domingo, 25 de outubro de 2020

O Papa do Amor

 
O bispo lá de trás, está a pensar: "faço-te a folha!", ou, "eras bem abatido, eras!"


Durante esta semana, a boçal normalidade foi abanada porque foram reveladas as seguintes declarações do Papa Francisco (aqui, segundo o jornal “Público” de 21.10.2020):

"Pela primeira vez, Papa Francisco defende uniões de facto para casais homossexuais

Francisco defende, num documentário, a criação de uma lei da união civil que abranja os casais homossexuais.

 

O Papa Francisco defendeu a regulação do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, dizendo que os “homossexuais têm direito a fazer parte de uma família”. As declarações do chefe da Igreja Católica representam a demonstração mais forte de apoio aos direitos LGBT e marcam uma distância considerável em relação às posições tradicionais do Vaticano.

Francisco já tinha manifestado intenção de se aproximar dos crentes homossexuais e de promover o seu acolhimento pela Igreja Católica. Porém, esta é a primeira vez que defende publicamente a união civil entre pessoas do mesmo sexo, dizendo-o abertamente.

“O que precisamos é de uma lei de união civil. Dessa forma, estão legalmente assegurados. Defendi isso”, disse o Papa, durante um documentário que estreou esta quarta-feira em Itália e cujas declarações foram divulgadas pelo site Catholic News Agency.

“Os homossexuais têm o direito de fazer parte de uma família. Ninguém deve ser deixado de fora ou sentir-se arrasado por causa disso”, afirmou Francisco.

A posição do Papa foi revelada durante o documentário Francesco, que estreou esta quarta-feira no Festival de Cinema de Roma. O filme incide sobre a forma como o Papa, escolhido em 2013, aborda questões sociais, sobretudo entre aqueles que vivem “nas periferias existenciais”, explica a Catholic News Agency.

Havia uma grande expectativa de que o casamento entre pessoas do mesmo sexo fosse abordado durante o sínodo da família, em 2015, mas não houve desenvolvimentos. Na altura, o Vaticano vivia uma “guerra surda” entre as alas conservadora e progressista, onde Francisco se insere. Nessa altura, o Papa afirmou que “não deve haver nenhuma confusão entre a família desejada por Deus e outros tipos de união”.

“Penso que é um grande passo em frente”, disse ao The Washington Post o reverendo James Martin, que há muito defende o acolhimento de homossexuais na igreja. “No passado, até as uniões civis eram olhadas de lado em vários quadrantes da igreja. Ele está a pôr o seu peso a favor do reconhecimento legal das uniões entre pessoas do mesmo sexo”, acrescentou.

Quando era arcebispo de Buenos Aires, Francisco opôs-se aos planos do Governo de aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas mostrou-se favorável a outro tipo de reconhecimento legal. No livro On Heaven and Earth, publicado em 2013, o Papa não rejeitava a possibilidade de reconhecimento de uniões civis, mas defendia que leis que “equiparam” uniões homossexuais a casamentos são uma “regressão antropológica”.

As declarações de Francisco podem não marcar uma alteração imediata da doutrina da Igreja Católica em relação ao acolhimento de homossexuais, mas representam uma abertura e uma mudança de mentalidades. O seu antecessor, Bento XVI, descrevia a homossexualidade como um “intrínseco mal moral”.

Em 2003, a Congregação do Vaticano para a Doutrina da Fé, então chefiada pelo cardeal Joseph Ratzinger, determinava que “o respeito pelos homossexuais não pode levar, em caso algum, à aprovação do comportamento homossexual ou ao reconhecimento legal de uniões homossexuais”."


Ora o documentário de que falam, e o catapultou para as primeiras páginas de todo o mundo, foi este:



 

Enquanto não chega até nós, este documentário “escrito e realizado por Wim Wenders, três vezes nomeado para o Óscar de Melhor Documentário, ainda não tem data de estreia confirmada em Portugal, conforme revela a NOS. O documentário foi agora exibido, fora da competição, no Festival de Cannes, que decorreu naquela cidade francesa.

 

Mais do que um documentário biográfico sobre o Papa Francisco, este filme é uma viagem pessoal onde as ideias do Papa e a sua mensagem são os pontos centrais. Numa rara coprodução com o Vaticano, este documentário mostra o trabalho do Papa Francisco e as suas respostas a questões globais dos nossos dias, como a morte, justiça social, imigração, ecologia, desigualdade na distribuição da riqueza, materialismo e o papel da família.

 

‘Papa Francisco – Um Homem de Palavra’ apresenta uma pessoa verdadeira, que conseguiu ganhar a confiança de todas as tradições de fé e de várias culturas em todo o mundo.

 

A 13 de março de 2013, o Cardeal de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, torna-se o ducentésimo sexagésimo sexto pontífice da Igreja Católica. É o primeiro Papa do continente americano, o primeiro do hemisfério sul, o primeiro Jesuíta como bispo de Roma, mas principalmente, o primeiro Papa a escolher o nome Francisco, tal como o Santo Francisco de Assis, um dos mais venerados santos Cristãos, que dedicou a sua vida à “Santa Pobreza” e a um profundo amor pela natureza e todos os seres vivos na “Irmã Mãe Terra”.

 

Este documentário é uma rara coprodução com o Vaticano, onde as ideias do Papa e a sua mensagem são pontos centrais. Numa altura de grande descrença nos políticos e nas pessoas em lugares de poder, quando as mentiras e a corrupção fazem parte do dia-a-dia, “Papa Francisco – Um Homem de Palavra” mostra-nos uma pessoa real que ganhou a confiança de todas as tradições de fé em todo o mundo.”

 

E agora entro eu: bem sei que as pessoas não se devem julgar pela sua aparência, o que é absolutamente errado e só nos pode conduzir a um erro crasso, mas a imagem do último papa antes deste, o Ratzinger, ia perfeitamente de encontro às suas posições e não nos convidava nada a gostar do… sujeitinho. Tudo ali, no look, na expressão do olhar vago, na postura corporal, ia de encontro com as suas ideias bacocas, quadradas, a cheirar a mofo.

 

Por seu lado, este papa Francisco, argentino, do Povo, amante de vinho, futebol e mulheres bonitas, defensor de uma perestroika da igreja (como o Gorbachev teve para a União Soviética), encantou-me desde a primeira hora em que lhe meti os olhos em cima. Quanto mais conheço de si, da sua história, dos seus feitos, mais apaixonado fico.




 O visionamento do extraordinário filme Netfix, “Os dois papas”, do oscarizado realizador Fernando “Cidade de Deus” Meireles, foi assim uma espécie de prova dos nove, em que tudo aquilo que suspeitava, se confirmou real, porque a obra é baseada em fatos verídicos, e a qualidade a que a plataforma de distribuição Netflix já nos habituou, tudo confirmam.




Nesta semana, como dizia eu no início, Francisco entrou como se fosse um elefante em fúria numa loja da Vista Alegre no Vaticano, proferindo e defendendo a ideia que os casais homossexuais têm todo o direito em constituir família, em verem os seus interesses protegidos através de uma união civil, e a serem tratados pelos demais como seres humanos que são.

 

Francisco, com que me identifico desde o início, tem muito mais a ver com Cristo, e os ideais do representante de Deus na terra, que por todos nós morreu na cruz (quem não acredita na Personagem, que pelo menos leia a História, e se recorde a partir do nascimento de quem faz a contagem dos anos), que com a todo-poderosa igreja, que foi constituída com base nessa fonte, mas que tantas vezes se deixa adulterar, corromper por escândalos brutais que escandalizam o mundo inteiro, e marcou tão negativamente a nossa história, bastando para tal recordar a negra idade média e os tempos absolutamente terríveis da Inquisição

Este Francisco comove porque é autêntico, é sincero, e antes de apontar o dedo, como Jesus jamais faria a alguém (recordem o episódio bíblico quando a multidão enfurecida quis apedrejar a mulher adúltera, e Ele a protegeu com o seu próprio corpo, colocando-se à sua frente, enfrentando os agressores, dizendo que quem nunca tivesse pecado, que atirasse a primeira pedra), sabe defender o AMOR, como força maior da natureza e do nosso mundo.

 

É um Orgulho enorme ser seu contemporâneo, jogar na sua “equipa”, e aguardo com enorme ansiedade poder visionar este documentário, captado pela lente do maravilhoso Wim “Nas Asas do Desejo”  Wenders.

Correndo para a história!


Claro que vi a transmissão do grande prémio de Portugal em Fórmula 1, que regressou ao nosso país 24 anos depois, desta vez ao Autódromo de Portimão, quando no meu tempo era no Estoril. 

 

E achei aquilo super-interessante, vibrante, e demais!

 

Eu, que nunca fui um puto que ligasse muito a carros, motores e cenas do género, não via uma prova destas há décadas! Tinha ideia que era super-secante, semprer igual, voltas e mais voltas, com o da frente sempre na frente, e os outros sempre na mesma mas... desta vez, não! Para já, a pista é impecável, com um trajeto sinuoso, cheio de altos e baixos, curvas e curvinhas, depois, os pilotos são... PUTOS!!!! bué de intrépidos, que tornaram a transmissão super-interessante logo no início, com todos a picarem-se uns para cima uns dos outros.




Aquilo colou-me ao erã, e de que maneira!

 

Quando eu me lembro, era o fantástico Senna, sempre com o macaco do franciú Prost atrás, e todos com idade para serem meus pais, para não dizer, avós. (apontamento colateral: estou velho!)

 

Adorei o facto do puto inglês Hamilton se ter sagrado no nosso país, que assim voltou a estar ligado à história da modalidade, o recordista de vitórias em grandes prémios, com 92, quando o título pertencia ao Schumacher, com menos uma. Gostei tanto de o ver, tão humilde, abraçado ao pai, com uma mensagem política na proteção bucal contra o Covid 19, dizendo que todas as vidas negras interessam! Tão fixe!

 


Olhem, e para nós, o melhor, é a indubitável promoção turística do nosso país, que assim volta a estar nas bocas do mundo, com um impacto económico do "circo", estimado pelo Jornal Económico, entre 25 e 30 milhões de euros.

 

Valeu! VRRRRUUUUMMMMMMMMMMMM!!!!!


https://sicnoticias.pt/desporto/2020-10-25-Hamilton-vence-GP-de-Portugal-e-torna-se-no-mais-vitorioso-de-sempre-com-92-triunfos?utm_source=onesignal&utm_medium=notification&utm_campaign=desporto&utm_content=Hamilton+vence+GP+de+Portugal+e+torna-se+no+mais+vitorioso+de+sempre+com+92+triunfos


segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Melhor que o Milão? Então não? (Só 3 secos)



Olhem, cumpriram! 

E cá para mim, foi assim:


Marcámos muito cedo, que é uma coisa que adoro porque assim até um gajo come descansado, e mastiga sem medo de se engasgar com algum sobressalto! O Lucas, como a nossa bonequinha do Chiclete lhe chama, faturou cedo, serenou, e carimbou a vitória ainda na primeira parte, antes de pararem para o intervalo. Uma maravilha! 😁


Pelo meio, anularam-nos uma porção deles, alguns por um pintelho em fora de jogo, mas que se lixe! Não precisamos de favores! Valeu assim!


E isto não fechou sem o Gabrielzinho molhar o pão na sopa! Está Jóia!


Claro que quem mais marcou e influenciou o resultado, foi quem ganhou o prémio de Homem do Jogo, o tal Lucas; mas cá para mim, o Dáruíne (após ter sido batizado pelo nosso Jasus Vàlha-me Cristo), está-me uma máquina do catano! Ai mas cagranda jogador! Quando se lhe cola aos pézinhos, ele finta, ele remata, ele assiste, ele prova, a cada jogo em que calça as chuteiras, que foi mesmo uma contratação acertada!



👍💪❤️


E eles podem dizer o que quiserem, que "ah, nós não queremos saber dos outros..." , ou "o nosso trabalho é que é importante" 😱😂🤣😂🤣, ou ainda falta muito campeonato" 😱😂🤣😂🤣, claro que sim!!!! Como não?!?!?!? 


Mas se tudo isso é bem verdade, ainda mais verdade é que nunca sonhei que depois de 4 jogos realizados, já levásse 5 pontos sobre os nossos arqui-rivais (que já se esbardalharam em casa com os da ilha, e neste fim de semana, tropeçaram nos lagartos); e os de verde, que também seguem atrás de nós, à mesma distância, mas que levam um jogo a menos. 




O cheiro do fumo que sai do escape incomoda? Deixem lá! Devem de haver coisas piores! 🧐


Muitos beijinhos! 😘


Nota do redator: o título desta prosa faz alusão à heróica noite do Rio Ave frente aos gladiadores do Milão, numa noite chuvosa e memorável no início deste mês, em que agarrados ao televisor ou um aparelho qualquer, todos fomos Caxinas. e resistimos até que caímos gordinhos aos pés do Golias. 

Sempre palmas a eles, mas hoje... "deixem passar, esta linda brincadeira...." 😁😀🤣😂🤣😂🤣😂




quarta-feira, 14 de outubro de 2020

O caminho


Nesta nova fase da minha vida (após 2011), na recuperação do grave acidente onde quase a perdi, aproximei-me de Cristo (mais depois de ter feito o curso de Cristandade), e dos seus ensinamentos. Passei a frequentar a igreja, pelo menos uma vez por semana, para ouvir os seus ensinamentos e me aproximar da sua comunidade, onde me sinto em famíia.


Por entendimento do Prof. João de Deus, que me batizou, e sempre foi uma figura decisiva no meu percurso de vida, passei a integrar o grupo de leitores semanais, com muito prazer, o que faz com que, uma vez por mês, seja eu a realizar as leituras na missa dominical, e na do meio da semana.

Preparo-as antes, relendo-as, meditando sobre elas, 


A de hoje rezava assim:

  

Primeira leitura: Gálatas 5, 18-25


Irmãos: Se sois conduzidos pelo Espírito, não estais sob o domínio da Lei. Mas as obras da carne estão à vista. São estas: 

fornicação,
impureza,
devassidão,
idolatria,
feitiçaria,
inimizades,
contenda,
ciúme,
fúrias,
ambições,
discórdias,
partidarismos,
invejas,
bebedeiras,
orgias e coisas semelhantes a estas.

Sobre elas vos previno, como já preveni: os que praticarem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.

Por seu lado, é este o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, auto-domínio. Contra tais coisas não há lei.

Mas os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e desejos.

Se vivemos no Espírito, sigamos também o Espírito.

Palavra do Senhor.  


Eu li, e perguntei-me: porque é que será que a mim é que me tocam sempre estas?!?!? 

Porque é que quando chegamos à parte da eucaristia em que pedimos perdão, porque sabemos que pecamos em PENSAMENTOS, atos e omissões, sinto que aquilo foi escrito para mim??!?!?

Porquê?!?!?

Aqui é que é mesmo...misericórdia...

domingo, 11 de outubro de 2020

Oh la la! E os avecs não passaram por nós, non!

Mûto obrigadô pour l'image, mè Carissíme)

Foi um belíssimo desafio. Das notas que tirei no meu caderninho de bolso:

- Foi uma granda joga! Os gajos são só tubarões, e têm mais craques por m2 que a Assembleia da República: Mbappé, Griezmann, Pogba, Giroud e por aí fora! Mas nós tivemos o nosso CR7 em grande nível, e o resto da rapaziada também esteve muito bem, com um valente Raphael Guerreiro, um gigante Pepe, um estratégico William, um esforçado e incansável Danilo, um experiente Rúben Dias, e um ai Jesus Rui Patrício!

 



- Deixámos a melhor das imagens, e provámos por A + B que aquilo de lhes termos comido a papa na testa, na final do europeu de há 4 anos atrás, não foi apenas um pontapé de raiva do Éder, na sobranceria e altivez gaulesa. Hoje estivemos de gala!

 



- Podem ter vencido o campeonato do mundo dois anos depois, mas isso não interessa para aqui nadinha! No meu estaminé, eu é que digo o que é que interessa! E isso não interessa, porque o tema não é esse!


Hoje, perante essa França gigante, o pequenino Portugal que foi para lá nas últimas décadas do Estado Novo, de mala vazia e mão aberta, a pedir trabalho e esmola; provou que cresceu! E muito!

 

- Entrámos muito bem, e fechámo-los na metade do campo deles. Aguentámos bem. Na Segunda parte tomaram a poção do druída e meteram respeito.

Ainda assim, quem esteve mais perto marcar, fomos nós! Olarés!

 

- Defrontar estes gendarmes, faz-me sempre tremer, e recuar a uma noite de S. João, a 23 de Junho de 1984 (tinha eu 11 anos), a um jogo de meias-finais do Campeonato da Europa, em que com cinco golos, 120 minutos de jogo e incerteza no marcador, a formação das "quinas" não esqueceu o tão característico fado e deixou fugir a vantagem no marcador já no prolongamento.


- O Sinhore enginhairo do penta, é mesmo um grande mister! Há ali muita não de obra... mas muita sensibilidade (e inteligência!), também!




- Nós, os únicos vencedores deste troféu recém criado, iremos lutar para o mantermos, e as bases estão sólidas!





sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Diz a SIC: Coronavírus em Marvão. Ou seja, já chegou o papão!



Ora, e o que é que sucedeu?

O que sucedeu foi que estava o vosso Tio Sabi prestes a meter qualquer coisinha no bucho, de forma a dar continuidade à sua jornada diária contínua de trabalho (de portas abertas até às 15h, fora o trabalho em back-office depois), para que não desfalecesse com fraqueza aos pés de um contribuinte qualquer; quando espreitou as notícias e se deparou com o seu concelho, mais precisamente, com a sua terra no ar, no seu canal favorito!

 

“Eh, Lecas!!!!!!!” E isto?, perguntou-se.

 

Pois que há para aí um ou outro caso de covid registado, já eu sabia, que nesta nossa santa terrinha chega sempre tudo com natural atraso. Também já sabia que a porra do efeito “bola de neve” funciona mesmo neste tipo de chatices, sobretudo quando se chega às crianças mais pequeninas, que metem tudo na boquita e querem lá saber, ou compreendem, essa porra das distâncias!  

 

Agora, ir daí para quase que abrir o noticiário da SIC, ainda por cima sem o “nosso” repórter de estimação (Hugo Alcântara), foi assim mesmo uma cena de espanto! Se fosse na CM TV, que anda sempre por aí em cada esquina a farejar sangue e desgraça, ainda se compreendia, mas ali…

 

Olhem, o que eu achei é que “sim, o caso é mau, é grave, e todos os cuidados são poucos para se combater esta terrível pandemia, mas se tivermos todos os naturais cuidados (usarmos máscara, mantivermos as distâncias, evitarmos o contato, higienizarmos com frequência as mãos), somos capazes de nos aguentarmos até uns cientistas marados quaisquer descobrirem a porra da vacina.

 

Atendendo aos números absolutamente avassaladores de vítimas, sobretudo as mortais no mundo inteiro (https://www.rtp.pt/noticias/mundo/a-evolucao-da-covid-19-no-mundo_i1213866) e em Portugal (https://www.rtp.pt/noticias/pais/a-evolucao-da-covid-19-em-portugal_i1213879), tenho de dizer que nunca eu esperei na minha vida ter de enfrentar uma guerra tão silenciosa, tão inesperada, tao brusca. Mas esta pandemia, esta gripe, sob a qual diversas vezes já escrevi aqui, que quanto a mim tem contornos tão estranhos que dificilmente me conseguem fazer acreditar que teve origem natural, ainda vai dar muito que falar.

O caos no mundo

E em Portugal
 

Oxalá este surto de Marvão seja extinto com brevidade, com celeridade, com eficácia, e passe depressa, porque era o que mais faltava era nem sequer podermos sair à rua descansados, para frequentarmos os nossos sítios de culto, onde somos habitués e nos fazem tanta falta! Que stress, meu!

 

Pois eu não podia deixar passar este momento algo bizarro, em que saltámos para o centro dos holofotes não pelas razões naturais, ligadas ao nosso belíssimo e riquíssimo património histórico/cultural/gastronómico/turístico, mas antes por andarmos agora, a cavar trincheiras para fazermos frente a este tão letal quanto invisível, silencioso e traiçoeiro inimigo.

 

Para terminar, deixo a reportagem (da hora de almoço, que foi maior que a versão da noite) para que vejam e analisem com os vossos próprios olhos, o que sucedeu.       



   

Não posso terminar sem parabenizar os nossos interlocutores que estiveram todos muito bem, muito calmos, muito serenos, muito compassados a falar, ao ponto de até sentirmos orgulho pela imagem que deram de nós. Olhem, bem hajam, malta! Foi porreiro, pá!






Quanto ao resto, tudo isto permanecerá a ser para mim, uma tremenda dúvida, e um turbilhão de incógnitas: como é que para uns, tudo não passa de um simples resfriado, por vezes até assintomático; quando para outros é um mal avassalador e devastador que tudo muda, como se se tratasse de um comboio em chamas louco desgovernado que desce pela encosta gelada abaixo, e esbarra de frente com eles para nunca os deixar iguais, alguns diminuídos para o resto da vida, sem capacidade, nem resistência pulmonar.

 

A nossa reação, desta sociedade tão moderna, preparada e evoluída, perante este desconhecido, foi recuarmos todos para a casa, como os nossos antepassados fizeram quando se anichavam nas cavernas, às escuras, para assim conseguirem fugir com vida dos predadores gigantes de outrora.

 

E este nosso mundo tão avançado tecnologicamente, que assistiu incapaz e impotente, à forma como valas comuns eram abertas nas grandes metrópoles do globo, do Rio de Janeiro a Nova Iorque, nunca mais será o mesmo, porque apanhou um susto que nunca mais o deixará igual, enquanto espera (e teme!) pela próxima desgraça.

 

Enquanto isso, aquela barbaridade loura que lidera os americanos, a tal que se passeia como se tivesse um esquilo morto na cabeça, vangloria-se por ter vencido a doença, graças às drogas que aconselhava todos a tomarem (hidroxicloroquina?!? Lixívia?!?), querendo assim conquistar uma população que tem tanto de estúpida como corajosa, e provavelmente lhe vai entregar o cetro outra vez.


Adensa-se assim ainda mais em mim, a incerteza perante um mal que se de umas vezes, como esta, parece que nem passou pela pessoa; de outras, enche as morgues, os cemitérios e os crematórios, por dizimar tanto os que estavam já debilitados por uma doença crónica; como alguns até jovens e atléticos, que caem na cama e de lá não mais regressam.  

 

Paciência, cuidado, serenidade e sensatez devem agora nortear os nossos passos, e hábitos como nunca antes, para que consigamos todos sair daqui.

 

Estejam atentos e cuidem de vós.

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Os zombies do novo amanhã?


Ah… tenho de começar por dizer a quem por aqui ainda passa, para espreitar para o que o bardo diz e pensa… que já tinha saudades de por aqui vir. Acontece que a companhia, o palco, o convívio com os meus pares que aqui procurei a princípio no blogger, encontro-o muito no faceboook, que está sempre no bolso, e na internet para quem quer através do meu perfil “Pedro Sobreiro” ou do link https://www.facebook.com/pedro.sobreiro.14, para quem não tem esta rede.

 

Quase todos os dias passo por lá a largar uma ou outra laracha, a comentar esta ou aquela notícia, a partilhar uma ou outra mensagem de alguém, que gostei de ver; a lançar uma foto, ou a comentar outra de alguém.

 

Hoje consegui “arranjar” tempo para ver com atenção o documentário do qual todos falam: “O Dilema das Redes Sociais”, da Netflix, e aqui o reporto.



Esta plataforma de distribuição digital causa-me alguma angústia, devo confessar, em grande parte porque se a adquiri por forte insistência das minhas filhas, que são completamente vidradas na programação (que seguem com frequência pelos aparelhos móveis por todo o lado), nunca consegui dela desfrutar o prazer que deve dar. Como adorava ter tempo para “papar” aquelas temporadas de séries que serão certamente fantásticas… mas… que não consigo lá chegar. Se dissesse àqueles fãs indefetíveis que apesar de assinante, nunca vi um episódio da “Casa de Papel”, nem da “Guerra dos Tronos, certamente seria apedrejado de gargalhadas.

 

Séries, não tenho lá chegado mas dos filmes produzidos pela Netflix, vi, gostei muito e recomendei “Os Dois Papas”, que achei muito interessante e bem conseguido, a cavalo de um gigante Anthony Hopkins; e um soberbo “O Irlandês”, num festim mafioso do mais alto nível, de mais de 3 horas com os absolutamente soberbos e imortais, De Niro, Joe Pesci, e Al Pacino. Devo ter estado o tempo inteiro a babar-me, num salivar sempre em crescendo, como meu cão quando começa a ver que lhe guardámos a parte final do gelado.




Ou seja, dali é tudo belíssimo e se eu tivesse mais tempo, tudo paparia e aí sim aproveitaria o dinheiro investido que, diga-se de passagem, não é ora assim tanto, sobretudos se compararmos com o que custam os outros canais. Faz de conta que se beberam umas cervejas a mais, num dia, com a vantagem de nunca haver ressaca.

 

Mas o assunto hoje é outro e na minha análise, neste brilhante documentário, há ali duas vertentes a considerar: a excessiva ligação/exposição de todos ao convívio social virtual, que quase sempre faz a grande maioria querer parecer mais do que aquilo que realmente é (quem é que não gosta de se achar melhor? E que custo isso terá?); e a consecutiva manipulação dos povos/eleitores, dando lugar votações que à partida pareceriam completamente absurdas, leia-se Trumps e Bolsonaros, mas que la que las hay…si hay.

 

Das palavras de criadores/inovadores/crânios testa de ferro ligados à Google, ao Faceboook, ao Instagram, ao Twitter e outras redes sociais, muitos dos quais já bateram asa do negócio, tirei algumas anotações:


“Se continuarmos com o estado atual por, digamos mais 20 anos, provavelmente destruiremos a nossa civilização devido à ignorância; não devemos conseguir enfrentar o desafio das alterações climáticas; provavelmente degradaremos as democracias do mundo, para que caiam numa espécie de disfunção autocrática bizarra; provavelmente arruinaremos a economia global; provavelmente não sobreviveremos.”


“Pode parecer estranho, mas este é o meu mundo e a minha comunidade. Eu não os odeio, não quero fazer mal à Google ou ao Facebook. Só quero reformulá-los para que não destruam o mundo. Sabem?”



“Nunca aceitem vídeos que vos são propostos pelo youtube! Essa é outra forma de lutar! Não deixem que os algoritmos mandem em vós!”



“Será esta a última geração de pessoas, que saberá como era antes da ilusão?”


“Como é que se acorda da matriz, quando não se sabe que se está nela?”



“Ao terem estas conversas, e expressarem a vossa opinião, nalguns casos, através destas mesmas tecnologias, podemos começar a mudar a tendência e a conversa.”


“Vivemos num mundo em que uma árvore morta, vale mais que uma viva; num mundo em que uma baleia vale mais morta que viva. Desde que a nossa economia funciona dessa forma, e as empresas não sejam reguladas, vão continuar a destruir árvores, a matar baleias, pata minar a terra e a continuarem a tirar óleo do chão, apesar de sabermos que está a destruir o planeta, e sabermos que vai deixar um mundo pior para as gerações futuras.

Isto é um pensamento a curto prazo, baseado nesta religião de lucro a todo o custo, como se, de alguma forma, cada empresa que aja no seu interesse egoísta, produzisse o melhor resultado.

Isto afeta o ambiente há muito tempo.

 

O que é assustador e o que espero que seja a última gota, a que nos fará acordar como civilização, é ver que agora somos nós a árvore, agora somos nós a baleia.


A nossa atenção pode ser minada.

Somos mais lucrativos para uma empresa, se passarmos o tempo ligados a um ecrã, a olhar para um anúncio, do que se passarmos esse tempo a viver de uma forma livre, rica.
E nós estamos a ver os resultados disso! Estamos a ver as empresas a utilizarem inteligência artificial poderosa, para nos enganar, e descobrir como nos ganhar a atenção, para o que querem que vejamos, com os nossos objetivos, valores e vidas.


Desinstalei imensas aplicações do meu telefone porque senti que me estavam a fazer perder imenso tempo (que é o mais precioso, afinal!).

Tirei todas as aplicações das redes sociais, das notícias, e desliguei as notificações, em tudo o que fazia a minha perna vibrar com informação que não era oportuna, ou deveras importante para mim.

Pelo mesmo motivo que nunca aceito cookies.

Desliguem as notificações… Desliguem as notificações… Desliguem as notificações!



Vocês votam com os cliques, e os cliques são iscos, estão a ajudar a criar um incentivo financeiro que perpetua este sistema.



Antes de partilharem, verifiquem a fonte, façam uma pesquisa extra.

Se parece que é algo concebido para carregar nos botões emocionais, provavelmente, é.



Descobri. 3 regras que facilitam a vida das famílias, e que são justificadas pela pesquisa:

1) Quero todos os aparelhos fora dos quartos. Meia hora antes de deitar, quero todos os dispositivos desligados.


2) Nada de redes sociais até à escola secundária. Pessoalmente, parece-me que a idade deveria ser 16 anos, embora no secundário já seja muito difícil. Tentem ficar fora disso até lá.


3) Faça um orçamento temporal com os seus filhos. Conversem com eles, e verá que eles até são razoáveis.



Desliguem a conta. O dia está lindo. Saiam do sistema. O mundo é lindo!

 

Pois, tudo isto está muito bem, mas cá o vosso Tio Sabi não vive numa cave ligada à maquinaria, e gosta muito de viver, da natureza, do ar livre, do desporto, e de vez em quando, ver como anda o pessoal pela net.  Os abusos é que fazem mal, não é?

Pois, afinal, como sempre.

 

Olhem, se querem o meu conselho, vejam isto do documentário, que está muita bom.

Se não estiverem inscritos, aproveitem a benesse do período experimental de 30 dias e depois batam asa. Ou deixem-se por lá ficar porque há companhias bem piores.

 

Grande abraço e passem pelo facebook que aquilo está sempre animado, ópázinhas e ópázinhos!

Porra, ó Sabi! Eu já sabia que eu é que iria pagar esta merda toda...

És lexado!

sábado, 5 de setembro de 2020

Portugal à vista... de Marvão

 Ligação para a reportagem:

https://sicnoticias.pt/pais/2020-09-04-Portugal-a-Vista-Alem-onde-acaba-o-mundo


Tínhamos terminado de jantar e eu saí para o quintal, para olhar o céu e as estrelas, tomar um café e fumar o meu segundo e último cigarrinho do dia, enquanto também via o final do jornal da noite da SIC, no tablet. Integrado neste, sem estar à espera, assisto à nova rubrica “Portugal à vista”, da autoria da jornalista Teresa Conceição, com acessória de Joel Santos e Magali Tarouca, ontem intitulado “Além onde acaba o mundo", que versava sobre “o património arquitetónico e a história nacional”, e se dedicava aos “ofícios tradicionais em tempo de inovação e as fortalezas alentejanas que defenderam a linha da fronteira junto a Espanha”.

 

Tratou-se de uma notável peça jornalística, com belíssimas imagens e prosa de igual valor (que podem observar carregando no link por baixo da imagem), que fizeram uma promoção de valor incalculável, e explica muito do significativo aumento de visitantes que tenho registado na vila nos últimos dias, em que o Covid todos tem afastado das praias, e aproximado do interior.

 

Senti fascínio, admiração e sobretudo, orgulho, por poder registar o estado de conservação da minha terra, e das novas atividades que se podem desfrutar por aqui, de que o Rail Bike da Beirã é um importante exemplo.

 

“Eh… (pensava…) eu sou daqui! A minha terra está linda! (e contrasta de forma significativa com as outras fortalezas, não tão bem administradas e geridas)”

 

Não sei se o Município teve alguma coisa que ver com esta obra, desconheço se o seu surgimento agora em antena, estará ligado a alguma avença que foi feita com a comunicação social (no meu tempo em que era vice-presidente, não havia dinheiro para nada disto… está bem, está!), mas o que eu sei, é que foi muito bem feito, que é assim que se chega lá, e que estas lanças em África valem ouro e são o caminho certo para o desenvolvimento sustentável do turismo!

 

Não há almoços grátis, como não há reportagens destas só porque apetece. A Sociedade Independente de Comunicação tem de gerar lucros, e o filho do Balsemão adora mostrar aos investidores (como é natural), a importância que a estação tem, cada vez com mais share e audiência. Sendo assim, é natural que tenha havido alguém a mexer os cordelinhos para que isto tenha sido possível, e os nossos agentes que operam nesta área económica (alojamentos, restaurantes, bares, artesanatos, lojas) agradecem. Eles, obviamente, e todos os naturais de cá que se sentem inchados até mais não!

 

Foi um extraordinário marco!


Parabéns (a quem de direito)!