sábado, 6 de fevereiro de 2021

Toalha ao chão?!?!? Mas qual toalha?!?!?!?!?! Qual chão?!?!?!?!?!?!?


Pobres dos que ainda sofrem...

 

Sei como é duro.

 

Mas não vale a pena, ó malta. Já passei daí! (desde aquela vez que a cabra ficou de gatas, nas Antas, quando perdemos o jogo, e o campeonato, depois do tempo regulamentar. Lembram-se? http://vendoomundodebinoculosdoaltodemarvao.blogspot.com/2013/05/o-meu-adeus-ao-futebol.html)

 

Não ganhamos mais, a vida não evolui. É só alegria... vã, que se desvanesce.

 

Hoje passámos a ficar a 11 pontos dos lagartos, e irremediavelmente fora de tudo. Foi o 4° jogo seguido sem vencermos e o gajão este... dizia que iríamos jogar o triplo!


AHAHAHAHAHAHAH!!!!! Estás lindo, Ti Pedro!!!!!!!


Na 1a parte fizemos 15, 15!!!!!!!!remates e nem mesmo assim!!!

 

O Gonçalinho Ramos, que está sempre a chorar que não joga e... rematou-me de cabeça ao lado, quado saltou sozinho, e tinha a baliza toda escancarada!

 

O meu primo Pedrinho ainda fez pior: ao cair do pano, remata-me por cima... com a baliza toda aberta!!! 

 

Mas como o portuguezinho vê sempre pelo lado positivo... pelo menos, eles falharam o último remate, um dos únicos que fizeram, senão nem este pontinho tínhamos trazido!!! 

 

Valha-me a santa!!! Uma qualquer!!!!

 

A partir de hoje, torço pelos lagartos porque:

 

1) Merecem! São putos e arrojados!

 

2) Antes eles, 1.000.000 de vezes que os tripas!

 

3) Por causa do mano, dos sobrinhos, da mãe, e dos meus amigos lagartos que também merecem ser felizes;

 

4) Porque é bem feito para o Vieira, a boneca do Chiclete, e aquela merda toda!

 

5) Porque sim!

 

Já estou como diz o chefe: vão mas é buscar o Pepa ao Paços, que está a provar que é craque, jovem e é um tremendo Benfiquista!!!

 

Quanto ao réptil aquele, quando treinava a concorrência, até cantava o hino para as bancadas! 😜Vai na volta, se o Szeborten ganhar de verdade, ainda a CM TV o apanha bêbado, a festejar no Marquês! La madre que lo parió!!!!!!






Há já 11 anos no País das Maravilhas... da Alice



Querida filha Alice Sobreiro,


Muitos parabéns pelos teus já... 11 aninhos!!!


A nossa mais jovem teenager... (que ainda ontem era bebé...)
Dizer que é Amor o que sentimos por ti, é pouco.


Ainda não foi criada palavra para conseguir exprimir, e explicar toda a admiração, o orgulho, o carinho, e já o respeitinho que tem de ser muito bonito, sempre que brinco, questiono, ou me meto com as tuas posições.


- "Pai, deixa de rir. Não tens graça nenhuma quando dizes isso... ", e metes aquele olhar n° 5, que me faz baixar as orelhas, meter o rabinho entre as patas, e deitar na casota.

Dizer-te que desejamos tudo o melhor do mundo para ti, parece sempre pouco. Mas quero que saibas, que nunca duvides que aqueles que por vezes têm de se meter à tua frente, para te indicar o caminho que é o correto, estarão sempre aqui por ti na vida, faças tu o que fizeres.


Porque o nosso amor por ti não tem limites, sê feliz, que nós vamos cá estar sempre por ti e pela tua irmã Leonor.


Amores infinitos...


O 11° aniversário da nossa Alice ontem, fez-me lembrar uma produção minha e da mana Leonor, já há 10 anos atrás, quando fiz uma letra para um tema bem conhecido, para celebrar o seu 1° (quando a Leo tinha 10... tão pequenina, tão engraçada, tão minha... )!!! 

Recordar a esta distância... é um mimo! 

 

 

Quero agradecer a todas as amigas, e todos os amigos que felicitaram a minha Alice pelo seu 11° aniversário. Fizeram-na muito feliz, e a mim também. Bem hajam. Oxalá que o bem que nos desejam, volte para vós a dobrar.

 

Esta menina é de facto muito especial, e dou sempre graças a Deus por a ter como filha, e enriquecer a minha vida.



Com a arte da avó Jacinta... 😘


Apesar de ter um feitio diferente do meu, não gostar nada de dar nas vistas (como tal?!? O que é, é!) e irá certamente ficar zangada comigo, colocar-me de "castigo" e tal, não resisto a partilhar momentos seus que vou apanhando, e que enchem a minha vida de alegria.

A guache...



Filmado às escondidas, sem ela ver. Quando publicado... levei uma bronca! 


Obrigado, Pai... Obrigado, Alice 


O Amor não tem limites... 

domingo, 31 de janeiro de 2021

A pen azul

( aka. A versão moderna do lápis azul, ou a censura dos nossos dias)



Prontos, agora estou mesmo completamente recontra-f@dIdº!!!!!!!

 

Só porque quero, e para quem ainda não perdeu o hábito de vir por estas paragens (o que é cada vez mais difícil, atendendo à oferta digital massificada que surgiu com o facebook… sim porque este blogue é anterior a esse boom, quando essa rede ainda não era conhecida!), vou contar o que me aconteceu, que foi, no meu entender, nada demais, mas que acabou por ter repercussões terríveis.

 

O Facebook, expulsou-me!!!!!!!!







É certo que foi temporariamente, é verdade que foi apenas… primeiro por dois dias, pena à qual não liguei, mas depois por mais 5!!!!! E isso já me está cá a deixar com os nervos em franja!!!!

 

Não sei se vocês estão a ver bem o que isso implica, e a força que esta rede tem nos nossos dias mas… estando nesta condição, eu deixo de ter o mundo todo, os amigos com quem costumo me relacionar, que ficam assim longe daquilo que eu penso, digo ou faço. Perante isto um gajo mirra, condenado a uma ostracização inexplicável e dantesca.

 

Meia volta, volta e meia, o Pedro vai ver de uma coisa qualquer ao telefone (até pode ser as horas, uma mensagem, ou quem sabe, fazer ou receber uma chamada (que é afinal, aquilo para aquilo que servem, que quase já nem nos lembramos), que quase que de forma inata… os dedos fogem para o f a azul, vê uma publicação qualquer de um amigo que quer comentar, esquece-se… vai disto e PIMBA!!!!!! Leva uma tapa nas fuças a dizer:

“NÃO PODES PUBLICAR OU COMENTAR, DURANTE (a última foi por) 5 DIAS, PORQUE 3 DAS TUAS PUBLICAÇÕES ANTERIORES NÃO RESPEITAVAM OS NOSSOS PADRÕES DA COMUNIDADE:

19/12/2020

17/01/2020

28/01/2020

 

Porra!!!!!!

 

Quem acompanha a minha pegada digital, neste blogue, ou por lá, no facebook, sabe bem que não sou de utilizar o vernáculo na minha linguagem, nem de publicar imagens sórdidas que não se coadunem com o meu papel na sociedade de marido, pai de duas mulheres, e funcionário da Autoridade Tributária. Posso ter a minha panca, que sei que tenho, mas é sempre tida dentro dos limites do aceitável pelos outros, sobretudo quando me mexo em circuitos públicos.

 

Esta pena é estranha sobretudo, porque não utilizo vernáculo algum, enquanto estrelas como o J.J. Bóce, enchem as suas publicações de fdps, crlhes, fdsssss a torto e a direito! Não é justo! Só porque os americanos não conseguem perceber onde é que está a asneira aqui, mas percebem logo num rabo tapado que é um cú, mesmo com uma tira a tapar e apenas sugerido!!!!) Estou chateado, prontos! Marco Zucas, vaitó crlhes!!!!! (dissimulado como diz o Jota. Vá, mete lá os teus revisores linguísticos a dar a volta a isto tudo, vá! Tadinho…)

 

E o que é que fiz de mal, perguntam vocês em coro?

 

Publiquei, nem sequer foi num post meu, mas no comentário a um amigo (o Monsieur Roldão, tinha de ser) sobre as recém realizadas eleições presidenciais, a capa e contracapa (duas imagens em trabalho artístico do magnânimo vocalista) de um disco que comprei na saudosa Flock, do Fontedeira, em Portalegre, da banda “Ena pá 2000” liderada por aquele que é o meu eterno candidato às presidenciais: o músico, pensador, artista plástico, filósofo Manuel João Vieira, também conhecido por Lello Marmelo, ou Lello Minsk.






Pois são imagens relacionadas com a capa e contracapa deste disco cuja descrição está aqui, que é absolutamente bestial, e que ouvi inúmeras vezes, como vocês podem fazer  aqui na íntegra. Delicioso! 

  

As imagens podem ser sugestivas (embora isso dependa do imaginário de cada um) mas não mostram um seio, uma vulva, um falo, um ânus, ou seja que parte íntima do corpo humano for! Essa é que ele é essa!

Mas ainda assim, os sacanas dos novos PIDESCOS DIGITAIS DO FACEBOOK, meteram o vosso tio Sabi de castigo, apesar desta arte gráfica da obra ter passado na Sociedade Portuguesa de Autores, e ter estado à venda na montra, como ainda está, das melhores discotecas deste país.

  

Pois apesar disto tudo, deixaram cá o mangas a prender o burro, e não pôde comentar… olhem, por exemplo que me lembre, a feliz e até inesperadamente tranquila passagem do Benfica às meias finais da taça de Portugal, a entrada na reforma da minha jovem e bonita prima Fátima Mota (que sei leitora deste pasquim, porque já mo confessou, para grande gáudio meu), manifestar o meu pesar pelo óbitos inesperados do Sr. Oliveira (sempre muito cordato e afável comigo) ou do Prof. Mascarenhas que recordo do tempo de liceu; comentar o desempenho desportivo deste ou daquele amigo, a brincadeira deste ou daquele outro, um ou outro aniversário…

 

Poder ver e não poder comentar coloca-nos assim numa espécie de redoma de vidro asfixiante, onde podemos ver o que está à nossa volta… mas não interagir, o que se torna extremamente desagradável e penoso, mesmo.

 

Se é bem verdade que a internet tornou o mundo numa aldeia global, o facebook potenciou essa proximidade de relações e transformou-o no nosso bairro virtual, onde assim que lhe acedemos, temos à nossa frente senão todas, claro está, pelo menos muitas das pessoas de que gostamos, mesmo que estejam separadas de nós em muitos quilómetros, e mesmo que não as vejamos há anos. Desde que se globalizou e chegou aos telefones, a dimensão digital e virtual ganhou uma força assombrosa nas nossas vidas. Pelo menos até onde a deixamos chegar.

Eu utilizo-a maioritariamente ao final do dia, sempre para passar um bom bocado, e me relacionar com quem gosto; já a minha mãe, por exemplo, que vive só, recorre muito a ela para combater a solidão e se sentir sempre acompanhada, quando não está a viver a vida real, e a fazer as suas coisas.

A verdade é que seja de que forma for, o facebook faz falta. Pelo menos, a mim faz. Até que surja uma rede substituta melhor, esta é a minha, à qual pude regressar há minutos.

 

Ora pois, como no facebook mandam os P.I.D.E.S. do Mr. Zuckerberg, que ainda por cima nem sequer me deram direito de alegar fosse o que fosse em minha defesa; no blogger onde habitualmente escrevo, mando eu!!!! Aqui sou responsável, e respondo por aquilo que publico! Posso pois dar larga a tudo o que queira sem o bafo sórdido dos censores virtuais à minha volta, que me penalizaram por publicar fotos que até as autoridades nacionais deixaram sair!!! Assim para os fintar, irei aqui publicar as tão lesivas imagens que me amolaram, de facto, para que vejam como tenho razão.

 

Vamos ver se os cabrões têm a navalha tão afiada que me perseguem até aqui. Se assim for… MEDO!!!!!! Que sociedade é esta que estamos a criar? Até onde podem estes gajos e estas forças chegar?

 

O vosso tio, está, como sempre, de consciência tranquila. Siga!




terça-feira, 26 de janeiro de 2021

O último grande Show Americano



Assim que me apercebi que isto tinha acontecido, claro que fiz tudo para ver, e como é óbvio, não descansei enquanto não lhe meti a vista em cima.

 

Ainda pensei que um qualquer canal nacional, daqueles que se dedicam à informação 24h sobre 24h (à exceção da inenarrável CMTV, claro!, digo os que se prezem, pelo menos, dos 3 grandes), contemplassem os telespectadores nacionais, pelos menos com o espetáculo que coroou a entronização deste quase octogenário, como presidente dos States, mas não. Nada!

 

O que vale é que vivemos neste maravilhoso mundo novo da internet, e essa maravilha assombrosa, na sua encarnação “youtube”, garantiu a transmissão para todo o mundo e arredores mais próximos, leia-se galáxias vizinhas, sem qualquer publicidade que a pagasse, e portanto, de forma absolutamente gratuita.

Se me tivessem dito a mim, que isto seria possível, há mais ou menos 30 anos atrás, quando estudava comunicação social em Lisboa, e a própria internet era ainda assim algo do domínio futurologista… confesso que mesmo sempre tido sido algo imaginativo, não teria mesmo sido nada capaz.

 

A tomada de posse do presidente Joe Biden, o vice-presidente de Obama por dois mandatos (entre 2009 e 2017), depois de ter sido senador do Delawere entre 1973 e 2019; aconteceu no dia 20 de janeiro de 2021, e foi uma epifania não só para os Estados Unidos, mas também para todo o mundo civilizado.

 

Bem se sabe que um homem quando está a dois de entrar na casa dos 80, sabe que nas melhores hipóteses, não poderá passar muitos mais com qualidade neste mundo, e o que é comum para a grande maioria dos que se encontram em tal estágio… é desfrutar com qualidade dos seus entes mais queridos, e dos prazeres da vida, o que não é bem o mesmo que ter pela frente o assumir das rédeas da nação mais poderosa do mundo, que ainda o é, em termos económicos, militares e de projeção para o mundo, porque por mais força que tenha o gigante chinês, ainda não a consegue ultrapassar.

 

Mas o valente Biden e todos os democratas que o apoiaram, perceberam que este momento era de urgência, e teriam de jogar para o tudo ou nada. A popularidade que granjeava em todo o país, ainda muito devida ao sucesso que teve quando desempenhou funções de liderança com Obama, potenciadas com a novidade de levar como braço direito, pela primeira vez, uma mulher, Kamala Harris, advogada de 56 anos e cor diferente, origem indiana e afro-americana, foram trunfos que certamente o catapultaram.

 

Os 4 anos de Trump no poder, para onde conseguiu subir certamente graças a alguma patifaria informática (até porque ninguém me consegue tirar da cabeça que não houve mão russa, mesmo apesar do nível de ignorância reinante por aquelas pradarias que nele votaram), em que o ridículo culminou com a invasão do Capitólio, a 6 de janeiro, constituíram um período de trevas, para o qual só consigo encontrar comparação histórica na Idade Média, que foi agora derrotado com um espírito da Renascença.

 

A sensação que me deu após a consagração de Biden nas urnas, foi que a América que eu aprendi a amar desde sempre, desde que era criança e vi pela primeira vez o Rato Mickey como “Steamboat Willie”, a que me deu mundos e sonhos maiores que a vida, na banda desenhada, na música, sobretudo no cinema e em todo o mundo do espetáculo, abriu os pulmões após 4 anos de sufoco em que não respirou e gritou bem alto: FREE AGAIN!!!!!

 

E como eu preciso de uns States saudáveis, apesar todos o seus excessos e incongruências, para me sentir num mundo respirável, outra vez. Essa nação que resgatou a Europa e o mundo do jugo nazi, quando desembarcou na praia de Omaha da Normandia, numa operação maravilhosamente recriada por Spielberg no “Resgate do Soldado Ryan” de 1998, (lá está! O cinema, outra vez, que sempre acompanhou e mudou aminha vida) sempre nos fez falta, ao mundo civilizado.


Daquela vez que foi em socorro do Kuwait, quando foi invadido pelo gigante Iraque, e mesmo que esqueçamos que a questão do petróleo foi fundamental; quando combateu a AlQaeda, organização terrorista chefiada por Osama Bin Laden; ou quando foi atrás do auto-proclamado Estado Islâmico; todos nós dormimos melhor por sabermos que eles estão lá, vigilantes, e não só não me importo, como até confesso que gosto que eles, com todo o seu poderio militar, velem por nós.


Agora, urgia o bom senso, e a racionalidade… que não existiam naquela cabeça louca, com um rabo de raposa morta em cima do escalpe.

Os Hillbillies, os rednecks, os cabeças quadradas que o apoiavam, que queriam erguer muros para afugentar os mexicanos, que eram a favor da proibição de entrada das descendentes das nações africanas, foram os mesmos que exterminaram os nativos norte americanos, que foram muito provavelmente das sociedades mais esclarecidas e fascinantes que o planeta terra alguma vez viu nascer.

Agora, estes, que defendiam uma espécie de raça ariana americana, esqueciam-se que são o produto de uma mistura de sangues dos colonos europeus, e que não podem querer fazer aquilo que não lhes fizeram a eles, porque arrasaram quem lá estava.

 

O clima depois da tomada de posse, neste maravilhoso espetáculo noturno oportunamente chamado “Comemorando a América, Celebrando a América, com Biden e Harris”, era de festa e liberdade. Depois de tempos de reclusão, de contestação entre dentes (com medo de perseguições futuras) nas cerimónias públicas (Óscar, Grammys), era como disse, de liberdade.

 

As cerimónias formais e protocolares, são enfadonhas, como é hábito, e extendem-se por quase 7 horas, aqui, mas que certamente ninguém quererá ver, mas que quero aqui deixar como testemunho público, elogiando (até porque é essa vertente de espetáculo, e festa que quero enaltecer):

A tocante interpretação de Jenniffer lopez, da sua “This land is your land” (Esta terra é a tua terra também), com direito em dizer bem alto na sua língua natal, no final: “Una nacion, bajo Diós, indivisible, com liberdad y justicia para todos!!!”



e a absolutamente arrasadora interpretação do hino nacional “Star Spangled Banner” por Lady Gaga, que surgiu numa versão completamente composta, formal, e bem distinta daquele “bicho raro” que era quando apareceu.


No que diz respeito à real thing, ao espetáculo noturno que ocorreu em frente da Casa Branca, apresentado pelo nosso querido Tom “Forrest Gump” Hanks, que se chegou a emocionar por diversas vezes com o espírito ali patente.

Foi em frente ao Lincoln Memorial, monumento localizado em Washington D.C., em homenagem ao 16º presidente Abraham Lincoln (que ficou célebre pelo seu papel na história, por ter sido uma força unitária na sangrenta guerra civil) que Bruce Springsteen sozinho, com a sua guitarra acústica, abriu o espetáculo e aqueceu a noite gelada quando interpretou a sua versão do que é, e deverá ser a América, “Land of Hope and Dreams”, um tema já com 20 anos, que tocava habitualmente nos seus espetáculos ao vivo, e foi publicada em “Wrecking Ball" de 2012.

 

O poder da música, de uma lenda com a sua guitarra em punho, a cantar para a noite e o mundo inteiro, despido de produção e artifícios, só com a sua arte e o poder das suas palavras, é assim algo de avassalador.

 

O espetáculo, apesar ter sido sóbrio, em grande parte devido a estes tempos absolutamente devastadores que esta terrível pandemia está a obrigar o mundo inteiro a viver, foi uma linda e enorme produção à americana, a tal terra de sonhos e esperanças.

 

Em cerca de hora e meia que aqui disponibilizo para os meus leitores com muito amor e carinho, assistimos a um desfile em que os cidadãos que têm ajudado a manter a América viva e a funcionar (desde os tão importantes recoletores de lixo, aos da distribuição de produtos, passando pelos voluntários que alimentam quem sofre com a fome, até aos militares, aos que fabricam máscaras, aos que continuam a fazer desporto, aos astronautas em órbita, à resiliência das futebolistas femininas, a todo o pessoal médico e de enfermagem); se vão intercalando com comentários e manifestações políticas, de onde se tem de destacar o memorável encontro de três presidentes, os dois democratas Obama e Bill Clinton (este muito envelhecido e desgastado), com o republicano George W. Bush, dando as mãos e protagonizando a salutar transição de poder, desejando as maiores felicidades ao atual detentor do cargo; algo que o imbecil do Trump se recusou a fazer.



Este foi um momento em que até o Tom ficou visivelmente emocionado.

 

Entre os americanos comuns, surgiu uma verdadeira paradas de estrelas musicais espalhada pelo país, por aquela manta de retalhos de estados, que é enorme!

1 hora e meia de espetáculo de pura magia e libertação
com estes artistas todos...
Conselho: cliquem no ecrã inteiro, ao fundo do ecrã direito; metam os phones e... :)


Depois do Boss, tivemos:

-  de Miami, o John, descendente da família italiana Bon Jovi, cantando o belíssimo “Here comes the sun”, do disco AbbeyRoad, dos Beatles; estando este já com muitas rugas e pouca voz (o pobre), mas abrindo as portadas para esta nova era;

- de Los Angekes C.A., o versátil Justin Timberlake, que nasceu para o mundo do espetáculo ao lado de Britney Spears e Christina Aguilera, no Clube do Rato Mickey;

- de Austin, no Texas, os assombrosos Black Pumas com o seu belíssimo “Colours”, numa versão absolutamente extraordinária;

- de Seattle, o precioso Dave Grohl, que recordou a sua mãe, uma professora que marcou gerações, e começou por interpretar apenas ao piano “Times like this”, para terminar em crescendo com a sua banda, os Foo Fighters;

- uma versão de Halllujah, do mestre Cohen, interpretada magistralmente a capella, de forma arrepiante por Yolanda Adams, estrela gospel;

- de volta ao Lincoln Memorial, onde John Legend interpretou o “Feeling God”, de Nina Simone;

- E ainda de Los Angeles, Dj Cassidy com Ozuna e Luis Fonzi, com em “Pass the mic”;

- Para irmos depois a Nashville, Tenesse, para ouvirmos a estrela country Tim McGraw;

- para por fim termos a Demi Lovato em "Lovely Day" com o presidente, a esposa e um neto a dançarem dentro da casa, ao som do vídeo.

 

A celebração teve um final apoteótico sob um espetacular fogo de artifício, ao som do apropriado “Fire Works” de Kate Perry.

 


A emissão fechou com palavras incríveis do recém empossado presidente, aos pés de Lincon, recordando o assassinado Martin Luther King Jr, apontando o rumo com “Hope, Integrity and Respect”, apelando a americanos normais para seguirem o exemplo daqueles iguais a eles, que fazem coisas extraordinárias dizendo que: não é uma vitória minha e da vice. É vossa!!!

O que é Nacional é ké bom!


Há gente que é tão estúpida que não consegue perceber o futebol, e a revolução que foi o regresso de Mister J. J., um dos maiores treinadores de todóóóó mundo!!! 😱

Que seria do Benfica sem ele?!?!?

Ele prometeu que consigo no leme, a equipa iria render 4 vezes mais. E bem!
Ainda não começou... mas deve estar quase! 

Ainda não foi hoje porque... empatámos com aquela equipa da Madjêra que não o Marêtme, mas sim aquela que em 95 comprou ao Andorinhas, o melhor jogador do mundo!!!!! Não o era então, mas é-o hoje, e isso, quanto a mim, diz tudo sobre a grandeza do clube!!!! 

Hoje, essa equipa está numa modesta terceira posição acima da linha de descida, mas... isso não quer dizer nada!!!! Conta nas suas fileiras com belíssimos jogadores, como é o caso do jovem hondurenho Róchez, que é tão persistente que insiste, insiste, até que marca! Livra, que é torto!!!!! 😠

Convém não esquecer que no ano 2019, a 10/02, o Benfica orientado pelo cachopo Lage, que operou a RECONQUISTA do título que o porto nos roubou para impedir o PENTA, a esta mesma equipa, espetou 10 a zero! O Lage saiu a meio de 2020 pelos maus resultados. Hoje empatámos. 




Pois o jogo hoje não foi grande coisa, como se adivinha, mas a nossa equipa está calma e em crescendo! Há que dar tempo ao tempo, não é verdade? O primeiro milho é prós pardais!! 

O GRANDE J. J., que deixou o Brasil endeusado, está certamente a permitir que os rivais ganhem distância (para ser mais difícil!), pensem que lá chegarão, para... num sprint final levar tudo na frente!

Legenda à legenda superior:
Entras sempre em grande! O mal é o esbardalho que vem a seguir! Não falha!!!!! 


A forma como ele preparou, e posicionou a defesa para se tornar evidentemente permissiva, ao ponto do avançando contrário ter entrado embasbacado por aquela merda adentro, é genial!!!! O rapazinho nem queria acreditar!!!! 😂🤣😂😂😂

Legenda à legenda superior:
Se te matásses a ti... é que era! 


Depois... a equipa tem sofrido com  pandemia que derruba os jogadores como se fossem tordos, o silêncio da nossa Catedral é ensurdecedor, e as costas de um homem não suportam o peso do mundo.

Legenda à legenda superior:
E o que um gajo sofre contigo?!?!? Dasssss...


Se eu tivesse cabelo, ia à minha vizinha Rosa, a minha cabeleireireira quando o tinha, fazer uma madeixas como as tuas!

Legenda à legenda superior:
Pois... Não foi para isso que vieste?!?!? 😯


És impagável! Se o Kadhafi dos pneus te dá muito, deveria ainda dar mais! 😘

Legenda à legenda superior:
Com essa é que tu os matas!!!! Veres o jogo que mais ninguém viu! Lenda!!!!! 

És um CABRÃO!!!!!

Já não sofro! Chupa! 
Próximo passo: Nem sequer ver! 
(enquanto lá estiveres, óbvio) 🧐

Boa noite! 

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

A maldição de Morfeu

Morfeu (em gregoΜορφεύςtransl.Morphéus, lit "moldador; a forma") é o deus do sonho na mitologia grega.


Dionísio do lado esquerdo, com o Sr. Casa Nova à direita, segurando com orgulho a bandeira da Associação de Caçadores da Fonte da Viola, à qual pertence, na sede, num a festa por ela organizada

Quando o tempo estava bom, e estava calor, costumávamos ter aberta a janela do serviço onde trabalho, sobretudo da parte da manhã, para entrar o fresquinho. Quando o sol rodava, começava a apertar e dava de frente na casa do brasão, antes de almoço, costumava vir fechá-la e nesse momento, tinha por hábito olhar a rua. Ali tinha por hábito inspirar e dar graças a Deus. Agradecer por ter por ter trabalho fixo (nestes tempos tão difíceis e conturbados), ainda por cima num lugar tão bonito, que também é o meu; por ter família que amo tanto, pelos amigos, por estar vivo.

Não sei se foi o meu passado recente (30.07.2011) que me fez ser assim, mas a verdade, é que é assim que é.

 

Nessa altura, tantas vezes, lá vinha ele, sempre à mesma hora, de lancheira aviada, todo satisfeito para tomar a sua refeição, na cantina que os trabalhadores da câmara criaram na antiga escola.

Com a redução de horários da Troika, e o aperto de todas as carteiras, os hábitos mudaram e aqueles trabalhadores que costumavam vir a casa na hora de almoço, como era o meu caso (hora e meia, e 12 quilómetros davam para essa mordomia); ou almoçar num dos restaurantes de Marvão a preço simbólico, passaram a levar o conduto numa lancheira, e compraram micro-ondas para o aquecer e conseguir reduzir ainda mais, os gastos fixos.

Ele também passou a ser um desses.

Nunca tive o prazer de comer junto a ele, mas a verdade é que consigo imaginar aquela lancheira por dentro, como ele certamente a teria e gostaria.

Sempre muito bem arranjado, bem barbeado, impecavelmente vestido com os vincos e as dobras todas no lugar, sapatos engraxados, metia cobiça. Era um primor de Homem.

 

Nunca se lhe conheceram excessos. É certo que numa vez ou outra, nesta ou naquela patuscada, embalado pela companhia e pelos amigos, pode ter-se esticado um pouco mais, mas quem não?!?!? Quem possa dizer: desta água nunca bebi, ou beberei, que atire a primeira pedra.

 

Impressionava-me porque apesar de nunca ter fumado muito, era daqueles que se via que apreciavam mesmo o cigarrinho (como eu, que agora tenho fumado apenas um/dia), mas apesar disso, deixou o hábito. Tenho ideia que teria a ver com a tensão arterial alta, ou qualquer problema do género. Custou mas para seu bem… deixou.

 

Conheci-o sempre a trabalhar no município, quando ainda era câmara municipal. Primeiro nas águas, fazendo a contagem porta-a-porta, durante muitos anos, de bolsinha das moedas às costas; depois já lá em cima, na tesouraria, logo junto à entrada.

Não sei se por iniciativa sua, se por proposta superior, mudou-se para a seção das obras, onde trabalhava recentemente, não sei especificamente bem a fazer o quê. Algo dentro dessa matéria, onde se sentia visivelmente confortável.

 

Tenho por filosofia de vida aperfilhar toda a gente de bem, todos os bons corações que certamente me farão bem, e aos quais eu posso dar de mim também. É por isso que os familiares da minha mulher passam a ser meus, e ele, não sei se não seria bem família, mas a verdade é que a sua tem uma proximidade tão antiga, que recua aos tempos do talho do avô da minha Cristina, que os faz serem família também. A mãe, a mana, o cunhado, os sobrinhos são gente da nossa.

 

Apesar de não ser assim tão mais velho que eu, a verdade é que nunca lhe conheci uma namorada, e casou já tardiamente com a companheira Manuela, de quem tem um filho muito adorado, o Miguel, que estuda por estes dias o já superior em Lisboa.

Enorme benfiquista, de vez em quando, assim que o glorioso jogava na tv, lá nos encontrávamos no Choca (a.k.a Pastelaria Caldeira) para nos recriarmos de volta de uma babosinha gostosa, enquanto nos recriávamos com o nosso clube do coração.

 

Quem visitar o seu mural do facebook, facilmente ser aperceberá dos seus gostos, e daquilo que mais gosta de fazer. Gostava...

 

Certo dia, deitou-se para descansar, para dormir, e… não mais abriu os olhos. As dúvidas e a incerteza assombraram todos os que o amavam, lhe queriam e querem bem.

Mas não abre como? Não acorda?!?!?!??

 

Acordou mas uma embolia, um derrame interno, um problema qualquer desses graves, afetou-lhe a visão, e as pálpebras.

Já andou a correr de especialista em especialista, mas os ânimos e as melhoras são poucas. Agora encontra-se numa unidade de reabilitação onde, há dias, quando a ela me desloquei para levar as roupas da minha mãe, que também ali se está em recuperação, encontrámo-nos.

 

A ambulância dos Bombeiros de Marvão tinha acabadinho de chegar com ele, depois de consultas exploratórias em Lisboa, e eu, consegui furar a linha de segurança e chamei-o…

 

“Dionísio!!!! Dionísio!!!!! Sou o primo Pedro!!!! FORÇA CAMPEÃO!!!!!! FORÇA!!!!!!!!!!!! Tu vais conseguir!!!!!!”

 

Ele esboçou um sorriso, e rodeado pela escuridão e negridão de que são feitos os seus dias, de há uns meses a esta parte, levantou o braço na maca, na esperança que uma mão que lhe servisse de âncora e o puxasse para a vida. Encaixei nele e não larguei mais, durante uns breves minutos mas que serviram para mim, para lhe passar a mensagem:

 

"Tenho pedido tanto por ti, Amigo… Sinto tanto o que te aconteceu… Quero tanto que fiques bem e passe tudo…"

 

E ele esboçava um sorriso enigmático, quase que a querer deixar transparecer… que sabe o que vai acontecer.

 

Agora, fazendo aquilo que é sempre melhor para tentar conseguir avaliar as situações: mete-te tu no lugar dele, e já falamos...

 

Deita-te para dormir e… não conseguirás mais abrir as pálpebras (o problema não é mecânico. Segundo me apercebi já, as lesões, serão mais internas e profundas), e ficarás condenado a viver numa “cegueira” sem fim à vista, que chegou para virar de pantanas não só a tua própria vida, mas também a de todos os que te rodeiam. Incrível não é?

 

E ainda há pessoas que defendem a “morte santa”, na versão mais dura em que se deitam para descansar e não só não abrirão mais os olhos, como não acordarão mais!

 

Pois se vêm isto como uma forma suave de passar de estágio, sem dor, nem chatices; eu vejo isto como o ainda pior dos cenários, em que o o indivíduo não se pode deitar descansado e tem de estar sempre à guarda. MEDO!


 A vida... é belíssima, lindíssima, cheia de coisas fantásticas, mas... tão maravilhosa, quanto fugaz. Ninguém pode respirar fundo e dizer que está bem, porque de um momento para o outro, num ápice, tudo de desmorona e esvai. 

 

O Dionísio está… como se pode imaginar nestas situações: apesar de muito bem cuidado, porque ali todos estão, muito mais magro, envelhecido, diminuído…

 

Nunca o esquecerei nas minhas orações, e tenho sempre a luz bem acesa que a Deus, nada é impossível. E sei-o por mim. Por aquela vez que disseram à minha Cris que o seu Pedro… nunca mais haveria de ser o mesmo; e ao meu irmão (um daqueles médicos menos escrupuloso) que esquecesse o irmão porque a voltar, e se não na forma de vegetal, nunca seria o mesmo (ao ponto de o ter feito andar às biqueiradas nas máquinas de vendas que apanhou pelo caminho! Lol!!!!!!!

 

Pois se de um traumatismo craniano do grau 6 (escala de Glasgow em que 3 (80% mortalidade, ou seja, com 3, 8 em 10 já não voltam) a 15) Deus ajudou-me a voltar a estar assim (e só a ele se deve), nada é impossível!

 

Rezemos quantas vezes pudermos, ou se não acreditamos, que peçamos em pensamentos por ele. Acreditemos que ele voltará, e ele… há-de voltar, se Deus quiser.


Para toda a família, Manuela, Miguel, Benvinda, João Pereira, David, João Pedro, um beijo enorme e toda a força do mundo para suportar esta barra tão pesada... Força!!!!


FÉ!