão de terra
batida e onde o gado, por vezes, pernoitava em divisões contíguas para aquecer
a habitação. A falta de calçado e a desnutrição eram problemas comuns,
resumidos na expressão popular da época: "Uma sardinha para quatro".
A habitação foi, por isso, uma
das maiores prioridades dos primeiros governos democráticos após 1974, através
de programas como o SAAL (Serviço de Apoio Ambulatório Local) para erradicar as
barracas.
E para o fim deixei talvez o
assunto mais problemático mesmo de todos, e que no meu modesto entender, foi
aquele que acionou o rastilho de revolta dos militares, porque foram eles, de
longe, os principais sacrificados: a guerra colonial (1961-1974), que
gerou a ferida mais profunda aberta pelo Estado Novo na sociedade portuguesa.
O regime de Salazar, e mais tarde de Marcello Caetano, que se lhe seguiu após a sua morte quando caiu da cadeira, literalmente, insistiu numa solução militar para um problema político, o que resultou num esforço de guerra desproporcional para um país pequeno e pobre.
O impacto estendeu-se por várias
gerações e ainda hoje é sentido na memória coletiva e na demografia do país.
Realço o custo humano de ter uma
geração mobilizada: Portugal chegou a ter cerca de 150.000 homens em armas
simultaneamente nas 3 frentes de Angola, Guiné e Moçambique, os três países de
África que impulsionados por interesses externos nas suas riquezas, leia-se
soviéticos; rebelaram-se e lutaram pela sua independência, à qual tinham tido o
direito por natureza!
Ali foi obrigada a alinhar uma
geração de jovens que, na sua maioria, mal tinha saído da adolescência. O
recrutamento era obrigatório e abrangia quase toda a população masculina
válida. A idade padrão para a incorporação militar era aos 20 ou 21 anos. No
entanto, devido à necessidade crescente de tropas à medida que a guerra se
intensificava em três frentes (Angola, Guiné e Moçambique), o regime ajustou as
regras, criando o "Piquete", através do qual muitos jovens eram
chamados logo após completarem o ensino secundário ou os primeiros anos de
trabalho.
Atenção que o serviço militar não
era uma "passagem rápida", já que entre a recruta (treino), a
especialidade e a mobilização para o Ultramar (a "comissão"), um
jovem ficava preso às forças armadas, pelo menos, entre 3 a 4 anos para a
grande maioria dos soldados que estava na linha da frente, que tinha entre 21 e
25 anos.
O recrutamento era universal, bem
diferente de alguns exércitos modernos que são profissionais, e baseava-se no
Serviço Militar Obrigatório (SMO). Todas as classes sociais eram chamadas e em
teoria, todos os homens tinham de ir. No entanto, havia uma clivagem social
clara, aliás como o Chega que vocês defendem, apregoa:
Os filhos das elites frequentavam
a universidade e, por isso, entravam como oficiais milicianos, o que lhes garantia
melhores condições e comando. Já as classes populares, o povão, os camponeses e
os operários, muitas vezes com pouca instrução, formavam a base das companhias
de infantaria (os "praças") que eram os que faziam as patrulhas mais
perigosas no mato.
"Inaptos" só ficavam os
que tinham deficiências físicas graves (os "refugados") ou aqueles
cujas famílias tinham influências políticas para conseguir um adiamento ou uma
colocação administrativa em Lisboa.
Entre 9.000 a 10.000 soldados
portugueses morreram e mais de 100.000 ficaram feridos ou estropiados, quando do
lado africano, os números são muito superiores e devastadores. Isto para já não
falar nos milhares de jovens que regressaram com o que hoje chamamos de
Perturbação de Stress Pós-Traumático (PSPT), uma vez que na altura, não havia
apoio psicológico, e estes homens tiveram de reintegrar a sociedade em
silêncio, afetando as suas famílias e os seus filhos (a chamada
"transmissão intergeracional do trauma").
Estão a ver onde é que nós
iriamos parar, não estão? E será que viríamos?!?!?!?!?
Caso não quiséssemos arriscar a
vida, o salto seria a única opção, como foi a de milhares de portugueses que fugiram
clandestinamente para França e outros países europeus. Com este drama perdemos
grande parte da sua força de trabalho mais jovem e ativa, o que atrasou o
desenvolvimento económico do país durante décadas.
Enquanto a Europa vivia os
"Trinta Gloriosos" (anos de crescimento económico e criação do Estado
Social), Portugal drenava os seus recursos para o mato, havendo no auge do
conflito, cerca de 40% a 45% do orçamento do Estado destinado à defesa e segurança,
aplicando erroneamente dinheiro que não foi investido em escolas, hospitais,
saneamento básico ou infraestruturas industriais. Como já vimos, Portugal
chegou a 1974 com taxas de analfabetismo e mortalidade infantil muito
superiores à média europeia.
E prontos, portantos, como diz o outro, digam-me lá se prante isto tudo, ainda continuam firmes, fortes e convictos de cada vez que em vez de um Salazar, mais valia virem dois ou três?
domingo, 8 de março de 2026
Nuno Morais Sarmento. O adeus do político boxeur
Percebemos enfim que neste mundo, nada do que nos pertence é realmente nosso! Apenas é emprestado, o que parece ser uma grande constatação, e uma verdade insofismável que leva ao lugar comum, dos mais triviais que todos aceitamos: a saúde é tudo!!
Nuno Morais Sarmento, de 65 anos de idade, advogado, figura proeminente do Partido Social Democrata, Ministro da Presidência em 2002, no XV Governo Constitucional chefiado por José Manuel Durão Barroso; e Ministro de Estado e da Presidência no Governo seguinte, chefiado por Pedro Santana Lopes, de acordo com as eleições de 2002, faleceu hoje, aos 65 anos.
Cedo demais, certamente todos concordararão, e eu também, em absoluto.
Mas este ministro rebelde que todos começámos a conhecer por se ter dedicado ao pugilismo, procurando na disciplina e no rigor do desporto, forças para conseguir vencer a ostracizacão a que fora votado pelos seus pares, devido à sua dependência das drogas duras, foi um mártir e um exemplo.
Fala-se da importância da saúde e do terrível da doença que ninguém quer para si, quase em abstrato, como se a dor estivesse lá longe, não a verbalizando muito para que nunca se aproxime.
Por muito evoluída que esteja a medicina atual, por mais que a ciência consiga dar passos no sentido de dominar as neoplasias que vão surgindo, para bem de toda a humanidade, quando chega ao pâncreas... continua a ser sinónimo de quase sentença.
Comentou-se aqui há pouco em casa, quando se ouviu a notícia, que o caminho para o calvário deste pobre Morais foi mais penoso do que se possa imaginar.
Alguém disse:
Passou por 12 cirurgias.
(12!!!!!!! Já imaginaram?)
Esteve 2 anos internado!!!!!
(365 × 12 = 675 dias a ver a vida a esvair-se de dentro dele..).
Chegou a despedir-se dos filhos...
(Conseguem imaginar bem a dor de um Homem a quem é dada essa terrível capacidade? Que dizer em concreto? Que ouvir? Que ver?)
Rezarei para que tenha um descanso eterno no esplendor da luz eterna.
Que descanse em paz...
quarta-feira, 4 de março de 2026
(Marcelo sempre) com o ar do tempo
segunda-feira, 2 de março de 2026
A solução (vem de )... dar a mão
Parem lá só um segundo na vossa vida, ó fachavore! Têm tempo para ler isto? Então, ópá, facam-no por favor, porque são notícias muito esperançosas e verdadeiramente inspiradoras.
Este jovem da imagem, chamado Sam Izadloo, de apenas 26 anos, nasceu num Irão tirano, onde jamais poderia estudar, onde teria de cumprir o serviço militar obrigatório, e o mais certo era ser carne para canhão. Fugiu e refugiou-se na Ucrânia, da qual fugiu por causa da guerra que a assola também.
Nessa altura, teve muita dificuldade em entrar por ter passaporte do Irão, aliado na Rússia no conflito. “Tinha passado a ser uma ameaça no país a que chamava casa”. Também não podia retornar ao Irão. Tentou ir para a Áustria. Voltou a ter problemas por causa da sua nacionalidade, que se repetiram na Alemanha. Até que percebeu que “Portugal estava a aceitar refugiados vindos da Ucrânia”. Voou para o Porto, mas, por não haver vaga no Centro Nacional de Apoio à Integração de Imigrantes, foi alojado numa Pousada da Juventude em Lagos, no Algarve. E ali esteve seis meses sem saber como seria o seu futuro.
Em abril de 2023, já com toda a documentação, partiu para Coimbra para tentar voltar a estudar. Até que soube que a Universidade Católica Portuguesa tinha bolsas para estudantes refugiados. Candidatou-se. “O dia em que fui aceite foi o melhor dia da minha vida. Depois de um ano e meio de incerteza, pude respirar de alívio”, recorda.
Ambicionando especializar-se em Medicina Familiar, Sam Izadloo conseguiu prosseguir a sua formação graças às bolsas de estudo para refugiados, no âmbito do programa de apoio a estudantes em situação de emergência humanitária. Em 2025 foram disponibilizadas 14 bolsas para cursos de licenciatura e de mestrado nos quatro campus da Universidade.
Este é o quarto ano consecutivo em que a Católica promove esta iniciativa que surge no âmbito do esforço nacional de acolhimento e integração dos refugiados e dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pelas Nações Unidas (ONU). Recentemente distinguido pela ONU, este programa visa promover a inclusão e a integração de refugiados, fortalecendo o compromisso da universidade com a diversidade e responsabilidade social.
“A jornada para chegar a este ponto foi cheia de obstáculos e tribulações, e estou profundamente grato pelo apoio e orientação inabaláveis que me acompanharam ao longo do caminho”, já tinha assegurado Sam Izadloo num evento da UCP, salientando que a bolsa lhe mudou a vida. “Abriu portas que normalmente não estão ao alcance” de pessoas nas minhas circunstâncias”, assegurou, elogiando a “abordagem inclusiva” da Católica.
Estuda hoje no terceiro ano de Medicina na Católica Medical School, que frequenta graças à atribuição de uma bolsa de estudos da Universidade Católica Portuguesa dedicada a refugiados, e acabou de descobrir uma aplicação chamada "Dermamatica", que apresentou na Web Summit revolucionando a forma como a temática é tratada, e oferecendo uma Nova Visão para a Detecção Precoce do Cancro da Pele.
Desenvolvida para apoiar médicos de cuidados de saúde primários no primeiro contacto com o paciente, a Dermamatica utiliza IA explicável e multimodal, para analisar imagens da pele e fornecer uma avaliação de risco imediata e transparente.
Com apenas o envio de uma normal fotografia de telemóvel, os clínicos recebem um risk score e um heatmap (mapa de calor) visual que destaca as características que motivaram a avaliação da IA. Esta abordagem oferece clareza, acelera a tomada de decisão e reforça a confiança clínica.
A Dermamatica responde a um desafio persistente na área da saúde: os atrasos e incertezas que frequentemente dificultam a identificação precoce do cancro da pele.
Muitos pacientes obtêm diagnósticos tardios devido ao acesso limitado à dermatologia, sistemas de referenciação sobrecarregados e à dificuldade dos médicos de família em avaliar lesões ambíguas durante consultas de rotina. Ao equipar os cuidados primários com inteligência visual avançada, a Dermamatica pretende agilizar este percurso, permitindo que pacientes de alto risco cheguem mais cedo aos cuidados especializados.
Um dos aspetos mais relevantes da plataforma é o seu compromisso com a explicabilidade — um requisito essencial para a confiança na IA aplicada à medicina. Em vez de fornecer previsões opacas, a Dermamatica oferece resultados interpretáveis, ajudando os clínicos a compreender por que motivo uma lesão pode ser suspeita e apoiando decisões mais informadas.
A presença de Sam no Web Summit marca um marco importante para o projeto e sublinha o papel crescente dos jovens inovadores na definição do futuro do diagnóstico médico. O seu trabalho tem despertado grande interesse entre profissionais de saúde que procuram soluções práticas e escaláveis para melhorar os resultados clínicos através da deteção mais precoce.
Não é de ter esperança na Inteligência Artificial, e no tanto de bom que pode trazer à nossa vida, em vez de se estar sempre a criticar? Na minha opinião, todas as ferramentas que a tecnologia nos coloca ao nosso dispor para poder ir mais além, são muito positivas. Tudo depende da utilização que se lhe dá, mas aí... já é o nosso critério que importa.
domingo, 22 de fevereiro de 2026
Vamos descobrir "A Ammaia"
Contada aos gaiatos...
Ahhh, que saboroso mergulho nesta linda tarde, na luz da Estrela Principal 🌞 do nosso sistema com o seu nome, que é jovem, e está ainda apenas a metade da sua vida, pois se não derem cabo disto antes, continuará a fornecer calor por mais 4,5 a 5 mil milhões de anos, quando provavelmente, já não andarei por aqui a tecer comentários emotivos ao meu Benfica.
Com esta maravilhosa envolvente, ouvindo os trinados do meu Bóris, candidato a canário mais feliz de todóóóó alentejo, leio, ávido e absolutamente deliciado, a obra ontem publicada pela fundação Ammaia, onde labutam os meus queridos arqueólogos Amigos Sofia Borges e JoaQuim Carvalho , bem como o meu vizinhança Joao Aires , grande artista do desenho, que é responsável pelas ilustrações deste obra de primor, na qual é co-autor com a minha querida Teresa Simão, ilustre Doutora em Linguística (Doutora mesmo!! não é dos licenciados de algibeira, como eu...), hoje vereadora do Município de Marvão, mas minha companheira de longas e antigas lutas desta vida; com o título: A Ammaia contada aos gaiatos, À descoberta da cidade romana.
Uma obra destas, cujo título diz tudo, que explora a história e todas as vertentes da vida de então (trabalho, arquitetura, lazer, vestuário, lendas...), que envolve o Agrupamento de Escolas de Marvão, e é financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia deverá ser mais que bem recebida por todos nós, porque é um marco nas publicações que nascem entre as nossas fronteiras geográficas e é, por isso e mais qualquer motivo, indispensável na casa de cada um de nós.
De leitura extremamente agradável e divertida, pela mão da Júlia e do Caio, assim batizados pelos pequenos do 1° ao 6° ano do nosso Agrupamento; revisitamos este período da história tão importante para nós, até mais por esta proximidade que de nós têm, que vai desde o fim do séc. IV Antes de Cristo, ao séc. V Depois de Cristo quando os povos bárbaros vandalizaram isto tudo, antes da chegada dos muçulmanos, no séc IX, quando o Ibn Marwan fundou a fortaleza lá em cima com o seu nome, e se apresentava como "Senhor da Ammaia, a Ammaia das Ruínas".
No séc. II a.c. já a Ammaia era Municipium, tinha uma área semelhante ao distrito de Portalegre!!!, e poderia ter à volta de 7.000 habitantes, vejam-me só bem!!! 😳
Felicito então efusivamente todos os pais e mães desta criancinha, que já acolhi também, e divulgarei a plenos pulmões.
Salvete, amici!
domingo, 15 de fevereiro de 2026
(Excelentes boas!) Novas do lado da Luz
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
La (Mejor) Fiesta En el Ojo de la Tormenta
El show aqui abajo:
https://www.instagram.com/reel/DUhVwgYDDlA/?igsh=MTVhZGczZm13MHk4cA==
¡Sucedio hace dias, pero tengo mismo que escribir sobre esto!
Bien, macho! Qué fiesta más tremenda!!! se cargó el Bad Bunny en el cierre de la final del SuperBowl LX, donde se han defrontado Los Patriot y Los Seahawks, com victoria de los últimos! 😳😲😯😮😦
Con el lema: ló único más poderoso que el odio és AMOR, dió una leccion en el corazón de la Norte América más profunda, y bien debajo de la cara de ogro de Trump, sembro las semientes más maravillosas de Alegria, Respecto y Bien: "Me llamo Benito Antonio Martínez Ocasio, y si estoy aquí hoy en el Super Bowl 60 es porque nunca, jamás, dejé de creer en mí mismo. Tú también deberías creer en ti mismo. Vales más de lo que crees. Créeme."
Este fue el espectáculo de medio tiempo más visto de todos los tiempos: ¡135 millones de vistas!, con Lady Gaga, y Ricky Martin, al frente de una legion de baijarines de encantar.
El impacto es inmensurable y, con suerte, ayudará a derribar a este monstruo del que el mundo tiene tantas dificuldades para deshacerse...
ARRIBA AMERICAAAAA!!! 🇨🇺
Montagem do palco:
https://www.instagram.com/reel/DUhmRdgjZs4/?igsh=Y2Jyb25ocGlkb2s1
Pós Show:
https://www.instagram.com/reel/DUhiEOvERbm/?igsh=dHBtamFnNG9ya2V2
Lá imagem, poderosíssima ha resultado y sigue ganando fuerza!!!;aqui con Jimmy Fallon em el metropolitano:
https://www.instagram.com/reel/DUdbuS-kaUM/?igsh=MTBsNms0MXkycjVhMw==
domingo, 8 de fevereiro de 2026
Escolher o Tó Zé...
Senão vejamos, este artista, que comecei a conhecer como líder da Juventude Socialista (1990-94), há mais de 30 anos!, no mesmo período que Passos Coelho também o era, só que obviamente, no outro lado da barricada; nunca foi brilhante, nem um fora-de-série, com extraordinários dotes de oratória e/ou inteligência; ou o protagonista de algum fato político brilhante que fosse.
Pois agora, arrisca-se, porque as forças de oposição e da circunstância, lhe criaram um cenário tao favorável que melhor era impossível, a que lhe caia no regaço o mais alto cargo que um político a nível nacional pode almejar correndo por si só: o de ser o próximo PRESIDENTE DA REPÚBLICA!!
O Tó sempre foi... assim, tadinho... menosprezado entre os seus pares como sendo uma figura de coro, tendo até o Godfather Xuxalista, o Bochechas, o tal que berrava aos motociclistas da PSP quando lhe atrasavam a marcha, ao lhe fazerem escolta: "ó Sr. Guarda, DESAPAREÇA-ME DA FRENTE!"; dito acerca do Tó Zé que... não era assim um cavalo tão valioso neste xadrez da política nacional.
Pois bem, na corrida inicial a esta presidência 2026, posicionaram-se 11 candidatos que incluíam políticos de carreira 👔, cómicos 🤡, militares promovidos pelo COVID-19 🚢, e outros só para marcar presença, uns porque o partido os empurrou, outros porque foi o seu sexo a fazê-lo. Destes, os portugueses zangados escolheram um cão de fila 🐕🦺 com dotes de oratória, que segue a linha discursiva que forças invisíveis (enunciadas na minha publicação anterior) lhe metem à frente e obrigam seguir... e o Tó Zé.
Como sou de crer que em Portugal ainda somos mais os que amamos a DEMOCRACIA (demokratia, de demos (povo) e kratos (poder)); isto tem sido um chorrilho de "Valha-me Deus!!! ó Tó Zé... 😍" incluindo personalidades que toda a vida se colocaram do lado oposto da esfera política, a grandes nomes da cultura que assinam abaixo-assinados de apoio... enfim!
E também tem sido um "vê se te avias" de maltucha a dizer que "esse cachopo de barbinha de 3 dias que anda de camisinha branca a fazer a saudacão nazi no Marquês de Pombal em plena luz do dia... por mim, NÃO passa!!!", e por isso, está-se bem de ver, a gente agora está no Tó Zé. (que outra coisa boa nos resta?), porque só nele é de se acreditar!
A menos que... haja uma hecatombe, valha--nos Deus, que nos livre disso! E isso passa obviamente por a revolta, o medo, a raiva ao passado não muito distante Xuxalista, que ainda está bem patente nos cidadãos; e os fez, por exemplo, fechar os olhos ao escândalo Spinumviva, dando uma nova vitória ao PSD... se possa voltar a vingar votando no candidato mais à direita, e aí... 🫣 não quero nem pensar!
Acho que pego na trouxa, nas minhas pequenas, e EMIGRO!!!
É que me parece que os cidadãos que assim fazem, podem não estar bem a ver o problema: este menino quer mexer com a nossa Constituição!!! O nosso documento mais sagrado, politicamente falando! Quer meter as patas sujas de dinheiros podres que o financiam, dados pelas mais altas famílias económicas, ganhos nos esquemas mais manhosos (voltar a ler o brilhante texto que li, do José Pendão, que coloquei abaixo), para nos retirar as liberdades e garantias de sermos um Estado de Direito, e Democrático!!!, a cavalo no ódio dos que justamente para aqui vieram livremente ganhar a vida, como nós fizemos em França durante o Estado Novo do Salazar, para onde tiveram de fugir à miséria!.
Depois digam que não avisei...
É que Salgueiros Maias, e militares com aquele arcabouço... já não há, nem haverá mais!








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