terça-feira, 14 de março de 2017

Boca cheia de pastéis (de uma vez só!) - SLB 4 x Bel. 0


Final vencida... com distinção! Afinal, o patinho feio, pau para toda a obra, também sabe fazer golos!

Assim, de 10 finais... já só ficam a faltar 9. Nem os pastéis da capital tinham veneno, nem nós vínhamos com o cú cheio de medo, da cabazada que mamámos dos alemães. Que vão pó Füher que os pariu!

Diz que a entrada em campo, e os minutos inciais foram de gala, que eu não vi. Só apanhei a joga a tempo, dos gajos terem mandado uma ao poste, e quando entro no café, o meu "Barba de Chibatarro" mai lindo, o meu amore, faz golão de fora da área, que eu nem sabia que ele assim, também os sabia marcar.

Os gajos ainda meteram sustos e a cabeçorra de fora... mas foi ao lado.

Depois, mestre Sávio, faz um golo de luxo, que mais parecia um gole. Que nível, que classe, que suplesse. Tão lindo. Tão fácil.

Pra fechar, a passe de Mitro...o meu amor penteadinho, "Jonas, the Pistolonas" em cheio! E assim já lhe disculpo uma, em que feito alvarenga, não meteu ao Mafarrico, que só tinha de empurrar.

Mas estava fora de jogo quem?!?!?!?!?!?!? Os cornos, pá! Olha, sabes como dizia a outra aleivosa? Limpinho, limpinho.

Nas nalgas, senhor professor, doucement!








Esclarecimentos? Que largo vamos ter na nossa terra?

 

O Município de Marvão, amabilíssimo, convidou a população para participar, neste dia 13 de Março (segunda-feira), na discussão pública do projeto para execução, da obra de reabilitação do Largo Ricardo Vaz Monteiro, em Santo António das Areias. A mesma estava marcada para as 6h da tarde, no salão principal da aldeia, a sala nº 1 do Grupo Desportivo Arenense.

O shôr Sobreiro estava esquecido. Quando ela, a parceria perguntou: "então não vais à reunião?".

Ele, ou seja, eu, respondi: "Ai… mas é que podes mesmo crer!”

Passei lá à porta, junto dela, e vi poucas movimentações, ou nenhumas. Estava aberta, mas vi tão pouca gente que ainda pensei em bater asa dali. Peguei na estrada para regressar a casa, e a meio dei comigo conversar: "ai, totó, volta mas é lá para trás, que é o futuro do coração da tua terra que está a ser estudado, e, se és convidado a participar... participa, pois".

Lá chegado, o prazer de rever alguns amigos, companheiros de luta presentes, e o gozo que me dá virar a cara, a quem… nem o meu cumprimento merece.

O senhor edil do concelho, acompanhado da senhora engenheira do município, estavam prontos a tentarem esmiuçar as alterações, que foram feitas ao projeto inicial, já ali discutido em sessão pública, com as sugestões que lhes foram transmitidas pelo senhor presidente da junta de freguesia. Todas corretíssimas, segundo me pareceram. 

— A "caixa/área" de jogos tradicionais, descontinuada por sua sugestão, seria uma zona de pouco sucesso; 

— A manutenção de aparelhos de parque infantil, capazes de atrair os mais pequenos, evitando que o único espaço lúdico do gênero, permanecesse junto à piscina, pareceu—me também muito razoável

E falou—se de pisos a utilizar, das áreas a manter, e das águas pluviais.

Para aqui o Ti Drocas, a grande cena continua a ser, que passamos a parecer uma aldeia da Playmobil, onde não há carros que circulam e pessoas de verdade que vivem.

Uma grande falha da autarquia foi, a meu ver, não ter conseguido que a planta proposta, pudesse ter sido exposta, num cartaz alto, ou num projetor, para que pudesse ter sido analisada por todos, em conjunto, ao mesmo tempo. Como se fosse uma sessão pública de esclarecimento. No fundo, o que era, afinal.

Como quando cheguei, estava todo o mundo sentado cá atrás, a boneca do Tio Sabi, foi logo para a fila da frente, para ver as estrelas de perto. Por isso, quando foi chamado o primeiro grupo de meninos e meninas que podiam chegarse adiante para conhecer a obra, meteuse logo em bicos dos pés. Ahhhh pois é, bebés.

E vi. Olhem, parece—me bem. Tenho muita pena que não tenha ido mais gente. Aquilo, no fundo, é a nossa terra, verdade?

Destes todos “candidatos” que já se perfilam, nem todos se sairão bem, por certo.

Veremos se as pessoas têm discernimento, para realmente perceberem quem as pode ajudar, desabnegadamente, sem interesse, porque têm vida própria e se orientam por si.

Vi, ouvi, saí, dei a vez.

Contou—me por telefone um amigo, que perdi a cena da noite. Disse—me ele que Shôtor Baltazar, com a sua classe e o seu nível, deu uma de luva branca a um jovem de Marvão, com idade para ser seu filho, que agora se julga o paladino da democracia, e veio para ali alvitrar comentários, a um realidade que não é a sua.

Na verdade, presunção e água benta... cada um toma a que quer.

— “Então e os da sua brigada, não o defenderam? Não se levantaram?”, perguntei.

— "Nada!", disse—me.

— "Realmente, para se falar e fazer boa figura... convém saber. Fica bem, aos outros. E a nós também". Para se abrirem as bocarras, convém ter algum substrato.

A pergunta do Drocas foi só uma, dirigida à senhora engenheira:


— E as casas de banho? Não vão ser intervencionadas? É que isto vai haver tanto luxo em tudo, mas ninguém fala das WCs, que são absolutamente terceiro—mundistas. Urinois à princípios de século passado, se dá prisão de ventre... as cagadeiras são rasteiras e estão sempre que metem nojo aos cães. Tá bem que a malta é muita porca mas os meninos precisam de brincar em condições. Pelo menos isso.

Recebi um "ah, isso vai ser contemplado", mas muito vago, muito no ar. Vi que tiraram notas, mas falta o resto.


Tem que haver cuidado porque a malta está atenta, tem meios e mecanismos ao seu dispor e nisso aí, é como Deus: não dorme em serviço.


sábado, 11 de março de 2017

“Moonlight”, a crítica cinematográfica ao melhor do ano por Ti dROCAS Sabi

(óscar para melhor filme de 2016)

“À luz da lua” dizem que os pretos são azuis. É verem o filme, e confirmarem.


Importantes notas introdutórias:

1.    Sempre detestei os gajos que contavam o fim dos filmes, dos livros, ou das histórias, em geral. Se for esse o caso e ainda não tiveres visto a película, aconselho-te a bazar. Depois não digas que não te avisei. É aborrecido. Eu estou numa mesa de café, a contar, e só cá se senta a ouvir, quem quiser.

2.    Isto tem por aqui um linguajar que não se aconselha a jovens, ou a pessoal que leia as historinhas do Tio Sabi, em lares e instituições de solidariedade. Não mete muitas c******das, mas é ofensiva. Porque o filme também o pode ser.


Isto que vivi ontem, aqui no meu sofá, é mágico. Poder ver o filme que foi escolhido há semanas, como sendo o melhor do ano para a Academia, sentado em casa, é um prazer indescritível. Os computadores pessoais (que bem me lembro de aparecerem, como mais um eletrodoméstico), a internet, e o tanto que ainda estará para vir, não deixaram que nada fosse como dantes.

O vosso Tio Sabi não inveja quem tem o hábito de leitura, mas inveja muito quem tem tempo para ver filmes, porque ele não tem. E ontem não viu o filme nas condições que realmente gosta, no escuro, a assimilar e pensar, a curtir o que via. A luz estava acesa, uma tinha na televisão uma coisa de que gostava, a outra estava a namorar com o telefone, e a sorte foi que a terrorista nº 1 estava na reserva dos avós. Por isso, mesmo assim, vi.

Levava já um certo preconceito, devo confessá-lo. Sabia mais ou menos que o filme tratava de homossexualidade entre negros. Um amigo meu comentou na net que, na sua opinião, se tratava de uma grande obra, que merecia ser vista. E há aquela sobejamente conhecida história do fadista João Braga que, numa de marialva, aproveitou para criticar que para a academia, não bastava serem pretos, senão ainda por cima, paneleiros.

Chamo pretos porque também, e não lhes levo a mal, se me chamarem a mim, branco. Não é pejorativo. É a constatação de uma realidade. Cada um, é como cada qual. Não sou mais, nem menos. Sou assim.

O filme ficou marcado também, pela célebre troca de envelopes, em que, por longuíssimos minutos, o La La Land, lhe roubou o lugar (reposto de imediato, nos segundos seguintes), e por um discurso absolutamente trepidante da atriz Viola Davies, secundária, que estava a falar e parecia que estava a ler.

Começo a ver a fita e durante largos, longos minutos, custou-me a assimilar, absorver. Não se passava nada de extraordinário, que justificasse um enredo.

Miúdos muito miúdos, comparações entre sexos, típicas daquela idade e um pretinho com um andar assim pró esquisito, que se revelava diferente. Muito bullying dos colegas na escola e a constatação de ser um caso à parte.


Entretanto, é “apadrinhado” por um drug dealer que lhe acha piada e lhe dá o amparo que a mãe, drogadíssima de crack, não lhe consegue dar, de todo.


Por estas alturas, já eu tinha de fazer um esforço do catano, para conseguir ver até ao fim porque… o filme não prende, não puxa, não agarra. Aquilo é um arrastar de sofrimento sem explicação, por vício e desejos alternativos. Se a Academia, que é quem mais percebe da coisa, o escolheu, tens de o mamar, salvo seja.

Depois o puto, já na escola, topa um colega a afiambrar uma pequena. Colega esse que vai ser depois importante no seguimento da história. A dada altura, encontram-se os dois numa praínha à noite e percebem que se curtem. Que estão na mesma onda. Eu sempre a pensar: se começam aos melos, não estou para estar para aqui a aturar isto. Mas não. Foi só festinhas e, pelos vistos, acho que lhe tocou uma secóvia. Uma masturbação, vá! Pelo menos, limpou-se à areia. Uma cena muito poética.


Na escola, era os putos sempre a apertarem e a gozaram com o Little (quando era pequenino), ou Chiron, como o chamavam quando já era adolescente, por ele ser esquisito, mas há um dia em que lhe salta a mola, e se “amanda” para cima de um de rastas, que é reles como as cobras. Bem… espeta-lhe um tareião que o mete na prisa. Vai para o xilindró. Como não tem ninguém… está feito.


Depois o tempo passa e o gajo aparece já como sendo mano, o cota, um dude, um man. O que é que ele faz? Trabalha numa bomba de gasolina? Num supermercado? Não! Vende a droga, que é o mundo em que sempre se moveu. Tem um cabedalorro do camandro. Brinco na orelha, uma touca de estilo nadador e uns músculos do cacete. Mesmo muito musculado. 


Muda de cidade para cidade, conforme manda a rede onde está metido e eis que senão quando, já não me recordo bem como, o miúdo que teve uma cena com ele, lhe liga. Já o não sei bem meter de pé, salvo seja, nem sei bem como é que soube o número, mas falaram. Disse-lhe o amigo… colorido… que um gajo chegou ao café da beira da estrada onde trabalha, meteu uma moeda na Jukebox e tocou um tema que o fez lembrar dele.


Por isso quis saber dele, procura-lo. E o outro foi ter com ele. Na América, nos filmes, tudo é perto. Encontraram-se no café, jantaram e foram os dois para o quarto, onde ele morava. Aí, o Sabi pensou: “queres ver que é desta que mando isto abaixo?”


Mas não. Foi muito íntegro, só com os dois no quarto, e ele faz-lhe a revelação de que foi o único o homem que o tocou. E assim… encerra o filme.


Pergunta óbvia que me martela na cabeça: só isto?!?!?!? Mas ficou tudo doidão, ou quê? Mas sou eu que me tornei um calhau com olhos, ou a malta da academia, composta por mais de 6.000 membros, de 36 países, passou-se de vez?

Epá… se é só isto, eu também faço um comentário: cagou-se, Helena!

Ai tá de intelectual, tá!

Quando alguém muito evoluído me perguntar o que achei, responderei: chorei. Pra estudar a reação. Se for má, digo… “chorei mas de… de alegria!”

Maneiros que esta… quizomba… vai passar a figurar entre estes ilustres:

O Padrinho (icónico, um dos…)

Voando sobre um ninho de cucos (Milos Forman com o melhor Nicholson)

O caçador (fabuloso De Niro)

Gandhi (quando os filmes ensinavam. Enorme Ben Kingsley)

Amadeus (e a música clássica mudou de fugura)

África minha (romance épico de Meryl Streep e Robert Redford)

Platoon – os bravos do pelotão (Um Stone que se revela)

O último imperador (O oriente por Belucci)

Encontro de irmãos (Grandes Cruise e Hoffman)

Danças com Lobos (Costner rescrevendo a história da América)

O silêncio dos Inocentes (Jonathan Demme, Foster e Hopkins, nO hino)

Imperdoável (Eastwood reinventando os westerns)

A lista de Schindler (Spielberg fazendo contas com o passado)

Forrest Gump (A América revista pelos olhos de um puro)

Braveheart (Mel Gibson faz história, da Escócia e do homem)

Titanic (as bilheteiras e a história num casamento perfeito)

A paixão de Shakespeare (Quando a ilha abalroou o continente)

Beleza Americana  (retrato dos EUA, nesse então)

Gladiador (uma homenagem à escola clássica)

Uma mente brilhante (Biopic com Crowe, que volta a brilhar)

Million Dollar Baby  (Eastwoood volta a marcar)

Quem quer ser bilionário? (Pegando na realidade)

Estado de Guerra (Ela, em direto) 

sexta-feira, 10 de março de 2017

O meu jantar dos casados de 2017

Desde já há 20(!) anos (since 1997) — A redação por dROCAS Sabi


Este é fresco, é!

E é mesmo de verdade... AHAHAHAHAHAHAHAHAH Qui Lindo!

Cheguei ao jantar (sala n° 1 do GDA) já bem perto das 7 meia. Sem marcações, sem combinações, sem copos antes para "aquecer", que continuo na fase Zen. Sentar—me—ia perto de quem me sentisse bem, e evitaria quem já provou, que nem sequer merece a minha coabitação por perto. Dou—me bem com quase toda a gente, toda a que considero de bem, e algum lugarinho haveria de haver. Mas estava bem longe de pensar, que Deus me tinha guardado, o lugar bem ao lado de um homem que conheço, e admiro, há volta de 30 anos atrás.

Uma figura mítica, icónica de Santo António das Areias, Ti João Carroça, pai do meu querido amigo, já prematuramente desaparecido, Sérgio Carroça.

Não o via há imenso tempo, mas ele disse que me vê todos os dias, passar junto à sua horta, à entrada de Santo António. Ti João trabalhava na câmara municipal, e sempre foi homem que se via pouco... quando estava sério. Quando um copito lhe entrava a mais no físico, era de rir até mais não. Puríssimo, genuíno, engraçadíssimo, analfabeto, bom, sempre o adorei.

Conheci—o na casa do Ti João Grande, seu cunhado, quando aquele geria uma verdadeira instituição na aldeia de Santo António das Areias (situada onde é hoje a pensão Poejo), depois das antigas bombas, no prédio da Nunes Sequeira. Cervejaria, taberna, casa de pasto, pensão, era um santuário incontornável de bem comer e beber na terra.

Recordo uma noite, já gaiatão, de ter bebido umas boas imperiais com aquele homem. Era alguém que eu desconhecia, e soube então que era pai do meu Velharasco Sérgio. Nessa vez, já estava bem do meio para a frente. A sua maneira de cantar enfeitiçou—me. Um "iara—tum—de—tum—da—terooooooo", que versa mais pasodobles, e faz o compasso ao mesmo tempo da melodia. É lindo! Ainda nunca o tinha conseguido gravar ao vivo. Até ontem. Estava sóbrio demais, é certo, muito pouco bebido, e foi complicado sacar—lhe os tons. Mas como tem um grande à vontade comigo, sabia bem da minha amizade pelo seu filho, entre uns "tàs cada vez mais parvo", um "ah, ah, mas é merda!" perante as minhas incessantes gargalhadas, lá consegui que ficasse registado para todó sempre, a arte deste amigo.




Tão feliz que eu fui com isto... Tão bem empregue que dei o meu tempo.

Momento histórico 2
Vou mandar fazer um dvd com isto

Esta era a "Júlia Fadista"

Mas este não foi o único ponto alto da noite. A comissão masculina, da qual faziam parte os meus amigos Luís Andrade, Zeca Costa, José Baltazar, André Caldeira e António Machado, conseguiram nesta edição, fazer aquilo que defendo há anos: passar a festa de domingo, para sábado. Tudo através de uma simples votação e resolvido duma assentada só.

A festa é muito antiga. Diz a tradição que o domingo era o dia de descanso semanal, e era o adequado para este tipo de manifestações. Depois, os homens trabalhavam no campo, as senhoras em casa, e havia sempre uma certa tolerância que hoje em dia, se esvaiu. Domingo, é dia de descanso, mas e segunda... de escola! Nessa noite, está tudo meio macambúzio, a pensar que no dia a seguir, tem de ir bolir.

Estes amigos venceram os velhos do Restelo, e conseguiram fazer valer a adaptação aos tempos modernos, tão necessária para que estas tradições sobrevivam. A explicação dada pelo Luís, sobre a forma como iria decorrer a votação, foi completa e sucinta. Ficava pois, tudo entregue à decisão da maioria.

Mas eis que senão quando, um homem que me habituei toda a vida, a ver como sendo um defensor da democracia, se insurgiu do nada, de forma, creio eu, abusiva e muito infeliz, por se querer quebrar com o passado. As mudanças custam sempre, sobretudo para as mentes mais retrógradas e tacanhas. Mas o que se passou ali, foi que a comissão em funções, se apercebeu da vontade generalizada de se querer fazer a mudança do dia, e optou por sufraga—la. Tão simples quanto isto! O contrário, o fazer valer a obrigação da tradição, sobre a vontade de apenas saber a opinião da maioria, é fascismo. Peço desculpa, mas é o que penso.

A votação foi... renhida. Por escassos votos, menos de 10, mas foi assim.

Para o ano, se Deus quiser, o baile da pinhata terá muito mais gente, e a animação na aldeia será muito maior. Isso é uma certeza absoluta.

Há que ter inteligência e alguma maleabilidade, porque somos poucos, cada vez menos, e se não nos estimar—mos uns aos outros... quem é que nos estimará?

À comissão, os meus parabéns pelo arrojo, pela audácia, e pela coragem. Como eu disse ao Luís Risadas, que era o "chefe"/porta voz de ontem: não era Chefe da "Malta do Cabo d'Aço" da minha juventude quem queria. Era quem podia. E o papel servia—
lhe que nem uma luva!

Tiro—lhes a todos, como lhe tirei a ele, a boina!

Eu e o Ti João votámos sim, sábado! Com a sua vontade e a minha ajuda. ;)

CAAAAMMMMMPPPPAAAAANNNNEEEEEERRRAAAAAAAAA
IARATUNDARATUNDARATUMMM

Quando corro... fotografo...cresço...penso


Manutenção semanal desportiva ao domingo: feita! 

Correr à chuva. A saudades que eu já tinha disto...

Depois da missa (hoje, pelos textos e pela homilía, particularmente enriquecedora), despi o fato de treino e comecei a correr pela estrada de Marvão acima, tal e qual como faço todos os dias quando vou trabalhar, só que montado no meu SKT (Super Kaguincha Twingo).

A ideia era correr por caminhos nunca dantes navegados, e descer para o Vale de Ródäo, por um caminho ao lado do cemitério de Marvão, na Fonte da Pipa.

Quando lá cheguei, a consciência desafiadora começou—se a rir às gargalhadas: "já no outro dia aqui estiveste, quando deste a volta pelo outro lado, pela Portagem. Tu tens é medo e não és capaz é de subir Marvão, sem estares mentalmente preparado para isso".

"Ai é? Então vamos a Marvão!" Sempre a dar—lhe, sempre a subir, com uma ininterrupta cacimba que iluminada pelo sol, dava um ar de fantasmagórico/sobrenatural/twilight a tudo.

Que glória se respira ali, nestes momentos.

"Este gajo é só um louco e um parvalhão", podem pensar.

"Tudo bem! Mas é tãããããão bom." E vocês não são capazes. :P”

Quis descer, não pela estrada, mas pelo caminho medieval junto à ultima curva. Foi lindo, foi maravilhoso, foi uma belíssima escolha mas tive de ter muito cuidado. As pedras estavam escorregadias pa caramba e um passo em falso... era o trambolhão do artista.

Chegado ao cruzamento da Fonte da Pipa, cortei para o Vale de Rodão e encontrei um percurso pedestre do Parque Natural da Serra de São Mamede, que liga a Castelo de Vide e está... tão bom, tão bom, que os meus olhos pareciam estar parvos. Bem sinalizado, limpo, acessível, com painéis explicativos... uma coisa de filme!

Mergulhei no Vale de Ródäo, e esta zona é para mim, o Shangri—la do Shangri—la que é Marvão. Tão bucólica, tão preciosa, tão em bruto...

Amo! Feliz... milhões!

Quando estava prestes a chegar ao Camping de Marvão do nosso Rudi, liga—me a Tina e fiquei sem telefone, o que quase nunca me acontece.

Berrou o telefone, o conta Km (a sessão ficou a rolar durante 7!!! Horas), e perdeu—se o mapa.

Mas eu quero que fique registado que até lá a riba foram +— 50 minutos. Lá e por ali abaixo, perdi imenso tempo no Safari fotográfico, outra das cambiantes da manhã desportiva.

Registados ficaram 14 km e devo ter feito mais uns 4... dos Barretos até aqui.

O tempo foi +— 3 horas (saí depois da missa, às 10; cheguei quando marcava as 13 h e 2 m, na Torre. )

E isso tudo rendeu quanto, que é o que realmente importa? 4.540 calorias queimadas.

Quanto é isso? Vejam o Peso Certo na SIC MULHER e façam as contas.

O desporto faz—me falta à cabeça. I know I can. <3

Tão feliz... tu também podes! ;)



Então, do Sabi trail fotográfico desta manhã, sem bateria no telemóvel no final, com +— 18 km percorridos (14 registados + 4 calculados), total de 3 horas e 4.540 calorias queimadas(Ai tens de caber na sunga, tens). Milhares de fotografias que o cérebro tirou e guardou no disco rígido, mais estas...algumas.


Um abraço ao amigo Luís Costa, que se deixou raptar pelas garras de Morfeu. Também não era de estranhar: ontem combinámos às duas da matina, na net... Ainda não foi desta... 
:(

Marvão nem se via...
 
Santo António também não...

Lá no alto... não se via, mas sentia-se!


Interessante... vamos palmilhá-lo um pouco...

Montanha russa para baixo...

À beira do precipício



Postais vivos... à nossa espera...

A fonte do CarValho. Belissimo ponto. Belísima descrição.


É de ler...


"Este é que é o Sabi?", ouvi-as perguntar baixinho.

Se eu não gostasse tanto da minha... 
e tivesse dinheirinho de sobra... I

Se eu não gostasse tanto da minha... 
e tivesse dinheirinho de sobra... II

Belíssimo pormenor. Quem mora aqui, nunca se deve sentir só.

Vila? Ou para o comboio?

Ah...este sim é o Parque que eu conhecia quando era vereador. 
Belíssimo painel.

Para mim, a vista deste lado é a mais bonita. Não concordam?

Rudi's place.

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