
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Penso, logo... tenho dúvidas!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Dando o litro

Que Pedro Sobreiro é este então que continua a ficar todo feliz quando pessoas que o conhecem desde sempre lhe dizem que continua o mesmo, que está tal e qual, que nem se nota que teve um acidente tão grave? Fica feliz! Em primeiro lugar, pela amável declaração que fazem mas também porque faz questão e trabalha mesmo para que nada se note. Sente diferente o quê, então? Muita coisa, tanta coisa! A habituação a este novo estado é gradual e exige enorme esforço e entrega pessoal. Por vezes é a cabeça que apesar de continuar intocável (ainda bem!) opta por se armar em parva e esquisita quando há muita gente, muita confusão, espaços avantajados… quase que a pedir descanso e calma. Outras vezes é o corpo que dá sinais de ter estado tanto tempo parado e estranha tanto movimento, tanta actividade física, tanto solicitação. Por vezes dói o braço cujo cotovelo calcificou e não estica nem dobra. Estando sempre na mesma posição, não penteia nem faz a barba, custa a escovar os dentes e a vestir e a tomar banho e, e… custa fazer tudo porque ele foi mandado e está habituado a não ser utilizado, a dar a vez ao colega esquerdo quando seja para tomar refeições, a comer a sopa ou levar os alimentos à boca. Ter um braço que não se pode trabalhar nem mexer incomoda… porque sendo assim só se fica com o apoio do colega esquerdo. Falei em dentes? Os dentes… toda a dentição inferior está cá e os médicos fizeram um excelente trabalho porque os deixaram praticamente todos no sítio, com ligeiríssimas diferenças que não são visíveis à vista desarmada mas para mim que sou o dono e os conheço como ninguém, a sensação que tenho é que os dente tendo sido mexidos… não são meus! Eu sei que isto não corresponde à realidade (e ainda bem) mas eu sinto os dentes de baixo como se não fossem meus. Certa vez numa consulta de Lisboa em São José, a minha Cristina perguntou ao médico se se passava alguma coisa com os dentes porque eu, de vezes, denotava algumas queixas dos mesmos. “Os dentes dele?!?!”, perguntou o médico, “você nem imagina como este homem trazia a boca!” e eu pensei que o mais certo era ter ido em mísero estado. E disse ele… “Eu até tive uma discussão porque não deixei que lhe metessem aparelhos e disse que queria que os dentes dele ficassem impecáveis, porque eu sempre disse que este homem ia ficar bom e ia recuperar apesar de ter um índice de sobrevivência e uma probabilidades tão baixas. O que lhe aconteceu foi mesmo um milagre e eu sou testemunha disso”. Assim fiquei contente com os dentes e convicto que com o tempo vai passar esta impressão de que não são meus, sobretudo quando a meteorologia ou as refeições exigem um esforço suplementar da sua parte. Coisas diferentes e que ficaram deficitárias ou necessitam de uma revisão suplementar… a vista que não está tão nítida e denota claramente uma revisão das optimetrias, a atenção e já agora a memória recente, o equilíbrio físico e ocular, a concentração… coisas a mais para quem esteve mais de 4 meses parado e quer como tudo e como ninguém, voltar a estar na mesma, a estar em alta. Que grande caminho… Que longo é e se eu faço tudo o que está ao meu alcance para o alcançar. Como me costumam dizer muito agora… “elas para se darem em num instante… não custam, nem demoram nada mas para recuperar e voltar ao normal…”. Ensinar a missa ao padre… Se eu o sei…. E bem! O que não se pode é… (isso nunca!) baixar os braços nem dar parte de fraco! Resistir!
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
De arrumos! (para quem esteve tanto tempo fora)

Quem é que percebe realmente que nós temos as pernas a fraquejar, bamboleantes de terem estado tanto tempo acamadas e em repouso quando estamos de pé? Será que se vê? Será que se nota quando tentamos andar ou somos apenas nós que o sentimos? Essas dúvidas todas, multiplicadas por mil assolam a cabeça em bombardeio constante perante uma situação destes.
E os outros? Compreender-nos-ão? Aceitarão o que lhes dizemos? Serão tolerantes? Se sim, até quando? Sempre?
Dúvidas, dúvidas, perguntas ininterruptas que não param de matraquilhar quem se sente assim, num regresso, rejuvenescendo, regressando à vida.
Às vezes, quem me conhece bem e gosta de mim pergunta-me se sei porque estou com um determinado ar… se estou pensativo… se estou a meditar… se estou cabisbaixo… o que é que me apoquenta? E eu sorrio apenas, tranquilizando-os, deixando-os calmos, dizendo-lhes que estou apenas a pensar, a usar a cabeça, que estou apenas a raciocinar apesar de ter o ar mais natural do mundo e de ter agora tanto, tanto, tanto em que pensar . Neste recentemente houve muitos médicos que me garantiram que a extraordinária reacção cerebral que eu tive neste acidente se deveu ao facto de ter usado muito o cérebro durante a vida, de o ter em permanente actividade, de ele ser muito utilizado e por ter sido assim… quando ele foi chamado soube dizer que estava presente e respondeu. Se tive sempre muita coisa e muito gosto em pensar, que dizer agora que eu tenho tanta coisa, tanto assunto, tanta matéria que está mesmo à espera que eu me debruce sobre ela? É um manancial que até dá gosto de pensar nele sobretudo se me lembrar dos meses que passaram e da quantidade de coisas que há à espera de serem pensadas, no mundo e na minha e na minha vida pessoal. Tanto, tanto, tanto…
Ontem, depois de almoço nos sógrinhos (excelente, como sempre!), vim a casa com a minha patroa Cristina e como não sou (nem nunca fui!) cachopo para estar sentadinho no sofá a ver televisão, nem para estar a dormir a sesta, olhei para a estante de dvds das minhas pequenas e pensei: “aquilo tem de levar mão!”, tal era a desorganização de títulos que por ali andava! Dvds originais da Disney misturados com dvds menores, dvds da Pixar que eu muito prezo e estimo (os melhores! Tenho-os todos!) misturados com dvds de 3ª linha para público infantis, tudo misturado, tudo à molhada quando era eu que habitualmente me encarregava da catalogação de aquilo tudo. Havia secções para tudo, espaço para as colecções estarem arrumadas, sítio para os encontrar em segundos, tudo no seu sítio como eu habitualmente fazia. Não havia dvd que eu não encontrasse logo de imediato. Como eu gostava de passar para elas e de lhes ensinar a terem os seus dvds como os pai tem os dele: organizados, perfeitamente arrumados como ainda continuam os meus! Mas aquela era a colecção que os pais foram comprando para 2 criancinhas, desarrumadas (de lugar!) como só ela sabem ser e é difícil explicar a duas bebés de quase 2 e 10 anos como é importante ter tudo no sítio, sobretudo quando se trata de coisas tão fundamentais como o cinema de que são donas e têm em casa! Ideia pensada, nada mais havia se não meter mão à obra, sobretudo depois de ter estado quase 5 meses fora de casa quando nem eu nem elas esperavam! Tentar eu bem tentei e se me esforcei e de que maneira tentando refazer as colunas por estúdio que produziu, colunas por importância. Não valeu de nada e acabou literalmente por ficar tudo como estava porque a meio das arrumações… fui pensando naquilo e percebi que se estavam assim era porque elas achavam que até podem estar fora do lugar mas se estão aparentemente arrumados para quem chega, estão bem! Desde que estejam limpos, arrumados na prateleira de forma ordeira, desde que devidamente protegidos e estimados, para elas estão perfeitos que é a forma correcta de elas as terem e os estimarem.
Eu… mais uma vez, tive que me render à evidência e dar o braço a torcer a esta verdade insofismável da vida como me tenho dado a muitas ultimamente: quando se tem 2 crianças bebés em casa, a arrumação sequencial das coisas sejam elas dvds, brinquedos, vestidos, bonecas ou o que quer que seja… são ela que definem! De pouco vale que para nós adultos esteja fora de sítio desde que esteja lá, no lugar! Que mais dá se está na fila errada, mais para cima se ela não compreendem e se para elas está bem? Lição aprendida para este “obcecado” com arrumações à sua maneira quando o que tem de aprender é a estar como os outros, a estar bem com a visão diferente da coisas quando elas faz sentido!
Como outra: eu estava habituado a nunca deixar as crónicas ao meio! Nunca descansada enquanto não as terminava. Esta... que começou a ser escrita ontem de tarde antes de ter tido a felicidade de ir cantar os parabéns ao clube da minha terra na sua sede (Parabéns GDA!) e que felicidade por ter podido estar ali presente, era para ter ficado pronta ontem. Mas meteu-se a noite, as minhas criancinhas quiseram a minha atenção e o meu lugar era junto delas porque para quem lê… que mais dá isso desde a ideia esteja lá e consiga tudo o que quer?
A vida… é uma grande e constante lição em permanente mutação que nunca pára de nos surpreender!
Aprendamos pois que o saber nunca é demais e é coisa que continua a não ocupar lugar! Ainda bem!
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
To speak your mind out! (Dizer o que te vai na gana!)
Imagem do Speaker’s Corner em Hyde Park, Londres. Mais um colega! (só que este tem menos audiência!)De resto, o vosso escriba tem os mesmos gostos de sempre que se mantêm inalterados porque aí não deixou que lhe mexessem! Os gostos que sempre alimentaram este blogue, as paixões que são óbvias e se conseguem imaginar através da leitura não mudaram nada! Podiam mexer em todo o lado mas aí não que o fusível apitava e tocava o alarme. O que falta para esse regresso ser em pleno é que valores mais altos se levantaram e havendo esta questão óbvia de recuperação para analisar, sobrepõe-se a todas as outras. Demos-lhe tempo, então. O seu a seu tempo virá!
Bem hajam vocês, seguidores, fiéis, leitores que nunca abandonaram o barco e me fizeram compreender por A+B que este blogue é mesmo o tal espaço, o local certo para me poder desbocar e deitar cá para fora aquilo que me vai cá dentro sem pressões, sem controles, sem censuras e /ou limitações. E quanto não vale isso, ter um Speaker’s Corner assim virtual e tão bem concorrido? Vale tudo! Ainda bem que me lembrei da password!
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Voltar à água
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Leonor Lança Sobreiro... Uma década de Leonor!
(Fotos tiradas hoje de manhã !)
O Natal começa bem cedo para nesta família! Com dias assim de grandes e cheios e repletos de tudo o que é de bom… é fácil ser-se feliz! Que seja um dia feliz de anos, minha querida filha! Que seja tudo de bom, repleto do que mais gostas e mais desejas junto dos teus que estão todos a trabalhar para que tenhas um dia inesquecível ! Assim seja!
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Mantendo (recuperando) o equilíbrio

Sendo assim e perante isto, que homem é este que se encontra ao computador esforçando-se (fisicamente) para vos levar aquilo que sente por dentro? É um homem que ficou muito mudado por todos os factos que sacudiram a sua vida e o transformaram por dentro e eu aqui tenho de lembrar as palavras da Psicóloga que sempre trabalhou comigo neste último hospital e sempre me recordava… “Pedro, ouça-me bem : (abrindo os olhos e fazendo-se ouvir claro) escreva aquilo que lhe digo e nunca deixe que o queiram convencer do contrário: a sua cabeça está perfeita, intocável, permanece igual!”. Todas as convicções, todos os valores, todas as crenças se mantiveram e continuavam! Inalterado, pois, fiquei eu respirando profundamente com mais alívio. Eu sempre acreditei nisso mas é diferente ouvi-lo de quem está habilitado a dizê-lo, sobretudo quando o pode fazer por sua vontade e sem qualquer tipo de limitações. É muito bom ouvi-lo! Nem mais inteligente, nem mais parvo. Igual ao que era é, para mim e depois de tudo… altamente estimulante!
As limitações são sobretudo (e eu sinto-as… e de que maneira!) físicas. E eu aqui nem falo do braço direito que calcificou no cotovelo e não dobra que me limita sempre. Eu falo sobretudo na falta de equilíbrio de quem passou pelo que passou e sobretudo esteve tanto tempo deitado, prostrado numa cama! Tempo a mais! Eu quero mexer-me depressa… tanta vontade de correr… mas as pernas estão encortiçadas, duras, parecem-me como madeiros, feitas de vidro…
Dá-me a sensação que o mundo e as pessoas cá de fora processam tudo de uma forma muito acelerada. Das conversas às opiniões, dos gestos aos processos… tudo se passa depressa demais sobretudo para quem está habituado a viver estes últimos tempos em hospitais, falando para pessoas cuidadosas que nos tratam com esmero e cuidado devido, dando-nos tudo (coisas materiais) o que necessitamos. Aqui passa-se tudo muito rápido! Tudo leva o seu tempo, tudo A SEU TEMPO se consegue! Até as minha duas pequenas estão mexidas que só elas é que sabem! Lidando com as coisas e a realidade é que se pode recuperar!
Cá vou eu, então, esforçando-me por ir fazendo as coisas como sempre… caminhando os meus quilómetros, fazendo a minha ginástica, chegando a tudo quanto posso e me é solicitado, não deixando ninguém ficar para trás, zangada ou indignada com a minha atitude. Ver toda a minha gente feliz e contente é o que me dá verdadeira alegria, como isto: poderem saber mais de mim e não estarem tanto tempo à espera como antes! (mesmo que as duas princesas pequenas estejam literalmente a dominar completamente as atenções da minha sala, à minha volta neste dia feriado graças aos conjurados!)
Fiquem bem! Que seja um grande Dezembro!
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
De volta à vida!

O destaque emocional e pessoal vai para todos, todos aqueles que me sentiram falta e me estimam com particular destaque para a minha esposa Cristina Lança, as minhas duas filhas Leonor e Alice porque foi por elas que regressei! Quero também agradecer à família na qual nasci (Mano! Já soube das tuas lágrimas e não esqueço! Mãe, tias (que voltaram a ir a Lisboa seguindo-me!, tios, primas, primos) e aquela que ganhei com o casamento (pais sogros, grandes cunhados, todos) pelo seu papel decisivo na minha vida! Foram mesmo importantes, TODOS! Sem vocês eu não era nada! Já tinham um lugar de destaque no Pedro Sobreiro mas o de agora é insuperável! Estou vivo e a mexer graças a Deus, graças a todos! Família, Amigos, Treinador pessoal Bugalhão, Médicos tiveram em mim um peso e uma força fundamental
Quero daqui mandar uma abraço apertado, pessoal, único e de agradecimento para todos os que se revêem na minha mensagem! Um abraço sentido!
Sabendo eu que sabe a quem me dirijo, faço questão de não nomear ninguém em particular sabem a minha maneira de ser e eu estou-vos profundamente grato. Da pessoa que me lembrou em memória e desejou que eu voltasse a ser quem era, à pessoa que abdicou de algo e alterou o seu conforto e o seu dia a dia para me dar afecto e calor humano… Bem haja! Viagens à capital para ir buscar-me ou levar-me, um telefonema, uma mensagem no telemóvel, uma preocupação, uma chamada ao telefone, uma voz ao ouvido… foram gestos e acontecimentos que JAMAIS esquecerei! JAMAIS! Ficam guardados em mim PARA SEMPRE! Muito obrigado!
Regressar ao Hospital de São José em Lisboa e ver o contentamento e os olhos húmidos daqueles (tantos profissionais!) embargados pela emoção ao me verem disse –me tudo! Eles que são homens e mulheres duros, preparados para tudo, prontos para o pior… ficarem assim emocionados de me verem… deixa-me sem palavras! “Volte sempre Pedro… Gostámos tanto de o ver… vamos já ligar à colega ou ao colega … que não está e não o viu. De certeza que vai ficar feliz!”.
Bem hajam! Assim me sinto eu: desejoso de falar com todos e cada um e lhe agradecer… a todos os familiares, amigos, médicos… A TODO E CADA UM! COMO SE ASSIM O FIZESSE!
Muito obrigado! Vivo por vós!
quarta-feira, 27 de julho de 2011
A doer

Chegou a hora da verdade.
Neste defeso, o meu Benfica esturrou a fortuna de que não dispunha em jogadores.
O meu Benfica comprou como se não houvesse amanhã.
O meu Benfica é (doa a quem doer, custe a quem custar) um clube de referência no futebol mundial.
O meu Benfica tem património, tem historial, tem prestígio e tem sócios fervorosos que o apoiam e patrocinam. É o clube português com mais sócios e creio que o segundo no mundo inteiro.
O meu Benfica está recheado de estrelas e talentos mas não sei se terá uma equipa.
O meu Benfica tem muita coisa e até tem a besta de um treinador que não é capaz de assumir o favoritismo quando disputa uma eliminatória de acesso à Champions contra um clube turco de nome impossível.
E eu pergunto: “Ó minha grande merda: se não és favorito contra estes, estás aí a fazer o quê? E se jogasses contra um Real, um Barça, um Chelsea ou um Manchester?”.
Sinceramente, nunca vi tamanha auto-declaração de incompetência.
Por mim… podias ir e era já!
Tristeza…
PS: Sim… eu sei… eu já fui muito fã do homem mas as paixões também acabam, sabiam? Quando eu era fã, ele costumava dizer (de dentes cerrados) que sabia que ia ser campeão porque os jogadores com ele iam correr o dobro e dar o litro a valer. E agora? Isto? Por favor… Saí-me da frente, opá!
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Back to (forever) black

Era um desfecho mais do que previsível mas nem por isso menos trágico e doloroso para todos os amantes do seu talento absolutamente único e irrepetível. Amy Winehouse era muito mais que um vozeirão singular. Era uma compositora prodigiosa, uma performer de excelência e uma figura icónica da galeria rock’n’roll, mais uma que pagou com a própria vida por reger a sua existência pelo duro lifestyle ditado pela cartilha do género.
É uma pena e uma perda imensa mas foi feita a sua vontade. Ela, que tanta vez cantou que não tinha 70 dias disponíveis para a “rehab” imposta pelos pais, até na morte foi fiel às leis do rock ao sucumbir perante a velha máxima: “Better to burn out than to fade away”.
A dura verdade é que há muito pouco glamour quando o álcool e as drogas deixam de funcionar como estimulantes à criatividade e ganham terreno, passando a ser carrascos de uma existência que fica refém do vício. Este cocktail explosivo levou-nos o Hendrix, o Morrison, a Joplin, o Jones, o Cobain e agora a Amy… tantos… todos eles com 27 anos apenas e chega a dar arrepios só de pensar no tanto que nos poderiam ter dado se fossem vivos. Imaginem a desbunda que seria uma jam session com esta rapaziada…
Naquele corpo esquálido e trôpego, viviam a soul e o blues, a pop e o rock, os mandamentos e os trejeitos, a pose e o savoir-faire e tudo isso se perdeu de uma assentada. Privados de podermos saber mais e melhor dela, haveremos sempre de ter como consolo os seus dois trabalhos, os concertos e as actuações que agora consolidarão o mito e adensarão a lenda.
Paz à sua alma.
Que descanse agora, de vez, que bem merece.