segunda-feira, 4 de abril de 2011

Portantes...

Não tente virar o computador. Eu sei que está ao contrário. Fiz de propósito!



Ora bem… vamos lá a contas que nestas coisas o melhor, como diz o outro, é começar pelo princípio.

Tenho então que dizer que no meu entender, o Porto é um justíssimo e incontestável novo campeão nacional de futebol. Foi, de longe, a melhor equipa, a mais regular, a mais segura e a que teve o enorme mérito de saber gerir com uma eficácia implacável a inesperada vantagem oferecida de “mão” beijada pelo Benfica nas jornadas iniciais desta temporada. O facto de permanecer invicto até à data é a prova mais evidente do que digo e um inequívoco certificado da sua superioridade.

Assumir isto custa muito, sobretudo para um benfiquista do meu calibre, mas, como tive oportunidade de explicar ontem à minha Leonor, a fibra das pessoas vê-se não quando ganham (saber ganhar é fácil!), mas sobretudo quando perdem. Há que ser realista: foram melhores. Melhores durante o campeonato. Melhores ontem na Luz e o jogo de ontem não era um jogo qualquer. Para mim, quando é a honra que está em questão, a coisa é para levar muito a sério e foi por isso que ainda doeu mais. A vitória faria toda a diferença: para além de evitarmos que os nossos adversários directos e maiores rivais se sagrassem campeões na nossa própria casa, defenderíamos e salvaguardaríamos a nossa condição de campeões em título ao infligir-lhes a primeira derrota na prova. Falhámos em toda a linha.

Para mim, em primeiro lugar falhou o treinador que “montou” uma equipa desastrada colocando em pontos estratégicos jogadores que não estavam rotinados nem minimamente preparados para essa posição (Jara a assumir as despesas do ataque? Airton encostado à direita?). Já deveríamos estar habituados: sempre que Jesus inventa… dá cagada.

Depois falhou o Roberto, de uma forma absolutamente escabrosa. Mas alguma vez é de admitir que um guarda-redes que custou o que ele custou dê um “frangalhão” daquelas dimensões logo a abrir o jogo, quando a trajectória da bola nem sequer ia em direcção ao interior da baliza? E o que isso intranquilizou a equipa já de si abalada pela forma pressionante como o Porto entrou em jogo? Voltou a falhar no penálti quando se esticou demais e permitiu que Falcão fosse contra os seus braço, simulando uma grande penalidade que só podia ser apontada. Excesso de zelo. A “sombra” tinha-lhe bastado para ter evitado o remate. É certo que fez pelo menos duas grandes defesas a remates de Falcão e de Rodriguez (e o que eu pedi a Deus para essa não entrasse…) mas isso não o iliba. O guarda-redes é uma figura absolutamente decisiva e ao guarda-redes de um clube da dimensão do Benfica pede-se sempre a competência máxima. As grandes defesas devem ser o “prato do dia”. A mim não me tranquiliza. A mim não me convence. No meu tribunal não passa. Por mim ia fora… JÁ!

Falhou, mais uma vez, o Cardozo (e o fartinho que eu estou dele…) quando sozinho, na pequena área, cabeceou direitinho para as luvas de Helton e quando, numa atitude demencial para um jogador profissional, pontapeou intencionalmente Belushi, num lance que não poderia ter tido outro desfecho que a expulsão imediata. E ainda havia tanto tempo para jogar contra 10…

Depois falharam todos os outros (Aimar, Saviola, Javi, Sidnei, Gaitán, Salvio, Jara), todos à excepção de Luisão e de Coentrão que foi mais uma vez, o único a bater-se de alma e coração, o único a levar equipa às costas, o último a baixar os braços.

É que este Porto de Varela, Falcão e Hulk (que trio demolidor!), este Porto orquestrado por um Moutinho de pura filigrana (está em todas!) apoiado por um Guarín-petardo, trancado no meio campo por um Fernando pelo qual ninguém dava nada, seguro na defesa por Fucile, Rolando (nem parece o mesmo do Belenenses), Otamendi e Álvaro… e fechado a 7 chaves por Helton… este Porto está talhado para fazer história. Escrevam o que vos digo…

Este é o Porto de Villas-Boas e se eu não suporto o clube, muito graças às alarvidades do Presidente e às clivagens que criou no passado com os clubes do Sul, já não consigo deixar de gostar do treinador.

Quando ele saiu debaixo das saias do Mourinho e começou a dar um ar da sua graça, li numa entrevista que quando era puto (ainda o é!), uma vez fez uma “espera” ao Robson em frente ao portão da sua casa para, na qualidade de adepto, lhe perguntar porque é que não apostava mais no Domingos que era para si, o melhor avançado do plantel. Eu achei a história o máximo e pensei: “este gajo é da minha laia. Esse é tipo de adepto que eu sou”. Simpatizei com ele desde então e acho que quando fala se torna óbvia a paixão que tem pelo futebol. Adoro a forma como prepara os jogos (convém não esquecer que grande parte do mérito, sobretudo inicial, da carreira de Mourinho se deve também à perspicácia com que lhe preparava as partidas); adoro a maneira como se move durante o jogo e “vive” o que se passa dentro de campo como se fosse um 12º jogador; gosto da maneira como se expressa nas conferências e do seu sentido de humor. Gosto e ponto final. Vê-se que é educado, que é culto, que é humilde, que sabe do ofício e os resultados estão aí para o comprovar. Só espero que não se deixe inquinar pelos ares do Norte e não fique igual áquela gente. Tem classe e reconhecê-lo é, no meu entender, da mais elementar justiça.

Saber perder é importante e é por isso que eu lamento as bolas de golfe e os isqueiros que choveram antes dos cantos. Esse não é o meu Benfica. Esse, a mim não me diz nada. A selvajaria só se erradica com nobreza de actos e pensamentos. Combater a barbárie com ódio é coisa para gerar ondas de violência das quais ninguém jamais poderá sair a ganhar.

Como tive oportunidade de dizer na sms de felicitações que enviei ontem para os meus amigos portistas: que o Futebol, que para mim é sagrado, saiba sempre estar acima (da maldade) dos homens.

Por falar em maldade, lamentável foi também a ordem para desligarem as luzes do estádio e para accionarem os canhões do sistema de rega. Essa não é, claramente! uma atitude “à Benfica” e das duas uma: ou foi uma ideia infeliz de uma mente idiota ou apenas uma ideia idiota de uma cabecita que parou por momentos. Quem não se dá ao respeito nunca poderá ser respeitado. Como seria de prever, tanto “mau perder” só ajudou à festa dos jogadores do Porto. Água é sempre coisa que se agradece nestas coisas das comemorações de títulos e antes ali no relvado, com os flashes dos fotógrafos a servirem de luz de recurso, do que enfiados dentro do balneário. Ali sempre deram mais nas vistas. Virou-se o feitiço contra o feiticeiro. Até aí ganharam.

E foi assim… É certo que podíamos perfeitamente ter empatado o jogo e só não o fizemos no remate supersónico de Gaitán que embateu no poste porque o destino assim o quis, mas a verdade é que este Benfica deixou muito, muito a desejar e permitiu que lhe fizessem o “ninho atrás da orelha”.

Por mim, começávamos já a pensar na 2ª mão da meia-final da Taça de Portugal e numa vingança “à antiga”. Se ganharmos essa, a Taça da Liga e assegurarmos o segundo lugar do campeonato ninguém poderá dizer que foi uma má época.

E sempre há a esperança na Liga Europa mas aí… fia mais fino e teremos sempre de contar com a qualidade dos adversários e sobretudo com aquele que para mim é o grande favorito a vencer a prova: precisamente o F. C. do Porto. Tendo consciência da sua qualidade, estudando bem os seus jogadores e mecanismos, tendo uma atitude mental ganhadora… tudo é possível! Já o provamos no Dragão há bem pouco tempo. Basta acreditar!

Portantes… (como diz o nosso Jesus), vamos mesmo acraditare! Viva o Benfica! (para todo o sempre e mais além, assim na terra como no céu! Amén!)

quinta-feira, 31 de março de 2011

"Portugal e o futuro", por Pedro Sabi (d'aprés Spínola)



Aviso à navegação: o texto que vai ler a seguir (se tiver coragem para tanto…) é o resultado de uma cáustica análise de teor político obtida através de um transe catártico. Saiba que pode ferir as mentes mais sensíveis. Aconselha-se o(a) leitor(a) a que esteja acompanhado(a) de um adulto, num local bem iluminado e arejado. Em laboratório, após a leitura, foram registados efeitos secundários como vómitos, alucinações e ataques de pânico. Eu avisei…

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Pois é, meus amigos, deixem-me “bancar” uma, como dizem nossos irmãos brásilêros, de Prófessô Marcello… Isso aí, galera!

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Eu vi a conferência de imprensa que o Sócrates deu no Altis no passado domingo, empoleirado no alto dos mais de 90% dos votos que o reelegeram como secretário-geral do partido socialista, no seu habitual registo cómico/teatral. E digo-vos uma coisa: o gajo é do mais rijo que pode haver. Se voltar a cair um meteorito na terra, como aquele que deu cabo dos dinossauros, coitadinhos, só vão resistir duas cenas: as baratas e o Sócrates. O tipo é bem capaz de ser o maior animal político da história da democracia portuguesa, no sentido mais amplo e pérfido da expressão: até a mentir é perfeito! Ele acredita nas mentiras que crava! Não desarma! Não saí, nem que o mandem! Não morre, nem que o matem! Filha da mãe! Não dá hipótese!

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Como seria de esperar, aproveitou a ocasião para desancar de “alto a baixo” no PSD e nesse propósito saiu-se bem demais. É certo que o PSD deu uma “ajudona” e “meteu-se a jeito”. Desde que o PM apresentou a demissão ao PR, “Passos e Companhia” não têm feito outra coisa que dar tiros na cabeça. É uma coisa impressionante! Assim que meteu a boca no trombone vomitou logo que ia aumentar os impostos e logo o IVA! quando até os putos da escola primária sabem que a primeira consequência do aumento deste imposto é uma retracção do consumo que é mesmo o que a nossa economia precisa para crescer. Depois veio aquela medida da privatização da CGD que às primeiras críticas passou para… “ok! só uma metadinha, então…”. Com adversários assim… não deve ser preciso apertar muito…

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E Sócrates deu-lhes forte e feio. Acreditem nisto: eu sei que há muita gente contra ele mas a lábia deste homem é viscosa e infinita. Queira Deus que até Junho… não dê a volta ao bico do prego! É que eu, para este peditório do “estamos-fartos-do-gajo-que-não-vale-nada-e-é-tão-fraquinho-e-vai-perder-de-certeza-porque-ninguém-vota-nele-mas-depois-acaba-por-ganhar-com-uma-maioria-do-catano”… já dei! E custou-me! Estou farto de imbecis! Às vezes o povo… pá! mete cada barrete…

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E sendo assim, vendo que o Coelho não se “chega à frente”, e antes que o “Paulinho das Feiras” se meta ainda mais em bicos dos pés, andei a cogitar (coisa rara em mim) e aqui lhe avanço, de borla, alguma ideias da minha lavra para ver se esta cena vai para a frente. Se isto fosse invadido ou comprado em hasta pública por uns gajos fixes até era capaz de ser porreiro, mas um homem afeiçoa-se ao país e custa… não é?

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Então, para ajudar essa luta titânica de reduzir a despesa pública e assim conseguir baixar o défice, eu proponho as seguintes medidas (Pedrinho… toma nota!):

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1) Podia começar logo por reduzir o número de deputados para 1/3 dos que lá estão. 230 para quê? Para fazer o que estes fazem (pouco ou nada e o nada é sempre mau demais) muito menos chegavam. Por acaso têm visto ultimamente algum debate em directo? Aquilo é de partir a moca a rir. Parece uma turma daquelas do liceu onde juntavam os repetentes. Mau demais para ser verdade… Andou o nosso Afonso Henriques a espetar surras na velha para isto… Se se tivesse entretido a pentear o cavalo…. Tinha ganho mais. Coitadinha da senhora… E era mais velha…

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2) A seguir podia acabar com o “sem-fim” de institutos públicos, fundações e outras merdas criadas com o propósito único de empregar a rapaziada do partido e aqui sejamos claros, o grande puxão de orelhas devia ser para o Guterres que agora anda a brincar aos refugiados mas foi o inventor da coisa. Alguém tem dúvidas? Eu imagino a quantidade de trampa que não haverá espalhada por mil e um organismozinhos de ca-ra-cá-cá escondidos na penumbra com muita gentinha de plástico a fazer nenhum e a ganhar muitos milhares de euros. Derreter essa porcaria toda. JÁ! Tudo o que é acessório: FORA!

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3) Acabar com os vencimentos milionários dos gestores públicos de empresas que façam falta era outra medida acertada. Se querem ser milionários podem ir para o privado ou então directamente para a puta que os pariu sem passarem pela casa de partida. Se é Estado tem de ser justo e equitativo e proporcional aos rendimentos dos outros. Ganhar mais que o chefão, seja ele quem for, bater mais que o mais alto magistrado da nação, é mau! Não se faz! Desmoraliza! Ah… é verdade… o PSD acabou de votar contra esta medida. :( Ups…

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4) Terminar de vez e de rompante com o sigilo bancário. Quem não deve, não teme. Quem não tem nada a esconder, não esconde. Acreditem que muita lebre se iria levantar…

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5) Já vai sendo altura dos bancos pagarem impostos a sério. Os gajos que vendem massa sorvem o tutano ao pequenote e tomam banho nos lucros. Se têm lucros devem ser tributados e estes mais do que qualquer outros. As empresas, sobretudo as graaandes empresas também devem ser chamadas à razão.

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6) Acabar DE VEZ! com as “offshores” deve ser outro desígnio nacional! As offshores são um escândalo, uma vergonha, um pipeline que expele divisas e finta os impostos. São simplesmente inadmissíveis sobretudo aos olhos dos trabalhadores por conta de outrém que não podem fugir com um tostão. São sempre os mesmos a ir no andor.

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7) Sejamos claros: o nosso Exército é meramente decorativo. É de acabar. Se algum dia dá na marmita de um louco qualquer a ideia de entrar por esta cena adentro… vai tudo a eito. Exército para quê? Submarinos para quê? Mais vale pagar as quotas da Nato e rezar todas as noites aos americanos para que nunca nos falhem. Mal por mal… Os quartéis deveriam ser substituídos por outdoors de dimensões gigantescas com o dizer: “Somos pacíficos! Vamos conversar…”. Podia ser que a ajuda chegasse enquanto os gajos liam a coisa.

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8) A Justiça não funciona porque interessa que assim seja. Quem não se sente, não é filho de boa gente. Então um gajo mata uma cachopa e apanha 15 anos?!?!? Depois vem o Papa, há eleições, muda o horário para o de Verão e ao fim de meia dúzia de anos temos o gajo sentado numa esplanada ao lado dos pais da miúda, a beber uma Green Sands descansadinho por uma palhinha amarela… Não há direito! Pariu! A justiça deve ser a doer. Antes a Lei de Talião! Também defendo que os julgamentos devem ter um prazo fixo de duração: Automático, na hora, semana… 1, 2 ou 3 meses, no máximo, dependendo da complexidade da coisa. Mas faz algum sentido terem andado anos com aquela novela da Casa Pia para agora o Bibi e meia dúzia de putos virem dizer que afinal era tudo mentira? E vai começar tudo outra vez? E a gente a pagar? Ai…… Se mentiram era cortarem-lhe a língua e pronto. Haviam de ver os outros a ficarem finos…

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9) Já vai sendo tempo de explicarem às criancinhas que nem todos podem ser doutores e em breve ninguém vai querer ser. Sabem porquê? Porque dantes, ser doutor significava ter um futuro, ter uma perspectiva de carreira. Agora ser doutor, ser mestre, ser mesmo doutorado à sério quer mais dizer “ser desempregado qualificado” do que outra coisa qualquer. Precisamos de carpinteiros, de electricistas, de quadros técnicos que arregacem as mangas e lutem pelo seu negócio. As escolas comerciais devem ser desenterradas e as pessoas devem começar a pensar PRÁTICO! Há que ganhar euros para viver! VAMOS MEXER-NOS! Fechem Universidades, fechem cursos que não têm saída, não andem a enganar as pessoas!

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10) Temos de reabilitar a nossa indústria, as nossas pescas, a nossa agricultura… enveredando pelo caminho da excelência e da autenticidade, aquilo que nos distingue. Ainda hoje ouvi na rádio o dono de uma estufa de tomate que exporta toda a produção para o Reino Unido. É de tal forma bem sucedido que emprega quase 100 pessoas e factura a valer ao ponto de até ter merecido a visita daquele rapaz inglês que tem as orelhas grandes e por acaso é filho da rainha. Vejam bem… Os vinhos, os enchidos, os queijos, os leitões, os porcos, as vacas, o leite, o azeite… o nosso material belíssimo tem de ter saída. Quando aderimos à CEE vendemos a alma aos produtos mais baratos vindos de fora. Vamos reclamá-la, CUSTE O QUE CUSTAR!

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11) Vamos apostar no Turismo mas no Turismo À SÉRIA! Vamos deixar de andar aqui feitas putas pindéricas e vamos investir em publicidade EM GRANDE nos mercados que nos interessam e vamos deixar de nos andarmos a enganar e a viver de migalhas. Há anos falei com um comissário da polícia de Chicago que visitou o velho continente para conhecer as suas raízes italianas mas ficou maravilhado foi com Portugal. Belíssimo, com uma conservação notável, excelente gastronomia, pessoas simpáticas mas zero de publicidade. “Os jornais americanos estão cheios de publicidade a Espanha e Itália. Portugal… zero!”. Know what I mean?

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12) Há que ir pensando em refazer o mapa administrativo do país. É assim que querem… é assim que vão ter. Há que ir pensando em eliminar algumas juntas, em fundir algumas câmaras. Há que explicar às pessoas que a ideia de cada um ter direito a ter o seu feudo, a sua capelinha, não é exequível num país à rasca. E há uma grande diferença entre “fazer” e “explicar e fazer”. As pessoas não são estúpidas e compreendem.

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13) Há que ir pensando em emagrecer o Estado e aqui falo contra mim. Eu também sou funcionário público mas entrei sem cunhas no maior concurso de sempre da administração pública em Portugal (80.000 concorrentes à partida) e entrei por meu mérito, porque precisava e porque me chamaram. As regras do jogo foram mudando e eu compreendo. Hoje o Fisco é mais ágil e high-tech. Há que reformular o peso da máquina mas de uma forma justa e equitativa, negociando reformas com os funcionários de mais idade e dando oportunidade a que os mais jovens e capacitados tomem postos de comando. Deixar as gerações ajeitarem-se. Modernizar os recursos humanos. Preparar-se para o futuro. Extensivo a toda a administração.

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14) Falando em reformados… eu sou a favor dos cortes nas reformas. Se cortaram a quem trabalha, porque não cortar a quem vive à sombra dos anos de trabalho? Também aqui há formas justas de actuar. As reformas abaixo do salário mínimo nacional são intocáveis. Aliás, não deveriam existir reformas abaixo desse limiar de subsistência. Agora… se formos subindo no montante, sobretudo acima dos 1500 euros… não cortar porquê? Acham que os juízes desembargadores e essa rapaziada abastada não pode ajudar? As pessoas que se reformaram na casa dos 50, com boas reformas e esperança média de terem mais 30 anos de “bem-bom” pela frente têm de perceber que se não ajudarem, rebenta e quando rebentar, rebenta para eles também. Temos de ser unidos neste esforço de salvar o país.

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15) O Rendimento mínimo faz sentido para quem verdadeiramente precisa e o escrutínio deve ser rigoroso. Terminar de vez com os indigentes que coleccionam subsídios deve ser um objectivo comum de quem trabalha para lhes pagar.

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16) Temos de pensar numa política que controle a imigração. Deixar entrar o pessoal todo deu o que deu na França de hoje. Não concordam? Um país é como uma casa. Se deixamos entrar malta a mais, falta para os nossos e qualquer dia já nem nos deixam mexer no comando da televisão. Isso! Contem-me histórias…

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17) Devemos estimular as jovens inteligências deste país para quem fiquem e nos ajudem. Devemos dar bolsas mas não às cegas! Devemos dar e pedir que nos expliquem onde o andaram a gastar e de que forma podemos ganhar todos com isso.

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18) Devemos apoiar as pequenas empresas e estimulá-las para que continuem a dinamizar o tecido empresarial e o país…

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19) Devemos… Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh devemos montes de coisas mais mas já não digo mais nada porque já vou longo e é tarde e assim faço a papinha toda ao Passos Coelho e não puxo por ele. Podia dizer muito mais mas não digo mais nada e até me custa a acreditar que haja pessoas com coragem para ler isto tudo. Olha… pelo menos a mim fez-me bem. Estou mais calmo e sempre poupei 50 euros da consulta.

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Termino com uma mensagem de esperança. Porra! Portugal tem tudo para triunfar. Devemos ser o país da Europa com melhores condições para ser bem sucedido. Temos tudo! Uma posição estratégica no globo, uma costa fabulosa, solos do melhor que pode haver, um clima esplendoroso, temos história e cultura, temos um povo trabalhador que é gabado para onde quer que vá pela sua humildade e pela sua capacidade de trabalho… Então falhamos porquê? Para mim, é porque quem nos governa, quem nos tem governado não presta! porque está mais preocupado em se governar a si primeiro. Já vai sendo hora, não de “amainar a trouxa e zarpar” como dizia o bom do Zeca, mas hora de AGIR!

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Tenho dito!

quarta-feira, 30 de março de 2011

O novo Messias (Tem sotaque espanhol)


Eu sei que isto já tem uns dias… mas eu não resisto.

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Eu desmaio a rir a ver isto. Eu vou guardar isto a vida toda. Eu vou ver isto quando estiver triste. Isto é o máximo.

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O Futre foi um dos jogadores mais geniais que eu vi jogar. Ele e o Chalana foram, para mim, os melhores. Mas o Futre não foi só um genial jogador. O Paulo Futre é também um genial orador / pensador / filósofo e ensaísta.

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Eu quero guardar isto no meu blogue para todo o sempre.

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-E que dizer deste?

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Dizem que a coca é muita boa… Mas é gulosa e faz um mal aos miolos…

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E é natural que inspiradas com preciosidades destas, já circulem na net pérolas do photoshop de artistas desconhecidos como estas que o meu querido amigo Gaiolas me mandou hoje por e-mail.

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E a peninha que eu tenho de o Dias Ferreira ter perdido… Ehhhh… O Futre faz-me tanta falta…

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(Com um abraço também para o André Costa pelo segundo video. Grande malha!)

terça-feira, 29 de março de 2011

Eu fui, eu fui, à Junta Médica eu fui (trala-la lala, trala-la lala, eu fui, eu fui)



Pois que recebi então uma notificação toda formal para me apresentar hoje mesmo na Junta Médica, em Évora, belíssima cidade alentejana, Património da Humanidade via Unesco.



“Na Junta médica?!?!?”, perguntei eu à minha entidade empregadora. “Mas se eu já estou ao serviço desde Janeiro! Não será excesso de zelo da parte deles?”.



Responderam-me que não. Que já tinham enviado um e-mail a explicar isso mesmo mas que ainda assim, os homens queriam-me lá e assim fui eu, que remédio!, de armas e bagagens a caminho de Évora.



Lá chegado pela mão do abençoado GPS (que grande invenção esta!), por ali estacionei, à espera que se fizessem as duas da tarde. Antes de me aventurar, cá da rua vislumbrei aquilo que me pareceu ser um Centro de Saúde com uma casinhola ao lado. Não avistando qualquer placa identificativa que me orientasse, procurei junto das piquenas do guichet do centro se me podiam indicar a dita junta e não é que era na tal casinhola da entrada? Comigo é sempre ao lado…



Mas ainda bem que lá fui, pensei depois. Deu para ver que o Centro de Saúde tinha uma enorme recepção com dezenas de cadeiras vagas e um televisor todo XPTO, um ambiente bem diferente da austeridade espartana da sala de espera da dita Junta. Se aquilo era um cubículo 6mx6m com uma dúzia de cadeiras obviamente ocupadas e outras tantas pessoas em pé… Estive, eu e os outros convocados que chegaram ao mesmo tempo, no mínimo, um quarto de hora à espera que alguém da casa nos explicasse como funcionava a coisa. Pois… funcionário, nicles! Senhas, nem vê-las! Indicações, népias! E assim aguardámos, em pé, claro está, por novidades.



Se vos disser que o ambiente é constrangedor certamente não estarei a surpreender ninguém. Se partirmos do pressuposto que quem ali está passou ou está a passar por uma doença incapacitante, creio que digo tudo. Os ares são sorumbáticos. Os rostos… carregados. Os olhares vagos e presos a pormenores sem sentido: um azulejo do chão, uma fissura na parede, um estore fora do sítio, um pormenor do parco mobiliário... Todos como se fossemos peças numa mesa de xadrez real, à espera da mínima movimentação de um dos pares para sintonizarmos nele as atenções. Era inevitável. Mesmo que não fosse essa a nossa vontade, a falta de assunto e de motivo de distracção levava-nos a isso. Olhando o semblante, o corte de cabelo, a forma de vestir e de estar cada um ia imaginando, fingindo sempre não o fazer, quem seria que estava do lado de lá: que faria? De onde viria? E por aí fora… até à derradeira questão: Qual o motivo que o (a) trouxe ali? Teria melhoras?



É triste mas nada ali ajuda a que seja de outra forma. Não há uma revista (mesmo que fosse de há duas semanas), um jornal (mesmo que regional), uma televisão (mesmo que no Baião), nem mesmo uma porcaria de um rádio que debitasse um rebuçadinho para a alma. Nada! De certeza que as altas instâncias da saúde do nosso burgo se fartaram de pensar no bem estar das pessoas que ali param e deve ser por isso que tudo fizeram para que não se sentissem como párias que andaram baldados ao trabalho. Não sei porquê mas dei por mim a pensar nos antigos sanatórios onde se encafuavam os tuberculosos à espera que o mal se extinguisse com o fim do infectado. Coisa de país do terceiro mundo. Enfim… coisa de Portugal.



Quando reiniciaram a chamada apercebi-me que a ordem não era a de chegada mas sim a alfabética, o que abriu para mim uma animadora hipótese de “bater dali asa” quanto antes. Tinha acabado de entrar um José. Jê-Lê-Mê-Nê-Ó----Pê!



Como já não havia senhoras de pé, nem nenhum outro senhor com ar de lhe apetecer estar sentado, e havendo 3 cadeiras disponíveis, aproveitei para dar descanso à costas que ainda se ressentem de duas horas de condução e muito tempo em pé. Foi então que me começou a entrar um nervoso miudinho no estômago. É que eu sou daqueles que acham sempre que há sítios melhores para se estar do que em consultórios, hospitais e afins. Esplanadas, por exemplo.



Que raio seria aquilo da Junta Médica? Seria uma sala assim ao estilo daquela onde dissecaram o extraterrestre descoberto em Roswell, cheia de luzes e vultos brancos aos quais só se reconheciam os olhos? E que me poderiam fazer eles lá dentro? Meter-me um termómetro digital pelo rabo acima para aferirem a temperatura da alma? Ligar-me a um maquinão que me sugasse a memória? Colocar-me um chip que passasse a dominar a minha consciência? Fazer-me uma lobotomia que me transformasse em vegetal…



“Senhor PEDRO SOBREIRO!”.



“Vou!”.



A sala era um cubículo com três sujeitos, dois sentados com ar inquisidor e outro de pé, agarrado a uma fotocopiadora. Suponho que seriam médicos mas até podiam ser electricistas. “O hábito faz o monge” e dele, nada! Nem um estetoscópiozinho para tranquilizar a malta. Mal feito: não há carpinteiro que não tenha, pelo menos, uma pontinha de lápis a dormir detrás da orelha.



O mais jovem, sentado à esquerda, parecia ser o único com sinais vitais e até me pareceu simpático. Os outros dois, para lá dos 60, mal me olharam. Podia ter ido com uma máscara do Darth Vader que nem iriam reparar. Só se fosse pela respiração metálica…



- Sente-se!



- Com licença…



- Trouxe o relatório?



- Desculpe?



- O relatório!



- Não trouxe relatório nenhum. Não tive indicação nenhuma para o fazer…



(Aqui lembrei-me taaaaanto do Kafka. E do absurdo d’ “O estrangeiro” do Camus…)



- Ah… Então… Já está a trabalhar!



- Isso! Desde dia 18 de Janeiro! (E aqui apeteceu-me dizer “Olaré!”, mas contive-me. Nestes sítios, como na vida, mais vale cair em graça do que ser engraçado…).



- Ah… Então assine aqui, leve este papel e pode sair.



- Muito obrigado. Passem bem e muito boa tarde.



Tempo médio estimado da “consulta”: 2 minutos.



E este é o momento em que alguns podem dizer “lá vem o gajo com a lengalenga” mas é que… que… que… FODA-SE! Vai um gajo daqui… quase duas horas para lá (com estacionamentos, xixi e cafezinho na estação de serviço)… quase duas horas para cá… para aí 30 euros de combustível… + almoço… mais um dia sozinho a cirandar… menos dia de trabalho… para dois minutos de conversa?!?! E eles não sabiam já que eu estava ao serviço?!?!?



O nosso país… olhem… já não digo nada… Façam vocês o fim da história.



Canta Jorge! Canta!


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quarta-feira, 23 de março de 2011

Agora é a doer... (FMI)

Lá dizia o bom Zé Mário...




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Com um forte abraço ao meu querido amigo António Manuel Gonçalves que há uns bons anos, numa noite de conversa no seu quartinho, me revelou esta pérola absoluta. Arrepiante.

Requiem por Sócrates (Em dois actos)

O "nosso" Pinto de Sousa tem aqui dois amigos do peito. Subscrevo.
-(Clicar para ampliar)-

terça-feira, 22 de março de 2011

Abre a pestana!

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Quando é que será que este asno percebe de vez que mais vale um pé do Nuno Gomes no chão que um Cardozo inteiro a voar?

Será ele o único a não compreender que tem desperdiçado sistematicamente o avançado do plantel que se encontra em melhor forma?

Será possível que ainda não seja desta que mete o orgulho pelo rabo acima e dá o braço a torcer?

Não será óbvio que um homem que é uma referência do clube, que é um ídolo da nação benfiquista, que marca sempre que entra (por pouco tempo que falte), que ainda tem muito para dar… merece ser tratado de outra forma?

Se não tivesse sido tão casmurro… talvez a história do campeonato fosse outra. Ele que não abra a pestana e não o meta a jogar no futuro…

Deve estar à espera que o Porto o venha buscar a custo zero.

Palerma!
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Este então… o Cardozo não o marcava nem que vivesse mil anos!

segunda-feira, 21 de março de 2011

A arte está na rua (e é genial!)


“Exit trough the gift shop” (Saída pela lojinha de recordações) o fabuloso falso documentário concebido pelo genial grafitter Banksy, cuja misteriosa identidade continua por revelar, é o filme do momento. Camuflado como sendo uma pretensa breve história da arte de rua, acaba por ser muito mais que isso. É antes um vasto mostruário do seu extraordinário talento, uma crítica feroz ao mercado da arte e à sociedade em geral, em suma, um autêntico manual de subversão, um festim de irreverência.

A arte de hoje em dia não se encontra nos museus… está ao virar da esquina.

Absolutamente obrigatório.




E eu, com acções como estas… ganhei um herói:

'Graffiter' inglês deixa obras em museus famosos
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Site oficial:
http://www.banksy.co.uk/





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quinta-feira, 17 de março de 2011

Savigol (de cerveza!)


Quem é que me havia de dizer que o pequanino gosta tanto como a gente, ãh?

A mim bem me parecia que os dribles dele eram mirabolantes demais para alguém sóbrio.

Ai o catano…
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Saviola apanhado a conduzir com taxa de álcool de 1,26
In Sic
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Javier Saviola foi interceptado pela polícia a conduzir em Lisboa com uma taxa de alcoolemia de 1,26 na madrugada da última sexta-feira. O jogador do Benfica foi detido pelas autoridades e presente a um juiz de instrução criminal que lhe aplicou a suspensão provisória do processo.
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Saviola incorre agora numa pena de até um ano de prisão ou multa até 120 dias. Além disso, pode ficar sem carta de condução, no mínimo, durante um mês, tendo ainda de pagar uma multa que pode chegar aos 1800 euros. A infracção é considerada muito grave. O jogador argentino está arrependido e assume que cometeu um erro e garante que não voltará a repetir.