segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Magical Mistery Tour

"Cum on, feel the noise..."

Apesar de estar todo rebentado, rouco e com o corpo dorido dos apertões que dei e dos empurrões que levei na dureza da linha da frente, cada vez que penso na jornada de ontem, na “Missão Oasis” que me fez rumar ao Pavilhão Atlântico, só me consigo lembrar do feliz que fui. Esta já ninguém nos tira! Memorável e irrepetível!

Eu sei que muita gente pensa que os Oasis são uma banda menor, de putos e para putos, que vivem colados aos Beatles e que nunca trouxeram nada de novo.

Só que para mim, os Oasis são companheiros de jornada e de vida há já 15 anos, são uma paixão desde o riff inicial, desde que vi pela primeira vez o “Live Forever” na MTV. Foi deles o primeiro cd que comprei, o disco de estreia “Definitely Maybe” (ainda hoje o meu favorito de todos quanto gravaram), que quase gastei de tanto rodar até à exaustão, de dia e de noite, no meu quarto de adolescente. A eles me confessei, com eles ri e pensei e nunca mais os larguei da mão.

A alma dos Oasis é a irmandade Gallagher e ali revejo-me em tudo, na galhardia tão típica do espírito britânico, no ar rufia e de despique constante, no respeito pelos cânones sagrados da melhor música nascida em terras de sua majestade (que recriam e projectam no tempo e espaço), nas melodias sónicas e nas letras cáusticas, no look vintage e nos cortes de cabelo, na pose dandy e até na guerra constante e na maledicência entre as partes.

Neste domingo, para além da alegria de os poder rever depois da Praça Sony em 2000, tinha ainda a felicidade de levar o Júnior comigo, de ir acompanhado de mais amigos (Careca e Ana), de me ir encontrar com outros (Pesca man) e sobretudo, de poder reencontrar quase 20 anos depois, o meu colega de liceu Francisco Serôdio, o Chico da Portela, a quem tinha perdido o rasto num tempo em que não haviam telemóveis, computadores, internets, messengers e afins.

Quando o voltei a descobrir por motivo da vinda da RTP a Marvão, já não perdemos contacto e ao sabermo-nos fãs da mesma banda, agendámos logo a primeira oportunidade que surgisse para estarmos juntos. Quem nos havia de dizer que haveria de ser tão cedo?

Depois, quando estamos bem acompanhados, até as coisas mais pequeninas e banais como uma viagem de metro onde dois junkies insistem em sair na porta errada (que dá acesso directo à linha e não à gare) têm graça. Também é certo que o Júnior esteve em grande e foi a estrela da tarde: fosse a fazer surf nas escadas do metro, a fingir que dava cabeçadas nos sinais de trânsito, a utilizar as escadas rolantes ao contrário ou a chamar o Damião (o campeão imaginário), esteve simplesmente insuperável. De ir às lágrimas.

O dia passou a correr e em crescendo até ao grande momento. Muito agradável o almoço na histórica Cervejaria Trindade; bastante aprazível a esplanada do Vasco da Gama ao cair da tarde com as gaiovotas, os teleféricos e o rio de fundo; bem oportuna a merendinha na Lusitânia e os dados estavam lançados.

Quando entrámos já a casa estava meio composta com os Free Peace a terem honras de abertura do cerimonial. Este trio dinâmico que pratica um rock simples e musculado com ar retro merece uma segunda audição mas não mais que isso. Gostaria bem mais de ter visto por ali sangue luso a mostrar-se numa montra maior e os Poppers, com disco novo quase a rebentar seriam mais do que adequados mas isso… é apenas a minha opinião.

A plateia não é para a malta nova. A plateia é para quem gosta de estar no olho do furacão e viver as emoções por dentro e nós colocámo-nos ali quase à frente, meio de lado, à espera que largassem os touros para furar a turba até à área adversária.

Minutos antes da hora prevista, o instrumental “Fuckin’ in the bushes” anunciou a boa nova e aos primeiros acordes de “Rock’n’Roll Star” já eu e o Júnior cavalgávamos a todo o vapor até ficarmos a escassos metros da boca de cena. O aperto era tal e o movimento tamanho que parecia que estávamos em 94, numa garagem qualquer de Manchester, com toda a adrenalina do rock a bombar nas artérias. Um coro de muitos milhares disse-lhes que estavam em casa e os Gallagher não se cansaram de agradecer. “Lyla” e “The shock of the lightning” permitiram afinar as gargantas antes de a casa vir de novo abaixo com “Cigarettes & alcohol”. Muitos momentos inesquecíveis… o lindíssimo “Masterplan” com muitos milhares em sintonia, “Songbird”, “Slide away” (and give it all you've got), “Morning glory”, “I’m outta time”, “Wonderwall”, “Supersonic” (need to be myself, can’t be no one else) e já no encore, o arrepiante coro em “Don’t look back in anger”, “Falling down”, o fabuloso “Champagne supernova” e a terminar, o bombástico “I am the walrus” dos Beatles, cerrando o ciclo com chave de ouro. 1 hora e 40 ou 45 de puro delírio. Mais pareciam 10 minutos…

Liam canta cada verso como se fosse explodir no segundo seguinte, com uma raiva latente, e sai disparado no momento seguinte, espalhando classe enquanto ginga pelo palco. É o cúmulo do estilo… por vezes parado em frente ao público com ar de brigão, de quem está deserto de mergulhar na multidão; outras vezes vociferando e falando sozinho por entre os colegas e os instrumentos; outras desaparecendo pelo backstage só para não ter de ouvir o irmão cantar. Bastantes vezes o desafiámos para vir reinar connosco e a única coisa que tivemos em troca foi um ar de gozo. Ele e Noel, não trocam, de resto, uma única palavra ou olhar durante todo o espectáculo. O irmão mais velho, mais contido, mais comedido também não conseguiu esconder a satisfação pela recepção calorosa das muitas almas presentes, chegando mesmo, de tão à vontade que estava, a pedir que se algum de nós visse o José Mourinho, lhe dissesse que ele “fuckin’ love the guy”, que se deixasse de merdas e aceitasse o convite para treinar o Manchester City do seu coração.

A música e o rock são um espaço de magia e liberdade e os concertos são o seu templo, o lugar mítico em que nos soltamos e deixamos de ser nós próprios para fazermos parte dessa enorme mole humana que é parte integrante do espectáculo, tão importante como a própria banda e elas, quando são mesmo boas, sabem-no bem. Para ver concertos das bancadas, sentadinhos, mais vale ir à Fnac, comprar o dvd e servir mais um scotch enquanto nos acomodamos no sofá. Um bom concerto tem de ser uma celebração e esta foi uma daquelas que jamais se esquecem.

Da minha parte, aos meus acompanhantes, à banda e ao dia, digo o mesmo que o Liam nos disse a nós no final: “Thank You. You’ve been magical!”.
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Excerto da reportagem da revista Blitz: "Uma hora e meia depois do primeiro olá, os Oasis estavam despachados. Mas não abandonaram o palco do Pavilhão Atlântico sem agradecerem aos fidelíssimos admiradores das primeiras filas: Liam apontou para eles com ar de aprovação, e Noel foi mesmo o último a sair de palco - depois de Gem Archer, Andy Bell e Chris Sharrock - , demorando-se alguns minutos a aplaudir os fãs mais afoitos. O Atlântico percebeu o gesto e aprovou-o, com a última salva de palmas de uma noite ordeira e bem passada".

A Lisboa da luz única, das praças e dos largos, dos pombos e dos eléctricos... lânguida, deitada na margem do rio. A minha Lisboa...

A Lisboa dos túneis, dos metros, moderna e claustrofóbica.

O Júnior com ar de dandy em plena Trindade, posando para a foto sob o olhar do Careca

Classe...

Ó Bitchi, agora que tens a foto, já podes ir tirar o cartão do cidadão.
Com os meus óculos do Chinês (3 euros e meio) pareces um homenzinho...

"Too fast for meeeeeeeeee"

YYYYYYEEEEEAAAAAAHHHHHHH




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Todas as fotos e videos exclusivos e propriedade do Tio Sabi
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PS: Beijinho muito grande à Cuca, à mana e à mãe do Francisco, pela recepção e amabilidade. Vamo-nos ver em breve no meu Alentejo, certo?

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Vivam os compadres! Viva a gente! Viva nós!


Reza a tradição que na segunda quinta-feira de Fevereiro reúnam os compadres.

Neste ano, não faltaram os jantares alusivos em diversos pontos do concelho, ajudando a manter viva a chama deste hábito tão antigo e ainda bem.

Em Santo António, o repasto organizado pelo bar “O Adro” teve lugar na sala nº 1 do GDA, reunindo à volta de 8 dezenas de convivas que se bateram com a sopa do cozido, o cozido ele mesmo, as febrinhas da matança e o arroz doce.

Foi rija, a festa, animada pelos tintos puros ou traçados e pelo som sempre maravilhoso dos acordeonistas presentes. Cantou-se e bailou-se e bebeu-se que são “estes bocadinhos que a gente de cá leva”, como diz o povo.

Coube-me a mim, a pedido de quem de direito, a árdua (mas que muito me honrou) tarefa de evocar a memória do nosso amigo Sérgio Carroça, o pai desta iniciativa em solo arenense. Palavras breves mas sentidas apenas para o recordar e dizer que estivesse ele onde estivesse, nesta noite esteve certamente ali connosco.

A noite prolongou-se já nas instalações do bar entre corridinhos, fadunchos, marchas e pasodobles até ver que já era meia-noite e no outro dia havia escolinha e “ala que se faz tarde”.

Quem por lá ficou terá certamente muito mais para contar mas pelo que me foi dado a conhecer, foi mesmo muito bom até aqui…



O prémio “artista da noite” foi muito bem entregue ao Sr. Manuel Alpina.

O prémio “revelação” foi para o fabuloso espanholito Paco, uma fera como já não se fabricam: homem pequenino, tareco e dançarino, que rubricou uma prestação divinal.

Adeus e até pró ano se Deus quiser.










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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O meu gabinete


Uma das coisas que eu adoro na Câmara é o meu gabinete.

O meu gabinete parece o quarto de um adolescente porque tem as paredes forradas de cartazes de eventos que eu organizei, fotografias, pequenas recordações, bilhetes, notas, apontamentos e outros souvenirs.

O meu gabinete não parece o gabinete de um vereador e é por isso que as pessoas que nele entram ficam com a boca aberta a olhar em volta… uns com ar mais discreto, pelo canto do olho, tossindo e fingindo não reparar quando os meus olhos tocam os seus; outros mais exuberantes, sorrindo, rindo, ou mesmo comentando “olha aquilo que engraçado”.

Eu só sei estar em sítios onde me sinto confortável e bem e no meu gabinete eu sinto-me assim… em casa. Quando ganhámos a câmara o gabinete era frio e austero. A mobília era lindíssima, de pau preto, e fazia tudo parecer um relicário. A cadeira, então… era dura como cornos e quem se sentou nela antes de mim não deve lá ter metido o rabo muito tempo porque senão tinha feito imediatamente aquilo que eu fiz com a minha: tive uma conversa com ela, disse-lhe que poderia ser muito linda para um museu mas que a mim não me servia porque me fazia doer as costas, os rins e sobretudo o cú mesmo. Dei-lhe uma guia de marcha.

Depois enchi as paredes brancas de coisas que me dessem alegria, que me fizessem sentir acompanhado, que me ajudassem a fugir da solidão.

Mas o melhor do meu gabinete é a vista deslumbrante para a paisagem. Depois de tanta chuva, hoje de tarde, quando o sol me bateu à janela para entrar, eu abri as portadas e respirei o ar puro e pensei que era tudo tão bonito que tinha de o partilhar com alguém. Tirei uma foto e pensei que não podia ficar só fechada dentro do meu telemóvel. Como é muito pouco provável que a Caras, ou a Lux, ou a Hola ou a Rabos venham visitar-me para que revele o meu mundo profissional, decidi fazer um “gabinete aberto” aos leitores do meu blogue e aqui está.

O meu gabinete não é muito diferente do meu quarto de universitário, numas águas furtadas ali na Manuel Arriaga às Janelas Verdes. Eu gosto muito do meu gabinete e já tenho saudades porque no meu serviço das Finanças não posso colar nas paredes fotografias minhas a rezar aos pés da estátua do Rei Eusébio nas imediações da Catedral da Luz.

Eu gosto do meu gabinete porque há sempre música, seja ela na Antena 3 ou nos discos pedidos da Rádio Portalegre que eu adoro.

Quando sair, vou retirar tudo para deixar limpinho para quem vier a seguir. Vou mandar pintar, vou deixar tudo num brinco mas depois vai ser igual a tantos outros gabinetes quaisquer e não o gabinete de um menino que cresceu e teve um cargo de muita responsabilidade.

Esse gabinete vou trazê-lo sempre comigo.

















segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Vendo o Mundo Solidário - Ajude Pedro Proença

R.I.P. Lux Interior




O inferno vai passar a ser um lugar bem mais divertido e alucinante…
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Faleceu Lux Interior, vocalista dos The Cramps

O vocalista dos norte-americanos The Cramps, Lux Interior, faleceu no passado dia 5, aos 62 anos de idade, vítima de problemas cardíacos, em Glendale, na California.

O músico, de real nome Erick Lee Purkhiser, fundou os The Cramps com a mulher, Poison Ivy, nos anos 70, sendo "Fiends of Dope Island", de 2003, o último trabalho de originais do grupo.

Em comunicado oficial, os representantes da banda destacam o carácter "destemido" de Lux Interior, que "trasformou cada palco por onde passou num local de paixão, abandono e verdadeira liberdade".

Lux Interior, ícone rock alternativo norte-americano, sofria de problemas cardíacos há vários anos.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Na terra dos sonhos…




Minutos depois do despertador ter accionado o rádio (bem, na verdade foram muitos minutos depois porque deu para ouvir as notícias, um par de músicas…), levantei-me e fui-me meter na cama dela, como é hábito, enquanto a mãe ralhava na casa de banho com o atraso dos dois.

Quando me viu, sorriu com ar de quem sabia que eu lá vinha e esticou-se numa esperguiçadela que terminou já comigo deitado a seu lado, com o braço à volta do meu pescoço.

“Dormiste bem, querida?”.

“Ssssssssssssim…”.

“E sonhaste com o quê?”.

“Sonhei que estava num mundo todo feito de doces e estavam lá as minhas amigas todas e estavas lá tu também…”.

“Sério? Jura… E o que estava lá eu a fazer?”.

“Estavas a saltar num trampolim feito de pastilha elástica”.

“…”.

E agora digam-me lá se a infância é ou não é, a melhor fase da nossa vida? Não admira que o Freud escrevesse que andamos o resto do tempo à procura dela…

Quem é que está a imaginar um de nós, adultos, a sonhar com um mundo onde as nuvens são feitas de algodão doce, as casas de gomas de mil sabores, as estradas de caramelo, os paralelos do melhor torrão de Alicante, as árvores de frutas cristalizadas e os rios de chocolate negro?
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As imagens foram raptadas do filme "Charlie e a Fábrica de Chocolate" do mestre Burton.

Divas... de hoje em dia



Ligo a televisão na MTV e assisto embasbacado à estreia do novo vídeo da Beyoncé que é, a par da Hannah Montana, as Cheetah Girls e os Jonas Brothers, uma das heroínas da minha filha.

Quando termina, dou por mim de boca aberta e com uma poça de baba a encharcar-me as pantufas.

Por Deus… será que estou a ficar velho?



Beyoncé - Single Ladies (Put a ring on it)

O vídeo... delirante e poderoso... está aqui.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Carta aberta ao Director

(clica, clica)
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Recebi esta carta do nosso PM que certamente não me levará a mal a inconfidência. Publico-a sobretudo porque me parece que ajuda, de alguma forma, a compreender o estado de espírito do homem-forte do governo e até acaba por legitimar certos e determinados comportamentos, prestando assim um inquestionável serviço público.


São Bento, Lisboa, 6 de Fevereiro de 2008


Meu caro Pedro,

Como deves saber, as coisas não estão propriamente “porreiras, pá” para o meu lado.

Tudo começou a descambar no início do ano passado, com a porcaria da lei do fumo e aquele lamentável episódio do avião quando fui visitar o troglodita do Chávez. Uma cena… nem queiras saber. Mas quem é que me havia de dizer que os cabrões dos jornalistas (que ainda por cima foram à boleia), me haviam de enterrar daquela maneira? Se tenho sabido, tinha mandado largá-los em pleno Atlântico. Mas já sabes como é… o portuguesito… tem sempre sorte e eu aí também me safei de mal maior. Se os gajos têm descoberto que os cigarrinhos eram de mistura, ainda por cima de qualidade suprema… tínhamos ido todos dentro. Bem… o Pinho tinha um estalo em cima que nem se mexia. Foi de tal ordem que quando chegámos a Caracas, o tipo ia a dormir e quando acordou perguntou se já estávamos em Fátima, vê-me bem. Demais…

Isto tem sido duro, pá. Depois foi a história das folhas de assiduidade da Assembleia da República (sabes que sempre fui um às a copiar e falsificar assinaturas…) e o folhetim da licenciatura na Independente (Inglês Técnico? Yes, weekend!). Meses a correr à frente dos cães…

Agora, atiram-me com esta dos projectos de arquitectura que assinei (eu não disse que os tinha feito! As casas são horríveis! Mesmo de emigras…) lá para a Guarda e a cena do Freeport que é do tipo a “cereja no cimo do bolo”.

Horrível, pá! Imagina se os gajos tivessem descoberto que naquela tarde também estava na casa de Elvas, a jogar monopólio e a beber Capri-Sonnes de maracujá no quarto ao lado. Era o meu fim… estava feito… nem as eleições para o Clube Filatélico lá do bairro ganhava, quanto mais...

Olha, nada, escrevo sobretudo para te dizer que no meio destes apertos todos, o teu blogue tem sido uma safa e ainda vai sendo das únicas cenas que me faz rir. Verdade, pá! Continua sempre a dar-lhe.

Como não tenho tido tempo de aceder à internet no pc lá de casa e como tenho a porcaria do Magalhães avariado, a malta do partido saca-me os teus últimos textos em papel e mete-mos na pasta para que os possa ler quando o Louçã liga a cassete que o Carvalhas lhe vendeu em segunda mão. Só assim é que consigo aguentar aquilo… Até te mando uma imagem que comprova precisamente isto de que te falo, para que vejas que pelo menos desta vez, não minto.

Viste aquela que eu fiz ao Luís Amado na Cimeira de Lisboa, quando fingi que o ia cumprimentar e lhe fiz uma “chicuelina” à última hora quando ele me esticou a mão? Eh, eh. As coisas que eu aprendo contigo… Ès uma máquina! Impagável!

E a chamada que eu fiz ao Zapatero quando ele limpou as eleições? Ouviste bem o meu castelhano? Valeram bem as horas em que me estiveste a dar umas dicas ao balcão do bar irlandês aí em Valência de Alcântara e no tal barzinho brasileiro da fronteira… Como é que era bem o nome… Ti.. Ri… TIRI-BIRI? “Estói…estói? Jiosei Loíse? Daqui Siócratis. Olhia, muches parabiénes, pá. Jia estiás siafo por muches más quatre anis…Meu sacaneri die primieri…”.

Disseram-me que vinhas cá a Lisboa agora no dia 15 ver o concerto dos Oasis no Pavilhão Atlântico. Diz qualquer coisa. Dá-me um toque para o telemóvel. Vamos aí beber um copo. Eu ligo para o Passerelle (há lá carninha fresca…) e depois podemos ir ao Bairro beber um “Pontapé na c**a!” que tu tanto gostas. Para finalizar a noite, a bela sandes de courato com pintelho nas roulotes junto à Catedral da Luz, acompanhada com uma média de granada (daquelas que já não se comercializam) para não embaçarmos. Conheço-te tão bem…

Isto… tristezas não pagam dívidas e a malta tem de ir gozando porque quando acabar o mandato e os laranjas tomarem conta disto, o mais certo é ter de bazar para as Ilhas Caimão para gerir os fundos offshore do meu Tio Júlio e depois nunca mais nos vemos tão depressa. Afinal, ele confia mais em mim do que nos tontos dos filhos e quem é que vai tomar conta de tanto dinheiro senão quem lho deu a ganhar?

Ai tinhas dúvidas? Eh, eh. Brincalhão. Apanhas-me sempre…

Grande abraço, Estaremos em contacto…

Sempre teu,

Zézinho

Bonequinha de luxo

Clica para veres que linda que é...


Recebi esta por mail e não resisto a partilhá-la.

Simplesmente genial.

Vai dedicada a toda a lagartada amiga. Já sei o que hei-de dar ao mano no próximo Natal.

Diz que esta chora e faz xixi nas calcinhas quando não joga. Um mimo!

Ah! E já está disponível em todas as lojas do chinês! Corram, meninas! Corram!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Chuva

Ou como se pode ser feliz vendo-a simplesmente cair do céu e correr pelos rios...

pelos ribeiros, regatos e campos fora...

ao som dos Fleet Foxes.





Pode parecer simples e até caricato, mas experimentem perguntar a quem está longe, se não sabe bem recordar os sítios por onde tanto brincaram em dias iguais a este…

Vai por eles…
Os amigos que andam lá por fora a lutar pela vida.