segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Até a Vitória nos levam…



Todos nós estávamos preparados para já em Janeiro perdermos o David Luíz… talvez o Coentrão… ou até, caso Deus ouvisse as nossas preces e fosse misericordioso, o Cardozo (de preferência para ceder o lugar a um avançado de jeito, como o Falcão, por exemplo…), agora…

Perder a águia Vitória em Dezembro? A escassos dias do Natal? É duro…

Ainda por cima desta forma… tão pouco digna… tão desfasada do nível e da história do nosso clube.

E assim ficaram, de boca aberta, olhando em vão os céus, as cerca de 40.000 almas que no passado sábado se deslocaram à Luz para assistirem ao embate com o Rio Ave, a contar para o campeonato nacional. É caso para dizer que entraram todos a perder. Quando soou o apito inicial já tinham sido privados de um dos momentos mais altos de cada jogo em casa, e isto sem direito a desconto no ingresso, vale de compras na Megastore ou passagem pela casa de partida. Custa…

O voo da Águia Vitória é um daqueles momentos capazes de arrepiar qualquer um, por mais anti-benfiquista que seja. Imaginem então o que significa para nós… Que prazer… o de a poder ver mergulhar do seu pedestal e deslizar, naquele seu voo suave, circular e hipnótico, como que saudando as bancadas, catalisando todas as atenções até pousar em glória no nosso símbolo de sempre. Que poder, o seu… o de conseguir silenciar por completo um estádio inteiro, colá-lo a si e incendiá-lo numa explosão de alegria e cor, deixando-o em êxtase no final de cada actuação.

E isto acontece porque sempre que voava, a Vitória congregava nela toda a mística do Benfica que por muito que custe a alguns, ainda É o maior clube português (em títulos conquistados, em número de sócios, em história e em valor). A Vitória levava-nos com ela… Quem nunca sonhou, ao vê-la planar, que seguia nas suas asas, podendo assim desfrutar daquela que será certamente, a mais imponente perspectiva da nossa catedral?

Ao que parece, Juan Barnabé, o seu proprietário e treinador, deu o passo maior que a perna e vai pagar por isso. Eu sei que ler isto pode parecer estranho mas eu também ajudei a que assim fosse. Quando visitei pela primeira vez o interior da Catedral e o Museu do Benfica, a convite do Grupo Desportivo Arenense (acompanhando as escolinhas) e na qualidade de Vereador do Desporto, tive oportunidade de conhecer Barnabé e de também tirar algumas fotos com ele e a “nossa” Vitória. Recordo-me de o ter felicitado pela alegria que transmitia aos sócios e por também ele ser já uma referência do clube. Reparei então como este comentário, que imaginei comum e até corriqueiro, o fez olhar fixamente para mim, com um espanto que se foi condensando em emoção no seu olhar. Não sei se foi a primeira vez que o ouviu, mas que causou frisson, disso não tenho a menor dúvida (ofereceu-me as fotos autografadas que cobrava bem caro) e a certeza tive-a meses depois, quando voltei à Luz acompanhado pelas minhas pequenas. Barnabé estava numa sessão de autógrafos, desta vez na Loja do Benfica e reconheceu-me no meia da assistência. Levantou-se de imediato, propositadamente e veio-me cumprimentar. Cumprimento de circunstância, trivial, mas que me que me retornou por completo a gentileza do meu gesto inicial.

Eu sei que as versões sobre o que aconteceu no passado sábado são contraditórias. O tratador diz-se pressionado e maltratado mas a leitura oficial parece ter provas físicas do contrário. Se assim for, concordo com o director de comunicação quando afirmou que ninguém está acima da instituição. Assino por baixo e sublinho. Mas também penso que se a direcção estava descontente com algumas atitudes do espanhol, nomeadamente com o facto de ter retirado ao Benfica a exclusividade do “número” ao oferecer os préstimos da sua empresa a outros clubes que também têm uma águia no símbolo (como a Lazio de Roma e o Flamengo), poderia tê-lo manifestado de uma forma mais elegante e consentânea com a nossa linhagem.

O assunto resolvido com cortesia e discrição, em tempo oportuno, possibilitaria a contratação de um outro tratador (quem não se lembra do Paixão, o precursor da ideia?) e de uma outra águia (Barnabé tem diversas… a Vitória é uma personagem) e evitaria as cenas lamentáveis que deliciaram os nossos detractores, plasmadas em fotos na 1ª página de alguns desportivos e em tempo de antena nas televisões nacionais para lavagem de roupa suja.

Pelo que se pode comprovar por este artigo, nem o facto de serem símbolos do clube faz com que as águias (e os seus tratadores) sejam tratados de forma mais condigna. Afinal, a novela de Barnabé é um déjà vu. Lá diz o povo… “Quem com ferros mata, com ferros morre”.
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PS: Se eu mandasse, durante este tempo em que sócios e adeptos estarão privados do “show” da mais nobre inquilina da catedral, o “número” deveria ser protagonizado por outras aves raras que por lá andam que, quais Ícaros, seriam obrigados a saltar do alto do 3º anel com umas asinhas de cera, bem mais consentâneas com a prestação da equipa na actual época. O mais certo era derreterem antes de chegarem ao sol (leia-se campeonato, Taça de Portugal, Taça da Liga, Liga Europa). Enfim...

domingo, 19 de dezembro de 2010

Mau tempo no canal (neste caso... na linha férrea)



In Público de 17.12.2010


Transportadora vai acabar com o serviço regional em 450 quilómetros de linhas e prepara concessão dos serviços suburbanos de Lisboa e Porto. CP Carga já foi autonomizada

A CP prepara-se para eliminar 450 quilómetros do serviço regional - o mais deficitário da empresa e onde já foram abatidos 144 quilómetros de linhas -, tornando-o residual em termos da sua área de operação. A CP Carga já é hoje uma empresa autonomizada, que espera 33 milhões de prejuízos no fim do ano e que está na lista das privatizáveis no Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), e as CP Lisboa e CP Porto vão ser concessionadas. Ou seja, o desmembramento da CP é agora uma matéria assumida pelo Governo pois, seguindo à risca as intenções do executivo, dentro de um ano dela não restará mais do que a unidade de longo curso e uns restos do serviço regional.


Este último irá acabar em 2011 nos troços Torre das Vargens-Beirã (65 km), Abrantes-Elvas (129), Beja-Funcheira (62), Ermesinde-Leça (11), Setil-Coruche (32), Pinhal Novo-Beja (138) e Casa Branca-Évora (16). Mas a estes há que somar os 144 quilómetros de linhas que já foram encerradas no primeiro mandato deste Governo, o que significa um total de 597 quilómetros sem regionais.


Desde Janeiro de 2009, os comboios deixaram de apitar entre a Figueira da Foz e Pampilhosa (51 quilómetros) e nas linhas do Tua (54), do Tâmega (13) e do Corgo (26).


A falta de segurança nessas linhas foi a razão invocada, tendo-se seguido promessas imediatas de reabilitação dessas vias, mas a única coisa que se fez foi retirar os carris e as travessas em algumas delas. A política de contenção do investimento público ditou, entretanto, que os trabalhos de modernização fossem adiados, faltando agora apenas formalizar o seu encerramento através de um processo de "desclassificação".


Ontem, o ministro das Obras Públicas, António Mendonça, anunciou que "a actual conjuntura, pelas pressões que coloca, designadamente no plano financeiro, obriga a acelerar algumas das coisas que vinham a ser preparadas" no que diz respeito à desclassificação de linhas férreas que não tenham procura.


Além das linhas onde o serviço regional será simplesmente suprimido, prevêem-se reduções do número de comboios nas linhas do Algarve, do Douro, do Oeste e do Minho.


Em 2009, o serviço regional da CP deu prejuízos de 56,6 milhões de euros, sobretudo nas linhas do interior, onde, muitas vezes, as automotoras circulam com menos de dez passageiros. O PÚBLICO apurou que, por exemplo, no ramal de Cáceres, entre Marvão e Torre das Vargens, cada passageiro transportado custou à CP 68 euros, sendo nesse troço a taxa de cobertura das despesas pelas receitas inferior a seis por cento.


Mesmo alguns dos eixos ferroviários mais representativos do país, como as linhas do Oeste, do Sul, da Beira Baixa e da Beira Alta, têm taxas de cobertura inferiores a 20 por cento, situando-se todo o serviço abaixo dos 50 por cento, com a excepção dos "tomarenses", expressão por que é conhecido o serviço entre Tomar e Lisboa e que serve também Entroncamento, Azambuja e Vila Franca de Xira, cujas receitas quase pagam as despesas.


Mas a fraca procura do serviço regional é também vítima da maneira como a própria CP está organizada, com as unidades de negócios a operaram de costas voltadas ao nível da oferta e do tarifário. Uma viagem do Bombarral para Espinho implica que um passageiro tenha de apanhar cinco comboios, do Rossio para Leiria e do Pinhão para Viana do Castelo quatro comboios.


O tarifário é também desencorajador da procura porque resulta do somatório dos vários comboios que o passageiro apanhar numa só viagem. De Santarém a Mangualde, paga 13 euros num Intercidades. Mas das Caldas da Rainha para Mangualde, que tem uma distância maior, um cliente da CP paga 16 euros e tem de apanhar três composições (um regional, um suburbano e um Intercidades).


om tarifas e horários desencontrados não surpreende, assim, que o serviço regional tenha pouca procura.


O PÚBLICO perguntou à CP qual a percentagem de passageiros do regional que precediam ou seguiam viagem no longo curso, mas a empresa respondeu que não dispunha dessa informação.

Saiba sobreviver ao jantar de Natal da sua empresa

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Brilhante e muito útil, este Manual de sobrevivência publicado pelo jornal "i".
É de borla e está aqui.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Portuguesitos - A ressaca


(Clica para aumentar)


Açúcar escasseia em alguns super e hipermercados portugueses
Sic Notícias

Nas prateleiras de alguns super e hipermercados de Lisboa e Porto não há - ou há pouco - açúcar. Segundo as Refinarias de Açúcar Reunidas (RAR), há falta da matéria-prima no mercado internacional, obrigando à suspensão da refinação. Há, porém, quem fale em estratégia para aumentar os preços

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Novo acordo? Exato! Já é um fato!


Mas que raio de história é esta do acordo ortográfico? Onde? Como? Quando? De onde é que isto saiu? Assim sem mais nem menos? Não chega já a falta de açúcar nas prateleiras?

Ao tempo que eu ando para reclamar com isto… Se deixo atrasar muito mais, ainda o corrector ortográfico do meu Word se converte em “corretor”, como mandam agora as leis, e me boicota o texto. Isto é de loucos…

Para chegar onde quero tenho de começar por dizer que adoro jornais. Acho que toda a gente gosta mas eu… é uma coisa irracional. Se pudesse… comprava-os todos, lia-os todos, devorava até os artigos que não eram para ler. Mas como não tenho tempo, nem tampouco dinheiro para tanta literacia, reduzi a voragem à leitura gratuita dos diários na versão html e… claro está… o “Expresso” ao fim-de-semana. Ainda continua a ser… o tal.

E foi por o ter nesta distinta condição de excelência que fiquei, digamos que… arrepiado, para não dizer pior, quando comecei a “esbarrar” com palavras redigidas em versão simplex: “adotar” em vez de adoptar (e notem bem como o “p” dá logo outra dignidade ao gesto); “atores” em vez de actores (que sem o “c” se tornam até mais… banais); e por aí fora… “espetáculo” sem “c” que passa a valer logo menos 5 euros no ingresso;
“atuação”,
“exatos”,
“ativa”,
“fato histórico”,
“infeção”,
“ativista”,
“exatamente”,
“projeto”,
"receção",
“ato”,
“direto”,
“concessão”…

Mas que raio de merda é esta?

Eu não me quero armar aqui em xenófobo, e muito menos quero ofender os amigos que tenho (e muito estimo!) espalhados por essa lusofonia fora… mas esta história do acordo ortográfico é mesmo uma cena que só nós nos podíamos dar ao luxo de permitir. Então cabe na cabeça de alguém que nós, os portugueses de Portugal como diziam os Heróis do Mar, tenhamos inventado (bem ou mal) uma língua e agora a deixemos “transvestir” com “aparadelas” oriundas de outros povos que a utilizam sem pagar portagem?!?!? Uma idiotice pegada… Se gostam, usem. Se não… que inventem uma melhor só deles. Não é?

O quê? É uma tentativa de aproximação da oralidade? Ah… ok! Então qualquer dia estamos a escrever como os putos fazem agora nos sms: “Kmé ppl? Táss? Bora krtir 1 nva linguagem?”. Um ultraje!

Para andar com parvoeiras destas, mais valia andarmos para trás e voltarmos ao tempo em que "phoda" se escrevia assim… com “ph”. Pelo menos era mais estiloso…

Que comédia!


PS: Honra seja feita ao Sousa Tavares (sempre ele! Pés bem assentes, cabeça no lugar, convicções à prova de bala, tiro certeiro) e ao Cutileiro, que mandaram as opções editoriais às urtigas e se mantiveram fiéis ao “old-fashioned portuguese”. Homens com tomates! Cada vez mais raros…


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Obs: O Acordo Ortográfico de 1990 já está em vigor em Portugal?

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Sim. De acordo com o aviso n.º 255/2010 do Ministério dos Negócios Estrangeiros, publicado em 17 de Setembro de 2010 no
Diário da República n.º 182, I Série, pág. 4116, o Acordo Ortográfico de 1990 vigora em Portugal desde 13 de Maio de 2009, data em que foi depositado junto da República Portuguesa o instrumento de ratificação do Acordo do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

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É a partir desta data, 13 de Maio de 2009, que começa a ser contado em Portugal o período de transição de 6 anos estipulado por lei, o que significa que 2015 é o prazo limite para a adopção oficial da nova ortografia. O art.º 2º da
Resolução da Assembleia da República n.º 35/2008, de 16 de Maio de 2008, prevê esse período de transição em Portugal, durante o qual "[...] a ortografia constante de novos actos, normas, orientações, documentos ou de bens referidos no número anterior ou que venham a ser objecto de revisão, reedição, reimpressão ou de qualquer outra forma de modificação, independentemente do seu suporte, deve conformar-se às disposições do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa".

Daqui

Cabeçalho exclusivo Feliz Natal

domingo, 12 de dezembro de 2010

500 Days of Summer

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Bem… se os filmes são mesmo isto… cápsulas de vida recheadas com sentimentos e gente dentro… ainda por cima feitos com imaginação e mestria; com timings e planos certeiros, com actores que não actuam, apenas são; com personagens de carne a osso e ainda por cima… uma banda sonora de luxo… é caso para dizer que pertencem a uma arte maior.

Provavelmente, o melhor “heartache movie” (leia-se “filme sobre a dor de corno”) que já me passou à frente e mais uma prova que me confirma uma teoria antiga: de todos nós, fãs dos Smiths, não há um único que “bata bem da bola”.
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sábado, 11 de dezembro de 2010

Tááááá´ beeeeeeeemmmmmmm!

Eu não sei se vocês já conhecem isto. O mais certo até é já andar a “rodar” aí pelas redes sociais. Se for o caso, que se lixe, vêem outra vez. Eu vi no canal Q, no programa do Palmeirim e fiquei derretido com a cena. Isto não é material para se enviar via e-mail ou se colocar no mural do Facebook. Um documento destes merece, no mínimo, honras de ser postado num blogue.

Trata-se de eterna questão do “choque de gerações” aqui magnificamente retratado pelo Márcio e a sua avó, gente boa do Norte, como se pode comprovar pelo vernáculo. Pelas imagens, presumo que a cena se tenha passado no Verão. Ora o Márcio bebeu demais (talvez até na festarola da terra). “Encharcou as velas” por completo. Fez o que eu costumo chamar de “reset”. Vai daí, montou a cama no alpendre de casa, mesmo em cima dos mosaicos da entrada (que por acaso até são iguais aos da minha garagem... Bom gosto...). Foi à procura do sítio mais fresquinho. Compreende-se.

A avó, preocupada com a situação e muito mal almoçada (como irão ver…), tenta por tudo trazer o cachopo de volta ao mundo dos vivos mas ele reage e eu não sei o que é mais engraçado: se é a eloquência do discurso da idosa, se o ar blasé do mancebo, se a malvadez do primo que tudo registou para a posteridade e difundiu para todó mundo.

A cena em que os “gafanhotos” expelidos pela septuagenária durante o ralhete são tantos que fazem o cachopo perguntar “se está a chover” é de antologia. Um Óscar para o melhor documentário… já!
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Salvem os classificados do Correio da Manhã!!! (E as baleias...)



Aviso: Pequenitos… Este post é só para os maiorzinhos, ok? É material mais pesado. Vamos lá então desligar os Magalhães e voltar para o recreio, ok? Malandrecos…


Eu tenho de confessar que adoro comunistas, opá. Palavra! Sem ofensas, ãh! Acho-os o máximo! São tão pitorescos, tão peculiares, tão “old-fashioned” que acabam por estar o mais na moda possível. Ainda por cima, sendo, tal como os pandas ou os linces ibéricos, uma espécie em vias de extinção, parece-me que já vai sendo tempo de se criarem umas leis proteccionistas para evitarem que esta espécie acabe de vez.
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Adoro os maneirismos, as roupas que usam, a forma como se expressam, as ideias que professam (Deus meu, e que ideias…), adoro a cassete que todos têm decorada (o proletariado… a exploração pelas classes dirigentes, a opressão dos desfavorecidos, blá, blá, blá…), adoro o tom, prontos, gramo mesmo! Também adoro o conceito da Festa do Avante com os reformados da velha guarda com uma mão dada e o outro punho no ar e a rapaziada mais nova a mamar grandes canhões de erva e caipirinhas, todos vestidinhos com a obrigatória t-shirt do Che… O máximo! Era engraçado era se passassem lá nos ecrãs gigantes uns vídeos dos tempos dos camaradas Lenine e Estaline que mostrassem o dia-a-dia nos Gulags, os tenebrosos campos de concentração da época. Isso é que era bom, para desenjoar...


Tenho especial apreço por aquele piqueno que é deputado na Assembleia, o Bernardino Soares… tchhh, uma classe! Lembram-se quando ele defendeu, pleno de convicção, que a Coreia do Norte era uma democracia? Coisa de nível! Isto é pensamento que não está ao alcance de todos. Travão!

Eu gosto muito dos comunistas mas estou muito zangado com eles. Muito mesmo! Então não é que eles querem acabar com o trabalho de milhares de jovens, um trabalho que gera muitas centenas de milhares de euros de receita por mês! Isso mesmo! Como não têm mais nada que fazer lembraram-se (logo eles… vejam bem o puritanos que estão…) de apresentarem na AR um projecto de resolução que visa “a proibição de anúncios nos meios de comunicação social que, directa ou indirectamente, incitem à prostituição ou angariação de clientes para a prostituição". Um escândalo, ó camaradas! Porra, pá! Não se faz!

Já nem pela profissão mais antiga do mundo têm respeito! Logo por essa… que ainda por cima gera impostos já que a sua tributação esta prevista no mais mirabolante dos artigos da Lei Geral Tributária (a “Constituição” dos impostos) que fecha os olhos à ilegalidade desde que a mesma produza receita fiscal. Um mimo!

Eu estou muito zangado pela censura, pelo desemprego que isto gera, por todo o transtorno económico e porque eu adoro ler aqueles classificados, pá! Aquilo são verdadeiras pérolas de imaginação e mais! criaram uma nova e luxuriante forma de manobrar a nossa língua (literalmente!) portuguesa a um nível que o nosso país não via desde que a saudosa Revista Gina fechou as portas. Merecia uma cadeira em “Línguas e literaturas modernas” exclusivamente dedicada à preservação deste... linguajar.

Como a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) já se meteu ao barulho, a fazer lobby, o mais certo é que a coisa vá avante. É pena…

E é assim… já em jeito de recordação, que partilho convosco algumas jóias que colecciono no meu arquivo pessoal:

A abrir... a Ana Bonita que diz que dá detalhes... como se fizessem falta com uma perspectiva destas... Naaa... deixa estar... Esbanjar caracteres, é o que é...



Duas obras-primas: a empregada travessa que "prega a peça" quando os senhores vão de passeio e a casada que na ausência do marido... aproveita para realizar um dinheirinho extra. Se o homem for caçador ou militar e tiver arma em casa, melhor. Mais excitante e apimentada a coisa fica. Muito bom!



Um exemplo de discrição e requinte. Pés e mãos e não só... O que arranjará mais? As pestanas, as sobrancelhas...


Eu não fazia a mínima ideia que Quarteira já tinha aeroporto. Arejado...


Recém-casada?!? Xupaxupa?!? De certeza que chegam às bodas de diamante. Vai uma aposta?


Nos classificados também há exemplos de grande rigor científico. A Edi, apesar de já ter idade para ter juízo, não desiste de ser astronauta!


E que dizer disto? Uma transmontana peluda? Masagista com apenas um "s"? Claro que só pode ser para cavalheiros idóneos...



Ora aqui está um caso em que todos deveríamos meter os olhos... Uma tia e sobrinha tão amigas... Não é lindo quando as famílias se dão bem?


A Reboleira está ao rubro! Uma mãe solteira decidida a "fintar" a crise e uma casa de brasileiras em promoção! Está em conta...


Toda a gente sabe que os empregados de mesa têm horários esquisitos, com muitos períodos "mortos", sobretudo depois da cozinha fechar. Estas amigas também aproveitaram para fazer mais algum...



Isto é o que eu designo por... um anúncio "à Benfica" de uma moçoila de... Benfica. Só podia... Amplo logradouro...

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A Nara Chupa Chupa rouba a clientela com a sua pose "tigresse". Inteligente...


Em Almada há casais aborrecidos que querem companhia e... brincadeira! Tarecos...


Vêem quando digo que os chineses vão tomar conta disto? Mais cedo ou mais tarde... As asiáticas são uma opção sempre a considerar: rostos delicados, peles lisas, pouco pêlo, pequeninas e por isso... facilmente (des)montáveis. Muito procuradas.


Um corpinho Danone é coisa para arrasar a concorrência. Por isso só está disponível para cavalheiros de nível. Compreende-se...


Os clubes de sonho são uma proposta que só existe nas grandes cidades. É o preço da interioridade...



Isto é o que eu chamo uma quadrologia de luxo: a preta de Luanda de curvas perigosas, a casadinha do Feijó que atende quando ele ressona no sofá, a Soraya selvagem para noites mais loucas e a gordinha do Laranjeiro gulosa atrás. Demais...



No meio de tana proposta indecente, a Tatiana ucraniana destaca-se por exibir uma oferta inusitada: beijo na boca. Há que saber contornar a concorrência...

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O que é que os anjinhos do amor com este classificado à "ursinhos carinhosos" querem dizer com "miminhos". Hum....



Medo! Toquem as sirenes!!! UUUUUUUUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE! Livra! Quando no Barreiro, há que ter cuidado... Conhecem a expressão "gato por lebre"? Dass....


Em Almada reinam os bumbuns. Há os gulosos, há os de arrepiar...


É o que eu digo... Em Lisboa há de tudo.... Loiras cultas e elegantes... Loiras que usam e abusam e fazem tudo, tudo, TUDO? Porra...



Meus amigos... Castelo Branco não é so o Fórum e o Jumbo. Há tanto p0r onde ocupar o tempo livre... O que é que ela quererá dizer com "DSLK a camionistas"? As voltas que eu já dei à minha cabeça... Estava desligado.


Leiria rima com loucura! Sereias recém-pescadas, 3 universitárias Venezuelanas de parar o trânsito (estarão em Veterinária?) e mais uma casada com um faroleiro.


Dominação. Uma área em franca expansão. Só para os mais aventureiros! Cuidado! A Angélica é perita em "chuva dourada" e em bondage; a Inês deve ser ruim pra c******; e a Ana adora metê-los "de quatro" a ladrar pela sala fora. Ui, ui... Foge!


Ex-transexual?!?!? Não percebo. Ex? Já está tudo no lugar? Ai se o Ken te apanha...

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Leiria de novo... estudantes a precisarem de companhia, Loiras viúvas "O 100% nat complet" e moreninhas atrevidas de anca larga e sem pressas. Será a do Marco Paulo?


Leiria... sempre! Um rapagão de "barrote" avantajado que não é esquisito (vai a todas...) e uma senhora que dá... "facadinhas"??? no matrimónio?

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Será este o tão falado "fenómeno" do Entroncamento? Brrr...


As senhoras também podem brincar. Há de tudo! Strippers "rodados", chavalecos meigos e sedutores e machos safados... 23/7?!?!?!? Naaaaaaa... Empresta lá a régua...

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Voilá! A nossa cidade tb dando um arzinho da sua graça. Ruivas (hum... não há muitas...) que não decepcionam e muitas novidades de serviço completo...


Mulata... peluda... magra... de "lingeri"? Travesty bombástica?!?!? Já não se pode andar descansado em lado nenhum...


No Montijo... só para homens de barba rija...

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Jeny boca de veludo? Parece nome de boneca. Ora vira-te lá!



Quase a terminar... gente honesta que não anda com desculpas esfarrapadas. assim é que é: "Faço tudo porque gosto!". Quem diz a verdade, não merece castigo! Olaré!
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E para terminar mesmo... vocês já me conhecem... EU NÃO RESISTO...


Me liga, vai?

Ele há coisas que não se explicam...