segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Vendo o Mundo Solidário - Ajude Pedro Proença

R.I.P. Lux Interior




O inferno vai passar a ser um lugar bem mais divertido e alucinante…
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Faleceu Lux Interior, vocalista dos The Cramps

O vocalista dos norte-americanos The Cramps, Lux Interior, faleceu no passado dia 5, aos 62 anos de idade, vítima de problemas cardíacos, em Glendale, na California.

O músico, de real nome Erick Lee Purkhiser, fundou os The Cramps com a mulher, Poison Ivy, nos anos 70, sendo "Fiends of Dope Island", de 2003, o último trabalho de originais do grupo.

Em comunicado oficial, os representantes da banda destacam o carácter "destemido" de Lux Interior, que "trasformou cada palco por onde passou num local de paixão, abandono e verdadeira liberdade".

Lux Interior, ícone rock alternativo norte-americano, sofria de problemas cardíacos há vários anos.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Na terra dos sonhos…




Minutos depois do despertador ter accionado o rádio (bem, na verdade foram muitos minutos depois porque deu para ouvir as notícias, um par de músicas…), levantei-me e fui-me meter na cama dela, como é hábito, enquanto a mãe ralhava na casa de banho com o atraso dos dois.

Quando me viu, sorriu com ar de quem sabia que eu lá vinha e esticou-se numa esperguiçadela que terminou já comigo deitado a seu lado, com o braço à volta do meu pescoço.

“Dormiste bem, querida?”.

“Ssssssssssssim…”.

“E sonhaste com o quê?”.

“Sonhei que estava num mundo todo feito de doces e estavam lá as minhas amigas todas e estavas lá tu também…”.

“Sério? Jura… E o que estava lá eu a fazer?”.

“Estavas a saltar num trampolim feito de pastilha elástica”.

“…”.

E agora digam-me lá se a infância é ou não é, a melhor fase da nossa vida? Não admira que o Freud escrevesse que andamos o resto do tempo à procura dela…

Quem é que está a imaginar um de nós, adultos, a sonhar com um mundo onde as nuvens são feitas de algodão doce, as casas de gomas de mil sabores, as estradas de caramelo, os paralelos do melhor torrão de Alicante, as árvores de frutas cristalizadas e os rios de chocolate negro?
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As imagens foram raptadas do filme "Charlie e a Fábrica de Chocolate" do mestre Burton.

Divas... de hoje em dia



Ligo a televisão na MTV e assisto embasbacado à estreia do novo vídeo da Beyoncé que é, a par da Hannah Montana, as Cheetah Girls e os Jonas Brothers, uma das heroínas da minha filha.

Quando termina, dou por mim de boca aberta e com uma poça de baba a encharcar-me as pantufas.

Por Deus… será que estou a ficar velho?



Beyoncé - Single Ladies (Put a ring on it)

O vídeo... delirante e poderoso... está aqui.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Carta aberta ao Director

(clica, clica)
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Recebi esta carta do nosso PM que certamente não me levará a mal a inconfidência. Publico-a sobretudo porque me parece que ajuda, de alguma forma, a compreender o estado de espírito do homem-forte do governo e até acaba por legitimar certos e determinados comportamentos, prestando assim um inquestionável serviço público.


São Bento, Lisboa, 6 de Fevereiro de 2008


Meu caro Pedro,

Como deves saber, as coisas não estão propriamente “porreiras, pá” para o meu lado.

Tudo começou a descambar no início do ano passado, com a porcaria da lei do fumo e aquele lamentável episódio do avião quando fui visitar o troglodita do Chávez. Uma cena… nem queiras saber. Mas quem é que me havia de dizer que os cabrões dos jornalistas (que ainda por cima foram à boleia), me haviam de enterrar daquela maneira? Se tenho sabido, tinha mandado largá-los em pleno Atlântico. Mas já sabes como é… o portuguesito… tem sempre sorte e eu aí também me safei de mal maior. Se os gajos têm descoberto que os cigarrinhos eram de mistura, ainda por cima de qualidade suprema… tínhamos ido todos dentro. Bem… o Pinho tinha um estalo em cima que nem se mexia. Foi de tal ordem que quando chegámos a Caracas, o tipo ia a dormir e quando acordou perguntou se já estávamos em Fátima, vê-me bem. Demais…

Isto tem sido duro, pá. Depois foi a história das folhas de assiduidade da Assembleia da República (sabes que sempre fui um às a copiar e falsificar assinaturas…) e o folhetim da licenciatura na Independente (Inglês Técnico? Yes, weekend!). Meses a correr à frente dos cães…

Agora, atiram-me com esta dos projectos de arquitectura que assinei (eu não disse que os tinha feito! As casas são horríveis! Mesmo de emigras…) lá para a Guarda e a cena do Freeport que é do tipo a “cereja no cimo do bolo”.

Horrível, pá! Imagina se os gajos tivessem descoberto que naquela tarde também estava na casa de Elvas, a jogar monopólio e a beber Capri-Sonnes de maracujá no quarto ao lado. Era o meu fim… estava feito… nem as eleições para o Clube Filatélico lá do bairro ganhava, quanto mais...

Olha, nada, escrevo sobretudo para te dizer que no meio destes apertos todos, o teu blogue tem sido uma safa e ainda vai sendo das únicas cenas que me faz rir. Verdade, pá! Continua sempre a dar-lhe.

Como não tenho tido tempo de aceder à internet no pc lá de casa e como tenho a porcaria do Magalhães avariado, a malta do partido saca-me os teus últimos textos em papel e mete-mos na pasta para que os possa ler quando o Louçã liga a cassete que o Carvalhas lhe vendeu em segunda mão. Só assim é que consigo aguentar aquilo… Até te mando uma imagem que comprova precisamente isto de que te falo, para que vejas que pelo menos desta vez, não minto.

Viste aquela que eu fiz ao Luís Amado na Cimeira de Lisboa, quando fingi que o ia cumprimentar e lhe fiz uma “chicuelina” à última hora quando ele me esticou a mão? Eh, eh. As coisas que eu aprendo contigo… Ès uma máquina! Impagável!

E a chamada que eu fiz ao Zapatero quando ele limpou as eleições? Ouviste bem o meu castelhano? Valeram bem as horas em que me estiveste a dar umas dicas ao balcão do bar irlandês aí em Valência de Alcântara e no tal barzinho brasileiro da fronteira… Como é que era bem o nome… Ti.. Ri… TIRI-BIRI? “Estói…estói? Jiosei Loíse? Daqui Siócratis. Olhia, muches parabiénes, pá. Jia estiás siafo por muches más quatre anis…Meu sacaneri die primieri…”.

Disseram-me que vinhas cá a Lisboa agora no dia 15 ver o concerto dos Oasis no Pavilhão Atlântico. Diz qualquer coisa. Dá-me um toque para o telemóvel. Vamos aí beber um copo. Eu ligo para o Passerelle (há lá carninha fresca…) e depois podemos ir ao Bairro beber um “Pontapé na c**a!” que tu tanto gostas. Para finalizar a noite, a bela sandes de courato com pintelho nas roulotes junto à Catedral da Luz, acompanhada com uma média de granada (daquelas que já não se comercializam) para não embaçarmos. Conheço-te tão bem…

Isto… tristezas não pagam dívidas e a malta tem de ir gozando porque quando acabar o mandato e os laranjas tomarem conta disto, o mais certo é ter de bazar para as Ilhas Caimão para gerir os fundos offshore do meu Tio Júlio e depois nunca mais nos vemos tão depressa. Afinal, ele confia mais em mim do que nos tontos dos filhos e quem é que vai tomar conta de tanto dinheiro senão quem lho deu a ganhar?

Ai tinhas dúvidas? Eh, eh. Brincalhão. Apanhas-me sempre…

Grande abraço, Estaremos em contacto…

Sempre teu,

Zézinho

Bonequinha de luxo

Clica para veres que linda que é...


Recebi esta por mail e não resisto a partilhá-la.

Simplesmente genial.

Vai dedicada a toda a lagartada amiga. Já sei o que hei-de dar ao mano no próximo Natal.

Diz que esta chora e faz xixi nas calcinhas quando não joga. Um mimo!

Ah! E já está disponível em todas as lojas do chinês! Corram, meninas! Corram!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Chuva

Ou como se pode ser feliz vendo-a simplesmente cair do céu e correr pelos rios...

pelos ribeiros, regatos e campos fora...

ao som dos Fleet Foxes.





Pode parecer simples e até caricato, mas experimentem perguntar a quem está longe, se não sabe bem recordar os sítios por onde tanto brincaram em dias iguais a este…

Vai por eles…
Os amigos que andam lá por fora a lutar pela vida.

Pai Móbil


Morreu o único alemão de quem eu gostava.

Agora já não restam mais.

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Horas e horas a patrulhar as bordas da banheira lá de casa num igualzinho a este... Lembraste, my man?
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Hans Beck tinha 79 anos
Morreu o pai da Playmobil

02.02.2009 - 21h32 Agências
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Hans Beck, o criador dos brinquedos Playmobil, morreu na sexta-feira aos 79 anos, vítima de doença grave, noticiaram ontem as agências.
Reformado desde 1998, Hans Beck era carpinteiro de formação e começou por criar bonecos em miniatura para os seus dez irmãos brincarem. Mais tarde começou a trabalhar para a empresa Geobra que o encorajou a produzir os brinquedos a uma escala equivalente a 1/24 do tamanho do ser humano.
O primeiro Playmobil, um personagem em plástico com sete centímetros de altura que tinha “o tamanho ideal para a mão de uma criança”, foi comercializado pela empresa Geobra Brandstätter em 1974.Segundo a imprensa, o sucesso inicial dos bonecos, originalmente cowboys e índios, ficou a dever-se à crise do petróleo que fez disparar o preço do plástico e encareceu os brinquedos de tamanho maior.
Apresentados no Salão dos Brinquedos de Nuremberga em 1974, os Playmobil tiveram um sucesso imediato que colocou a Geobra no primeiro lugar dos fabricantes de brinquedos da Alemanha. Depois disso, a empresa multiplicou a variedade de personagens fabricados que actualmente vêm acompanhados de ambientes tão diferentes como quintas com animais, pistas de carros e outras construções.






Mesmo que tenha sido muito mau, que de certeza não foi, este é daqueles que merece ir direitinho para o céu, só pelas alegrias que deu...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A nossa gente... e a sua forma de pensar...

(Versão final do cartaz vista, revista e aumentada. É só clicar.)

Apesar da Câmara ter uma avença com uma empresa de design que tem feito um trabalho notável, de autor, com impacto e de muita qualidade (veja-se a imagem gráfica das 4ªs Comidas d’Azeite), optei por ser eu a fazer o cartaz do 4º Marvão Folião, o nosso Carnaval de Marvão.

Como este é um evento sobretudo para consumo interno, para as pessoas de Marvão se poderem divertir e brincar umas com as outras, sem terem de se andar a deslocar para apanhar barretes, pareceu-me que fazia todo o sentido que o cartaz tivesse imagens exclusivas e reais dessas mesmas pessoas como forma de estimular as próprias e incentivar outras potenciais participantes.

Foi esse o principal motivo pelo qual teve de ser feito por alguém que conhecesse todas as pessoas e captasse a grande maioria das fotos, para que desse uma imagem aproximada e influente daquilo que é o nosso Folião.

Apesar de não se um especialista da área, esforcei-me para que o resultado final fosse personalizado e apelativo.

Tive o cuidado de retratar praticamente todos os grupos para que ninguém ficasse melindrado.

Tive o cuidado de não dar destaque excessivo a algumas pessoas para que depois não fosse alvo de críticas.

Tive o cuidado de me certificar que todas as informações prestadas no cartaz fossem viáveis e estivessem correctas e acreditem que há ali muito trabalho por trás (em termos de disponibilidade de infra-estruturas, contratação de artistas, horários, financiamentos, apoios logísticos, etc., etc., etc.).

Tive o cuidado de colocar todos os logótipos com a mesma dimensão, com o mesmo destaque, para que todas as instituições envolvidas se sentissem integradas e com a sua participação reconhecida.

Enfim, foram muitas, muitas horas de trabalho, a grande maioria delas em casa, ao serão, na tranquilidade do lar sem que tivessem constatemente pessoas a entrar no gabinete a perguntar isto ao aquilo ou o outro, a pedir para assinar documentos ou responder a telefonemas; realizando um trabalho-extra caseiro ao qual quase ninguém dá valor.

E tive ainda o cuidado, como quase sempre, de pedir a 4 ou 5 pessoas da minha confiança (profissionais à prova de bala da câmara e a pessoas da organização do Carnaval também) que relessem toda a informação para que pudessem detectar alguma falha que escapa muitas vezes a quem realiza o trabalho, por estar demasiado próximo.

Como todas elas deram luz verde, avancei.

Ainda os cartazes estavam a secar para serem distribuídos e já me estava a ver obrigado a deitá-los para o lixo e a fazer tudo de novo só porque uma instituição não vinha especificamente mencionada num dos desfiles e eu já estava mesmo a ver pela reacção, que o mais certo era deixarem de participar. Achei melhor cortar o mal pela raiz.

Como se não bastasse, logo após estarem a ser distribuídos nas casas comerciais, logo me chegou o feedeback que alguém reparou que o ano vinha enganado e por lapso um 2008 substituía o obviamente correcto 2009.

Assumo o erro mas parece-me que se trata, de facto, de um detalhe de menor importância pelo simples razão que ao sair agora, dificilmente se poderia referir ao ano passado e muito menos ao que há-de vir. Na realidade, a referência ao ano acaba por ser uma redundância e um preciosismo na medida em que é mais do que óbvio que o Carnaval só pode ser mesmo este. Acabei por colocá-lo porque sei que no futuro vai ajudar a saber a que edição verdadeiramente se refere.

É um detalhe e só assim se justifica que de tantos olhos que procuraram a falha, nenhum deu com ela a não ser…

Os olhos de um desses ou dessas profissionais da crítica que exercem aí pelo concelho fora. Até admito que quem tenha dado com o lapso o tenha feito com boa intenção, mas nem imaginam, repito, nem imaginam a quantidade de pessoas que me têm falado (algumas delas com indisfarçável ironia) na merda do 8 que deveria de ser um 9 e eu digo: “F***-**, pá!”…

De tudo, tudo, tanta coisa, tanto trabalho, tanto cuidado, ninguém é capaz de dizer “Olha, está engraçado”, “olha, gostei de me ver”, “olha, arranja-me um para guardar” e quase todos insistem no bendito do ano.

E eu olho para o tempo que ainda me falta em exercício, suspiro fartinho, arfo e digo para mim mesmo aquilo que os romanos disseram dos lusitanos “esta gente não se governa nem se deixa governar….”

É duro…

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Deixem-no jogar, caraças!



O golo de Pedro Mantorras frente ao Rio Ave no passado sábado é um momento de puro encanto capaz de concentrar em segundos toda a magia do futebol.

A noite estava péssima, o equipa adversária, esforçada e muito combativa; o Benfica já estava sem soluções perante a sorte do jogo e o azar que insistia em fazer dos postes da baliza adversária um último reduto defensivo intransponível.

Aos 66 minutos de jogo e ao utilizar a segunda substituição, Quique Flores decidiu ir contra todas as expectativas e teorias dos treinadores de bancada e de sofá, optando por não soltar no jogo um dos seus trunfos mais possantes fisicamente, apostando antes no mais improvável dos avançados do plantel, para gozo e gargalhada geral dos rivais directos.

Acontece que Pedro Mantorras está sempre disposto a tudo mas nunca a ser o bobo da festa e os verdadeiros benfiquistas não esquecem que o último título de campeão nacional tem muito do perfume deste angolano, em golos marcados já muito perto do apito final, quando a velha raposa italiana apostava nele em cirúrgicas substituições em cima da hora para dinamitar o futebol encarnado dos últimos minutos.

È por isso que os adeptos o acolhem sempre com fervor e devoção, numa ligação afectiva singular de quem acredita que a partir do momento em que pisa o relvado, tudo pode mudar, tudo pode acontecer…

E neste sábado, quando o dilúvio parecia querer engolir a capital, o cisne negro, manco e titubeante, demorou apenas 3 minutos para instalar o delírio nas bancadas, no banco, no país e no mundo, onde muitos milhares de corações benfiquistas vibraram de emoção.

A sua manobra no lance é todo um compêndio do que deve de ser um avançado, desde o momento em que ganha a posição, ao compasso de espera em que deixa bater a bola para poder encher o pé, à rotação perfeita em direcção à baliza, até ao remate certeiro que só termina no fundo da malha adversária. Simples, prático e directo. Sem concessões! Chupa!

E a minha paixão pelo Benfica é feita disto também… Num momento em que o dinheiro parece comandar tudo e todos, a inviabilidade da utilização regular de um jogador como Mantorras já o teria certamente atirado para os distritais, senão para o desemprego mesmo, caso não estivesse num clube que assume moralmente a sua quota-parte de responsabilidade na sua condição física e que tudo faz para o reabilitar enquanto atleta e enquanto homem que teima em se afirmar com um dos símbolos maiores do Benfiquismo ao continuar a assinar momentos gloriosos nas páginas da sua história.

És grande!
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PS: Quanto à vitória… grão a grão enche a galinha o papo e são 3 pontinhos como estes que eu acredito que dão direito às faixas no final da temporada. A ver vamos…