domingo, 29 de março de 2026

A Paixão... no Domingo de Ramos










O Domingo de Ramos, que os cristãos celebramos no dia de hoje, é o "portal de entrada" para a Semana Santa, que marca o fim da Quaresma e o início da semana mais importante do nosso calendário cristão.

Nela, destacam-se o Tríduo Pascal, período de três dias que constitui o centro da fé cristã, celebrando a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo; que começa na tarde de Quinta-feira Santa (Missa da Ceia do Senhor) e termina no Domingo de Páscoa, focando na instituição da Eucaristia, sacrifício na cruz e vitória sobre a morte. 

Este domingo de hoje, tão cheio de simbolismo, celebra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, quando já teria à volta de 30 anos, montado num burrinho (símbolo de humildade e paz), quando foi recebido por uma multidão que espalhava ramos de oliveira e palmeiras pelo chão, gritando "Hosana!".

Na nossa terra, foi marcado por uma cerimónia no Jardim do Largo Ricardo Vaz Monteiro, e uma pequena procissão até à nossa igreja.

Já há alguns anos a esta parte, tenho tido 
a enorme honra de ser convidado pelo meu querido Amigo Padre Marcelino a, com ele, e o meu querido Professor João Tavares, uma figura absolutamente tutelar na minha vida cristã, porque casou os meus pais, e me batizou a mim, no dia 19 de outubro de 1973, na Igreja da Beirã; ser o narrador do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 26,14 - 27), que retrata a Morte e Paixão de Cristo. 

Neste ano até não foi combinado, e surgiu de uma forma algo inusitada, tendo surgido a hipótese na eucaristia, e tendo-me juntando então aos outros dois leitores.

Nessa medida, agradeço muito à minha amiga Teresa Fernandes, dos Alvarrões, que também se voluntariou, quando já ia a caminho do altar, e, muito amistosamente, me deixou dar continuidade ao propósito. 

Agradeço também muito à minha filha Alice por ter feito o favor de captar o momento para todo o sempre... 🥹




 Leitura do Evangelho_ligacão: 


EVANGELHO - Mt 26,14 - 27,66

(Narrador - eu) Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

N Naquele tempo, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes e disse-lhes:

R (Outras vozes - Prof. João de Deus)«Que estais dispostos a dar-me para vos entregar Jesus?»

N Eles garantiram-lhe trinta moedas de prata.
E a partir de então, Judas procurava uma oportunidade para O entregar.
No primeiro dia dos Ázimos, os discípulos foram ter com Jesus e perguntaram-Lhe:

R «Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?»

N Ele respondeu:

Jesus (Padre Marcelino) «Ide à cidade, a casa de tal pessoa, e dizei-lhe: 'O Mestre manda dizer:
O meu tempo está próximo. É em tua casa que eu quero celebrar a Páscoa com os meus discípulos'».

N Os discípulos fizeram como Jesus lhes tinha mandado, e prepararam a Páscoa.

N Ao cair da noite, sentou-Se à mesa com os Doze. Enquanto comiam, declarou:

J «Em verdade vos digo: Um de vós há-de entregar-Me».

N Profundamente entristecidos,
começou cada um a perguntar-Lhe:

R «Serei eu, Senhor?»

N Jesus respondeu:

J «Aquele que meteu comigo a mão no prato é que há-de entregar-Me.
O Filho do homem vai partir, como está escrito acerca d'Ele.
Mas ai daquele por quem o Filho do homem vai ser entregue! Melhor seria para esse homem não ter nascido».

N Judas, que O ia entregar, tomou a palavra e perguntou:

R «Serei eu, Mestre?»

N Respondeu Jesus:

J «Tu o disseste».

N Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e deu-o aos discípulos, dizendo:

J «Tomai e comei: Isto é o meu Corpo».

N Tomou em seguida um cálice, deu graças e entregou-lho, dizendo:

J «Bebei dele todos, porque este é o meu Sangue, o Sangue da aliança, derramado pela multidão, para remissão dos pecados.
Eu vos digo que não beberei mais deste fruto da videira, até ao dia em que beberei convosco o vinho novo no reino de meu Pai».

N Cantaram os salmos e seguiram para o Monte das Oliveiras.

N Então, Jesus disse-lhes:

J «Todos vós, esta noite, vos escandalizareis por minha causa,
como está escrito: 'Ferirei o pastor e dispersar-se-ão as ovelhas do rebanho'.
Mas, depois de ressuscitar, preceder-vos-ei a caminho da Galileia».

N Pedro interveio, dizendo:

R «Ainda que todos se escandalizem por tua causa, eu não me escandalizarei».

N Jesus respondeu-lhe:

J «Em verdade te digo: Esta mesma noite, antes do galo cantar, Me negarás três vezes».

N Pedro disse-lhe:

R «Ainda que tenha de morrer contigo, não Te negarei».

N E o mesmo disseram todos os discípulos.

N Então, Jesus chegou com eles a uma propriedade, chamada Getsémani e disse aos discípulos:

J «Ficai aqui, enquanto Eu vou além orar».

N E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-Se e a angustiar-Se.

Disse-lhes então:

J «A minha alma está numa tristeza de morte. Ficai aqui e vigiai comigo».

N E adiantando-Se um pouco mais, caiu com o rosto por terra enquanto orava e dizia:

J «Meu Pai, se é possível, passe de Mim este cálice. Todavia, não se faça como Eu quero, mas como Tu queres».

N Depois, foi ter com os discípulos,
encontrou-os a dormir e disse a Pedro:

J «Nem sequer pudestes vigiar uma hora comigo! Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca».

N De novo Se afastou, pela Segunda vez, e orou, dizendo:

J «Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que Eu o beba, faça-se a tua vontade».

N Voltou novamente e encontrou-os a dormir, pois os seus olhos estavam pesados de sono.

Deixou-os e foi de novo orar, pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras.
Veio então ao encontro dos discípulos e disse-lhes:

J «Dormi agora e descansai.

Chegou a hora em que o Filho do homem
vai ser entregue às mãos dos pecadores.
Levantai-vos, vamos.
Aproxima-se aquele que Me vai entregar».

N Ainda Jesus estava a falar,
quando chegou Judas, um dos Doze,
e com ele uma grande multidão, com espadas e varapaus, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo.
O traidor tinha-lhes dado este sinal:

R «Aquele que eu beijar, é esse mesmo. Prendei-O».

N Aproximou-se imediatamente de Jesus e disse-Lhe:

R «Salve, Mestre!».

N E beijou-O.

Jesus respondeu-lhe:

J «Amigo, a que vieste?».

N Então avançaram, deitaram as mãos a Jesus e prenderam-n'O.

Um dos que estavam com Jesus levou a mão à espada, desembainhou-a e feriu um servo do sumo sacerdote, cortando-lhe uma orelha.

Jesus disse-lhe:

J «Mete a tua espada na bainha,
pois todos os que puxarem da espada morrerão à espada.

Pensas que não posso rogar a meu Pai
que ponha já ao meu dispor mais de doze legiões de Anjos?

Mas como se cumpririam as Escrituras,
segundo as quais assim tem de acontecer?».

N Voltando-Se depois para a multidão, Jesus disse:

J «Viestes com espadas e varapaus para Me prender como se fosse um salteador!
Eu estava todos os dias sentado no templo a ensinar e não Me prendestes...
Mas, tudo isto aconteceu para se cumprirem as Escrituras das profetas».

N Então todos os discípulos O abandonaram e fugiram.

N Os que tinham prendido Jesus levaram-n'O à presença do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos se tinham reunido. Pedro foi-O seguindo de longe, até ao palácio do sumo sacerdote.
Aproximando-se, entrou e sentou-se com os guardas, para ver como acabaria tudo aquilo. Entretanto, os príncipes dos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam um testemunho falso contra Jesus
para O condenarem à morte, mas não o encontravam, embora se tivessem apresentado muitas testemunhas falsas.
Por fim, apresentaram-se duas que disseram:

R «Este homem afirmou:
'Posso destruir o templo de Deus
e reconstruí-lo em três dias'».

N Então, o sumo sacerdote levantou-se e disse a Jesus:

R «Não respondes nada?
Que dizes ao que depõem contra Ti?»

N Mas Jesus continuava calado.

Disse-Lhe o sumo sacerdote:

«Eu Te conjuro pelo Deus vivo,
que nos declares se és Tu o Messias, o Filho de Deus».

N Jesus respondeu-lhe:

J «Tu o disseste.

E Eu digo-vos:
vereis o Filho do homem
sentado à direita do Todo-poderoso,
vindo sobre as nuvens do céu».

N Então, o sumo sacerdote rasgou as vestes, dizendo:
R «Blasfemou.
Que necessidade temos de mais testemunhas?
Acabais de ouvir a blasfémia. Que vos parece?»

N Eles responderam:

R «É réu de morte».

N Cuspiram-Lhe então no rosto e deram-Lhe punhadas.
Outros esbofeteavam-n'O, dizendo:

R «Adivinha, Messias: quem foi que Te bateu?»

N Entretanto, Pedro estava sentado no pátio.

Uma criada aproximou-se dele e disse-lhe:

R «Tu também estavas com Jesus, o galileu».

N Mas ele negou diante de todos, dizendo:

R «Não sei o que dizes».

N Dirigindo-se para a porta, foi visto por outra criada que disse aos circunstantes

R «Este homem estava com Jesus de Nazaré».

N E, de novo, ele negou com juramento:

R «Não conheço tal homem».

N Pouco depois, aproximaram-se os que ali estavam. e disseram a Pedro:

R «Com certeza tu és deles, pois até a fala te denuncia».

N Começou então a dizer imprecações e a jurar:

R «Não conheço tal homem».

N E, imediatamente, um galo cantou.

Então, Pedro lembrou-se das palavras que Jesus dissera:

«Antes do galo cantar, tu Me negarás três vezes».

E, saindo, chorou amargamente.

Ao romper da manhã, todos os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo
se reuniram em conselho contra Jesus,
para Lhe darem a morte.
Depois de Lhe atarem as mãos, levaram-n'O e entregaram-n'O ao governador Pilatos.

Então Judas, que entregara Jesus,
vendo que Ele tinha sido condenado,
tocado pelo remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, dizendo:

R «Pequei, entregando sangue inocente».

N Mas eles replicaram:

R «Que nos importa? É lá contigo».

N Então, arremessou as moedas para o santuário, saiu dali e foi-se enforcar.

Mas os príncipes dos sacerdotes apanharam as moedas e disseram:

R «Não se podem lançar no tesouro,
porque são preço de sangue».

N E, depois de terem deliberado,
compraram com elas o Campo do Oleiro.
Por este motivo se tem chamado àquele campo até ao dia de hoje, «Campo de Sangue».

Cumpriu-se então o que fora dito pelo profeta: «Tomaram trinta moedas de prata,
preço em que foi avaliado

Aquele que os filhos de Israel avaliaram
e deram-nas pelo Campo do Oleiro,
como o Senhor me tinha ordenado».

N Entretanto, Jesus foi levado à presença do governador, que lhe perguntou:

R «Tu és o Rei dos judeus?»

N Jesus respondeu:

J «É como dizes».

N Mas, ao ser acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu.

Disse-Lhe então Pilatos:

R «Não ouves quantas acusações levantam contra Ti?»

N Mas Jesus não respondeu coisa alguma,
a ponto de o governador ficar muito admirado.

Ora, pela festa da Páscoa,
o governador costumava soltar um preso,
à escolha do povo.

Nessa altura, havia um preso famoso, chamado Barrabás.

E, quando eles se reuniram, disse-lhes:

R «Qual quereis que vos solte?»

Barrabás, ou Jesus, chamado Cristo?»

N Ele bem sabia que O tinham entregado por inveja.
Enquanto estava sentado no tribunal,
a mulher mandou-lhe dizer:

R «Não te prendas com a causa desse justo, pois hoje sofri muito em sonhos por causa d'Ele».

N Entretanto, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram a multidão a que pedisse Barrabás e fizesse morrer Jesus.

O governador tomou a palavra e perguntou-lhes:

R «Qual dos dois quereis que vos solte?»

N Eles responderam:

R «Barrabás».

N Disse-lhes Pilatos:

R «E que hei-de fazer de Jesus, chamado Cristo?»

N Responderam todos:

R «Seja crucificado».

N Pilatos insistiu:

R «Que mal fez Ele?»

N Mas eles gritavam cada vez mais:

R «Seja crucificado».

N Pilatos insistiu:

R «Que mal fez Ele?»

N Mas eles gritavam cada vez mais:

R «Seja crucificado».

N Pilatos, vendo que não conseguia nada
e aumentava o tumulto, mandou vir água
e lavou as mãos na presença da multidão, dizendo:

R «Estou inocente do sangue deste homem.
Isso é lá convosco».

N E todo o povo respondeu:

R «O seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos».

N Soltou-lhes então Barrabás.

E, depois de ter mandado açoitar Jesus,
entregou-lh'O para ser crucificado.

Então os soldados do governador
levaram Jesus para o pretório
e reuniram à volta d'Ele toda a coorte.

Tiraram-Lhe a roupa e envolveram-n'O num manto vermelho.

Teceram uma coroa de espinhos e puseram-Lha na cabeça e colocaram uma cana na sua mão direita.

Ajoelhando diante d'Ele, escarneciam-n'O, dizendo:

R «Salve, rei dos judeus!»

N Depois, cuspiam-Lhe no rosto e, pegando na cana, batiam-Lhe com ela na cabeça.

Depois de O terem escarnecido, tiraram-Lhe o manto, vestiram-Lhe as suas roupas
e levaram-n'O para ser crucificado.

N Ao saírem, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, e requisitaram-no para levar a cruz de Jesus.

Chegados a um lugar chamado Gólgota,
que quer dizer lugar do Calvário, deram-Lhe a beber vinho misturado com fel.

Mas Jesus, depois de o provar, não quis beber.

Depois de O terem crucificado,
repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte, e ficaram ali sentados a guardá-l'O.

Por cima da sua cabeça puseram um letreiro, indicando a causa da sua condenação:
«Este é Jesus, o rei dos judeus».

Foram crucificados com Ele dois salteadores, um à direita e outro à esquerda.

Os que passavam insultavam-n'O
e abanavam a cabeça, dizendo:

R «Tu, que destruías o templo e o reedificavas em três dias, salva-Te a Ti mesmo;
Se és Filho de Deus, desce da cruz».

N Os príncipes dos sacerdotes,
juntamente com os escribas e os anciãos,
também troçavam d'Ele, dizendo:

R «Salvou os outros e não pode salvar-Se a Si mesmo!
Se é o Rei de Israel, desça agora da cruz e acreditaremos n'Ele.

Confiou em Deus:
Ele que O livre agora, se O ama,
porque disse: 'Eu sou Filho de Deus'».

N Até os salteadores crucificados com Ele o insultavam.

Desde o meio-dia até às três horas da tarde,
as trevas envolveram toda a terra.
E, pelas três horas da tarde, Jesus clamou com voz forte:
J «Eli, Eli, lema sabachtani!»,

N que quer dizer:
«Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?»

Alguns dos presentes, ouvindo isto, disseram:

R «Está a chamar por Elias».

N Um deles correu a tomar uma esponja,
embebeu-a em vinagre, pô-la na ponta duma cana e deu-Lhe a beber.
Mas os outros disseram:

R «Deixa lá. Vejamos se Elias vem salvá-l'O».

N E Jesus, clamando outra vez com voz forte, expirou.

N Então, o véu do templo rasgou-se em duas partes, de alto a baixo; a terra tremeu e as rochas fenderam-se.
Abriram-se os túmulos e muitos dos corpos de santos que tinham morrido ressuscitaram; e, saindo do sepulcro, depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos.
Entretanto, o centurião e os que com ele guardavam Jesus,
ao verem o tremor de terra e o que estava a acontecer,
ficaram aterrados e disseram:

R «Este era verdadeiramente Filho de Deus».

N Estavam ali, a observar de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galileia, para O servirem.

Entre elas encontrava-se Maria Madalena,
Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.

Ao cair da tarde, veio um homem rico de Arimateia, chamado José, que também se tinha tornado discípulo de Jesus.

Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus.

E Pilatos ordenou que lho entregassem.
José tomou o corpo, envolveu-o num lençol limpo e depositou-o no seu sepulcro novo
que tinha mandado escavar na rocha.

Depois rolou uma grande pedra para a entrada do sepulcro, e retirou-se.

Entretanto, estavam ali Maria Madalena e a outra Maria, sentadas em frente do sepulcro.

No dia seguinte, isto é, depois da Preparação, os príncipes dos sacerdotes e os fariseus. foram ter com Pilatos e disseram-lhe:

R «Senhor, lembrámo-nos do que aquele impostor disse quando ainda era vivo:
'Depois de três dias ressuscitarei'.

Por isso, manda que o sepulcro seja mantido em segurança até ao terceiro dia,
para que não venham os discípulos roubá-lo e dizer ao povo: 'Ressuscitou dos mortos'.
E a última impostura seria pior do que a primeira».

N Pilatos respondeu:

R «Tendes à vossa disposição a guarda:
ide e guardai-o como entenderdes».

N Eles foram e guardaram o sepulcro,
selando a pedra e pondo a guarda.

Palavra da Salvação 

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