terça-feira, 7 de março de 2017

O que resta do Marvão Folião (nós...pouco mais... e já não é pouco!)

Oi gatchinhas... tudo miau?
(Com Leonor, Alice e Maria. As mais que tudo. Mulheres...)

Na antevisão... no dia antes...

MMMIIIIIIAAAAAAAAUUUUUUUUUUU...

Digo sempre isto que vem no título deste texto. Digo isto porque... o penso. Muitos me criticam, tantos me criticam, até os meus! E eles me criticam… mas o vosso Tio Sabi, quer é que se amole! Sou um desalinhado de toda a vida. Toda a vida o fui e serei sempre até ao meu último suspiro. Não quero com isto dizer que sou tonto, casmurro, que vou contra o que todos pensam, ou não sigo conselhos. Sou tudo isso e faço isso tudo mas… é passando por elas que verdadeiramente sei… como é que me nelas me safo. E isso é uma coisa que só eu e mais ninguém poderá provar.

Tudo isto para dizer que os eventos, que na origem de muitos estive (continuados, ou descontinuados) são, como as relações entre as pessoas: ou se investe nelas, diariamente, para que cresçam, ou morrem.

A luta fraterna de manter viva uma relação, de ver na nossa parceira, a namoradinha de sempre; é trabalhosa e muitas vezes… inglória. E está muito longe de ser bem sucedida, na grande generalidade dos casos. Quantos casos de homens e mulheres que têm uma vida construída a dois, com filhos, casa, carro, contas em conjunto conhecem, que na verdade, são dois perfeitos estranhos que não falam, não conversam, não se acariciam, apenas cometam as assexualidades? Se pensarem um pouco…

Pois dizia eu que o Marvão Folião foi um sonho lindo, no qual investi muito enquanto vereador responsável pelo pelouro da cultura, envolvendo-me, mobilizando os meus amigos, fazendo a festa. Mas o Marvão Folião em 2017 está reduzido a um desfile com um ou dois grupos, que fizeram a festa nas ruas sem ter alguém que os mobilizasse, organizasse. Sem conseguirem chegar ao outro lado: as pessoas. Um largo da Igreja com uma fantástica tarde de sol, com meia dúzia de miúdos mascarados e pessoas adultas, vestidas, olhando à volta.

Os grupos que eu vi estavam muito bem disfarçados, com piada e humor. Riam-se, faziam poses, tiravam selfies, mas faltou ali a dose de loucura conjunta que extravasava no meu. A gente ficava tipo em transe, não só pela "vinha de alho", mas pela euforia de estarmos mascarados. De nos vermos uns aos outros assim. 

O envolvimento do Agrupamento de Escolas de Marvão, das instituições com utentes ainda capazes de interagir (Santa Casa da Misericórdia de Marvão, APPACDM), foi envergonhado e resumido à manhã de sexta feira. Não houve uma tentativa os envolver noutros dias, noutras áreas... no fundo, organização... é o que aqui não tem mais não!

Tirando a matiné na discoteca A Cave, que, a meu ver, funcionou bem, no centro da aldeia (e ali sim, é o sítio! Não a comédia no pavilhão, do ano passado), houve um ou outro concerto/baile mas… sem expressão.

Felicitei uma DJ que conseguiu meter a minha Alice a dançar o “Paquito Chocolatero” e do outro lado recebi uma saudação nada simpática, de alguém que se disse zangada comigo, pela minha não participação, como tinha dito que faria, no ano passado. Uma recomendação pareceu-me ouvir, que não fosse escrever sobre isso. Sugestão que cai, obviamente, em saco roto. Esse tipo de proposta, que não tomarei como advertências, não me apaziguam. Antes… incentivam. Este blogue é realmente a única coisa de que sou dono. Quem não gosta, pode fazer um, ou criticar este. Mas nunca ser o editor, quem diz o que sai e não sai. O preço a pagar é perder clientes, mas isso, é um risco de quem se expõe. Outra vez a velha máxima do Tio Sabi: “Cristo que era Cristo, e tinha a cunha do pai que tinha, com 33 anos já estava cravado no barrote. Por isso, agradar a todos é difícil. O caminho, é percorrer o nosso. Sempre pela nossa linha orientadora”

Devo dizer, recordando, que a ideia de se fazer um carnaval em Santo António, nunca foi, de todo, minha. Houve um ano em que, do nada, surgiram duas, ou três, ou quatro, ou cinco, cabecitas iluminadas, e a coisa deu-se. Desse ano, lembro-me de ter ficado fascinado quando, depois de almoçar na casa dos meus sogros, me aproximei do largo da igreja e vi montes e montes de gente disfarçada, com trajes e carros. Foi o ano em que o meu cunhado Bonito se vestiu de bruxa, com as pequenas e eu… vi, atónito, de fora.

Depois, como sempre fui muito brincalhão, coisa que, graças a Deus ainda não me falta, e subi à câmara; tentei por todos os meios, para que no ano seguinte, pudesse ajudar a coisa a ganhar corpo. Já estive então, na produção temática (cartaz/Internet), na contratação de uma boa orquestra espanhola para a noite de sábado, num segundo desfile na terça, em fazer a coisa maior, mais forte, melhor, como é sempre meu apanágio, em tudo o que me meto. Sempre aspirando ao melhor. Está-me na matriz.

Fosse de produtor do Circo Cardinas, de chefe ciganorro vendendo droga, de padre no 1º casamento gay de Santo António, ou de Jacinto Leite Cápelo Rêgo, a enterra-lo todo, envolvi—me sempre ao máximo e para isso consegui o apoio e o envolvimento do meu grupo de amigos que foram, como sempre são, insuperáveis. Contámos com o envolvimento de duas glórias dos carnavais da vila, o Sr. Sarnadas e o Sr. Ramos, que se juntaram a rapaziada que estava com o pé cá, e lá (o Sr. Pousadas e o Sr. Coelho), e ajudaram os da terra (o Zeca, o Bonito, o Barradas e eu) a viver jornadas absolutamente memoráveis sempre com o mesmo lema: “A gente não vai para fazer rir, vamos para nos rirmos. Se conseguirmos as duas…tanto melhor!” E isso quase sempre aconteceu. Porque mesmo para se brincar, tem que haver muito trabalho, muita dedicação, muito amor à causa, e nós tínhamos isso tudo! Tão felizes que fomos...

Clicando neste blogue no separador da direita CARNAVAl, tem-se aceso à história quase toda, ou pelo menos uma viagem muito aproximada ao que foi.

Depois, eu realmente tinha dito que minha vontade era regressar. Se eu adoro isto… Nisso faço o mea culpa. Mas os tempos são outros e quanto a isso… nada pode ser feito. A terra caiu. Nem tudo mudou mas tanta coisa, mudou. Somos poucos e cada vez menos. Não sei bem se foi da crise que nos limpou a todos, ou se foi a moral que foi por terra, mas aquela aldeia que eu vi a fervilhar de vontade de festa, e de fazer uma folia caseira que fugisse ao Castelo de Vide sempre igual, morreu. Aquele furor será já irrepetível agora, e talvez no futuro, digo eu.

Aquele grupo de mancebos que se juntaram para uma desbunda e um frenesim destrambelhado ficaram mais velhos. Não sei se foi da idade, ou de coisas que me aconteceram, mas eu já não me estou a ver fazer o que fazia. E não sou só eu. Não é por mim. Eles também estão nessa. A movida é outra.

Mergulhos numa piscina insuflável, com um frio de rachar, e bater com a cabeça nas pedras até ficarmos quase desmaiados, porque a ideia era fazer chapinhar muita água, e os branquinhos traçados não nos deixaram calcular bem a distância? Não fui o único…

- “Bem… dei uma cabeçadorra…”, disse a um. Que me respondeu: “E eu?!? Nem sinto o céu da boca…”

E o frio que estava… E o que chovia…



Neste carnaval, com a pequenina Alice já na charanga


Clicando aqui:

Neste ano 2017… não brinquei muito mas… o suficiente (mínimos olímpicos).

Começou com as pequenas gatinhas no domingo, que levei à discoteca...




No regresso à discoteca "A CAVE", de tantas e tão boas memórias; de outras tantas tardes/noites da minha vivência, a passagem de testemunho à minha filha Alice, que dizia que não gostava de discotecas, mas agora apanho tanta vez, sozinha, a ver o MTV, o VH1 e o MCM. 



Nas paredes, o reencontro com a minha história, graças a alguém que se lembrou de fazer um quadro com a página de um jornal local, que publicita no mesmo dia! (19 de Dezembro de 1971), o casamento dos meus pais (João e Alzira Sobreiro), e os sogros do meu irmão, Miguel Sobreiro). "Ele há coisas do destino", pensam vocês, "ah pois é, bebé", diz o vosso Tio Sabi. O "Notícias da minha terra" poderia editar agora um suplemento a cores, no Algarve, com uma reportagem sobre os rebentos, dos rebentos dos nubentes de então. Era engraçado, não era?

A 31 de Dezembro de 1971

No dia 19, na Capela do Pereiro, Afonso Costa Serra, filho de José Carrilho Serra e de Maria Jacinta das Pazes Costa; com a menina Esperança da Pena Maroco, filha de Maria José Baptista da Pena e de José da Estrela Marques Maroco. Padrinhos os Srs. Afonso Baptista Mouro e José Maria Marques.

Que sejam felizes, são os nossos votos.

Em Fátima, realizou,—se no passado dia 19 de Dezembro (de 1971), o casamento de João Bengala Lopes Sobreiro, filho de Leopoldo Lopes Sobreiro (cont.),

falecido, e de Maria Bengala Sobreiro, com a menina Maria Alzira da Silva Ereio, filha de João Ereio e de Maria Isabel da Silva.

Foram padrinhos os Srs. João Dinis Carita, e Albano Henriques dos Santos. Desejamos as maiores venturas ao jovem casal.



Se o bom d' "O altaneiro", onde eu mandava e fazia tudo (escrevia, fotografava, paginava, recolhia assinaturas, nada recebia), e o que manda hoje no concelho (já vai para 12 anos!!!!':( ) também aparecia na ficha técnica, mas fazia o que faz hoje (pouco ou nenhum), ainda existisse...



 Na segunda feira, num comentário que fiz à minha amiga Fernanda Gasalho que partilhei no meu mural do facebook...

Ei-la! miiiissssttteeerrriioooossssaaaa
Impossível de adivinhar. Verdade?


Foto dela que legendei: Ui, ui... pele—vermelha só queria fumá cachimbo da pázzzzzzz... Quando se tem o espírito folião que o nosso grupo tem, as coisas nascem naturalmente, quase por magia. Se se tratava de um jantarinho privado, entre amigos, só para reforçar a amizade e o espírito carnavalesco, quem é que nos havia de dizer a nós que, sem nada termos combinado antes, nos vestiríamos todos, quase todos (aquele teu Nani... ia vestido dele... que seca! :( mas pelo menos, foi! :) ), na temática "Oeste Muito Selvagem".

Assim, do nada, surgiram os Grandes Chefes Sargentão Reformadão e Penca Grande Sabis Sabis; o cowboy Zeca Pistolas, e as suas cowgirls Matildinha e Xerife Alice Rufia.
Agora, juntas—lhe os elementos que faltavam, e tão importantes são: o Fernando Bonito Dias, o Manuel Coelho, o meu carequinha Rui Pousadas, e compões o quadro com as nossas companheiras que se juntavam a nós: tu, nossa professorinha; a Cris, a Paula, a Carla (que eu sei que também gosta disto, embora se envergonhe :))... e já está: O OESTE SELVAGEM DA RAMILA DE CIMA!

Metias uma camioneta grande (Alô Zeca! ;)), arranjavas um burro, uma vaca; enfeitavas tudo com adereços (pistolas e afins) e regavas, como é óbvio, com muito Whiskey! E estava o nosso motivo feito.

Depois... sairias para fazer rir quem? (Se estes gajos deixaram morrer isto... Custa a fazer mas basta um ou dois maus, para matar e acabar de vez)
Se já não há ninguém nas ruas? Sairiam, como no domingo, para olharmos uns aos outros feitos parvos?

Depois... estarias a "trabalhar" para quem? Na altura, eu era o vereador da cultura e tinha de ser o primeiro a dar o corpo às balas. Consegui ter a ajuda do meu grupo de amigos, e mobilizar os outros foliões da terra.

Agora, que desfilem os caretos que lá estão! A ver se conseguem melhor que a merda de nada fazerem, que têm feito.

Desgraçados. Não só não fazem, como estragam o que foi feito, por quem sabia, antes deles.

Deixemos—nos estar assim, amiga. Quietinhos, na nossa, à espera do que pode sempre vir aí.

Depois, como ontem e para alguns com mais genica, como os outros do filme que diziam, "we will always have Paris", "We will always have Castelo de Vide". ;)

Abraço grande, minha querida. E obrigado! Eu é que te agradeço a ti! ;) :D

E as minhas fotos da soirée...


A xerife cowgirl Alice Rufia, um Ás no laço... 


E a domar o seu cão amestrado Ran Tam Plam (com a língua de fora!)


Índio da Penca... UH Raptou Capuchinha!



 E já no São's Saloon...
Grande Chefe Sioux "Penca Grande" com o cowboy "Zeca Pistolas"

UUUUUUUUUUU gritando e fumando!!!!! U-BU-BU-BU-BU-UUUUUUUUUUUUUUU



Grande Chefe "Sargentão Reformadão" curtindo a fumaça

E fazendo prisioneiros à civil, para os converter à causa

Que aderiram logo! Não tinham como fugir...


No entanto, depois de tanta alegria e gargalhada o grande momento folião ainda estava para vir, e chegou com os meus vizinhos da APPACDM, no meu bairro, na terça feira gorda.


 Se a terra estava tão parada, tão morta, sem desfiles e matinés, porque raio estava a pequena a teimar que queria ir sambar para o cantinho do Miradouro?


— Ó filha, eles querem mas o dia está tão ruim. Está frio. O som convida mas aquilo é mais carolice da Luzia, cotadinha.

— Mas dá—me uma razão para não ir... não tens!

— Ó filha... (a ver se passa...)

Nisto passam os utentes da APPACDM de Portalegre, do fundo do bairro, todos mascarados e ela... vês?

E eu pensei: tu queres ver isto?

Se o pensei, melhor o fiz. Disse—lhe que sim com a cabeça e cavalgámos os dois, escada acima, à procura dos fatos do jantar de ontem à noite, do Marvão Folião Privado, só para os sambistas da Escola de Samba "Unidos da Ramila de Cima". Eu, de Grande Chefe "Penca Grande", ela de Xerife Alice, a temível.

Eina pá, quando lá chegámos, revivi mesmo a alegria que sentia nos primeiros anos, quando estava a ajudar a criar esta festa. Quando a avenida 25 de Abril, parecia o sambódromo, cheia de gente ávida dos grupos, à beira de cada café.

Toda a gente a rir, (e o gozo supremo que me dá conseguir provocar essa explosão de sentimentos, que é a gargalhada)'

"Então não o conheces?

"Sim, claro. É o amigo que mora ali."

E eu de cara fechada e cara de mau, com sotaque brasileiro. "Mim não! Mim ser Grande Chefe Penca Grande e vem aqui brincar ao Carnaval com você. Vamo soltá a franga?"


Ele está a gritar e eu, a rir alto...
Para já: mandamos fazer 500 calendários. 
Enviamos à cobrança e claro, fatura, obviamente. 
Ideal para afastar formigas dos açucareiros. Aceitam—se devoluções.

A—la—la—ôôôôôô; mais qui calôôôôôô
atravissamo o disertu do Sahára
u sol istava quentxi e queimou a nossa cara 
A—la—la—ôôôôôô; mais qui calôôôôôô

O que faz uma Xerife, uma gata malévola que só me queria assustar, e um elefante tareco? 
Brincando​ ao Carnaval no Miradouro!

Gira... BUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!! 
Gatinhas assanhadas, mães de patinhas admiradas com o Carnaval?!?!?
Só no Cantinho do Miradouro!



Arrasta o pé, Abelinha!

Apresentando,: Miss Laura Can Can. <3

Eh Ti Mário: Estás cá com um bigode...
Gatas da alta, também apareceram.


Um lanchinho em que todos contribuiram e levaram de casa..
E o bonito que assim é...



 Extraordinário look, o do meu vizinhança. 
Mandámos vir um escalpe destes para cada um. ;)

Ó Laurinda, linda linda. 
És mais linda do que o sol. ;)

Irmã Marta, à espera do pastorinho?

 Com a responsável desta paródia toda, Dona luzia! Parabéns!



Cantava o grande Vitor Espadinha que recordar é viver. E é. Ninguém pode levar a mal, para já, porque é ainda (sobre o) carnaval; porque o blogue é do Tio Sabi e ele é que diz que discos é que deve de haver na Jukebox (que o gajo nunca mais me vem cá arranjar); e depois porque a vinda aqui não é obrigação para ninguém. Vem só se gostas. Obrigados.


Até pró ano, pessoal!!!!

domingo, 5 de março de 2017

MAMMMOOOOOOOOONNNNNAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA



Deus...

Aqui... faleci

Rapaziada: ora aqui está uma extraordinária notícia, daquelas um gajo que até tem a mania que não é dos mais parvos, desconhecia. Esta cachopa dá pulos! Pulos e, mais pulos e, mais pulos. Daqueles de PIM + PAM+ PUM. Foi a umas provas em pista coberta de atletismo, na Sérvia e sagrou-se Vice-Campeã. É a nº 2 da europa nisto.

http://www.maisfutebol.iol.pt/modalidades/atletismo/patricia-mamona-vice-campea-da-europa-de-triplo-salto?_ga=1.96835740.2012610858.1488673523

Vi-a falar na televisão e pensei... valha-me Deussss. Que beleza! Se é.... perfeita! Que preta mais linda. Que lá bábios... Que quadris... Que biceps... Que pernas...

Se ela a saltar assim é o que é... 

Imagino-a a saltar para uma piscina de água morna cheia de espuma...

Ou para um cama com um colchão ultra suave de penas de pato.

Como eu compreendo os racistas. Beleza não é compatível, com alguns tons.

AMO. Vou Segui-la! 

És linda, mulher! Pareces uma cantora pop....


Extraordinária formação. À frente e atrás.







Podia passar aqui o tempo todo. A ver e rever e rever...

Ir à feira só com um (E trazer de lá os 3!)

Jornada 24 -    Feirense 0 x Benfica 1        2017.03.04

Ai qu’isto foi um aperto que eu já não tou habituado, ó valha-me Deus. 1 bola a zero e mesmo à rasquinha.

À rasquinha… mesmo rasquinha.

Foi no norte (o que dá sempre mau olhado), chovia que o senhor a mandava, e a gente não acertava com o buraquinho, nem a cacete. Os gajos mostraram desde bem cedo que eram de Santa Maria da Feira, mas não eram feirantes. Raçudos, esforçados, muita bem trabalhados, deram-nos a água pelas barbas. Provaram bem, dentro de campo, que estão de forma merecida na 13ª  posição, confortavelmente longe da linha de despromoção.

A primeira grande falha até foi nossa. Um Sálvio egoísta, mesmo mau e infantil, teimou que havia de rematar contra uns poucos que tinha na sua frente, em vez de passar ao meu Barba de Chibato, que ele só tinha que encostar. E o zangado que este ficou?


Encostar que… não sei se encostava. É que o real cabrão meteu-se hoje a ajeitar uma tão de caretas, quando só tinha de fuzilar, que deixou o defesa desviá-la.

Coisa que o Sálvio também fez, falhando um de bandeira, quando rematou um palmo ao lado.

Porra que aquilo hoje foi um festival de bolas falhadas. Mas não foi só nosso! É que os gajos, de um canto, ou um centro em que a nossa defesa ficou a ver jogar, remataram à caguincha para os pés do Ederson, que nem queria acreditar. Nem eu!

Pizzi resolveu. Hoje esteve em grande. <3
Matador! À Enzo Peres. À Pablito Aimar.

Houve um golo de fora de jogo que nos anularam, mas creio que o Sálvio não estava (o que eu também achava do da outra semana, do barba de Chibo. Era legal, e toda a gente diz que estou louco. Ou cego. Prefiro a primeira.

Depois até ao fim foi sofrer, sofrer, sofrer e o raio da bola que não desparecia da pequena área.

Quando soou o apito final, calei o coro de lagartos que esfregava as patinhas, com um: JÁ ESTÁ! ESTE JÁ ESTA!!! RUMO AO TETRA!!!!!!!!  

E o meu amigo Zé Maria Taxista, o que se ria…

O menos da noite foi para os nossso adeptos. Portaram-se horrivelmente mal, Lançaram very lights, rebentaram com bancadas. Uma vergonha. É favor crescerem e aparecerem.

É claro que dona Velhaca, a tasqueira mor, aproveitou logo a ocasião, para meter ferro. A sua arte maior, afinal.

- Ó Pedro. Estão quase a sair as votações do Sporting. Quem é que tu achas que vai ganhar?

Ora o Drocas, cheio de nervos do jogo, respondeu sem pensar, só mesmo para magoar,  um “qué cá sabe disso! Eles para mim, ganhavam era uma bomba com o estádio cheio!”

- AHAH, o teu maninho é que havia de gostar de ouvir-te dizer isso.

Mas não havia. Porque ele é mais sensato que eu. Eu sou mais velhaco. E eu sei que ele não quer o mal do Benfica, como eu quero o do Szeborten, pelo menos enquanto lá estiver esta resma de putas metida, na presidência e na equipa técnica. Ele só quer é o dele melhor. Desculpa, Miguel. Mas eu sei que tu preferes que os tripas ganhem antes de nós. És meu mano, mas não és meu amigo, aí. Não queres a minha felicidade nisso.

Os lagartos de cá, muitos deles, ficaram escairados com o nosso sucesso. Foi para eles que falei.

Hoje, das 2… 1. Ou a Bruna leva um apertão, e faz da vitória um feito histórico que só o engrandece; ou ganha por uma margem considerável (o mais provável) e os sócios assinam-lhe uma carta branca. Vai sair de lá endeusado.

A ver vamos…

Para nós… faltam 10 finais.

E o jogo de colossos na quarta.


BBEEEEEEEEEEENNFFIIICCACAAAAAAAAA SSEEEEEEMMMMMPPPPRRRREEEEEEEEEEEEEEEEEE!

Carrillo que gostei muiot de ver e se apresentou em grande estilo

quinta-feira, 2 de março de 2017

TREVO?!?!?!? Quantos likes tenho?

(Nota do vosso Tio Sabi: este post deu trabalho a escrever, e, como tal, para ser bem saboreado, deve ser consumido com moderação. Trata-se de uma Jukebox lusitana com perto de 1 hora de bom som. É só ir clicando nos links dos artistas e… voilá! Isto dá música! Verdade!)
  


Intróito:

Epá… eu ouvi isto na rádio e achei muita bom. Ritmo, andamento, letra e pose. Pensei que eram para aí os Diabo na Cruz ou outra coisa qualquer, desse já grande nível. Afinal, sairam-me uns… Trevo!

Trevo?!?!?!? Desculpa lá mas, eu adoro música, considero-me um melómano, tenho centenas de discos físicos e digitais, passo o dia a ouvir rádio (Comercial, a melhor, claro está!) em casa, no trabalho, em todo o lado, E COMO É QUE NÃO CONHEÇO ISTO?!?!?!?

Chego a casa e vou pesquisar. Epá, abriu-se a caixa de Pandora. O vídeo é à la Sign O’Times do Prince, spoken words, e ali está tudo… claro como a água. Sentido, timing, humor, balanço, muito bom.


Os gajos parecem-me ser uns fixes, Muito boa onda. Músicos, jovens, surfistas, tatuados, a curtir. Vejo a malta a botar discurso no CC da SIC Radical e dá vontade de ouvir mais.


Epá… de portugueses… podem não ser uns Belle Chase Hotel, uns Mão Morta, uns Pop Dell’Arte (dos antigos);

ou dos clássicos como os Xutos e Pontapés, os Peste e Sida, os Primitive Reason, ou os Censurados… 

Ou dos fantásticos novos: sempre o grande David Fonseca (aqui com a fabulosa Márcia), os (sempre fantásticos, inventivos e originais) Deolinda, o Miguel Araújo, o António Zambujo, a Ana Moura, a novíssima e fresquinha Gisela João, os Expensive Soul, os HMBmas são muito interessantes e vão ser engraçados de se seguir. Dizem que misturam tudo.

São todos das novas tecnologias? Fixe! Vou começar já a andar com eles a correr pelo concelho, que é quando tenho tempo e vagar para ir ouvindo música.

No fundo, e mergulhando na letra: é do mais atual possível, e faz todo o sentido. Grande parte da malta que anda no facebook (e atenção que não estou a falar de ti! Mas dos outros…) passa a vida a contar… quantos likes tem! Ele e os outros. Depois vão ver quem meteu like, ou quem não meteu! o que é de uma comicidade brutal. Fazem guerra disto. Vivem disto!

E eu sei, porque tenho pessoas que me são próximas que me alertaram, há tempos: “atenção que tens levado menos… likes!”

Ahahahahahahahahahahahahahahahah… Dá-me graça. Dá-me muita graça! Como se eu fosse capaz de estruturar/orientar/escalar as minhas publicações no blogue ou no facebook em função disso.   

Não misturemos as coisas e deixem que me esclareça. Eu tenho todo o gosto em saber que as minhas publicações são vistas, seguidas e comentadas. É sinal que sou notado e quem é que não gosta disso? Gosto particularmente quando me apercebo que um amigo ou uma amiga, se decide meter comigo, à pála de qualquer coisa que publiquei. Mas não me deixo acondicionar. Pelu amôrrrr dji Deussssssssssss. Qui nada, bicho!

Eu gosto muito, MUITO, de saber que o meu blogue é seguido. Quando vejo que as visitas diárias chegam às 200, 300, ou 1.500!!, como numa publicação que fiz no início do mês, isso é motivo de satisfação e orgulho enorme, não o devo esconder. Porque isso é feio.
  
Um blogue que começou por... brincadeira, no seguimento de um outro que tinha de uma colaboração de opinião na Rádio Portalegre; e que chega aos 10 anos de existência, com 525.000 visitas, é um motivo de orgulho para um jornalista que se viu obrigado a trabalhar nos impostos para poder viver no seu concelho e casar com a namorada de sempre.


E tudo isto é possível graças a vocês, graças a ti, que vens aqui espreitar o que é que o gajo diz hoje. Isto só existe graças a ti, senão o mais certo era estar internado num sítio qualquer, a falar com as paredes… baixinho. Assim, pelo menos, deixam-me ser um louco com… audiência.

E um… quer queiram, quer não, fazedor de opinião. Não porque me sigam, ou aquilo que digo. Mas porque tudo aquilo que digo, tem o condão de gerar nos outros… ou concórdia, ou discórdia.

Eu gosto de ser um fazedor de opinião porque, mais do que seguires a minha (que nunca é o que se pretende), é por defender a minha, que tu fazes a tua.


E a minha agora é que vou ouvir muito… os TREVO! ;)


Punk é Punk em toda a parte,
Não se compra na Primark,
És anarca somente quando convém,
E ao de cabelo aloirado,
Qual surfista prateado,
Nos areais só pica as ondas das bebés,
Estão direitas de 2 metros, mas tu… entrar está quieto!,
Tás boneco mas surfista é que não és,


Se és quem és,
Então quem és não vem numa etiqueta,
Não está numa gaveta,
Mostra que tens ideais.


Se és tu quem és,
Então só és mais um no pagode,
Dá dois antes que esgote,
Tenho lá mais 10 iguais.