Ora até eu, que nunca tive o grato prazer de conhecer o Artista, mas já ouvi dele falar inúmeras vezes ao seu avó, o meu querido Amigo Manuel Dias cá de Santo António das Areias, infelizmente já desaparecido há cerca de 2 anos; ouvi a notícia com o maior orgulho e vaidade.
Ora Vhils, o nome artístico de Alexandre Farto, que começou no graffiti, a pintar muros, comboios e a fugir das Autoridades para não ser apanhado; que mais tarde evoluiu para outras formas da sua arte como a transformação/perfuração/manuseamento das paredes de edifícios das cidades que passaram a aludir a individualidades, locais ou momentos; e vídeos musicais, como a colaboração com os U2; foi convidado para ser o autor do retrato oficial do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, naquele que o próprio considerou como a decisão mais louca dos seus dois mandatos, de 10 anos à frente da Presidência.
E se ele teve histórias rocambolescas!, e lembro só a talho de foice, as gêmeas brasileiras abençoadas pelo filhote, o total à vontade nas interações com o povão, para não falar nos parágrafos da PGR que mandaram abaixo governos, cujos mandantes já reencontrou à frente da nossa Europa.
Pegando na ligação da figura do nosso mais alto magistrado da nação à imprensa escrita, e ao universo Balsemão, enquanto co-fundador do Expresso e da Democracia portuguesa; Vhills conseguiu criar um retrato que unindo retalhos de atualidade, recriam os traços que dão forma ao seu rosto.
A informação do Museu da Presidência, que passou a contar com um retrato da sua autoria, desde hoje na Galeria dos Retratos, indica que "Vhils iniciou o seu percurso no graffiti ainda na adolescência, desenvolvendo uma linguagem própria marcada por técnicas diferenciadas e pela intervenção direta sobre os materiais. Com obras espalhadas por várias cidades do mundo, é, hoje, uma referência internacional da arte contemporânea portuguesa.
A Galeria dos Retratos dos Presidentes da República recebe mais uma obra que testemunha o contexto cultural em que foi criada, enriquecendo o património artístico da Presidência da República. Assim, a abordagem contemporânea de Vhils dialoga com a tradição da Galeria, onde diferentes gerações de artistas interpretam a figura do Chefe do Estado segundo a linguagem do seu tempo.
A partir desta quarta-feira, 4 de março, visite a Galeria dos Retratos no Museu, e descubra os retratos que fazem parte da história da arte e da República Portuguesa, conhecendo o retrato oficial de Marcelo Rebelo de Sousa e saiba mais sobre o seu autor, Alexandre Farto."
Ora eu, o vosso Tio Sabi, que sempre votei no sagaz Tio Marcelo dos comentários da 📺, e ajudei a meter lá o Tó Zézinho agora, concordo, não na totalidade, mas em grande parte, neste passo frente à inovação, e no quebrar conceitos e barreiras.
Basta comparar com o retrato do Cavacão que o antecedeu, que mais parece ter saído da aristocracia francesa do Rei Sol, e não de quem é natural de Boliqueime, para se ver que é realmente inusitado.
É realmente uma pena quando nos morrem as pessoas de quem gostamos tanto. Passa o tempo. Vemos que vamos avançando nós face ao final, mas o que eu gostava mesmo, mesmo, mas assim mesmo de verdade, era de ver o Amigo Manuel e lhe dar um grande abração de Parabéns que o haveria de deixar tão feliz.
Eu, a ti, craque, rapagão, no dia em que tiver o prazer de te conhecer, se vier a acontecer, hei-de-te dar um abraço antes de me apresentar, para depois te dizer que vai por quem tão bem dele me falou, até ao ponto de me oferecer um livro sobre ti





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