domingo, 20 de julho de 2008

Virtualidades

(clique para ampliar. Dá para ler!)
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Como não pude assistir em directo à estreia televisiva deste Benfica renovado e espero eu que criado à imagem do “nosso” salvador Rui Costa (que esperanças tenho em ti, rapaz!), apressei-me a comprar “A Bola” para os relatórios mais ou menos oficiais.

Quando me aproximava já do final, depois de saltar as páginas da lagartada e do porto (com letra minúscula), dou de caras com isto.

O Correia da Luz, ilustre presidente do Crato, a revelar nas parangonas que dá sovas ao Milan na Playstation com uma equipa local que ele próprio editou, exclusivamente composta por jogadores que são réplicas fiéis dos de carne e osso e onde não faltam os cabelos, os tiques e as fintas originais dos atletas da terra.

Duas páginas inteirinhas do diário nacional dedicados a esta história de sucesso de um concelho que há dois anos nem sequer tinha futebol sénior e hoje tem tudo incluindo um estádio novinho em folha e um clube renovado cuja equipa do maior escalão acabou de vencer o distrital e aponta agora baterias para a IIIª Divisão Nacional.

Quando quase todas as outras câmaras esbracejam para se manter à superfície num mar de tormentas e dificuldades, a bonança no oásis do Crato é quase asfixiante com 8 milhões de euros enterrados só num complexo desportivo que inclui um parque aquático digno de deixar boquiabertas muitas cidades até do litoral.

Goste-se ou não do estilo, a verdade é que Correia da Luz é o presidente que todos os munícipes gostariam, no fundo, de ter. Ele é festas de Verão à grande e à francesa com a nata da nata do showbizz nacional e até internacional, ele é grandes passagens de ano, ele é grandes Carnavais e grande tudo porque ali a escala é sempre macro. Fosse assim em todas as áreas (o que me parece, pelo que me chega, que não é bem verdade…) e teríamos um sério candidato a autarca do ano.

Costuma ser o tempo a encarregar-se de tirar a limpo as verdades que muitas vezes não discernimos à vista desarmada.

Veremos com o passar dos anos, se este faustoso viver é legítimo ou se a dura realidade porque passam actualmente muitas famílias portuguesas que pagam com lágrimas os luxos vãos de outrora, também se aplica aos municípios.

É que parece tudo bom demais para ser verdade.

De volta...

A vinda da RTP não me trouxe somente a alegria da exposição mediática de Marvão.

A RTP trouxe-me o Xico de volta e eu nem queria acreditar.

O Xico foi um dos meus grandes amigos de Liceu, um dos melhores, na verdade, e do qual eu já tinha falado aqui.

Quando partiu não havia telemóveis, nem internet, nem messengers, nem e-mails, nem quase computadores e eu pensava que nunca mais nos íamos reencontrar.

Acho que da última vez que nos vimos foi no concerto dos Pixies, no Coliseu, e depois disso nada.

Estava eu ao telefone com uma das produtoras da RTP com a qual fiz amizade numa vinda da Antena 1, quando ela me diz que “sabe, tenho aqui um amigo seu a trabalhar comigo… uma pessoa que você conheceu em Évora…”.

“Em Évora? Deve de estar a fazer confusão, de certeza”.

“Sim, sim” dizia ela, “o Francisco Serôdio”.

E eu, “NÃO! Não pode!”.

Passou-lhe o telefone e ele chamou-me, “Sabi!” e todas as minhas dúvidas se desvaneceram. Já quase ninguém me chama Sabi hoje em dia e eu reconheci-lhe a voz de imediato.

Foi uma cena… que emoção! Começámos logo a falar de tudo e do que tínhamos vivido até agora e ele resumiu a cena na perfeição quando me disse que estes 20 anos (sim, quase 20 anos!!!) sem nos vermos pareceram minutos porque retomámos tudo como se tivéssemos acabado de sair de uma sala de aulas.

O seu jeito e a sua forma desarmante, por ser tão sincera e directa, de conversar mantiveram-se inalteradas. Tal e qual como então.

Falou-me da família e do que tem sido dele, trocámos fotos dos filhos e de como somos agora e ficou para breve um encontro e o abraço que eu disse em Dezembro que lhe gostava de dar.

Muito se passou desde aquele ido ano de 89 no liceu de Portalegre mas acho que a química que cimentou a nossa amizade continua, por cada vez existirem menos pessoas boas no mundo e eu ter a certeza de que o Xico é uma delas.

A ver se é para breve, ó companheiro, que desta vez já nunca mais te hei-de perder o rasto.

Costumo dizer que um dos grandes ensinamentos que o meu pai me deixou foi o do valor precioso da amizade. Ele gostava de luzir os amigos com gala, como se fossem parte de uma riqueza incalculável que tinha semeado por onde quer que passava e que tanto orgulho lhe dava ao reencontrar. Tinha razão porque ainda hoje o choram, mesmo os de barba rija, quando a sua memória os trespassa.

O Xico foi uma das pepitas douradas que eu garimpei e a correnteza da vida me levou rio abaixo.

Desta vez já não me foges, meu velho!

Grande, grande abraço!

Um dia de Verão perfeito

Para atenuar as agruras da vida, nada como um dia de Verão perfeito.

O programa ideal começa bem cedo, por volta das 7 e meia, com uma hora de jogging pelos caminhos de terra batida das redondezas. Depois do duche e do pequeno-almoço frugal, o resto da manhã é passado no Centro de Lazer da Portagem entre jornais, mergulhos e banhos de sol. É um lugar paradisíaco com umas vistas sem igual e só é pena que seja tão pouco aproveitado pelas gentes de Marvão (somos sempre pouquíssimos!).


Quando o calor aperta e o sol começa a queimar a sério, é hora de recolher aos aposentos para o almoço, de preferência, um peixinho grelhado e muita salada. A acompanhar, umas Sagres Zero bem geladas e a rematar, uma fruta da época comprada no mercado local.


A tarde é passada entre filmes, discos, jornais outra vez, a escrita e a net. No final, um mergulho na piscina do quintal, recém-adquirida no Leclerc, muito maior e muito menos resistente do que parecia nas fotos, mas enfim… não se pode ter tudo.

O jantar pode ser numa romaria qualquer das redondezas ou em casa, mas sempre, sempre, com carvão à mistura. Se meter bailarico ou futebol, é “show di bola” como dizem os brazucas!

Se for em família e com amigos, então temos um jackpot que recarrega as baterias e afasta os maus-olhados.

Sempre é verdade que as coisas mesmo boas da vida são de borla e não é preciso grandes fortunas para se ser feliz.


quarta-feira, 16 de julho de 2008

Verão Total 2008











Hoje o Verão em Marvão, foi mesmo total.

Depois do parecer negativo do ICOMOS que comprometeu seriamente o sucesso da candidatura a Património Mundial e da não eleição como uma das 7 maravilhas de Portugal, dois verdadeiros tiros nas asas, tão certeiros quanto injustos; a vinda da RTP para um directo de quase 6 horas, foi um verdadeiro elixir para auto-estima de todo o concelho.

O “Verão Total”, um novo formato que substitui na RTP1 durante o período estival, a “Praça da Alegria” nas manhãs e o “Portugal no Coração” nas tardes, propôs-nos aquilo que eu chamo de verdadeiro serviço público ao disponibilizar-se a sair do conforto instalado na sede no Parque das Nações para percorrer os sítios mais belos de Portugal, mostrando ao país aquilo que o país realmente é.

Tive conhecimento do interesse da produção através de um fax e para ser sincero, pensei que era bom demais para ser verdade. Imaginei que pediriam mundos e fundos mas afinal a única contrapartida da autarquia seriam as refeições e os alojamentos da equipa para além do óbvio apoio logístico com trânsito, equipamentos e afins, coisa pouca se pensarmos que uma exposição mediática desta dimensão é pura e simplesmente inquantificável nos tempos que correm.

Fizemos o trabalho de casa, cumprimos à risca o guião que nos enviaram, indicámos os interlocutores que nos pareciam indicados para cada tema (embora a escolha e o critério final fosse da produção) e penso que o resultado final foi francamente positivo. Traçou-se assim um quadro exaustivo e colorido quanto baste daquilo que é o concelho neste momento, não esquecendo o património edificado e ambiental; as lendas, usos e costumes; os grupos musicais; as associações e instituições; a economia na vertente industrial e agrícola; a cultura nas suas mais diversas extensões; o turismo, englobando a oferta hoteleira local e o artesanato; os produtores e comerciantes, enfim…

È óbvio que houve quem ficasse triste, ou mesmo zangado por não ter sido incluído, mas é importante reforçar que o critério final foi definido por terceiros e aí nada mais nos resta que lamentar. Num programa de televisão não pode caber o mundo inteiro. Não faltarão outras oportunidades.

Pode que agora não tenhamos capacidade para avaliar a extensão deste testemunho mas estou certo que quando uma boa centena de anos lhe passar por cima, é capaz de ter a sua piada.

O público, sobretudo o de fora das muralhas, acorreu em bom número e teve oportunidade de assistir a um programa em directo, o que tem sempre o seu “quê” de aliciante. As crianças das nossas ludotecas participaram em animadas coreografias, o pessoal da CERCI não falhou uma pezinho de dança na Kizomba e a assistência desmultiplicou-se em beijinhos para a família.

O pessoal técnico e da produção não podiam ser mais simpáticos e afáveis. A Tânia (que já tinha estado connosco em Novembro e que tinha sido nomeada madrinha dos “castanhitos”) e o Francisco, desses então, nem se fala: muito humildes, simples e disponíveis, cativaram todos os presentes e certamente os espectadores, fazendo mesmo esquecer as muitas fãs que estranharam a falta do ídolo Baião. São queridos, não são? E fazem um belo parzinho ao estilo de “namoradinhos de Portugal”.

Os artistas convidados pela produção animaram, e só faltou mesmo um nome assim sonante, ao estilo do filho do Tony Carreira, para gáudio das fãs. Se me permitem, eu preferi os UHF e as dançarinas do Rui Bandeira que pareciam saídas da capa de uma FHM ou de uma Maxmen. Beleza!

Quanto aos nossos representantes mediáticos, penso que estiveram todos bem, uns mais desenvoltos que outros, mas com um nível muito bom, deixando uma imagem mais do que positiva.

Na minha curta intervenção, não pude evitar espetar uma alfinetada no poder central e nessa autêntica vergonha que têm sido as apostas do Turismo de Portugal, que se esquece por exemplo que há mais locais de destaque no Alentejo para além da Costa Vicentina e do Alqueva; ou investindo milhões numa programação acima das nossas capacidades para um ALLgarve que vale por si próprio e não precisa de mais engodo para rebentar pelas costuras nos meses de Maio a Setembro. Estes meninos devem pensar que por aqui a malta não lê jornais e não pensa pela sua cabeça!

E assim voltámos às bocas do mundo, dando mais uma pedrada no charco da indiferença e semeando algo cujo retorno dificilmente seremos capazes de quantificar mas cujo efeito só pode ser mais do que benéfico.

Meus amigos, podemos não ter tanto emprego quanto gostaríamos, tantas habitações quanto poderíamos, tantos jovens e crianças quanto sonhamos… mas temos esta beleza que faz de nós um dos ex-libris de Portugal e isso, ninguém nos há-de tirar.

No final, toda a equipa agradeceu o beberete informal que preparámos com algumas iguarias locais para retemperar forças antes de se fazerem de novo à estrada e pudemos ver gratidão nos seus olhares e nos sorrisos de despedida.

Muitos deles asseguraram-me que ficaram fãs de Marvão e que vão regressar com a família.

Será que se pode pedir mais?

(Cortesia de um amigo via sms. Para o álbum. Merci!)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Na linha da frente

De repente, dou por mim no meio disto tudo.

Andava eu por terras espanholas em missão de preparação do próximo Al Mossassa quando recebo a notícia de que afinal estava no olho do furacão.

O barulho do vento a entrar pela janela do carro abafou-me o som do telemóvel e só quando estacionei para comer qualquer coisa rápida antes de rumar a Portalegre, pude saber que no éter havia ferro e fogo.

Estava longe de pensar que o texto escrito há dias e recém-publicado neste mesmo blogue, estivesse agora com honras de abertura na dita “mais ouvida do Alentejo”.

Ainda há minutos alguém me tinha ligado da própria rádio solicitando que estivesse presente no dia seguinte para falar da Gastronomia, como tem sido de resto habitual em anos anteriores… Quem é que ia imaginar uma coisa destas?

Nada! Lá ouvi e percebi de imediato que havia algo a dizer.

No dia seguinte houve oportunidade para o fazer e creio que foi bem. Nos mais de 20 minutos de antena, deu para expressar tudo aquilo que queria quando tomei a iniciativa de dizer o que me ia no peito.

O episódio surge numa semana complicada de muito trabalho por ser véspera da Feira da Gastronomia (com compras de produtos e bebidas, definição da equipa de pessoal para a cozinha e para servir à mesa, espectáculos nocturnos, artesanato e toda a questão da divulgação); por haver diligências incontornáveis no processo da geminação (passagens, passaportes, vacinas, documentos oficiais…); pela necessidade de finalizar a candidatura ao Ministério da Educação para o financiamento das AECS de 2008 (incluindo a redacção do acordo final de colaboração com as escolas e preparação de todo o dossier); pela preparação da vinda da RTP na próxima semana (com o habitual vasto elenco de exigências com trânsitos, públicos, equipamentos…); pela necessidade de confirmar presenças e o programa do festival islâmico (expositores, animação, espectáculos, oradores, cartazes e divulgação); pela produção do livro comemorativo dos 25 anos da Feira da Castanha; pela gestão do processo de passagem da sala da Pré do Infantário para a Câmara (abertura de concurso para contratação de pessoal, refeições, transportes, equipamentos…), enfim…

A juntar a tudo isto, toda a semana de formação fiscal em Portalegre, de preparação para a terceira e derradeira prova dum concurso que dá acesso à subida de nível na carreira. 5 dias de IRC, IRS, IVA e RITI e um esforço algo esforçado, passo a redundância, para acompanhar a pedalada de formadores e de colegas interessados e dedicados em estar por dentro de tudo. Correndo para apanhar um comboio que avança sempre em velocidade cruzeiro, ao sabor dos devaneios dos orçamentos de Estado e que não se compadece de quem tem menos tempo ou tem outros afazeres.

Falam de mim na rádio, comentam nos corredores, brincam nos recreios para café e ao almoço.

O telefone não pára.

Na net, em blogues e fóruns, uns apoiam e outros acusam com a diferença que só os primeiros têm coragem para dar a cara.

Por estranho que me pareça, até a mim, não consigo evitar sentir-me assim como um bicho-do-mato, como algo raro por estar sob todas as miras e debaixo de cada objectiva.

Como disse então, resta-me a família e os amigos e a consciência que há-de sempre ser o meu refúgio último e o mais fiel garante.

Sei que fiz o que tinha a fazer. Se fosse hoje, não mudaria uma vírgula e voltaria a fazê-lo independentemente das consequências. Tal e qual.

No entanto, não há homens de ferro e quer se queira quer não queira, quando se passa por um processo destes, há sempre algo dentro que cede e enfrenta a evidência.

Um dos processos mais dolorosos por que tenho passado desde que assumi estas funções autárquicas tem a ver precisamente com a minha perda de fé nas pessoas, falando, claro está, em termos genéricos.

Talvez por um defeito de fabrico ou de produção, consegui fazer quase toda a minha vida até entrar para esta aventura, acreditando que as pessoas são naturalmente boas até prova em contrário. O assunto foi motivo de grandes e acaloradas discussões em tertúlias de amigos ao longo dos anos e eu, acabava sempre por sair com a minha avante, pelo menos, na análise muito pessoal.

Hoje, depois desta montanha russa de emoções de quase 3 anos, tenho de dar o braço a torcer e fazer a minha vénia aos que tão sabiamente me aconselharam porque é com uma indisfarçável mágoa que constato que as pessoas não só são más como são invejosas e se movem quase exclusivamente por interesses próprios. Tenho tido inúmeras, inequívocas e irrefutáveis provas disso mesmo e estou em crer que vai levar algum tempo a digerir essa desassombrada constatação.

Tudo isto me leva a dar razão à minha companheira de sempre que, ela sim, no seu silêncio, raramente tem dúvidas e quase nunca se engana.

Olhando para todo este macro cenário percebo que não vale a pena e que cada vez vai valer menos. Mesmo correndo o risco de poder ser mal interpretado, sei que não me engano quando digo que cada vez vai ser mais difícil arranjar pessoas que tenham o concelho dentro e sejam capazes de por ele lutar, abdicando de quase tudo incluindo vida pessoal, família e Amigos com A grande, e não os de Peniche, que desses há por aí aos montes.

Uma breve vista de olhos pelas listas que se perfilam para 2009 é mais do que ilustrativa desta realidade.

A diferença cada vez mais óbvia e gritante está entre aqueles que como eu não precisam da política para viver e para se promoverem e os outros. É que ao contrário do que alguns palermas por aqui insinuam em comentários reptilentos, eu tenho uma carreira profissional que construí a pulso, graças única e exclusivamente a mim e ao meu esforço, sem prestar favores e vassalagem a ninguém; tenho uma família que amo e prezo como a nada mais no mundo e me apoia incondicionalmente; tenho uma casa que construí antes de entrar para a Câmara, tenho um carro que comprei antes de entrar para a Câmara e não mudei um milímetro que fosse da minha personalidade só pelo facto de ter hoje as funções que tenho.

E é isto que faz a diferença entre quem vai para se servir a si próprio e quem vai para servir o concelho, a terra onde nasceu, a terra que escolheu para viver e a que quer como se fosse ele próprio, mesmo que tenha que às vezes à sua custa, aprender como eu tenho aprendido ultimamente.

Por muita volta que lhe queiram dar, é este o cerne da questão.

Sinceramente, o que eu tenho é saudades da minha vidinha, tranquila, certinha, sem qualquer tipo de pressão. Tenho saudades de ir para onde quero e à hora que quero sem ter de dar explicações a ninguém que se ache nesse direito. Tenho saudades da minha privacidade, de ter tempo, de ter vagar, de poder responder a quem quero, como quero. Tenho saudades de tratar um assunto de cada vez e não ter a cabeça sempre a trabalhar em diversos níveis. Tenho saudades de entrar às 9 e sair às 5. Tenho saudades de ter dois dias de fim-de-semana de 5 em 5 dias. Tenho saudades de não estar sempre preocupado, atento e vigilante. Tenho saudades de que tudo seja como era. Muitas saudades… e acreditem que no dia em que tudo isto acabar, me sai o peso do mundo de cima.

Não quero deixar de responder aos que perguntam agora, “mas se assim é, porque não sai já?”. Elementar, meus caros: quando assumi funções, assumi um compromisso em todos os que votaram em mim e é a pensar neles que cumprirei escrupulosamente as minhas obrigações até ao final. Não sou homem de virar as costas à luta e é por isso mesmo que cumprirei criteriosamente o contrato que assinei por 4 anos.

Os que agora criticam, se porventura virasse costas, não tardariam a apontar o dedo acusador dizendo que “abandonava” o barco e não aguentava as dificuldades, deixando para trás quem em mim tinha acreditado.

Conheço o filme. É óbvio demais. Sempre assumi aquilo a que me comprometia com sentido de dever e não será desta vez que irei ceder, podem ficar descansados.

A grande maioria não faz a mais menor ideia da profundidade, extensão e grau de responsabilidade das funções que desempenho. A grande maioria não imagina a carga, o esforço e as horas e horas e horas de trabalho tantas e tantas vezes noite dentro e em dias em que todos descansam, lendo, preparando, aprofundando e definindo os planos de trabalho. É óbvio que se houvesse entreajuda e espírito de equipa era tudo muito mais fácil, mas não havendo, não é por essa falta de cooperação que vou deixar de me dedicar com alma e coração às minhas responsabilidades como sabem que faço, os que estão mais próximos.

Tenho tido como lema, olhar para a vida como uma aprendizagem contínua.
Tento sempre extrair o melhor de cada processo em que me envolvo.
Tento sempre ver o lado positivo mesmo do mais amargo dos episódios.
Há também por aqui muito de bom que guardarei e que estou certo irei reutilizar no futuro.

Agradeço do fundo do coração os estímulos que me têm chegado de toda a parte, aqui no blogue ou no contacto directo, incentivando-me a ir em frente. Bem hajam. Importam muito mesmo, para mim.

Aos críticos… não posso deixar de sorrir perante a cobardia do anonimato no qual se escondem, não conseguindo perceber que até aí, exibindo a sua mediocridade, acabam por me dar razão.

Avizinha-se um ano de muito trabalho. Há sempre tanto por fazer!!!
A luta pela qualidade é diária e exigente. É importante nunca baixar a guarda!

Estando na recta final, há que pedalar ao sprint.

Depois…

Só Deus sabe o que virá depois.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Para a história!


Se há finais épicas, esta foi, sem dúvida alguma, um dos exemplos mais notáveis.

Uma coisa do outro mundo!

Os parciais dizem quase tudo e não mentem: 6-4, 6-4, 6-7, 6-7, 9-7!!!

E eu estava com um feeling…

Por muito estranho que pareça, nunca na minha vida joguei mas adoro ténis com fartura e a minha paixão começou com um jogo de computador do tempo do Spectrum. Estranho mesmo, mas verdade.

De forma que sempre que posso não perco uma boa partida e fico mesmo colado ao ecrã. Aposto que toda a gente esperava hoje um bom jogo mas ninguém imaginava uma luta de titãs como aquela a que todos os sortudos que estiveram ligados puderam assistir.

Rafael Nadal, o miúdo de 22 anos, acabou com o reinado de 5 anos de Federer em Wimbledon, e 6 anos de invencibilidade num duelo de quase 5 horas que terminou quando a noite já caia sobre o corte central do mais emblemático dos torneios do Grande Slam.

O espanhol entrou muito bem e afirmou-se nos dois primeiros sets mas a chuva que interrompeu a partida trouxe um Federer renovado e disposto a discutir a prova até ao final. O que foi servido nos dois sets seguintes foi a nata da nata do ténis mundial com muitos e bons momentos de antologia.

Quando se batiam já no 5º e último set, a chuva veio de novo trazer um período de tréguas e o suíço regressou a matar com dois “ases”, numa entrada digna do detentor do título.

Nadal nunca cedeu e sempre no encalço daquele que considerou “um justo nº 1”, acabou por se afirmar pela persistência, sempre taco-a-taco, e viu o jogo sorrir-lhe no final.

Afinal, no momento em que tudo parecia apontar para uma reviravolta talhada para a lenda, o aprendiz de feiticeiro soube dizer “presente!” e foi ele quem pegou no rumo da partida que há-de ficar registada em glória nos anais desta prova mítica.

Os momentos apoteóticos após a vitória, quando trepou pelas bancadas, em lágrimas, para abraçar os pais e o treinador, foram de arrepiar até as pedras da calçada. Só não se emocionou quem é de ferro e não é deste mundo. Até o Príncipe Filipe das Astúrias e a Letizia furaram todos os protocolos e correram entusiasmados para o felicitar. Foi de doidos, digo-vos eu!

Que coisa tão boa de se ver!

Também o meu ídolo de infância e juventude, o Sueco Bjön Borg, vibrou com a classe dos executantes na bancada, que até electrizou o irreverente McEnroe, ali destacado como comentador.

Bem podiam o Gavin Rossdale dos Bush e a starlete Gwen Stefani torcer pelo seu amigo suíço, que a coisa não estava para ali virada.

Foi mesmo muita bom!

E é óbvio que eu estava a torcer pelo miúdo! Que grande par deles teve de ter para aguentar aquilo tudo até ao fim!

Mais uma vez… Que viva Espanha! Olé, mi niño!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

18.06.2008


Ultimamente, tenho pensado muito se devo ou não fazer isto mas parece-me ser uma decisão acertada.

O Pedro que alimenta este blogue é uma pessoa normal com as suas naturais ambições e aspirações, com as suas fraquezas, defeitos, interesses, preferências e desagrados, tal e qual como toda a gente.

O Pedro que aqui se transforma em cartoon, sonhou este blogue como um espaço de liberdade, de criação e sobretudo de comunicação com as pessoas. Aquilo que realmente mais gosta.

Quase sempre a brincar (como me parece que a vida deve de ser levada), algumas vezes muito a sério, nunca fugi aos assuntos que me ocupavam o pensamento e procurei sempre aqui exultá-los ou exorciza-los, conforme assim fosse a sua natureza.

O Pedro que aqui é escriba, acumula também o papel de pai e de filho, de amigo, de vizinho, de cidadão do mundo e de Marvanense, crítico ou solidário, dando voz a todas essas diferentes vertentes da mesma personalidade.

Actualmente, de há 3 anos a esta parte e com mais 1 de contrato, o Pedro é também político, é Vice-Presidente do seu Município natal e é, nessa perspectiva, o nº 2 de uma comunidade na qual nasceu e onde vive integrado.

De há muito tempo, quase desde o início desta aventura autárquica, o Pedro percebeu que nem tudo poderia ser e correr como ele sempre sonhou. A situação foi-se complicando e depois de diversas diligências que se revelaram infrutíferas, o Pedro teve de rasgar o peito e dizer do seu direito em sede própria.

O texto, a declaração que o Pedro leu na reunião de câmara de 18 de Junho é um documento público e foi arquivado na respectiva acta podendo pois ser consultado por qualquer cidadão.

No rescaldo deste grito, o Pedro partilhou as suas palavras por mail com amigos mais próximos, familiares e confidentes, não com o intuito de despertar qualquer solidariedade ou compaixão, mas apenas para dar conta a todos aqueles que sabia que o queriam e a quem quer também, do processo por que estava a passar.

O texto circulou e acabou por rodar por mais mãos, não porque o tivesse deliberadamente pretendido, mas porque aconteceu.

Soube por um amigo que há dias atrás, diversos colegas comentavam e fotocopiavam estas folhas que distribuíram entre si.

Falou-me de avidez e de algum espanto.

Aquilo andou a dançar na minha cabeça e foi então que percebi que sendo este blogue uma das faces mais visíveis da minha existência, era legítimo que aqueles que me conhecem e nutrem por mim um qualquer tipo de sentimento, incluindo os que me elegeram e me podem pedir contas no final do mandato, tivessem também direito a saber aquilo que eu penso e defendo neste momento.

Foi nesse então que se tornou claro que se público é, mais público deverá ser porque não sou, nem nunca serei, pessoa de meias verdades ou de palavras encobertas.

Certo de que ninguém me poderá acusar de misturar política com a vida, por ser nessa mesma mistura que eu tento respirar desde 9 de Outubro de 2005, segue…

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Reunião de Câmara de 18 de Junho de 2008
Informação do Vice-Presidente
Pedro Alexandre Ereio Lopes Sobreiro


Tive recentemente conhecimento através de alguns munícipes que informalmente me interpelaram que o Município teria aberto um concurso para dois engenheiros técnicos civis com um índice remuneratório bastante considerável. As pessoas em causa queriam saber mais e estranharam quer a oportunidade desta dupla entrada, quer a elevada remuneração face à difícil conjuntura económica do município. Perante tal, vi-me obrigado a informá-los que desconhecia em absoluto esta admissão de pessoal e que por estranho que lhes pudesse parecer, estava a tomar conhecimento dessa realidade pelo seu relato.

Numa deslocação que efectuei na semana passada à Escola Secundária de São Lourenço, em Portalegre, para estar presente numa reunião com o Sr. Coordenador Paulo Pires, da Equipa de Apoio às Escolas e com a Dr.ª Ana Costa, da Segurança Social, para tentar definir qual o caminho a seguir no próximo ano lectivo quanto às crianças em idade pré-escolar que frequentam o Centro Infantil de Santo António das Areias; fui confrontado com uma troca recente de diversa correspondência entre a Direcção Regional de Educação e o Presidente do Município de Marvão sobre um assunto que considero da maior importância e no qual me tenho esforçado por acompanhar desde há muitos meses para que tenha um desfecho que beneficie os alunos do meu concelho: a criação de um Agrupamento Escolar único. Nos faxes em questão, que me facultaram de imediato, prolongavam-se as negociações e pretendia definir-se qual seria o contributo de cada uma das partes, sendo claro que o Presidente frisava unilateralmente a posição da Câmara de Marvão sem que de tal tivesse alguma vez prestado qualquer informação ou esclarecimento ao Vereador do Pelouro da Educação, ou seja, eu próprio.

No seguimento da candidatura ao relvado sintético, convoquei, há alguns meses atrás, uma reunião no Campo dos Outeiros com a equipa técnica da Câmara, com o Sr. Eng.º Margarido, com a direcção da Casa do Povo de Santo António das Areias e o Grupo Desportivo Arenense para que entre todos pudéssemos identificar algumas ligeiras melhorias que podiam ser efectuadas nas infra-estruturas ali existentes por forma a dignificarem o espaço e a própria cerimónia de inauguração. Foram elencadas as deficiências mais evidentes e ficou definido que a Sr.ª Eng.ª Soledade e o Sr. Eng.º Margarido teriam a incumbência de definir os melhoramentos que poderiam ser feitos por ajuste directo e aqueles em que teríamos de recorrer a terceiros. Para que se pudessem levar a efeito, seria necessário proceder a um reforço orçamental que seria adequado à nossa disponibilidade financeira. Estranhando o silêncio da parte dos Serviços Técnicos, perguntei pelo estado do processo à Sr.ª Chefe de Divisão que me respondeu que o Sr. Presidente tinha decidido que não se avançaria com nada por agora. Ficaria tudo na estaca zero. Por sua vontade exclusiva, voltou-se à forma inicial sem que nada me tivesse sido comunicado.

Estes são três exemplos, três casos concretos que ilustram bem a dificuldade que tenho actualmente em conseguir exercer o meu cargo condignamente e realizar um trabalho com o padrão de qualidade pelo qual sempre me regi. È de facto muito difícil querer ser coerente e persistente quando nada parece ajudar à nossa volta.

Nestes quase três anos de mandato, por muitas vezes tive de calar e sofrer em silêncio, pensando sempre que assim ajudaria a andar para a frente esta casa e esta instituição. Foi assim quando me vi obrigado a trabalhar com as verbas que me disponibilizavam, tantas vezes insignificantes quando comparadas com as dos meus antecessores e a de congéneres no distrito; foi assim quando me vi empurrado para um plano secundário em processos tão decisivos para o nosso concelho (e que me diziam directamente respeito) como foram a Candidatura a Património Mundial, a situação da Cidade Romana de Ammaia ou o futuro do Campo de Golfe (nos quais fui pura e simplesmente colocado à margem); foi assim quando tive de aceitar trabalhar com um orçamento para 2008 na realização do qual nem sequer fui ouvido.

Durante toda a minha vida pugnei sempre por valores que me foram transmitidos desde criança pelos meus e que servem de norte à minha existência. Quem me conhece sabe que sou um homem íntegro e que defende com honestidade aquilo em que acredita. Nestes três difíceis anos de mandato tenho “engolido muito sapo” e “feito muitas vezes figura de parvo” quando a isso nunca estive habituado.

Pedi há tempos ao Presidente que fizesse um esforço para que a nossa coabitação fosse pacífica e o mais diplomática possível até ao fim do mandato para o bem dos dois. Não podendo ter o óptimo e o trabalho em equipa com partilha de responsabilidades que me foi prometido de início, esperava pelo menos não ter de continuar a lidar diariamente com a intransigência, a prepotência e a falta de comunicação. Está bem à vista de todos que voltei de novo a sonhar alto.

Chegou a altura de dizer basta. A pouco mais de um ano das eleições, não vou continuar a permitir que me releguem para segundo plano e me menosprezem e daqui em diante, sempre que se justifique, darei conhecimento à Câmara Municipal da dura realidade com a que tenho que lidar para que fique expresso e bem clara a minha evidência dos factos.

Percebi há muito, logo no início de funções deste executivo, que existem forças de bloqueio que me querem a todo o custo ver fora deste mandato para o qual fui legitimamente eleito pelos marvanenses. Assim que tomei consciência desta realidade, fiz questão de expressar a quem de direito que jamais virarei as costas a quem em mim acreditou e que nunca sequer equacionei nem equacionarei a hipótese de virar as costas a esta enorme responsabilidade que desempenho com tanto orgulho.

Com a ajuda da minha família, de amigos próximos e de alguns trabalhadores do município tenho encontrado forças nas fraquezas e resistido à tentação de dizer “mais não!”. Assim seguirei até ao final.

A Vice-Presidência é um cargo de grande responsabilidade, com um poder e uma extensão enormes quando há confiança política por parte do Presidente. Quando não há, como é o caso, o Vice-Presidente é apenas e sempre o primeiro dos últimos e pode muitas vezes ser reduzido a ser apenas mais um na cadeia hierárquica que é obrigado a respeitar, cumprindo os desígnios superiores.

Sei que no final nada mais me vai restar para além da minha consciência e do meu sentido de dever cumprido. È por isso que de agora em diante, não mais calarei. Sempre que me sentir desrespeitado e ignorado, darei conhecimento à Câmara Municipal que é no fundo, o único garante da minha salvaguarda.

Lamento imenso que tudo tenha que se passar assim mas compreendam que não me restam alternativas.

Entretanto, continuarei a trabalhar com o afinco e a dedicação que penso me são reconhecidas, em prol do bem estar dos marvanenses e do meu concelho.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

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Li num jornal de ontem que estava em cima da arca dos gelados da pastelaria, já amarelecido pelo tempo e gasto por tantos dedos, que o teu caso ia ser arquivado.

A PJ, perante a impossibilidade de conseguir provas evidentes, dá o processo por encerrado.

Dizem que lá para 14 de Julho, quando terminar o segredo de justiça.

Um negro e definitivo ponto final depois de 1 ano e dois meses de longo estertor.

Esvai-se assim o teu sorriso e o teu olhar inocente.

Perdem-se os teus passos no areal frio da Praia da Luz.

Esquece-se o teu segredo no fundo do mar, num poço, num forno, na terra ou numa paragem longínqua pela mão de um estranho que te há-de apagar de ti.

Contigo partiu a minha última réstia de esperança na justiça dos homens.

Sem ti… com um nó na garganta que há-de apertar cada vez que me lembrar.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Olé! Mis niños!

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Ah… eu amei tanto que tudo tivesse acabado assim.

É que eu não posso com alemães. Já sei que isto pode não ser justo, que o tempo já passou e blá, blá, blá mais blá, blá, blá, mas sempre que vejo muitos alemães juntos a acenarem com a bandeira fico em pele de galinha, não por medo, mas acho que mais por raiva. Se eles não têm culpa de nada, só podem ser filhos, ou neste caso netos e acaba por ser mais do mesmo.

Depois, não podendo ter a sorte grande, a Espanha é assim uma espécie de Joker. São nossos vizinhos, são latinos, são também filhos do mediterrâneo e é nestes casos que nós gostamos de nos colar e chamar-lhes hermanos. Olé!

Foi também bom ver como conseguiram fintar o próprio destino e provar a todos que eram capazes quando já quase ninguém acreditava que tivessem essa maturidade que é indispensável para chegar ao fim de taça na mão.
Gostei muito que o velhinho tivesse levado a sua avante. Vivemos num tempo em que os suportes tecnológicos fizeram com que as memórias pudessem perdurar para além das pessoas e foi assim que os velhos passaram a ser um peso nas sociedades ditas modernas e deixaram de ser o valioso repositório de sabedoria que eram no passado. Aragonês soube ser o líder que descortinou o caminho que mais ninguém vislumbrou e, deixando as primas-donas em terra, soube orquestrar uma equipa de putos que encantaram a Europa do Futebol. Com quase 70 anos, quando podia passar as tardes a jogar ao Parchis num jardim qualquer, soube ter tomates para desafiar todos os poderes instituídos, incluindo os internos e saiu pela porta grande com duas orelhas e um rabo.
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A Espanha entrou periclitante e denunciou o nervosismo que quase se revelou fatal num atraso mal medido de Ramos, embora tivesse sido Puyol a pedir desculpa ao banco. Os primeiros minutos foram da Alemanha que entrou com a carga toda e soube encostar o adversário às cordas. A bulldozer estava bem calibrada e se a toada se mantivesse, a vitória dificilmente lhe escaparia. Com um futebol rápido e oleado, em sucessivas incursões pela ala esquerda, semearam o pânico na área com raides aéreos que podiam quase sempre ter terminar no fundo da redes hispânicas.

Depois de resistirem a esses demolidores vinte minutos iniciais, os diabólicos baixinhos deram sinal de vida, arranjaram espaço para começar a explanar o seu futebol cerebral e entraram na final com uma cabeçada ao poste de Torres após cruzamento de Sergio Ramos. A partir daí, os germânicos viram-se obrigados a recuar e foi então que os dois motores de busca espanhóis, Iniesta e Xavi, estrategicamente colocados no centro das operações, começaram a inventar espaços e linhas de passe em rasgos impossíveis. Com um impressionante Senna a varrer os estilhaços que ficavam para trás, conseguiram o arrojo e a audácia para carregarem a toda a força.

Foi numa dessas diagonais de um dos médios do Barcelona, que nasceu o golo da Espanha e que golo tipicamente espanhol foi! porque só quem acredita mesmo muito consegue ver aquilo que o miúdo viu e fazer aquilo que ele sonhou fazer. Lahm pecou por excesso de confiança e pensou-se dono do lance até morrer nas mãos de Lehmann mas o puto quis tanto lá chegar que arranjou força para se esticar e rematou pelo buraco da agulha metendo a bola, com um jeitinho precioso, bem dentro da baliza germânica.

Daí para a frente o jogo perdeu estratégia, ganhou calor humano, acelerou e rodopiou e entusiasmou quem gosta disto e esteve mesmo bom. Os alemães, sempre que podiam chegavam à área só para um cheirinho mas a noite era do futebol espanhol, mais inteligente e colado à relva, que brilhou como se de um bailado se tratasse. Com passes curtos e certeiros, uma óptima circulação de bola, uma pressão imediata sobre o ataque, jogando a toda a linha e traçando avenidas de magia nas costas do adversário, os espanhóis foram os artífices da sua própria audácia e saíram premiados porque apesar da nítida mas aparente desvantagem física, conseguiram gelar os já por si frios alemães com uma táctica apurada e de filigrana.

O descanso não alterou o rumo da primeira parte. A Espanha agora entrou por cima e teve diversas oportunidades para dar a estocada final, mas não é menos verdade que os alemães tentaram sempre a sua sorte e chegaram a dar um ar da sua graça a meio deste segundo tempo. Löw sacou um Kuranyi pouco eficaz da cartola, o experiente seleccionador espanhol refrescou o meio campo com Xabi Alonso, apostou na ala com um Cazorla fresquinho e nada temeu quando colocou Güiza na linha da frente na substituição do jovem príncipe.

Bem podiam as bancadas cantar o hino alemão que nada havia a fazer. Os espanhóis estavam prontos a dar banho e por duas vezes, uma de cabeça por Ramos e outra, escandalosa por Senna, estiveram para matar a partida.

Depois foi aguentar até ao fim, fazer uma eficaz gestão do esférico e celebrar. O árbitro ainda ajudou um bocadinho num ou outro lance mais duvidoso (uma mão na área e uma falta fantasma no final) mas ninguém dúvida da legitimidade do vencedor.

Foi a loucura e a festa total e a Espanha mereceu. Foi lindo ver tanta cor e tanto vermelho nas bancadas e os de branco mansinhos e quietinhos, nas cadeirinhas e na relva.

E eu só me lembrava dos filhos da puta que estavam à minha frente no bar em França quando caímos aos seus pés nos quartos-de-final. Gostava de ver se aquele ar de superioridade (eu não digo?) sempre se transformou num sorriso mais que amarelo. Bem feita!

Que regalo! E eu só me apetecia meter-me no carro e ir daqui para Valência ajudar a fazer a festa mas é melhor não que amanhã é dia de escola e é bom a gente ficar contente mas é mau apropriarmo-nos do que não é nosso.

Gostei muito de ver o abraço do rei Juan Carlos ao Casillas, mandando à fava todo e qualquer protocolo. Até a rainha Sofia, que é da Grécia, não fugiu aos dois beijinhos na face suada do capitão. É bonito isto assim, pá!

Bem… amigos mios: que vos aproveche! Um abraço muito grande a todos os meus leitores espanhóis e às minhas estimadas amigas de Valência, San Vicente e Badajoz. Acreditem que fiquei feliz por todos vós!

Que desfrutem!

E que VIVA ESPANHA!


PS: O meu Benfica também se sagrou campeão de futsal numa final electrizante com o Belenenses. Deixe lá, meu sogro, desde que nos vamos safando nas modalidades, temos a certeza de que não morremos de desgosto. Antes isto que nada, não é?

terça-feira, 24 de junho de 2008

A bordo de um sonho lindo


Ah, meus amigos… aquilo é bom demais para ser verdade. A Disneylândia é o verdadeiro paraíso na terra e podia ficar-me por aqui que estava tudo dito. Um sonho, lindo, lindo ainda maior do que eu alguma vez imaginei. Tudo aquilo é perfeito, tão produzido, tão cuidado, tão pensado ao mais ínfimo pormenor para nos fazer felizes que eu nem sei… Só regressei mesmo porque as pequenas insistiram muito. A minha vontade era mandar tudo às urtigas e ficar lá para sempre, nem que fosse a limpar o cocó dos cavalos na Main Street.

Guardarei para sempre a memória destes dias como alguns dos mais fantásticos da minha vida. Para sempre inesquecíveis…

Quero tanto dizer-vos como foi, explicar-vos como vale tanto a pena que nem sei por onde começar mas não resisto a deixar-vos algumas impressões e alguns conselhos e dicas.

Em primeiro lugar é importante desmistificar a ideia que a Disneylândia é para as crianças. Nada mais errado. A Disneylândia é para todas, todas as idades porque ali há lugar para todos os que, isso sim, são capazes de imaginar e viver o sonho. Dias antes de partir perguntei à minha filha se não estava ansiosa para conhecer a verdadeira Branca de Neve e ela disse-me “ó pai, aquilo é só uma senhora!”. È óbvio que tive de lhe explicar que não é bem assim e quem lhe tinha dito isso a tinha enganado. A Disneylândia é a terra do faz-de-conta e esse é o grande segredo para bebermos da sua fonte da felicidade. Basta acreditar que é possível!

Foi esse o preço que pagou a senhora idosa que na cadeirinha de rodas assistia ao espectáculo do “High School Musical” com o seu peluche do Stitch aninhado nos braços. Foi esse o preço que pagou o casal que batia o pé e chocava os rabitos ao som do “Hakuna Matata” enquanto os filhos dormiam nos carrinhos à sua frente. Foi esse o preço que pagaram todos aqueles que como eu, se arrepiaram assim que puseram o pé na avenida principal e vislumbraram ao longe as torres rosa e douradas do Castelo da Bela Adormecida.

Aquilo é a puta da loucura para qualquer um que se deixe envolver, agora imaginem o que é para mim que na infância devorei todos aqueles livros e sempre cresci com este universo, primeiro com o VHS e depois em DVD, onde não perco uma única reedição de um clássico, nem falho uma estreia. Só edições do Peter Pan tenho 5 que conservo religiosamente e pelas quais tenho um culto indefectível.

Preço
O preço da visita não é barato mas é uma vez na vida. Eu sei que infelizmente não está ao alcance de todas as bolsas mas às vezes gasta-se tanto dinheiro em merdas sem jeito nenhum que vale a pena fazer um mealheirinho. Pelo menos uma vez, todos lá deviam de ir nem que isso exija algum sacrifício. Ir à Disneylândia custa tanto como um televisor desses todos XPTO já com alta definição, 16:9, que dão para ver a selecção ser espezinhada, ferida de morte por uma vaidade idiota, aos pés de uma Alemanha inteligente e pragmática. Ir à Disneylândia custa tanto como um carro em 3ª mão assim com uns bons aninhos. Mas a televisão avaria e cai em desuso, o carro vai em breve pró maneta e esta viagem, fica gravada a fogo no lugar mais lindo dos vossos corações. Garanto-vos eu!

Como viajar
Vale mesmo a pena fazer tudo por uma agência de viagens. Deixem as aventuras para lá e tentem ir com tudo resolvido. Nós, como somos bairristas, fomos pela Alegretur, do Sr. Reisinho aqui de Portalegre e quem nos tratou da papelada foi a simpática Carlinha que eu contratei logo na primeira reunião como professora de Aeróbica cá para a terrinha. As agências organizam a jornada e é melhor assim. Indo com passagem aérea de ida e volta, com marcação nas navettes que fazem a deslocação até ao parque (que demora cerca de 45 minutos), com reserva de hotel e bilhetes de entrada, livramo-nos de preocupações.

A Abreu anda com uns preços malucos, a do Belmiro de Azevedo também e este ano é de aproveitar porque como se celebra o 15º aniversário, as crianças até aos 7 anos entram à pala, o que é mais um atractivo.

Viagem
O carro pode ficar seguro no Parque 3 do Aeroporto que é mais económico e pelo menos, ao nosso, não lhe gamaram nada, o que é sempre um bom sinal. Convém estarem duas horas antes para o check in e depois de largar a bagagem é só embarcar. O trajecto tarda cerca de 2 horas e faz-se muito bem. As hospedeiras da TAP são lindíssimas e ver a paisagem lá do alto só por si já faz valer a viagem. Depois ainda nos estragam com mimos e dão sandochas e fazem cafezinho da pucheira. Umas queridas! A chegada ao Charles de Gaulle é traumática e não vale de nada fazerem muito caso. Aquilo é um labirinto de corredores com gente de toda a maneira e feitio e importa manter o sangue frio, pelo menos até avistar a bagagem. Depois de encontrar a partida do transfer, já e a brincar.


Estadia
A Eurodisney é composta por dois parques diferentes, o “Disneyland Park” e os “Walt Disney Studios” e é vantajoso fazer o trabalho de casa na Internet para poder aproveitar tudo ao máximo. No site oficial, os malandros disponibilizam um mapa interactivo que não dá para imprimir, o que me obrigou a andar a fazer print screens e montagens no photoshop, mas valeu a pena. De um total de 60 atracções creio que só falhámos duas ou três, o que foi muito para além das minhas melhores previsões. Claro que isto só foi possível graças a um minucioso planeamento e a uma gestão dos itinerários em tempo real para fugir a filas e ganhar tempo. Muitas vezes, assim que terminava uma actuação, corríamos para apanhar a seguinte e só assim é possível. “Seize the day”, aproveitar tudo ao máximo.



A estadia ideal é de pelo menos 4 dias sendo um só para as viagens e os outros distribuídos na proporção de 2 para o parque maior e um outro para o mais recente. O Tio Sabi brevemente disponibilizará a digitalização dos mapas depois de passarem no Scanner A3 mas trouxe também programas de sobra para os mais criteriosos. O serviço é gratuito e está à distância de um telefonema.

Se possível tentem fugir aos fim-de-semana onde o pessoal sai aos magotes da estação de comboios e do parque de estacionamento. Durante a semana é tudo bem mais tranquilo. Se não conseguirem evitar o final da semana, tentem aproveitar o sábado que oferece 2 horas extras de divertimento. O Horário é das 10 da manhã às 7 da tarde, mas nesse dia vai até às 22h.

Esta é a altura ideal do ano para concretizar o sonho. Deve-se evitar a todo o custo os períodos festivos do Natal e Páscoa, bem como as férias grandes. É nessas alturas que todos os outros pensam ir. Por isso, mais vale agora ou em Outubro, quando os dias são grandes e as temperaturas amenas. A minha Cris tem razão, se possível, vão quando os outros miúdos estão em aulas porque assim afastam logo uma concorrência significativa. Não é por falharem uma semana às lições que deixam de ser aquilo que quiserem no futuro e as contrapartidas são enormes.

Ali, às vezes, o que parece mau pode ser um aliado. A chuva, por exemplo, que tantos afugentou no dia de chegada, permitiu-nos fazer a Terra da Fantasia sem praticamente perder tempo nenhum em filas. Morou?

Também é importante ter a pestana aberta. Se conseguir ver o “Desfile das Personagens Disney” no primeiro dia, aproveite esse concorrido momento nos outros dias para entrar nos divertimentos mais concorridos. ;)



Idade ideal
Que não vos passe pela cabeça meterem-se nesta empreitada com filhos com menos de 6 anos. Antes dessa idade, os pequenos não têm noção da maior parte das coisas e desanimam por completo nos tempos de espera, no terem de andar e na confusão. Eu vi muitos miúdos mais velhinhos, com 10 e 11 e 12 e de 35 como eu, curtirem à brava e sem qualquer tipo de problema. Não tenham pois pressa.

Nós, por acaso, fizemos uma equipa ideal. Eu andava com uma pedalada que dava para iluminar a cidade de Lisboa durante 3 dias se me metessem um fusível no cú. As pequenas, que têm medo das montanhas-russas, aproveitavam para descansar e passear e assim foi bem. Madre mia! Como me lo pasé! De locos!

Na viagem connosco ia um casal com uns gémeos de colo. Eu vi lá crianças com meses e que certamente ainda mamam. Quer dizer…

Resumindo, na idade, mais vale pecar por excesso que por defeito.




Os parques
O “Disneyland Park” é o maior e o mais antigo, mas nem por isso menos moderno. Está dividido em 5 terras diferentes:


-A Main Street, que recria o ambiente de uma cidade nos Estados Unidos no princípio do século de uma forma, eu diria que irrepreensível. Edifícios e lojas belíssimas e o palco principal para o desfile das estrelas que acontece todos os dias às 5 da tarde. Quanto ao recheio dos estabelecimentos, tudo do melhor que vocês possam imaginar. Dá vontade de trazer aquilo às costas. O local perfeito para eu explicar como esturrar mil contos em 5 minutos. Nem sequer vou tentar descrever o indescritível. De sonho! Viaturas intemporais, bares de charme e um mergulho no passado. A Main Street alberga ainda a estação de comboios de onde partem os que fazem a viagem à volta de todo o parque e que eu aconselho vivamente como ponto de partida e passagem de reconhecimento;

- A Fantasyland, ou a terra de sonho, das fadas e dos grandes clássicos. É nela que se encontra o Castelo da Bela Adormecida, o coração de todo este mundo. Ali podemos encontrar também a casa da Branca de Neve, a oficina de Gepetto onde nasceu o Pinóquio, a Viagem do Peter Pan, a Excalibur de “A Espada era a lei”, o Labirinto de Alice, o Carrossel de Lancelot, o comboio do Circo, e muito, muito mais. O local ideal para os mais pequenitos;

- A Discoveryland que é o lugar ideal para os amantes da ficção científica. O pessoal que é fã do Buzz Lightyear (presente!), do Júlio Verne e da Guerra das Estrelas (presente! Presente!!!) vai sentir-se em casa. Este é mais para os “nerds” lá da escola, os putos com óculos que sonham ser astronoutas. A não perder o “Orbitron” e a “Videopolis” onde tem lugar o espectáculo do Rei Leão;

- A Adventureland ou o céu na terra para os amantes da pirataria, do Indiana Jones e das casas nas árvores. Só a estação dos “Piratas das Caraíbas” repleta de cenas de acção, de barcos em queda livre e de robots ultra reais desses marinheiros malditos, faz valer tudo a pena;

- A Frontierland que nos transporta directamente para o velho Oeste. Eu, que rasguei tantas vezes as calças nos canchos aos tiros imaginários aos meus amigos pistoleiros, senti, ao entrar ali, que morri e fui para o céu. Incluí uma cidade de fronteira, uma mansão amaldiçoada por fantasmas, uma barco como o do Tom Sawyer e uma montanha russa, meus amigos, e que montanha russa! Fuckin’A!





O outro parque, os “Walt Disney Studios”, é mais recente e foi criado para dinamitar novas emoções e novos atractivos. Funciona num ambiente de cenário de rodagem e ali podemos ver um espectáculo de duplos onde é filmada uma série de acção em tempo real com perseguições, explosões e muitos tiros; a montanha russa dos Aerosmith, a aventura da tartaruga Crush nas correntes profundas do oceano; o novo espectáculo do Stitch; uma viagem de comboio a dois cenários de catástrofe; os efeitos especiais do filme Armageddon e a Torre do Terror. Hum, delicioso!
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Comida
Por falar em delicioso, a comida é mesmo o pior de tudo. O grande problema nem sequer é ser terrivelmente cara mas sim ser sempre mais do mesmo. Por mais restaurantes que haja, aquilo não passa dos hamburguers, dos cachorros e das pizzas. Uma garrafa de água vale 500 paus em moeda antiga, um café tenebroso custa 2 euros e só para terem um ideia, o jantar que permite assistir ao espectáculo do Buffalo Bill vale 12 contos por pessoa! Até a minha filha, coitadinha, que é alérgica a sopas já suplicava por um caldinho verde! Vejam só!

Quando estamos fora é que nos apercebemos bem porque é que todos gabam a cozinha portuguesa. Um peixinho grelhado, uma feijoadazinha, um bacalhauzinho com natas, umas iscas com elas, umas sopas à antiga, um bom bife de vaca com ovo a cavalo. Ai eu… Que saudades!

Hotel
Ficámos alojados no Hotel Cheyenne que não é dos mais luxuosos mas é, acreditem, de longe o melhor de todos! É lindo de morrer porque não é um hotel convencional como os outros mas recria antes o ambiente de uma cidade do farwest, igualzinha a uma que eu tinha de brincar quando era puto. Está dividido em diferentes edifícios que recriam o velho Oeste e onde não faltam o banco, o saloon, a “general store” e as restantes casas estão baptizadas com nomes tão sugestivos de famosos criminosos como “Jesse James”, “Billy the Kid”ou “Calamity Jane”; de lendas índias como “Geronimo” (o último grande chefe de quem amei a biografia que li e reli na juventude), “Running Bear”, “Sitting Bull” ou “Cochise” e de xerifes como “Wyatt Earp” ou de atiradores como “Wild Bill Wickok”. Nós ficámos no “Soaring Eagle”. Ai eu..

No hotel havia um salão de verdade onde um casal de meia idade tocava e cantava temas hillbillies pela noite dentro e cada recanto era decorado com acessórios e elementos da época onde nem sequer faltava a diligência na entrada.



Bom, como me estou a exceder e eu sabia que isto ia acontecer, não posso deixar de terminar com o meu Top 10 de divertimentos. Ainda pensei fazer um top 50 mas é capaz de ser um bicadinho demais, mas dos 10 não desço. De forma que:

10. It’s a Small World
Uma volta ao mundo em 5 minutos por cenários de encantar e pelos cinco continentes enquanto as crianças do nosso planeta em robots de miniatura cantam a música homónima que jamais me sairá da cabeça. Um mergulho num universo Burtoniano via “Charlie and the Chocolate Factory”.


9.Peter Pan’s Flight

O voo tão sonhado aconteceu. De mão dada com Peter, sobrevoamos os céus de Londres e rasámos o Big Ben. Na Terra do Nunca combatemos Gancho e ajudámos os meninos perdidos a encontrarem as suas mães.


8. Star Tours (Discoveryland)

A viagem integral num caça do Star Wars com direito a passar pelos hangares e pelas portas de segurança originais. Oportunidade para conhecer o R2D2 e o C3PO. Muito laser e vertigem junto à Estrela da Morte.


7. Space Mountain: Mission 2 (Discoveryland)

Uma viagem pelo universo numa montanha russa de cortar a respiração. Inclui razias aos anéis de Saturno e a Supernovas. Metam os capacetes! Senti claramente que a cabeça se ia desaparafusar do corpo!


6. Rock’n’Roller Coaster featuring Aerosmith (Walt Disney Studios)
Entrar no estúdio dos Aerosmith e ter o Steven Tyler a gritar-nos aos ouvidos “Are you ready?” enquanto bombamos a muitos quilómetros / hora por carris com muitos loopings, quedas livres e subidas em que nos vemos cuspidos para além de Paris. 9 lives?


5. The Twilight Zone Tower of Terror (Walt Disney Studios)
Um prédio mal assombrado. Um elevador assassino. Uma queda livre de 12 andares depois de contemplarmos a paisagem por uma fenda na parede. Nos homens, asseguro que os testículos sobem à garganta. Nas mulheres não sei como é. Ainda hoje estou para perceber as gargalhadas que um mudo ao meu lado dava ao olhar para a minha cara.

4.Crush’s Coaster (Walt Disney Studios)
Estão a ver a cena do filme em que a tartaruga apanha uma corrente profunda no oceano? Fixe, não é? Agora imaginem o mesmo numa caranguejola de 4 lugares ainda por cima quando vão de costas. Ainda bem que tirei os óculos. Certamente, nunca mais os via.

3.Pirates Of The Caribbean (Adventureland)
Entrar literalmente no filme e está tudo dito. Magistral! Montem-se na barcaça e deixem-se levar pela maré! Raios e Coriscos! Dahhh!


2. Big Thunder Mountain (Frontierland)
Uma mina. Um comboio tresloucado. Uma montanha russa que inclui um túnel com muitas reviravoltas, quedas a pique e curvas de arrepiar. O condimento? O ar datado de tudo aquilo que faz parecer que aquela viagem pode ser a última. Inclui carris a ranger e tábuas partidas por todo o lado. De película!


1.Indiana Jones and the Temple of Peril (Adventureland)
Loopings de 360º e a sensação de que nunca a morte esteve tão perto. Delirante! Ao sair, tive de me sentar para evitar a queda óbvia. As pernas já não respondiam…
Meus amigos, Meus amigos…

Mas do que é que ainda estão à espera?!?!?