sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

O que é raro? (porque o normal, em Portugal é esta calhandrice, roubalheira, manigância)

Lindos! À esquerda, com a linguinha de fora, e a mandar um xôxo; ou descalços no areal em Copacabana. Quem pagamos?

O vosso tio Sabi tem andado atarefado noutras andanças, noutras publicações, de âmbito desportivo, não tão felizes; mas não pode deixar passar esta cena RARÍSSIMA em claro.

Ai mas ca granda merda, opá! Bem… que cena de alta escala.

Então vamos lá ver se eu percebo, como se fosse muito Antunes Bornal. Uma tal Shôdona Paula Brito e Cunha, teve a infelicidade de ter um filho com uma maladie, deveras estranha, também ela com um nome… raro. Por mérito seu, que isso ninguém lho pode tirar, fundou uma associação de nome RARÍSSIMAS, para arranjar guito para a malta que padecia desses devaneios do infortúnio. Sob o lema “existimos porque há pessoas raras, com necessidades raras”, pedalou, tanto andou e tanto se mexeu, que em Outubro de 2003, a Raríssimas foi reconhecida oficialmente como Instituição Particular de Solidariedade Social de utilidade pública.


Assim, podia organizar congressos, seminários, pesquisa de doenças raras, estudos epidemiológicos e apoio domiciliário aos portadores de doenças raras e seus familiares. Foi crescendo, ganhando corpo e da sede, na Ajuda, consegui estendeu-se a muitos outros pontos do continente e ilhas.

A Paulinha, anterior jornaleira (http://observador.pt/especiais/paula-brito-e-costa-a-mulher-que-deixou-um-quiosque-de-jornais-para-se-dedicar-a-rarissimas/), sempre com grande persuasão e savoir faire, foi tocando nas partes mais frágeis e solidárias da pessoas do Jet 7, Jet 8, e 9,5. Conseguiu apoios de farmacêuticas, conseguiu dinheiro de todo o lado (a causa, dispunha a tal) e que a tia Maria, esposa do do Tio Cavaco, a apadrinhasse em 2006.



Em 2009 é lançada a Linha Rara, com o apoio financeiro da Direção Geral da Saúde (DGS) e chegou a ser considerada, mais do que uma vez, a nível europeu, a linha de apoio com maior número de pedidos respondidos em função da população do país.

Chegou até a inaugurar em 2014, o maior projeto da Raríssimas: a Casa dos Marcos, na Moita.


Tudo estava bem, enquanto parecia bem. Mas a verdade é que esta grande aleivosa, que dizem os pasquins de agora, passou de uma pessoa preocupada com a família, que acordava todos os dias bem cedo, para ir trabalhar num quiosque de revistas e jornais nas Avenidas Novas, em Lisboa; para uma esbanjadora, de fundos, subsídios, vencimentos e rendas.

Dá-se o estoiro, descobrem-se as tangas e, é só rolar cabeças, ficando algumas delas, tortas como os seus olhinhos…

Esta reportagem do Observador, para além de muito bem feita em termos jornalísticos, e mais do que suficiente para esclarecer alguma dúvida acerca do mesmo, dá perfeitamente para um se conseguir aperceber da gravidade da coisa.



Eu só quero é dar, e deixar aqui nota no meu blogue, da minha profunda revolta, desprezo, e desagrado, pela forma como tudo se desenrolou, e se deu. Então o filha da puta do secretário de estado da saúde, Manuel Delgado, mente aqui neste vídeo, publicado no excelente trabalho da jornalista da TVI, Ana Leal; com todos os dentes da boca, e não se queria demitir?!?!?!?





Não conhecia a Paula?!?!?!?
Nunca tinha estado com a presidente?!?!?!?!?
E andava a passeios com ela em terras de Vera Cruz, em poses muito pouco convencionais?!?!?!?!?  Angastar o dinheiro dos tadinhos»?!?!?!?

Pois a mim o que me preocupa mesmo, de fundo, é que todas estas peças são matrioskas da família Socialista, peças de uma engrenagem de esquerda, do punho cerrado, muitos dos quais respiravam aqueles ares circundantes, por exemplo, à figura dantesca de José Sócrates, o enginhairo.

Deveria de ter havido muito mais frontalidade, espírito aberto, clareza inclusive, da parte de todos, incluindo de quem foi Ministro da Justiça dos tempos do da Covilhã, e agora é o primeiro de todos eles.

O que vale é que os comunas e os bloquistas os vigiam, porque deixá-los assim à solta… é coisa para não correr lá assim muito bem.


Toda a reportagem está aqui, ademais, muito bem explicada. Para verem e pensar.

Vieira, aguentaste-te, meu valentão...

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Rio Ave - 3 x Benfica - 2 (Adeus ó taça!) que era nossa...




E não ganhas nada lá fora,
Não ganhas nada por cá,
Sabia que não podia durar sempre,
Mas porra, pior que isto, (acho que) não há.


Bater no fundo é duro,
E não se deseja, nem a quem se quer pior,
Porque parece que desaparece tudo,
(Tudo) O que no passado se teve, de melhor.


Foi um jogo eletrizante,
Disso ninguém pode duvidar,
Mas tu tiveste o sonho na mão, (ou no pé do Pistolas)
E deixaste-o voar.


São Jonas esticou a passadeira,
Ainda pensaste que sim,
Mas por falhanços graves, teus,
Sempre tombaste, por fim.


Vila do Conde é duro (porra),
Essa terra é norte sem fim,
Tem mulheres peixeiras barbudas,
Tem más recordações e afins.


O Marrafinhas do Cervi embrulhou-se, (palerma!)
Deixou passar o lance, e meter o primeiro,
Lionn chamou-lhe um figo,
Empatou, saiu ligeiro.


Ainda não tinha passado um quarto (de hora),
E já as estavas a amargar,
Um puto com ar de côca e paneleiro,
Marcou um golão de arrasar.


O puto Varela não é mau,
Esticou-se, viu se conseguia chegar primeiro,
Mas ia tão boa, e tão certeira,
Que mais parecia um morteiro (nem que fosse morcego lá chegava, o preto.)


Papas um, depois outro, e queres-te endireitar,
Queres-te pôr de pé, e respirar,
Mas cai-te a gentalha toda em cima,
E tens de amouchar.


Já estava tudo “ó tio, ó tio”,
A ver se conseguia marcar, antes de acabar,
E brilha a puta do guarda-redes Cássio,
Que brilha sempre contra a gente, sempre sem pestanejar.


Um penálti do Pistolas,
Batido com força, colocado, com vontade de entrar,
E o gajo estica-se como um gato, possuído,
E consegue ir-la lá buscar.


Eu, pessimista como sempre,
Pensei: “está tudo acabado”.
Mas eis senão quando, surge o nosso cabeçudão capitão,
E marca num canto, todo baldado pré frente, todo deitado. (de carrinho)


Esse grande símbolo acabou por depois, cair de pé,
num lance todo esticado,
Em que se magoa na perna,
E dá braçadeira ao Jardel, seu afilhado.


Sem ele, e como é ele,
Ficámos reduzidos a dez,
Com a carne toda no assador,
Sem hipótese, de meter alguém na sua vez.


Ele era Jonas (já rebentado),
Ele era Jiménez, ele era Sferovic,
Eles eram todos na frente e mais algum,
Mas todos juntos, não valiam um penic.


Uma terra agreste, pouca gente nas bancadas,
Toda a equipa a arrastar,
Debaixo da chuva, do nevoeiro,
E eu em casa, sozinho, à lareira, a arfar.


Por aqui se tira uma ideia,
Do que isto tudo pode ser.
No ano passado, tudo ganhámos,
Neste, tudo vamos perder.


Foi a Europa; agora, foi a taça,
E há-de ir a da Liga (que a gente ganha sempre),
Mas vai também o campeonato, (não me venham com essa conversa do penta),
Que isso mói-me a cabeça, e a barriga.


Nós podemos ser Benfica,
Ter paixão, amá-lo de toda a vida, e para toda a vida,
Mas a gente não é estúpidos,
Não fica assim convencida.


Quando os tempos mudarem, (e oxalá que mudem, depressa)
A gente pode sonhar outra vez,
Mas por agora, deixem lá os outros brincar,
Façam de conta, que nada se fez.


E pensem como eu,
Que há sempre coisas piores.
Acreditemos neste grande presidente, (que já tanto nos deu)
E esqueçamos os anteriores!


Pensem que o Vale de Azevedo voltava (medo!)
Ou vinha o bubatana do Vilarinho,
Caia o Carmo e a trindade,
Até enlouquecia o Zé Povinho!


Amanhã, quando gozarem convosco (o que é mais que natural, e merecido),
Digam que estão à rasca, e corram para a sanita,
Ou façam-se moucos, não liguem,
E moam-lhes assim a cabecita.


Eu cá, o Drocas Sabis, vai-se deitar,
E só espero que na terra dos sonhos,
Não haja bola, nem taças,
Nem equipas destas, para me apoquentarem os descansos.


Até amanhã. Que esse, seja melhor que o de hoje.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Nos 39 anos do clube de sempre (quantas histórias)...

Eu com cabelo... era bem.
Um grande abraço ao Sr. António Machado, meu querido, e distinto amigo, que creio assinou o meu cartão, não é assim?
O senhor foi um dos homens, do qual senti a falta. Acredita?

Lindo, sogrinha Maria Jacinta Lança! Lindo!

Já há muitos anos... Deixa cá ver a foto do cartão, em cima... 88... 17... há 31!

Nascido em 78, o segundo clube da minha vida (que o Benfica sempre foi o 1°, e assim estará sempre, embora agora vá em 3° :( ), celebrou hoje, dia 12 de Dezembro, o seu 39° aniversário.

Antes do aniversário, fui dar, como em todos os anos, os parabéns da praxe, à minha grande amiga Maria Joaquina, mãe dos meus amigos José Carlos Costa, e Artur Costa. Hoje, e sempre, dois filhos da mãe!

E que mãe (coragem, esta...)

Festa simples, humilde e muito simbólica, reuniu os duros de sempre, de volta da data, das palavras de nosso presidente Luís Miguel Barradas (cada vez mais eloquente), de um requintado lanchinho convívio (onde não faltaram os sempre fabulosos frangos assados do Sr. Saúl, a omelete soberba da Dona Jacinta Lança), e após, o bolo de aniversário (confecionado pela mesma artista da cozinha, senhora que me faz o favor de ser minha sogra), degustado por entre brindes de champanhe a martelo do Lidl.

Era cá com cada talhada, ó Luis...
A triste constatação? Sermos sempre os mesmos. E destes, cada vez menos, porque, quer se queira, quer não, sempre vai havendo os que vão levando caminho. Mas ali não faltou o sócio n° 2, senhor meu sogro; os meus outros colegas da direcção, como o João Paulo Ginja Dias, o Mário Mario Costa, o José Manuel Vaz, o atleta Pedro Vaz, a incansável, sempre presente, e valiosíssima Mila Mena; a outra rapaziada mais nova, e outros indefectíveis, que nunca falham.


Quem cantava mais alto?
Acho que eu
Desses, faltou—me o meu amor Joao Carlos Anselmo, o meu Nuno Pires, e o meu presidente da Assembleia, Fernando Dias, que não esteve presente por motivos laborais, mas teve o cuidado de enviar, a sua comunicação, pedindo desculpa, e desejando a maior sorte.

Fez—se o minuto de silêncio por quem cá não está já, falou—se, e enalteceu—se, que esta direção, à qual tenho o orgulho de pertencer, é a mais longa da história do clube. Não se trata de soberba, mas sim de coragem em manter a luz acesa.

Não se falou no que eu gostava... nas obras que hão—de obrigatoriamente vir, da pressão que tem de ser feita à autarquia, para que zele por esta "Altice Arena" do concelho de Marvão, do futuro... Esta direção que legalizou a sede, como nossa sede, e assim assegurou o maior património do clube, já vai estando numa posição de exigir respeito, cordialidade, atenção.

Os políticos? Olhem... nem vê—los. Apareceram no final, sim. Mas blá, blá, blá...tá bem, abelha. Mas ter gente com pompa, circunstância, saber estar, a felicitar, e cantar os parabéns... como cantava a música? "TOU NEM AÍÍÍ..."

Perdoem—me o desabafo, mas este GDA, onde a coqueluche é a equipa de futsal, com muitas estrelas que nem nos conhecem, já não é bem o meu.

O meu é o das tardes/noites a jogar com os amigos, ao bingo na Cave, aos matraquilhos, à sueca, ao snooker e às setas, na sala n° 1.

O meu GDA é onde se namorava, onde se começava a namorar, das tardes inteiras a dançar na discoteca "A Cave", (primeiro a beber Coca Colas de 33 cl, aos domingos à tarde, antes de ir ver o MacGyver; depois a beber Pisang Ambons, antes de entrar já na fase das médias Super Bock, depois Vodkas, (que nunca fui muito de Baccardis, nem Gins).

O meu GDA é o dos torneios de futsal no Verão, onde se juntava a terra toda nas bancadas, e enchia o pavilhão; é o de uma equipa de futebol de 11 onde jogava o meu irmão Miguel Sobreiro (um craque, o puto!), é o de uma equipa toda feita de malta daqui, só com uma ou outra estrela vinda de fora.

O meu GDA é o da mulher que trazia os filmes de Alpalhão (?), Tolosa(?), cuspidos diretamente para a parede, saídos de um retroprojetor manhoso, e um som de "aivalhameDeussss", onde vi, por exemplo, o inesquecível "Clube dos poetas mortos".

O meu GDA foi onde comecei a trabalhar no bar, para ganhar trocos quando não entrei, por milésimos, para a faculdade, na 1a fase.

O meu GDA é o dos grandiosos bailes das rosas, da pinhata, dos solteiros/casados. O meu GDA, é a sala que enche, e preenche a nossa vida.

E foi ali que me fiz homem, amigo, amante, crescido. Naquelas 4 paredes, que sabem tanto de mim, e da minha vida, onde tantas vezes, fui, como hoje (mais uma vez) feliz.

LONGA VIDA AO ARENENSE!!!! <3



Bem hajas por tudo! ;)

domingo, 10 de dezembro de 2017

Levantar o astral (em solo nacional) - 3-1 ao Estoril em casa



-  Aí, eu dissi ao cara: discurpa, hein?... Eu sô edjucadu... morou?



Até sempre, homem do leme...



Nota muito, muito positiva para Krovinovic
Este... SIM!


AGARRAAAAAAAAAAAAAAAA O TOIRO, LINDO, LINDO, LINDOOOOOOO...

Liga NOS 17/18
Jornada 14
09.12.2017

Assentando arrais em casa contra o Estoril, depois do brilharete de ter apenas conseguido, a pior participação de sempre de uma equipa portuguesa nas competições europeias, o meu tetra campeão Benfica, queria continuar a persistir no sonho de ser penta, e tinha como missão igualar nesta noite, embora apenas à condição, os líderes rivais, arqui-inimigos no topo da tabela classificativa da Liga NOS.


Maneira que… foi um belíssimo desafio! Nem nós fomos tão maus, assim como não fomos tão bons; da mesma forma que eles não foram uns orgulhosos titulares do último lugar da tabela classificativa. É que não pareciam, de todo, uma equipa que há 700 e tal minutos, 12 horas, 8 jogos, não iam buscar a bugalhinha ao fundo da baliza adversária. Estava tudo transfigurado.


Logo a começar o jogo, o senhor Pizzi, ainda com as orelhitas a arder, dos ralhetes do ribatejano Vitóri…oso: apanha-me um ressalto, ou uma bola perdida, e em vez de meter para o lado, para os colegas de continente Sálvio e Cervi, rematou, feito egoísta. Ao lado. Bem feita!


Pouco passava do quarto e já o argentino de sonho, estava faturar, a centro de régua e esquadro de Cervi.


Como amor é dar… e receber, 5 minutos depois já ele estava a fazer o mesmo, com um centro endossado ao Mr. Jonas Pistolas que … claro… não falhou.

Estava eu descansadinho, que ia apanhar ar para o intervalo quando filho da p… brasileira, sua mãe, me marca um golão de cabeça daqueles que se apanhasse o ferro, mandava-o abaixo.





Pensei… prontos! Já estamos feitos. Poderíamos ir descansados para o meio, preparar o que resta e assim… já vamos ficar com ele na mão.


Abre a segunda metade, com um Varela voador a negar um golo Estorilista monumental. E, como se para susto não bastasse, aquele coroata Krovinovic do catano, provou mais uma vez que brilha como um diamante na lama, e se destaca da enorme boçalidade das contratações da retambana, do meu Benfica, nesta época. Numa triangulação perfeita, ao cair do 60 minutos, carimbou a tranquilidade.



3 a 1 tá bom mas… eis senão quando os canarinhos fazem o segundo. Iam 23” decorridos do segundo tempo, e o nosso São Varela, acudiu e defendeu à queima-roupa por instinto, mas… a gaja saltou para a marabunta, e ENTROU…


OOOOOoooooooooooooooooooooooooooooohhhhhhhhhhhhhhhhh


Mas eis senão quando, o referee levantou o bracinho e… chamou o VAR. VAR esse que disse: “sim sanhor! O golo é para anular porque foi metido com a mão. Repetição 1, repetição 2, volta atrás, e deixa andare e… não conta!

Bem diziam os de amarelo, que quem tinha razão, era o grandalhão careca, com cabeça de falo, quando os tranquilizou dizendo que aquilo que não ia ser golo. Pudera! Ele viu!


Pois diz o parvalhão do velhadas nos jornais, (enche a página no pasquim dos tripeiros) que o V.A.R. é um embuste, que é só falsidades, e lhe tira pontos…


Primeira parte da entrevista! Amo <3
Vou já pedir ao meu amigo Rui Boto para me guardar a segunda!
Vou mandar emoldurar!

AHAHAHAHAHAHAHAHAHAahahahahahahahahahahah  esse tempo do Salazar já lá vai, velhinho. Vai para dentro do frasquinho de clorofórmio, vai, que te constipas…

Pois eu cá sou 100% a favor, porque aquilo é 100% a favor da verdade desportiva. O que ele não quer é que o rigor científico, lhe tire a almofadinha de segurança que a canalhice lhe dava.

Ele gostava era destes tempos… com o terror do Pulinho Santos (nome curioso e engraçado, ademais…), a correr à frente deles!


Vem-me para cá com livros de polvos encarnados, vem… Que vídeo tão bonito eu fui encontrare, com o árbito a correr à frente dos cães de fila nortenhos... desse arquibúfalo do João Pinto, do Boizão do Jorge Costa,até do matraquilho do Secretário... hehehe um festim de aprendizes de mafioso (que o il padrino, ainda lá se encontra aos comandos do avião), a levarem tudo na frente! Vai bófia, vai tudo!!! EHEHEHEHEHEH 


Para a história fica...


                                        

Grão a grão, parceru! Si querim nus comêr, vão ter dji nus engoli

sábado, 9 de dezembro de 2017

Querido Pai Natal tecnológico





A minha filha Alice... me encanta!

Ontem, escreveu uma cartinha ao Pai Natal, com preços e tudo! (que o velhinho também tem de se esmerar, na forma como aplica a pensão.) Amo! <3


Hoje, foi—se à Feira do Livro a Marvão, e achetou um livrinho, mesmo escrito para ela!




:P #tádemais!

Como a Alicia, sua amiga, canta... "This girl is on fire!" 




terça-feira, 5 de dezembro de 2017

A Beirã (sempre ela), para uma festa, e um adeus…


A Beirã é o centro nevrálgico da minha vida. Nela nasci, nela cresci, nela me fiz homem, e quando a vida terminar, é a ela que quero que os meus restos regressem. Dali parti, e ali quero regressar. Aquele que é o meu centro geodésico.

Hoje, dia 5 de Dezembro, a ela regressei, para celebrar uma vida, e lamentar a perda de outra.

O meu amigo, poeta, António Manuel Vaz Gonçalves, fez hoje 53 anos. E mesmo que eu me pudesse esquecer, coisa que certamente não aconteceria, ele fez questão de a assegurar.
Como?
O chefe disse-me: “Pedro… podes chegar ao telefone? É para ti. É o teu amigo António.”

- Alô? Quem falas-me?

- MAAAAAAAAANNNNNNNNNNNN… Crooner!

AMANHÃ FAÇO ANOS!!!!!!!!!!!

- Eu sei, bebé! Sei o teu dia de cor, e o do menino Jasus! Como é que me poderia esquecer?!?!?

- Ah… fixe! Faço 53!

- Graças a Deus. E que queres tu, que o teu tio Sabi te faça, meu amore?

- Nada, nada, man! Era só para saberes.

Claro que hoje de manhã, à primeira hora, lhe liguei. Cantando a minha canção dos amigos especiais (com voz de palhacito): “Hoje é dia dos teus anos, porisso estamos aqui, como ameguenhos que somos, acantare sóparati! Parabénsavocê! Nestadataqueri…da, muitas fe-li-ci-da-des, muitos anos de vida, hojeédiade festaaa, cantam as nossas almas, parao meu amiguinho António, uma salva de… palmas!”


E ele do outro lado, “eheheheheheheh”.


E disse-lhe: “MAN!!! Logo quando sair, vou ter contigo!” (para ele andar o dia todo contente, a pensar nisso)

- A que horas, man?!?

- Sempre depois de sair, mano! Lá para as 4 e tal… vamos lanchar, ok? Tu fazes os anos, mas sou eu que te convido.

- Iá, na boa.

Cheguei assim que saí. Deviam ser perto das 5, ou pouco faltava. Assim que parei o carro, 
toquei a buzina, à porta. Aparece-me de pijama e roupão, de braços abertos:


- “MAAAAAAAAAN!!! Agora já não dá! É quase hora de jantar! Às 6 e meia, é hora da Anta trazer o jantar!

- Ouve, mas… (disse eu, olhando para o relógio), são cinco e…

- Ah, iá, na boa! Podemos ficar aqui a fumar um cigarro. Queres entrar? Queres sentar-te aqui na cadeirinha do jardim? Ainda está sol. Olha vou-te fazer um café bom, na minha máquina de fazer café.


- Isso seria ótimo.

- Man… antes que os meus pais vejam, emprestas-me 5 euros? Paguei os cafés à malta toda dos Barretos, ao pessoal do bairro, da Anta, só recebo dia 20, e fiquei sem guito nenhum.

- (Abrindo a carteira) Não sei se tenho, mas… olha! só tenho 20. Não tenho destrocado…

- Ouve man… esquece o meu café. Vais ali ao Jorge, bebes um café, e trocas.

- Tó, a tua velocidade a pensar, impressiona-me sempre! É vertigionosa!
(rindo baixinho às gargalhadas) Eheheh, va lá, vai, que eu espero aqui (de perna trocada, no jardim).

Voltei com o troco na hora e trouxe-lhe o rebuçadinho que oferecem, de cortesia, no café.

- Olha-me bem o que te trouxe…

- Fixe! Esses de café, são ótimos.

- Ouve man… Agora quando receber, não vou lá a Marvão devolver-te estes 5 euros (como faz sempre. Bem cedo. Ainda antes de abrirmos ao público, Depois fica na rua, à espera.) Não vou porque está muito frio!

- Claro, man!!!!! Agora temos as contas saldadas! Pagas sempre os empréstimos, portanto, eu confio em ti, como não?

- Quando for lá um dia a Santo António, vou lá à tua casa, tu dás-me um cafezinho, um “S” daqueles belíssimos da tua sogra, bebemos, comemos e fumamos no teu quintal, como no outro dia, e pago-te.

- Já me estás a impressionar outra vez. Mágico!

Começámos a conversar, o que era para fazermos, afinal.

- Man… já faço 53, já viste? Uma cena... De vez em quando, acordo de noite para ir à casa de banho, venho beber um café, fumar um cigarro, e ponho-me a pensar. Na vida como ela é.


- Sabes, eu sempre fui uma criança muito solitária.

- Talvez por seres filho único.

- Iá… é capaz de ser por isso. Estás a ver aqueles canchos além? Eu passava os dias inteiros a brincar ali. Com o Fernando Belo, o Magafo, o Rui Felino…

- Qual Magafo? O mais velho, ou o mais novo?

- Com os dois. Mas por vezes ficava ali a brincar sozinho. Sempre passei, e gostei de passar muito tempo sozinho.

- Eu, estranhamente (porque sempre me relacionei muito com os outros), também. 


Quando vim do Júlio de Matos, vinha no Lusitânia (Expresso, comboio que passava aqui por volta da 1 hora da manhã). E cheguei aqui sem nada. Tinha apenas uma camisola vestida.

- Tens memória desses tempos, Tó?

- (Fumando, mastigando o fumo) Tenho, man. Aquilo comia-se muita mal. Não valia nada. 

E os enfermeiros batiam no pessoal…

- A ti?!?!? (que sempre foste enorme)

- Não, a mim, não. Nunca me bateram. Mas lembro-me dos gajos, a darem estalos nos pacientes. E nunca me davam tabaco. Naquele período em que lá estive (creio que dois ou três meses), fumei apenas um único cigarro, que me ofereceram.


E foste para lá porquê? Recordas-te?


Falou-me dos ataques de pênico, que chagavam a demorar horas, dias, em que tinha medo de tudo, gesticulava, e não conseguia tomar conta do corpo. Destruindo muitos mitos e conceitos acerca dele, assegurou que nunca tomou drogas duras injetadas, e ao contato com elas, se limitou a cheirar coca. Confessou que o seu grande problema sempre foi o álcool. Hoje em dia, disse-me firme, que a sua doença se resume à bipolaridade, muito atenuada pela injetável, que toma com regularidade, e lhe permite ter uma vida absolutamente normal.

- Man, não me falta nada!

- Que bom que é ouvir isso, Tó.

-Tenho televisão, internet, computador, telefone, boas refeições, casa, durmo muito bem durante 7 horas, e quando assim é… está tudo bem.

- Maravilha.

- Epá, não sabia daquilo que me disseste ontem, que o Zé Pedro dos Xutos tinha morrido. Não vejo televisão e notícias…

- É… chegou a hora dele. Mas, viveu bem a sua parte. Muito álcool, muita droga dura, muito aceleramento. Ainda era novo mas… com um transplante hepático… Teve honras de Estado. Saiu dos Jerónimos com o pessoal todo a cantar o “homem do leme”, às costas dos seus companheiros de sempre… Eu é que já não consigo chorar, porque, tinha sido uma lágrima muita bem vertida. Olha, eu mostro-te no telemóvel… (mas depois, não sei porquê… passou.)  


- Olha, bacano, temos que nos aconchegar que o sol pôs-se, e fica um frio do camandro.

- Pois é. Podes crer. Vou ali levar-te ao carro.
(E ficou a dizer-me adeus, de robe, todo sorridente, caminho do leitor de DVD, para ver o dvd do “Rattle and Hum”, dos U2, que lhe ofereci dos meus.)

- Este ainda nunca o vi. Deve ser demais.

- Os putos irlandeses a descobrirem o maior país do mundo (em termos culturais, para nós).
Mr. Teacher: it’s an hell of a ride!


Nesse mesmo instante passou a carrinha funerária, com o corpo do Sr. Joaquim Viegas, mais uma figura icónica da Beirã, que se vai. Colega de escritório do meu pai, sentado na secretária à frente da dele, conhecia o Jaquim de toda a vida. O Jaquim… maluco, como era tratado por quase por todos. A loucura aqui, era um cognome não depreciativo, de tonto, de menor; mas sim de arrojo, porque ele era um homem, ao qual ninguém ficava indiferente. Ou se adorava, ou não se gostava nada.


Inteligente (o meu pai estava sempre a gabá-lo), era um gajo de repentes, de convicções fortes, e expansivo. Grande lagartão na 5ª casa, tal e qual como o meu pai, vivia a paixão sportinguista de uma forma, absolutamente avassaladora. Lembro-me dele, quando o Sporting foi campeão, ao fim de muitos anos, de ter subido em êxtase a rua do Café Nicau, vestido com uma bandeira de manto, e um leão enorme debaixo do braço.


Viveu a vida, como quis, e os vícios, de forma muito convicta, também. Nisso, era tal e qual como o colega João Sobreiro, quer no que diz respeito ao álcool, quer no que respeita ao fumo. No auge das suas vidas, não eram alcoólicos, daqueles que nos habituámos a ver na televisão, na vida, nas séries e nos filmes, mas era raro o dia em que não bebiam um copito. E muitas vezes, tantas vezes, demais. Como demais eram os maços de cigarros que fumavam ao dia, que certamente, muitas vezes, passavam dos dois. Nunca menos, sempre para mais. Ora, 40 x 365, dá 14 600 por ano. A multiplicar por 10 anos = 146 000. Vezes 20… e por aí fora. Ou seja, muito cigarro, nada de bom. Mas… quem nada disso faz, também marcha, e eles, tiveram o prazer de terem podido fazer isso.


Ultimamente via-o mas, ficava sempre triste por o ver. Tentava encobrir isso, brincar com ele, meter-me por causa da bola, ou outra cena qualquer, mas… estava sempre com dificuldade de respirar, sempre com a malinha do oxigénio atrás, passava.


Soube há dias que estava muito mal nos paliativos do Hospital. Quando ali se entra… as pessoas sabem que o regresso à vida, pelo menos da forma que os que os amam, queriam, será difícil.


Falei há dias com a Carla Alexandra, que trabalhou no infantário, de quem gosto muito e tenho muito respeito e admiração (quanto mais não seja, pela forma como se tem adaptado às diferentes ocupações que tem tido depois do infantário, onde a conheci), e ela foi-me dando notícias dele.
Sabia pela minha mãe, amiga profunda, como família, que estava mesmo por um fio.


Pedi a Deus, tenho pedido há dias, que lhe fizesse o melhor.


Agora, espero, peço que esteja em paz.

Entre o esplendor da luz perpétua. (que é uma imagem belíssima, e me dá imensa paz).