sábado, 21 de maio de 2016

BENFICA TRICAMPEÃO

O POST DEFINITIVO APÓS UMA ÉPOCA DE SONHO 2015-2016
Vencedor do campeonato / Vencedor da Taça da Liga / Quartos de final da Champi€€€ns





 


E apenas agora, depois de já toda a época ter terminado, posso tranquilamente escrever e pensar sobre ela. Foi uma época que terminou a… vencer. A vida não é só feita de vitórias, e muitas vezes é nas derrotas que se vê a real natureza das pessoas e das instituições, mas deixem-me, os meus amigos apoiantes de clubes rivais, que me congratule por o meu Benfica ter acabado de conquistar a terceira Taça da Liga consecutiva e a sétima do historial ao vencer na final, disputada em Coimbra, o Marítimo por 6-2. Depois do TRI no campeonato, este TRI na taça da Liga assenta que nem ginjas. Assegura assim uma senda imparável de conquista de 8 troféus em apenas 3 épocas, o que nenhum clube antes fez ao somar tantos troféus em espaço de tempo semelhante. O Benfica reforçou assim o estatuto de clube mais titulado em Portugal, ao conquistar o 78.º troféu no futebol, fugindo ainda mais ao FC Porto.
Mas para mim, o momento deste útlimo jogo, nem sequer se passou dentro das quatro linhas. O momento alto foi quando o grande, o gigantesco Nico Gaitán saiu para o aplauso geral e, antevendo a sua transferência para o Atlético Madrid por 25 milhões de euros (a cláusula de rescisão é de 45 milhões) levou as mãos à cara para encobrir as lágrimas.


O TRI CAMPEONATO


Se o outro tri tinha sido conquistado há 39 anos, e se eu disser que ainda nem 4 tinha então, o mesmo será dizer que era um feito que nunca me lembro de ter experimentado antes.

Este foi um campeonato absolutamente inesquecível e que, para mim, tem que ter uma leitura a diversos níveis e de vários prismas, para que consigamos aproximar-nos da dimensão da sua grandeza. 

O Benfica de Rui Vitória conseguiu somar 88 pontos, em 29 vitórias, tendo apenas um empate e quatro derrotas, superando assim os 86 pontos conseguidos pelo super FC Porto de Mourinho em 2002/2003, numa equipa de alto gabarito que venceu a Taça UEFA.
Mas, este Benfica, estabeleceu também um novo máximo ao nível dos golos, tendo conseguido somar 88, mais dois do que foram conseguidos na época passada quando era orientado por Jorge Jesus, que foi agora vice-campeão pelo Sporting. Mas só vice. O primeiro dos últimos.

Em matéria de vitórias, o ‘onze’ de Rui Vitória igualou o recorde, as 29 do FC Porto, do malogrado inglês Bobby Robson, na temporada de 1994/95.


O (JOVEM) TREINADOR
(com 46 anos de idade. A outra puta tem mais de 60. Com a idade deste andava a lutar para não descer da IIª.)







E é precisamente por este homem, Rui Vitória, por esta figura tipicamente portuguesa e ribatejana, que gostaria de começar. O nosso mister… é um mister. Um cavalheiro, um senhor. Um afigura imponente, bem falante, cordata, um excelente condutor de homens e alguém que compreende o jogo em si, sendo capaz de mexer nas suas pedras disponíveis para que que seja capaz de alterar o resultado. Com apenas mais 3 anos que eu (é da esplêndida casta de 70, como os meus amigos Bonito, Zeca e Nuno Brito), já interiorizou a mística do clube e compreendeu aquilo que o nosso presidente pretendia dele. Com certeza terá desafios noutros clubes na sua carreira, tão contra minha vontade, mas este técnico assume a braçadeira de treinador como se tivesse estado toda a vida a pensar nela. Fala do Benfica com a força de quem é Benfica. Podem-me chamar lírico e naif mas eu sei que acredito no que digo. E isso, muitas vezes… é tudo. Eu já posso dizer com propriedade o que já defendo há muito: queria-o no meu Benfas como o Ferguson no Manchester… bem mais que 1 década.

Capaz de estabelecer a ponte entre o Seixal, a nossa academia de formação, o relvado da catedral e os grandes palcos da Europa, conseguiu lançar essa já certeza endiabrada de rastas chamada Renato Sanches, que assinou por uns fulgurantes 35 milhões de euros pelo Bayern de Munique que podem atingir mais umas dezenas de milhar como quem fala de cêntimos. Ele foi, mas na incubadora há lá mais, que serão rentabilizados em vez de vendidos ao preço da uva mijona, como no tempo da outra senhora. Ao todo, o clube já arrecadou 32 milhões de euros. Mas atenção que além destes valores, é preciso contar com o dinheiro relativo às transmissões televisivas e ainda o proveniente das receitas de bilheteira.

Com Vitória, para além do TRI CAMPEONATO (não consigo escrever isto com letra pequena…), acabámos de ganhar também a TRI Taça da Liga e conseguimos atingir os quartos de final da Liga dos Campeões, o que significa estarmos entre as 8 melhores equipas do velho continente, a jogar com miúdos portugueses 

Tenho de confessar que Vitória me foi conquistando a mim também, com o tempo, que tudo cura, limpa e clarifica. Ao princípio também fui um dos que pediu Marco Silva. Queria a juventude, o arrojo, já a mestria de um puto que nunca foi grande jogador, mas soube entrar com um Estoril destemido que começou a roubar o título ao Benfica em 2012-13 numa catedral cheia de adeptos fervorosos, desejosos de fazerem a festa; e conseguiu ter a audácia de lhe sacar um empate, que não foi de 3 pontos, por um triz.


O (NOSSO BRAVO) PRESIDENTE



Se digo que o mister é importante, o nosso Presidente, para mim o mais importante de toda a história do Benfica desde que me lembro, sabia e tinha o caminho certo a trilhar.
A história recente da presidência do meu clube tem sido algo conturbada. Tenho uma vaga memória do Jorge de Brito, o primeiro de que me recordo, tendo muito poucas memórias desse seu cargo.

Recordo mais a fogosa mulher do Damásio que ele próprio; tenho pavor só de pensar no Vale e Azevedo e recordo com alguma saudade o Manuel Viravinho, ai!, Vilarinho por nós ter “dado” a nova catedral e por ter ajudado a recuperar grande parte da nossa credibilidade. Por muito bom que tenha sido o seu desempenho, nem chega aos calcanhares aquilo que o Luis Filipe Vieira tem dado e devolvido ao nosso clube. Penso no Seixal e na formação; no extraordinário grito de revolta dessa magnífica BTV (dona dos Jogos em casa, da Premiership e de muitos campeonatos europeus, que claro que dorme em minha casa), penso em todas as modalidades, no apoio que têm tido e por fim, penso nos títulos que é o que nos move e sinto um orgulho enorme por este Homem.

Eu imagino a alegria que iria naquele coração no passado domingo, o tamanho do sentimento de dever cumprido que haverá de ter sentido naquela tarde. 

Foi merecido.


O OUTRO (SUJEITO)


Eu posso ser assim muita aparvalhado e nunca jamais passar de pobre (no sentido que tudo o que tenho, que não é muito, se deveu sempre ao meu trabalho, ou a empréstimos que hei-de honrar), mas se fosse jogador de futebol ou mesmo técnico de um clube, jamais trocaria esse clube por dinheiro algum, para jogar ou treinar num clube adversário no mesmo país. Nós não somos putas! Há coisas que não se vendem! Acho eu que há espinha dorsal e consciência. A minha manda-me que jamais poderei fazer isso.

Vieira tinha um técnico em quem confiava. Um técnico que, por dinheiro, o traiu como Judas Iscariotes traiu Jesus ao entrega-lo. Podendo alegar o fim do contrato que se aproximava e as poucas alternativas contratuais propostas, mesmo assim não conseguirá certamente nunca justificar o feito, que o mercenário Jorge Mendes, o advogado do diabo, sempre na busca de contratos milionários, se encaminhou de tratar.

Rompido o lençol para um clube que se dizia em situação de gritante descalabro financeiro, começaram a chover contratos bastante avultados baseados em fundo vindos sabe-se lá de onde, que tampouco me interessam, porque eu quero lá saber disso.

Quando esse invejoso mal intencionado disse que a equipa do Benfica era um Ferrari, que por causa dele (olhem quem.. se não…) que fez dele essa super potência, tentou prejudicar e influenciar um colega de profissão alegando que nem treinador era (quando formação é o que não lhe falta, enquanto ele nunca passou do vão da escada).

Mas Vitória e nós, nunca vergámos. Mesmo quando o outro desgraçado dizia que quem estava a 7 pontos deles é que tinha de olhar para cima, nos não esmorecemos, mantivemo-nos sempre alerta e acreditámos até ao final em que felizmente fomos bem sucedidos. Deus não dorme. E escreve sempre por linha tortas.

Sempre muita bem ladeado...



A EQUIPA TRICAMPEÃ (2013-14/2014-2015/2015-16)



Da equipa bicampeã do ano passado registámos baixas importantes por lesão (Luisão, Júlio César, Sálvio, Sílvio); quebras pelo mercado de transferências (Lima, Sulejmani e Cantinflas torero) mas conseguimos sempre reunir à volta do grupo de trabalho, sempre norteado, centrado na figura do novo treinador e foi aí, à et pluribus unum que se conseguiu ir buscar a força necessária para enfrentar os desafios.


Recordo com saudade a conferência de imprensa que se seguiu a um jogo qualquer sacado a ferros, em que o treinador disse que gostou muito do que viu, sobretudo da união e da entreajuda entre todos os elementos do plantel para superarem as adversidades.

Da equipa que fica para a história:

De cima para baixo, da esquerda para a direita:

Mitrogolo – o meu Barba de Chibo, o meu santo, o meu amore. Uma casa tão mal arranjada que parece que nem tem alicerces. Um escadote altíssimo, que corre sem jeito, mal feito como a puta que o pariu, que deveria se grega, ou helénica, se preferirem. Vê-lo correr para a bola com a bola é poesia… ao contrário. Não se parece com nada mas… marca golos.
Assim que apanha a bugalhinha, espeta com ela entre os postes adversários com a rapidez com que um diabo esfrega um olho. Era para ter vindo para a lagartagem, o que lhe confere desde logo uma aura fabulosa e uma luz mística de cada vez que lhe toca. Já assinou por mais tempo e está de pedra e cal.
Andámos nós com aquela merda do Cardozão que só sabia bater penálties e livres… para nada. A perder tempo, foi o que foi. Qual é o valor de um avançado que nem sequer sabe fazer uma finta? Fora!
Meu chibinho, querido: Méééé´, méééééééééééé. Lhi amu!

Fesja – Este médio defensivo da Sérvia, para além de ser um excelente jogador e um tampão de travão ao meio campo, muito cerebral e duro no toque físico, teve uma contratação que foi também um amuleto. Ao chegar disse : «Sou campeão há 7 ou 8 anos. Estou sempre a olhar para a frente e quero voltar a ganhar este ano. Não sei como é não ser campeão. Penso sempre em ser campeão e espero que ganhemos esta época». Dito e… feito!

André Almeida – Polivalente português, brilha no plantel encarnado por este dois motivos e pelo bigode. Mesmo a imitar o meu, só que já o tinha antes de mim. Eu não disse que o meu era a imitar o dele. O meu é para ser igual ao do Dr. Baltazar e para reforçar o João Sobreiro que acho que existe em mim. Uma categoria. 
O André é daqueles miúdos cuja raça faz esquecer as lacunas que tem e o torna num jogador indispensável.

Jardel – Começou no Benfica tímido e encoberto, chegado do Olhanense. Conseguiu umas melhores reações àquelas que tinha experimentado o capitão Luisão quando se iniciou, que era assobiado de alto a baixo; mas nunca se conseguiu realmente afirmar. Foi a lesão de Luisão, com quem muito, ou quase tudo aprendeu, que lhe abriu a porta. Com o Ice man Lindelof tem feito uma dupla feliz e segura. Os seus golos de cabeça têm sido muito imporantes e ajudado a conquistar pontos preciosos nesta ponta final.

Lindelof – Uma aposta segura do mister. Um cachopo com ar gélido e sangue frio a correr-lhe nas veias. Foi no Benfica que escancarou as portas da seleção Sueca. Nasceu no mesmo ano em que o meu pai morreu. O tempo que já lá vai…

Ederson – Era um miúdo que costumava estar para as faltas do imperador Júlio César, na baliza principal. Mas este miúdo jogava na seleção brasileira de Sub 23 e se isso acontecia, era porque tinha valor porque a concorrência deve ser xuxu. Tem ajudado a descomplicar. Dificilmente quem foi para substituir, lhe roubará o lugar, outra vez. É gigante.

Em baixo:

Gaitán - O mago. O ÀS de copas, de Espadas, de Ouros. Quando chegou, o lugar de estrela da companhia sempre foi ocupado por outros. Mas ele, calmamente, passo a passo, tem-se afirmando como a jóia da coroa que… pelos vistos, nos vai abandonar. Saiu em lágrimas. Como o Enzo Perez. Que clube é este que se liga aos jogadores assim? Que de quê, terá ele? Já deixas uma saudade imensa…

Talisca - O D’artagnan, como o outro lhe chamou, citando Alexandre Dumas como quem conhece muito a sua obra, com a facilidade de quem apanha um autocarro para a Brandoa. Tem tido altos e baixos. Quando quer, quer mesmo e chega ser brilhante. É um exímio batedor de livres. Parece que tem uma mira telescópica nos pés. Este miúdo andou no Brasil a comer o que apanhava do lixo. É uma lição de vida. Adoro esta talisca de futebolista. E o penteado.

Jonas Pistolas – Uma bênção que caiu no regaço dos benfiquistas praticamente a custo zero. Este bacano é o Euromilhões que nos saiu, sem jogarmos. Chegou do Valência em fim de contrato e tem sido, tanta vez, a luzinha ao fundo do túnel. A sua alcunha é pistolas. Parece-me bem.

Grimaldo – Um jovem valor… muito jovem ainda. Tem categoria, tem saber estar, tem futebol nos pés mas precisa de rodagem e bater os campos terríveis desse país fora. Será certamente uma voz aposta. Chegou do Barcelona, onde eu nunca poderia chegar, a não ser em viagem. Isto deverá querer dizer algo.

Pizzi – Eu amo o PIzzi. Amo a sua postura em campo, a sua entrega ao jogo, a garra que mete em cada lance, amo aquele olhar de quem é pitosga e a maneira como comemora os golos, a bater continência sei lá para onde. Andou por Espanha e já jogou no Atlético e no Espanhol. É também polivalente e tem um bom remate. Faz-nos cá falta.


Os ADEPTOS (Os Benfiquistas e o benfiquismo)




Os benfiquistas não são carneiros, não são salazarentos porque o velhinho que mandava no estado novo gostava do que nós gostamos. Os benfiquistas são justos, são solidários e têm no espírito que deveremos ser todos uns pelos outros e todos por uns. Ser do Benfica é uma opção de vida e há que acalentá-la. Quando digo e brinco que o Benfica é a única certeza na minha vida, não minto. A mulher pode deixar-me, o emprego mudar, o coração ser substituído mas nasci e hei-de morrer BENFIQUISTA.

Com Vitória tenho esperança que a época que se aproxima vai ser melhor planeada e que os primeiros passos para o tetra começarão logo a ser dados. Com muita humildade, espírito de equipa e muito, muito trabalho neste clube da minha vida.

Faço minha as palavras do nosso presidente, Luís Filipe Vieira: não corremos contra ninguém. Corremos para nós.

BBBEEEEEEEEEEEENNNNNNNFFFFFFIIIIIIICCCCCCCCCCCCCCCCCAAAAAAAAAAAAAAAAAA
SSSSSSSSSSSSSSSSEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEMMMMMMMMMMMPPPPPPPPPPPREEEEEEE!

Agora vamos de férias. Mas quando é que começa esta merda?!? Já tenho saudades…











quinta-feira, 12 de maio de 2016

Auto estrada para o Céu




Os TRI Naranjus de 76
"Sabi... (fixe!)"



O segredo tem de ser encarar este jogo com o Nacional, como se de uma final da Liga dos Campeões se tratasse. Temos de ter muita humildade, muito respeito pelo adversário, mas também muita consciência do nosso poderio, quer individual, quer como equipa. É um jogo, são 11 contra 11. Esperamos que a sorte esteja do nosso lado e os juízes não influenciem negativamente o resultado. Depois estaremos na nossa casa, repleta que nem um ovo, cheia de amantes, simpatizantes e sócios que vão fazer uma onda positiva enorme e funcionar como 12º jogador-

São 90 minutos. É muito tempo para reagir e quis Deus que nesta altura, como muita perseverança e garra, aqueles que nos mandavam olhar para cima para os conseguir ver, com 7 ou 8 pontos pela frente, tenham agora de ser eles a fazer isso. A arrogância….

Mas o Benfica está cansado. O que é natural. Correu em muitas frentes, faturou muito na Champions, ainda corre pela Taça da Liga e o plantel, que foi acometido por lesões diversas, está amolgado e a precisar de férias.

Mas há uma réstia de força, de esperança e o sonho de voltar a ganhar um tricampeonato, o que já não acontece há 39 anos (75-76), está mais forte do que nunca.

Contrariedades diversas moldaram a nossa época, a começar por uma pré-epoca nos States tão rentável quanto cansativa, que nos fez entrar a meio gás no campeonato. Também fomos muito influenciados porque o nosso treinador, recém sagrado bi-campeão, que conhecia tão bem o plantel e a casa, assinou contrato com um clube rival da cidade a troco do dinheiro, desprezando toda a entourage e os apoios de dirigentes e diretores que sempre o acalentaram.

Posto isto, também não deve ser nada fácil para um homem que veio de fora conseguir mudar uma toca que estava moldada há tanto ano a um texugo diferente. Mal tratado por esse mesmo colega, que o zurziu nos media sem qualquer solidariedade de classe, antes com desdém e a inveja, tendo chegado a insinuar que nem treinador era.

Mas Rui não se deixou abalar, manteve sempre a espinha direita, fez jus ao nome (Vitória) e conseguiu fazer uma ponte muito feliz, auspiciosa e rentável entre o Seixal e a Catedral, onde teve de construir o seu lugar ao sol passo a passo. (Renato Sanches foi ontem vendido ao Bayern por 35 milhões de euros (?!?!?!?!?), podendo chegar aos 80 milhões, uma valorização de  46 mil vezes ao valor que tinha custado.)

O Benfica quer ser primeiro, mas o Nacional, que está a meio da tabela, há-de fazer tudo para conseguir ganhar porque o treinador Manuel Machado tem o seu pelo na venta e mim ninguém me consegue convencer que não há dinheiros por fora. Caso haja, acho legítimo, devo dizer. Mas o importante é que não hajam manigâncias e seja um jogo liso, onde ganhe o melhor.

A mim dizem-me: “ Ah, Pedro. Está calado, não te metas, não fales por antecipação, olha que ainda te caem em cima!”

E eu respondo que um TRICAMPEONATO não é uma coisa qualquer. Há 39 anos que não saboreamos um. Eu, pelo menos, não me lembro de tal. E o Benfica é isto, é acreditar sempre, é ter na alma a chama imensa, que nos conquista e leve à palma, a luz intensa.

Saudações,

Ânimo!








terça-feira, 10 de maio de 2016

Os sons... do silêncio


Nem sempre uma versão é pior que o original. Pode nem sempre ser uma cópia, um derivado, algo que bebe e tem de prestar vassalagem à primeira leitura. Muitas vezes, uma versão quando consegue captar a verdadeira alma e o sentido do original, consegue aportar algo mais ao espírito que iluminou o artista, enquanto o compôs.

Desde que este sopro divino que nos chegou pela primeira vez pela voz de Meste Cohen.... 



foi interpretado de uma forma que o transcendeu só com a voz e a guitarra do menino Buckley  (cujo fim trágico na flor da idade o envolveu numa aura mística), a história de versões virou uma página que nunca mais a deixou como antes.




Habituei-me a ouvir este hino de que vos quero falar na cassete que reproduzia o concerto no Central Park, de Nova Iorque do duo (Paul) Simon e (Art) Garfunkel; deitado no banco de trás do Fiat 127 branco da minha madrinha Fatinha, a caminho do Algarve, naqueles idos anos 80 em que as férias eram sempre em Setembro e duravam 1 mês inteiro.

Reouvi-o depois.

Dissequei-o mais tarde e percebi o hino à música e à inteligência.

Ficou armazenado no meu baú.



Isto até que a rádio nacional mais ouvida, a que acompanho todo o dia desde que acordo porque me identifico com as playlists e sobretudo com os animadores, (extraordinários, todos eles, sobretudo os das manhãs) começaram a passar esta versão.

Os Disturbed são rapaziada do hard rock e fazem, por isso, uma leitura diferente do mesmo sentido. Mas que toca. Porque o poder da música, em vez de acariciado pelas vozes angelicais originais, faz pensar ainda mais.

Muito bom.





Traduzido como eu sei traduzir. Sempre pelo sentido. Para que quem não compreenda, o apanhe.

Os sons do Silêncio

Olá tristeza, minha velha amiga,
Vim falar contigo outra vez,
Porque uma visão se apoderou de mim,
Tranquilamente enquanto dormia,
E essa imagem que ficou plantada no meu cérebro,
Ainda permanece,
Entre os sons do silêncio.

Nesses sonhos desassossegados eu andava só,
Em ruas estreitas de carvão,
Debaixo do halo de um candeeiro,
Virei-me para o ar frio e húmido,
Quando os meus olhos foram esfaqueados por um flash de uma luz de néon
Que cortou a noite,
E tocou o som do silêncio.

E na luz fria eu vi,
10 mil pessoas, talvez mais,
Pessoas que falavam sem conversar,
Pessoas que ouviam sem escutar,
Pessoas que escreviam canções que vozes nunca partilharam,
Ninguém ousa,
Perturbar o som do silêncio.

“Tontos”, disse eu, “Vocês não sabem”
O silêncio é como um cancro que cresce,
Escutem as minhas palavras que eu vos posso ensinar,
Tomem os meus braços para que vos possa alcançar,
Mas as minhas palavras são como gotas de chuva que caem,
E ecoam nos poços de silêncios.

E as pessoas curvaram-se e rezaram,
Ao Deus de néon que fizeram,
E os sinal faiscou o seu aviso,
Nas palavras que se formavam,
E o sinal disse “as palavras dos profetas,
estão escritas nos muros do metropolitano,
e nos bairros habitacionais,

E Sussuraram… os sons do silêncio.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Crónica: Mais um degrau para o sonho (este difícil comó c****** de se subir)



Uma bátega de água caída quando fui passear o Suíco, precisamente quando ia entre o pavilhão de Santo António e um qualquer porto de abrigo da aldeia (incrível como entre estes dois pontos não há um qualquer beirado que nos proteja) fez-me apanhar um banho como creio que há décadas não me lembro de outro.

Chegado a casa, onde nem sequer as trouces se aproveitaram, vesti-me de gala para a noite que faltam 2 finais para o sonho, nem sequer sonhado, quanto mais querido.

Na antevisão da partida escrevi no meu mural de facebook:

Escrevo bem antes da 2a final que temos de vencer, caso queiramos ser Tricampeões, algo que não conseguimos há 39 anos e, claro que, o vosso Tio Sabi, no se acuerda.

Algo impensável porque:

1) Este treinador chegou neste ano à nossa casa (e vive-a como se fosse sempre a sua. Este Homem é BENFICA!)

2) Jogadores importantes não têm podido ajudar a equipa por lesões (Júlio César, Luisão); porque saíram atrás daquilo com que se compra Caviar (Lima, Cantinflas Tripeiro Traidor) ou porque foram displicentemente vendidos por tuta e meia e agora brilham noutras paragens (saudoso André Gomes).

3) Porque fizemos uma pré época nos States ultra desgastante, muito rentável mas que marcou uma má entrada na prova rainha, com os jogadores cansados e ainda com JetLag.

4) Porque brilhámos na Liga Milionária (estar entre as 8 melhores da Europa dá muito e não é para todos.) e ainda nos batemos na Taça CTT que o homem quer ganhar e bateu agora o destemido Braga.

5) Porque a "Barbie dos 300 da Chiclete" é que sabe de bola e este gajo não é treinador coisa nenhuma. Foi tudo feito por ele. Bem haja.



E eu, o vosso Tio Sabi, diz que: "Este Homem é o HOMEM! Lança os miúdos das camadas jovens (Renato Sanches, Nélson Semedo...); faz a transição entre o Seixal e a Catedral; dá extensão à visão estratégica do nosso grande presidente Luís Filipe Vieira; tem a habilidade de ler o jogo, mexer no jogo, fazê-lo mudar; tem um nível a falar... uma postura... uma coerência (por respeito ao adversário, nem sequer comento essas influências monetárias que querem que fale sobre. Nível!)
Para o Tio Sabi, ainda antes de saber se corre mesmo bem, digo-vos já que assinava já contigo um contrato que te blindava como o Fergusson teve com o Manchester.
És grande!


Agora... o Vingada é um Cavalheiro do nosso futebol, sabe muito e eu tenho um medo de ir à Madeira que nem vos conto!
Mas o BENFICA É GRANDE, É MAIOR E TODOS JUNTOS VAMOS CONSEGUIR!!!
BBEEEENNNNFFFIIICCCAAAAAAA SEMPRE!


Como este não é jogo para ver na televisão do Inácio, leia-se benesses da net, rumei direito à Velhaca (Snack Bar “O Adro”) onde sempre se pode beber o café e fumar o tal cigarrinho. Fiz-me lá pouco velho. Havia lá uns companheiros que certamente não deviam ter passado a tarde a trabalhar ou à braseira, e estavam tão bem dispostos que… não  deixavam um gajo concentrar-se, vá. Chamemos-lhe assim.  Depois havia lá meia dúzia de lagartos e eu dou-me mal com estes ambientes. Uns que sei que estão a torcer pelo nosso mal, não me parecem que sejam boa companhia. É que assim, parece que todo o mal que nos acontece, vem dali.


Vou-me ao meu Chocolate, pensei. Aquilo estava bem mais sossegado. Eram uns 5, todos a puxar para o meu lado e aquilo pareceu-me bem. Epá… mas à medida que o tempo se passava, a coisa ia ficando negra. O Benfica não se conseguia afirmar em campo, não conseguia fio de jogo, tinha poucas oportunidades de golo e o tempo ia passando mas o meu sofrimento, ouvindo os comentários daquelas bocas… era demais. Querem que vos tente descrever como aquilo se me afigurou? Quando eu era puto e a nossa televisão não valia uma bosta, ainda não existiam canais privados e o ecrã mágico era sempre mais do mesmo, vivi muito da televisão espanhola. Não havia noite que falhasse o “1,2,3”, que depois foi também transmitido em Portugal, que era muito bem apresentado por uma tia toda muito bem apessoada, chamada de Mayra Gómez Kemp. Esse concurso tinha uns concorrentes de bancada que ficavam apenas a sofrer porque sabiam qual era o conteúdo de cada envelope que os concorrentes principais iam rejeitando e iriam ganhar aquilo que ganhariam os concorrentes que iam a jogo. Ou seja, estavam ali apenas, como o jogo indica, para sofrerem. Assim me pareciam estes meus colegas de bancada. Tudo tão mal, tão mal que ao intervalo não disse nada a ninguém e marchei-me para casa.



Aqui chegado, o raio do Tv Inácio não me deixou ver a partida e “GOLO!” diz-me a Leonor. ‘”?
“Golo?!?!? Como é que sabes?”
E nem esperei que me dissesse como. Saí. É que a minha casa estava prestes a dar comigo em doido, naqueles 5 minutos que lá estive. Não consegui apanhar o jogo, apesar das minhas milhentas tentativas infrutíferas e as donas do montado estavam todas três já em modo “Marchas de Santo António”, em cânticos e ensaios e… saí!


Vou tentar o “Pau” (de canela)… mas estava fechado.


Pensei… hum.. casa não… Velhaca não… Pau não… voltei ao sítio do crime mas não sem antes ter batido o pé aos colegas respondendo ao “então?”, pela minha falta com um “mas que raio de benfiquismo é o vosso que é só mal, só mal, só mal, tudo mal quando a gente também vê que está tudo mal, porra! O BENFIQUISMO É SOFRER! É APLAUDIR MESMO NA FALTA, É PUXAR POR… SEMPRE!”


Calaram mais. Melhor assim.


Quanto ao jogo, voltando ao jogo. Em vez da chuva e do nevoeiro que eu temia, ainda era de dia e estava sol! Tudo bem só que o Benfica tardou muito a encontrar-se e foi preciso o meu Barba de Chibo espetar um pontapézorro para afastar os demónios. Assim é que se marcam golos! Rematando à baliza! Nem lhe perguntando por onde é que as quer.


De resto… um azar do catano!!!! Com duas bolas com selo de golo ao canto superior esquerdo da baliza e ao travessão (aquele bruxo de Alvalade vale mesmo o dinheiro!) e uma arbitragem de… de… eles não podem falar mas eu posso… de cócó!


Tomemos um caso para não se extrapolar ainda mais. Um penálti claríssimo sobre o Renato Sanches e o miúdo foi castigado com um amarelo por ter fingido. Fábio Veríssimo é um extraordinário árbitro. Só é pena é a mãezinha dele ter nascido. Eu só me pergunto por quem? O colinho será isto?


Depois houve uma entrada um pouco descabida mas o miúdo é… miúdo e meteu-se a jeito. Segundo amarelo e Benfica com menos 1 jogador com 37 minutos de jogo. Isto está bonito, está. E ainda falta tanto.


Mas nós temos 2 bons avançados. Mr. Barba de Chibo e Jimenez são homens de área, possantes e que nada temem. Longe vai aquela arara do Cardozo que só sabia rematar, bater livres e penálties. Mas quem valeu foi o minino que andava de favela em favela a apanhar comida no lixo e do qual sempre invejo os penteados e a pêra. Bebé talisca bateu o livre da segurança com a firmeza que só ele sabe. Certeiro. Indefensável. Parecendo que a bola tinha olhinhos. Bom.



De resto, eles foram sempre iguais a eles próprios e nem os tremates desferidos, nem o enorme tempo de posse de bola fazem justiça áquilo que realmente passou. E o que se passou, foi que o Benfica ganhou!


Agora, prá semana, nada de cabelos pintados (por favor!), respeito pelo adversário, humildade, esforço e crença. Ainda nada está ganho. E ademais, eu não curto nada este Manuel Machado! Parece o Ranulfo do Walt Disney. A única coisa fixe é que detesta o Jasus. É mesmo comá mim.





Ao domingo… TODOS À CATEDRAL!!!  Mesmo os que não conseguiram arranjar bilhete! Estamos lá em espírito.


Rapaziada, se não ganharmos… vai pra eles! Atenção!


BBBEEEEENNNNNFFFFFFIIIICCCCAAAAA SSSEMMMMMMMPPPPRRRREEEE

sábado, 30 de abril de 2016

Benfica: 1 (apenas) – Guimarães: zero (0)



Foi um jogo absolutamente... desconcertante e de um sofrimento angustiante e prolongado.

O Benfica levou 45 minutos a encontrar-se e não jogou peva. Vi a 1ª parte na minha amiga Estrela algarvia Velhaca, leia-se Snack Bar “O Adro” e, ao final da 1ª parte, vi-me obrigado a sair. Estava a começar a faltar-me o ar. Quando para lá fui, saí para a comunhão da festa entre sofredores e não resultou.

Sofreria o resto em casa, que um gajo é pobre para dar dinheiro a ganhar aos manos Oliveira para ver a bola (esse tempo de vacas gordas do pré-Troika já lá vai), mas para ver em casa o meu Benfica (e o Leicester do Ranieri a fazer história e a conquistar o 1º título inglês) por 9 euros por mês, ainda dá!

Como marcar se eles não estavam a jogar um chavelho?!?!?

É certo que o Guimarães estava muito arrumadinho mas, que me lembre, fizemos um remate digno desse nome, com o intuito de fazer golo, na 1ª parte. Já em casa, logo a abrir a 2ª metade, um passe teleguiado do mago, agora muito em baixo, Nico Gaitán, foi encontrar o cada vez mais belíssimo Jardel, numa jogada certamente muito estudada nos treinos e que fez morrer o esférico no centro dos cornos da baliza vimaranense.



Eu disse belíssimo Jardel? Dasssssssssssssssssss e aquele passe de enterra-o todo que isolou um na cara do nosso guardião e marcou a minha forma de ver o desafio e ia marcando o resultado?

Valeu São André Almeida que safou a baliza por duas vezes, toda escancarada.

Um bacano nas bancadas, rezava e pressionava-se a pedir a benção para os meus. Como se os outros não fossem católicos também… E como se Deus não tivesse mais nada com que se preocupar.

Muita pressão no final, muito sofrimento e eu pensava que estava curado disto.

Há fatos indesmentíveis e contra esses não há argumentos:
- Depois de hoje, a 2 jornadas do final da 1ª Liga, o meu Benfica tem cinco pontos de avanço, 5! sobre o Szborten, que vai jogar amanhã jogar no Estádio do Dragão frente ao F.C. Porto. How interesting…

Dizia a Barbie dos 300 que quem é que tinha de olhar para cima? Boneca...

E a boa da carteira que não me foi lá levar ao serviço, a camisola do Porto que me queria emprestar para eu poder vestir amanhã.

Ainda bem porque acho que não era capaz…

Malta… o mais saboroso está quase…

Amanhã vamos ver os touros de palanque ;)