quarta-feira, 4 de outubro de 2017

E… deu nisto! (As autárquicas 2017 de Marvão, vistas pelo vosso tio Sabi)


Este post contém também… completamente grátis, a fórmula mágica do tio Sabi para desmontar a trama que está montada, ou o tratado para terminar com este reinado, de vez.

Nota prévia, mesmo a primeiramente prévia: Todos os que se colocam à votação, passam a ser figuras públicas e, como tal, sujeitos a apreciação por terceiros, onde me incluo. Quem expõe o rosto em praça pública, e se submete a votos, não pode ter apenas a ambição de poder estar à frente dos destinos da terra, de ser melhor remunerado por isso. Está aberto. E aqui, o Drocas, não fala nas costas, não diz por trás, não conspira em silêncio. Dá a cara, abre o peito às balas, nada teme porque, fala a sua verdade. É certo que é a sua. Mas quem é que quer andar a dizer a verdade dos outros, em praça pública? Eu cá, não!.

Nota prévia 2: Antes de mais, quero parabenizar os vencedores, e desejar-lhes as maiores felicidades. Naquilo que achem que eu possa ajudar, contem comigo. A falar, tudo se faz.

Intróito: Não é que eu tenha de o fazer. Provavelmente, quase com toda a certeza, era preferível estar a ver um dos meus programas favoritos na televisão; um filme, que adoro; ou a ler uma das muitas revistas que tenho para ali, com olhos de ver (algumas compradas, e colecionadas, à espera de tempo para o fazer), mas… não era a mesma coisa.

Muito provavelmente, pela minha forma de pensar e, de escrever, estarei longe de gerar consensos, e de ser uma pena fácil, mas… é a minha maneira de ser, e quanto a isso…

“Possa Pedro! Bates em todos! Qualquer dia ninguém te topa…”, diz quem está intitulada porque me quer bem. Eu penso nisso, e deveria arrear, mas não consigo. É mais forte que eu. Antes prefiro viver com toda a força, e como acho que o devo de fazer, do que viver aprisionado de conceitos e lugares comuns. Eu sou é livre!

Já deixei há muito tempo de me preocupar, se terei um funeral cheio, daqueles grandiosos, com as ruas repletas de gente. Para já, nessa altura, já cá não estou. Depois, é em vida, por vida e para a vida, que se devem fazer as coisas. E eu nunca quero deixar nada por dizer.

Não quero que este Pedro fique como o meu antecessor, o cruel, que mandou arrancar o coração à sua “amada” Inês. Mas gostaria que fosse sempre recordado, quando um dia já cá não estiver, como aquele que nunca quis crescer, porque, sempre transbordou a sinceridade, e a pureza de uma criança. Quando gostava, chegava a adorar. Quando não gostava… não era agradável de se estar próximo.

Já olhei, li e reli; equacionei e calculei, os resultados eleitorais. Como sei que jamais hei-de conseguir agradar a gregos e troianos, e como jamais farei concessões a mim mesmo, digo, com verdade, com sinceridade, e com clareza, aquilo que se me parece.

A história, a minha história, a nossa história, no “Marvão para Todos” já foi por aqui, pela internet (http://marvaoparatodosmovimentoindependente.blogspot.pt/http://marvaoparatodosmovimentoindependente.blogspot.pt/, diversas vezes, explicada, escamoteada, exposta.

Sempre fiz parte deste movimento com grande consciência, e envolvência, embora com menos convicção desde que os meus pares, por maioria, através de votação interna, decidiram seguir um rumo isolado, em direção ao nosso propósito maior: a Câmara Municipal. Creio que tenho um conhecimento considerável sobre a forma de muitos marvanenses pensam, formada muito pelos já largos anos em que os conheço, e perante eles trabalho. Sempre soube da força como se movem, os partidos neste nosso tecido. Sei que muitos marvanenses são de uma cor partidária, como são da cor clubística, sem saberem muito bem porquê, de uma forma dogmática e absoluta. Sempre defendi que a oposição espatilhada, só serviria quem lá estava já. Creio que não sou um idiota, um iluminado com uma forma de pensar situada a anos-luz dos demais, nem é preciso. Não é necessário um gajo ir daqui a Nova Iorque tirar um mestrado numa merda qualquer, nem ir a Londres aprofundar algo já adquirido, para se saber isto. Também nunca tive laivos de Zandinga, mas isto sempre me pareceu, que ia cair nisto, onde caiu.

Gostaria de antemão, felicitar todos os que ganharam. É meu dever, enquanto cidadão consciente, fazê-lo. Felicito… (e aqui entra a minha veia Peter Pan), desde que o mereçam. Se se portaram mal comigo, segundo os padrões que eu acho que deveriam ser os corretos, não sei se felicito. E se o fizer, terei obviamente de me explicar, que eu gosto muito de comunicação. É o meu forte, aliás, e por isso andei 4 anos a caminho de Lisboa.

Ainda hoje, casualmente, chamei o nosso Presidente de Câmara, o Sr. Eng. Luís Vitorino, por esse mesmo cargo que agora desempenha. Sei que ainda não tomou posse, mas isso são minhoquices, miudezas, enfim.
“Sr. Presidente! (Aperto de mão, com olhos, nos olhos) Tenho de o tratar por este cargo, uma vez que de ora em diante, será o meu presidente, também”, disse-lhe. “Desejo-lhe que tenha as maiores felicidades, porque as suas, serão as nossas.”
Ele agradeceu e disse algo como, “desde que haja bom senso, vai tudo correr bem”.
Eu, respondi com uma que aprendi agora nas missas: “Assim seja!” Boa!

Antes de começar a partir na chicha, digo, aliás, recordo, porque creio que já disse isto aqui montes de vezes, que para aqui o vosso tio Sabi, a democracia está muito longe de ser o melhor dos regimes políticos. É o menos mau, digamos assim. Quando eu assisto ao voto metido na urna, por uma funcionária de uma instituição de apoio à terceira idade, que acompanha uma idosa, ou um idoso mesmo atrás do guichet, e lhe aponta o sítio; não o posso considerar tão livre quanto o meu. Ela, coitadinha da cachopa, estava tão compenetrada em fazer bem aquilo que estava mal feito, que se via logo que estava a prevaricar. Ora diz a legislação:

VIII.VOTO ACOMPANHADO: VOTO DOS DEFICIENTES
Excecionalmente, os cidadãos eleitores afetados por doença ou deficiência física notórias que a mesa (nota do tio Sabi, a vermelho: a mesa tem, em primeiro lugar, legitimidade para julgar) verifique não poderem praticar os atos materiais inerentes ao exercício pessoal do direito de sufrágio podem votar acompanhados de outro eleitor por si escolhido, que garanta a fidelidade de expressão do seu voto e que fica obrigado a absoluto sigilo.
Se a mesa deliberar que não pode verificar a notoriedade da doença ou da deficiência física, deve ser apresentado no ato da votação atestado comprovativo da impossibilidade de votar sozinho, emitido pelo delegado de saúde municipal ou seu substituto legal e autenticado com o selo do respetivo serviço (artigo 116.º).
Nestes casos os acompanhantes devem limitar-se a conduzir o eleitor até ao local de voto e depois de ele ter recebido o boletim de voto devem deixá-lo, sozinho, praticar os atos de votação, podendo, finalmente, levá-lo até à mesa para que ele proceda à entrega do boletim ao presidente. (nota do tio Sabi:MENTIRA AQUI!!!!! TÃO MENTIRA!!! SE EU VI, COM ESTES MEUS DOIS OLHOS, QUE A TERRA HÁ-DE COMER, AS “MENINAS” LIGADAS A UMA INSTITUIÇÃO DE SOLIDARIEDADE SOCIAL DA MINHA TERRA IREM AO GUICHET, LÁ ESTAREM A CONFIDENCIAR COM OS UTENTES, IMAGINO QUE A ACERTAREM NO QUADRADINHO!!! Isto até causou estranheza a alguns populares que aguardavam a sua vez para exercerem o seu direito e dever de cidadania, e enfleumou os delgados dos outros partidos, incluindo o meu, que é minha testemunha, mas… deu em nada. A mesa, com a legislação, abafou mas, teria de ser ela a decidir se sim, ou se não.)

Ora nos casos que presenciei, os acompanhantes iam já documentadíssimos, com atestados médicos que lhe estendiam a passadeira para o voto. Felizes certamente, terão ficado esses lacaios, por terem visto cumprido o seu dever, de terem sugado o voto precioso aos utentes. Pobres miseráveis, pensei eu, vampiros sem escrúpulos que esmifram que já nada tem para dar. Pessoas que não os conhecem de lado nenhum. Levavam-lhe o voto, como se fosse a alma. É preciso ter descaramento! Deus m’a mim live de ter coragem de fazer uma coisa dessas! Alguma vez eu era capaz de levar a votar a minha Caly, por exemplo, no seu sobrinho?!?! Ela, a pobre, que sempre idolatrou o Sá Carneiro e o PSD…

Nesse aspeto, sempre pensei que as coisas teriam de ficar divididas, pelos grandes. Beirã, Santo António das Areias, Marvão, São Salvador da Aramenha, Porto da Espada, todas têm dirigentes que tinham, ou têm interesses diretos nesta, ou naquela lista. Como é que hei-de conseguir dizer isto com elegância, sem meter o coro das bruxas aos gritos? Ora cá vai: aposto que nenhum desses partidos que apoiavam, era o único movimento independente de Marvão, ou seja, aquele de que faço parte. Outro seria. E isso viu-se.

A sensação que eu tinha perante estas eleições, era, à partida, a de satisfação. Entre muitas outras coisas, a primeira, foi a de, eu e o meu grupo de cidadãos, capazes de se mexerem, para mudarem o ritmo das coisas, termos conseguido chegar até aqui. Fizemo-lo, rapaziada!

A segunda era muito similar, à que tenho quando olho para as prestações das grandes duas equipas de futebol, candidatas a conquistar o títalo nacional de futebol neste ano, o Puorto e o Szeborten: APENAS UMA PODERÁ VENCER! A OUTRA… irremediavelmente… PERDERÁ. Jamais haverá vencedores incólumes. Só dá para um!

O meu voto nada tem de secreto, e por isso, estou absolutamente à vontade para falar. As mega candidaturas, PSD-PS, tinham ambas virtudes e defeitos. Coisas boas, coisas más, coisas boas e muito, mas muito más.

Ao olharmos para os resultados eleitorais, há grandes conclusões que saltam à nossa vista.







Para a Câmara Municipal, o PSD, dividido pelo grito do Ipiranga do vereador que se sentiu ultrapassado (pela ganância dos que já deveria muito bem de conhecer, que ousou fazer valer a sua palavra) ganhou ao partido socialista por 17 votos.
17 votos são… 9 + 8.
Ou seja, são duas carrinhas daquelas da câmara cheias de gente dos arrabaldes, ou de uma qualquer instituição de solidariedade social, controlada por eles. É muito pouca gente para definir o futuro de um concelho. Mas serve. Não conhecem aquela anedota de: por um bocadinho, é um homem corno? Basta a beldade da mulher, cair no colo do garanhão que a cobiça num qualquer serviço público, dá-se um jeito à saia, um puxão ao calção, e já está! Resultado: novo corno!

Ora, o movimento independente Marvão Para Todos, que para a magnânima estrutura do todo poderoso PARTIDO SOCIALISTA, era apenas coisa de meia dúzia de pseudo-intelectuais, de uma mão cheia de tontos, tão manientos, que nem sequer seriam capazes de formar uma candidatura… valeu um bocadinho mais: 274! Faziam-vos falta, não faziam? Foi como aquela velha anedota do garoto, que ia à loja fazer um furinho no ovo que estava à venda numa cesta, à porta, para beber a gema e a clara. O merceeiro, sabido, fintou-o, e meteu lá no meio dos outros, um ovo já com um pinto meio chocado. Escondido, riu-se pela surpresa que causou e, ao ver o pequeno atrapalhado, pelo que sentiu a passar-lhe na garganta, disse-lhe: TARDE PIASTE!

Agora, não culpem os outros, não ostracizem, não apontem, não castiguem, não rotulem. Analizem antes onde é que falharam, onde é que se pode fazer diferente, pensem, caso consigam, e leiam o final deste artigo. Podem saltar o resto, que isto é capaz de ser maçudo.

Mas não passem sem ler esta parte que vos diz que a culpa, foi muito vossa, também. Dormem agora, na cama que fizeram. Quando vos foi apontado um nome de um dos nossos, que poderia avançar para uma coligação, isto faria sentido… no caso dela acontecer. Quando foi retirado do bouquet de flores onde estava, para ser colocado à força num vaso de cravos, isso nunca foi sinónimo de mais-valia para vós. As pessoas parecem tontas, para quem os olha de cima, mas não são! Quando chega a hora do seu veredito… castigam, o que deve ser castigado. Tanta mobilização, tanto sorrisinho falso, tanta gargalhada forçada e, afinal entre 2013, numa candidatura que se presumia morta à nascença, e esta maravilha maravilhosa dos tempos modernos, diferiram 42 votos! Só vales isso, rapaz?

As más escolhas foram muitas. Não da candidata, de quem sou amigo, e por quem nutro grande respeito e carinho, mas porque a partir do momento, em que o seu nome deixou de ser o chapéu de união, entre as forças antagónicas ao mal que estava instalado, a sua candidatura foi ruindo internamente, e perdendo força. Deixou de ser o elo de união entre a expressão independente, e o maior partido da oposição, para ser uma pessoa que esteve fora, saiu, se afastou, e agora regressou para isto, para as eleições.

As más escolhas foram mais pelos seus braços direitos, pelos peões que a ladearam. Mas quem é que disse que só por uma pessoa estar à frente de uma grande instituição de terra, era querida? Pelos funcionários, pelos utentes, pelos concidadãos? Quem? O azeite, quando misturado com a água, vem sempre ao de cima. A verdade das pessoas transparece, aos demais. Que provas, que gestos, que posições, que feitos, que virtudes podem ser apontadas? É nisso que as pessoas pensam, ou não.

A verdade é só uma, e ainda por cima,  absoluta: sem o nosso movimento, isto tinha mudado. Tanto trabalho... 
Mas, não se riam de troça. A nós, o têm de agradecer... E o contrário também é verdade.

Desiludido fico eu também, embora não tenha de assim ficar, porque é uma verdade da qual tenho conhecimento há muito tempo, da realidade do nosso concelho de Marvão. Se a génese comum a todas as pessoas humanas, é a de que é mais fácil invejar que louvar, é mais simples denegrir que enaltecer, é menos complexo deitar abaixo que bater palmas; essa realidade, é mais sentida no meu concelho. Porque o meu concelho está envelhecido, tem uma taxa de escolaridade muito baixa, pouco sentido comunitário, pouca união sem interesse por trás.

Será assim em todos os concelhos, por certo dirão, mas este é o meu! Como se se dissesse, todas as crianças são assim! Mas esta, ESTA, é minha filha, saiu de mim, dar-me-á continuidade, e é com ela que tenho de me preocupar

O meu concelho não mudou, o que para mim, jamais pode ser bom. Continuaremos a ficar estagnados, pequeninos quando poderíamos ser grandes, como é o nosso castelo, sem dúvida alguma, um dos mais bonitos de Portugal, com uma envolvência absolutamente extraordinária. Marcaremos passo, durante mais 4 anos.

Tenho pena porque algumas pessoas ligadas ao PS, que sei que elas sabem, que sei quem são, poderiam, como ainda podem no futuro, dar muito a esta terra que os viu nascer. Mas mentiria se não confessasse, em surdina, que me deu um certo gozo pessoal ver como a máquina pérfida socialista contra a qual concorri em 2005, quando ganhei, se voltava a instalar subitamente, nos carros à noite, à frente dos gadgets tecnológicos nos cafés, por aí.

Na assembleia, por seu lado, a divisão foi ainda maior e aí, o PSD levou menos 90 votos, espartilhados pelo CDS, e pelo único movimento independente de Marvão, o Marvão para todos, que meteu dois deputados. Assim, o Partido Socialista, acabou mesmo por vencer. 34% contra 28%, metendo 5 deputados cada um, e levando o PS, três juntas, às costas.




Aqui o Droquinhas ficou à porta. Ohhhh… Era o 3º da lista e não passou. Olhem, paciência. Far-se-á o futuro da terra sem mim, mas eu… também ganho, e acreditem que não é pouco. O meu feitio é temperamental, casa ainda não tenham reparado. Tento usar a cabeça com frequência, gosto de uma boa discussão, e adoro fazer o bem. Para a minha terra, ainda tanto melhor. Mas, ali, naquele sítio, tinha de respirar um ar tão conspurcado, e teria de me dar com algumas alimárias, que eu, nem ao longe gosto de pensar que existem. Aquilo vai lá meter cá com cada cabeça grossa… Prefiro chutar para canto. Mais sereno ficarei assim, Senhor. Como sempre Tu queiras.

A haver um grande vencedor destas autárquicas, não foi o PSD, mas para mim, sim foi o Zé Manuel Pires. Venceu na realidade, porque conseguiu provar que é mesmo um animal político, até a mim, que sempre tive uma ideia de que era capaz de não (a julgar pela coabitação que tivemos entre 2005 e 2009, em que poderia ter-se dedicado a muita coisa, como aos negócios e a fazer filhos, mas que à causa marvanense, à minha causa de Marvão, nunca o vi arregaçar as mangas). Agora sim. O prémio, é que de futuro, vai ser o fiel da balança. Esta imagem diz do quadro diz… quase tudo. Não o quiseram? Espicaçaram-no? Agora têm de levar com ele, à força toda. Ainda por cima, com essa condição revanchista que lhe dá a oportunidade de… ver os touros de palanque, salvo seja. Ou talvez não.

Para além disso, teve o mérito de arranjar um partido (dois?) que lhe serviu(ram) de barriga de aluguer, e teve a capacidade de congregar descontentes com o que estava estabelecido, unidos à volta desta nova sigla (enjeitados à natural sucessão do PSD, filhos de testas de ferro daquela força durante décadas; vozes que se manifestaram disponíveis para concorrerem a juntas por outras forças, mas que nunca foram consideradas; paraquedistas caídos das grandes urbes, que viram no Viver Marvão, uma oportunidade única de se promoverem enquanto novos marvanenses). Naquela bela brochura que os mostrava, tanta gente jovem sorridente, sempre achei que ele era o que sorria mais, porque de parvo, não tem nada, e sabia que, quem ri por último… para além de rir melhor, seria ele que o faria.)

A vida provou que o PSD não precisou dele para ganhar, e que, o PS precisou de nós, do Marvão para Todos para o ter conseguido. Contra verdades absolutas, insofismáveis, não há contraditório possível, ou, traduzido em miúdos, em alentejanês marvanense: “contra isto: batatas!”

Mas da desagregação interna do PSD, por o presidente ora cessante ter querido entregar a herança em mão, a um delfim ao qual quase só ele reconhecia mérito, (isto falando dos seus camaradas de partido, claro está!) o “Viver Marvão” não foi o único produto, porque muitos outros artistas em Marvão houve, que se mudaram, e não foi para o CDS, que está logo ali ao lado, e já formou governo com os laranjas, a nível central. Chegou a haver os que me interpelaram na rua, ao seu melhor e bem conhecido estilo, com um bem alto “ESTÁ GANHO!!!! ESTÁ GANHO!!!!! AGORA NO JANTAR DA CANDIDATURA VAI CÁ ESTAR A SECRETÁRIA GERAL ADJUNTA DO PARTIDO SOCIALISTA, UNS PRESIDENTES DE CÂMARA E ISTO ESTÁ GANHO!!!”

Ao que respondi: “Olhe, se assim for, ainda bem para vocês”. E já está. Mas não foi. É por essas e por outras, que diz o povo que pela boca morre o peixe; e que a vingança, é um prato que se come frio.

Mal ou bem, agora se calhar já tenho mais que concordam comigo quando digo que de perfeita, é que a democracia não tem nada. Preferível à tirania e à anarquia, mas nunca o melhor dos regimes. Será, o menos mau.

Nas juntas, a situação também foi mais ou menos óbvia, era esperada, e foi reflexo da cisão que houve. Na Beirã, o meu António Manuel continuou a granjear da sua sempre presente boa disposição e disponibilidade, o que aliadas ao facto, de no primeiro mandato em que foi presidente, ter ido em segundo na lista, e ter beneficiado da desistência do candidato a primeiro, no fim de pouco tempo, lhe deu agora mais um mandato. O facto do José Pires, não ter arranjado para lá ninguém para dividir o PSD, ou porque não quis, ou porque não conseguiu, também ajudou. Esmagou.
Abraço forte ao José Vaz e sua rapaziada. Era difícil, companheiro. Contra estes meninos… era muito duro. Valeu!



Em Santo António, a estabilidade da continuidade, também pesou. A junta tem uma boa equipa, de homens de bem que são prezados, estimados, queridos da população, e quando assim é, é muito difícil. Ainda assim, a bravura da jovialidade de nossa Alexandra, deu-lhe um lugar; bem como à coragem do nosso independente Francisco Nunes, que se bateu com galhardia e ao candidato do PSD. Assim haverá que trabalhar.

 
Em Marvão, quem não estivesse à espera disto, não pode ser de cá, viver lá, ou estar lá. A Sandra tem feito um trabalho honesto, visível, esmerado, e isso nota-se e premeia-se, como foi agora feito. A junta de freguesia de Santa Maria de Marvão, deixou de estar em estado letárgico, encostado como se fosse mais uma pasta, para ter uma palavra a dizer. Está bonita, esmerada, respira e comprova que Santa Maria não se esgota na vila, mas se estende por aí abaixo, em lugares que gostam de ser considerados e queridos. A Sandra está de parabéns, que lhos dei hoje, quando nos cruzámos.




Um abraço muito forte, pessoal, sentido, ao nosso Rui Catalão, à nossa Paula Raposo, ao nosso Rui Cristóvão e demais equipa, extensivo a todos os homens e todas as mulheres das nossas equipas, no Marvão para Todos. A que ficámos amigos para a vida? Essa foi outra grande vitória nossa!

Ao felicitar a Sandra, parabéns dei também, ao mesmo tempo, quando tomava o café da manhã, ao Sr. António Bonacho, que venceu a Junta da Aramenha. Foi certamente um bom momento para ele, essa vitória; um episódio feliz, e só lhe desejo que consiga fazer tudo o que mais quer naquela emblemática e turística freguesia. Mas eu não consigo imaginar uma melhor convergência de fatores, e uma situação mais tradutora do ideia “dividir para reinar”. Na verdade, foi mais a direita que perdeu a junta, embora ele tivesse quase dobrado a votação de 2013. O PSD, forte e seguro ali, desorientou-se com a saída do clã Morgado, pela via da matriarca, para as hostes centristas. Assim, espartilhou-se, esbardalhou-se, deixou abalar mais de 400 votos que foram atrás do Tomás, para o PS, ou para o João Bugalhão, que a haver um heróis, nesta cruzada do Marvão para Todos, foi ele e mais nenhum outro.



Não acredito que tenha havido outra pessoa que tenha investido tanto tempo, e dado tanto de si à causa, quanto ele o fez. A minha vénia. Bem hajas. Fosse a recolher assinaturas, ao telefone, em reuniões, a definir pontas, a acertar pormenores, a abdicar quase de si, só tem de se louvar. Eu sei que há muita gente que não te topa, companheiro. Muitos há que não suportam o teu ar de bem com a vida, que te interpretam como altivo. Muitos invejam o teu bem estar e a tua posição no mundo, jovem, bem remunerado, a gozar a reforma. Mas eu sei que tudo se deveu ao teu trabalho, e tens tido por ti, o Deus em que não acreditas. Como te sei Amigo, verdadeiro, incansável, capaz de tudo pelos outros. Como te sei humilde e verdadeiro. Nunca deixes que te toquem. Há os que estarão sempre cá por ti, como sempre estiveste pelos outros. E dorme descansado. Nada ganhámos, algo conseguimos, aqui estamos e… fizemos!

Agora, temos mais 4 anos pela frente. Colocando lado a lado, o Luís e a Madalena, a estar, a falar, a apresentar-se, a debater uma ideia, a explanar um ponto de vista, a dar uma opinião, a relatar uma vivência, uma experiência, uma passagem nesta vida, eu, Pedro Sobreiro, sei que não há comparação sequer possível, quanto mais. Já nem com isto quero imaginar a sua posição perante os grandes assuntos do concelho: o património mundial, o golfe, a Ammaia, a fronteira de Porto Roque, o desemprego, a desertificação, a requalificação da nossa oferta turística (passeios pedestres, antas, aldeias despovoadas), a ligação a Espanha, o triângulo turístico com Portalegre e Castelo de Vide. Nem quero pensar nisso porque… vou pensar na minha vida, na minha mulher, nas minhas filhas, nos meus familiares, nos meus amigos, no meu emprego, no meu Benfica. Fechei.

Gostaria de terminar pelo princípio, que a estas linhas já vou longo e certamente, poucas corajosas e corajosos ainda me acompanharão. Desde sempre, desde a primeira reunião a que fui do “Marvão para Todos”, e foi assim como tudo começou, que acredito que só com todos juntos, só com todos os que estão contra isto, a darmos as mãos, conseguiremos dar a volta.

O que o vosso tio Sabi, ou Drocas, conforme preferirem, propõe, é uma Junta de salvação Municipal, onde todos os partidos terão o seu assento e voz, de acordo com a votação que levam em carteira, e só aí se poderá almejar a dar a volta a este problema. O Luís entra agora, faz o seu primeiro mandato. A continuar com esta linha de atuação, dele, e da oposição espartilhada, iremos tê-lo cá mais 8, para além deste. Isto…. se quem lhe deu agora vez, o deixar avançar outra vez, o que me parece impossível. Fica de fora 4, volta à casa de partida, e pode recomeçar outra vez, não será assim? É pois!

Olhem, meninos e meninas, pensem nisto. Com muita humildade, com muito coração aberto, sem muita, ou qualquer voragem por lugares, usura, ou desejo desenfreado.

Pensem. E ajam. Porque este, Marvão, é o meu lugar de sonho na terra. Esmifrei-me para conseguir vir para cá trabalhar, empenhei-me a construir a casa dos meus sonhos, aqui gerei e estou a ajudar a crescer os meus dois amores e projetos de vida.

Vou mudar a capa do facebook. Vou tirar o Marvão escuro, do choque. Vou meter o Marvão de luz, de vida. O Marvão que é o meu.


Um abraço a todos! Fé! Esperança!


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Marvão... para TODOS (na estrada)

Vamos arrancar o arame farpado desta paisagem tão linda, tão única, tão nossa.
O Marvão para Todos foi criado para devolver a terra às suas gentes.
Ajudem-nos para que Marvão, seja nosso, outra vez.

Este projeto que nasceu de um sonho, foi crescendo, e se passou a chamar Marvão para Todos (porque assim o queremos e idealizamos), já conta com mais de dois anos de existência, e sempre foi sendo alimentado com a prerrogativa de que cada um de nós, só dava aquilo que poderia dar. Foi com o denominador comum com a nossa máxima “quem dá o que tem, a mais não é obrigado”, que aceitei de bom grado as limitações que as minhas obrigações profissionais, me impuseram nesta reta final da campanha, à boca das urnas.

Abrir, para mexer no concelho, reerguer, fazer tudo para relançar, recuperar dos problemas herdados, que nunca conseguiram resolver. Ao contrário do que eles dizem, o golfe, e o aldeamento ali situado, são um bom exemplo, da cara da governação durante mais de uma década. Junte-se-lhe o património mundial e temos um pleno!

Não é que não pudesse ter metido os dias de férias, que a lei me atribui, dedicados a esta causa, enquanto candidato à Assembleia Municipal, que sou. Para além de outras contingências internas, fui eu que achei que não o deveria fazer. Para além de ter uma dádiva de gratidão, que durará tanto enquanto eu durar, para com Deus, a minha família, os meus verdadeiros amigos e amigas; também terei sempre um agradecimento sentido para com a minha entidade patronal, que hoje se chama Autoridade Tributária e Aduaneira, e o meu nicho laboral, o Serviço de Finanças de Marvão. Só Deus e quem sempre me esteve mais próximo, conhecem a enorme batalha e odisseia que tive comigo mesmo, com as minhas aspirações frustradas de poder fazer da escrita de jornalista, uma vida; e o tanto que tive de trabalhar, desde a primeira hora em que soube que este concurso público estava aberto (sempre obrigado, madrinha Carminda Silvério), para poder nele entrar. Poder vir a trabalhar num serviço sólido, fixo, bem remunerado, se comparado com a mediania local, na minha terra, Marvão; passou a ser um sonho para um jovem credenciado, consciente da sua capacitação, mas incapaz de se colocar num mercado de trabalho sobrelotado na cidade, e mal remunerado, refém de caciques, na província.


Desta vez, poder, podia ter metido os dias de férias, e sei que isso teria ajudado os meus companheiros nesta luta, com a minha natural alegria de viver, a minha capacidade inata em interagir com os outros, sobretudo se são gente da minha terra; o meu poder de comunicar, que sei que a ter um forte, esse será. Mas isso traria certamente dificuldades, na gestão de pessoal à entidade que nunca me disse não, que nunca me privou de nada, que sempre me respeitou no meu processo de recuperação, do grave e trágico acidente que sofri, que sempre esteve lá. Eu sei que faço, e fiz falta ali, mais do que eu outro lado qualquer. Por isso, fiquei.




Mas sempre que pude, estive na luta lado a lado com os meus companheiros, e vivi, em dois dias que se presumem de descanso, no fim-de-semana passado, depois de 5 de trabalho intenso; trabalho no duro também, com um programa de 10 horas diárias (9h -19h). Nesse percurso, muito se ouviu, algo se falou, muito se calcorreou e o balanço, que só se poderá fazer no dia 1 próximo, espera-se positivo. Consciente, mas positivo, sobretudo.



Dizem que vai haver projeto. Tudo muito bem. Mas entretanto, pelo menos este imóvel que é o átrio da aldeia, merecia uma lateral mais digna... Tarrafal?

Nesses dois dias, vivi um trabalho, que eles e elas continuaram durante o resto da semana, que teve uma tónica comum desde a nossa primeiríssima reunião neste movimento: honesto. HONESTO! Não houve ali qualquer tentativa de lubridiar, levar no engano, ser um simpático artificial, um querido fingido, como alguns que por aí andam, que querem fazer um lifting ao modus operandi do que lá está… há já uma eternidade. Há por aí tantos jovens maçudos… uns tão refinados e óbvios, que até custam.


Dele, Deus nos livre de ter que viver com a sua sombra permanente num governo municipal, que por ele será indubitavelmente gerido, nas costas, com aquele sorriso amarelo que luz nos cartazes… que nos deixa sempre a pensar… se se estará a rir para nós, ou de nós.


Não sou um homem de ódios. O ódio não vive no meu coração. Não tenho rancor, não quero mal a ninguém. O que eu quero é que todos sejam felizes, desde que… (e este desde… tinha mesmo de vir), a sua felicidade não seja construída sem respeito pelo outro, pelo seu igual. Todo aquele que quer ser feliz, ao meter-se às cavalitas do mais fraco, do menos instruído, do menos pensante, tem em mim… não um inimigo, mas um adversário acérrimo. Vivo, sempre vivi, e viverei sempre contra esta forma abusadora de viver.


Eu sei, há muitos anos, que a política faz falta. Nesta sociedade de animais pensantes em que vivemos, faltam líderes que orientem, que organizem, que façam a vida mais fácil, mais agradável aos outros. O problema do nosso mundo, é que os erros da política tendem a apagar tudo o que há de bom nela. Basta ver as notícias e isto compreende-se facilmente. A corrupção, os jogos sujos, são uma constante e ultrapassam todas as fronteiras. Mas quem é que é o tonto que olha para os políticos e é capaz de ver neles, gente de bem? Gente que só quer fazer o bem ao próximo, gente que se mete a ela própria em segundo plano, gente que puxa pelo seu (pelo que tem nos bolsos) para pagar a propaganda com que anuncia a sua visão; gente com provas dadas na vida, mas que ainda assim, se decide submeter ao sufrágio de todos, para saber se merece a sua confiança? Eu não sei se haverá muitos por esse país fora, mas no Marvão Para Todos, somos todos desses. Apostamos todos nessa equipa, a nossa.


  
Não queremos dizer mal de ninguém. Todos, inclusivamente os que lá estão, fizeram coisas bem feitas. O que nós achamos, é que poderiam ter sido feitas de forma diferente, e por isso, damos o corpo às balas. Não ficamos sentados nos ferros a dizer mal, não criticamos nas tascas e cafés por aí, saímos da nossa zona de conforto, e avançamos.


Podem ter uma certeza, todas as pessoas e todos os nossos adversários: VAMOS FAZER-NOS OUVIR, SENTIR E RESPEITAR, onde quer que sejamos eleitos. Jamais iremos em carneiradas, em dizer que sim com a cabeça… só porque sim. Nas Juntas, na nossa Câmara Municipal, na Assembleia seremos os porta-vozes dos que não costumam ser ouvidos. SEM MEDOS!


Quero terminar, como bom cristão que creio que sou, que há uma diferença gigantesca entre dar… por dar, e dar… por interesse, que eu considero quase roubar. Quem dá, como eu penso que deve ser dado, dá de boa fé, para que o outro se sinta bem, para que o outro seja mais feliz.


Quem dá, a querer algo em troca, nem que seja um X, ou sobretudo a ser um X no boletim de voto, é um interesseiro, um aldrabão, um escumalha.


Bem sei que disse que não tenho ódio, mas ele há gente… que não merece o ar que respira. E isto é apenas uma constatação…


A política, para quem nela só vê defeitos, tem muitas vantagens, para mim. Algumas que aqui já enunciei, mas a principal, é que graças a ela, conseguimos conhecer a verdade da pessoa. Quando estudava em Antropologia, aprendi que o homem é um animal, banhado num verniz cultural. Quando este estala, sai a besta.


A política tem o mesmo efeito. Seja por ganância pelo poder, seja por vaidade, seja por ali se conseguirem os pergaminhos, que nunca se conseguiram alcançar na vida académica, as pessoas transfiguram-se. Ficam fora de si. Eu tinha por hábito, sempre que entrava em sítios públicos, como conheço toda a gente, a todos cumprimentar com mão, olhar nos olhos, saber se estava bem. Agora… tornei-me mais seletivo, digo apenas uma saudação geral, cumprimento quem me merece mesmo esse tratamento, e depois, muitas vezes a boa educação, faz-me prolongar o saúdo.  


Muitos me perguntam quais são os meus prognósticos. Até para mim, que creio que percebo algo disto, do concelho onde me movo e onde sempre vivi, a dúvida é enorme. As pessoas são muito imprevisíveis e há muita variável a considerar. É difícil poder avançar com hipóteses.


O que eu posso é assegurar, são duas certezas que tenho desde já: orgulho e esperança.


Orgulho porque conseguimos chegar ao fim da caminhada, e apresentar um trabalho, ainda por cima, bem feito. Aquele caderno de propostas e candidatos, com aquele nível, nunca eu sequer sonhei. Orgulho porque conseguimos encontrar pessoas válidas em todas as freguesias, que nos ajudam a valorizar esta nossa convição. Orgulho porque do nada, com muito apoio de muitos amigos que nem pensávamos que tínhamos, conseguimos construir, com os nosso contributos financeiros, um programa eleitoral que só nos pode encher a alma. Orgulho porque aquela caminhada, que começámos a trilhar há já 2 anos atrás, quase que na clandestinidade, chegou ao altar. Veremos se o povo de Marvão quer casar connosco.


Quis tanto fazer campanha, a minha querida.
E o pai deixou-a juntar, por momentos, a nós.
Para que ela fosse a criança do símbolo, de carne e osso. Ao vivo.
Estava tão feliz...

Esperança porque é essa a nossa mensagem, e é a mensagem que temos recebido da grande maioria dos marvanenses com quem temos falado. Todas as outras opções, são de pessoas que já estiveram ligadas ao poder. Ou há 12 anos (PSD e quem se camufla de independente, ao concorrer pelo CDS), ou há 8 anos (quem já esteve na vereação do PS). O Marvão para Todos é o único mensageiro da novidade, e é isso que quer ser, para todos os lugares onde tivermos a benesse de sermos eleitos.


Tal como o nosso símbolo, e o nosso nome indicam, quem colocar o X no 1º quadradinho, coloca-o no que há de melhor em Marvão: o património (o castelo) e as pessoas (um idoso, um homem, uma criança).



Que Marvão seja para Todos! Que assim seja! 











quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Poder estar no centro do mundo (de volta a ti, Cali...)

 


 Ora aqui está uma notícia que me faz orgulhar, e muito, do meu país.




Eu sei que tenho de me orgulhar (do tamanho) da língua, que se estende pelos continentes; da história, em que chegamos a dividir o mundo ao meio (esta mitad para mi, te quedas com la outra, vale?); não me orgulho assim muito do campeonato da europa que ganhámos no ano passado, porque tivemos uma sorte do catano, e mais ainda pelo preto, do qual nunca mais se ouviu falar, ter desferido um pontapézorro daqueles no esférico; nem me orgulho do Ronaldo, que é só um super-homem, que tem a mania que pode ter tudo, e quer ter filhos só dele (sem direito a mãe, os pobres). O Messi, para mim, joga mais! Chupa!


A grande notícia é que mais de 80 especialistas mundiais começaram anteontem, em Lisboa, a debater a doença de Alzheimer e as demências de forma global, um problema que afeta cerca de 50 milhões de pessoas no mundo.


Na Fundação Champalimaud, organizámos, com o apoio da Fundação Rainha Sofia, de Espanha a cimeira internacional “Alzheimer’s Global Summit”, que se prolonga até sexta-feira


Os especialistas sentaram-se assim, no nosso solo, para estarem focados em discutir e partilhar os recentes progressos em duas áreas distintas, mas complementares: a da intervenção terapêutica e a área de investigação sobre doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, Huntington e Parkinson.


O assunto é complexo, mas pode ser esmiuçado por qualquer um que ouse pensar, sem ser necessário ir tirar um curso a Nova Iorque. As pessoas duram cada vez mais. Ou seja fazem-se velhos cada vez mais tarde. Quando eu era puto, as avós eram sempre velhinhas vestidas de preto, porque os maridos já tinham marchado. Cabelos brancos, roupas escuras, e maleitas diversas. Hoje em dia, as avós estão cada vez mais modernas, mais dentro de prazo. Algumas, até parecem jovens!


Os humanos estão a tornar-se argutos em fintar a idade. Adotam estilos de vida saudáveis, praticam desporto até mais tarde, eles tomam comprimidos para serem homens firmes (e hirtos!), e elas, esticam a pele. Mas há um domínio, que a entidade superior que regula isto tudo, não deixa tocar: a caixa negra que todos tempos entre as orelhas. Quando essa avaria: ardeu a tenda! Podes estar, mas não estás. E eu tenho a minha menina, em estado stand by, na Santa Casa da Misericórdia de Marvão, refém deste calvário.


Quando passo de carro por lá, quando penso nela, sinto sempre um sabor agridoce, que tanto me suaviza o sentir, como me castiga a alma. Fico sempre feliz por saber que está tão bem, asseada, alimentada, bem tratada, querida; como fico refém do meu pesar por não podê-la ter junto de mim, como ela me teve colado a ela, quando me deixava dormir na sua cama, junto de si, porque os meus pais, que moravam ao fundo da rua assim o queriam, para me proteger do frio e da noite.


Sei que isto que está a ser tratado em Lisboa, será tão importante para a humanidade… embora me angustie saber que já não irá a tempo dela…


Talvez do meu, se chagar a estas idades… A minha outra tia, de esclarecida memória, costumava contar de uma sua avó que ficou assim… de volta à infância, de nada.


A crise global da demência (porque é disso que se trata. Chamam-lhe um nome estranja para dar feeling, mas é demência, o assunto) afeta mais de 50 milhões de pessoas no mundo. Agora, segurem-se: estima-se que daqui a 30 anos, este número seja 3 vezes maior. 3 vezes!


A cimeira vai reunir cientistas internacionais de mais de 20 países, entre os quais se contam 2 laureados com o prémio máximo da medicina, em 2004 e 2014: Richard Axel e John O'Keefe,  que farão intervenções sobre neurologia e genoma; bem como de redes de cérebro essenciais para a construção de memórias.


Lincon?!? Na... esse era outro!

O neurocientista John O’Keefe, Nobel da Medicina em 2014, pela identificação de um “GPS” cerebral, partilhou hoje em Lisboa alguns pormenores desta investigação, sobre a qual disse esperar que possa responder a desafios como o da doença de Alzheimer.


A investigação premiada descobriu as “células que constituem um sistema no cérebro de determinação da posição”, ou seja, uma espécie de GPS cerebral.


Este sistema permite responder a questões simples, tais como: “Como sabemos onde estamos? Como conseguimos encontrar o caminho entre um local e outro? Como guardamos esta informação de modo a pudermos encontrar rapidamente o caminho uma outra vez?”.


Na sua palestra, o laureado mostrou alguns vídeos da experiência, com os ratos que foram utilizados e que estabeleceram vários circuitos, os quais foram interpretados como mapas celulares relativos a células do hipocampo, parte do cérebro que é considerada a principal sede da memória.


O investigador referiu que o estudo da mudança do desenvolvimento sequencial e fisiológico em modelos pode vir a ser usado numa tarefa maior: a deteção da doença de Alzheimer nos humanos.

Falou-se na casa ideal para um doente destes, e de um bonequinho muito especial...


Minha querida... tanto que tu gostas de bonequinhas... Já lá tens 2 ou 3 que... tinhas dado à Alice e à tua afilhada Leonor. Foram estimadas, e agora regressaram à procedência.
Se eu pudesse, comprava-te uma foca destas...




terça-feira, 19 de setembro de 2017

A blincal, a blincal... (vai o macaque ao...)

- AAAAAAAAAEEHHHHHHH cablan! Y ti vi apanhi comme si fora un cavale- Hihihihihihihihihihihihi

Digam lá o que disserem, estes tempos são um período fantástico para se viver! Já nem falo nas modernices e modernismos tecnológicos, no bom que a tecnologia e a vida moderna nos facilitam. Agora, a guerra nuclear está aí! YEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O tamagotchi coreano não é capaz de estar quieto, o filha da puta. Anda sempre a aparecer na notícias, todo excitado, a mandar bombas para onde quer que calha, e a assustar o Japão; sempre rodeado por um exército de velhos todos iguais, atrás dele, a rirem-se. Ei-lo!



O presidente norte-americano Donald Trump, aquele tipo que parece que tem um rabo de raposa morta na cabeça, e estava habituado a apresentar concursos de televisão (cá, com o Hernâni Carvalho, não tinhas sequer hipótese), chateou-se e defendeu hoje, perante a assembleia geral da ONU, e o incrédulo Gutiérrez, que os seus Estados Unidos poderiam “destruir totalmente" a Coreia do Norte, caso as tensões atuais levem a um conflito com o eventual uso de armas nucleares. Uma cena do tipo: “varre-se aquela merda do mapa, e prontos. Gajos com os olhos em bico, é o que mais há por aí. Basta um pouco e humidade e tarús! Lá vem mais uma resma deles.”


Isto aconteceu hoje, no debate geral anual da 72.ª Assembleia-Geral da ONU, in New York, New York. Antes de Trump… falou o brasilês Michel Temer, o tal que tem mais de meio Brasil detrás dele, por causa de tanta falcatrua. Trump conseguiu falar mais de 40 minutos, sem se babar, ou fazer xixi nas calças. Claro, curto e conciso: se a Coreia do Norte, e o regime de Pyongyang continuar a ameaçar os Estados Unidos e aliados, arrasa-se aquela merda toda! Meto forças motorizadas e “destruo totalmente a Coreia do Norte”

 “É altura de a Coreia do Norte perceber que a sua desnuclearização é o único futuro aceitável”, advertiu Trump, na sua primeira intervenção perante a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que começou hoje.

"Os Estados Unidos têm um grande poder e paciência, mas se formos forçados a defender-nos e a defender os nossos aliados, não teremos outra opção se não a de destruir totalmente a Coreia do Norte. O 'rocket man' está numa missão suicida para si mesmo e para o seu regime", explicou Trump no seu discurso, fazendo referência ao líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Quem ficou muto apoquentado foi o secretário-geral da ONU, o nosso Tony Guterres, que alertou que a ameaça nuclear está “ao nível mais alto desde a Guerra Fria” e avisou as partes envolvidas na crise da Coreia do Norte que "conversa inflamável pode conduzir a mal-entendidos fatais".

 
E onde é que eu meto o porta-aviões, calago?!?!?!?

AHAHAHAAHAH ist da toulada é mesmo inglaçadé



Por seu lado, o exército da Coreia do Norte informou que "devastará impiedosamente" os Estados Unidos se Washington decidir atacar, num momento em que grupo de porta-aviões norte-americano se dirige à região, com receio que os norte-coreanos possam conduzir um sexto teste.


Isto está a ficar bonito, está!