Já com o meu comentário com a nova foto de perfil do facebook desta manhã (Third brain eye selfie with emplastro aka Leonor Sobreiro). Agora é correrem para as gravações automáticas porque vale mesmo a pena. Quem é amigo, quem é?
sábado, 15 de março de 2014
Rita em Alta Definição
Já com o meu comentário com a nova foto de perfil do facebook desta manhã (Third brain eye selfie with emplastro aka Leonor Sobreiro). Agora é correrem para as gravações automáticas porque vale mesmo a pena. Quem é amigo, quem é?
sexta-feira, 14 de março de 2014
Respiros de Portugal (de alívio e renascimento)
Visionei
(boquiaberto) as duas reportagens seguidas no jornal da noite e pesquisei no
site da SIC para as replicar aqui no blogue. Contudo, cedo percebi que o bom do
Balsemão tem andado a dormir na formatura e tem perdido a oportunidade de ter
um site moderno, acessível, onde seja fácil ir buscar os trabalhos da sua
estação para os divulgar, dando-lhe prestígio e retorno publicitário.
A
farfetch, uma impressionante cadeia de roupa de luxo
online tem lojas que se estendem por 3 continentes e tem uma estrutura que
parece impossível de tão bem criada e oleada. Nem parece que estamos a falar de
Portugal. Só pensava: mas isto é mesmo cá?
A
alegria de descobrir esta realidade, o que só por si já chegava para me fazer passar
bem a noite, foi potenciada por ainda conhecer Ayres Gonçalo, um alfaiate à moda
antiga benzido em Saville Row. Bonito, elegante, organizado, empreendedor,
inteligente, dá gosto de ver. Tal como ele, também eu sou neto de um alfaiate
mas a vocação falou menos alto em mim. Tive especial pena disto quando comentou
quando cobra por cada fato.
Dois
gritos de revolta e esperança.(em nós, em Portugal e no futuro).
Flying over London (and droping 3 bombs)
Esta
noite, os cânticos que embalaram o sonho e ecoaram noite fora na capital do
berço do futebol não foram os dos adeptos locais. O Benfica levou Portugal a
White Hart Lane e fez vibrar os corações vermelhões numa noite de glória
europeia ao mais alto nível. Foi um jogo muito bem disputado mas controlado à
distância por nós, visitantes, que esperámos que acontecessem rasgos de génio como
os do mágico Ruben Amorim (Deco já lá vai há muuuito para continuar a manter o
cognome) que isolou um Rodrigo Matador; outro que descobriu o gigante careca ao
primeiro poste para cabecear sozinho e para finalizar, uma bomba deste deslumbrante
ao cair do pano e assim assinar uma exibição de luxo. Luisão Capitão a encher o
campo todo.
Foi
uma noite linda e inesquecível de futebol impecável e clubismo. O menos? Tem
sempre de haver o menos. O menos foi o palerma do Jorge Jesus que pode saber muito
de bola mas que caga o pano rendado de nódoas cada vez que se quer armar aos
cagados (assim mesmo escrito. Sem gralha). A sete jornadas do fim, com sete
pontos de avanço dos mais diretos adversários e com 9 inacreditáveis pontos
acima dos eternos rivais nortenhos, continuou a insistir que o que lhe interessava
era o campeonato. Sensatez, dirão alguns. Burrice digo eu. Bem balanceados
(mesmo antes deste alegre desfecho de hoje) no campeonato interno, lutando pelo
bom nome e pela glória europeia numa prova maior (suplantada apenas pela
Champions) que disputou no ano passado até perder injustamente na final para o
Chelsea, continuou a comentar a viva voz o embate de hoje dizendo que a sua
prioridade era o campeonato. Como se nós não soubéssemos. O Vieira já tinha era
ganho juízo se o tivesse levado ao Jumbo de Alfragide e lhe tivesse comprado
uns patins em linha há umas duas boas épocas atrás. Palerma. Pa-ler-ma (lido em
alto, de-va-ga-ri-nho. Sílaba por sílaba).
O
ponto alto da noite, ou baixo, foi quando se foi meteu com o treinador londrino
Tim Sherwood, fazendo-lhe o sinal de 3 golos que já tinha no papo. O homem até
pode dizer que não, que foi uma desculpa esfarrapada qualquer como a que deu nesta
imagem do gesto que fez ao Manuel Machado mas eu não me acredito. O maluco está
doido e nisto tem de se ser como a mulher de César: mais vale parecê-lo (séria)
que sê-lo. Se tinha alguma coisa para dizer para o campo ou a alguém, tinha de
evitar as duplas interpretações. Tinha de pugnar por ser claro e expressivo.
Teria de conseguir evitar rebaldarias como a que se gerou quando um treinador que
está condenado se viu provocado pelo gesto que considerou ofensivo. Até o bom
do Raul José andou metido na baila e tudo serenou a muito custo.
Noite
de glória mas para mim… já ias arrumando a trouxa e metendo óleo no carrinho de
rolamentos pra bazar. Eu, ia buscar o puto Marco Silva. Neste blogue que de vez
em quando também opina sobre futebol, disse aqui e há-de estar algures nos
arquivos que da época passada havia dois nomes a registar pelas carreiras que
tinham desempenhado: o dele e o de Paulo Fonseca. O papa do norte apanhou logo
o de Paços de Ferreira porque estava ali mesmo à mão. Não resultou. Saiu-lhe o
pombo mocho. Acontece. Adivinhem de quem é que ele vai agora atrás? Vai uma
apostinha? Deixou-o estar para ver se nos conseguia fazer frente no fim de
semana passado. Como foi trucidado, veremos agora no que dá. Se assim for, vou
mudar o nome deste blogue para “ORÁCULO DO SABINNI” e passar a dar autógrafos
às segundas, quartas e sextas.
Hoje
vou ressonar com british accent. Sincerely, my dear… I
don’t give a damn!
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| Ao Manel foi assim... |
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| Aqui foi: já mameste treis goles! Treis! |
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| Be careful, boy! You're in my country. Behave... |
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| Well done boys. Keep on trying! |
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| - Pxxxxxxxxxttt, ó monsieur! Chegate aqui ó fachavor! - Are you talking to me? Did you show me three fingers like this? |
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| - Yes, but theris no probléme! Don't chateate yourselfe, man - GGGGGGGGGGGRRRRRRRR |
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| - Ai you are lingrinhas, hei? Don't viraste, pá! Viraste for me que nã tenho fear de ti |
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| - You said three for me with your fingers. You were trying to be funny. You wanted to put me down. Me and my team. I understood you. |
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| Don't ever do that again! I'm warning you! |
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| - Come on boys! Give it all now! Try your best till the end. - Deixa-me cá mas é tirar mais uma chiclete e ir curtir a vitória pra Lisboa queste man já me está cá a amolar. O raio dos bifes. |
terça-feira, 11 de março de 2014
Aquilo que nós não fizemos (e o que fizemos, naquela noite...)
A
música foi-me dada a conhecer pelas manhãs da Comercial com a melhor
apresentação que poderia ter tido. Disseram que o voltar “para os braços da
minha mãe” do Abrunhosa está para os portugueses que emigraram, como esta
música está para os que cá ficaram. Melhor introdução era impossível.
Arrebatou-me
à primeira vez. De um poder lírico brutal, tem uma melodia que fica, com palavras
que martelam mesmo depois de se deixarem de ouvir. Ficam aos gritos na cabeça.
Todas encaixadas no seu sítio, como se fossem um quebra-cabeça.
«Eu não quero
pagar por aquilo que eu não fiz, não me fazem ver que a luta é pelo meu país.
Eu não quero pagar depois de tudo o que dei, não me fazem ver que fui eu que
errei»
Tenho
uma relação muito próxima com o Tiago Bettencourt. Só que ele não sabe. Acompanho-o
desde os Toranja, segui-o com os Mantha e acompanho-o sempre a solo. Tem-me
falado imensas vezes ao ouvido e ao coração. Fá-lo pelos phones, mas tem-lo feito
com muita frequência. Consegue dizer as coisas como mais ninguém na sua
geração. Canta o hino do engate do Variações com muito mais sentimento que o
génio que o criou. O Tiago é especial e disse-lho numa das últimas vezes que
estive em Lisboa para uma consulta de rotina em São José. Há coisa de escassos
meses cruzei-me com ele no Vasco da Gama e abordei-o. Cheguei-me junto e
disse-lhe: “Tiago, tenho seguido o teu percurso e quero felicitar-te por este
trabalho a solo acústico que está portentoso. Fazes falta à música portuguesa.”
Ele sorriu e ficou assim sem jeito, por não dever ser muito habitual este tipo
de aproximação dos fãs. Como o seu público é mais maduro, não deve ser alvo de
gritos e histerias mas fotos e exposição facebookiana devem ser do mais usual.
Se ele ficou sem jeito, a minha filha Leonor que assistiu a tudo, ainda agora não
deve conseguir explicar bem o que se passou realmente.
Em
breves minutos, recordei-o da outra vez que tínhamos estado juntos, em Marvão
depois de um concerto fantástico dos Toranja. Lembrei-lhe dos copos que
tínhamos bebido juntos no bar do Manel Ventura e da conversa animada que meteu
noite dentro. Ele disse que sim, que tinha uma vaga ideia do sítio que era
lindo demais. Que se recorda de uma noite muito agradável.
Ainda
bem, disse-lhe eu. Ainda bem que não era só eu a ter essa sensação. E
despedi-me dele, pedindo-lhe que continuasse sempre a dar voz à nossa geração.
Ele cumpriu. Como fez agora. Obrigado, Tiago.
Eu
sabia que elas existiam. E sabia nos discos rígidos onde estavam. Procurei,
procurei e descobri que foi há 10 anos. Há 10 anos! Em 2004. Tempos incríveis e
memórias fantásticas. Um grupo de peso, com o Janeca que há tempos partiu desta
vida de vez. Fica a saudade. O fotógrafo de serviço explica o ar bem disposto dos
modelos. A máquina digital era uma novidade e o fotógrafo circunstancial estava
etilicamente assim para o bem disposto. Por mais que lhe dissesse que tinha o
dedo à frente do flash, o bom do Zé Pop insistia no ângulo. Daí estarmos todos
a rir tanto. A teimosia dele era o isco perfeito. Lembro-me disso
perfeitamente. Como me lembrava das fotos. Como me lembro daquele tempo. Que já
não volta mais.
sexta-feira, 7 de março de 2014
Algo está podre no reino da Dinamarca
Um
país extraordinário.
É
um país verdadeiramente extraordinário, este.
Um
país em que os polícias decidiram manifestar-se frente à Assembleia da Republica
precisamente à hora das notícias para o país poder assistir em direto, num espectáculo
lindo de se ver. Os polícias a brincarem aos manifestantes. Uns de lenço na
cara, outros de capuchos e óculos escuros, a mandarem bitaites contra esta
ordem, esta máfia dos governantes que lhes “faltam ao respeito todos os dias!”
Então não é que aquela rapaziada agora com os cortes levam menos 200 euros para
casa ao fim do mês!?! E não é que são só eles os afectados?!? Por causa dessa
merda, vá lá mais uma garrafa de água ao ar e tudo a gritar em coro “polícia uni-da, ja-mais se-rá ven-ci-da”
numa variante da Abrilada exclusiva das forças de segurança que isso de ser o
povo a estar unido já está démodé. “In-va-são!
In-va-são!” gritavam eles e eu estava a acompanhar aquilo como quem vê um
jogo de futebol da distrital, a ver o escarcéu que dava. “Mas invadiam o quê?”,
pensava eu. “E chegados lá dentro? Começariam a zurzir nas bancadas?” Claro que
era só a ameaça porque lá dentro, estavam os “cães de guarda” leia-se tropa de
choque, que entrariam a doer mas claro que nunca o fariam porque isto estava
tudo mais que combinado.
O
jornalista Pedro Freitas, geralmente remetido para a cobertura desportiva menor
fez um direto absolutamente memorável que fez justiça ao momento. Disse o rapaz
a dada altura que “se estes agentes estivessem de folga, também estariam aqui”
e o caricato atinge com isto o cume. Não satisfeito, rematou com grande
brilhantismo: “sentimos que a comunicação social não é bem vinda aqui” e que “os
olhares reagem às câmaras.” Reparem na profundidade do raciocínio. As forças da
autoridade, ou melhor, a polícia (porque eu também sou uma da autoridade só que
é tributária e não me escudo nisso para me fazer ouvir) marca uma manifestação
à hora dos telejornais e não quer câmaras a filmar! Faz sentido, não faz? Não
querem câmaras a filmarem de perto as caras porque quem tem cú tem medo e o
Miguel Macedo disse que lhes meteria as cabras no curral se se esticassem, que
a cama não é de casal. Câmaras fotográficas vi eu a tudo captarem e até imagino
os facebooks a rodarem.
Num
dia em que as notícias não tiveram mais mundo e mais país e se limitaram a dar
um bocadinho de Ucrânia e o tempo para amanhã, até a Clarinha esteve em grande
rematando que o que “queriam era dizer ao governo que estão descontentes com a
situação”. Bela maneira de mostrar o descontentamento, digo eu. Em Novembro eram
cerca de 10.000 e hoje passavam dos 15.000. Uma bola que cresce e… não se sabe
onde vai parar. Separador: Forças de segurança pedem demissão do governo.
Pergunto eu: e se for um outro governo que o mais certo é ser socialista, as coisas
mudam? Será que o Tó Zé Seguro tem a chave para abrir a caixa de Pandora e
meter tudo na linha ou será que é mais do mesmo e chama meia dúzia de lacaios
da era Sócratica para fazer voltar tudo atrás como ele agora diz que quer?
Voltam os tribunais, os centros de saúde e volta tudo à estaca zero para
baralhar e voltar a dar de novo. Mais do mesmo… Estes não servem e quem virá a
seguir? E o que já pagámos? Volta a acumular?
Pois
eu digo a minha análise àquilo de hoje: uma manifestação fascista da nossa
pequenez! Os que costumam andar armados e de cacete no cinturão pavonearam-se à
frente dos pares que foram permissivos e perdulários. Uma vergonha! A polícia
deu aos manifestantes 5 minutos para dispersarem e se afastarem das escadarias.
E eles? Esticaram mais um bocadinho a corda para ver se rompia. Claro que não
rompia porque eram pares. “ó primo, olha aí que se não te desvias arrumo-te uma
cacetada no lombo!”
“Tás
a reinar? Não sejas ruim que eu amanhã limpo-te à lerpa, ouviste? Não brinques
em serviço!”
A
brincar às manifestações. Quando se fossem outros… era de alto, a baixo!
Passados os tais 5 minutos, não queria nem ver…
Como
eram 12.000 certos “contra” mil, a Assunção lá teve de fazer horas extra e
beber um uísquinho com o representante. Imagino-os a verem as imagens, eles e o
mundo todo onde hão-de rodar estas cenas terceiro mundistas à la Venezuela, de
polícias contra polícias…
“Imagens
históricas” catalogou o nosso grande Pedro Freitas. “E agora a força de
segurança faz mais uma carga aos manifestantes que voltaram a subir a escadaria
e… bem, isto não é bem uma carga…. é… assim mais um cordão… um cordão à volta
dos manifestantes.”
Entrevistou
uma senhora de idade que, pasme-se, estava ali “apenas” a assistir, no meio do
olho do furacão, com aquela curiosidade atroz típica dos carros que reduzem na
estrada para vislumbrarem os mortos encarcerados! “A senhora arrisca muito a estar
aqui. Não tem medo?”
“Eu
estou solidária. Eles estão muito mal pagos. Eu compreendo.”
Um
país a brincar. É o que isto é. Um país a brincar. Um país de brincadeirinha.
Um país de Carnaval. O tio Cavaco tirou a terça-feira mas isto tem desfiles até
nas notícias.
A
minha cunhada Lina é PSP.O meu amigo João Abelho é PSP. Mas as dificuldades que
eles atravessam com a crise são as mesmas que sente o Pedro, cunhado e amigo
que trabalha nas finanças, ou as que sofre a Cristina que trabalha no Turismo. A
crise chega a todos. Esta fatura milionária de uma dívida que não criámos mas
que temos de pagar chega a todos. E todos a temos de tentar suprir. Todos os
que trabalham têm de dar para este peditório incompreensível porque as sangrias
como as de algumas parcerias publico-privadas continuam a sugar mundos e
fundos. Os Sobreiros também se vão abastecer nas grandes superfícies para o mês
e têm de saber aproveitar as promoções e os descontos porque os volumes de
leite de uma dúzia de pacotes chegam a ser aos 7 e aos 8 de cada vez. Um filho
é um investimento caríssimo e percebo os que apenas sonham com eles. Mas fazem
tudo valer a pena e acreditem que valem bem mais que um carro ou uma casa.
Mas…
ser uma força de segurança não é usar os mecanismos que se tem ao alcance para
fazer valer os direitos que se pensam ter.
Como
vinham as novelas ao ar, o assunto passou para a Sic Notícias sempre na
contingência de poder regressar ao palco principal se tal justificasse. Eu
sabia que não se justificaria, como não se justificou.
Algo
está podre no reino da Dinamarca?
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
A unificação das Coreias

Assisti
ao vídeo do fim do reencontro de famílias das duas coreias 60 anos depois, durante o almoço, enquanto via às notícias no telefone. O pivot da SIC Bento Rodrigues
preparou os espetadores que “as imagens podem impressionar”. E impressionaram.
Impressionaram e fizeram-me perguntar como é possível neste século XXI assistir
e permitir-se tanta dor por… uma causa política.
A
segunda guerra mundial é um marco naquela região muito influenciada pelo
colonialismo da China e do Japão. Após este grande conflito global, a Coreia
ficou um país dividido ao meio como se fosse uma laranja. No sul, sob
influência americana, instituiu-se uma república de democracia capitalista multipartidária,
ou seja, o lado comestível. O lado podre ficou no norte com um modelo rígido do
sistema socialista, que de socialista não tem nada e tem sido gerido com mão de
ferro pela dinastia dos Kim(s) (Il-Sung, Jong-Il, e agora o cara de anormal Jong-Un)
que controla totalmente o país, faz dele uma das nações mais fechadas e perigosas
do mundo, recheada de um manancial bélico impressionante que contrasta com um
país onde falta quase tudo, dos bens à liberdade de expressão e pensamento.
Num
mundo imaginado por mim, este tipo de cenas não seriam permitidas porque as
Nações Unidas, o grupo dos países democráticos organizados interviria de pronto
e não deixaria que tal acontecesse. Sempre que os direitos humanos fossem
atropelados, esse grupo teria uma palavra, ou muitas palavras a dizer.
Agora,
o Sul sorteou quem ia ao Norte reencontrar a família porque tinham de ser seleccionados
e o Norte, como é habitual, escolheu quem queria. Mas o que aconteceu foi um
milagre histórico de homens e mulheres, que viveram toda a sua vida com a mágoa
de terem uma fronteira ideológica a separá-los de quem amavam, poderem mitigar essa saudade num encontro
especial. Efémero, curto que hoje acabou mas aconteceu.
Memórias
que foram trocadas, lágrimas que foram partilhadas, histórias transmitidas.
Emoções a correrem contra relógio. E uma saudade imensa que já se respirava
antes de acontecer a separação.
O
mundo é um sítio belo. Muito belo. São os homens, o animal cujo domínio da
inteligência (?) o torna o mais perigoso de todos os que pisam o solo que o
estraga.
Como
seriam aquelas vidas se tivessem vivido em paz, unidos?
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