terça-feira, 13 de junho de 2023

Honrando o nosso Santinho Padroeiro!




































































E o Santíssimo... até o animal vergou...







Nesta terra tão linda,
Bem pacata e cheia de devoção,
Suas gentes acolheram (ao apelo da nossa Junta, e da Igreja também),
Com grande afinco, de coração.

Santo António, o padroeiro,
Sua vida e memória os chamaram,
Muitas acorreram, com alegria,
E todas juntas, oraram.

Apesar de ser de semana,
E em tudo, um dia normal,
Os populares disseram presente!
E tornaram o momento especial.

O dia ajudou, o sol até brilhou,
Estava ameno, e convidativo,
A procissão saiu do miradouro,
E percorreu as ruas, em tom festivo.

Chegados à igreja,
Houve eucaristia e bonita homilía,
O nosso amigo prior Marcelino,
Brilhou, como sempre, e tocou-nos com maestria.

As flautas das crianças encantaram,
Ao Hallelujah recordar,
Deixaram no ar um tom um sagrado,
Até davam vontade de acreditar!

Houve tempo até para uma "aula",
Que aos pequenos, nosso prior ensinou,
Sobre a força do Santíssimo,
Que até aos animais...  na lenda (do quadro) vergou.

E tudo não terminou sem a distribuição,
geral do pãozinho sagrado,
Que todos carregaram para o lar,
Por forma a ficar, também abençoado.

Oxalá Deus também nos abençoe também,
E para o ano todos voltemos,
A honrar o nosso padroeiro,
Para que mais unidos fiquemos.

E enfim...

O vosso tio preferido dRoCas Sabi tentou,
Em imagens e palavras captar,
Aquilo que gostaria que as gerações vindouras,
Pudessem, com gosto, um dia recordar ❤️

quinta-feira, 8 de junho de 2023

50?!?!?!?! Eina tantos... mas... JÁ?!?!?!?!?!?

A eles os dois, e a Deus, agradeço a oportunidade de ter me terem feito chegar aqui a este mundo, e aos 50 anos de vida, garanto que tem sido uma jornada absolutamente fantástica!
Tenho saudades do futuro, e fome do que há-de vir.
Por muitos entraves e obstáculos que existam, viver é mesmo algo maravilhoso!


Oxalá Deus me guie sempre, e continue a ser a minha bússola, o meu amparo, e me ajude sempre a ser válido, nunca um número, nunca mais um, mas O PEDRO.


Bom dia! Enquanto desenho estas palavras, cumprem-se precisamente 50 anos desde que caí neste mundo, nesta versão, nesta passagem, pelas 8 horas daquele dia 8 de junho de 1973, no hospital velho de Portalegre, num momento em que os suecos Abba cantavam a amizade ao seu amigo Fernando. Este parece-me um motivo mais que suficiente para regressar ao meu oráculo, ao meu blogue, ao meu confessionário cibernético que muitas vezes é preterido pelo facebook, muito mais rápido e à mão, privilegiado por manifesta falta de tempo, que nunca chega para aquilo que a gente quer, e deixa sempre tanto por fazer. Neste momento, a minha cabeça quer ira a tanto sítio, quer chegar a tanta gente, e a tanto lugar que tenho receio de não conseguir dizer tudo o que quero.

Mas, comecemos: 50 anos é muito tempo, é meio século!!!!!!!!!!!!, mas… ao mesmo tempo… grito dentro de mim: JÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ?!?!?!?!?!?!?!?!?!?

Seja como for, esta meta é um posto, e daqui já consigo ver, e antever muita coisa: afinal aquela história do Peter Pan ser o livro da minha vida, e o meu herói favorito tem mesmo razão de ser! 50… quê?!?!? Sim, sim, eu posso ser um homem de família, com um emprego a considerar, mas… faneca!!!! Eu sou, e hei-de ser sempre, o puto da Beirã que vê a vida com os mesmíssimos olhos com que a tem visto desde sempre! Certo que com outros filtros, outras leituras, mas os olhos... garanto que são os mesmos!

O primeiro pensamento que me assola quando penso nestas coisas, é sempre o de recordar que esta é uma idade que o meu pai nunca atingiu, por ter caído com 49. O meu pai, naquele então, aos meus olhos, era um “velho”, muita vida numa vida só, quando eu…
O Pedro tem muitas saudades daqueles com os quais privou, e amou, mas que passaram para a outra dimensão. Não gosta muito, contudo, de dar palco à dor porque sabe que esta vida, neste mundo, tem, na melhor das hipóteses, umas décadas, enquanto que a eternidade é, tal como o nome indica… infinita, sem limites de tempo. Contudo, gosta sempre de recordar as sábias palavras do Sousa Tavares quando disse que "E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.”

Sabendo que 50 anos é muito mais que metade da minha vida, esta altura é também a certa para se fazer um balanço. Quem é este Pedro que vos escreve, queridos(as) amigos(as) e leitores(as), muitos dos quais me questionam porque nunca mais voltei aqui, se nunca mais saí de Gáfete (a última publicação que fiz) quando fui para Fátima?

Prometendo que regressarei aqui com maior frequência, vos garanto que o Pedro é um Homem Feliz, realizado, que vive e respira profundamente agradecido a Deus pela oportunidade de ter descolado aqui nesta vida, e por tudo aquilo que tem aqui vivido. O Pedro, com a Cristina que começou a namorar há 30 anos de forma oficial e ininterrupta, mas que já namoriscava por diversas vezes desde os seus 15, 13 dela; construiu uma Família que é o bem mais precioso que tem na vida, com duas filhas graças a Deus absolutamente maravilhosas, doces e encantadoras, inteligentes, bons corações e que o deixam profundamente confiante no seu futuro, como Mulheres do amanhã: a Leonor, que chegou em 2001, ainda ao raiar do novo milénio, e a Alice, que chegou 9 anos depois, são as suas obras de vida, o seu maior orgulho e alegria.

O Pedro AMA a sua Família alargada, e todos os dias, começa-os, e termina-os, a pedir por todos os seus. O Pedro AMA Marvão, todo o concelho e a terra onde vive, onde se sente perfeitamente tranquilo e enquadrado. O Pedro AMA os seus Amigos verdadeiros, que graças a Deus são IMENSOS, porque sabe que pode contar com eles, e eles consigo. O Pedro AMA o seu trabalho, o seu Chefe, os seus colegas daqui (que é só o Nuno), dali, e do país todo que tem conhecido, e AMA aquilo que faz, porque servindo o Estado que lhe paga, ajuda a sua população desmistificando a máquina fiscal, esmiuçando aquilo que muitas vezes é difícil de compreender. Porque sabe que Marvão é lá em cima do monte, e nem sempre há transporte, o Pedro traz certidões para baixo, e vai a casa dos que devem para ir buscar prestações dos que tem de fazer pagamentos. Que?!? Há problema? Olhe que não… olhe que não.

O Pedro não é rico, nada de físico tem em abundância, mas AMA todo o património que tem conseguido conquistar na vida graças a si, ao seu esforço, ao seu mérito, e ao da sua companheira de vida com quem tem construído isto tudo.

À medida que o tempo passa, o Pedro tem vindo a ficar mais calmo, tem perdido aquela rebeldia por vezes até um pouco inexplicável, e tem vindo a ficar mais comedido, mais sensato, não tão explosivo e com o coração na garganta, e ao pé da boca. Tendo já percebido, e bem! na pele, que nem Jesus Cristo conseguiu agradar a toda a gente, apesar das cunhas divinas que tinha, (e com menos 17 anos já estava cravado no barrote com cavilhas nas palmas das mãos e nos pés), já sabe viver tendo a noção que há gente que pura e simplesmente devemos ignorar, como se não existisse, para que se condiga viver respirando de uma forma muito mais prazenteira.

Profundamente marcado, graças a Deus mais pela alteração que promoveu na sua existência do que por outra coisa qualquer, pelo grave acidente de mota que teve em 2011, que o levou a um mês de coma induzido de grau 5 na escala de Glasgow (3-15, com mortalidade de 80% para quem tinha menos 2 pontos), alterou (muito mercê de um curso de cristandade que frequentou na Mem Soares) uma transformação na sua vida de aproximação a Cristo, e à centelha de divindade que existe dentro de cada um de nós. Cristão convito mas singular, revê-se muito mais em que faz e professa o bem, sobretudo àqueles que o fazem aos que menos têm e mais sofrem, do que na Igreja enquanto instituição que dá guarita aos escândalos tenebrosos de abusos sexuais como os recentemente descobertos em Portugal pela comissão criada para o efeito, que vive muitas vezes na ostentação, no luxo, na riqueza, quando o ser percursor, que ele defende, segue e professa, optou por nascer no trono mais miserável, entre os animais que o aqueciam. O Pedro, apesar de as venerar e muito respeitar algumas, não adora imagens, mas sim o Senhor seu Deus, que tudo fez, e que no final da jornada, espera e acredita que nos abrirá as portas da perceção.
Este Pedro… desde criança que gosta mesmo profundamente de fazer o bem, de ajudar, de sentir que é válido, que não é apenas mais um, que se destaca na multidão, não por buscar o estrelato, mas porque a mediania sempre o afugentou e lhe soube a pouco.

O Pedro pede Paz, Tranquilidade e Proteção. Com a vida, graças a Deus estabilizada já há 20 anos, com a muito sonhada casa própria, e emprego para ambos a escassos minutos, sonha com a reforma daqui a 15/16 anos, e reza para que as pequenas não batam asa para longe, ao ponto de não podermos desfrutar uns dos outros como infelizmente sucede com alguns dos nossos (à exceção de duas ou três vezes por ano).

Desejando a quem me segue de bom grado, tudo o que de melhor há no mundo, despeço-me com um enorme abraço, aconselhando a essas pessoas que me gostam de ler, e me estranhem por aqui, que se façam meus seguidores no facebook (porque é fácil, rápido, gratuito e irá fazer de vós não só leitores como também escritores, porque aquilo está mesmo ali à mão de semear), porque assim terão acesso às minhas publicações em primeira instância. Isto, claro está, para quem não se importa de levar comigo! Pelo menos, prometo alguma piada, dois dedos de pesquisa, também alguma cogitação, e a fuga aos lugares comuns tão em voga nestes lugares, porque prezo por ir dizendo tudo o que me vai na cabeça.

Muito agradecendo ao meu muito estimadíssimo amigo Papa Urbano IV (se não o foi, foi por manifesta falta de acerto de calendários, porque poderia muito bem ter sido), que no ido ano de 1264, se lembrou de instituir a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, vulgarmente conhecida por Corpo de Deus (sempre 60 dias depois da Páscoa); que neste ano me garantiu o feriado no dia em que cumpro 50 anos, irei aproveitar para fazer uma comemoração ajustada à data, apenas reunido com os meus muito mais próximos familiares.

A todos(as) os(as) amigas que me felicitarem, eu agradeço profundamente o carinho e amizade. Como enche a gente de alegria, não é? Muito bem hajam e muitos beijinhos.

Do vosso dRoCaS Sabi

segunda-feira, 1 de maio de 2023

Peregrinação até Fátima 2023 - Fase 1 - Gáfete - 2023.04.30

Caros irmãos Peregrinos de Marvão, a primeira etapa, até Gáfete, está cumprida! 👍🙏Se no 25 de Abril, quando muitos avançaram, caiu fora da agenda, desta teve de ser: 22,23 Km, em 7h e 35, deu para perceber que uma empreitada destas, não pode ser feita de ânimo leve, e exige muito esforço, e muita fé!

Admito que haja quem possa fazer o percurso com outro ânimo, mas o meu é sempre introspetivo, e a pensar em cada passo dou, e porque é que o dou.

Para mim, ir a Fátima é crer e muito querer, é ter, é acreditar, é como... nascer e morrer, quando por mais acompanhados que estejamos, estaremos sempre sozinhos.

Foi uma feliz incursão, sem problemas nos joelhos e nas artroses, sempre bem, firme e hirto! Oxalá assim continue!!!

Rapaziada... estamos quase lá!!!!! 😉👍🙏💪😎

 
































Para ti, nosso Chico... (com muitas saudades)

O bonito cartaz...


Aqui, os filhos Tiago (esq.) e Nélson (dir.), também eles dois atletas do clube, com os troféus que lhes foram ofertados, tendo ao centro três glórias recentes do nosso GDA: os craques Artur Costa , Joao Carlos Anselmo (o tal responsável por isto tudo... 👑), e o nosso Presidente durante muitos e bons anos Luís Miguel Barradas )



- Os magníficos atletas...BELOS!


Nunca é tarde para se recordar um Amigo.

 

Esta publicação, e estas palavras, surgiram no seguimento de um pedido que me foi feito pelo meu Grande Amigo Joao Carlos Anselmo , dinamizador das Velhas Guardas do Grupo Desportivo Arenense, para contextualizar a homenagem que foi feita no encontro de ontem, ao Sr. Francisco Nunes, o nosso Chico Barril; onde os filhos, e a esposa receberam uma lembrança, uma homenagem a este nosso grande Amigo, infelizmente já desaparecido.

Essas palavras, que apenas me foram pedidas na manhã de ontem, e me deixaram todo o dia a alinhavá-las mentalmente, enquanto ia reagindo ao dia-a-dia, saíram de dentro, foram sentidas e chegaram aos presentes, tendo até familiares pedido se lhas poderia enviar.

 

Foi para o recordar, e para mais uma vez, nem que seja por minutos, o poder voltar a ter vivo entre nós, que o chamo.

 

Com muita saudade, diziam assim...

 

"As velhas guardas do Grupo Desportivo Arenense reúnem-se hoje, dia do 25 de Abril, enorme pela reconquista da liberdade, quando já o era para a nossa freguesia, pelo S. Marcos; para recordar, também ela, uma velha guarda, uma verdadeira glória deste clube. Se disser que essa máquina, que hoje infelizmente já não se encontra entre nós, se chamava Francisco Manuel Gonçalves Nunes, provavelmente poucos o reconhecerão. Contudo, se o recordar como merece ser lembrado, como o nosso Chico Barril, certamente que uma janela de amizade fraterna, e de saudade imensa, se abrirá no vosso coração.

 

Na verdade, o Chico nunca foi atleta, nunca foi presidente, vice, ou figura cimeira dos corpos dirigentes... mas sempre esteve entre eles, entre 85 e 90, e sempre será recordado com muita saudade, por aqui, porque sempre foi uma candeia imensa a iluminar, na frente.

 

Está figura intemporal, foi massagista, foi gerente do bar do nosso GDA nos tempos áureos (onde fui seu subordinado com o Bonito Dias, o Vitor Salsa, ou o saudoso Sérgio Bernardo, mais conhecido por Carroça) com muitas noitadas de gambas fritas, pão torrado, manteiga e minis geladíssimas; mas foi também maravilhoso cozinheiro em eventos do clube, chegou a ser segurança durante as festas da edilidade, e foi sempre um GIGANTE Arenense, a servir o clube, e os seus amigos.

 

Se há Homens com H grande, se há almas que se distinguiram entre as demais, o nosso Chico foi uma delas.

 

Relembra-me o meu querido sogro, João Manuel Lança, o sócio n°2, certa vez em que o Chico, sempre metido em comezainas e petiscos, foi socorrer certo atleta em dificuldades, e... ao debrucar-se, deixou cair do bolso, um enorme navalhão que quase meteu o árbitro histérico!

 

Dá graça? Certamente assim se riria ele, de gargalhada infantil e bem disposta, como a dele, quando me via a mim, regalar-me com as iscas de porco fritas com que me encantava.

Homem corpulento, figura única e manca por um inusitado acidente de motorizada na reta da Vargem, de cabedal maciço e saber estar, era um daqueles que parece que tudo o que fazia... lhe saia bem. Fosse a cortar o cabelo deste escriba, numa altura em que aquele eu tanto tinha, do qual agora nada já nada resta; fosse a atender o telefone do Centro de Saúde, onde impressionava os interlocutores, pela cortesia e amabilidade, o Chico marcou, como muitos sabem que nunca o poderão fazer, mas apenas aos únicos, e predestinados pode acontecer.

 

Partiu vítima do coração, quando apenas um passava dos 60, muito acossado pelos diabetes, e pelas complicações daí vindouras, sobretudo nas pernas... e deixou-nos um vazio... do seu tamanho.

 

Aos queridos filhos Nélson e Tiago, à sua esposa Jesus, damos um fraterno abraço, cheio de vontade de quem quer chegar ao céu, e conseguir fazê-lo sentir esta saudade imensa, este abraço querido de quem queremos beijar para sempre.

 

Até um dia, ENORME AMIGO!!! ISTO HOJE... AQUI, VAI POR TI!!!!!"

Uma dos nossos recentes tempos áureos, na realização das festas do nosso bairro dos Outeiros, associação da qual era presidente, até por ter sido ele o da ideia, aquele que a todos convocou, e infelizmente se desvaneceu depois do seu fim, por sem os seus magnetismo, carisma, e força aglutinadora, se ter desarticulado, pese embora o muito esforço dalguns, nos quais me incluo, tudo ter feito para manter a chama acesa.