sábado, 10 de abril de 2010

Novo! Invenção! Super Segura-Chupas 2010!


Da primeira vez que fui pai tinha 28 anos. Agora já vou com quase mais 10. A vontade de ter outra filha era tanta que só pensava na alegria e nas coisas boas. Não pensei tanto nos (muitos!) biberões, na comidinha de 3 em 3 horas, nas (tantas!) mudas de fraldas, na enorme responsabilidade de ser anfitrião de uma nova vida neste mundo, de como às vezes é difícil fazer com que a bebé esteja bem e sobretudo, que estou mais velho. Há coisas que me fazem sentir que passou muito tempo, entretanto.

E isto apesar de saber perfeitamente que sou um sortudo porque a Alice é tranquila, é saudável, dorme bem e está sempre com um bom humor esplendoroso. Mas ainda assim, quando não tem o que quer, sabe mostrar toda a sua personalidade. Abre bem a goela e … cá vai disto!

Tenho reparado que 90% das vezes que chora, se cala de imediato assim que lhe metemos a chupeta. Nessa lógica de raciocínio, constatei que se a chupeta não lhe caísse constantemente (por não ter destreza suficiente para a segurar por si só), choraria ainda muito menos do já pouco que felizmente chora. Ora essa árdua tarefa ocupa quase em permanência um dos adultos desta casa ou a pobre da mana que se queixa, vezes demais, que já tem o braço dormente de segurar a chupa à menina.

A situação pode ser descrita desta forma:
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A bébé dorme tranquila

Até que a chupa cai...


E dá berraria!

A família fica triste
E já sabe que vai ter de segurar


E foi então que decidi inventar o “Super Segura Chupas 2010”! (marca registada Tio Sabi)
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"E como funciona esta maravilha da técnica?", perguntam vocês.

E eu explico-vos porque é muito simples. o “Super Segura Chupas 2010” é composto por uma fita elástica que se coloca na cabeça da bebé (várias cores e padrões disponíveis através de catálogo) à qual está acoplada um arco em pvc que vai precisamente fazer aquilo que o dedo do pai, da mãe ou da mana faz.
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E perguntam vocês: “Ai mas que coisa! E o bebé não pode asfixiar?”

Claro que não! Não há problema nenhum! Os bebés respiram pelo nariz, pelos orifícios nasais, de maneira que se a boca estiver fechada não sufocam. É óbvio que antes de se anunciar uma obra destas ao mundo, o aparelho foi submetido a rigorosas baterias de testes acompanhadas por especialistas de todo em mundo em puericultura. Ça va? Oui, Je ça va!
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Também dá para usar deitadinha


É uma maravilha!


Bem diz o povo que a necessidade é a mãe do engenho. Aguça-o. Este equipamento que pode ser adquirido pela módica quantia de 59,99€ tem depois gadgets opcionais como se pode comprovar na infografia abaixo:


Os óculos que são 2 visores que permitem ver a bonecada, as filas de trânsito nos acessos às grande capitais da Europa ou o pôr-do-sol em Trancoso vão ser moda neste ano. Todas as famílias vão também querer ter os headphones que emitem sons tranquilos, música tradicional do Burkina Faso e uma compilação dos melhores discursos do Santana Lopes.



Meus amigos, não digam. Eu sei. VOU SER RICO!

Aceitam-se encomendas, sugestões e reclamações.

A gerência não aconselha o uso deste aparelho por adultos, sobretudo embriagados. Obrigado

Down in Albion (Don’t dream, it’s over…)


Sim… eu sei que perdemos.

Mas como tive oportunidade de explicar à minha filha na manhã seguinte, quando ainda estávamos deitados, há uma grande diferença entre perder… e perder assim, com dignidade, a lutar por aquilo que mais queremos.

O resultado é pesado e enganador porque não expressa aquilo que se passou em campo.
Quando o Benfica marcou e partiu em busca do segundo golo (que esteve bem ao nosso alcance), conseguiu silenciar Anfield Road. Vi muitos bifes com a fronha enfiada nos cachecóis e nas bandeiras, com medo do que poderia vir a seguir. Mas depois o David Luiz teve aquela perdida de bola infantil que deitou tudo a perder. Com equipas deste nível, com jogadores deste gabarito, todo o erro pode ser fatal, como de resto se viu.

É certo que Jesus inventou demais quando separou a nossa dupla de centrais e teve a veleidade de colar David Luiz na linha, fazendo alinhar Sidnei.

É certo que o Júlio César provou não estar à altura.

É certo que algumas unidades vitais estiveram uns (muitos) furos abaixo (Ai Aimar…).

Mas o Benfica conseguiu meter o Liverpool a jogar em contra-ataque e encostou-o às grades, na sua própria casa. Não é fruta para todos…

Isto para já não falar da forma como fomos escandalosamente roubados. O lance do primeiro golo inglês é antecedido de falta (depois da bola partir, nenhum jogador pode tocar no guarda-redes na pequena área) e deveria ter sido anulado. O juiz de linha bem o fez, mas o árbitro soube dar o jeito. Claro! Mas mais flagrante ainda foi lance que originou o terceiro golo. O jogador inglês cortou o lance na área com a mão (penálti descarado!), o árbitro assobiou para o lado e essa falta originou um contra-ataque do qual resultou novo golo inglês. Aos olhos de toda a gente!

Mas enfim… foi como foi. Como digo, perdemos, assumimos a derrota e ponto final. Temos de ver as coisas pela positiva: para o Benfica até pode ser benéfico o poder concentrar-se em exclusivo no seu objectivo prioritário: ser campeão nacional!

Ao Liverpool do gordo Benitez desejo-lhe que leve obra com fartura já no próximo jogo.

Quanto a uns que andaram para aí a fazer figas… ou muito eu me engano ou desconfio que que vão pagar a factura disto tudo já na próxima terça-feira. A ver vamos…

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O novo Messi(as)


Todos os verdadeiros amantes da modalidade sabem que o espírito do futebol desceu dos céus e aterrou em Inglaterra nos finais do século XVIII. Desde então, tem incarnado no corpo de alguns (pouquíssimos) eleitos que vieram ao mundo exclusivamente com essa missão divina de lhe dar forma.

Di Stefano, Bobby Charlton, Péle, Eusébio, George Best, Platini, Maradona foram alguns dos nomes dessa galeria de predestinados.

Agora que a primeira fase do reinado de Ronaldo parece ter terminado (haverá mais?), já ninguém duvida que Lionel Messi, o argentino de apenas 22 anos, actual jóia da coroa do Barcelona, é o melhor jogador do mundo.

O jogo de ontem frente ao Arsenal prometia… O empate a 2 bolas conseguido em casa trazia a comitiva inglesa esperançada numa passagem às meias finais da Champions. A eliminatória estava em aberto. Tudo poderia ainda acontecer e o golo madrugador Bendtner (carrasco-mor do Porto) ameaçou silenciar Camp Nou de vez.

Mas o sonho dos visitantes haveria de ruir aos pés de um prodígio como há muito não se via. Messi abriu o livro e foi o príncipe numa noite de gala e de sonho. 4 golos, 4, para todos os gostos e feitios levaram os entusiastas “blau grana” ao delírio.

Cada remate era um perigo. Cada arrancada, um foguete que o deixava na cara do golo. Chegou a dar a sensação que podia marcar todos os que quisesse, sempre que quisesse. Para isso, bastar-lhe-ia meter o pé no seu acelerador de partículas cósmicas e deixar a magia acontecer.

Único, fabuloso e irrepetível. Faço minhas as palavras do comentador: “com pouco mais de 20 anos, se as lesões não o assombrarem, até onde poderá ir este homem?”.

Arrepia só de pensar que foi o custo exagerado do tratamento para um problema hormonal que lhe foi diagnosticado em criança que o levou até Espanha e ao Barcelona. O que tem de ser tem muita força. Estava escrito que haveria de assim ser.
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Messi sucede a Cristiano. Ambos oriundos de famílias humildes, vivem hoje, na glória, em mundos diametralmente opostos.

Ronaldo é a mega-estrela do showbizz, um monumento à vaidade, o astro da luxúria que já não conseguimos dissociar dos bólides, das mansões, dos escândalos amorosos, dos excessos quotidianos.

Messi é o puto que entra todos os dias para estádio de t-shirt e sapatilhas, com o ar descontraído de quem ainda anda no liceu. Li há dias que disse numa entrevista: “Jogaria de borla, se fosse preciso. É o que mais gosto de fazer na vida. O dinheiro dá-me conforto mas não me dá inspiração”.

Alguém consegue imaginar esta frase na boca do português?

No próximo sábado, pelas 21 horas, no Santiago Barnabéu, serão estes dois mundos que também irão estar frente-a-frente no jogo do título em Espanha.
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Eis a obra-prima! Atentem nos comentários, deliciosos, dos ingleses. Unbelievable!
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terça-feira, 6 de abril de 2010

Vade Retro! (Diabo na Cruz no CAEP - 2010.04.02)


Assistir a um concerto dos Diabo na Cruz não será certamente a forma mais prosaica de passar o serão da Sexta-Feira santa mas… que fazer? Não é todos os dias que se tem oportunidade de poder apreciar ao vivo uma das coqueluches da nova música portuguesa pelo que, rumámos com devoção ao CAEP de Portalegre.

Para os mais distraídos, eu explico a razão da euforia: os Diabo na Cruz são uma espécie de selecção de talentos ligados à Flor Caveira, considerada pelos críticos como a editora de proa da produção nacional no início deste novo milénio. Liderados por Jorge Cruz, que empresta o nome ao colectivo, têm a atracção-extra de poder contar no alinhamento com B Fachada, louvado como o mais promissor dos jovens cantautores portugueses, que acaba de editar um álbum homónimo unanimemente considerado com um marco de excelência e um clássico imediato.

A grande proeza dos Diabo na Cruz é terem conseguido electrificar o legado e o imaginário folclórico português, actualizando-o aos nossos dias, disponibilizando-o às novas gerações sem nunca terem caído em lugares comuns, fugindo à banalidade e à pimbalhice com inteligência, classe e competência.

Com apenas um trabalho editado, não tardaram mais de uma hora a percorrerem o seu ainda escasso património e por ter sido tão bom… soube a pouco. Surpreendeu-me a competência técnica ao nível da execução e as magistrais vocalizações. Há muito tempo que não ouvia cantar tão bem em português. Nesses aspecto foram notáveis.

Estiveram menos bem na comunicação com o público (algo tímidos… envergonhados?) e por não terem conseguido instalar um ambiente de festa total que a noite pedia. Nota menos também para o som (numa sala com aquelas condições… como é possível haver dificuldade até em decifrar o que por vezes cantavam?) e para a iluminação (muito estática e pouco aproveitada).

Ainda assim, escusado será dizer que valeu a pena… e de que maneira! Saímos todos a bater o pé e com vontade de mais um vira ou um corridinho, o que é sempre bom sinal.

PS: Agora é de sublinhar nas agendas a noite de 7 de Maio, dessa vez para um B Fachada a solo. A coisa promete…
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O site oficial, para mais informações e música: http://www.myspace.com/diabonacruz
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O video do hit
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A ticket to ride (Benfica 2 - Liverpool 1)


A quadra festiva que atravessámos não permitiu a actualização em tempo real mas mesmo assim, não posso deixar de publicar para a posteridade, o registo de mais essa jornada gloriosa da Liga Europa em que muito justamente garantimos o nosso “Ticket to Ride” que nos permitirá disputar a eliminatória e uma autêntica final antecipada na cidade dos fab four, já nesta Quinta-feira.

“Go get them, boys!”


Bonita perspectiva da cadeia alimentar enquanto aguardávamos um lugarinho no Clube Naval de Setúbal. Na espera dos restos do churrasco... primeiro os gatos, depois as gaivotas

Sempre à cunha...

Mais um pouque de Choque frrrrite? Bommmmm

Foto de família com toda a tripulação

Gritem todos: "Beeeeennfiiiicaaaaaaa!"

A cada jogo... mais um 13 de Maio na Catedral


O line-up inicial.
Liverpool com (entre outros...) Reina, Kuyt, Carragher, Mascherano, Babel, Torres e Gerrard… pois é… loiça fina…

Benfica com Luisão, Cardozo, Coentrão, Ramirez, Maxi, Aimar, David Luiz, Javi García, Júlio César, Di Maria e Martins




sábado, 3 de abril de 2010

Páscoa Feliz! (Com Jesus estamos safos!)

O Tio Sabi deseja a todos os estimados clientes deste estabelecimento, uma santa Páscoa cheia de tudo do melhor e já agora, cheia de amêndoas da Nunes Sequeira, S.A. de Santo António das Areias.
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A Páscoa é linda porque o Jesus veio para nos Salvar!
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quarta-feira, 31 de março de 2010

terça-feira, 30 de março de 2010

Na terra dos sonhos

Esta foto é uma daquelas coisas incríveis que acontece uma vez em mil. Não é uma montagem em Photoshop! Foi tirada mesmo assim. Eu estava a focar a faixa que aparece em fundo e o cachecol do Luís passou pela frente da objectiva nesse mesmo instante. Pensei que me tivesse estragado a imagem. O resultado foi este que nos deixou a todos boquiabertos.
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Há quem diga que já não há amigos de verdade…

Que os amigos se movem por interesses…

Que os amigos só servem para os copos e os petiscos…

Que quando se precisa de verdade… nunca estão lá.

Esse não é (nunca foi, felizmente), o meu conceito de amizade. Para mim, um amigo, quando é verdadeiro e sentido, é um autêntico tesouro. Um amigo é como se fosse um irmão, um novo familiar pela via da afinidade que nós escolhemos e nos escolhe a nós para a vida.

E sim, também aqui é importante saber distinguir os amigos dos conhecidos e estes dos interesseiros porque não raras vezes, os últimos quase tudo fazem para se fazerem passar pelos primeiros. Eu, mesmo que as vezes possa conseguir fazer que não percebo, topo-os à légua.

Estes quatro anos de experiência autárquica e sobretudo os complicados meses que se seguiram de pós-operatório foram decisivos para me ajudar a separar o trigo do joio.

Muito me orgulho do património de amizade que consegui reunir ao longo da minha vida: não são assim tão poucos e todos esses, sei que são dos bons.

Tudo isto a propósito do que me aconteceu neste fim-de-semana.

Tínhamos estado juntos uns dias antes por motivos de serviço de ambos. Perguntou-me se ia ao jogo do ano e eu disse-lhe que não… tinha sido lesto no processo de aquisição de bilhetes, tinha feito quase tudo bem mas nem mesmo assim tinha ido a tempo de evitar que a corrida louca aos ingressos via net me deixasse de fora da catedral.

Disse-me então: “deixa lá que eu vou ver o que é que te consigo arranjar…”. A promessa ficou assim… no ar… que eu não sou homem de cobrar. Conhecendo-o eu como conheço, sabendo da sua persistência, da sua lealdade, do seu profissionalismo, da sua rectidão, sabia que só não o faria se fosse mesmo impossível. Mas era um jogo louco. Estava tudo a rebentar pelas costuras e achei que era melhor não alimentar ilusões.

De forma que estava resignado. Era sexta-feira, quase 5 e meia da tarde, hora de largar o servicinho e eu já só pensava no sábado que ia passar em família, de passeio na cidade mais próxima (Castelo Branco, claro! Há outra?) tal e qual como prometido à mais pequena como prémio pelo seu bom comportamento e pelas classificações na escolinha.

O telemóvel saltou então na secretária e eu agarrei-o pelas orelhas: “Viva amigo!”. A voz do outro lado fez-me estremecer: “Então ainda queres ir ao Benfica - Braga? É que tenho aqui dois bilhetinhos para ti… de borla… e podem chegar a ser 3… Vê lá... Vê tu quem queres trazer…”. Quando consegui meter ar suficiente nos pulmões para responder disse-lhe: “Ai homem que tu desgraças a minha vida. Estava aqui tão descansadinho, com tudo tão orientado… e tu entras como um furacão e deixas tudo de pantanas… Se eu quero ir, claro que quero ir! Alguma vez posso recusar uma coisas destas? Deixa-me fazer umas chamadas que eu tenho que falar com o meu pessoal… Mas olha… desde já… bem hajas. Nem sei como te agradecer. Isto para mim é como aqueles favores que se faziam antigamente… de conseguir encaixar o filho na GNR ou meter a filha na PSP. É daqueles que por mais que a gente faça… nunca se pagam”.

Os dois bilhetes sempre passaram a 3 e em menos de uma hora já tinha o line up definido e estava pronto a marchar.

Esse Amigo chama-se Nuno Pires e é, a par do meu sogro e do Gil (o dono dos Correios de Marvão), um dos maiores benfiquistas vivos que eu conheço. Perguntei-lhe se me permitia a inconfidência e me deixava prestar-lhe esta humilde homenagem. Era o mínimo que lhe podia fazer.

Nessa tarde, o Nuno abriu-me as portas da felicidade. Bem hajas, do fundo do coração.


Com Jesus... os milagres acontecem de forma natural! Aqui, assistimos ao da multiplicação do pão na versão cartões de sócio / bilhetes, pelo apóstolo Nuno
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A nossa sorte grande e os felizardos contemplados

As litronas antes de partir para o estádio são um must e ademais... dão-nos sorte! Esta foram pagas pelo Jesus que mandou meter na conta do ceguinho.
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A gente boa encontra-se onde quer que esteja. Aqui celebrámos com os nossos conterrâneos que alinharam na excursão da Casa do Benfica de Castelo de Vide. Da esquerda para a derecha: Sérgio, João António, Nuno Pires, Bonito, Barradas, Manel Joaquim Mota, Tio Sabi e Vítor Malaquias, uma coqueluche que nos quiseram arrematar por meio milhão de euros. Nem assim a gente o vendeu!

É tão lindo... o mar de gente

O céu deve ser assim... uma águia gigante como estas vem, abraça a gente já muito velhinho e leva-nos para o pé do Eusébio e do Rui Costa que nessa altura tb já marcharam...

Ó primo... Já cá estou! Olaré!

O Cardozo ou o Kardec?

Acho que já tenho o 11 inicial!


Quando vínhamos no carro de regresso, pensei que gostava de conseguir transmitir aos outros o que é que me faz tão feliz quando vou à catedral em romaria para mais uma joga do meu Benfica. O que é que me move? E defini alguns momentos que acho que conseguem passar em parte o que pretendo:

Momento 1: Quando conseguimos os bilhetes e finalmente nos chegam à mão. Aquela alegria já ninguém nos tira.

Momento2: Quando deixamos Portalegre para trás e passamos a estação dos comboios. Ali atingimos o “ponto de não retorno” e a boa disposição dispara. Apesar de estarmos quase todos nos quarenta (alguns dos convivas que costumam alinhar já os passaram há muito) não conseguimos deixar de nos sentir como os cachopos quando descobrem onde o padre guarda a ginja. É demais!

Momento3: A chegada às rulotes junto ao Colombo. Estamos na nossa praia. Aquela Terra Média é a fronteira para o palco dos sonhos. Ali, debaixo do viaduto, embrenhados no fumo dos grelhados, admirando a barbela na chapa ou desfrutando de uma imperial geladinha, participando nos cânticos ou apenas estando de pé e de vermelho, sentimo-nos partes de um organismo superior, de um todo gigantesco, de um mito colectivo que nos arrebata e inebria.
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Momento 4: Quando acabam as escadas e começa o verdadeiro interior do estádio. Quando acaba o cinzento do betão e vislumbramos o tapete verde e as bancadas cheias de milhares de fiéis como nós. Tanto pormenor, tanto detalhe, tanta coisa que ver.

Momento 5: O momento do hino “Ser benfiquista” com o bailado dos cachecóis em coreografia. É uma coisa do outro mundo. Sempre de arrepiar!

Momento 6: Quando as crianças chamam a Vitória e ela mergulha na multidão. O estádio bate palmas, grita por ela, fica em suspenso e é como se tudo se passasse em câmara lenta. Eu olho-a e imagino como será poder ver tudo com os seus olhos. Tanto sorriso, tanta lágrima, tanta alegria. Quando aterra no símbolo do Clube, a catedral vem abaixo num orgasmo de emoções colectivo. Aquilo não se explica. Sente-se. (Coisa que os lagartos e os tripas jamais poderão ter. Mas agora que penso nisso, largar uma boa dúzia de leões famintos ou de dragões lança-chamas nas bancadas nem era má ideia).

Momento 7: O jogo em si e reparem que quando começa, já temos tanta coisa boa que já podemos dizer que tudo valeu a pena. O jogo são 90 minutos da mais pura emoção, com o coração na boca e o corpo a estremecer a cada passe, cada corte, cada lance, cada remate, cada defesa. Acreditem: por muito que se veja na televisão… não há nada, nada como a excitação de ver um jogo ao vivo.

E prontos, só estes 7 já são bem ilustrativos mas poderia falar em muito mais coisas… no almocito no excelente Rodízio de Peixe do “Âncora Azul” do Clube Naval de Setúbal ou no “Barbas”… na paragem obrigatória nas bifanas de Vendas Novas no regresso… no que a gente se ri uns com os outros quando dizemos parvoeiras ou alguns se deixam dormir… enfim… é um pagode! Que bom que é, Meu Deus!

Como dizia o Manel Gavancha (segundo o meu sogro): “Nunca deixem acabar isto!”.

E já falta tão pouco para 5ª Feira…
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LÁ ESTAREMOS ENTRE OS BIFES!
CONTRA OS BIFES… MARCHAR, MARCHAR!

Temos de ir pensando em alugar um quartito por lá…

SLB!!!!!!
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O Padre Luís, feliz, minutos depois de ter sido ordenado sacerdote da Igreja da Glória de Jesus

Vê-los ali... à nossa frente...

Bonito...


É isso aí, malta!