Final vencida... com distinção! Afinal, o patinho feio, pau para toda a obra, também sabe fazer golos!
Assim, de 10 finais... já só ficam a faltar 9. Nem os pastéis da capital tinham veneno, nem nós vínhamos com o cú cheio de medo, da cabazada que mamámos dos alemães. Que vão pó Füher que os pariu!
Diz que a entrada em campo, e os minutos inciais foram de gala, que eu não vi. Só apanhei a joga a tempo, dos gajos terem mandado uma ao poste, e quando entro no café, o meu "Barba de Chibatarro" mai lindo, o meu amore, faz golão de fora da área, que eu nem sabia que ele assim, também os sabia marcar.
Os gajos ainda meteram sustos e a cabeçorra de fora... mas foi ao lado.
Depois, mestre Sávio, faz um golo de luxo, que mais parecia um gole. Que nível, que classe, que suplesse. Tão lindo. Tão fácil.
Pra fechar, a passe de Mitro...o meu amor penteadinho, "Jonas, the Pistolonas" em cheio! E assim já lhe disculpo uma, em que feito alvarenga, não meteu ao Mafarrico, que só tinha de empurrar.
Mas estava fora de jogo quem?!?!?!?!?!?!? Os cornos, pá! Olha, sabes como dizia a outra aleivosa? Limpinho, limpinho.
O
Município de Marvão, amabilíssimo, convidou a população para participar, neste
dia 13 de Março (segunda-feira), na discussão pública do projeto para execução,
da obra de reabilitação do Largo Ricardo Vaz Monteiro, em Santo António das
Areias. A mesma estava marcada para as 6h da tarde, no salão principal da
aldeia, a sala nº 1 do Grupo Desportivo Arenense.
O shôr Sobreiro estava esquecido.
Quando ela, a parceria perguntou: "então não vais à reunião?".
Ele, ou seja, eu, respondi:
"Ai… mas é que podes mesmo crer!”
Passei lá à porta, junto dela, e vi poucas movimentações, ou
nenhumas. Estava aberta, mas vi tão pouca gente que ainda pensei em bater asa
dali. Peguei na estrada para regressar a casa, e a meio dei comigo conversar:
"ai, totó, volta mas é lá para trás, que é o futuro do coração da tua
terra que está a ser estudado, e, se és convidado a participar... participa,
pois".
Lá chegado, o prazer de rever
alguns amigos, companheiros de luta presentes, e o gozo que me dá virar a cara,
a quem… nem o meu cumprimento merece.
O senhor edil do concelho,
acompanhado da senhora engenheira do município, estavam prontos a tentarem
esmiuçar as alterações, que foram feitas ao projeto inicial, já ali discutido
em sessão pública, com as sugestões que lhes foram transmitidas pelo senhor
presidente da junta de freguesia. Todas corretíssimas, segundo me pareceram.
— A "caixa/área" de jogos tradicionais, descontinuada por sua
sugestão, seria uma zona de pouco sucesso;
— A manutenção de aparelhos de parque infantil, capazes de atrair os mais
pequenos, evitando que o único espaço lúdico do gênero, permanecesse junto à
piscina, pareceu—me também muito razoável
E falou—se de pisos a utilizar,
das áreas a manter, e das águas pluviais.
Para aqui o Ti Drocas, a grande
cena continua a ser, que passamos a parecer uma aldeia da Playmobil, onde não
há carros que circulam e pessoas de verdade que vivem.
Uma grande falha da autarquia
foi, a meu ver, não ter conseguido que a planta proposta, pudesse ter sido
exposta, num cartaz alto, ou num projetor, para que pudesse ter sido analisada
por todos, em conjunto, ao mesmo tempo. Como se fosse uma sessão pública de
esclarecimento. No fundo, o que era, afinal.
Como quando cheguei, estava todo
o mundo sentado cá atrás, a boneca do Tio Sabi, foi logo para a fila da frente,
para ver as estrelas de perto. Por isso, quando foi chamado o primeiro grupo de
meninos e meninas que podiam chegar—se adiante para conhecer a obra, meteu—se logo
em bicos dos pés. Ahhhh pois é, bebés.
E vi. Olhem, parece—me bem. Tenho
muita pena que não tenha ido mais gente. Aquilo, no fundo, é a nossa terra,
verdade?
Destes todos “candidatos” que já se
perfilam, nem todos se sairão bem, por certo.
Veremos se as pessoas têm
discernimento, para realmente perceberem quem as pode ajudar, desabnegadamente,
sem interesse, porque têm vida própria e se orientam por si.
Vi, ouvi, saí, dei a vez.
Contou—me por telefone um amigo,
que perdi a cena da noite. Disse—me ele que ShôtorBaltazar, com a sua classe e o seu nível, deu
uma de luva branca a um jovem de Marvão, com idade para ser seu filho, que
agora se julga o paladino da democracia, e veio para ali alvitrar comentários,
a um realidade que não é a sua.
Na verdade, presunção e água
benta... cada um toma a que quer.
— “Então e os da sua brigada, não
o defenderam? Não se levantaram?”, perguntei.
— "Nada!", disse—me.
— "Realmente, para se falar
e fazer boa figura... convém saber. Fica bem, aos outros. E a nós também".
Para se abrirem as bocarras, convém ter algum substrato.
A pergunta do Drocas foi só uma,
dirigida à senhora engenheira:
— E as casas de banho? Não vão
ser intervencionadas? É que isto vai haver tanto luxo em tudo, mas ninguém fala
das WCs, que são absolutamente terceiro—mundistas. Urinois à princípios de
século passado, se dá prisão de ventre... as cagadeiras são rasteiras e estão
sempre que metem nojo aos cães. Tá bem que a malta é muita porca mas os meninos
precisam de brincar em condições. Pelo menos isso.
Recebi um "ah, isso vai ser
contemplado", mas muito vago, muito no ar. Vi que tiraram notas, mas falta
o resto.
Tem que haver cuidado porque a malta está atenta, tem
meios e mecanismos ao seu dispor e nisso aí, é como Deus: não dorme em serviço.
“À
luz da lua” dizem que os pretos são azuis. É verem o filme, e confirmarem.
Importantes
notas introdutórias:
1.Sempre
detestei os gajos que contavam o fim dos filmes, dos livros, ou das histórias,
em geral. Se for esse o caso e ainda não tiveres visto a película, aconselho-te
a bazar. Depois não digas que não te avisei. É aborrecido. Eu estou numa mesa
de café, a contar, e só cá se senta a ouvir, quem quiser.
2.Isto
tem por aqui um linguajar que não se aconselha a jovens, ou a pessoal que leia
as historinhas do Tio Sabi, em lares e instituições de solidariedade. Não mete
muitas c******das, mas é ofensiva. Porque o filme também o pode ser.
Isto
que vivi ontem, aqui no meu sofá, é mágico. Poder ver o filme que foi
escolhido há semanas, como sendo o melhor do ano para a Academia, sentado em
casa, é um prazer indescritível. Os computadores pessoais (que bem me lembro de
aparecerem, como mais um eletrodoméstico), a internet, e o tanto que ainda
estará para vir, não deixaram que nada fosse como dantes.
O
vosso Tio Sabi não inveja quem tem o hábito de leitura, mas inveja muito quem
tem tempo para ver filmes, porque ele não tem. E ontem não viu o filme nas
condições que realmente gosta, no escuro, a assimilar e pensar, a curtir o que via. A
luz estava acesa, uma tinha na televisão uma coisa de que gostava, a outra
estava a namorar com o telefone, e a sorte foi que a terrorista nº 1 estava na
reserva dos avós. Por isso, mesmo assim, vi.
Levava
já um certo preconceito, devo confessá-lo. Sabia mais ou menos que o filme tratava
de homossexualidade entre negros. Um amigo meu comentou na net que, na sua
opinião, se tratava de uma grande obra, que merecia ser vista. E há aquela
sobejamente conhecida história do fadista João Braga que, numa de marialva,
aproveitou para criticar que para a academia, não bastava serem pretos, senão
ainda por cima, paneleiros.
Chamo
pretos porque também, e não lhes levo a mal, se me chamarem a mim, branco. Não
é pejorativo. É a constatação de uma realidade. Cada um, é como cada qual. Não
sou mais, nem menos. Sou assim.
O
filme ficou marcado também, pela célebre troca de envelopes, em que, por longuíssimos
minutos, o La La Land, lhe roubou o lugar (reposto de imediato, nos segundos
seguintes), e por um discurso absolutamente trepidante da atriz Viola Davies, secundária,
que estava a falar e parecia que estava a ler.
Começo
a ver a fita e durante largos, longos minutos, custou-me a assimilar, absorver.
Não se passava nada de extraordinário, que justificasse um enredo.
Miúdos
muito miúdos, comparações entre sexos, típicas daquela idade e um pretinho com
um andar assim pró esquisito, que se revelava diferente. Muito bullying dos
colegas na escola e a constatação de ser um caso à parte.
Entretanto,
é “apadrinhado” por um drug dealer que lhe acha piada e lhe dá o amparo que a
mãe, drogadíssima de crack, não lhe consegue dar, de todo.
Por
estas alturas, já eu tinha de fazer um esforço do catano, para conseguir ver
até ao fim porque… o filme não prende, não puxa, não agarra. Aquilo é um arrastar
de sofrimento sem explicação, por vício e desejos alternativos. Se a Academia,
que é quem mais percebe da coisa, o escolheu, tens de o mamar, salvo seja.
Depois
o puto, já na escola, topa um colega a afiambrar uma pequena. Colega esse que
vai ser depois importante no seguimento da história. A dada altura,
encontram-se os dois numa praínha à noite e percebem que se curtem. Que estão
na mesma onda. Eu sempre a pensar: se começam aos melos, não estou para estar
para aqui a aturar isto. Mas não. Foi só festinhas e, pelos vistos, acho que
lhe tocou uma secóvia. Uma masturbação, vá! Pelo menos, limpou-se à areia. Uma
cena muito poética.
Na
escola, era os putos sempre a apertarem e a gozaram com o Little (quando era
pequenino), ou Chiron, como o chamavam quando já era adolescente, por ele ser
esquisito, mas há um dia em que lhe salta a mola, e se “amanda” para cima de um
de rastas, que é reles como as cobras. Bem… espeta-lhe um tareião que o mete na
prisa. Vai para o xilindró. Como não tem ninguém… está feito.
Depois
o tempo passa e o gajo aparece já como sendo mano, o cota, um dude, um man. O
que é que ele faz? Trabalha numa bomba de gasolina? Num supermercado? Não!
Vende a droga, que é o mundo em que sempre se moveu. Tem um cabedalorro do
camandro. Brinco na orelha, uma touca de estilo nadador e uns músculos do
cacete. Mesmo muito musculado.
Muda de cidade para cidade, conforme manda a
rede onde está metido e eis que senão quando, já não me recordo bem como, o
miúdo que teve uma cena com ele, lhe liga. Já o não sei bem meter de pé, salvo
seja, nem sei bem como é que soube o número, mas falaram. Disse-lhe o amigo…
colorido… que um gajo chegou ao café da beira da estrada onde trabalha, meteu
uma moeda na Jukebox e tocou um tema que o fez lembrar dele.
Por
isso quis saber dele, procura-lo. E o outro foi ter com ele. Na América, nos
filmes, tudo é perto. Encontraram-se no café, jantaram e foram os dois para o
quarto, onde ele morava. Aí, o Sabi pensou: “queres ver que é desta que mando
isto abaixo?”
Mas
não. Foi muito íntegro, só com os dois no quarto, e ele faz-lhe a revelação de
que foi o único o homem que o tocou. E assim… encerra o filme.
Pergunta
óbvia que me martela na cabeça: só isto?!?!?!? Mas ficou tudo doidão, ou quê?
Mas sou eu que me tornei um calhau com olhos, ou a malta da academia, composta
por mais de 6.000 membros, de 36 países, passou-se de vez?
Epá…
se é só isto, eu também faço um comentário: cagou-se, Helena!
Ai
tá de intelectual, tá!
Quando
alguém muito evoluído me perguntar o que achei, responderei: chorei. Pra
estudar a reação. Se for má, digo… “chorei mas de… de alegria!”
Maneiros
que esta… quizomba… vai passar a figurar entre estes ilustres:
O
Padrinho (icónico, um dos…)
Voando
sobre um ninho de cucos (Milos Forman com o melhor Nicholson)
O
caçador (fabuloso De Niro)
Gandhi
(quando os filmes ensinavam. Enorme Ben Kingsley)
Amadeus
(e a música clássica mudou de fugura)
África
minha (romance épico de Meryl Streep e Robert Redford)
Platoon
– os bravos do pelotão (Um Stone que se revela)
O
último imperador (O oriente por Belucci)
Encontro
de irmãos (Grandes Cruise e Hoffman)
Danças
com Lobos (Costner rescrevendo a história da América)
O
silêncio dos Inocentes (Jonathan Demme, Foster e Hopkins, nO hino)
Imperdoável
(Eastwood reinventando os westerns)
A
lista de Schindler (Spielberg fazendo contas com o passado)
Forrest
Gump (A América revista pelos olhos de um puro)
Braveheart
(Mel Gibson faz história, da Escócia e do homem)
Titanic
(as bilheteiras e a história num casamento perfeito)
A
paixão de Shakespeare (Quando a ilha abalroou o continente)
Beleza
Americana (retrato dos EUA, nesse então)
Gladiador
(uma homenagem à escola clássica)
Uma
mente brilhante (Biopic com Crowe, que volta a brilhar)
Desde já há 20(!) anos (since 1997) — A redação por dROCAS Sabi
Este é fresco, é!
E é mesmo de verdade... AHAHAHAHAHAHAHAHAH Qui Lindo!
Cheguei
ao jantar (sala n° 1 do GDA) já bem perto das 7 meia. Sem marcações, sem
combinações, sem copos antes para "aquecer", que continuo na fase
Zen. Sentar—me—ia perto de quem me sentisse bem, e evitaria quem já provou, que
nem sequer merece a minha coabitação por perto. Dou—me bem com quase toda a
gente, toda a que considero de bem, e algum lugarinho haveria de haver. Mas
estava bem longe de pensar, que Deus me tinha guardado, o lugar bem ao lado de
um homem que conheço, e admiro, há volta de 30 anos atrás.
Uma
figura mítica, icónica de Santo António das Areias, Ti João Carroça, pai do meu
querido amigo, já prematuramente desaparecido, Sérgio Carroça.
Não
o via há imenso tempo, mas ele disse que me vê todos os dias, passar junto à
sua horta, à entrada de Santo António. Ti João trabalhava na câmara municipal,
e sempre foi homem que se via pouco... quando estava sério. Quando um copito
lhe entrava a mais no físico, era de rir até mais não. Puríssimo, genuíno,
engraçadíssimo, analfabeto, bom, sempre o adorei.
Conheci—o
na casa do Ti João Grande, seu cunhado, quando aquele geria uma verdadeira instituição
na aldeia de Santo António das Areias (situada onde é hoje a pensão Poejo),
depois das antigas bombas, no prédio da Nunes Sequeira. Cervejaria, taberna,
casa de pasto, pensão, era um santuário incontornável de bem comer e beber na
terra.
Recordo
uma noite, já gaiatão, de ter bebido umas boas imperiais com aquele homem. Era
alguém que eu desconhecia, e soube então que era pai do meu Velharasco Sérgio.
Nessa vez, já estava bem do meio para a frente. A sua maneira de cantar
enfeitiçou—me. Um "iara—tum—de—tum—da—terooooooo", que versa mais
pasodobles, e faz o compasso ao mesmo tempo da melodia. É lindo! Ainda nunca o
tinha conseguido gravar ao vivo. Até ontem. Estava sóbrio demais, é certo,
muito pouco bebido, e foi complicado sacar—lhe os tons. Mas como tem um grande
à vontade comigo, sabia bem da minha amizade pelo seu filho, entre uns
"tàs cada vez mais parvo", um "ah, ah, mas é merda!"
perante as minhas incessantes gargalhadas, lá consegui que ficasse registado
para todó sempre, a arte deste amigo.
Tão
feliz que eu fui com isto... Tão bem empregue que dei o meu tempo.
Momento histórico 2
Vou mandar fazer um dvd com isto
Esta era a "Júlia Fadista"
Mas
este não foi o único ponto alto da noite. A comissão masculina, da qual faziam
parte os meus amigos Luís Andrade, Zeca Costa, José Baltazar, André Caldeira e
António Machado, conseguiram nesta edição, fazer aquilo que defendo há anos:
passar a festa de domingo, para sábado. Tudo através de uma simples votação e
resolvido duma assentada só.
A
festa é muito antiga. Diz a tradição que o domingo era o dia de descanso
semanal, e era o adequado para este tipo de manifestações. Depois, os homens
trabalhavam no campo, as senhoras em casa, e havia sempre uma certa tolerância
que hoje em dia, se esvaiu. Domingo, é dia de descanso, mas e segunda... de
escola! Nessa noite, está tudo meio macambúzio, a pensar que no dia a seguir,
tem de ir bolir.
Estes
amigos venceram os velhos do Restelo, e conseguiram fazer valer a adaptação aos
tempos modernos, tão necessária para que estas tradições sobrevivam. A
explicação dada pelo Luís, sobre a forma como iria decorrer a votação, foi
completa e sucinta. Ficava pois, tudo entregue à decisão da maioria.
Mas
eis que senão quando, um homem que me habituei toda a vida, a ver como sendo um
defensor da democracia, se insurgiu do nada, de forma, creio eu, abusiva e
muito infeliz, por se querer quebrar com o passado. As mudanças custam sempre,
sobretudo para as mentes mais retrógradas e tacanhas. Mas o que se passou ali,
foi que a comissão em funções, se apercebeu da vontade generalizada de se
querer fazer a mudança do dia, e optou por sufraga—la. Tão simples quanto isto!
O contrário, o fazer valer a obrigação da tradição, sobre a vontade de apenas
saber a opinião da maioria, é fascismo. Peço desculpa, mas é o que penso.
A
votação foi... renhida. Por escassos votos, menos de 10, mas foi assim.
Para
o ano, se Deus quiser, o baile da pinhata terá muito mais gente, e a animação
na aldeia será muito maior. Isso é uma certeza absoluta.
Há
que ter inteligência e alguma maleabilidade, porque somos poucos, cada vez
menos, e se não nos estimar—mos uns aos outros... quem é que nos estimará?
À
comissão, os meus parabéns pelo arrojo, pela audácia, e pela coragem. Como eu
disse ao Luís Risadas, que era o "chefe"/porta voz de ontem: não era
Chefe da "Malta do Cabo d'Aço" da minha juventude quem queria. Era
quem podia. E o papel servia—
lhe
que nem uma luva!
Tiro—lhes
a todos, como lhe tirei a ele, a boina!
Eu
e o Ti João votámos sim, sábado! Com a sua vontade e a minha ajuda. ;)
Correr à chuva. A saudades que eu já tinha disto...
Depois
da missa (hoje, pelos textos e pela homilía, particularmente enriquecedora),
despi o fato de treino e comecei a correr pela estrada de Marvão acima, tal e qual
como faço todos os dias quando vou trabalhar, só que montado no meu SKT (Super
Kaguincha Twingo).
A
ideia era correr por caminhos nunca dantes navegados, e descer para o Vale de
Ródäo, por um caminho ao lado do cemitério de Marvão, na Fonte da Pipa.
Quando
lá cheguei, a consciência desafiadora começou—se a rir às gargalhadas: "já
no outro dia aqui estiveste, quando deste a volta pelo outro lado, pela
Portagem. Tu tens é medo e não és capaz é de subir Marvão, sem estares
mentalmente preparado para isso".
"Ai
é? Então vamos a Marvão!" Sempre a dar—lhe, sempre a subir, com uma
ininterrupta cacimba que iluminada pelo sol, dava um ar de
fantasmagórico/sobrenatural/twilight a tudo.
Que
glória se respira ali, nestes momentos.
"Este
gajo é só um louco e um parvalhão", podem pensar.
"Tudo
bem! Mas é tãããããão bom." E vocês não são capazes. :P”
Quis
descer, não pela estrada, mas pelo caminho medieval junto à ultima curva. Foi
lindo, foi maravilhoso, foi uma belíssima escolha mas tive de ter muito
cuidado. As pedras estavam escorregadias pa caramba e um passo em falso... era
o trambolhão do artista.
Chegado
ao cruzamento da Fonte da Pipa, cortei para o Vale de Rodão e encontrei um
percurso pedestre do Parque Natural da Serra de São Mamede, que liga a Castelo de
Vide e está... tão bom, tão bom, que os meus olhos pareciam estar parvos. Bem
sinalizado, limpo, acessível, com painéis explicativos... uma coisa de filme!
Mergulhei
no Vale de Ródäo, e esta zona é para mim, o Shangri—la do Shangri—la que é
Marvão. Tão bucólica, tão preciosa, tão em bruto...
Amo!
Feliz... milhões!
Quando
estava prestes a chegar ao Camping de Marvão do nosso Rudi, liga—me a Tina e
fiquei sem telefone, o que quase nunca me acontece.
Berrou
o telefone, o conta Km (a sessão ficou a rolar durante 7!!! Horas), e perdeu—se
o mapa.
Mas
eu quero que fique registado que até lá a riba foram +— 50 minutos. Lá e por
ali abaixo, perdi imenso tempo no Safari fotográfico, outra das cambiantes da
manhã desportiva.
Registados
ficaram 14 km e devo ter feito mais uns 4... dos Barretos até aqui.
O
tempo foi +— 3 horas (saí depois da missa, às 10; cheguei quando marcava as 13
h e 2 m, na Torre. )
E
isso tudo rendeu quanto, que é o que realmente importa? 4.540 calorias queimadas.
Quanto
é isso? Vejam o Peso Certo na SIC MULHER e façam as contas.
O
desporto faz—me falta à cabeça. I know I can. <3
Tão
feliz... tu também podes! ;)
Então, do
Sabi trail fotográfico desta manhã, sem bateria no telemóvel no final, com +—
18 km percorridos (14 registados + 4 calculados), total de 3 horas e 4.540
calorias queimadas(Ai tens de caber na sunga, tens). Milhares de fotografias
que o cérebro tirou e guardou no disco rígido, mais estas...algumas.
Um
abraço ao amigo Luís Costa, que se deixou raptar pelas garras de Morfeu. Também
não era de estranhar: ontem combinámos às duas da matina, na net... Ainda não
foi desta...
:(
Marvão nem se via...
Santo António também não...
Lá no alto... não se via, mas sentia-se!
Interessante... vamos palmilhá-lo um pouco...
Montanha russa para baixo...
À beira do precipício
Postais vivos... à nossa espera...
A fonte do CarValho. Belissimo ponto. Belísima descrição.
É de ler...
"Este é que é o Sabi?", ouvi-as perguntar baixinho.
Se
eu não gostasse tanto da minha...
e tivesse dinheirinho de sobra... I
Se eu não gostasse tanto da minha...
e tivesse dinheirinho de sobra... II
Belíssimo
pormenor. Quem mora aqui, nunca se deve sentir só.
Vila? Ou para o comboio?
Ah...este
sim é o Parque que eu conhecia quando era vereador.
Belíssimo painel.
Para mim, a vista deste lado é a
mais bonita. Não concordam?