quarta-feira, 23 de março de 2011

Requiem por Sócrates (Em dois actos)

O "nosso" Pinto de Sousa tem aqui dois amigos do peito. Subscrevo.
-(Clicar para ampliar)-

terça-feira, 22 de março de 2011

Abre a pestana!

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Quando é que será que este asno percebe de vez que mais vale um pé do Nuno Gomes no chão que um Cardozo inteiro a voar?

Será ele o único a não compreender que tem desperdiçado sistematicamente o avançado do plantel que se encontra em melhor forma?

Será possível que ainda não seja desta que mete o orgulho pelo rabo acima e dá o braço a torcer?

Não será óbvio que um homem que é uma referência do clube, que é um ídolo da nação benfiquista, que marca sempre que entra (por pouco tempo que falte), que ainda tem muito para dar… merece ser tratado de outra forma?

Se não tivesse sido tão casmurro… talvez a história do campeonato fosse outra. Ele que não abra a pestana e não o meta a jogar no futuro…

Deve estar à espera que o Porto o venha buscar a custo zero.

Palerma!
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Este então… o Cardozo não o marcava nem que vivesse mil anos!

segunda-feira, 21 de março de 2011

A arte está na rua (e é genial!)


“Exit trough the gift shop” (Saída pela lojinha de recordações) o fabuloso falso documentário concebido pelo genial grafitter Banksy, cuja misteriosa identidade continua por revelar, é o filme do momento. Camuflado como sendo uma pretensa breve história da arte de rua, acaba por ser muito mais que isso. É antes um vasto mostruário do seu extraordinário talento, uma crítica feroz ao mercado da arte e à sociedade em geral, em suma, um autêntico manual de subversão, um festim de irreverência.

A arte de hoje em dia não se encontra nos museus… está ao virar da esquina.

Absolutamente obrigatório.




E eu, com acções como estas… ganhei um herói:

'Graffiter' inglês deixa obras em museus famosos
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Site oficial:
http://www.banksy.co.uk/





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quinta-feira, 17 de março de 2011

Savigol (de cerveza!)


Quem é que me havia de dizer que o pequanino gosta tanto como a gente, ãh?

A mim bem me parecia que os dribles dele eram mirabolantes demais para alguém sóbrio.

Ai o catano…
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Saviola apanhado a conduzir com taxa de álcool de 1,26
In Sic
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Javier Saviola foi interceptado pela polícia a conduzir em Lisboa com uma taxa de alcoolemia de 1,26 na madrugada da última sexta-feira. O jogador do Benfica foi detido pelas autoridades e presente a um juiz de instrução criminal que lhe aplicou a suspensão provisória do processo.
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Saviola incorre agora numa pena de até um ano de prisão ou multa até 120 dias. Além disso, pode ficar sem carta de condução, no mínimo, durante um mês, tendo ainda de pagar uma multa que pode chegar aos 1800 euros. A infracção é considerada muito grave. O jogador argentino está arrependido e assume que cometeu um erro e garante que não voltará a repetir.

quarta-feira, 16 de março de 2011

A luta está na rua! (camaradas, pá!)


Foto gamada à Pipoca, aqui

Pois é, pá! Camaradas, pá! Andei tão enleado com a história dos Carnavais que ainda nem comentei convosco, pá, que a LUTA já está na rua, pá! Primeiros foram os camaradas Neto e Falâncio, os verdadeiros Homens da Luta que abarbataram o festival da Canção, pá, numa genial manobra de propaganda política, pá! Depois foram quase 300 mil que vieram para as ruas do nosso pais, pá, reclamar com esta cena toda. Malta com categoria, pá, com estudos, pá, com capacidade, pá, mas que ainda assim tem de viver na casa dos pais e sobreviver de expedientes, pá, porque não consegue arranjar um trabalhinho de jeito, pá. Isto está uma merda que não se aguenta, camaradas, pá. E já vai sendo tempo, pá, de os mamões que estão à frente desta comédia, pá, perceberem, pá, que a rapaziada já vai estando farta de apertar o cinto e viver mal, pá, enquanto eles e os amigos deles se enchem à nossa custa, pá. E também já vai sendo tempo, camaradas, pá, de o Sócrates e companhia perceberem, pá, que esta treta não é eterna, camaradas, pá. Os países fazem-se mas também se desfazem, camaradas, quando é necessário, pá. Eu queria ver, camaradas, o que é que eles faziam se aquela turba que entupiu a avenida da Liberdade, pá, se “virasse a eles”, pá, e começassem a fazer como o tsunami no Japão, pá, a destruir tudo o que ia apanhando pela frente, pá. Isso é que era a verdadeira luta, camaradas, pá. Mas assim também está bem, pá. Agora levaram um tabefe ao jeito de “abrólhos”, camaradas, pá. Para a próxima é a doer, pá. E eu estou contente com isto, camaradas, pá, porque eu, qual Trótski da “Geração à rasca”, pá, já andava a falar na luta à muuuuuuito tempo, pá. Eles que não se ponham a pau c’agente…

KiriKiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiriKiriKiriki

segunda-feira, 14 de março de 2011

O João "Pequeno"

Na Barragem da Póvoa, palco frequente de brincadeira quando visitava a terra, na nossa melhor versão Tom Sawyer – Huckleberry Finn. Ele com 11 anos, chineloca com meia e boné a condizer ao melhor estilo seventies, mais preocupado com o achigã. Eu com 4, armado em boneca, mais preocupado com a pose (já então...), a fingir que pescava mas com carinha de quem estava mais deserto de dar uso às pistolas que trazia à cintura, imaginado que os Cheyennes me aguardavam numa emboscada traiçoeira detrás dos eucaliptros



Há muito tempo que não falávamos. O João, que há-de ser sempre o João "Pequeno”, afastou-se muito de nós depois da morte do meu pai, em 94, que era para ele mais do que um modelo... chegava a ser uma espécie de herói. Depois da morte dele e da avó, voltou à Beirã apenas uma vez, pelo meu casamento.

Tentei que viesse pela minha festa de despedida de vereador quando estiveram todos os meus parentes da Covilhã... à excepção dele. Tentei que viesse pelo baptismo da Alice e comunhão da Leonor. Em vão… O João era assim. De ideias fixas. Eu sei que ele não vinha porque lhe doía demais. A falta de quem ele tanto gostava custava-lhe menos à distância. Ao longe… podia fazer de conta que ainda cá estavam.

Há uns meses mandou-me um sms de madrugada a dizer que precisava de mim. Jamais me passou pela cabeça fazer outra coisa que abrir-lhe os braços. Eu gostava dele como se fosse um irmão mais velho. Ausente, é certo. Mas ainda assim... irmão. Hoje agradeço a Deus ter-me dado o discernimento para fazer o que devia ter sido feito.

A partir daí, trocámos sms esporádicos. Voltei a falar com ele há uma semana, quando o cunhado António me ligou. Tinham estado os dois a ler o meu blogue. Disseram-me que se riram comigo e pensaram ligar-me. Tinham visto a “Canção da Alice”. Perguntei-lhe se andava bem e ele disse-me que sim, que parecia que as coisas se iam endireitar. Era difícil arranjar emprego mas as perspectivas eram boas. Pedi-lhe que viesse à Beirã. Outra vez. Disse-lhe que as tias estavam velhotas e que iriam adorar vê-lo. “Se elas te vissem era como se vissem o Deus do Céu”. “Eu sei”, respondeu. “Eu vou”.

Hoje quando o telemóvel tocou com o número da Covilhã pensei: “é desta que vêm passar o fim-de-semana”, mas a voz do António não era de festa. Tinha havido problemas com o João e eu nem fui capaz de perguntar o quê. Do outro lado da linha chegou o pior. O João tinha tombado perante a morte, vítima de um ataque cardíaco fulminante quando fazia de biscate umas pinturas ocasionais com um amigo.

Eu já levei uns grandes pontapés na cabeça da vida e quando isso acontece… cria calo, mas nunca estamos preparados para notícias assim.

Tinha apenas 44 anos, feitos em Dezembro último. Era apenas um garoto.

Há pessoas para quem a vida é madrasta. Há pessoas que apesar de inteligentes, apesar de serem capazes de fazer quase tudo, nunca chegam a fazer realmente nada. O João foi assim. Como se tivesse esperado o comboio da vida na linha 1 e ela o tivesse “fintado” passando na linha ao lado. Foi sem ter casado, sem ter tido a alegria de ver nascer um filho, sem ter tido a estabilidade de ter um emprego, sem ter tido a sua própria casa. Ainda tinha tudo por fazer e quando assim é… fica um amargo de boca, uma azia difícil de domar. É como ser excluído sem ir a jogo.

O João também morreu de amor. Eu nunca vi ninguém que tivesse uma paixão pela mãe como a que ele nutria com tanto carinho. Quase comovia só de ver. Quando ela desistiu de viver, cansada de tanto lutar por cá continuar, a alegria esfumou-se do olhar do João. Aquele corpo deixou de ter luz e gente lá dentro. A partir daí foi um lento arrastar até hoje.

E até na morte decalcou o seu ídolo, imitando-o nesse derradeiro mergulho para a eternidade.

Hoje estamos todos combalidos, derrotados, devassados por esta dor imensa de o ter perdido mas eu sei que o João, esteja lá ele onde estiver, está bem, está acompanhado por quem mais amou, está a sorrir de certeza. Pode ser duro dizer isto mas eu acho que ele está onde sempre quis estar desde que ficou sem a mãe.

A partir de agora viveremos das memórias. Iremos sempre recordá-lo e assim mantê-lo juntinho a nós. Cada vez que me falarem nele hei-de sempre recordar as longas tardes de pescaria na Barragem da Póvoa, os lânguidos almoços na cozinha grande da Covilhã, as tricas e as tretas que me ensinou, as tardes a jogar snooker no Figueiredo ou no café dos Penedos Altos, as noites na batota e no "montinho", os jogos sempre novos que trazia das ruas da cidade para a aldeia da Beirã. Onde hoje os sinos choraram por ele.

É o mais batido dos lugares comuns mas eu sei que a vida é mesmo assim. Ainda ontem li no Facebook, respostas que deu acerca de mim no “Jogo do Sim e do Não” (e eu tive que me inscrever naquela treta para desbloquear a resposta) e hoje já não o tenho cá. De vez.

Dizia a pergunta: “Achas que Pedro Sobreiro gosta de ti?”. Resposta dele: “Sim”.

Podes crer, meu velho. Gosta mesmo.

Sempre gostará...
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Com a mãe, minha querida tia paterna Irene, o meu irmão e a Lassie na varanda na casa da Barroca do Lobo, sob o look atento e muito eighties das minhas primas Paula e Céu

Com o primo Carlos numa almoçarada debaixo da latada lá de casa, daquelas que duravam horas

Brincando na barragem da Serra num piquenique familiar, imitando touros para a câmara com o meu pai

Com a avó paterna que também venerava, na escadaria da casa da Beirã

Na torre com as manas, o cunhado, o Miguel, a prima Fatinha e a Tia Cali
Bons tempos que recordaremos sempre com saudade.
Até sempre, amigo...

quinta-feira, 10 de março de 2011

Escola de Samba "Unidos da Ramila de Cima" bota prá quebrá!


Grupo Carnavalesco "Unidos da Ramila de Cima"
No carro: José Carlos Costa (Raínha)
Bateria (Esq./Dir.): Luís Barradas, Pedro Sobreiro, Vítor Ramos, Bonito Dias, Hernâni Sarnadas (eu bem disse para sairem detrás dos penachos... por causa disso tive de meter duas fotos...), Benvindo Trigueiro.
Bailarinas: Júlia Barradas, Leonor Sobreiro, Ana Teresa Barroqueiro, Cristina Lança, Alice Sobreiro (Foliona-mirím com 1 ano e 1 mês de vida), Maria Dias, Paula Lança, Matilde Costa e Carla Guilhens.
Porta-Estandartes: Filipe e Luís Barradas


A minha Família Foliona de Banhista à antiga
Da esquerda para a direita:
Crianças: Matilde Costa, Maria Dias, Leonor Sobreiro, Luís Barradas, Filipe Barradas, Ana Teresa Barroqueiro
Adultos: Zeca (Vendedor de gelados e bolinhas); Carla Guilhens, Paula Lança, Vítor Ramos, Luís Barradas, Bonito Dias, Júlia Barradas (Banhistas à antiga); Benvindo Trigueiro (Vendedor de Óculos), Pedro Sobreiro como Nadador Salvador
A Cristina e o Nani estavam a trabalhar (alguém tem de levar esta merda para a frente...)


A sensação com que fico quando vejo as fotos que nos foram tirando durante este Carnaval é a de que não expressam nem uma ínfima parte daquilo que vivemos tão intensamente durante estes últimos 6 dias. Nas fotos aparecem uns mascarados a sorrir mas para quem lá estava, foi tudo tão mais colorido e diferente que não dá para explicar. Afinal, foi quase uma semana de “prego a fundo”, passada em matinées, desfiles e bailes que “parar” era palavra proibida e havia que dar ao corpo ao manifesto.

Numa apreciação geral, fiquei com a clara impressão que o nível apresentado pelos foliões foi altíssimo. Houve menos grupos a desfilar pela avenida, é certo, mas os carros estavam todos fantásticos, pejados de bonecos giríssimos. Salta à vista que houve preparação, que houve muita dedicação e muitas horas de trabalho. Qualquer um dos carros, e não tenho a mais menor dúvida disto, teria lugar num dos grandes carnavais portugueses. Por aqui brinca-se a sério! Parabéns a todos!

No meu caso, devo dizer que apesar de me considerar um folião por natureza, antes do primeiro Carnaval de Marvão não ligava absolutamente nada à festa. Achava corriqueiro e farsola e custava-me, quando me deslocava a Castelo de Vide para ver os desfiles, porque acabava sempre por me sentir defraudado. O Carnaval para quem vê nunca é tão sedutor. Aqui o caso é claro: ou se está dentro, ou se está fora.

Sendo assim, nada me resta que tirar o chapéu às precursoras do Carnaval de Marvão, o grupo da Ana Sequeira e Companhia, que tiveram um dia a ousadia de pensar que seria possível. Eu, que então era Vereador da Cultura, achei que por diversos motivos, a iniciativa iria ser um logro e recordo-me perfeitamente de como fiquei boquiaberto quando vi o Largo de Santo António completamente repleto de gente. Como quando não os consegues vencer, o melhor é juntares-te a eles, entrei de cabeça no Folião de “armas e bagagens”. “O seu a seu dono”, que é mais do que merecido.

Depois, tive a sorte de me conseguir reunir com um grupo de AMIGOS (os melhores!) absolutamente fantástico que trabalha em equipa e se diverte como um louco nestes dias frenéticos. Só assim seria possível mergulhar de cabeça numa piscina de água gelada quando chovia copiosamente. Tudo pela diversão e pela festa! No final há mãos em carne viva, lábios rebentados, braços esfolados, peitos doridos mas espíritos em alta! Tudo à grande!

E é esta minha FAMÍLIA FOLIONA que durante estes dias se muda sempre de armas e bagagens para a Ramila, para abancar no quartel general do nosso Sargento Ramos (o Folião-Mor) que dá sentido a tudo e faz tudo valer a pena. Eu sei que durante estes dias vai custar a recuperar…mas já estamos todos a pensar como é que vai ser para o ano…

Para finalizar, um agradecimento especial à Margarida por fazer o favor de nos aturar; à Dona Jacinta Lança pela confecção dos fatos carnavalescos da Escola de Samba para as crianças e senhoras (que ficaram de alta categoria); à nossa modista D.ª Graciete; à Rosa que arranjou os cabelos das donzelas; ao nosso motorista Zé Henriques; aos nossos fotógrafos Bananitas (desfiles) e Pedro Jesus (Enterro); e a todos os foliões que ajudaram à festa, sobretudo aos que deram as mãos para o enterro da sardinha. Até para o ano!










Ah! A Alexandra Sequeira, essa grande foliona, meteu no Facebook alguns videos sobre o enterro que ficaram geniais, sobretudo o do Sr. Saúl que apanhou um valente susto e ia caindo para trás. É de partir o côco a rir. Não percam!
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Enterro da Sardinha - Benção ao Sr. Zé Pinadas
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Enterro da Sardinha - Benção ao Sr. Saúl
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Enterro da Sardinha - Cerimonial
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Enterro da Sardinha - Ordinário da Missa
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Caríssimos irmãos e irmãs, que a graça do senhor vos cubra, em nome da tia, da avó, da prima e da sobrinha. Estamos aqui reunidos para, como sabem, enterrarmos o folião que durante estes últimos dias tantas alegrias nos deu. É certo que muitos de nós, pagamos no pêlo (e bem caro!), o preço de tanta folia mas de outra forma não poderia ser. Se não houver quem dê o corpo ao manifesto, quem desafie a chuva e o frio e tudo faça para se divertir e para os outros animar, não haveria Carnaval. Foram dias duros, mas dias de muita alegria e dias que não esqueceremos. Bem haja ao folião por tudo aquilo que nos deu… que não foi pouco.

Num ano tão fustigado,
Pela crise internacional,
A única coisa que se safa,
Ainda vai sendo o Carnaval.

Foi um folião em grande,
Com muitos bailes e discotecas,
Com desfiles e desbundas,
Marchas e cenas tarecas.

No domingo meteu samba,
Com uma escolinha bem animada,
Os Unidos da Ramila,
Puxaram em força pela rapaziada.

Vieram os soldados da Fortuna,
Pra salvar o Carnaval,
Nem sequer faltou o famoso carro,
Com a risca especial.

Do Oeste chegou ,
um Cabaret da coxa muito afamado,
Com meninas charmosas e bonitas,
E também um xerife - rei do gado.

A Malta das amendoeiras,
Armou um grande churrasco,
Não faltou a bela entremeada,
Que até transbordava do tacho.

Com umas minis bem fresquinhas,
E um tinto da região,
Passou-se a tarde em beleza,
Parecia que estávamos no Verão.

Apareceu também um grupo,
Que lembrava o Carlos Castro,
Muitas Barbies e o alguns Kens,
E um ou outro emplastro.

Nos bailes houve enfermeiras,
Mickeys, piratas e sevilhanas,
Gueixas, playboys, palhaços,
Amola-tesouras e outra traquitanas.

Terça-feira trouxe a chuva,
E uns banhistas à antiga,
Que não tiveram medo ao frio,
E se atiraram de barriga (para dentro da piscina)

De Espanha chegou a Feria de Marzo,
Com um cartel deslumbrante,
Não faltaram chicas guapas,
Todas com ar muy elegante.

Houve também jardins floridos,
Super Mários de Motorizada,
Sem-abrigos abrigos a pedinchar,
E muita gente mascarada.

Terminou tudo em beleza,
Em festa no Arenense,
Todo o mundo em folia,
Num arraial mesmo valente.

Viva o Marvão Folião,
Festa da nossa eleição,
Vivida com alegria,
Devoção e dedicação.

Pega-lhe fogo, ó Luís da Funerária!

segunda-feira, 7 de março de 2011

O Folião

Ai o Carnaval é uma festa tão linda. Ai a gente diverte-se tanto com o Folião. Ai eu agora nem tenho tempo para escrever porque o Folião absorve-me de noite e de dia. Todo o tempo é para o Folião. O Folião é tão bom.

Quem acompanha este blogue há algum tempo já está certamente a par da dedicação e do rigor com que os elementos do grupo carnavalesco “Unidos da Ramila de Cima”, ao qual tenho a honra de pertencer, preparam as suas produções ano após ano. As nossas arrojadas performances, famosas pelo seu carácter visceral e por levarem o humor e a folia ao limite, deram muito que falar em 2008, 2009 e 2010.

A preparação dos desfiles deste ano está a decorrer com o ritmo habitual. Enquanto os outros grupos fazem o seu trabalho de casa e ultimam detalhes… nós vamos fazendo petiscos. Já vai no quarto e fartamo-nos de decidir coisas, sobretudo na primeira meia hora…

Sendo geralmente o responsável pela componente imagética e pela banda sonora, faço as minhas pesquisas na net que tantas vezes me conduzem por territórios admiráveis.

Nesta semana, enquanto procurava uns hits carnavalescos, dei com esta pérola…




É… eu também acho que os concertos no Brasil são mais animados que por cá. Se por cá fossem sempre assim… acho que ia mais vezes…

Eu quero é sambaaaaaaaarrrrrr!

(e já só volto lá para Quinta-Feira, depois de enterrar a sarrrrrrdinha! Ai eu….)

quarta-feira, 2 de março de 2011

A ferros!


Este Benfica, que é um Benfica de primeira, viu-se aflito para bater um Sporting que actualmente é de terceira (Sem Liedson, sem Moutinho, sem Izmailov…) mas se bateu que nem um leão, sobretudo na primeira metade do desafio.

Qualquer um podia ter ganho (recordo uma oportunidade de golo claríssima para qualquer uma das partes, na sequência do mesmo lance, nos minutos finais) mas penso que não estou a ser injusto se afirmar que foi o Benfica que mais lutou pela vitória, que foi o Benfica que teve mais oportunidades desperdiçadas (penálti falhado, bola de Cardozo na barra, corte de Cardozo a pontapé de baliza de Patrício que passou a escassos centímetros do ferro…), que foi o Benfica que mais mereceu estar na final.

O Sporting entrou muito bem, consciente que disputava o jogo da época, numa fase derradeira da única competição na qual ainda podia ter ambições de salvar uma temporada desastrosa. Na segunda metade mastigou, queimou tempo, tentou empurrar para os penáltis e acabou por morrer com o seu próprio veneno.

No final foi Javi, sempre imperial, que resolveu, com um toque subtil mas pleno de intenção e inteligência, a fugir do raio de acção de Patrício.

Eu mostro o cartão amarelo a Jesus porque não soube motivar uma equipa que entrou apática e a jogar a espaços, mas sobretudo porque deixou em lume brando durante tempo demais, unidades que pura e simplesmente passaram ao lado do jogo e aqui recordo Martins (trapalhão e perdulário), Gaitán (apático), Sálvio e sobretudo Saviola (jogou?).

Valeu-nos a competência extrema e a concentração do nosso capitão Luisão, um Coentrão que mudou de pilhas para o segundo tempo, Maxi, Javi e dois homens que salvaram a exibição ao emendarem erros crassos (penálti e saída fora de tempo a cruzamento que deu golo lagarto) com um golo de cabeça ao estilo míssil e uma defesa impossível no final.

Já passou… isto contra o Sporting é sempre uma guerra de nervos… e com 3 mulheres em casa, um homem nem sequer pode dizer qualquer coisinha para aliviar a tensão. Tive de ir para o quarto...

ESTAMOS NA FINAL!!!!

E Coimbra fica aqui tão perto… e a Bairrada também… está mesmo a pedi-las…

BEEEEEEEEEEEEEEENNNNNNNNNNFFFFFFFFIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIICCCCCAAAAAAAAAAAAAA!

terça-feira, 1 de março de 2011

Foi por vontade de Deus







O nosso guerreiro... todo rebentado da luta. Um duro, este gajo!-
Até o nosso JJ andava mexido! Até os trrrrinca!
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Tu não tens culpa. A tua avó é que nunca havia de ter nascido!

SER BENFIQUISTA É TER NA ALMA A CHAMA IMENSA!

Eu não vi o jogo do Benfica com o Marítimo do passado domingo. Tive ensaio geral do meu grupo de Carnaval, com mulheres e crianças incluídas e como calhava bem a quase a todos… tive de me sujeitar.

Acabei de ver o jogo agora, na Benfica TV, terça-feira, 18.30h e percebi que não vi o jogo do Benfica no domingo por vontade de Deus. Eu não tinha sobrevivido a tanto…

Eu sou tão do Benfica, tão, tão… sofro tanto pelo Benfica que mesmo sabendo que tínhamos acabado por vencer 2-1, vejo o jogo sempre na expectativa que um lance qualquer possa ter desfecho diferente e o resultado final seja outro.

Aquilo foi uma coisa do outro mundo.

O Benfica fez uma exibição memorável, plena de raça e de querer. O jogo foi um festival de bom futebol onde não faltaram bolas nos barrotes, defesas impossíveis, “perdidas” em cima da linha de golo e uma arbitragem a roçar o terrorismo puro.

O Benfica foi o único e incontestável dono e senhor do desafio mas nem isso o safou de sofrer um golo traiçoeiro de um Marítimo que estacionou não um autocarro mas uma ilha inteira à frente da baliza. Mas o Benfica resistiu, o Benfica batalhou, o Benfica não parou de acreditar e lutou, lutou até que marcou e empatou. A fé dos mais de 50 mil adeptos que fervilhavam nas bancadas era tanta que a equipa galvanizou-se, superou-se e chegou ao golo da vitória já nos descontos. Foi então que o sistema, que agora é silencioso mas ainda funciona (e bem!), se encarregou de fazer o resto e até esse tento precioso lhe roubou.

Outros certamente vergariam, caindo rendidos aos pés do cronómetro, vencidos pela maldade do homem, mas o Benfica não! O Benfica fez das fraquezas forças e num remate fulgurante de Fábio Coentrão, digno de ficar registados nas imagens mais lindas da história do clube, vingou o resultado e carimbou a vitória num momento em que todo o estádio explodiu de alegria, num orgasmo de luz e cor. Memorável!

Foi há dois dias, a mais de 200 quilómetros de distância mas nem mesmo assim deixei de sentir um arrepio na espinha e de ter os olhos rasos de emoção.

O mergulho de Fábio para as bancadas, aquela comunhão única entre jogador e adeptos só é possível no Benfica. Quando algum dia alguém me perguntar o que é o Benfica, eu digo-lhe, eu mostro-lhe que o Benfica é isto. Nenhum outro clube em Portugal e julgo que poucos ou nenhum outro no mundo conseguem esta simbiose perfeita. O Benfica é do povo, o Benfica é dos sócios e adeptos que animam a “máquina” e a alimentam com o seu fervor e a sua devoção durante os jogos. O Benfica é isto. É enorme. É insuperável.

E eu quero lá saber se o Porto vai ser campeão de Portugal, da Europa, do Mundo, ou da Galáxia. O Porto até pode ganhar tudo o que quiser. Não me interessa porque eu sei que o Porto JAMAIS poderá ter isto!

Isto é só nosso. Isto é SER BENFICA!