sexta-feira, 20 de outubro de 2017

A jangada em chamas


Das notícias…

- 500 mil hectares queimados este ano. 250 mil só em outubro

- Maior área ardida de sempre

- 5,5% do território português reduzido a cinzas

- Incêndios vão custar mais de 1,3 mil milhões

- Foi o pior dia do ano em termos de fogos. Houve habitações, indústrias e bens destruídos e dezenas de localidades evacuadas

- Foi um domingo de outubro de verdadeiro inferno em Portugal, com mais de 440 incêndios florestais, 33 dos quais de grande dimensão (523 ocorrências, segundo o primeiro-ministro), que provocaram pelo menos seis mortos em Penacova, Sertã e Oliveira do Hospital, a destruição de habitações, indústrias e outros bens, o corte de muitas estradas e ferimentos em, pelo menos, 17 bombeiros e oito civis. Centenas de pessoas tiveram de ser retiradas de suas casas.

- Números da Comissão Europeia revelam que últimos fogos queimaram mais de 200 mil hectares, o mesmo que quatro incêndios de Pedrógão. Fogos de outubro queimaram tanto como de janeiro a setembro.

- Um infernal domingo de outubro com mais de 440 fogos e seis mortos

- A 19.10.2017, 43 vítimas mortais




A estas horas, também eu estou agoniado. Sinto-me agoniado. Sinto-me mal. Como se a onda de dor e de sofrimento gerada pelo sufoco das chamas, me apertasse o pescoço e as goelas.
Ninguém, humanamente consciente, é capaz de viver estes dias, sem este peso enorme nas costas, e na consciência.
Os relatos de dor, de perda, de desnorte, e de luto, que invadem os telejornais, ensombram-me os dias. Tudo é tão terrível, que ainda mal consigo concretizar esta dimensão do mal.


Com 44 anos de vida, não imaginava poder viver este sentimento de habitar num país em guerra civil. A bem dizer, nada funcionou. Nada funciona!



Portugal, enquanto país, sempre foi o que sempre soubemos: incapaz de viver por si, de crescer de forma sustentável e equilibrada, de se fazer valer pelas instituições que criou.
O escândalo do buraco do BPP/BPN, a galopante dívida pública, que nos mantém reféns de resgates externos; e agora, este horror das chamas, provam-nos aquilo que muitos sabem, mas poucos querem admitir: a gente, sozinha, não consegue. Podemos ter sido muito grandes no passado, podemos ter descoberto meio mundo, podemos ter dividido o mundo ao meio com os espanhóis, mas… isto á pior que a Arménia. Mais valia termo-nos entregue à bicharada.


A esta hora, já todos vimos as reportagens, e os diretos; já todos lemos todas as notícias e os dossiers; já todos temos a nossa ideia de como se pode sair deste buraco negro.



Mas a verdade… é que isso não vai acontecer.
Porquê?



Porque há muitos interesses instalados, falta um a estratégia integrada, e o governo de Costa, não só perdeu a bênção de Marcelo, como a benesse de todo o país. A ministra rolou, (sob a suspeita da felicidade, de finalmente poder ir de férias), o presidente da Autoridade Nacional da Proteção Civil demitiu-se há pouco; e António Costa, a meu ver, também deveria ter feito o mesmo. Nas urnas, o povo lhe diria se teria o seu perdão, ou não. Para mim, depois de Pedrógão Grande, dessa tragédia tão imensa e inesquecível, provou que nada aprendeu, e não tem condições para continuar a liderar o país.



Por muito que tivesse feito para melhorar a minha vida, que, de fato, fez, e vai melhorar ainda mais, se Deus quiser; por muito que tivesse feito para recuperar o país (em termos de reerguer a capacidade económica), que fez; falhou ao defendê-lo, e provou que não tem unhas para tocar esta guitarra portuguesa.


O CDS, pertinente e corajoso, como a sua líder, irá amanhã entregar uma moção de censura ao governo. Para provar a podridão do nosso sistema, do nosso país, e da política, em geral; a esquerda travestida de governo, irá chumbá-la, para defender os seus.


Nem consigo imaginar se isto tive acontecido, num governo do pobre Passos Coelho… A esquerda unida faria um auto da fé, em pleno Terreiro do Paço, e nem as cinzas se lhe aproveitariam.


Eu, que sou leigo na matéria, e uma besta que nem bombeiro voluntário consigo ser (embora tenha vontade mas…), consigo facilmente ver como é que tudo poderia ser desmontado: LEGISLAR! Sem medos, sem ceder a interesses instalados, a direito!


1 – Aumentar a vigilância constante, assegurada em postos colocados em pontos estratégicos do país. O 1º alerta é fundamental. Pode salvar vidas! É como a luta contra o cancro.

2 -  Assegurar, CUSTE O QUE CUSTAR, que exista uma rede de comunicações que seja funcional, e perene.

3 - Terminar de uma vez por todas, com a quase exclusividade do voluntarismo, num combate tão essencial do nosso território. Os bombeiros, como forças vivas fundamentais da nossa sociedade, devem se muito bem remunerados, e apenas fazerem aquilo. Não devem estar reféns de patrões a quem têm de pedir para sair!

4 - Reordenar as respostas de combate. Não podemos estar à espera de aviões... espanhóis?!?!?!?!? Atualizemos a máxima de Salazar: "Para Angola! Com força e já!", e adaptemo-la aos fogos.

5 - A nossa floresta deve ser toda repensada. As espécies autóctones (sobreiros, carvalhos, azinheiras) devem ter a prevalência sobre o espectro pirómano dos eucaliptos, que deve ser suprimido, de imediato. O dinheiro não é tudo, por Deus!

De todas as imagens, fico com a capa da Visão. Aquela é a imagem. De todas, aquela. Um homem só, de frente para besta, para o inferno, munido apenas de uma magueira, urina com água para cima de um barril carregado de explosivos, prestes a rebentarem- lhe nas mãos. O calor que vem daquela imagem é insuportável! Não sei se ficou, se venceu, se sobreviveu. Mas a verdade é que muitos e muitas nessas condições, sucumbiram para sempre, e jamais poderão ler estas linhas.

O meu comentário final vai para Marcelo rebelo de Sousa, a quem faço uma condenação muito veemente, sobre a sua postura presidencial. Bem sei que o Cavaco era um canastrão daqueles, que nem à antiga. Um barrote com pernas. Um bloco de mármore. Ser melhor, era tão fácil...

Mas aquilo que Marcelo tem feito, nestes últimos dias, sobretudo, deita por terra o prestígio do cargo que desempenha. Os portugueses merecem um 1º Homem, o chefe das nossas forças (judiciais, políticas, legislativas), com outro nível.

Sabi: MENOS!

Já ias...



Andar a dar beijinhos e abraços às avôs enlutadas nesta tragédia, é coisa para lhe fazer subir as votações a um nível estratosférico, mas… não é bem! Eu acho que não é bem. Deixar-se fotografar de braço dado com palermas do Portugal real, para que possam enfeitar a foto de perfil do facebook, ainda vá, que não vá. Foi às escondidas. Quase ninguém soube. Eu é que lhe pedi. Mas isto…

Andar neste baile mandado, do beijinho e do abraço, quase a lacrimejar, é capaz de ser assim para o abusivo. Eu não gosto! Só me apetecia andar atrás dele, como o emplastro, a dizer-lhe aos gritos aos ouvidos: “OLHA O NÍVEL!!!!!”


Olha lá bem, que já não comentas com a Judite, amore! Agora a tua cena é outra!



E Costa, deixa-te de merdas! Aproveita bem o conluio que te suporta, e sê um reformador da política contra os fogos. Ficava-te bem no currículo.

Sabi dixit

Dedico este post, a todos aqueles e aquelas, que deixaram de estar entre nós por esta tragédia; aos que perderam tudo (casas, empregos, patrimónios), e por eles, peço a Deus. Que nunca os deixe, que os suporte sempre, e lhes dê alento para recomeçarem.

As minha orações vão (também) por vós. 

domingo, 15 de outubro de 2017

Como um caballo(s de Marvão) de corrida


Um indivíduo pode perder—se no concelho que o viu nascer? Pode! Já não é a primeira vez, e no sábado voltou a acontecer.

Ainda amolencado, pelo esforço da corrida do último fim de semana, decidi dar—lhe só um pouco, enquanto deixei a infanta, numa das suas paixões.

Obrigado, Sara! <3




 Um gajo não pode andar toda a semana, a comprimidos para as dores de costas (e a chamar—se burro, de cada vez que engolia mais um), e depois estrepar—se, quando pode.

Mas... hoje, voltou a acontecer! Não tem remédio, o tanso.


Pedro just finished a Runtastic run of 11,81 km in 2h 00m




Saí dos Caballos Marvao, deixei a amazona no seu paraíso, e rumei para os lados da Fonte Souto. Passei por ali, e dobrei à procura da estrada da vinha do meu amigo João Carlos Anselmo, que sei que é por ali.

Ouve lá... e dar com a descida lá de cima, de alcatrão, que eu bem vejo, quando vou para os Galegos?!?! Nem pó! Ou melhor, muito pó! Ai eu...

Subi caminhos, envolvi—me em veredas, só via era giestas, balsas, e por mais que corria e descia, não conseguia dar com a estrada para a Portagem, que por certo, passa ali por baixo.












Tive de voltar ao alcatrão, passar junto à quinta dos Conchinhas, onde já tanta vez fui feliz, e subir para a Abegoa. Uma subida daquelas, junto ao depósito da água, a matar, para poder descer em glória, a seguir.

Ali, ainda tive a alegria de me cruzar com a turminha equestre! :D

Foi muita bom!


Valeu!

Dói, não dói?
É!
Estar deitado, a ver futebol e a beber minis deve custar menos...

A cara de alegria da linda e simpática Sara, é a dos meninos e meninas... a trote. :)
E a minha, também! (Ao vê-los passar)



Já dava era um belo mergulho...


A minha estrada. O meu ponto. O meu lugar. (sempre de reflexão e instrapeção)

O Polvo ("O Portugal Podre", ou "Sócrates de Molho")


Prontos! Já não brinco! Chatarrões!!!!! INVAJOSOS!!!!





O menino Pedro Sobreiro, deitado no sofá de casa, completamente estarrecido (e já agora, boquiaberto), a ver as notícias da noite de 11, e o tamanho do iceberg, que suspeitávamos ali estar. 

ZZZZZZZZZZZ... Estou a dormir... este bornal do dROCAS agora?!?!?!?

A investigação mais mediática de sempre da justiça portuguesa, liderada pelo Mistério Público, e pela minha Autoridade Tributária, ao longo de 4 anos, e mais de 4.000 páginas, deu em acusações graves e concretas, ao homem que foi o nosso primeiro—ministro durante tanto ano, e ao banqueiro mas prestigiado de todos.

31 crimes, e 24 milhões na Suíça...

FFFOOOOOOONNNNNNNNNNNN 
Ai mas caganda cena!!!!!

Muito, ou quase tudo para ler... aqui.
(COM MUITA COISA PARA LER, MUITO EXCELSO TRABALHO JORNALÍSTICO, À DISPOSIÇÃO...)


Já rasguei os posters do Stallone em "Rambo — First Blood", e dos Scorpions, do meu quarto. Tenho de convencer a minha Fernanda.


HERE I AM!!! ROCK YOU LIKE AN HURRICANEEEEEEEEEEEEE!!!!!!!!

Onde estavam eles, hoje é só Rosário Teixeira. Amo! É desta que vou deixar crescer o tal bigode... ;)


Adenda: apesar de tudo, lembrando os autocarros cheios de gentalha do povão, que se deslocavam à prisão, para pedir a sua libertação... só posso lamentar.

AI BOM, BOM, BOM...
QUE ME ABALAS!!!!!!!

Tás a ver... nosso tio Sabi? Eu não te dizia? (que ia ser assim?)

Se o Soares não tivesse já falecido... nem sequer imagino...


Dava jeito, não dava?!?!? "Ó Sr. Juíz! DESAPAREÇA!!!!! E DEIXE O MEU AMIGO, QUE ME FARTEI DE IR VER À PRISA, QUE É TÃO DOUTO, TÃO EXCELSO, E SE FARTOU DE COGITAR!!!!! DESLARGUE-OOOOOOO"


Agora, vamos a ver quanto tempo lá estäo...

Ai, ai, Sabi!!!!
Levas tau-tau!!!!
Não te calas, cabrão?!?!?